quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ORA É A COISA MAIS IMPORTANTE DO CRENTE! ORA E PRATICAR?

Uma oração ao Deus Juiz e Libertador
Salmos 26:1-12

Introdução: Este salmo é uma oração. Era uma prática constante do salmista Davi,
sempre buscar em Deus o seu socorro, auxílio e fortaleza, através da oração. O fundo
histórico deste salmo, provavelmente, tem haver com os fatos ocorridos, quando Absalão
tentava usurpar o trono de Davi, espalhando mentiras e difamação. Destacamos para esta reflexão os cinco verbos nucleares deste salmo. Vejamos:

1. JULGA-ME - v. 1. - Do hebraico Saphat, significa julgar; fazer justiça; pronunciar
sentença (a favor ou contra). Num sentido mais amplo, governar.
1.1. O salmista tinha o Senhor Deus como fonte de autoridade e poder. Ele tinha o Senhor como justo juiz. Leia também: Gn 18:25; Sl 75:7;
1.2. O salmista pediu ao Senhor pela defesa da sua reputação;
1.3. Sendo o Senhor, autoridade máxima, o salmista clamou: Faça acontecer o já
decidido. Não importa a situação, confie no Senhor. Pois confiar no Senhor significa estar
seguro e sem temor;
1.4. Andar em sinceridade deve ser nossa atitude sempre. Isto contará diante do
Poderoso Juiz. A idéia de andar é procurar não vacilar. A idéia de sinceridade no hebraico é inocência, integridade, retidão;
1.5. Andar em sinceridade e confiar no Senhor servirão de base para julgamento divino,
assim como foi para Davi: andado e confiado. Andado em sinceridade, vs. 1,11, e andado na tua verdade, v.3b. E ainda, Davi desejava andar ao redor do altar, e na casa de Deus onde permanece sua Glória, vs. 6b e 8;

2. EXAMINA-ME - v.2. - Do hebraico Bahan, significa testar; qualquer tipo de
exame; refinar metais preciosos.
2.1. O salmista se submeteu a refinação divina. Jó 23:10; Zc 13:9;
2.2. Paulo também usou a idéia do Examinar, em 1 Co 11:28 e 2 Co 13:5, no sentido de
Julgue-se adequado. Examinar também significa aprovar, discernir;
2.3. Outra idéia presente é o aquecimento do metal ao ponto de derretimento para extrair a escória, a sujeira; ou seja, purifica o metal para se manter o seu valor. É exatamente isto que as provações fazem conosco, nos purifica para mantermos o valor da fé, 1 Pe 1:6,7;

3. PROVA-ME - v.2 - Do hebraico Nasah, significa por à prova; teste; experimento.
3.1. Não se refere a exposição de alguém ao erro, mas é um teste da fé e da fidelidade de alguém. Ex. Abraão posto à prova, Gn 22:1;
3.2. Os testes de Deus não têm a finalidade de levar ao declínio ou naufrágio na fé, antes, pelo contrário, conduzir a pessoa ao fortalecimento da fé, com o objetivo de se ter uma maior comunhão com Deus. 1 Pe 1:7;
3.3. Deus permite surgir situações para nos testar, e nos tirar da nossa zona de conforto,
quando estamos acomodados espiritualmente;
3.4. Os aprovados nas provações são bem-aventurados, mais que felizes, além da
promessa da coroa da vida, Tg 1:12;

4. ESQUADRINHA-ME - v.2 - Do hebraico Saraph, significa purificar; forjar; afinar;
refinar.
4.1. Esquadrinhar é se submeter a sondagem divina. Sl 139:1,23,24;
4.2. Mente e coração sujeitos à análise divina, Ap 2:23. Mente, o eu interior. Coração, o
centro da vontade, sentimentos e emoções do homem. Assim, o homem real é o interior, o ser imaterial total. Em outras palavras, Davi se submeteu total e integralmente à avaliação divina;
4.3. Se existe algo que Deus desaprova em nós, isto começa no coração. Jesus ensinou
que as maldades do homem residem no coração. Jesus fala de treze maldades do
coração do homem, Mc 7:21-23;
4.4. Precisamos diariamente, renovar e ajustar o homem interior ao padrão santo e divino. 2 Co 4:16,18.

5. LIVRA-ME - v. 11. - Do hebraico Padah, significa separar; soltar; preservar.
5.1. Davi constituiu o Senhor como seu Libertador e Resgatador. Só o Senhor pode
redimir, resgatar e livrar.
5.2. O nosso Deus é conhecido por livrar e resgatar com mão forte e braço poderoso, Sl
136:12; 89:13; Ex 15:6;
5.3. Neste pedido de livramento, Davi chega ao auge do seu pedido. Após a aferição e
sondagem divina, no recôndito e âmago de Davi, agora ele confia no livramento externo
do Senhor Deus contra seus inimigos; O Senhor que conhece minhas intenções e
motivações, os alicerces da alma, pode agora, de fato, livrar.

Conclusão: Este salmo de oração revela o Deus de Davi, em pelo menos duas imagens:
Juiz, v.1, e Libertador, v.11. Ele é Juiz, At 10:42, Ele é Libertador, Rm 10:26. O alvo de
Davi com a sentença divina e com o livramento dos maus era publicar louvores e
enumerar as maravilhas de Deus, v. 7. Aqui, Davi pensara na glória de Deus, e não em si próprio.

No tribunal de Deus, Davi foi absolvido, pois Deus deu vitória a Davi contra
Absalão. Nós, de igual modo, fomos justificados, pela fé em Cristo, Rm 5:1. Declarados,
absolvidos: Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, Rm 8:1. O
resultado da sentença divina é a paz com Deus. Após passarmos pelo teste divino na
mente e no coração, estaremos tão próximos de Deus, que a paz de Deus, que excede
todo o entendimento da mente humana, montará guarda em nossos corações, Fl 4:7. E,
em nossos corações estaremos seguros, de que o Deus do Filho de Davi é Juiz e
Libertador, até mesmos nas lutas internas e externas. Como disse Isaias 33:22:
"Porque o SENHOR é o nosso Juiz (julga-me); o SENHOR é o nosso Legislador (tua
verdade); o SENHOR é o nosso Rei (libertador); ele nos salvará (livra-me)". Amém!
Jó 23:10; Is 50:10; Mq 7:8


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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: