segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A VISÃO DE CRISTO CLORIFICADO. ESTUDE COM A BÍBLIA. AMÉM


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Publicado em 4 de Abril de 2012 as 02:55:50 PM 
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 02 - DATA: 08/04/2012
TÍTULO: “A VISÃO DO CRISTO GLORIFICADO”
TEXTO ÁUREO – Apc 1.17-18
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Apc 9.1-18
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I – INTRODUÇÃO:
A identidade de Jesus Cristo é de extrema importancia. É fundamental fazer-se uma análise e verificar se Ele é quem disse ser. Se Jesus é o Deus eterno que se transformou em homem, então o juízo que fizermos dEle determinará nosso destino na eternidade. Não há questão mais importante. - Leiamos Jo14:11
II – A ENCARNAÇÃO DE JESUS:
Jo 1.12 – Encarnação é revestir-se de carne. Deu-se a encarnação quando a Segunda Pessoa da Trindade tomou a nossa forma e substancia para executar o plano redentivo de Deus. O processo que se constitui no maior mistério das Sagradas Escrituras em nada Lhe alterou a divindade: JESUS É O VERDADEIRO HOMEM E O VERDADEIRO DEUS, ou seja, SUAS DUAS NATUREZAS NÃO SE MISTURAVAM - Jesus não ficou com a sua natureza humana DIVINIZADA, nem tampouco com a sua natureza divina HUMANIZADA.
Quando Ele transformou a água em vinho, a água deixou de ser água e passou a ser vinho. TODAVIA, QUANDO ELE SE FEZ HOMEM, CONTINUOU SENDO DEUS VERDADEIRO, MESMO ESTANDO EM FORMA DE HOMEM VERDADEIRO.
Desta forma, AS DUAS NATUREZAS OPERAVAM SIMULTANEAMENTE E SEPARADAMENTE. Analisemos:
(1) - Jesus nasceu em toda humildade (Lc2:12; II Cor 8:9 - NATUREZA HUMANA).
(1.1) - Mas o Seu nascimento foi honrado por uma multidão de anjos que O exaltaram como o Messias (Lc 2:9-14 - NATUREZA DIVINA)
(2) - No jardim do Getsêmani, Jesus foi preso por homens ímpios (Jo 18:1-3, 12-13 - NATUREZA HUMANA)
(2.1) - Porém, quando Ele disse EU SOU, todos os soldados caíram por terra e ainda curou a orelha do servo do sumo sacerdote, a qual Pedro havia cortado (Jo 18:6; Lc22:51 - NATUREZA DIVINA)
(3) - Na morte e ressurreição de Lázaro, podemos ver:
(3.1) – “… Onde o puseste?…” – Jo 11.34 - NATUREZA HUMANA, pois se estivesse na divina, Jesus saberia onde e qual era o sepulcro.
(3.2) – “Jesus chorou” – Jo 11.35 – NATUREZA HUMANA, posto que na natureza divina, Ele enxuga nossas lágrimas.
(3.3) – “… Tirai a pedra…” – Jo 11.39 – NATUREZA HUMANA, porquanto, se estivesse na divina, Ele mesmo teria removido a pedra.
(3.4) – “… Pai, graças de dou…” – Jo 11.41-42 – NATUREZA HUMANA, uma vez que Jesus dependia da oração e da unção do Espírito Santo para ter e exercer poder (Mc 1:35; Lc 22:41-45; Jo 6:15; Hb 5:7 - At 10:38).
(3.5) – “… clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora…” – Jo 11.43 – NATUREZA DIVINA – Foi a voz do Criador de todas as coisas em ação (Gn 1).
(3.6) - Reparemos que Jesus citou o nome de “Lázaro”, pois se Ele dissesse: “MORTO, vem para fora”, muitos mortos sairiam dos túmulos: O nosso Senhor Jesus Cristo manda no céu, manda na terra, manda na morte e manda no inferno.
(3.7) - É como se Ele dissesse: - “Morte, eu quero que apenas Lázaro, somente ele, retorne à vida!”
(3.8) - E clamou com grande voz: “… LÁZARO, VEM PARA FORA…”
(3.9) - A morte teve que obedecer! Por isso, meditemos na poderosa Palavra de Deus que diz…
- “Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há” – Dt4.39
- “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” – Fp 2.10-11.

III - A HUMILHAÇÃO DE JESUS:
A humilhação de Cristo é o mesmo que dizermos sobre Seu abatimento e Sua sujeição.
Foi um período em que Ele, ao esvaziar-se de Sua glória, submeteu-se à condição humana para exercer o Seu ministério terreno.
Foi uma limitação imposta ao Filho de Deus pelo mistério da encarnação. Para tomar a nossa forma, deixou, temporariamente, a Sua glória. Submeteu-se a todas as nossas agruras, fazendo-se em tudo (exceto no pecado) semelhante a nós.
O ápice do estado de humilhação de Cristo deu-se ao ser pregado no madeiro, tornando-se Ele maldito por nossa causa – Fp 2.1-6.
Assim, dentre outras coisas, Jesus, em Sua humilhação, foi…
(1) – Açoitado – Mt 27.26
(2) – Amaldiçoado – Gl 3.3
(3) – Blasfemado – Mc 15.29
(4) – Castigado – Lc 23.16; Is53.4
(5) – Condenado – Lc 24.20
(6) – Contado com os transgressores – Is 53.12
(7) – Cuspido – Mc 14.65
(8) – Escarnecido – Lc 23.11
(9) – Coroado de espinhos – Mt 27.29
(10) – Crucificado – Mt 27.35
É bom que se diga que, durante a Sua humilhação, Cristo não se esvaziou de Sua divindade, mas, apenas, de Sua glória. Em todo o Seu ministério terreno, permaneceu verdadeiro homem e verdadeiro Deus.
IV - A EXALTAÇÃO DE CRISTO:
Ato pelo qual Deus-Pai reconduziu o Seu Único Filho, Jesus Cristo, à glória que Este desfrutava junto à divindade, antes do mistério da encarnação.
A exaltação do Senhor Jesus selou, de forma definitiva, Seu ministério, paixão, morte e ressurreição.
No ato da exaltação, dentre outras coisas, Jesus…
(1) – Ressuscitou – Lc 24.34
(2) - Foi elevado às alturas – At 1.2
(3) - Foi REVESTIDO de majestade – Sl 93.1; II Pe 1.16
(4) – Assentou-se à destra – Hb 1.3; 8.1
(5) – Deus O exaltou – Fp 2.9
(6) – Todas as coisas estão sujeitas a Ele – Hb 2.8
(7) – Foi coroado de glória e de honra – Hb 2.9
(8) – É o Sustentador de todas as coisas – Hb 1.1-3
(9) – Está vivo – Apc 1.18; 2.8
(10) – Venceu – Apc 3.21
(11) – Voltará – Jo 14.1-3; At 1.11
No estado de exaltação, Cristo não recuperou Sua divindade, pois jamais a perdera. Recuperou, sim, a glória que, por um pouco de tempo, havia abandonado por amor à pobre humanidade, por amor a todos nós.
V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Para encerrarmos, fazemos uma sinopse desta lição levando-nos a observar “A TRAJETÓRIA DO CORDEIRO”:
(A) - O CORDEIRO ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO - Jo 17:5, 24 cf I Pe 1:18-20
(B) - O CORDEIRO NO CÉU - (Apc 13:8) - Isto fala da eternidade de Cristo e das providências eternas tomadas pela Divindade com respeito a salvação da raça humana. Em Seu eternal conselho foi assim determinado que Jesus deveria morrer e Seu sacrifício compraria por bom preço as almas dos homens (I Cor 6:20)
(C) - O CORDEIRO DIANTE DE ABRAÃO - (Gn 22:8) - Do maravilhoso incidente do Monte Moriá aprendemos a grande lição de provisão divina do Cordeiro. Ali Deus se revela como o grande Provedor. Isaque não foi sacrificado. Um cordeiro morreu em seu lugar. Tal é a doutrina bíblica da substituição. Somos salvos porque Alguém morreu em nosso lugar. E esse Alguém é o Cordeiro de Deus.
(D) - O CORDEIRO NA PROFECIA - (Is 53:7) - Até esta época a presença do cordeiro no cânon sagrado era sempre a de um animal. Isaías foi o primeiro a apresentá-lo como uma Pessoa. Em Isaías descobrimos que Ele foi ferido por nossas transgressões e por Suas pisaduras fomos sarados. Deste modo, Ele provê salvação integral, isto é, para os pecados da alma e também para os sofrimentos do corpo.
(E) - O CORDEIRO APRESENTADO AOS HOMENS (Jo1:29) - Conquanto fosse esta uma linguagem razoavelmente familiar aos ouvintes de João Batista, não sabemos até que ponto eles assimilaram a profundidade desta assertiva. Graças a Deus, no entanto, porque o Espírito Santo no-la tornou muitíssimo clara e experimental.
(F) - O CORDEIRO NA CEIA (Mt 26:26-29) – Há mais de dois mil anos, a Igreja tem recordado o sacrifício do Cordeiro, cada vez que se reúne à mesa do Senhor, e há de fazê-lo até que Ele venha (I Cor 11:26)
(G) - O CORDEIRO NA CRUZ (I Pe 1:18-19) - Pedro menciona que o sangue de Cristo é um sangue precioso e esta palavra significa que é de um valor e um custo altíssimo, um valor tão alto que não se pode comparar com ouro ou prata. O universo inteiro não conhece qualquer artigo mais valioso do que o sangue do Cordeiro de Deus. A cruz representa o degrau máximo de humilhação para Jesus (Fp 2:6-8), mas Ele a suportou, tendo em vista trazer muitos filhos à glória (Hb 2:9-10)
(H) - O CORDEIRO NA GLÓRIA - O melhor de tudo quando se estuda a respeito de Cristo é que Sua vida e Sua história não findam no túmulo. Ele ressuscitou. O Cordeiro está vivo e vive para sempre (Apc1:18). Ele é nosso Sumo Sacerdote, está assentado nos céus à destra do trono da Majestade (Hb 8:1; Apc 5:6) e muito em breve voltará para buscar a Sua Igreja.
FONTES DE CONSULTA:
1) Lições Bíblicas - CPAD - 2º Trimestre de 1990 - Comentarista: Geziel N. Gomes
2) Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor Corrêa de Andrade
3) Pequena Enciclopédia Bíblia – Editora Vida – Orlando Boyer
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    A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: