sexta-feira, 14 de março de 2014

A Cura do Servo do Centurião de Cafarnaum.


A cura o servo do centurião de Cafarnaum com apenas uma Palavra de Jesus, é mencionada no texto do livro de Lucas 7:1-10.
Havia em Cafarnaum um destacamento que tomava conta do porto e da estrada comercial, comandado pelo centurião a serviço do tetrarca Herodes Antipas.
O centurião ficava à frente de uma companhia de cem homens, a sexta parte de uma corte, que era a décima parte de uma legião, composta por cerca de seis mil homens. Em cada legião havia portanto, sessenta centuriões.
"E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo. E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo." Lucas 7:2-3
E o centurião de Cafarnaum, certamente, com um gentio, vindo de uma nação dominadora como roma, recebeu muita rejeição da parte dos judeus. Mas ele descobriu a elevada moral que o verdadeiro judaísmo pregava. E passou a admirar e crer no Deus de Israel.
No que respondeu a toda rejeição, com amor e boas obras. Mandou construir uma sinagoga às suas próprias custas, em homenagem ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E sem dúvidas, essa foi a mais formosa e rica sinagoga de toda Cafarnaum.
O
Muitos historiadores identificam esta sinagoga nas ruínas descobertas em Tell-Hum. O imperador Augusto chegou a publicar um edito laudatório, que elogiava muito aquela sinagoga.
"E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto, Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga." Lucas 7:4-5
O Servo do Centurião de Cafarnaum
De longa data a benevolência do centurião vinha se manifestando por meio de boas obras. E a maior delas, certamente era a alta estima que esse oficial tinha em relação ao seu servo.
Um fato muito raro vindo dos romanos, que geralmente tratavam seus escravos com tal desprezo e rigor, que freqüentemente chegava à crueldade. Demonstrar consideração por um servo ou escravo, de tão incomum que era, partindo de um romano, que isto só realçava o nobre caráter deste humilde homem.
E ele move-se de íntima compaixão pelo seu servo, e se esforça nas providências que tomava a favor dele. Certamente a medicina tão limitada naqueles tempos, não pôde ajudar em muita coisa.
Mas a notícia da cura do filho de um oficial do rei, quando Jesus disse apenas uma palavra, e o menino que estava a mais de sessenta kilômetros de distância do Mestre, ficou curado instantaneamente, já havia se espalhado por toda região.
E este milagre certamente chegou ao seu conhecimento. Ele imediatamente creu e não duvidou que Jesus poderia curar milagrosamente o seu servo que jazia em casa, paralítico.
E Deus, Jesus na sua divina ciência, já havia contemplado a bondade no seu coração, e observava os seus bons feitos. Ao receber o pedido e o testemunho dos anciãos da cidade em favor do centurião, o Mestre não se detém e segue em direção da casa onde estava o centurião de Cafarnaum com seu servo doente.
"E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde." Mateus 8:7
E quando da aproximação do Mestre, ele envia novamente outros mensageiros à Jesus, que expõem em seu discurso, o quão contrito e sincero estava o coração do oficial romano:
"E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado." Lucas 7:6
"E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará." Lucas 7:7
O centurião de Cafarnaum conhecia por própria experiência, as prerrogativas do comando. Ele sabia o que era obedecer à autoridade de um rei ou comandante. E sabia que se ele, sendo um oficial subalterno, possuía poder de com palavras produzir efeito de obediência em seus servos, quanto mais a palavra de Jesus, que era e que é o comandante supremo e rei do universo, o Senhor dos Exércitos celestiais!
"O SENHOR Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu, SENHOR, com a tua fidelidade ao redor de ti?" Salmos 89:8
O Centurião de Cafarnaum: "Dize Uma Palavra e o Meu Servo Será Curado".A Cura o Servo do Centurião de Cafarnaum
Para curar, bastava uma palavra de Jesus; e mesmo estando à distância a enfermidade não teria outra opção, a não ser obedecer, e sair imediatamente!
Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz." Mateus 8:9
"E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar."
Mateus 8:8
A glória foi que ele conseguiu discernir que o seu pedido era direcionado ao próprio Elóim , o Senhor Majestoso que tudo criou e que tem todo poder, e que tem achave da vida e da morte em suas mãos.
E que faz misericórdia aos milhares que o servem e que o amam.
E por saber disso, por conhecer a altíssima orígem de Jesus, o centurião falou com o Mestre: "Não sou digno que entres em minha casa! Basta apenas uma palavra tua!"
E Jesus sendo o Mestre da fé, sendo Jesus própria fé em pessoa, Ele se admira e se surpreende com a fé do oficial romano.
"E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé." Mateus 8:10
E não houve outra opção, a enfermidade teve que sair:
"E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo."
Lucas 7:10
Não podemos esquecer de que este é o Deus a quem nós servimos!
Todos os seres que chegaram  quebrados diante dele, com contrição de coração, ele nunca deixou de atendê-los.
E quanta gente pode estar adoecida, sem nem mais perceber. Há tanta gente assim, com a alma quebrada, sofrida, rejeitada. Tem muita gente que pode estar com enfermidades nos diversos aspectos da vida humana. Na vida conjugal, no relacionamento com os filhos, no trabalho, na escola ou na igreja.
Não importa, seja onde for, com que distância estiver, basta uma palavra de Jesus.
"Dize apenas uma palavra e o meu servo será curado!"


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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: