sexta-feira, 14 de março de 2014

As Bodas em Caná da Galileia - Jesus Transforma Água em Vinho - O Primeiro Milagre.


As Bodas em Caná da Galileia, onde Jesus transformou a água em vinho, aconteceram três dias depois de Jesus ter recebido Felipe e Natanael como discípulos, logo após o seu batismo por João, nas águas do Jordão, na altura da região da Peréia.
Do local do batismo de Jesus até Caná da Galileia, levava três dias de caminhada.
Caná, era uma aldeia situada cerca de sete quilômetros ao norte de Nazaré. Percorria-se o mesmo caminho que passava por Tiberíades e Cafarnaum.
Quem vinha de Nazaré, encontrava do lado direito da estrada, antes de entrar no povoado, uma fonte muito grande, a mesma que sem dúvida, forneceu a água que foi transformada milagrosamente em vinho.
Há naquela região, uma campina fértil e bem cultivada, com cercas vivas, formadas por espinhosos cactos que cercam e protegem os campos. Diversas vinhas produzem uvas que dão um excelente vinho tinto!
Jesus Tranforma Água em Vinho nas Bodas em Caná da Galiléia.
Jesus nas Bodas de Caná da Galiléia
Jesus andou cerca de 90 quilômetros, desde Betânia, às margens do Jordão, até chegar em Caná da Galiléia, para o casamento que estava já em andamento. A informação de que Maria, mãe de Jesus, já estava ali, indica que Maria tinha algum grau de parentesco com a família dos noivos, ou que possuía uma grande e forte amizade com os mesmos.
"E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus." João 2:1
O fato de Maria ter pedido a ajuda de Jesus quando o vinho acabou, parece confirmar estas suposições de laços familiares.
A Falta do Vinho nas Bodas de Caná da Galiléia
E um lamentável incidente ocorre durante as bodas em Caná, que quase trouxe tristeza à festa. Os cônjuges eram de condição humilde e o vinho tinha acabado no meio da festividade.
E a hospitalidade era um dever sagrado. As bodas duravam cerca de três dias a uma semana. Deixar faltar vinho em um evento, de tamanha importância, era uma situação humilhante para os recém-casados.
Maria sabia da natureza divina de Jesus, ainda que ele não tivesse até aquele momento se revelado publicamente como o Messias prometido. A intervenção do Mestre poderia evitar todo aquele transtorno.
Ela, num pedido indireto, chega diante de Jesus e diz o que estava acontecendo.
"E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho." João 2:3
Maria conhecia o poder ilimitado do Mestre e esperava o primeiro milagre de Jesus, que cercado por seus discípulos, poderia inaugurar ali os sinais miraculosos de seu ministério.
"Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora." João 2:4
O vocábulo "mulher" era uma forma respeitosa de se dirigir a alguém. Era muito usual entre os judeus:"Ó mulher, grande é a tua fé (Mt 15:28). Mulher, estás livre da tua enfermidade (Lc 13:12). Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem Jerusalém adorareis o Pai (Jo 4:21). "
Jesus não demonstrou nenhuma desatenção com sua mãe, quando usou o termo "mulher", em relação a Maria quando estava na cruz, ao entregá-la aos cuidados de João (Jo 19:25-26).
Também a expressão "que tenho eu contigo", é frequentemente encontrada na bíblia, com muitas variantes, era usada comumente para se fazer uma recusa, mais ou menos velada ou suavizada.
Jesus parece querer explicar que precisava se dedicar aos assuntos de seu Pai celeste, sem estar sob influência externas, mesmo que viessem de pessoas a quem ele amava tanto.
Ele não tem nenhuma intenção de censurar a sua mãe, mas de se entregar totalmente à vontade do Pai. Jesus sabia que viveria na dependência de Deus, no momento certo ele agiria.
Fazei Tudo Que Ele Vos Disser
Maria entende perfeitamente o que Jesus queria dizer, e tanto assim que faz uma observação aos serventes das Bodas em Caná.
"Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser." João 2:5
Este é um conselho sábio e maravilhoso! A plena obediência à Deus, traz alegria, satisfação e transformação.
As Bodas em Caná da Galiléia, Onde Jesus Transformou Água em Vinho.
As Talhas de Pedra Para as Purificações dos Judeus
"E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes." João 2:6
Havia ali, no pátio seis grandes talhas de pedra de duas ou três metretas ou almudes, cada uma. Metreta ou almude são palavras gregas, que significavam a maior capacidade de medida que existia para líquidos, na época.
Como a metreta ática equivalia a uns quarenta litros, cada talha poderia conter de oitenta a cento e vinte litros. As seis juntas, quatrocentos e oitenta a setecentos e vinte litros.
Essas talhas serviam para as purificações religiosas dos judeus, que Jesus criticara no livro de Marcos:
"Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes;" Marcos 7:3
E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas." Marcos 7:4
Por causa dessas tradições puramente humanas, pois não era mandamento, não fazia parte da Lei mosaica, era necessária uma grande quantidade de água nos lares israelitas, e muito mais, quando havia uma festa de casamento, como a de Caná da Galiléia.
Jesus Transforma Água Em Vinho
E de repente a hora de Jesus é chegada! Ele dá ordens aos serventes, que foram previamente instruídos por Maria, para o obedecerem. Por mais estranho que pudesse parecer, eles seguiram suas palavras sem vacilar.
"Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima." João 2:7
Eles encheram os 720 litros que as talhas podiam comportar. Isto indica a magnitude do milagre que Jesus faria.
"E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram." João 2:8
Nas bodas judaicas, um dos dos convidados ficava responsável pela festa, como um mestre-de-cerimônias. Era encarregado de levar as pessoas às mesas e de cuidar do perfeito andamento do casamento.
Quando ele provou do vinho que Jesus transformara da água, cuja procedência ele desconhecia, restou comprovado que se tratava do melhor vinho servido durante todos aqueles dias nas Bodas de Caná da Galiléia.
Ele supôs que os recém-casados estavam querendo dar aos convidados uma alegre surpresa, servindo um excelente vinho no final das bodas de Caná da Galiléia.
"E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo." João 2:9
"E disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho." João 2:10
Este era o primeiro milagre de Jesus. Para os judeus, o vinho era símbolo de alegria, vida e abundância. O vinho repesentava a esperança de uma vida feliz aos recém-casados.
O poder criador e transformador de Jesus, trouxe alegria e benção àquele casamento!
De igual forma, Deus quer fazer o mesmo conosco. Jesus através do Espirito Santo, tem o poder de transformar e modificar o nosso caráter, nos fazendo novas criaturas, felizes e abundantes em vida.
O evangelho é o processo transformador mais empolgante da vida. Quando entendemos o evangelho de Jesus, quando ele entra no coração, uma mudança radical acontece. Há uma alegria perene, o Espírito Santo move-se no nosso íntimo e testifica que somos um, com Jesus.
É lindo, ver a mudança que o evangelho produz no ser humano! É como uma "tranformação da água em vinho".
Mas não podemos nos esquecer que sempre, a cada dia e todos os dias, devemos ter as águas do Espírito Santo, pois através dele é que Jesus continuamente nos transformará em "vinho de alegria" regozijante, até a sua vinda.


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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: