segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

“Depois da morte de Acabe, revoltou-se Moabe contra Israel. E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu; enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.”

 (2 Reis 1:1,2)

O rei Acazias tinha um médico em Israel, o Médico dos médicos, o SENHOR dos senhores; mas preferiu consultar um médico qualquer, um que não poderia curar fisicamente e nem espiritualmente, aquele que é o “senhor das moscas” – Baal-Zebube (ver nota abaixo). Não obtendo resposta e consequentemente a melhora de sua enfermidade, ele insistiu no erro, buscando informações donde não poderia obtê-las também.
A insistência de Acazias em permanecer no erro assemelha-se na atualidade aos que buscam pelas “curas” nos falsos cristos e falsos profetas, que ao operar seus prodígios e sinais, enganam a muitos e podem, até mesmo, enganar aqueles que são fiéis a Cristo (Mateus 24:24).
A cegueira de Acazias estava em sua teimosia em querer ser curado por um falso médico. Porque alguém procuraria um falso médico? No caso de Acazias é porque ele queria ser “curado” somente naquilo que ele queria, pois se procurasse o verdadeiro médico, o Médico dos médicos, ele seria curado não só da enfermidade física, mas principalmente das espirituais; e isso são poucos que querem. Só procura médico aquele que se considera doente. Só procura Jesus, quem se considera um pecador.
Outubro – 2009
Nota: Para ver as explicações sobre o deus de Ecrom, Baal-Zebube, cliqueaqui.
“Depois da morte de Acabe, revoltou-se Moabe contra Israel. E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu; enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.” (2 Reis 1:1,2)
Baal-Zebube referia-se a um deus que tinha a habilidade de irritar e infestar – ou (tão importante quanto) a habilidade de tirar a irritação. Na época do Novo Testamento, Baal-Zebube havia alcançado destaque entre os povos supersticiosos.” (Ver nota 1)
Não é sem fundamento que “Baal-Zebube” signifique “senhor das moscas” (ver vota 2), pois se uma mosca irrita, quanto mais um enxame? E se um enxame de moscas é irritante e infesta um local, quanto mais o seu “senhor”?
Alguém fica doente e ao invés de procurar um médico, consulta um que tem a habilidade de irritar e infestar. Você consultaria com alguém assim? Acazias, rei de Israel, filho do rei Acabe, pertencente ao povo de Deus, consultou! Ao invés de consultar o Médico dos médicos, o Deus todo poderoso, o SENHOR dos senhores; preferiu recorrer ao “senhor das moscas”. É difícil de acreditar, mas é verdade. Seria cômico se não fosse trágico! Mas na verdade não deixa de ser cômico. Quantos estão, ao longo dos anos, consultando com “senhores das moscas” e outros “senhores”, ao invés de recorrerem ao SENHOR dos senhores; o Médico dos médicos, o Deus Todo poderoso?
Outubro – 2009
Notas:
 
1 – Citação retirada do estudo “Elias”, escrito por David Roper, uma publicação de “Verdade para hoje” (Truth of Today).
2 – Para ver as explicações sobre o deus de Ecrom, Baal-Zebube, clique
aqui.
Consultando o Médico“Depois da morte de Acabe, revoltou-se Moabe contra Israel. E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu; enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.” (2 Reis 1:1,2)
Baal-Zebube significava literalmente “senhor das moscas” (Ver nota 1). “Baal era adorado como o deus da natureza. Baal-Zebube era uma manifestação local que, segundo a crença, controlava as moscas” (Ver nota 2). O rei de Israel, Acazias, deixou de consultar a Deus, o SENHOR e Criador, para consultar um deus pagão, o “senhor das moscas”.
A quem você consultaria estando doente: um médico, a Deus ou ao um“senhor das moscas”? Sendo cristãos, com certeza consultaríamos a um médico e pediríamos a Deus para abençoar; mas dependendo da gravidade – como em muitos casos pelo mundo -, só o poder de Deus, segundo a Sua soberana vontade. Porém, temos que lembrar que para Deus o mais importante é a nossa alma, pois o corpo – nosso tabernáculo terrestre (2 Pedro 1:13,14) – é pó e voltará para ele quando morrermos, fisicamente falando. Mesmo que Deus cure o doente, abençoando um médico com o tratamento ou por sua intervenção direta pelo Seu eterno poder, de qualquer forma, um dia a morte física chegará. Mas, aqueles que morrerem em Cristo, aguardarão a Sua suprema volta, onde ressuscitarão, e assim receberão a habitação celestial, ou seja, um corpo incorruptível (1 Coríntios 15:42-44; 2 Coríntios 5:2), e viverão para sempre na presença do SENHOR.
Portanto, não nos deixemos enganar pelas coisas que vemos ou ouvimos; pelas coisas fáceis e óbvias que trazem solução rápida pra tudo. Consultemos e busquemos a Deus em todas as coisas, principalmente nas espirituais. E esperemos pela sua ação, pois “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).
Outubro – 2009

Notas:
 
1 - Para ver as explicações sobre o deus de Ecrom, Baal-Zebube, clique
aqui.
2 - Citação retirada do estudo “Elias”, escrito por David Roper, uma publicação de “Verdade para hoje” (
 “Depois da morte de Acabe, revoltou-se Moabe contra Israel. E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu; enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.” (2 Reis 1:1,2)
 
A insistente desobediência a Deus tem as suas conseqüências. O rei Acabe insistiu em não ouvir a voz da verdade e seu fim foi trágico. Acazias seguiu o mau exemplo de seu pai, dando sequência à idolatria em Israel, uma das coisas que Deus mais abomina. Assim ele distanciou ainda mais do Senhor. Com isso, os resultados negativos começaram aparecer em sua vida.
Os moabitas que dantes estavam sob o domínio de Israel, conseguiram recuperar a liberdade (2 Reis 3:4-27). Milhares de israelitas foram mortos e mulheres e crianças acabaram sendo levadas cativas. Além destes incidentes, o atual rei de Israel, ao final de seu curto reinado, sofreu uma queda em seu palácio e ficou gravemente ferido. Ele teve uma grande oportunidade, com este incidente, de voltar-se a Deus arrependido, mas ao consultar Baal-Zebube, um deus pagão de Ecrom, insultou grandemente ao Senhor, aquele que é o Médico dos médicos, o Deus de Israel, o Eterno. Porque consultar um deus pagão, ao invés de consultar ao Deus vivo e verdadeiro? Só há um Deus: o Deus eterno, o Criador de todas as coisas, YHWH.
Não sabemos o que nos acontecerá amanhã, mas Deus nos dá a oportunidade de escolhermos o caminho certo a seguir, independentemente do que possamos enfrentar neste mundo, sejam doenças, problemas ou dificuldades. Mas o importante é sempre seguir e recorrer ao único que pode nos salvar: Jesus Cristo, o Deus Filho; o único caminho que temos para chegar a Deus Pai, o eterno e Criador (João 14:6). Como disse o apóstolo Paulo:“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). Que seja assim em nossas vidas.


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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: