terça-feira, 1 de outubro de 2013

ESTUDANDO O ESPIRITO SANTO, NA BIBLIA

Símbolos bíblicos do Espírito Santo

Os símbolos bíblicos do Espírito Santo são a água, o fogo, o vento, o óleo e a pomba.
O “Espírito de Iahvé” é no Antigo Testamento a actividade de Deus, a Sua acção na história sempre
eficaz e, ao mesmo tempo, sempre discreta. Por isso são precisos símbolos para a exprimir…
A água é símbolo em todas as culturas antigas de purificação, renascimento, fecundidade… A
Criação está marcada por este símbolo, já que “o Espírito sobrevoava as águas” (Gen 1, 2). E no tempo de
Noé, é pela água que Iahvé actua a recriação da Humanidade que entretanto se tinha corrompido (Gen 7,
17). João Baptista era com o baptismo na água do Jordão que preparava o Resto Fiel para a chegada do
Messias. E ainda hoje os discípulos deste Messias utilizam a água para celebrar o Baptismo.
O fogo é símbolo de todo o mistério, o maravilhoso intocável, o que assume e transforma em si
próprio tudo o que toca. No deserto, o povo era iluminado por uma coluna de fogo durante a noite (Ex 13,
21), e o novo povo de Deus é também conduzido pelo fogo do Espírito Santo que abrasa e ilumina a partir
da experiência de Pentecostes (Act 2, 3).
O vento é o que actua sem ser visto, está presente sem se conseguir agarrar, “sopra onde quer,
ninguém sabe de onde vem nem para onde vai, mas todos escutam a sua voz” (Jo 3, 8). O profeta Elias,
escondido com medo da rainha Jezabel, é na brisa suave do vento que percebe a presença de Iahvé (1Rs
19, 13). O profeta Ezequiel descreve a visão de um campo de ossos ressequidos aos quais Deus envia uma
brisa suave, um vento que os percorre e revigora trazendo-os à vida (Ez 37, 1-10). “Espírito” em hebraico
diz-se “Ruah”, que significa mesmo “vento”, “aragem”. E tem também o significado de “hálito” ou “alento” de
vida. O Ruah Iahvé – Espírito de Deus – é o Hálito que sai da boca de Deus como alento de Vida: “Deus
insuflou no barro amassado o seu Ruah – hálito, alento, respiração – e o Homem tornou-se um Vivente! (Gn
2, 7)
Também Jesus Ressuscitado “soprou sobre os Apóstolos, dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo!”
(Jo 20, 22). Sim, o Espírito Santo é o Alento de Vida de Jesus Ressuscitado.
O óleo é símbolo do vigor, da força, da cura e da eleição. Na Grécia antiga, por exemplo, os
participantes nos jogos olímpicos untavam-se com óleo – azeite virgem – para tonificar os músculos, dar
vigor e beleza ao seu corpo. Esse mesmo óleo era utilizado por todos os povos da antiguidade para curar
feridas abertas, pelas suas propriedades cicatrizantes. Além disso, a unção com óleo sobre a cabeça era o
símbolo privilegiado da eleição divina de alguém: “Samuel pegou no corno cheio de óleo e ungiu David. A
partir desse momento, o Espírito de Deus apoderou-se dele” (1Sam 16, 13). Ainda hoje usamos a unção
com óleo como símbolo desta consagração ao Espírito Santo nos sacramentos do Baptismo, Confirmação,
Ordem e Unção dos Doentes. Os nomes “Messias” e “Cristo” que significam em hebraico e grego “Ungido”,
têm por base esta simbologia bíblica da unção-eleição de alguém por parte de Deus para realizar o Seu
Projecto.
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A pomba é o símbolo da leveza, da agilidade e das boas notícias. “No princípio, o Espírito
sobrevoava as águas” (Gen 1, 2), e será uma pomba a dar a Noé a Boa Notícia da Recriação (Gen 8, 8-12).
No baptismo de Jesus, “o Espírito Santo desceu na forma de uma pomba sobre ele”, símbolo da unção
messiânica confirmada por Deus, de quem se ouve a voz: “Tu és o meu filho muito amado; em ti ponho todo
o Meu agrado” (Lc 3, 22).
Os símbolos servem para dizer o “importante não evidente”. No entanto, o Espírito Santo não é uma
“coisa”, mas uma Pessoa.
Por ser Amor, Deus não é uma existência estática e imutável, mas Vida em permanente emergência
e dinamismo criador. Para falar de Deus, a bíblia não nos dá definições ou provas teóricas da Sua
existência, mas conta uma história: a história de Deus connosco. Sim, um Deus comprometido com a
história dos Homens, por Amor! Eis a grande descoberta do povo hebreu, que lhe abriu o caminho da
Revelação como fonte de Aliança e Promessas da parte de Deus.
Este povo fez uma experiência de libertação da tirania egípcia e uma travessia do deserto que o
encaminhou para a conquista da Palestina, desejada e amada como a “Terra Prometida”! Lendo à luz da Fé
esta experiência de libertação e caminho, começam a perceber Iahvé como Senhor da história desde
sempre. “Andando para trás”, vão chegar mesmo ao princípio da história e começam a chamar a Iahvé não
só o Deus Libertador dos Egípcios, mas o Deus Criador de todas as coisas. A partir daqui, toda a história
pode ser lida à luz da Vontade e da Bondade de Deus, aquela Vontade que dizia “Faça-se!”, e tudo se fazia,
e aquela Bondade que olhava para tudo o que acabara de fazer e exclamava: “Tudo é muito bom!” (Gen 1)
Hoje, à luz a Revelação do Projecto de Deus em Jesus Cristo, percebemos com um horizonte
admiravelmente novo o que a Fé hebraica apontava e intuía nos relatos da Criação. O ser humano foi
criado no dia 6 (Gen 1, 26-31), enquanto que o dia 7 é o dia de Deus (Gen 2, 1-2). 7 é o número bíblico que
simboliza a Plenitude. 6 é, por isso, o “quase plenitude”, o que está chamado a ser 7! Deus criou o Homem
criador de si próprio! É isso que significa o “descanso” de Deus no dia 7. Não porque Deus estivesse
cansado, mas para dar lugar ao Homem de fazer a sua própria história e construção. Para ser pessoa, o
Homem tem que ser livre, responsável e construtor de si próprio em opções e atitudes marcadas pelo amor.
Deus está por nós, mas não está em nosso lugar!
Segundo a bíblia, Deus teve um sonho, e esse sonho chama-se “Homem”. O Homem em
construção é o mais apaixonado e comprometido Projecto de Deus. A realização máxima deste Projecto, o
Sonho de Deus, é que o 6 chegasse a ser 7. Por isso o Homem foi “criado à imagem e semelhança” de
Deus (Gen 1, 26-27), isto é, talhado a construir-se na realização dos apelos ao amor e da comunhão
pessoal. A Divindade é Pessoas, e a Humanidade também! É na realidade pessoal que radica a “imagem e
semelhança” de Deus no ser humano. A Divindade é em Plenitude o que a Humanidade é em construção.
Este era o Sonho de Deus desde o princípio. Assumir na Sua Família toda a Humanidade como
filhos de Deus-Pai e irmãos de Deus-Filho na unidade universal eterna de Deus-Espírito Santo.
E porque Deus é Amor, Deus realiza o que sonha.
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Ainda não existia o Universo, nem galáxias, nem astros no céu, nem a terra com as suas coisas
bonitas, e já existia uma Família de três Pessoas perfeitas no Amor a sonhar-nos como membros dessa
Família!
E a história começou…
Rui Santiago cssr
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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: