domingo, 13 de outubro de 2013

ESTUDO BÍBLICO NOÇÕES SOBRE ÉTICA CRISTÃ, ACOMPANHE COM A BÍBLIA.


PARTE 9 – NOÇÕES SOBRE ÉTICA CRISTÃ:


O comportamento cristão deve ser um referencial para a sociedade.
No mundo, os valores morais divinos serão gravados na mente das pessoas pela Palavra de Deus,
pois o pecado e os vícios fazem os homens terem condutas impróprias e errôneas.
A etica Cristã se fundamenta nos ensinos de Cristo (2 Co.5:15;Ef.2:10; Ec.12:13).
1) Aspecto que nos valoriza: Nosso exemplo pessoal:
Atitudes falam mais que muitas palavras.
Quando nosso comportamento não condiz com o que falamos, perdemos a credibilidade e nosso
testemunho se torna infiel.
Quando a nossa vida é exposta ao público, os rastros de nossas ações terão número cada vez maior
de seguidores que simplesmente copiarão o nosso modelo pela força do exemplo.
2) Quanto aos mandamentos (Decágono): Os dez mandamentos não foram abolidos com a
chegada do Evangelho.
Os princípios espirituais e morais da lei integram às leis do Reino de Jesus, expostas no Sermão do
Monte.
Os antigos cumpriam os mandamentos e estatutos em Israel de modo formal e frio.
Jesus deu aos mandamentos um sentimento muito mais elevado, aprofundado e ampliando o seu
entendimento, tornando-os instrumento de justiça, bondade e amor de Deus (Mt.5:17-21). Lembremo-nos
que Jesus veio cumprir toda a Lei e não a abolir.
3) Guerras-(Ex.15:3; Nm.31:3) Atividade normal nos tempos do AT (2Sm 11.1).
Os inimigos dos israelitas eram considerados inimigos de Deus (1Sm 30.26).
Deus era representado como guerreiro, combatendo em favor de Israel (Êx 15.3; Sl 24.8; Is 42.13) ou
usando a guerra para castigar Israel (Is 5.26-30; Jr 5.15-17) e outras nações (Is 13; Jr 46.1-10).
Mas Isaías também profetizou uma era de paz (Is 2.1-5; 65.16-25).
Nos tempos apostólicos, quando os romanos dominavam Israel, a linguagem da guerra só aparece
em METÁFORAS (Ef 6.11-17) e para descrever a batalha do fim dos tempos (Ap 20.7-10).
O cristão tem dupla cidadania; terrena e celestial, devendo cumprir seus deveres para com DEUS e
com o Estado.
Estamos na dispensação da graça e o cristianismo é pacífico, mas temos um compromisso com as
leis do governo onde vivemos. (Rm.13:1-7; 1Tm.2:2; Tt.3:1; e 1Pe2:13-14).
Se as leis forem injustas, prevalece a Palavra de Deus, acima da Constituição (Dt.17:18-20 e At.4:19-
20).
Se o cristão é militar, devera militar contra o narcotráfico, crime organizado, potência agressora,
injustiças.
A lei da semeadura é real.
4) Aborto: A vida no útero materno (Jeremias 1:1-5): Antes que eu te formasse no ventre materno,
eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constitui profeta às nações.
AS PESSOAS TÊM VALOR MESMO ANTES DE NASCEREM.
Deus lhe conheceu, como conheceu a Jeremias, muito antes de você nascer ou ser concebido.
Ele lhe conheceu, pensou a seu respeito, fez planos para você.
Quando você se sentir desencorajado ou inadequado, lembre-se que Deus sempre o considerou
valioso e sempre teve um propósito para você. (Sl.139:1-24 - Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste
no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste).
DEUS OPERA NA VIDA DAS PESSOAS AINDA DENTRO DO ÚTERO.
O caráter de Deus participa na criação de cada pessoa.
Quando você se sente sem valor, ou começa a se odiar, lembre-se que o Espírito de Deus está
pronto e disposto a operar em você.
Deus pensa em você constantemente (Salmo 139:1-4). Devemos nos respeitar tanto quanto o
Criador nos respeita.
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O QUE ESTÁ POR TRÁS DO ABORTO HOJE? Vidas (2 Crônicas 28:1-8-Tinha Acaz vinte anos de
idade, quando começou a reinar,e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e não fez o que era reto perante
o Senhor, como Davi seu pai (2 Crônicas 28:1).
O ABORTO É UM PECADO CONTRA DEUS.
