domingo, 13 de outubro de 2013

ESTUDO EXAMINADO AS ESCRITURAS, ACOMPANHE COM A BIBLIA


PARTE 2 – ESCRITURAS:

A Bíblia em si, recebe outros nomes como Palavra de Deus, Sagrada Escritura, Lei, Lei e os
Profetas, Livro Sagrado, Sagradas Letras, Divina Revelação, etc.
1. OS ORIGINAIS
Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das
Escrituras Sagradas.
O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em
aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na
época.
Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras.
Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias.
Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam.
As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e
mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.
Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia,
publicada pela Sociedade Bíblica Alemã.
Já para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades
Bíblicas Unidas.
Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para
tradutores.
2. O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO
Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu
mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus.
Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados
muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.
Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por A Lei,
Os Profetas e As Escrituras.
Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do
Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.
A Lei continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam Isaías, Jeremias,
Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.
E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester,
Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de
cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas.
Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora a Lei
freqüentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos.
O texto era escrito em hebraico - da direita para a esquerda - e, apenas alguns capítulos, em dialeto
aramaico.
Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo
Testamento em hebraico.
Estima-se que foi escrito durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por
Jesus na Sinagoga, em Nazaré.
Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar
Morto.
3. O NOVO TESTAMENTO EM GREGO
Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do
Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no
Evangelho por ele pregado.
A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e
preservadas com todo o cuidado.
Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma,
começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.
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A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros
discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na
medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados.
Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro
escrito no início do Século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras
referentes aos versículos 37 e 38.
Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo
Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.
4. OUTROS MANUSCRITOS
Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos
primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas,
e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos).
Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral,
não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados.
Entretanto, gradualmente, o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a
coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No
Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi
constituído.
Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião - o
grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a
totalidade da Bíblia em grego.
Ao todo temos aproximadamente vinte manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco
séculos.
Quando Teodósio proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano
no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo
Testamento.
É possível que o grande historiador Eusébio de Cesaréia (263 - 340) tenha conseguido demonstrar
ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador
encomendou 50 cópias para as igrejas de Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez
que o Antigo e o Novo Testamento foram apresentados em um único volume, agora denominados Bíblia.
5. HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES
A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada
sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a
humanidade.
A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos
resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos.
Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.
6. A PRIMEIRA TRADUÇÃO
Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os
judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o
grego.
Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original
em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.
Denominada Septuaginta (ou Tradução dos Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70
sábios e contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos quando
o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I
A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia.
Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de
algumas igrejas.
Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo
e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de
Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.
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7. A BÍBLIA CATÓLICA X EVANGÉLICA:
A igreja católica considera a Bíblia “protestante” como uma Bíblia Católica Incompleta, pois os
“protestantes” como ela diz, não aceitam os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc,
Macabeus, bem como os capítulos 10 a 16 de Ester e os capítulos 3,13 e 14 do livro de Daniel, pois
julgam que estas partes não são canônicas ou inspiradas por Deus.
A igreja católica não afirma a verdade quando fala que somente sua Bíblia traz no pé de cada página
notas explicativas para os fiéis compreenderem a Bíblia, principalmente quando não afirmam a verdade
dizendo que a Bíblia protestante não traz nenhuma nota ou nenhuma explicação, fato inverídico, pois há
muitas bíblias de estudo não-católicas, de qualidade.
A igreja católica é contra o fato de que os “protestantes” afirmam que a Bíblia é a autêntica Palavra
de Deus, pois dizem que os protestantes não têm nenhuma ligação com a igreja dos apóstolos, pois
nasceram 1.500 anos depois e dizem que o que os protestantes aprenderam foi pela autoridade e tradição
da Igreja católica.
Mas esquecem de que é Jesus quem abre a mente das pessoas para entenderem a Palavra de Deus
e que toda a Bíblia Sagrada é inspirada por Deus e que o espírito santo foi enviado para ensinar as
pessoas e não a placas de igrejas (Lc. 24:45; 2 Tm.3:16; Jo.15:26).
A igreja católica defende a tradição oral da liturgia como superior ou pé de igualdade com a Escritura
sagrada, pois diz que os ensinos de Jesus estão na Bíblia e na tradição; afirma que Jesus não mandou
ninguém escrever a Bíblia, mas apenas pregar e ensinar.
8. APÓCRIFOS:
Livros que o Concílio de Trento, em 1546, declarou inspirados, embora não fizessem parte do Cânon
do AT estabelecido pelos judeus da Palestina.
Os católicos chamam esses livros de “deuterocanônicos”, isto é, pertencentes ao “segundo cânon”.
“Protocanônicos” (pertencentes ao primeiro cânon) são os livros do AT que os judeus da Palestina
consideravam inspirados, e esses são aceitos tanto pelos católicos como pelos evangélicos.
Os livros apócrifos aceitos pelos católicos são os seguintes: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão,
Eclesiástico ou Sirácida, Baruque, Epístola de Jeremias, Primeiro e Segundo Macabeus e os acréscimos a
Ester (Ester Grego) e a Daniel (A Oração de Azarias, A Canção dos Três Jovens e as histórias de Suzana
e de Bel e do Dragão.
APÓCRIFOS DO ANTIGO TESTAMENTO: Os apócrifos possuem erros e discrepâncias históricas e
geográficas, ensinam doutrinas falsas divergindo das outras escrituras, possuem estilos artificiais e
diferentes das escrituras e faltam elementos de autenticidade, não foram acatados por Jesus e combatidos
pelos apóstolos.
OS LIVROS APÒCRIFOS:
São livros que Contrariam os Critérios da Inspiração dos judeus palestinos, zelosos preservadores
dos ensinos bíblicos que não estiveram sujeitos às influências helenizantes dos judeus de Alexandria. A
Igreja Católica Romana se refere ao cânon do Velho Testamento, ela inclui uma série de livros que os
protestantes chamam de “Apócrifos”, mas os católicos de “Deuterocanônicos”, que não aparecem nas
versões evangélicas e hebraicas da Bíblia. O resultado disto foi que na opinião popular dos católicos
existem duas Bíblias: uma católica e a protestante, mas só há uma Bíblia, uma Palavra (escrita) de Deus.
Nas línguas originais (o hebraico e o grego), a Bíblia é uma só e igual para todos, mas há várias versões
ou traduções e diferentes idiomas.
DIFERENÇAS ENTRE AS BÍBLIAS HEBRAICAS, PROTESTANTES E CATÓLICAS
1. Bíblia Hebraica – (a Bíblia dos judeus): a) Contém somente os 39 livros do V.T.; b) Rejeita os 27
do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo; c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata
(versão Católico Romana)
2. Bíblia Protestante: a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.; b) Rejeita os livros
apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos.
3. Bíblia Católica: a) Contêm os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T. b) Inclui na versão Vulgata, os
livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de
Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de
Daniel.
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COMO OS APÓCRIFOS FORAM APROVADOS:
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma
protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório,
oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc e os romanistas viam nos apócrifos base para tais
doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.
Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois.
Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. No
Concílio de Trento houve várias controvérsias, onde, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal. A
primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa
Clemente VIII.
Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o AT e NT,
não como inspirados, mas bons à leitura e de valor histórico, mas em 1629 as igrejas reformadas
excluíram os apócrifos das suas edições da Bíblia.
PORQUE REJEITAR OS APÓCRIFOS:
1. Porque com o Livro de Malaquias (Último do Antigo testamento) , o Cânon bíblico havia se
encerrado: Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo
Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, mas eles não foram considerados
dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores, como 1 Macabeus:
(100 a.c.); Josefo: (37/38 d.C.); a literatura rabínica, os Manuscritos do Mar Morto.
Os judeus estavam de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado
após os dias de Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. A ausência completa de referência à
outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de
passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato
de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon do Antigo Testamento, devia ser
aceito como a verdadeira palavra de Deus.
2. Porque a Inclusão dos Apócrifos foi acidental:
A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por
todo o império Greco-macedônico.
Pelo ano 300 antes de Cristo, a colônia de judeus na cidade de Alexandria, Egito, era numerosa,
forte e fluente. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro reinos, ficando o Egito sob a
dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, foi grande amante das letras e preocupouse
com enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Muitos livros foram traduzidos para o
grego.
Naturalmente, as Escrituras Sagradas do povo hebreu foram levadas em conta, apreciando-se
também a grande importância que teria a tradução da Bíblia de seus antepassados da Palestina para os
judeus cuja língua vernácula era o grego.
Segundo um relato de Josefo, o Sumo Sacerdote de Jerusalém, Eleazar, enviou, a pedido de
Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho
Testamento, do qual traduziram o Pentateuco.
A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo. Esta tradução,
que se conhece com o nome de Septuaginta, ou Versão dos Setenta (por terem sido 70, em número
redondo, seus tradutores), foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali
como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram
adições e alterações e, finalmente, sete dos Livros Apócrifos foram acrescentados ao texto grego como
Apêndice do Velho Testamento.
Os estudiosos acham que foram unidos à Bíblia, por serem guardados juntamente com os rolos de
livros canônicos, e quando foram iniciados os Códices, isto é, a escrituração da Bíblia inteira em um só
volume, alguns escribas copiaram certos rolos apócrifos juntamente com os rolos canônicos.
Estes livros têm a importância de refletir o estado do povo judeu e o caráter de sua vida
intelectual e religiosa durante as épocas que representam do período intertestamentário (entre Malaquias
e João Batista, de 400 anos); é, talvez, por estas razões que os tradutores os juntaram ao texto grego da
Bíblia, mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.
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3. Os apócrifos contêm Lendas:
Tobias 6.1-4 - “Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre.
E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias,
espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse-lhe: Pega-lhe pelas
guelras, e puxa-o para ti. Então, puxou para terra, e o começou a palpitar a seus pés.
4. Os apócrifos contêm Erros Históricos e Geográficos:
Por exemplo, a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (Tb.1:15) em vez de Sargão
II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (Tb.14:15) em vez de Nabopolassar e por
Ciáxares. Judite não pode ser histórico porque contém erros evidentes. [Em 2 Macabeus] há também
numerosas desordens e discrepâncias em assuntos cronológicos, históricos e numéricos,que refletem
ignorância e confusão.
5. Os apócrifos contêm Heresias:
TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns
milagres preparados pelo anjo Rafael. Ensina a justificação pelas obras (4:7-11; 12:8), mediação dos
santos (12:12), superstições (6:5, 7-9, 19), e até um anjo que engana Tobias e o ensina a mentir (5:16 a
19).
JUDITE - (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando
um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.
BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta
Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. A data é muito posterior,
quando da 2ª destruição de Jerusalém, antes de Cristo. Seu principal erro é o ensino da intercessão pelos
mortos (3:4).
ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas
heresias: justificação pelas obras (3:33,34), trato cruel aos escravos (33:26 e 30; 42:1 e 5),incentiva o ódio
aos Samaritanos (50:27 e 28).
SABEDORIA DE SALOMAO - (40 a.D.) - Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a
incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã).
Apresenta: o corpo como prisão da alma (9:15), doutrina estranha sobre a origem e o destino da
alma (8:19 e 20), salvação pela sabedoria (9:19).
1 MACABEUS - (100 a.C.) - Descreve a história de 3 irmãos da família “Macabeus”, que no chamado
período ínterbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo
e terra.
II MACABEUS - (100 a.C.) - Não é a continuação do 1 Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de
lendas e prodígios de Judas Macabeu. Apresenta: a oração pelos mortos (12:44-46), culto e missa pelos
mortos (12:43), o próprio autor não se julga inspirado (15:38-40; 2:25-27), intercessão pelos Santos (7:28
e 15:14).
ADIÇÕES A DANIEL: Cap.13-A história de Suzana - Nesta lenda Daniel salva Suzana num
julgamento fictício de falsos testemunhos. Cap.14-Bel e o Dragão – Fala sobre a necessidade da idolatria;
cap. 3:24-90 - o cântico dos 3 jovens na fornalha.
TIPOS DE HERESIAS ENSINADAS NOS APÓCRIFOS:
* Ensinam Artes Mágicas ou de Feitiçaria como método de exorcismo: Tobias 6:5-9 - E o anjo,
respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas, o seu
fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não
tornam mais a chegar a eles.” Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda
espécie de demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar o demônio. Deus jamais iria
mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu, como usar os métodos da macumba e da bruxaria para
expulsar demônios. Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de
fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mt 12:26). Um dos sinais apostólicos era a
expulsão de demônios, e o que usaram foi o nome de Jesus (Mc 16:17; At 16:18)
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* Ensinam que Esmolas e Boas Obras limpam pecados e Salvam a Alma: Tobias 12:8, 9 - “a
esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida
eterna”; Eclesiástico 3:33 - “... a esmola resiste aos pecados”. Este é o primeiro ensino de Satanás, o
mais terrível, e se encontrar basicamente em todas as seitas heréticas. A Salvação por obras destrói todo
o valor da obra vicária de Cristo em favor do pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados,
nós não precisamos do sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do
sangue como um único meio de remissão e perdão: (Hb 9:11,12,22; I Pe 1:18, 19; Rm.3:20, 24 e 29);
* Ensinam o Perdão dos pecados através das orações: Eclesiástico 3:4 - “O que ama a Deus
implorará o perdão dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua
oração de todos os dias”. O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o
perdão, não é fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra
que a ninguém pode salvar. Só a oração de confissão e arrependimento baseadas na fé no sacrifício
vicário de Cristo traz o perdão (Pv. 28:13; I Jo 1:9; I Jo 2:1,2)
* Ensinam a Oração Pelos Mortos: 2 Macabeus 12:43-46 - “e tendo feito uma coleta, mandou
12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos
mortos, (...) é, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos
seus pecados”.
Neste texto falso, de um livro não canônico, que contradiz toda a Bíblia, que a Igreja Católica
Romana baseia sua falsa e herética doutrina do purgatório.
Este é novamente um ensino satânico para desviar o homem da redenção exclusiva pelo sangue
de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de algum lugar inventado por homens falhos e
pecadores que com tais ensinos negam o claro registro dos ensinos dos apóstolos de Cristo. Após a morte
o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e outros para a Salvação eterna - não
existe meio de mudar o destino de alguém após a morte. Veja Mt. 7:13, Lc 16:26.
* Ensinam a Existência de um Lugar Chamado PURGATÓRIO.
Este é o ensino herético e financeiramente conveniente para a Igreja de que o homem, mesmo
morrendo perdido, pode ter uma segunda chance de Salvação.
Sabedoria 3:1-4 - “As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da
morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada
como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no céu).
E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.
A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na última parte deste texto, onde diz: “E, se eles
sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade”.
Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica para entrar na
imortalidade. Textos da Bíblia que mostram a impossibilidade do purgatório (1 Jo 1:7; Hb 9:22; Lc 23:40-
43; I6: 19-31; I Co 15:55-58; I Ts 4:12-17; Ap 14:13; Ec 12:7; Fp 1:23; Sl 49:7-8; II Tm 2:11-13; At 10:43).
6. Nos Livros Apócrifos Os Anjos Mentem
Tobias 5:10-14 - “Peço-te que me digas de que família e de tribo és tu? O anjo Rafael disselhe:
... Mas para que te não ponhas em cuidados, eu sou Azarias, filho do grande Ananias” Um anjo
de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei santa de Deus. Todos os anjos
de Deus foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua identidade. Veja Lc 1:19.
7. Nos livros apócrifos, ensina-se que o simples ato de jejuar santifica:
Judite 8:5,6 - “jejuava todos os dias de sua vida ...” Este texto legendário tem sido usado por
romana relacionado com a canonização dos “santos” de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos
os dias da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais.
O livro de Judite é claramente uma produção humana, uma lenda para escravizar os homens a
ensinos errados e antibíblicos.
8. Nos livros apócrifos se ensinam atitudes anticristãs, como: Vingança, Crueldade e
Egoísmo:
VINGANÇA - Judite 9:2 - Contraria o que a Bíblia diz sobre: Vingança (Rm 12:19, 17);
CRUELDADE e EGOÍSMO - Eclesiástico 12:1-7 – Contraria o que a Bíblia diz sobre Crueldade e
Egoísmo ( Pv. 25:21,22; Rm 12:20; Jo 6:5; Mc 6:44-48);
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9. A igreja Católica tenta defender a IMACULADA CONCEIÇÃO baseando em uma deturpação
dos apócrifos (Sabedoria 8:9,20) - Contradizendo: Lc. 1:30-35; Sl 51:5; Rm 3:23);
Os Apócrifos solapam a doutrina da inerrância porque esses livros incluem erros históricos e de outra
natureza. Assim, se os Apócrifos são considerados parte das Escrituras, isso identifica erros na Palavra de
Deus.
9. DECLARAÇÃO BÍBLICA X DECLARAÇÃO NA BÍBLIA
A Bíblia não mente, mas registra mentiras de ímpios e do diabo, verifique quem, para quem, e
quando se fala.
AS QUALIDADES ESPIRITUAIS E MORAIS NECESSÁRIAS PARA A COMPREENSÃO CORRETA
DA PALAVRA;
Temos que saber que a compreensão correta da Palavra é mais moral e espiritual do que intelectual
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parece loucura, e não
pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2:14), a Escritura é clara sim, mas ela
só será bem compreendida por quem se dispuser a receber os seus ensinamentos, até por que não é um
livro de homens e sim o Livro de Deus para os homens. (1 Co 1. 18 – 3:4; 2Co 3:14-16; 4:3-4,6; Hb 5:14:
Tg 1:5-6: 2 Pe3:5; Mc 4:11-12: Jo7:17)
As Escrituras podem e devem ser lida por todos os que buscam sinceramente a salvação e por todos
os crentes que a leiam buscando o auxílio de Deus para a sua compreensão, pois nestes casos o Espírito
Santo está a agir fazendo as transformações necessárias, trazendo a mudança e fazendo a verdade
prevalecer. (Rm 4: 1-25;1: 18-25; Tg1: 5-6, 22-25)
POR QUE AS PESSOAS NÃO COMPREENDEM CORRETAMENTE AS ESCRITURAS?
Por muitas vezes não compreendemos as escrituras por falta de fé ou por dureza de nossos
corações (Lc 24: 25), porém para interpretar de maneira correta a Palavra temos que trazer o
entendimento através de princípios corretos de interpretação que é a hermenêutica, que averigua os
métodos corretos de interpretação e ainda através do estudo e da explicação de um texto bíblico que é a
chamada exegese.
A grande vantagem desta característica da Palavra é que diante de grandes questionamentos e dos
grandes embates que o homem faz em torno da Palavra duas coisas apenas podem acontecer, a primeira
é querermos afirmar verdades em torno do que a Bíblia se cala e aí muitas vezes queremos ser maiores
que a Palavra e o outro é no que a Bíblia fala, se erramos é por que não interpretamos de forma correta e
coerente. Todo estudo bíblico se fás com a bíblia em mãos lembre bem disso e verdadeira verdade esta na bíblia, lembre os homens são falhos. Amém amados não se deixe enganar por homens. Jesus deixou bem claro isso, aqui é só um estudo não é a bíblia. Amém: abraços Evangelista Manoel Moura


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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: