terça-feira, 23 de junho de 2020

A paz seja convosco Amém 23/06/2020 Ev-Manoel Moura


 Em quem creio no meu Deus ou na minha luta?  Baseado no livro de 1 Samuel 17 A história de um menino que talvez era desprezado por todos, pela sua estatura ou idade não sei, o que sei é que foi ele quem mostrou a todos que Deus está com quem confia nele.  Pela narrativa de 1-Samuel 17, Davi era e está impossível de vencer Golias, porque? Olhe a altura de Golias, obs. suas armas, veja como ele falava para amedrontar o povo de Deus, aliás, um povo que se dizia de Deus mais não confiava em Deus tanto assim.  Perto de Golias, com a estatura que tinha, as armas que usava, Davi estava a ponto de morrer, mias não é a estatura, nem quais quer tipo de arma feita pelo homem que pode parar um ungido de Deus. Ele veio a Davi, com lança, espada e escudo, Davi por sua vez não usou nem uma armadura humana, nem arma alguma que o homem tivesse trabalhado para batalha em guerras.  Davi apenas com um badogue, (um estilingue) mostra que basta está com Deus, clamar a Deus, cré em Deus. Davi disse, você vem a mim com espadas e porretes, mais em venho em nome do SENHOR dos Exércitos.   Pode se levantar o mundo inteiro contra você, podem vim a você com todas as armas humanas, se você tem a certeza que está com Deus e ele com você, basta avançar.   Conforme Daniel 6, os inimigos te julgam, procuram todos os tipos de artífices para que você seja envergonhado diante de todos, mais se você permanece fiel a Deus, nada por te tocar, ele fecha boca de leões, esfria fogo mesmo queimando só para provar que está contigo.   Roupas lindas, belas veste, não te diz que é um servo de Deus, porque assim se encontravam os soldados do rei Saul, de dana adiantou, o que basta mesmo que ter intimidade com o espírito Santo. Todos na cidade agrumerados planejado o ataque de uma guerra e Davi, no campo, cuidando do rebanho e adorando a Deus com sua harpa.   Deus usa a quem está esquecido aos olhos humanos e deixa no esquecimento os que se julgam se exaltar diante de outros.   #FORÇAFOCOEFÉ 

terça-feira, 16 de junho de 2020

Permita-se ouvir a voz do Todo-Poderoso ( DEUS)

Estudo sobre ÊXODO 11

Porque Deus tem um povo que verdadeiramente lhe obedecem

(E esse é o povo escolhido)

 

ÊXODO 11

INTRODUÇÃO

Encerramos o capítulo 10 de Êxodo vendo Moisés e o Faraó trocando suas últimas palavras. Os três primeiros versículos do capítulo 11 interrompem esta conversa a fim de nos fornecer algumas informações necessárias. No versículo 4, essa última entrevista entre Moisés e o Faraó é resumida.

I. MAIS UMA PRAGA – VERSÍCULO 1

Que tolice é para o homem mortal desobedecer a Deus. Faraó aprendeu que o cumprimento da vontade de Deus não pode ser impedido e nem mesmo abandonado (compare Êxodo 5:2 com Êxodo 12:31-32). O Senhor sabe como humilhar o teimoso e vencer a fraca resistência do homem (Isaías 14:27).

Deus poderia ter feito isto antes e poupado tempo. Entretanto, Ele é um soberano longânime que deu ao Faraó a oportunidade para obedecer e assim evitar esse terrível julgamento. Ao fazer assim, o Senhor revelou a Sua misericórdia, expôs a maldade do coração do homem e deixou registrado o Seu magnificente poder.

II. O DESPOJAMENTO DO EGITO – VERSÍCULOS 2-3

Israel deveria se preparar para o êxodo tomando emprestado as riquezas dos Egípcios. A admiração que os Egípcios tinham por Moisés fez com que suas solicitações fossem atendidos e desta maneira a promessa de Deus fosse cumprida (Gênesis 15:14, Êxodo 3:21). Deus sempre pode abrir as portas para o Seu povo.

Algumas pessoas têm ficado incomodadas com a idéia de Israel ter tomado emprestado sem pagar. Além do fato de que somente Deus é o dono de toda a Sua criação e pode dispor disso como lhe agrada, devemos considerar os seguintes fatos:

1. A palavra hebraica traduzida como “emprestar” significa “pedir” ou “requisitar” e não quer dizer necessariamente que há uma promessa de pagamento.

2. Israel havia enriquecido o Egito sem receber salários.

3. Ao deixar o Egito, o povo de Deus deixou suas casas e terras para serem tomadas pelos Egípcios.

III. UM TERRÍVEL JULGAMENTO – VERSÍCULOS 4-6

Deus é longânimo, mas a rebelião contínua trará o dia da ira (Provérbios 29:1). O primogênito era a esperança, força e herdeiro da família. Nenhuma família do Egito estaria isenta. Desde a mansão até a cabana, ninguém escaparia da visita do anjo da morte. O mundo só presenciou uma noite como está apenas uma vez. Imagine se isso ocorresse em nosso país. A sofrimento estaria em todo lugar! Quando o homem se recusa a ouvir, Deus sabe como falar de maneira que ele ouça.

IV. A SEGURANÇA DO POVO ESCOLHIDO DE DEUS – VERSÍCULO 7

Nenhum israelita morreu. Nem mesmo houve o barulho do latido de um cachorro contra o povo de Deus naquela noite. Por natureza eles não eram melhores do que os Egípcios. Foi a graça da eleição e da redenção que fez a diferença. Há segurança em Jesus Cristo. Que quadro! Toda a nação eleita segura e todo o restante sob julgamento. Nisto Israel foi uma figura dos eleitos e de todos os santos comprados pelo sangue em todas as épocas.

V. FARAÓ ENDURECIDO – VERSÍCULOS 8-10

No versículo 8, Faraó é informado de que todo o Egito logo se arrependeria de sua determinação de manter Israel sob escravidão. Moisés ousadamente fala as palavras de Deus ao Faraó e saia demonstrando uma justa indignação. (O endurecimento do coração do Faraó foi visto numa lição anterior).

Intentado a ser cruel, Farão não abre mão de sua creça a deus minúsculos como os deuses do Egito, quando se ver perdido, por um momento ele abre mão do povo de Deus para que saia e vá adorar seu Deus no monte, mais a ideia dele é que o povo vá e volte, mais a vontade de Deus era que fosse embora de vez.

Vamos analisar o capitulo 11 de Êxodo, existe aqui algumas regras, ordens de Deus com seu mandamento já preanunciado, que seu povo deveria estar onde ele preparou para estar, Canaã, terra que mana leite e mel.

Tudo que Deus prepara para seu povo é perfeito, todos os povos estranhos tem inveja do povo de Deus, mais o pior que existe muitos ainda do povo de Deus apegado ao Egito, assim como no Egito existia muitos Egípcios apegado ao povo de Deus e por isso, foram embora junto ao povo escolhido de Deus, por ver tanto Poder em um Deus só, enquanto eles adoravam vários e não fizeram nada para livra eles das pragas.

No último dia vai ter muita surpresa! Porque quem pensa que é, não é, quem pensa que vai não vai ( o destino é o Céu a terra Celestial do PAI.

 




sexta-feira, 12 de junho de 2020

CARACTERÍSTICAS DO CRENTE VERDADEIRO

Características do crente verdadeiro 
EU E O ESPÍRITO SANTO  
 Texto básico:  1 João 2.1-6 Texto devocional:  Gálatas 5.16-26 Versículo-chave:  1 João 2.6 “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” Alvo da lição: Partindo de uma reflexão sobre a excelência da pessoa e obra de Cristo, levar o aluno a pensar na importância de uma vida cristã digna do evangelho de Jesus, incluindo um exame de sua vida diária como reflexo de sua salvação. Leia a Bíblia diariamente S – 1Jo 2.1-6 T – Cl 1.13-23 Q – Fp 1.27-30 Q – Ef 4.25-32 S – Ef 5.15-21 S – Gl 6.11-17 D – Mt 13.24-30   Introdução Uma das histórias contadas pelo Senhor Jesus que todos conhecemos muito bem é a “parábola do joio” (Mt 13.24-30). Descobrimos nessa parábola que não é tarefa fácil separar o crente verdadeiro do falso. São tão pa¬recidos que há o risco de alguém tentar separá-los e se enganar, de modo que apenas no tempo de Deus, mediante a apresentação dos frutos, é que o julga¬mento acontecerá. A grande questão está no fato de que as características do crente verda¬deiro não são externas, mas trata-se de uma atitude de coração, de uma mudança de mente, da maneira como se relaciona com o Senhor Jesus. O ver¬dadeiro crente procura ser semelhante a Jesus. O texto da lição de hoje nos ajuda a examinar exatamente essa dimensão do caráter cristão que se manifesta no relacionamento do crente com Jesus. I. Crentes sabem quem é Jesus (1Jo 2.1) O conhecimento de Jesus tem múltiplas faces e implicações. Ele é muito mais do que aquilo que se pode revelar em apenas um verso da Bíblia. Da mesma forma como uma dona de casa tem muitas vasilhas e muitos temperos e, no momento de preparar um prato delicioso, não usa todas as vasilhas nem todos os temperos, mas apenas aqueles de que precisa para pro¬duzir o sabor que deseja, assim também o crente conhece Jesus e é abençoado pela qualidade necessária a cada mo¬mento de sua vida. Ele é o “socorro bem presente” (Sl 46) na hora da angústia, a força na fraqueza, a companhia na solidão, a paz em tempo de guerra. Ele é o Advogado junto ao Pai no momento do nosso pecado. Enquanto fomos separados de Deus por causa de nossos pecados, Ele é aquele que está junto ao Pai. Enquanto somos injustos, Ele é “o justo”. Não ape¬nas justo, mas Ele é também justo “para nos perdoar” (1Jo 1.9), é aquele que jus¬tifica, pois “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Ainda que nos reconheçamos pecadores, somos exortados a que não pequemos. Isso significa que, mesmo sendo pecador, o crente não vive na prática deliberada do pecado, porque o seu desejo é viver na luz e agradar Aquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Ainda assim, quem “pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10.12). Continuamos com a possibilidade de pecar. A pessoa que não chegou ao co¬nhecimento da verdade não tem solução para o problema do pecado. Ela ignora que está pecando ou continua no pecado, fazendo do ato pecaminoso uma prática natural de vida, ou luta contra o pecado com armas inúteis – recursos inade¬quados como boas obras, rezas, esforço pessoal ou qualquer outro. O crente sabe que Jesus é o Advogado – aquele que é “chamado para o lado”, nosso intercessor junto a Deus ( Jo 14.16,25; 15.6; 16.7). Como lembra o Dr. Shedd, “a intercessão de Cristo é a aplicação contínua de Sua morte para nossa salvação”. O crente sabe quem é Jesus! II. Crentes confiam naquilo que Cristo fez (1Jo 2.2) O justo, Jesus Cristo, é também a propiciação pelos nossos pecados. Foi o sangue de Jesus, vertido pelos nossos pecados, que tornou possível a propiciação. 1. Suficiente para o meu pecado O termo propiciação é bastante ligado à ideia de propiciar, ou tornar possível. No caso bíblico, propiciatório é o lugar onde os pecados eram expiados ou removidos. Em Romanos 3.25, somos informados que “Deus propôs, no seu san¬gue (de Jesus), como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. Deve-se observar novamente a íntima ligação en¬tre a justiça ( Jesus é o justo – 1Jo 2.2) e a propiciação. Através da morte de Cristo, Deus remove os pecados do Seu povo, não apenas simbolicamente como no ritual de Levítico 16, mas em fato e realidade, limpando a consciência do homem e eliminando sua culpabilidade perante Deus (veja o comentário da Bíblia Vida Nova para Rm 3.25). O crente honra a Deus não apenas no ato de buscar o Seu perdão, mas também na disposição consequente e continuada de perceber-se perdoado. Ainda que o inimigo use inúmeros ar¬tifícios para fazer-nos lembrar de nossa indignidade (e de fato somos indignos!), ou mesmo de nossa história passada (inclusive maldições ou traumas), sabemos muito bem que, da mesma forma como o bode emissário (de Lv 16) era enviado para levar o pecado do povo para o deserto, também o Senhor levou sobre Si as nossas transgressões (Is 53.4) e lançou nossos pecados “no fundo do mar”. Sabemos que o sacrifício de Cristo é suficiente para remover toda a culpa, de modo radical e completo. 2. Suficiente para o pecado do mundo todo O lembrete incluído no verso 2 é maravilhoso: “não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo in¬teiro”. O fato insistentemente lembrado na Bíblia e pelo cristianismo em todos os tempos é que Deus amou ao mundo ( Jo 3.16), e que foi por isso que Ele deu o Seu Filho para morrer na cruz. Nós, os crentes em Cristo Jesus, precisamos ser relembrados constantemente de que o amor de nosso Senhor é maior do que nosso ego – que Ele ama também o descrente, aquele que mora perto de nós e aquele que está mais distante: “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”! ( Jo 3.16) O outro lado dessa verdade é que podemos e devemos proclamar essa mensagem para cada pessoa do mundo. Tendo confiança no que Ele fez, somos desafiados a um envolvimento absoluto com a obra de evangelização e de missões. Essa é a razão por que somos “evangéli¬cos”: fomos alcançados pelo evangelho e pregamos o evangelho – as Boas-Novas de salvação de que Cristo morreu e res¬suscitou, e de que Nele há salvação para todo pecador – do mundo todo.   >> Últimas – sua revista semanal online | assine gratuitamente <<     III. Crentes fazem o que Cristo manda (1Jo 2.3-6) O padrão de vida santa não é um preço pago para comprar a salvação, e nem mesmo um complemento para isso (já que Jesus é suficiente, e nada está faltando em Sua obra propiciató¬ria). Do outro lado, essa vida santa é um resultado obrigatório da natureza da obra de Cristo na vida do crente. Guardar os mandamentos de Cristo é o sinal evidente que acompanha todo o crente verdadeiro – é o fruto que se espera como resultado da semente do evangelho que nasceu em nosso coração. Aquele que se diz crente e vive em pecado é semelhante a um produto de marca falsificada que traz a etiqueta, imita o original, mas não tem a qua¬lidade e a durabilidade dele. Além de enganar o comprador, esse produto depõe contra o controle de qualidade da marca falsificada. Essas pessoas, joio no meio do trigo, estão inevitavelmente no mesmo campo de ação dos crentes verdadeiros, são perfeitas imitações, mas vivem de forma pecaminosa. Paulo lembrava aos judeus que, devido à ma¬neira desregrada como viviam mesmo na condição de “povo de Deus”, eles acabavam fazendo com que o nome de Deus fosse “blasfemado entre os gentios” (Rm 2.24). Infelizmente, ainda nos dias atuais, a vida indigna de muitos de nós acaba por desonrar o nome de nosso Senhor (e havemos de prestar contas a Deus por isso!). O outro lado da verdade também é proclamado nesse texto: quando o crente obedece aos mandamentos de Cristo, ele demonstra de forma exuberante os feitos de Deus em sua vida. Na linguagem bíblica, o amor de Deus é aperfeiçoado nele. Esse crente é “o bom perfume de Cristo”, “embaixador de Deus”, como se Deus falasse por intermédio dele. A evidência mais clara que o mundo pode ver como demonstração do poder do evangelho é a maneira santa e justa como você e eu vivemos. Nós somos as cartas vivas para o mundo! Crente que é crente de verdade permanece em Cristo. Cristo está junto ao Pai (v.1), e o crente tem de andar como Ele andou (v.6). Daí o texto bíblico dizer que a mensagem que ouvimos e anunciamos é para que mantenhamos comunhão com o Seu povo, e “a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo” (1Jo 1.3). En¬quanto nossos pecados nos separam de Deus, o fato de estarmos em Cristo nos aproxima de Deus, “derrubando a parede da inimizade” e permitindo uma vida de comunhão com Deus (cf. Cl 1.21-23). Conclusão O crente verdadeiro tem inúme¬ras razões para se alegrar. Não é sem motivo que ele louva e exalta o Senhor constantemente. Só aquele que sabe quem Cristo é, que conhece Suas obras e aprendeu a viver em obediência à Sua santa palavra pode entender a dimensão extraordinária do evangelho de Cristo Jesus. Temos sido frequentemente en¬sinados a separar uma nota falsa (di¬nheiro) de uma verdadeira. Como crentes, não nos compete julgar os outros crentes, mas somos ensina-dos a examinarmos a nós próprios (1Co 11.31-32). Um exercício bastante saudável para concluir a lição de hoje será um exame pessoal de nossos atos e nossa maneira de viver para perceber se verdadeiramente demonstramos o fruto do Espírito de Deus em nossa vida. O texto de Gálatas 5.16-26 é uma excelente referência para nos ajudar nessa tarefa. A advertência final é sem¬pre a mesma: “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5.25) – “aquele que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo 2.6).



terça-feira, 9 de junho de 2020

Jó é um dos homens mais impressionantes da Bíblia. A soma das suas virtudes é tão grande que poucos poderiam dizer que alcançaram, em suas vidas, o mesmo nível espiritual e moral que ele alcançou. A seu favor, Jó tinha o testemunho do próprio Deus, que se orgulhava de apontar o patriarca como um homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1.1,8; 2.3). Além das virtudes apontadas pelo Senhor, Jó também demonstra ser possuidor do que eu chamo de virtudes do intercessor (Jó 1.5), ele orava pelo pecado alheio. Outra marca moral deste homem é a sua grande e sincera humildade aliada a uma imensurável resiliência emocional, psicológica e espiritual. Por muito menos do que Jó passou, diversos homens já amaldiçoaram a Deus e outros tantos, como que atendendo a sugestão da esposa dele (Jó 2.9), tiraram suas próprias vidas. Mas, diante da dor, Jó agiu diferente. Em meio ao caos que alcançou sua história, Jó declarou que concordava em aceitar o bem e o “mal” de Deus da mesma maneira. Jó é tão virtuoso que até nos irrita com sua paciência. A ideia que ele nos passa através de sua vida e testemunho não agrada ao homem do presente século. Todos nós preferimos uma vida de mar-de-rosas com Deus, aos problemas. Jó é tão extraordinário que para encontrar defeito nele precisei fazer força. Só existem dois senões em Jó (ainda bem, senão pensaríamos que ele era o próprio Cristo imaculado). Primeiro, apesar de dizer que aceitava o “mal” de Deus (Jó 2.10), perder seus bens e statussocial era o que ele mais temia (Jó 3.25) e por isso lutava para “não dar motivos ao azar” (Jó 1.5). Ele cria que por suas boas obras alcançaria a graça de Deus (Ef 2.9). Segundo, apesar de ser um homem tão especial, ele exerceu pouca influência moral e espiritual sobre os seus filhos (Pv 22.6) e não conseguiu transmitir para eles a fé que possuía. Acho que todos concordariam que um homem tão santo como Jó merecia filhos melhores. Mas, não é bem assim que as coisas funcionam. A questão não é merecer ou desmerecer. Vamos corrigir esse pensamento. Homens extraordinários devem formar e educar seus filhos com mais excelência do que simplesmente ficar apagando os “incêndios” que eles fazem (Jó 1.4, 5 e 13). Jó se esqueceu de observar esse lado da vida e por isso seus filhos foram tão fracos. Não passa despercebido aos nossos olhos o fato de Deus testemunhar sobre Jó, mas nada dizer sobre o caráter dos seus filhos. Também é bom notar que Jó é um homem imune ao diabo, diga-se de passagem, tão imune que o diabo nem fazia questão de notá-lo. Se Deus não falasse de Jó o diabo não tocaria em seu nome, muito menos em sua vida. Já os filhos dele não gozavam dessa mesma imunidade. Neles o diabo toca e até mata sem nenhuma cerimônia. A única proteção que eles tinham contra satanás vinha das orações de seu pai. Uma lição que tiramos daqui é que as orações dos nossos intercessores não nos protegerão para sempre. Por mais intercessores que tenhamos a nossa disposição, é imperativo que desenvolvamos a nossa própria fé e comunhão com Deus. Nunca dependa de outra pessoa para servir ao Senhor. Os filhos de Jó foram o primeiro alvo que o diabo atacou quando teve a chance (Jó 1.13-15); eles não foram páreos para satanás; a brecha espiritual encontrada neles não era pequena. Eles tinham a mania de fazer festas regadas a vinho com o dinheiro do próprio pai, sob a proteção intercessora de Jó, mas sem a sua presença. Suas festas eram para todos, menos para Jó. Parece que eles não queriam a figura de homens íntegros em suas festas. Jó não era convidado para as festas dos próprios filhos; não tinha espaço nelas (Jó 1.4 e 13). É muito interessante observar isso. Queremos a intercessão dos intercessores, mas queremo-los bem longe quando planejamos pecar. Quando queremos pecar, os intercessores não servem como amigos e companhia; nesses momentos preferimos a “proteção” do erro alheio e do pecado coletivo, porque num mar de lama, a sujeira da nossa roupa não se destaca. Tudo parece legal quando pecamos com a galera. O problema é que tal comportamento cauteriza nossas consciências e passamos a acreditar que nunca seremos abalados; ledo engano. A segunda lição que tiramos dessa história é que cada um dará conta de si a Deus e, o que é pior o pecado achará o pecador (Nm 32.23). A terceira lição que tiramos dessa história é que ter uma vida íntegra não nos imuniza dos problemas. Sob a permissão de Deus, problemas podem surgir como instrumentos de aperfeiçoamento dos santos. Nestes casos, mesmo no ápice da dor, ainda se poderá declarar com ousadia: Sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra… e ainda em minha carne verei a Deus… os meus olhos… o contemplarão (Jó 19.25-27 – trechos). O mesmo não se pode dizer dos primeiros filhos de Jó, quando a crise chegou a suas vidas, não lhes deu uma segunda chance; na crise eles foram eliminados (Pv 29.1).


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