Tentem imaginar a monstruosidade de uma religião que oferece criancinhas como sacrifícios.
Deus permitiu que Judá sofresse pesados danos como conseqüência das maldades de Acaz.
O sacrifício de crianças aos duros deuses da conveniência, economia e desejos fugazes continua em
clínicas esterilizadas em quantidades que assombrozas.
Se quisermos permitir que crianças se aproximem de Jesus, precisamos primeiro permitir que
venham ao mundo.
Diante do valor da vida humana concedida por Deus no ventre materno, o aborto provocado é crime
praticado contra uma vida inocente e indefesa.
O movimento feminista prega a mulher usar o corpo como dela, mas seu corpo é de Deus, que a
criou.
Existem muitos casos em que a sociedade alega razões sem respaldo bíblico.
Com exceção do caso em que a vida não é totalmente desenvolvida do bebê, como os anencéfalos
(sem cérebro), constituindo uma grande ameaça (morte) para a vida plenamente desenvolvida da mãe,
tudo possível ao Deus de milagres, não há motivo justificável na Bíblia. (Ex.21:22;Jó.3:16;Sl.139:13).
5) Planejamento Familiar-Ter ou não filhos, não é questão meramente biológica, mas que envolve
fé, amor e obediência aos princípios de Deus para a família.
Filhos são bênçãos do Senhor (SI.127:3-5;128:3,4) e não devem ser evitados por razões egoísticas e
utilitaristas.
A limitação de filhos por vaidade é pecado; contudo, dependendo da vontade de Deus, a
possibilidade do cuidado com os filhos (1Tm.5:8) deve ser observado.
Ser irresponsável é ignorância e precisamos reter o bem (1Ts.5:21).
O potencial do casamento é a paternidade (responsável) que deve ser observada.
Porem antes de tudo OREM.
6) Sexualidade:
Deus diferenciou macho e fêmea para seus propósitos e a sexualidade era normal.
A estrutura fisica-emocional e instinto sexual para a reprodução é propósito de Deus no casamento.
O sexo foi feito por Deus, mas a intimidade e interação sexual são privativas somente aos casados.
A satisfação amorosa é incentivada.
A lua-de-mel no A.T. durava 1 ano(Dt.24:5). O sexo deve ser exclusivo, monogâmico, alegre, natural
e santo (sem aberrações ou bestialidades).
O relacionamento envolve também a Deus que o ordenou; não é algo apenas biológico ou
psicológico.
Fornicação (envolve solteiros-Ap.21:8;Gl.5:19; 1Co.6:18)
Adúlteros (casados-Mt.5:27;Mc.10:9;Rm.13:9;Pv.5:1-5);
Prostituição (práticas sexuais pecaminosas - Dt.23;17; Pv.7:4-10; 1Co.6:15-18);
Homossexualismo (envolvendo pessoas de mesmo sexo-Lv.20:13; 18:22; Dt.23:17,18; Gn.19:5;
Dt.23:17;1Co.6:9,10);
Masturbação (pecado por contrariar plano de Deus, egoísta e fantasioso)-não será salvos se
continuar com a falta de santidade (Gn.38:9).
7) Divórcio: O divórcio primordialmente não tem aprovação de Deus, sendo apenas permitido em
casos extremos. (Os.5:1-7).
O propósito da criação de dois sexos é a solidariedade, estabilidade e felicidade da raça humana,
sendo os dois, uma só carne.
Não deve partir do fiel a iniciativa da separação, mas se o cônjuge quiser, será feito.
Somente pela infidelidade conjugal (sexual e moral, prostituição e adultério, é que o divórcio é
aplicado, quando há grande desarmonia sem possibilidade de reconciliar).
Cada caso é específico e assim devera ser tratado.
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8) Pena de Morte: Todos morrerão; a vida é um dom divino que somente a Ele cabe conceder ou
tirar, sem que se configure crime.(Gn.20:13;Ex.21:12-16;Mt.5:17-22;Rm.13:1-4)
Na lei de Moisés ela foi regulamentada e ampliada.
Nos Evangelhos, não houve suavização, tanto que Jesus se submeteu a ela, cumprindo toda a Lei.
Na frase “não matarás”, no original, trata-se de uma morte premeditada, deliberada, proposital e
dolorosa.
Na Bíblia ela é tratada (Mt. 5:21-22).Jesus ministrava ensinos de amor, justiça e paz como regra
geral para seus seguidores.
Ananias e Safira morreram pela aplicação da Pena Capital por Deus.
Na Bíblia, quem resiste à autoridade, poderá morrer (Rm.13:1-4;Ec.8:11 ;ls.26:9-10).
Em casos extremos ela poderia ser moralmente permitida, mas o ser humano não tem nenhuma
condição de julgar sem correr o risco de errar na decisão, pois o ser humano é movido por sentimentos,
tendo esta decisão que ficar exclusivamente para DEUS.
Nossa justiça deve ser temperada de amor; pois como o ladrão na cruz, no fim de sua vida, se
converteu e Jesus o salvou na cruz, levando-o ao paraíso.
9) Eutanásia/Suicídio-O término da vida provocado pelo homem deve basear-se nas
Escrituras.(1Sm.2:6; Jó:2:7-10; Pv.31:6) - A concessão da vida é de seu proprietário(Deus).
Não é de competência de o homem decidir o momento da vida ser extinta.
O conceito da misericórdia dado à Eutanásia é equivocado porque implica em prestar socorro até o
fim. Desistir da vida é não crer nos valores eternos.
O suicídio é condenado porque é assassinato de um ser à imagem de Deus (Gn.1:17; Ex.20:1
3;Jo.10:10): devemos nos amar (Mt.22:39;Ef.5:29); é falta de confiar em Deus(Rm.8:38-39); devemos
lançar em Deus e não na morte, nossa confiança (1Jo.1:7 e 1 Pe.5:7). Nosso corpo é propriedade de
Deus.
10) Doação de Órgãos-(Mt.7:12;Lc.6:38;At.20:35;1 Co.1 5:35-42;At.20:35)
A doação de órgãos é um ato de amor e de solidariedade; o cristão deve estar sempre atento para a
sua consciência, em parâmetros bíblicos para andar na reta justiça.
Muitos argumentam do receio de comercialização, discriminação social, integridade do corpo,
esperança de milagre ou preocupação com a ressurreição para não doarem.
Doação de órgãos em vida, como no caso de transfusão de sangue ou transplante de rins não deve
ser objeto de reprovação, com ressalvas à consciência.
No caso de órgãos de falecidos, deve-se respeitar sua vontade e à da família. Na ressurreição não
há problemas, pois o corpo será glorioso (Fp.3:21).
Deus pode distinguir e manter separados dos outros corpos as partículas do pó de cada pessoa, sem
mistura. (Ez.37:7-10).
11) Finanças-(1 Cr.29:12-14; 1Tm.6:9-10)-O cristão, como filho de Deus, recebe muitas coisas,
inclusive o dinheiro que deve ser utilizado de maneira correta, sensata e temente a Deus para a Glória de
seu nome. Temos que ser equilibrados, ganhando com práticas honestas e fugindo das práticas ilícitas.
E lícito desfrutarmos dos benefícios que o dinheiro traz, mas não nos apegarmos à cobiça para a
qualquer custo conseguir dinheiro.
Podemos usar o dinheiro para dízimos, ofertas, no lar, no trabalho e em lazer.
Evitemos dívidas fora do alcance, procurando comprar à vista, fugindo dos fiadores, pagando
impostos e pagando justos salários como patrões.
Avareza é idolatria; não se pode “comprar a Deus” com o dízimo.
Além disso, deve-se haver economia doméstica, com liberdade moral e responsável, evitando
conflitos, pois o dinheiro é de uso do casal.
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12) Vícios-(Pv.23:31-32:Is.5:11,12:28:1-7)
Os vícios levam à compulsão e ilusão, perdendo o senso da responsabilidade.
Somos templo e habitação do Espírito Santo. Quem destruir o templo de DEUS, DEUS o destruirá.
13) Política-(Rm.8:17;Hb.11:13;Pv.28:12,28)
Como cidadãos do Céu, temos o representante legítimo, o Espírito Santo.
O aprisco do Senhor não é curral eleitoral. Como cidadãos da terra, precisamos influir nos destinos
da nação.
A política exerce influência em todas as áreas da vida; mesmo que o crente não seja militante, deve
se informar, orar pelos eleitos e exercer sua cidadania, consciente de seus direitos e deveres.
Devemos votar, mostrando a diferença como sal e luz (Mt.5:13,14), orando antes(Rm.14:23);não
vendendo o voto, preferindo candidatos cristãos(com perfil do Reino), tendo exemplo de políticos sábios,
como Daniel, José do Egito, Neemias.
O Púlpito não deve ser usado para comício.
A igreja (lnstituição) não pode se envolver.
A política divide as pessoas.
Precisamos combater a impiedade de projetos de leis de homens malignos.


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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: