sábado, 28 de setembro de 2013

O VERDADEIRO ESTUDO ESTÁ NA BÍBLIA SAGRADA DO CRISTÃO, LEIA DIARIAMENTE! COM FÉ. AMÉM

SEÇÃO 1 – Edificando Uma Igreja Com Propósito
Ministérios Dirigidos por Propósito © Rick Warren
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EDIFICANDO UMA IGREJA COM PROPÓSITO
Estabelecendo Uma Fundação Para o Crescimento
INTRODUÇÃO
Fazendo a pergunta certa: O que está IMPEDINDO a igreja de crescer?
O que torna uma igreja saudável? A resposta: O EQUILÍBRIO
A igreja é um corpo – 1 Co. 12.27
Dirigir significa "Guiar, controlar ou direcionar".
Toda igreja é dirigida por alguma coisa:
• Tradição
• Pessoa
• Finanças
A Alternativa Bíblica: Tornar-se uma igreja com PROPÓSITO!
“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do Senhor permanecerá.”
(Pv. 19.21)
"... edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
(Mt. 16.18)
“Segundo a graça de Deus, lancei fundamento como prudente construtor ... Porém
cada um veja como edifica ... Manifesta se tornará a obra de cada um; porque está
sendo revelada pelo fogo [a obra de cada um] ... Se permanecer a obra de alguém, esse
receberá galardão.”
(I Co. 3.10-14).
A IGREJA COM PROPÓSITOS
• Descobre os propósitos
• Comunica os propósitos
• Aplica os propósitos
ANOTAÇÕES
SEÇÃO 1 – Edificando Uma Igreja Com Propósito
Ministérios Dirigidos por Propósito © Rick Warren
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I. DESCOBRIR OS PROPÓSITOS
A Importância de Compreender os Propósitos da Igreja
1. ELEVA A MORAL
“... não haja entre vos divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição
mental e no mesmo parecer.“ (I Co. 1.10)
2. REDUZ A FRUSTRAÇÃO
“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme.“ (Is. 26.3)
“Homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.“ (Tg.1.8)
“Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças.“ (Is. 49.4)
3. PERMITE CONCENTRAÇÃO
(Paulo) "...Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o
que está na minha frente." (Fp. 3.13 - BLH)
4. ATRAI COOPERAÇÃO
“Levanta-te, pois esta cousa é de tua incumbência, e nós seremos contigo.“ (Ed. 10.4)
“Vocês têm me ajudado no trabalho do Evangelho.” (Fp. 1.5 )
5. AJUDA NA AVALIAÇÃO
“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé.” (2 Co. 13.5)
COMO DEFINIR OS PROPÓSITOS DE DEUS
PARA A SUA IGREJA
• Estude a Bíblia.
• Estude as Imagens da Igreja.
• Estude as Igrejas do Novo Testamento.
• Estude os Mandamentos de Cristo.
ANOTAÇÕES
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Versos que têm relação com os Propósitos da Igreja
Mateus 5.13-16 João 13.34-35 Ef. 2.19-22
Mateus 9:35 João 20.21 Ef. 3.6, 14-21
Mateus 11.28-30 Atos 1.8 Ef. 4.11-16
Mateus 16.15-19 Atos 2.41-47 Ef. 5.23-24
Mateus 18.19-20 Atos 4.32-35 Cl. 1.24
Mateus 22.36-40 Atos 5.42 Cl. 3.15-16
Mateus 24.14 Atos 6.1-7 1 Ts. 1.3
Mateus 25.34-40 Rm. 12.1-8 1 Ts. 5.11
Mateus 28.18-20 Rm. 15.1-7 Hb. 10.24-25
Marcos 10.43-45 1 Co. 12.12-31 Hb. 13.7,17
Lucas 4.18-19 2 Co. 5.17-6.1 1 Pe. 2.9-10
Lucas 4.43-44 Gl. 5.13-15 1 Jo. 1.5-7
João 4.23 Gl.6.1-2 1 Jo. 4.7-21
João 10.14-18 Ef. 1.22-23
PROPÓSITOS DA IGREJA
• Adoração
• Evangelismo
• Comunhão
• Discipulado
• Ministério
CARACTERÍSTICAS DE UMA BOA DECLARAÇÃO
DE PROPÓSITOS
• BÍBLICA
• ESPECÍFICA
• TRANSFERÍVEL
• MENSURÁVEL
ANOTAÇÕES
SEÇÃO 1 – Edificando Uma Igreja Com Propósito
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A IGREJA COM PROPÓSITO EM UMA SENTENÇA
Os cinco propósitos da igreja estão presentes nas duas declarações
mais importantes de Jesus:
O GRANDE MANDAMENTO
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo
o teu entendimento. Este é o primeiro grande mandamento. O segundo,
semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.36-
40)
A GRANDE COMISSÃO
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar as cousas que vos
tenho ordenado. E eis que estou convosco sempre.” (Mateus 28.19-20)
“U UM GRANDE COMPROMISSO
AO GRANDE MANDAMENTO
E À GRANDE COMISSÃO
FARÁ CRESCER UM GRANDE CRISTÃO E UMA
GRANDE IGREJA!”
ANOTAÇÕES
SEÇÃO 1 – Edificando Uma Igreja Com Propósito
Ministérios Dirigidos por Propósito © Rick Warren
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Os Cinco Propósitos da Igreja
1. Adoração Mateus 22.37
2. Ministério Mateus 22.39
3. Evangelismo Mateus 28.19
4. Comunhão Mateus 28.19
5. Ensino Mateus 28.20
Jesus PRATICOU em seu ministério estes cinco propósitos (João 17.1-26)
V.4 - "Eu te glorifiquei na terra" (ADORAÇÃO)
V.6 - “Manifestei o teu nome aos homens que me deste no mundo.” (EVANGELISMO)
V.8 - “Eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste.” (ENSINO)
V.12- “Quando eu estava com eles, guardava-os ... e protegia-os.” (COMUNHÃO)
V.18- “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” (SERVIÇO)
A igreja primitiva CUMPRIU estes cinco propósitos (Atos 2.41-47)
“Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, ... E perseveravam na doutrina dos
apóstolos e na comunhão, no partir do pão e orações ... Todos os que creram estavam juntos e
tinham tudo em comum ... Diariamente perseveravam unânimes no Templo, partiam pão de
casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria ... louvando a Deus ... Acrescentavalhes
o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”
Paulo EXPLICOU estes cinco propósitos (Efésios 4.11-16)
“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e
outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho
do seu serviço para a edificação do corpo de Cristo. Até que todos cheguemos a unidade da fé
(isto e comunhão) e do pleno conhecimento do Filho de Deus (discipulado que leva a
maturidade), à medida da estatura da plenitude de Cristo; de quem todo corpo, bem ajustado e
consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte efetua seu
próprio aumento.”
ANOTAÇÕES
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EM RESUMO, A IGREJA EXISTE PARA:
1. Celebrar a PRESENÇA de Deus em Adoraçāo
Propósito: "Exaltar nosso Mestre"
“Engrandecei o Senhor comigo, e todos, a uma, lhe exaltemos o nome.” (Salmo 34.3)
“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor.” (Salmo 122.1)
2. Comunicar a PALAVRA de Deus aos incrédulos
Propósito: "Evangelizar nosso campo missionário"
“A coisa mais importante que eu faço é completar minha missão, o trabalho que o
Senhor Jesus me deu a fazer, pregar as boas novas da graça de Deus.” (Atos 20.24)
3. Trazer a FAMÍLIA à Comunhão com Deus
Propósito: "Encorajar nossos membros"
“Sois parte da família de Deus” (Efésios 2.19)
4. Ajudar o POVO de Deus a Crescer Através do Discipulado
"Educar para maturidade"
“... com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço
para a edificação do corpo de Cristo.” (Efésios 4.12-13)
5. Demonstrar o AMOR de Deus Através de Ministério
"Equipar para o ministério"
“... com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço..."
(Efésios 4.12a)
A DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO DA
IGREJA SADDLEBACK
"Trazer pessoas a Cristo e à afiliação com Sua Família, para
desenvolvê-los em maturidade cristã, equipá-los
para o seu ministério na igreja e sua missão pessoal
no mundo, para trazer glória ao nome de Deus"
ANOTAÇÕES
SEÇÃO 1 – Edificando Uma Igreja Com Propósito
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UMA DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO EFETIVA
1. Focaliza RESULTADOS e não atividades.
2. Incentiva a PARTICIPAÇÃO de todos.
3. Apresenta os PROPÓSITOS passo a passo.
II. COMUNICAR OS PROPÓSITOS DE SUA IGREJA
Não é suficiente simplesmente definir o propósito.
A tarefa nº 1 da liderança é esclarecer continuamente e comunicar o propósito
da organização.
CINCO MANEIRAS DE COMUNICAR OS PROPÓSITOS DE DEUS:
• SLOGANS
• SIMBOLOS
• ESCRITURAS
• HISTÓRIAS
• DETALHES
ALGUMAS DAS MANEIRAS PELAS QUAIS TEMOS COMUNICADO
NOSSOS PROPÓSITOS NA SADDLEBACK:
• Classe 101 para novos membros
• Mensagem anual "Por que a Igreja Existe?"
• Enfoques mensais
• Panfletos ou Boletim da igreja
ANOTAÇÕES
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PROPÓ-
SITO
TAREFA
ATOS 2:42-47
OBJETIVO
ALVO
COMPONENTE
DE VIDA
NECESSIDADE
HUMANA
BÁSICA
A IGREJA
PROVÊ
BENEFÍCIO
EMOCIONAL
Evangelis-
Mo
Evangelizar
"...acrescentava-lhes o
Senhor os que iam
sendo salvos.
Missões
Comunidade
Minhas
Testemunhas
Propósito
para Viver
Um Foco
para Viver
Significância
Adoração
Exaltar
“E perseveravam…no
partir do pão e nas
orações…louvando a
Deus.”
Magnificar
Multidão
Meu Culto
Poder
para Viver
Uma Força
para Viver
Estímulo
Comunhão
Encorajar
“…perseveravam na
comunhão..todos
estavam juntos…comiam
(juntos).”
Membresia
Congregação
Meus
Relacionamentos
Pessoas
com quem
Viver
Uma Família
para Viver
Apoio
Discipulado
Edificar
“perseveravam na
doutrina dos apóstolos.:”
Maturidade
Comprometidos
Meu Andar
Princípios
para Viver
Uma
Fundação
para Viver
Estabilidade
Serviço
Equipar
“E repartiam por todos,
segundo a necessidade
de cada um.”
Ministério
Núcleo
Meu Trabalho
Profissão
para Viver
Uma Função
para Viver
Autoexpressão
Não tenha medo de repetir. Ninguém pega a idéia na primeira vez.
Diga repetidas vezes - de maneiras diferentes.
Pratique "redundância criativa!"
III. APLICAR SEUS PROPÓSITOS
Não é suficiente apenas definir e comunicar seus propósitos.
Você deve aplicar os propósitos a todas as áreas da vida de sua igreja.
A chave para tal aplicação é o EQUILÍBRIO
IMPORTANTE: À menos que você estabeleça um plano intencional para equilibrar os 5
propósitos básicos, sua igreja tenderá a focalizar os propósitos que o PASTOR e os
líderes gostam mais.
EXPLICANDO O PROPÓSITO DA IGREJA
SEÇÃO 1 – Edificando Uma Igreja Com Propósito
Ministérios Dirigidos por Propósito © Rick Warren
14
PARADIGMA
FOCO
PRIMÁRIO
PAPEL DO
PASTOR
PAPEL DO
POVO
ALVO
TER-MO
CHAVE
VALOR
CENTRAL
FERRAMENTAS
USADAS
FONTE DE
LEGITMIDADE
Igreja
Ganhadora
de Almas
Evangelismo
Evangelista
Testemunhas
A
Comunidade
Salvar
Decisões
por Cristo
Visitação e
Apelo
Número de
Batizados
Igreja que
Experimenta
Deus
Adoração
Líder da
Adoração
Adoradores
A Multidão
Sentir
Experiênci
a Pessoal
Música e
Oração
“O Espírito”
Igreja
Família
Reunida
Comunhão
Capelão
Membros
da Família
A
Congregação
Pertencer
Lealdade e
Tradição
Salão Social
e Festa
Nossa Herança
Igreja Classe
Bíblica
Edificação
Instrutor
Alunos
Os
Comprometidos
Saber
Conhecimento
Bíblico
Cadernos e
Retroprojetores
Ensino Verso
por Verso
Igreja
Consciência
Social
Ministério
Reformador
Atividades
O Núcleo
Cuidar
Justiça e
Misericórdia
Pedidos e
Painéis
Número de
Necessidades
Satisfeitas
PARADIGMA
FOCO
PRIMÁRIO
PAPEL DO
PASTOR
PAPEL
DO POVO
ALVO
TERMO
CHAVE
VALOR
CENTRAL
FERRAMENTAS
USADAS
FONTE DE
LEGITIMIDADE
Igreja com
Propósito
Equilíbrio
de todos
os cinco
Equipador
Ministros
Todos os
Cinco
Ser e
Fazer
Caráter
Cristão
Processo de
Desenvolvimento
de Vida
Vidas
Transformad
as
Apenas uma estratégia e estrutura dirigida por propósito pode manter equilíbrio.
MUI TAS I G REJAS TENDEM A FOCALIZAR SÓ UM PROPÓSI TO
A FILOSOFIA DA IGREJA COM PROPÓSITO ASSEGURA
EQUILÍBRIO
ANOTAÇÕES

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: