quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O CHAMADO DE ELISEU, PASTOR FRANCISCO.

O CHAMADO DE ELISEU

“Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duadécima. Elias passou por ele, e lançou o seu manto sobre ele.  Então deixou este os bois, correu  após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. Elias respondeu-lhe: vai, e volta: pois já sabes o que fiz contigo.Voltou Eliseu de seguir  a Elias, tomou as juntas de bois, e os imolou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e as comeram. Então se dispôs e seguiu a Elias, e o servia.” I Reis 19:19-21
Eliseu no Hebraico significa: “Deus é salvação” ou “Deus, sua salvação”. Sua vida foi levar salvação a toda à nação de Israel e circunvizinhança.
O Chamado de Eliseu, sua vocação profética, as marcas que ele deixou no mundo é um exemplo para todos nós. Sua renúncia aos bens  materiais, profissionais e seculares, nos dar uma nítida sensação que precisamos aprender mais e mais a cada dia e a nos dispormos ao serviço da obra de Deus na terra.
Eliseu era um jovem solteiro, cheio de ideais, de vigor e muito trabalhador, ajudava a seu pai um abastado fazendeiro a arar a terra com as juntas de bois. Diz a Bíblia que Eliseu lavrava a terra com a duodécima junta de bois, ou seja, ele levava a décima segunda junta de bois, ia bem  atrás tocando os bois. Era, portanto, um líder um incentivador, que colocava a produção agrícola de seu pai para funcionar. Deus sempre chama os trabalhadores, aqueles que estão ocupados.
Eliseu tinha também laços profundos familiares, amava seu pai, mãe, e os respeitava, prestando a devida honra. Portanto, era um bom filho prezando seus familiares. Não usou o chamado de Deus como escape de seus familiares.
Deus escolheu Eliseu  e o separou para a sua santa obra antes mesmo de ele saber, ele ainda trabalhava com as juntas de bois arando a terra de seu pai e Deus já o escolhera para fazer uma grande obra, que não seria mais de arar a terra de uma família, mas a de muitos corações desejosos de conhecer as verdades de Deus.
Saindo do ostracismo de uma vida individual e inexpressível para uma vida de profeta do Deus altíssimo, selando o seu nome no livro da vida, na história da Nação de Israel e na Bíblia Sagrada, para sempre.
Eliseu começou seu ministério com milagres, como diz no capitulo dois de II Reis, segue-se milagre após milagre: O azeite da viúva aumentado; o filho da Sunamita é ressuscitado; o caldo de ervas venenoso é transformado em comida boa; o milagre da multiplicação dos pães; Naamã, o comandante leproso é curado e restaurado milagrosamente; o machado emprestado que cai na água flutua sobre as águas.
A cidade de Samaria é liberta pelos carros invisíveis de Eliseu; os Siros são afugentados pelos cavalos e carros de Deus.
Quase tudo quanto se registra na vida de Eliseu são milagres.
Até quando morreu ele fez milagre, outro cadáver foi lançado em sua sepultura ao bater em seu corpo este ressuscitou na hora, pulou fora vivinho. Será se o homem tinha unção?
De fato, Eliseu poderia ter continuado com sua vida de vaqueiro, agricultor, mas, Deus o chamou para ser um vaso de bênção e de salvação, e lhes deu porção dobrada de seu Espírito.
O CHAMADO DE ELISEU
Deus o Todo Poderoso chamou Eliseu para substituir o profeta  Elias que estava para partir para a eternidade, Deus precisava de Eliseu.
Muitos são chamado por Deus para serem salvos e  receber a glória de filho do Altíssimo.
Deus tem chamado homens e mulheres para fazer com que seu reino se estabeleça e se fundamente na terra. Para tanto, Ele precisa, mas do que um simples crente, que venha a cada domingo na igreja. Ele necessita de trabalhadores para sua igreja, afim de que ela prospere e cresça nesta terra.
Deus, através de Jesus e de sua Palavra, continua chamando: “ Vinde a mim.. Mateus 11:28 “ Quem tiver sede venha a mim e beba…” João 7:38 “… Eis que estou à porta e bato…” Apocalipse 3:20  “.. “Olhai para os campos e vede…” João 4:35
A RESPOSTA DE ELISEU
Prontamente deixou o que estava fazendo e entrou para a escola de profeta. Pediu para despedir de seus pais, irmãos e amigos. Queimou aquilo que poderia atrapalhar no trabalho de Deus.
Eliseu poderia ter mantido a junta de bois para uma eventualidade não der certo na sua vida como profeta. Porém, ele deve ter pensado que aquela junta de bois poderia ser uma armadilha espiritual, um retrocesso, um recuo, um olhar para trás.
Muitos são os apegos, as juntas de bois, que tem feito crentes  que um dia professaram sua fé em Jesus, a olhar para trás e a recuarem na vida cristã, tendo-se tornado infrutíferos nas cousas de Deus.
Os péssimos exemplos daqueles que recuaram e que olharam para trás: A mulher de Ló olhou para trás. Gênesis 19:26 O povo de Israel olhou para trás lembrando dos pepinos e melões, alhos, cebolas do Egito. Número 11: 4-15 Demas, auxiliar de Paulo, missionário, amou o presente século e abandonou  a obra de Deus. II Timóteo 4:10
Algumas coisas precisam ser deixadas para que à vontade de Deus se estabeleça: A mulher que deixou seu cântaro para testemunhar de Jesus. Jo 4:2 Bartimeu, o cego, deixou sua capa empoeirada que o impedia de se aproximar de Jesus. Marcos 10:46 Deixando tudo. Casa, irmãos, mãe, pai, amigos, campos. Marcos 10:28; Lucas 14:33: Mateus 6:33
São proibidos de seguir Jesus: Os que valorizam segurança e conforto acima do Senhor. Os que dão preeminência as cousas materiais acima do Salvador. Os que olham pra trás, para a vida velha.
Cristo não aceita soldados de verão ou discípulos turistas. Ou é quente ou é frio.
Eliseu saiu de sua vida de vaqueiro para fazer uma grande obra. Muitos são chamados para fazer parte como trabalhador de sua obra na terra: salvar as almas do inferno e da perdição.

 Pr Francisco Nascimento

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: