terça-feira, 1 de outubro de 2013

ESTUDAR DENTRO DA BÍBLIA É TREMENDO!

Dúvidas Culturais (Parte I)

Dúvidas Culturais (Parte I)

INTRODUÇÃO
O ser humano, por natureza, é um ser investigativo e curioso, sempre afeito a questionamentos e buscas por respostas em toda e qualquer área que lhe suscite atenção. Com relação à fé cristã, existem perguntas que várias pessoas gostariam de ver respondidas com base no posicionamento bíblico-cristão, mas que poucas vezes são respondidas – e quando há respostas, estas não são satisfatórias.
Na maioria dos casos são perguntas sobre temas controvertidos, que são considerados por grande parte da cristandade como tabus: questões que sequer podem ser suscitadas sem causar um certo mal-estar ou que geram prolongadas e infrutíferas discussões.
Serão considerados alguns assuntos que frequentemente são “perguntas sem respostas” para muitas pessoas. Portanto o objetivo do presente estudo é orientar o cristão para que este possua um posicionamento bíblico equilibrado acerca de alguns temas polêmicos e outros considerados como tabus.
1.2 TENDÊNCIAS JUDAIZANTES
Tendências judaizantes são aquelas inclinações, dentro do movimento cristão, que procuram fazer as pessoas retornarem às praticas que eram ordenadas na Lei do Antigo Testamento. Em uma geração que os referenciais cristãos estão cada vez mais escassos, tem havido uma grande ascensão de doutrinas que acabam por confundir a sã doutrina do Evangelho.
De modo semelhante, em vários outros períodos bíblicos as pessoas passaram por momentos em que o referencial de adoração, conduta e doutrina havia sido – ainda que temporariamente – removido.
É exatamente isso que se pode ver, logo no início do livro de Gênesis, quando os habitantes da terra se afastaram completamente de Deus e o Seu juízo tragou a todos, salvando apenas o crente e fiel Noé (v. Gn. 6, especialmente o versículo 5, combinado com 2Pe. 2.5).
Da mesma forma, houve confusão generalizada na geração seguinte à geração de Josué, conforme se lê em Jz. 2.10-13 em que o povo, por falta de um padrão de conduta, abandonou a vida piedosa e retornou à prática do pecado. Ainda, é dito repetidas vezes no mesmo livro dos Juízes que “não havia rei em Israel e cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos” (v. Jz. 17.6). Isso é exatamente o que tem acontecido na atualidade: um povo sem uma direção sábia e comprometida com a Palavra de Deus sendo guiado pelo sabor da vontade de líderes inescrupulosos (v. Ef. 4.14, 1Tm. 4.1-2).
E quantos outros exemplos poderiam ser citados, como na época do fiel rei Josias, na qual o Livro da Lei fora novamente encontrado pelo sumo sacerdote Hilquias e uma reforma doutrinária foi promovida (2Re. 22-23)?
Desta maneira, percebe-se claramente que a confusão na conduta, doutrina e no culto cristão atual foi, e é causada pela ignorância das Escrituras (Os. 4.6) e pela má doutrinação e liderança cristã (2Pe. 2.1-2).
Nos dias de hoje, tornou-se extremamente comum a realização de “atos proféticos”: com o uso de instrumentos judaicos (p.ex. shofar) e a prática de “orar descalço” – em referência a Moisés que retirou suas sandálias por estar na Presença de Deus (Ex. 3.4-5) – a celebração de “festas judaicas” e a utilização de preceitos notoriamente da Lei, como a guarda do Sábado e a utilização de véus.
Será que o Evangelho de Cristo se tornou tão corriqueiro e monótono que novamente é necessário retirar inspiração “dos trapos de imundícia” das obras da Lei (Is. 64.6)? Será que a inspiração e direção Neotestamentária se tornou de tal forma esquecida na Igreja que é preciso retornar aos rudimentos envelhecidos e já inúteis do Antigo Testamento (Gl. 3.24-25)?
O crivo pelo qual todas essas “novas doutrinas judaizantes” devem passar é a doutrina dos apóstolos, conforme apregoado em Ef. 2.20: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”.
1.2.1 ATOS PROFÉTICOS E FESTAS JUDAICAS
No meio evangélico, principalmente na corrente denominada de “Neopentecostalismo”, há uma grande utilização de “atos proféticos”, que são práticas de vários exercícios ou mesmo rituais, que “geram efeitos no mundo espiritual”, segundo dizem.
Com essas atitudes, milhares de pessoas têm “dado voltas ao redor de templos, quarteirões e cidades”, declarando que os mesmos “são de Jesus”. Quebram-se maldições e vínculos com vários pecados através do “lançamento de papéis em fogueiras ungidas”. Curas sentimentais são realizadas através de regressões (técnicas espiritistas, principalmente orientais) nas quais se “perdoa até Deus”.
“Marchas” são organizadas com o intuito de “impactar o mundo espiritual de uma cidade”.  “Chaves de cidades e estados” têm sido entregues a “Jesus” por políticos e autoridades públicas. Técnicas e mais técnicas têm sido empregadas para expulsar toda sorte de demônios, por meio de “rosas ungidas, vales de sal, águas santificadas, óleos ungidos, sopros santos” e mais uma infinidade de verdadeiras “macumbas cristãs”.
Beira o ridículo todas as situações encartadas acima, mas a triste realidade é que elas existem e são cada vez mais praticas pelos cristãos modernos, como se a fé tivesse que ser estimulada por “atos representativos”, que demandam atitudes visíveis, para que de alguma forma estes atos reflitam no mundo espiritual.
A popularização de tais “atos proféticos” se dá, principalmente, pela tendência do povo brasileiro a aceitação de todo tipo de “folclore, simpatias, mandingas e crendices”. A questão mística e transcendental, aliada a elementos rituais, sempre atraiu a atenção do povo desta nação. Prova é o sucesso das famosas “benzedeiras” e seus “ramos de mamona, arruda e várias outras ervas”, das tradições de virada de ano (usar roupas brancas ou coloridas conforme o desejo que se faça para o ano que se inicia), as barquetas lançadas ao mar e aos rios pedindo a proteção de entidades, os incontáveis chás e poções “naturais” que resolvem qualquer problema, enfim, o povo brasileiro é apegado a representações físicas/materiais da fé!
Entretanto, no que diz respeito ao cristianismo bíblico, a fé não possui absolutamente nenhuma relação com aquilo que se vê ou se toca (Hb. 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”), ou seja, a fé lida com o esperado, não o realizado, com o invisível, não o visível. Este é o indubitável ensino do apóstolo Paulo, ao esclarecer que a conduta e a vida cristã jamais devem depender das aparências e da matéria visível (2Co. 4.17-18, 5.7).
A carta de Paulo aos efésios (Ef. 6.12) mostra, de forma incontestável, que a luta cristã não é “contra carne e sangue”, isto é, contra coisas aparentes e visíveis, contra pessoas e situações materiais, mas contra “principados, potestades, príncipes das trevas e hostes espirituais da maldade”, ou seja, contra um reino intangível pelos meios físicos – e quantos estão dando “tiros nos demônios”!
De nada adiantarão esses inúmeros “atos proféticos” contra inimigos que são espirituais! “Queimam-se papéis” com confissões de pecados sexuais e vícios, mas se o irmão ou irmã “não resistirem até o sangue na luta contra o pecado” (Hb. 12.4) e não forem transformados e regenerados pelo Espírito Santo (Rm 12. 1-2, Tt. 3.4-7), toda celulose do mundo poderá ser queimada e o pecado continuará lá!
Orar com os pés descalços! Meu Deus, agora tem-se que o poder da oração está na condição exterior, e não em um coração quebrantado, santo, contrito e humilde diante de Deus, tudo isso aliado a uma oração bíblica que exalta a soberania e majestade de Deus!? Onde vão parar os modernos “rituais/macumbas cristãs”? Diz-se que “tocar shofar” abre o mundo espiritual! Então, onde vemos o apóstolo João – que teve a visão do Apocalipse – cercando-se de uma “orquestra de shofares” e os tocando para lhe ser revelado o fim de todas as coisas?
Pelo contrário, vemos o solitário e último apóstolo vivo preso em uma ilha chamada Patmos, pelo testemunho do Evangelho e por não se curvar ao mundo e às suas práticas (Ap. 1.9-10)! Quem quer “abrir o mundo espiritual” com a mesma conduta de João?
Nesse ponto alguém poderia dizer: “E quanto a Josué, circulando por sete vezes a cidade de Jericó e os gritos do povo, que promoveu a queda das muralhas?”, será que alguém atentou para o “simples” fato registrado no versículo 2 (Js. 6.2): “Então disse o Senhor a Josué”? Foi Deus quem deu essa orientação específica a Josué! Ele não interpretou algo, não sentiu alguma coisa e não tomou nada emprestado de passagens bíblicas fora de contexto, mas nesse caso de Josué, o próprio Deus ordenou que assim fosse.
Logo, não se pode fazer de uma instrução específica de Deus a Josué uma doutrina aplicável a todas as pessoas! Se assim fosse, deveríamos ver irmãos oferecendo seus filhos como sacrifício a Deus – você se lembra de Abraão e de seu filho Isaque (Gn.22.1-10)? Ou quem já entregou sua filha à virgindade perpétua, como Jefté (Jz. 11.29-40)? Quem já fez estes “atos proféticos”?
A diferença é que, no contexto do Novo Testamento, as instruções para os cristãos nunca foram – e nunca serão – de cunho externo, mas sempre de cunho interno. O que isso significa? Que a obra de Deus se faz no interior do cristão, por meio do Espírito Santo, de maneira que “purificado o interior, o exterior será limpo” (Mt. 23.26), ou seja, o foco do cristianismo não são grandes realizações externas, mas grandes realizações no caráter de um homem podre e degenerado, tornando-o santo e regenerado (Ef. 3.16, 1Pe. 3.4)!
A feitura desses “atos proféticos” retira a responsabilidade de profunda intercessão pelas almas das pessoas perdidas, pois, dizem os adeptos desses “atos”: as almas virão! Será que não sabem o que o Salmo 2.8 diz: Pede-me, e eu te darei os gentios…”, ou não conhecem a aflição do apóstolo Paulo: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto até que Cristo seja gerado em vós” (Gl. 4.19) ou a declaração desconcertante: “Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna” (2Tm. 2.10)?
Como os apóstolos e os líderes do Novo Testamento venciam o pecado, ganhavam almas, se tornavam mais santos, alcançavam promessas e triunfavam nas batalhas espirituais? Ora, com armas espirituais: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2Co. 10.4)! Era com a oração, com jejuns, com vigílias de oração, com consagração e separação do mundo e não com “atos proféticos”!
Onde Jesus foi pego “dando voltas proféticas ao redor de Jerusalém”? Ele estava pregando a Palavra e morrendo vicariamente em Jerusalém!
O que dizer com relação à celebração de festas judaicas? Talvez o mesmo que Deus disse a Amós e Isaías (Am. 5.21, Is. 1.14).
Uma vez mais, insiste-se que tais “festas” e “celebrações” nada têm a ver com a Igreja e o cristianismo bíblico. Eram ordenanças do Antigo Testamento, dirigidas somente aos judeus! Entretanto, popularizou-se a feitura dessas “festas judaicas” no meio da cristandade, como um meio de atrair a atenção das pessoas e entretê-las.
Responde-se que o objetivo da Igreja jamais foi de “entreter” pessoas, mas de ser um instrumento de salvação de almas para o Senhor Jesus Cristo (Mt. 28.19-20, Ef. 3.6-11). Além do que, em nada glorificam a Deus tais festas, vez que são celebradas para a satisfação da carne de quem as faz! Quais são as festas do cristão, então? 1Co. 5.8 responde: “Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade”. Ou seja, que os cristãos festejem a liberdade de estar em Cristo e serem novas criaturas com uma vida apartada do mundo e de suas práticas.
Nunca foram e nunca serão instruções para a Igreja do Novo Testamento a prática de “atos proféticos”, tampouco a realização de “festas judaicas”.
1.2.3 A GUARDA DO SÁBADO
Talvez um dos pontos doutrinários mais conhecidos da doutrina dos Adventistas do Sétimo Dia seja a guarda do sábado como o dia descanso, estabelecido desde a Lei do Antigo Testamento. Afirma-se que o sábado deve ser respeitado, pois os que o guardam são “os selados de Deus”; enquanto que os que guardam o domingo desonram a Deus, não cumprem seus mandamentos e aceitarão a “marca da besta” ou o selo do anticristo.
É importante salientar que a guarda do sábado não é, nem de longe, um requisito do Novo Testamento para os cristãos. Os judeus guardavam o sábado, não os cristãos. De todo o Decálogo (os Dez Mandamentos da Lei de Moisés), apenas o sábado não é repetido no Novo Testamento, conforme abaixo:
1. “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex. 20.3);
2. “Não farás para ti imagem de escultura” (Ex. 20.4);
3. “Não tomaras o nome do Senhor teu Deus em vão” (Ex. 20.7);
4. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Ex. 20.8);
5. “Honra a teu pai e a tua mãe” (Ex. 20.12);
6. “Não matarás” (Ex. 20.13);
7. “Não adulterarás” (Ex. 20.14);
8. “Não furtarás” (Ex. 20.15);
9. “Não dirás falso testemunho” (Ex. 20.16);
10. “Não cobiçarás” (Ex. 20.17).1. “(…) vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra…” (At. 14.15);
2. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém” (Jo 5.21);
3. “(…) não jureis nem pelo Céu, nem pela terra” (Tg. 5.12);
4. (Não há repetição deste mandamento no Novo Testamento);
5. “Filhos, obedecei a vossos pais” (Ef. 6.1);
6. “Não matarás” (Rm. 13.9);
7. “Não adulterarás” (Rm. 13.9);
8. “Não furtarás” (Rm. 13.9);
9. “Não mintais uns aos outros” (Cl. 3.9);
10. “Não cobiçarás” (Rm. 13.9);
Jesus encarnou-se para cumprir toda a Lei (Mt. 5.17-18), mas curiosamente não cumpriu literalmente o sábado (Jo. 5.16-18), pois o descanso e o dia dedicado a Deus não deveria ser um mero ritual, mas um dia observado com temor e reverência (Mc. 2.27-28).
Os que desejarem guardar a Lei devem guardar toda a Lei (p.ex. o ciclo sabático – Lv. 23.1-3, 4-37, 25.1-7, 8-17) e não apenas uma porção da Lei como fazem as seitas com tendências judaizantes (Gl. 3.10).
O domingo passou a ser observado como dia do Senhor, devido ao fato de Jesus haver ressuscitado neste dia, como um ato de reverência a Ele e um dia destinado à adoração (At. 20.7, 1Co. 16.2, Ap. 1.10, Jo. 20.19-20).
1.2.4 USO DO VÉU
Há seitas cristãs, como a Congregação Cristã do Brasil, que defendem ferrenhamente o uso do véu por suas adeptas, condenando as mulheres cristãs que não o utilizam.
Primeiramente, não há sequer uma referência na Lei do Antigo Testamento acerca da obrigatoriedade do uso do véu pelas mulheres. Relata-se, por outro lado, que as mulheres santas e piedosas utilizavam o véu, como por exemplo, no encontro entre Rebeca e Isaque (Gn. 24.65).
A utilização de um véu sobre a face era um costume comum entre as mulheres orientais, prática esta observada até hoje em muitos países. O véu servia – e serve, em muitas culturas – como um símbolo de submissão ao marido, de honra e de castidade entre os povos que o adotam como parte integrante de seu costume social.
O véu, no contexto bíblico do judaísmo, era utilizado sobre toda a face, e não apenas sobre a cabeça, como ensina a Congregação Cristã do Brasil, que diz ser necessário à mulher a utilização de um “véu” sobre a cabeça no culto público ou na oração pessoal. Sendo que tal ordem contraria o ensinado na Bíblia, que mostra Moisés utilizando um verdadeiro véu sobre todo o rosto e não somente sobre a cabeça (2Co. 3.13).
Ainda, o véu dado às mulheres, no Novo Testamento, é o cabelo, conforme ensina o apóstolo Paulo em 1Co. 11.15. De maneira que o próprio Cristo foi o responsável por remover o véu que nos separava da presença de Deus, nos dando acesso à plenitude de Deus, sendo-nos assegurado a apresentação diante Dele com o “rosto descoberto”, ou seja, sem nenhum aparato material ou ritual, segundo 2Co. 3.7-18.
Assim, temos que a questão da utilização do véu é totalmente cultural, relacionada com os costumes de cada povo, e nesse caso em especial, aos povos orientais, não tendo nenhuma relação o uso do véu com o culto cristão coletivo ou particular a Deus.
1.2.5 CONCLUSÃO
Tudo que Jesus fez, Ele o fez e ensinou às claras (Jo. 18.20), sempre se pautando na simplicidade, tendo como alvo, não a obediência e conformação externa do homem a um ritual, mas à transformação interna do caráter caído do homem em um novo caráter (Jo. 3).
O apóstolo Paulo expressou seu temor que os cristãos fossem enganados, pela sedução diabólica, a deixarem a “simplicidade que há no Evangelho” (2Co. 11.3) e se entregassem a “outro evangelho” (Gl. 1.6).
Infelizmente, é exatamente isso que tem ocorrido com muitos cristãos, que estão sendo tragados por essa onda judaizante dentro do Corpo de Cristo, abandonando a verdadeira vida piedosa em Cristo, e seguindo doutrinas de demônios e homens réprobos quanto a fé (Rm. 1.18-32, 2Tm. 3.1-9, 4.3-4).
Que a Igreja de Cristo repita em coro contra essas “tendências judaizantes”, juntamente com o apóstolo Paulo: “Aos quais nem ainda por uma hora cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós” (Gl. 2.5)!
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