sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” - Mt 5.10

Ministério de Ensino

IDENTIFICANDO-ME COM CRISTO
Pr. Bruno Marquardt

Bem-aventuranças - 8

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” - Mt 5.10

1)  Explicação: O que é sofrer por amor à justiça?   
            Para responder a essa pergunta, temos que entender as cinco causas básicas pelas quais os crentes sofrem:

a)   Pelo simples fato de sermos pecadores - Depois que Adão e Eva caíram em pecado, Deus lhes disse: “Maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida”. Para a mulher Deus disse: “Em meio de dores darás à luz filhos”. - Gn 3.16,17.
b)  Sofremos por erros cometidos e agora temos que arcar com as conseqüências: “Não sofra ninguém como assassino, ou ladrão, ou malfeitor...” (1 Pe 4.15).
c)   Sofremos no processo de purificação de nosso “eu” - “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza” (Hb 12.11).
d)  Muitos sofrem por uma boa causa terrena - Ex.: Tiradentes sofreu o martírio, pois estava empenhado em conseguir a independência do Brasil.
e)   Sofrer por amor à justiça - é quando sofremos perseguição, desprezo por querermos viver de maneira correta e justa. Lemos em 2 Tm 3.12: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.

Por que são perseguidos os que querem viver retamente?

            Jesus disse: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiaram a mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário dele vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; guardaram-se a minha palavra, também guardarão a vossa” João 15.18-20.        Paulo escreveu: “Porque vos foi concedida à graça de padecerdes por Cristo, e não somente por crerdes nele” - Fp 1.29.

            Além do mais temos que nos lembrar que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes” - Ef 6.12. - Por trás de toda perseguição está o diabo o qual, não podendo mais atacar Deus diretamente, procura atacá-lo perseguindo os filhos de Deus.

Os cristãos primitivos sofriam:

a)   Na vida familiar: (Lc 12.51-53) - Todos eram descrentes antes de o evangelho ser pregado. Quando os apóstolos começaram a pregar o evangelho, às vezes só o marido se convertia, e outras vezes só a esposa, ou apenas os filhos. Os que se convertiam eram perseguidos pelos descrentes da própria família.
b)  Na vida social: eram discriminados; não podiam participar de certas comemorações públicas.
c)   Na vida profissional: perdiam os empregos.

Falsas acusações contra os cristãos:

1.   Os cristãos são uns canibais” - baseavam essa falsa acusação no fato de que os cristãos, na Santa Ceia, comerem o corpo e beberem o sangue de Cristo.
2.   “Os cristãos praticam orgias sexuais” - concluíam isso da pregação cristã que exortava a todos a praticarem o amor “ágape” (amor sacrificial).
3.   Os cristãos são uns incendiários” - Concluíam isso das pregações cristãs de que o mundo vai terminar por fogo. Por isso quando Nero colocou fogo na cidade de Roma, o rei não teve dificuldade em jogar a culpa nos cristãos.
4.   “Os cristãos dividem as famílias” - Muitos cônjuges descrentes não queriam mais viver com a parte crente. A culpa da separação foi lançada sobre a parte crente, quando na realidade foram os descrentes que decidiram romper o casamento. (1 Co 7.10-15).

Causa real da perseguição a Cristo e aos cristãos

            Os judeus não suportavam a perfeição da presença de Jesus. Eles eram constantemente condenados por Jesus, o Justo. Não tinham coragem para enfrentar honestamente suas palavras e nem aceitar a avaliação que Ele fizera do próprio homem. Então o odiavam. Jesus mesmo, antes de sua morte, disse que da mesma forma como Ele era odiado, também os seus discípulos o seriam.

            Nós podemos compreender os judeus pela nossa maneira de reagir quando alguém nos chama a atenção para uma área de nossa vida que está falha. Facilmente nos irritamos com a exortação. Também por isso os profetas foram perseguidos e mortos, pois Deus os levantava para denunciar os pecados.

            É bem provável que você nunca tenha sofrido fisicamente por causa da justiça ou pelo nome de Cristo. Mas talvez já tenha sido perseguido de outras maneiras. Abaixo há algumas possíveis situações nas quais você pode ter sido perseguido. Identifique-as:

1.    Ridicularizado na escola por ter dado o seu testemunho.
2.    Rejeitado por seu grupo no trabalho ou na escola.
3.    Mal interpretado por seus colegas por haver tomado certa atitude ou posição.
4.    Perdeu o seu emprego em conseqüência do seu testemunho.
5.    Insultado ou ameaçado na escola, em casa ou no emprego por causa de sua fé em Cristo.
6.    Desprezado por querer ser honesto, sincero.
7.    Tentado a abaixar o seu padrão moral para conformar-se ao grupo ou agradar outrem.
8.    Esposa crente que ouve de seu marido descrente: “Escolhe: ou eu ou a igreja”.


Como enfrentar a perseguição?

            Todo cristão deve se lembrar das palavras de Jesus: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vós” - Mt 5.11.

            Baseado nessas palavras e na história da igreja temos que entender  que durante a vida toda seremos:

mal entendidos                             acusados falsamente                     objeto de mexericos                reprovados
rejeitados                          condenados                                  criticados                                defraudados
motivo de ressentimentos     alvo de mentiras                        contrariados                            alvo de calúnias.

Como crente preciso determinar porque razão estas cousas acontecerão comigo.

Seja:      1) Porque a maior parte é verdade. As minhas atitudes, reações, palavras e ações justificam tal tratamento.

                  Ou:

2)  Não é verdade: A minha consciência está limpa; tenho perdoado os outros, meu coração está puro e o          
                                               fruto do E.Santo está sendo manifestado através de mim.

              Se as acusações e incompreensões são por causa de uma vida de justiça, tenha isso como um privilégio de
               compartilhar do mesmo tipo de sofrimento que Cristo sofreu - porque ele não estava errado!!!

                                                                                                                     
2)  Exemplos de Cristo:
·      Mt 9.34 e 12.24: Jesus foi acusado de expulsar demônios pelo poder de Belzebu.
·      Lc 16.14 “Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isso e o ridicularizavam”.
·      Lc 23.63-65: Os soldados batiam e ridicularizavam Jesus.

3)  Exemplos de fieis:
·      Dn 6: Daniel foi jogado na cova dos leões por se negar a deixar de orar ao Deus Criador.
·      Dn 3: Sadraque, Mesaque e Abed -Nego foram jogados na fornalha de fogo ardente por se negarem  a adorar a estátua erguida em honra de Nabucodonosor.
·      Hb 11.33-38: relação de fiéis do Velho Testamento perseguidos por amor a justiça.

4)  Atitudes positivas nos que sofrem por amor à justiça:
·      Ousadia no testemunho - recebem muita intrepidez para falar de Cristo: Êx 4.12; Mt 10.19.
·      Um galardão especial no céu.
·      Amor, coragem.

5)  Atitudes negativas nos que não querem sofrer por amor à justiça:
·      Espírito de medo - 2 Tm 1.7; Mt 10.28.
·      Perda do poder da vontade - Rm 7.18.
·      Comprometimento - Gl 1.10; Mt 10.32,33.
·      Medo do próximo - 1 Jo 4.18.
6)  Auto exame:
·      Quando estão falando mal de alguém ausente, procuro “falar a favor do mudo” ou faço coro com a turma para não me indispor?
·      Quando vejo um irmão em pecado, vou exortá-lo a sós ou prefiro me calar para não me incomodar?
·      Com receio de que gozem da minha cara fico quieto quando Jesus é atacado ou criticado?
·      Estou disposto a perder o meu emprego caso me pedirem para fazer algo que comprometa a minha consciência diante de Deus?

7)  Bênçãos na vida de quem sofre por amor a justiça:
·      Galardão especial nos céus. - Mt 5.12.
·      Consegue discernir os problemas que os perseguidores tem.
·      Deus usa o perseguido para trazer convicção para a vida dos perseguidores.
·      Liberdade para cooperar com Deus pela maneira como Ele quer usar a vida do perseguido.
·      Alegria em poder ser confortado por Jesus como Paulo foi confortado:

Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: coragem! Pois do modo porque deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma. - Atos 23.11.

8)  Passos para me tornar um sofredor por amor a justiça:

1.   Desenvolver humildade.
2.   Aprender a chorar o pecado: meu e dos que estão ao meu redor.
3.   Desenvolver mansidão - renúncia de direitos.
4.   Ter fome e sede de justiça.
5.   Tornar-me misericordioso.
6.   Ter um coração limpo.
7.   Tornar-me um pacificador.

            Enfim, o que podemos ver é que Cristo seguiu uma ordem lógica ao ensinar as bem-aventuranças. Para ser capaz de sofrer por amor à justiça (sofrer até o martírio por causa do nome de Cristo), é necessário ter certa estrutura de caráter cristão, para não vacilar diante das perseguições.

            Quando diariamente carregamos nossa cruz, permitindo que nosso “eu” seja destronado e a pessoa e obra de Cristo ser entronizada, ser o centro de nossa vida, seremos capazes de fazer o que Estevão fez no dia em que foi morto por apedrejamento: teve forças e graça suficiente para interceder por aqueles que o apedrejavam. Este é o sentido das palavras de Paulo: “Vos foi concedida à graça de padecerdes por Cristo, e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29).
           

Pr. Bruno Marquardt – E-mail: bruno.marquardt@terra.com.br

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: