quinta-feira, 3 de outubro de 2013

EVANGELISMO NAS CASAS

EVANGELIZANDO O BRASIL E O MUNDO COM PODER DO ESPIRITO SANTO DE CRISTO JESUS.
EVANGELISMO NAS CASAS:
Evangelização: Nossa Missão

14.1. PRIMEIRO PASSO

                        - IDE E EVANGELIZAI

                   O Pai envia seu Filho para instaurar o Reino de Deus. O Filho envia sua Igreja para evangelizar, proclamar a Boa-Nova, proclamar o Evangelho. E a Igreja que recebe a ordem, por isso somos enviados em nome dela.

Quem nos envia?
                   Os representantes de nossa Igreja, nossos sacerdotes. Com o envio recebemos a autoridade de ir proclamar o Evangelho. "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15).
                   Jesus envia a Igreja e a Igreja envia o evangelizador a proclamar a Boa-Nova.

Como devem ir os evangelizadores?
                         De dois a dois, como nos diz a Palavra de Deus: sempre dois a dois e acompanhados da Bíblia.

A quem devemos proclamar a Palavra de Deus, a Boa Nova?
                         A todos indistintamente, a todos os necessitados de salvação. Aquele que necessite de salvação porque está mergulhado no pecado. Ao pobre necessitado do anúncio da Boa-Nova. O evangelizador deverá integrá-lo no povo de Deus, na comunidade para que ele possa crescer em santidade

                              

                   O Pai envia Jesus; Jesus envia sua Igreja;

                   A Igreja envia a cada um de nós, dois a dois, com poder, com autoridade para instaurar o Reino de Deus. E se alguém nos perguntar: Quem o enviou? Devemos responder: Minha Igreja. Por isso não podemos sair para evangelizar se não formos enviados pela Igreja. Temos que receber a AUTORIDADE que Jesus concedeu à Igreja e a Igreja a nós evangelizadores.




14.2. SEGUNDO PASSO

CARTAZ - PEDIR O ESPÍRITO SANTO

                   Os evangelizadores devem orar primeiro, pedindo para serem instrumentos, pedindo o Espírito Santo e invocando

                   Os evangelizadores devem primeiro encher-se de Deus. Devem querer primeiro que Deus venha até eles e transforme seu ser. O evangelizador é aquele que primeiro se relaciona com seu Deus, com Jesus, com o seu Senhor, Salvador, com seu Messias. O evangelizador é aquele que todos os dias deve ter uma experiência forte com Deus, e, antes de sair para evangelizar, deve pedir para ser instrumento de evangelização. Pedir o poder do Espírito Santo - ficar constantemente cheio do Espírito Santo (cf. Ef 5,18).

                   Nós Cristãos somos muito medrosos, duvidamos do que Deus possa fazer em nós. Temos que reagir e ser Cristãos valentes, cheios do poder do Espírito Santo e pedir também a proteção a Deus dos nossos familiares. O evangelizador cristão  deve ter sempre a presença do Espirito Santo Deve pregar sempre sobre Ele que foi a primeiro evangelizador, A presença dele deve ser muito forte, porque vai abrir as portas. O evangelizador cristão deve levar consigo sempre a bíblia.


14.3. TERCEIRO PASSO .

CARTAZ - ORAR PELO LOCAL

                   Depois de pedirem o Espírito Santo e forem enviados dois a dois para evangelizar, como agir?

                   Antes de bater à porta da casa que vai receber a evangelização: orar pela família, pela casa, pedir bênçãos para a família. Peçam que Deus dê vida nova aos que forem evangelizados.

                   Sugestão de oração: "Jesus, proclamamos que é o Senhor deste lar, desta família, desta casa, abençoe-os, dê-lhes a virtude da fé. Abra seus corações e encontremos corações disponíveis. Prepare o caminho, cubra a nós e a eles com Seu Sangue precioso. Retire tudo que queira impedir esta obra. Que todos O possam encontrar. Abençoe a pessoa que nos abrir a porta, abra seu coração desde agora em nome de Jesus. Amém!




14.4. QUARTO PASSO

CARTAZ - APRESENTAR O ANÚNCIO - PROCLAMAR A BOA-NOVA (ANUNCIAR E PROCLAMAR O QUERIGMA)

a) Quais os elementos que devem ter a proclamação?

Testemunho pessoal:

                               Tenho vida nova em mim, que pode transformar você também: Jesus me transformou. Poderá fazer o mesmo com você. O testemunho pessoal deverá estar presente no contexto da proclamação, poderá ser a primeira coisa a ser apresentada.

                   Poderão dizer que Deus não existe que é mentira que Jesus está vivo, que é mentira que Jesus é Filho de Deus, que é mentira a sua Igreja Cristã, mas não poderão dizer que é mentira sua vida nova, que você mudou que você foi transformado. Não poderão contestar porque é sua experiência e ninguém poderá dizer que tudo isto não é verdade, porque estão vendo e escutando você.

                   Poderão dizer que tudo é mentira, mas não poderão dizer que é mentira sua conversão, porque estão vendo e ouvindo o que você experimentou e está testemunhando.

                   Muitas vezes poderão não querer escutar: Deus ama você! Você é pecador e necessita da salvação de Deus! Mas quererão saber como era sua vida e como é agora. (Nem que seja por curiosidade).

Proclamar Jesus

                   Como deve ser a proclamação? Deve ser direta: Deus ama você! Você e eu experimentamos o pecado e por você Jesus morreu tanto Deus o ama que deu a vida na Cruz por você.

·       Às vezes é mais importante ter um contato pessoal com a pessoa através de um abraço, um beijo, fazê-la sentir o Amor de Deus, do que ficar falando.

·       Deve-se levar a pessoa a querer experimentar o Amor de Deus, hoje e sempre. "Você quer mudar de vida, quer ter uma situação muito melhor na família, consigo mesmo?". "Hoje Jesus quer tocar seu coração. Hoje aqui e agora. Você quer experimentar esse Amor de Deus hoje?"

·       Deve-se levar a pessoa a dar uma resposta e dar um passo de fé. Fazer com que ela creia e dê um passo de conversão e para isso é necessário mudar de vida. Aceitar Jesus em seu coração e confessar que ele é o Salvador e Senhor.

·       Deve-se usar a Bíblia porque poderão perguntar: "Onde é que você tirou todas essas coisas que você está dizendo?". E você com a Bíblia na mão poderá dizer: "Foram tiradas da Palavra de Deus, e a Palavra de Deus é uma carta de Amor escrita para você.
·       Enquanto um evangelizador anuncia a Boa Nova, o outro ao seu lado ora. Quando o irmão que estiver orando verificar a necessidade de sua intervenção, ele fala e o outro ora.

·       O evangelizador não deve falar o tempo todo, mas também escutar. Deverá ajudar o evangelizado a escutar para que receba a mensagem. Nunca deixe o evangelizado desviar o objetivo da evangelização.

·       Se o evangelizado se sente uma pessoa muito boa, santa e a Palavra não penetram no seu coração, o evangelizador deve deixá-lo e prosseguir sua caminhada. Se o evangelizador não pode transmitir ao evangelizado a necessidade de Deus em sua vida, não deverá perder mais tempo lutando com alguém que não vai abrir o coração. Se não posso passar a mensagem, devo seguir adiante. Em outras casas haverão outras pessoas que estarão disponíveis e abertas.

·       Deve-se levar o evangelizado a entrar na mensagem que está sendo comunicada. Nunca discutir (dar especial atenção - "gastar tempo com a pessoa"), deixar-lhe o Amor de Deus. O bom sabor de Jesus. A atitude do evangelizador deve ser de nunca discutir, e não de defender Deus. A nós não compete defender a Deus, pois Ele mesmo se defende sozinho. Devemos somente anunciar. NAO DISCUTIR, NAO BRIGAR - SOMENTE AMAR O EVANGELIZADO.


14.5. QUINTO PASSO

CARTAZ - ORAR PARA QUE O EVANGELIZADO TENHA A EXPERIÊNCIA DA SALVAÇÃO

Convidar o evangelizado para um momento de oração

                   Se foi conseguido o objetivo da evangelização, e se perceber que o evangelizado sentiu necessidade de uma experiência pessoal com Jesus, deve-se orar por ele. Convidá-lo para um momento de oração. O evangelizado deve escutar a oração e o evangelizador deve orar por ele falando seu nome, Por exemplo: “Jesus, agradeço porque o Senhor veio à minha casa. Agradeço-lhe porque me ama. Obrigado, Senhor, porque veio libertar-me do meu pecado, da situação de vida familiar e pessoal difíceis que estou enfrentando. Obrigado, Jesus, porque o Senhor morreu por mim, para me libertar, para dar-me a vida nova. Aumente minha fé porque eu quero crer no Senhor. Eu quero que transforme minha vida, minha família. Jesus dê-me teu Espírito Santo. Venha à minha casa". A oração é a confissão de fé a Jesus.

                   Devo orar somente quando o evangelizado aceitar. Devo respeitar sua liberdade.


14.6. SEXTO PASSO

CARTAZ - O EVANGELIZADO ORA

                   Perguntar ao evangelizado se Ele gostaria de orar de uma maneira especial pela sua família: filhos, esposa ou esposo.

                   Normalmente aceitam. Então o evangelizador deve ajudar formulando uma oração para que o evangelizado repita: - "Senhor, sei que me ama. Sou pecador e me arrependo... Assim por diante". Ajudar o evangelizado a começar seu relacionamento com Deus, para que ele proclame com sua boca e creia no coração. O evangelizador deve ajudar o evangelizado a fazer uma oração espontânea nessa linha. Se ele não conseguir, motivá-lo a fazer uma oração de petição (pedir a Deus por suas necessidades).

                   O papel do evangelizador é apoiar a oração do evangelizado. Se ele ora muito bem. Se não ora, também muito bem. O importante é ter um encontro pessoal com Deus. Quando oramos pelo evangelizado, nossa oração deverá ser simples e dentro da linha Cristã.

                   Para tocar no evangelizado, devemos pedir licença. Se ele permitir que você o toque, faça-o. Caso contrário, respeite a liberdade da pessoa.


14.7. SÉTIMO PASSO

CARTAZ - ORAR PARA PEDIR O ESPÍRITO SANTO PARA O EVANGELIZADO (PEDIR A LIBERAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO)

                   Fazer uma oração pedindo para o evangelizado a efusão do Espírito Santo, para que ele seja derramado em abundância.

                   Se chegarmos à casa de uma pessoa que já tem a experiência de Deus, devemos partilhar rapidamente sobre a Boa Nova, orar juntos e pedir que continue orando pelo trabalho de evangelização. Não perder muito tempo. Ela já recebeu Jesus e existem muitas outras pessoas que precisam recebê-Lo.


14.8. OITAVO PASSO

CARTAZ - CONVIDAR O EVANGELIZADO PARA INTEGRAR A COMUNIDADE

                   Se o evangelizado aceitou a mensagem de Deus, convidá-lo para integrar-se na comunidade.

                   Se o evangelizado não se integrar na comunidade, a evangelização se perderá; - é na comunidade que o evangelizado irá encontrar a plenitude da vida em abundância. Devemos informar todas as reuniões Igrejas nos diversos segmentos (dia, hora, etc.) - Movimento do Culto, Grupos de Oração, Comunidades Eclesiais de Base, etc. Integrar o evangelizado na comunidade é necessário para que se sinta parte dessa comunidade. Fazer com que ele se sinta necessário, importante e dizer-lhe que sem ele a Igreja não está completa Se for necessário, levá-lo à Igreja. E preciso que haja uma "paternidade responsável": acompanhá-lo na fé.  Para isso é que se propõe a formação de uma equipe que possa fazer esse serviço após a evangelização.

                   Após a integração do evangelizado na comunidade, é necessário conscientizá-lo de que ele é um evangelizador em potencial. Deverá ser motivado a participar de futuros ensinos de evangelismo

                   O mínimo que um evangelizador deve fazer é deixar o evangelizado questionado. Muito questionado para que ele se decida buscar Jesus. Cabe-nos semear e regar as sementes e outros verão os frutos crescerem. Cabe a nós semear, semear, semear onde estivermos. Mas não devemos nos preocupar em ver os frutos imediatamente. O Senhor tem o seu método de cultivar as sementes como sabedoria e graça.  Amém

Este estudo é de como evangelizar nas casas. Elaborado pelo o Evangelista Manoel Moura, lebre você é instrumento de Deus fazendo sua vontade com Amor e fé, proclamando Jesus Cristo o Senhor de todo nós. Amém.




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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: