terça-feira, 22 de abril de 2014

APOCALIPSE, UM ESTUDO COMPLETO. PEGUE A B√ćBLIA


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Introdução

O livro do Apocalipse de Jo√£o consiste em duas partes principais:
1. Relata "as coisas que s√£o", isto √©, o estado da Igreja da √©poca, e cont√©m a ep√≠stola de Jo√£o √†s sete igrejas, o seu relato sobre a manifesta√ß√£o do Senhor Jesus e sua ordem para que o ap√≥stolo escrevesse o que havia visto (Ap 1.9-20). Cont√©m os serm√Ķes ou ep√≠stolas √†s sete igrejas da √Āsia, que referem-se ao estado das respectivas igrejas como existiam na √©poca. Essas canas cont√™m excelentes preceitos, exorta√ß√Ķes, recomenda√ß√Ķes, repreens√Ķes, promessas e amea√ßas aptas para instruir a Igreja crist√£ de todos os tempos.
2. Cont√©m uma profecia das coisas que breve devem acontecer, e descreve o futuro estado da Igreja, desde a √©poca em que o ap√≥stolo contemplou as vis√Ķes aqui registradas. Foi concebida para o nosso aperfei√ßoamento espiritual, para advertir o pecador descuidado, para mostrar o caminho da salva√ß√£o ao que, despertado, pergunta para edificar o crente fraco e consolar o crist√£o aflito e tentado; podemos acrescentar especialmente que este livro fortalece os m√°rtires de Cristo submetidos √†s cru√©is persegui√ß√Ķes e sofrimentos infligidos por Satan√°s e seus seguidores.
Apocalipse 1
Vers√≠culos 1-3: A origem, o des√≠gnio divino e a import√Ęncia deste livro; 4-8: O ap√≥stolo Jo√£o sa√ļda √†s sete igrejas da √Āsia; 9-11: Declara
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 2
quando, onde e como recebeu a revelação; 12-20: A visão, na qual viu
Cristo aparecer.
Vv. 1-3. Este livro é a revelação de Jesus Cristo; toda a Bíblia o é,
porque toda a revelação vem de Cristo e tudo se relaciona a Ele. Seu
tema principal é expor os propósitos de Deus acerca dos assuntos da
Igreja e das na√ß√Ķes, segundo se relacionam com ela, e do fim do mundo.
Tudo isto acontecerá com toda certeza, e começarão a acontecer dentro
de pouco tempo. O próprio Cristo é Deus e tem luz e vida em si, mas
como Mediador entre Deus e o homem, recebe instru√ß√Ķes do Pai. A Ele
devemos o conhecimento do que temos que esperar de Deus e do que Ele
espera de nós. O tema desta revelação são as coisas que em breve devem
acontecer. √Č pronunciada uma ben√ß√£o para todos os que l√™em ou
escutam as palavras desta profecia. Aqueles que investigam a Bíblia têm
uma boa ocupação. Não basta ler e ouvir; devemos manter em nossa
memória, afetos e na prática as coisas que aqui estão escritas, e seremos
abençoados na obra. Até os mistérios e as dificuldades deste livro, que
est√£o unidos √†s revela√ß√Ķes de Deus, s√£o adequados para imprimir na
mente um temor reverente e para purificar a alma do leitor, ainda que
este não discirna o significado profético. Nenhuma outra parte das
Escrituras exp√Ķe mais plenamente o Evangelho, e adverte melhor contra
o mal que é trazido pelo pecado.
Vv. 4-8. N√£o pode haver verdadeira paz onde n√£o h√° verdadeira
graça; onde a graça for será seguida pela paz. Esta benção é concedida
no nome de Deus, da santa Trindade, um ato de adoração. Primeiro
nomeia-se ao Pai, descrito como Senhor, que é, que era e que há de vir,
eterno e imutável. O Espírito Santo é chamado de "os sete espíritos", o
perfeito Esp√≠rito de Deus, em quem h√° diversidade de dons e opera√ß√Ķes.
O Senhor Jesus Cristo foi, desde a eternidade, uma testemunha de todos
os conselhos de Deus. Ele é o Primogênito dos mortos, que por seu poder
ressuscitará o seu povo. Ele é o Príncipe dos reis da terra; por Ele os
conselhos destes s√£o derrogados, e diante dEle os homens s√£o
respons√°veis por prestar contas. O pecado deixa uma mancha de culpa e
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 3
contaminação na alma. Nada pode tirar esta mancha, senão o sangue de Cristo, e Cristo derramou o seu próprio sangue para satisfazer a justiça divina e comprar o perdão e a pureza para o seu povo.
Cristo faz dos crentes reis e sacerdotes para Deus, o seu Pai. Como tais eles vencem ao mundo, mortificam o pecado, governam os seus próprios espíritos, resistem a Satanás, prevalecem com Deus em oração e julgarão o mundo. Ele os tem feito sacerdotes, lhes deu acesso a Deus, capacita-os para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis; por estes favores, eles lhe dão domínio e glória para sempre.
Ele julgar√° ao mundo. O ap√≥stolo chama aten√ß√£o a esse dia no qual todos veremos a sabedoria e a felicidade dos amigos de Cristo e a loucura e a desgra√ßa de seus inimigos. Pensemos freq√ľentemente na Segunda Vinda de Cristo. Ele vir√° para terror daqueles que o ferem e o crucificam de novo em sua apostasia; Ele vir√° para assombro de todos os √≠mpios. Ele √© o Princ√≠pio e o Fim; todas as coisas s√£o dEle e para Ele; Ele √© Todo-Poderoso; √© o mesmo, Eterno e Imut√°vel. Se desejamos ser contados com os seus santos na gl√≥ria eterna devemos nos submeter agora voluntariamente a Ele, receb√™-lo e honr√°-lo como Salvador, pois cremos que vir√° a ser o nosso juiz. Oh! H√° muitos que desejariam nunca morrer e que n√£o houvesse um dia de ju√≠zo!
Vv. 9-11. O consolo do ap√≥stolo √© que n√£o sofreu como malfeitor, mas pelo testemunho de Jesus, por testemunhar de Cristo como Emanuel, o Salvador; o Esp√≠rito de gl√≥ria e de Deus repousou sobre este perseguido ap√≥stolo. O dia e a hora desta vis√£o foi o dia do Senhor, o dia do repouso crist√£o, o primeiro dia da semana, observado em mem√≥ria da ressurrei√ß√£o de Cristo. N√≥s que o chamamos "Senhor nosso", dever√≠amos honr√°-lo em um dia pr√≥prio. O nome mostra como este dia sagrado deveria ser observado; o dia reservado ao Senhor deveria ser dedicado absolutamente a Ele, e nenhuma de suas horas deveria ser empregada de forma sensual, mundana ou em divers√Ķes.
Ele estava em uma atitude séria, celestial e espiritual, sob a influência da graça do Espírito de Deus. Os que desejam desfrutar da
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 4
comunh√£o com Deus em um dia dedicado ao Senhor, devem procurar tirar os seus pensamentos e afetos das coisas terrenas. Se os crentes s√£o impedidos de observar um santo dia dedicado ao Senhor, as ordenan√ßas p√ļblicas e a comunh√£o dos santos, por necessidade e n√£o por pr√≥pria op√ß√£o, podem buscar consolo na medita√ß√£o e nos deveres secretos da influ√™ncia do Esp√≠rito; ouvindo a voz e contemplando a gl√≥ria de seu amado Salvador, e de cujas palavras de gra√ßa e poder confinamento algum ou alguma circunst√Ęncia exterior os pode separar. √Č dado um alarme com o som da trombeta, e logo o ap√≥stolo ouviu a voz de Cristo.
Vv. 12-20. As igrejas recebem a luz de Cristo e do Evangelho, e mostram-na a outros. Elas são os castiçais de ouro; devem ser preciosas e puras; não somente os ministros, mas os membros delas; assim a nossa luz deve brilhar diante dos homens, para que possamos levar outros a dar glória a Deus. O apóstolo viu o Senhor Jesus Cristo aparecer em meio aos castiçais de ouro. Ele sempre está com suas igrejas, até o fim do mundo, enchendo-as com luz, vida e amor.
Estava vestido com um manto at√© os seus p√©s, talvez representando a sua justi√ßa e o seu sacerd√≥cio, como Mediador. Esta vestimenta estava cingida com um cinto de ouro, que pode denotar qu√£o preciosos s√£o o seu amor e afeto por seu povo. Sua cabe√ßa e cabelos brancos como a l√£ e a neve podem representar a sua majestade, pureza e eternidade. Seus olhos como chamas de fogo podem representar seu conhecimento dos segredos de todos os cora√ß√Ķes e dos acontecimentos mais distantes. Seus p√©s, como de bronze reluzente que arde em um forno, podem denotar a firmeza de seus des√≠gnios e a excel√™ncia de seus procedimentos. Sua voz, como o som de muitas √°guas, pode representar o poder de sua palavra para resgatar ou destruir. As sete estrelas simbolizavam os ministros das sete igrejas √†s quais o ap√≥stolo deveria escrever, e a quem Cristo sustentava e comandava. A espada representa a sua justi√ßa e a sua palavra, que alcan√ßa at√© a divis√£o da alma e do esp√≠rito (Hb 4.12); seu rosto era como o sol, quando brilha clara e fortemente; a sua for√ßa √©
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 5
extremamente brilhante e capaz de cegar os olhos mortais que tentam contempl√°-la.
O apóstolo estava surpreendido com a grandeza do brilho e da glória em que Cristo lhe apareceu. Devemos estar contentes em andar por fé enquanto estivermos aqui na terra. O Senhor Jesus disse palavras de consolo: Não temas. Palavras de instrução, dizendo quem era o que havia aparecido daquela maneira. Sua natureza divina: o Primeiro e o Último. Seus sofrimentos anteriores: esteve morto, e os seus discípulos o viram na cruz. Sua ressurreição e vida: venceu a morte e é a vida eterna. Seu ofício e autoridade: o domínio soberano sobre o mundo invisível, como Juiz de tudo, de cuja sentença não há apelação.
Ouçamos a voz de Cristo e recebamos as dádivas de seu amor; por que Ele se ocultaria daqueles por cujos pecados morreu? Então, obedeçamos a sua Palavra e entreguemo-nos totalmente àquEle que dirige todas as coisas retamente.
Apocalipse 2
Vers√≠culos 1-7: Ep√≠stolas √†s igrejas da √Āsia, com advert√™ncias e exorta√ß√Ķes. √Ä igreja de √Čfeso; 8-11: √Ä igreja de Esmirna; 12-17: √Ä de P√©rgamo; 18-29: √Ä de Tiatira.
Vv. 1-7. Estas igrejas estavam em tão diferentes estados de pureza de doutrina e poder da piedade, que as palavras de Cristo para elas sempre servirão bem para o caso de outras igrejas e crentes. Cristo conhece e observa o estado delas; mesmo estando no céu, anda em meio às suas igrejas na terra, observando o que está mau nelas e o que lhes falta.
A igreja de √Čfeso √© elogiada pela dilig√™ncia em rela√ß√£o ao seu dever. Cristo leva em considera√ß√£o cada hora de trabalho que seus servos fazem para Ele na terra, e o trabalho deles n√£o ser√° v√£o no Senhor. Por√©m, n√£o √© suficiente ser diligentes; deve haver paci√™ncia para suportar e paci√™ncia para esperar. Ainda que devamos mostrar mansid√£o a todos os homens, tamb√©m devemos mostrar justo zelo contra seus pecados. O pecado de que Cristo acusa a esta igreja n√£o √© que houvesse deixado e
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 6
abandonado ao objeto do amor, mas de ter perdido o grau de fervor que teve no princ√≠pio. Cristo fica descontente com seu povo quando o v√™ relaxado e frio para com Ele. √Č certo que esta men√ß√£o na Escritura, sobre os crist√£os que abandonam o seu primeiro amor, √© uma reprova√ß√£o para aqueles que falam sobre isto com neglig√™ncia e procuram assim escusar a indiferen√ßa e a pregui√ßa neles mesmos e em outros.
Nosso Salvador considera esta indiferen√ßa como pecaminosa. Eles devem se arrepender, condoer-se e envergonhar-se por sua pecaminosa inclina√ß√£o, e confess√°-la humildemente ante os olhos de Deus. Devem se propor a recuperar o seu primeiro zelo, ternura e fervor, e devem orar t√£o fervorosamente e vigiar t√£o diligentemente como quando entraram ao princ√≠pio nos caminhos de Deus. Se a presen√ßa da gra√ßa e do Esp√≠rito de Cristo for por n√≥s descuidada, podemos esperar o seu desagrado. √Č feita uma alentadora men√ß√£o do que era bom neles. A indiferen√ßa para com a verdade e o erro, para com o bem e o mal, pode ser chamada de caridade e mansid√£o, mas n√£o √© assim considerada por Cristo, e tem o seu desagrado. A vida crist√£ √© uma guerra contra o pecado, contra Satan√°s, contra o mundo e a carne. Nunca devemos ceder diante de nossos inimigos espirituais, pois teremos um glorioso triunfo e recompensa. Todos os que perseverarem, receber√£o de Cristo, como a √°rvore da vida, a perfei√ß√£o e a confirma√ß√£o da santidade e a felicidade, n√£o no para√≠so terreno, mas no celestial.
Esta √© uma express√£o figurada, tomada do relato do jardim do √Čden, que significa os gozos puros, satisfat√≥rios e eternos do c√©u; e a espera deles neste mundo por f√©, em comunh√£o com Cristo e com as consola√ß√Ķes do Esp√≠rito Santo. Crentes, lutai aqui a vossa vida de luta, e esperai e aguardai uma vida tranq√ľila no al√©m; a Palavra de Deus nunca promete que aqui teremos tranq√ľilidade e liberdade completa quanto aos conflitos.
Vv. 8-18. Nosso Senhor Jesus √© o primeiro porque por Ele foram feitas todas as coisas; Ele estava com Deus antes de todas as coisas, e √© o pr√≥prio Deus. Ele √© o √ļltimo porque ser√° o Juiz de todos.
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Como Primeiro e √öltimo, que foi morto e reviveu, √© o Irm√£o e Amigo do crente. Este deve ser rico na mais profunda pobreza, digno de honra em meio √† mais profunda humilha√ß√£o e sentir-se feliz quando submetido √† mais pesada tribula√ß√£o, como a igreja de Esmirna. Muitos dos ricos deste mundo s√£o pobres quanto ao vindouro; e alguns que s√£o pobres por fora, s√£o ricos por dentro em f√©, boas obras, privil√©gios, ricos em dons e em esperan√ßa. Onde h√° abund√Ęncia espiritual, a pobreza externa pode ser suportada; quando o povo de Deus √© empobrecido quanto a esta vida por amor √† Cristo e √† boa consci√™ncia, Ele os compensa em tudo com riquezas espirituais. Cristo nos d√° for√ßas contra as tribula√ß√Ķes iminentes. N√£o temais nenhuma destas coisas; n√£o somente proibais o temor servil, mas submetei-o, proporcionando fortaleza e valor √† alma. Ser√° para prov√°-los, n√£o para destru√≠-los.
Observe a certeza da recompensa: "Te darei"; eles receberão a recompensa da própria mão de Cristo. Além disso, quão adequada é: "a coroa da vida"; a vida gasta a seu serviço ou entregue à sua causa será recompensada como uma vida muito melhor, aquela que será eterna.
A segunda morte √© indizivelmente pior do que a primeira, tanto em suas agonias quanto por ser eterna: sem d√ļvida √© espantoso morrer e continuar morrendo para sempre. Se um homem for livrado da segunda morte e da ira vindoura, poder√° suportar com paci√™ncia o que quer que encontre neste mundo.
Vv. 12-17. A Palavra de Deus √© uma espada, capaz de cortar pecados e pecadores. Gira e corta por todas as partes, por√©m o crente n√£o deve temer esta espada; mesmo sabendo que a confian√ßa n√£o pode receber respaldo sem uma obedi√™ncia constante. Como o nosso Senhor v√™ todos os benef√≠cios e oportunidades que temos para cumprir o nosso dever nos lugares onde habitamos, assim tamb√©m v√™ as nossas tenta√ß√Ķes e desalentos pelas mesmas causas. Em uma situa√ß√£o de prova, a igreja de P√©rgamo n√£o negou a f√©, nem por franca apostasia. nem por ceder a fim de evitar a cruz. Cristo elogia a sua firmeza, por√©m repreende as suas faltas pecaminosas. Uma vis√£o equivocada sobre a doutrina do
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Evangelho e da liberdade cristã, era a raiz de amargura da qual surgiram maus costumes. O arrependimento é o dever das igrejas e dos homens, de todas as pessoas em particular: aqueles que pecam juntos, devem arrepender-se juntos.
Aqui est√° a promessa de favor para os que vencerem. As influ√™ncias e as consola√ß√Ķes do Esp√≠rito de Cristo descem do c√©u √† alma, para ap√≥ia-la. Isto est√° oculto ao resto do mundo.
O novo nome √© o nome da ado√ß√£o: quando o Esp√≠rito Santo mostra a sua obra na alma do crente, ele compreende o novo nome e a sua verdadeira import√Ęncia.
Vv. 18-29. Mesmo que o Senhor conheça as obras de seu povo, que são feitas em amor. fé, zelo e paciência, os repreenderá, corrigirá ou castigará se seus olhos, que são como chamas de fogo, os virem cometendo ou permitindo o que é mau.
Aqui h√° um elogio ao minist√©rio e ao povo de Tiatira por parte daquele que conhecia os princ√≠pios pelos quais eles agiam. Eles se comportaram de modo melhor e mais s√°bio. Todos os crist√£os devem desejar fervorosamente que as suas √ļltimas obras sejam as melhores. Por√©m, esta igreja convivia com alguns malvados sedutores. Deus √© conhecido pelos ju√≠zo, que executa; por isto, sobre os sedutores, mostra que √© perfeitamente conhecedor dos cora√ß√Ķes dos homens, de seus princ√≠pios, des√≠gnios, disposi√ß√Ķes e temperamentos. D√°-se alento aos que se mantinham puros e incontaminados.
√Č perigoso desprezar o mist√©rio de Deus, t√£o perigoso quanto receber os mist√©rios de Satan√°s. Acautelemo-nos das profundidades do Diabo, das quais os que menos as conhecem s√£o os mais felizes. Qu√£o terno √© Cristo com seus servos fi√©is! Ele n√£o coloca carga sobre seus filhos, sen√£o o que √© para o bem deles. H√° promessa de uma ampla recompensa para o crente perseverante e vitorioso; tamb√©m conhecimento e sabedoria apropriados para seu poder e dom√≠nio. Cristo traz consigo √† alma o dia, a luz da gra√ßa e a gl√≥ria em sua presen√ßa e seu gozo, seu Senhor e Salvador. Depois de cada vit√≥ria prossigamos com
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nossa superioridade contra o inimigo, para que possamos vencer e manter as obras de Cristo até o fim.
Apocalipse 3
Versículos 1-6. Epístola à igreja de Sardo; 7-13: À de Filadélfia; 14-22: À de Laodicéia.
Vv. 1-6. O Senhor Jesus √© aquEle que tem o Esp√≠rito Santo com todos os seus poderes, gra√ßas e opera√ß√Ķes. A hipocrisia e a lament√°vel deteriora√ß√£o da f√© s√£o os pecados de que o Senhor
Jesus acusa a igreja de Sardo. As coisas exteriores pareciam bem para os homens, porém, ali havia somente uma piedade aparente, não o poder; uma fama de que vive, não um princípio de vida. Havia grande mortandade em suas almas e em seus serviços; muitos eram totalmente hipócritas, e outros estavam vivendo de forma desordenada e morta. Nosso Senhor os chamou a colocarem-se alertas contra os seus inimigos, e ativos e fervorosos em seus deveres; a se portarem dependendo da graça do Espírito Santo, a renovar e fortalecer a fé e os afetos espirituais dos que estavam vivos para Deus, ainda que em decadência. Perdemos terreno cada vez que baixamos a guarda.
Suas obras s√£o ocas e vazias; as ora√ß√Ķes n√£o est√£o cheias de desejos santos, as esmolas n√£o s√£o obras cheias de caridade verdadeira, os dias de repouso n√£o est√£o cheios de devo√ß√£o da alma que se comporta de maneira adequada para com Deus. N√£o h√° afetos internos adequados para os atos e express√Ķes exteriores; quando falta o esp√≠rito, a forma n√£o permanece por muito tempo. Ao procurar um avivamento para a nossa alma ou para a dos demais, devemos comparar o que professamos com a maneira como vivemos, para sermos humilhados e vivificados, e tomarmos firmemente o que resta. Cristo enfatiza o seu conselho com uma tem√≠vel amea√ßa, se fosse desprezado.
Contudo, o nosso amado Senhor não deixa estes pecadores sem alento. Faz uma honrosa menção do remanescente fiel de Sardo e formula uma promessa de graça para eles. O que vencer será vestido com
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vestes brancas; a pureza da graça será recompensada com a perfeita pureza da glória. Cristo tem seu livro da vida, um registro de todos os que herdarão a vida eterna; o livro de memórias de todos os que vivem para Deus e mantêm a vida e o poder da piedade nos tempos maus. Cristo tomará este livro da vida e mostrará os nomes dos fiéis, diante de Deus, e diante de todos os anjos no grande dia.
Vv. 7-13. O pr√≥prio Senhor Jesus tem a chave do governo e da autoridade na Igreja e sobre ela. Abre uma porta de oportunidade √†s suas igrejas; abre uma porta de prega√ß√£o aos seus ministros; abre uma porta de entrada, abre o cora√ß√£o. Ele fecha a porta do c√©u ao n√©scio que dorme no dia da gra√ßa, e aos que cometem iniq√ľidades por serem v√£os e confiados.
Elogia a igreja de Filadélfia, mas com uma suave reprovação. Mesmo que Cristo aceite um pouco de vigor, contudo os crentes não devem ficar satisfeitos com um pouco, mas devem esforçar-se para crescer em graça, para ser fortes na fé dando glória a Deus. Cristo pode mostrar esse favor ao seu povo, de modo que seus inimigos se vejam forçados a reconhecê-lo. Pela graça de Jesus isto abrandará os seus inimigos, dando-lhes o desejo de ser admitidos à comunhão com o seu povo. Cristo promete preservar a graça em épocas de maior prova, como prêmio pela fidelidade passada: ao que tem lhe será dado. Aqueles que sustentam o Evangelho em épocas de paz. serão sustentados por Cristo na hora de tentação, e a mesma graça divina que os tem jeito frutificar em tempos de paz os fará fiéis em tempos de perseguição.
Cristo promete uma gloriosa recompensa ao crente vitorioso. Este será uma coluna monumental no templo de Deus; um monumento à poderosa graça de Deus; um monumento que nunca será eliminado nem arrebatado. sobre esta coluna será escrito o novo nome de Cristo, por isto se manifestará sob o crente que lutou a boa batalha e saiu vitorioso.
Vv. 14-22. Laodic√©ia era a √ļltima e a mais fr√°gil das sete igrejas da √Āsia. Aqui nosso Senhor Jesus apresenta-se como "o Am√©m" : algu√©m constante e imut√°vel em todos os seus prop√≥sitos e promessas.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 11
Se a religi√£o tem valor, podemos dizer que possui o maior valor. Cristo espera que os homens sejam fervorosos. Quantos h√° que professam a doutrina do Evangelho e n√£o s√£o frios nem quentes, salvo se forem indiferentes em rela√ß√£o √†s coisas necess√°rias, e quentes e vigorosos nos debates de coisas de menor import√Ęncia; promete-se um severo castigo. Eles dar√£o uma falsa impress√£o do cristianismo, como se fosse uma religi√£o √≠mpia, enquanto outros concluir√£o que esta n√£o d√° uma satisfa√ß√£o real; caso contr√°rio os seus professos n√£o poriam t√£o pouco o cora√ß√£o nela, ou n√£o estariam dispostos a buscar prazer ou felicidade no mundo.
Uma causa desta indiferença e incoerência na religião é o orgulho e o engano de si mesmo: "Como dizes". Que grande diferença há entre o que eles pensam de si mesmos e o que Cristo pensa deles! Quanto cuidado devemos ter para não enganar a nossa própria alma! No inferno há muitos que pensaram estar bem adiantados no caminho ao céu. Roguemos a Deus para que não sejamos entregues a adularmos e a enganarmos a nós mesmos. Os professos se orgulhavam à medida que tornavam-se carnais e formais.
O estado deles era miser√°vel por si mesmo. Eram realmente pobres, por√©m, diziam e pensavam que eram ricos. N√£o podiam enxergar o estado em que se encontravam, nem seu caminho, nem seu perigo, mas pensavam que sim. N√£o tinham o manto da justifica√ß√£o nem da santifica√ß√£o: estavam nus ao pecado e √† vergonha; a justi√ßa deles era um trapo de imund√≠cia, trapos que n√£o os cobririam, mas que os contaminavam. Estavam nus, sem casa nem teto, porque estavam sem Deus, o √ļnico em quem a alma pode encontrar repouso e seguran√ßa.
Cristo aconselhou bem esta gente pecadora. Felizes são aqueles que aceitam o seu conselho, porque todos os que não os aceitam perecerão em seus pecados. Cristo mostra-lhes onde podem ter verdadeiras riquezas e como podem obtê-las. Devem deixar algumas coisas, porém nada de valor; e isto é somente para dar lugar a receber riquezas verdadeiras. Abandonando-se o pecado e a confiança em si mesmo para
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que possam ser cheios com o seu tesouro que est√° reservado e oculto. T√™m que receber estas vestes brancas de Cristo, as quais Ele comprou e providenciou para eles: sua pr√≥pria justi√ßa imputada para justifica√ß√£o e as vestes da santidade e da santifica√ß√£o. Que eles se entreguem √† sua Palavra e ao seu Esp√≠rito; ent√£o os seus olhos ser√£o abertos para que vejam o seu caminho e o seu fim. Examinemo-nos pela regra de sua Palavra e oremos com fervor pelo ensino de seu Esp√≠rito Santo, para que tire de n√≥s a soberba, os preconceitos e as concupisc√™ncias carnais. Os pecadores deveriam tomar as repreens√Ķes da Palavra e da vara de Deus como sinais de seu amor por suas almas. Cristo ficou do lado de fora; Ele chama pelos tratos da provid√™ncia, das advert√™ncias e dos ensinos de sua Palavra e da obra de seu Esp√≠rito. Cristo, com sua Palavra e Esp√≠rito, e por sua gra√ßa ainda continua vindo √† porta do cora√ß√£o dos pecadores. Os que a abrirem desfrutar√£o de sua presen√ßa. Se aqueles a quem Ele encontra servem-no somente para uma pobre festa, Ele a tornar√° rica. Ele dar√° uma nova provis√£o de gra√ßa e consolo.
Na conclus√£o encontra-se a promessa para o crente vencedor. O pr√≥prio Cristo sofreu tenta√ß√Ķes e conflitos; venceu a todos e foi mais do que vencedor. Aqueles que s√£o como Cristo em suas provas, ser√£o feitos como Ele em gl√≥ria.
Termina tudo com o pedido de atenção geral. Estes conselhos, ainda que aptos para as igrejas às quais foram dirigidos, são profundamente interessantes para todos os homens.
Apocalipse 4
Vers√≠culos 1-8: Uma vis√£o de Deus em seu glorioso trono, ao redor do qual havia vinte e quatro anci√£os e quatro seres viventes; 9-11: O ap√≥stolo ouviu os seus c√Ęnticos e os dos santos anjos.
Vv. 1-8. Depois que o Senhor Jesus instruiu o ap√≥stolo para que escrevesse "as coisas que s√£o" √†s igrejas, houve outra vis√£o. O ap√≥stolo viu um trono posto no c√©u, um emblema do dom√≠nio universal de Deus. viu um ser glorioso no trono, imposs√≠vel de ser descrito por express√Ķes
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humanas, e de ser representado por uma semelhança ou imagem, mas somente por seu fulgor sem igual. Estes pareciam símbolos da excelência da natureza divina e da temível justiça de Deus. O arco-íris é um símbolo apropriado do pacto de promessas que Deus tem feito com Cristo, como Cabeça da Igreja e com todo o seu povo nEle. A cor dominante era um verde aprazível, demonstrando a natureza renovada e refrescante do novo pacto.
Havia vinte e quatro assentos ao redor do trono, onde estavam vinte e quatro anci√£os, que, provavelmente, representam toda a Igreja de Deus. Estarem sentados significa honra, repouso e satisfa√ß√£o, e ao redor do trono significa a proximidade a Deus, a vis√£o e o deleite que t√™m dEle. Os anci√£os vestem roupas brancas, a justi√ßa imputada aos santos, e a sua santidade: em suas cabe√ßas tinham coroas de ouro, significando a gl√≥ria que t√™m com Ele. Do trono saiam raios e vozes; as tem√≠veis declara√ß√Ķes que Deus faz √† sua Igreja acerca de sua soberana vontade e prazer.
Haviam sete l√Ęmpadas de fogo ardendo diante do trono, os dons, as gra√ßas e as opera√ß√Ķes do Esp√≠rito de Deus nas igrejas de Cristo, dispensadas conforme a vontade e o prazer do que se assenta no trono. Na Igreja do Evangelho, a lavagem para a purifica√ß√£o √© o sangue do Senhor Jesus Cristo, que limpa de o todo pecado. Neste, todos devem ser lavados para que, pela gra√ßa, sejam admitidos na presen√ßa de Deus na terra e diante de sua gloriosa presen√ßa no c√©u.
O apóstolo viu quatro seres viventes entre o trono e o círculo dos anciãos, postos entre Deus e o povo. Estes pareciam representar os verdadeiros ministros do Evangelho, por seu lugar entre Deus e o povo. Isto também mostra a descrição dada, que significa sabedoria, valor, diligência e discrição, e os afetos pelos quais sobem ao céu.
Vv. 9-11. Todos os crentes verdadeiros atribuem sua reden√ß√£o e convers√£o, seus privil√©gios presentes e esperan√ßas futuras, ao Eterno e Santo Deus. Assim sobem ao c√©u os c√Ęnticos de gratid√£o, e para sempre harmoniosos dos redimidos. Na terra, fa√ßamos como eles, que os nossos louvores sejam constantes, ininterruptos, unidos, indivis√≠veis,
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 14
agradecidos, n√£o frios nem formais; humildes e n√£o confiados em si mesmos.
Apocalipse 5
Versículos 1-7: Um livro selado com sete selos, que não poderia ser aberto por ninguém, senão por Cristo, que toma o livro e abre-o; 8-14: Toda a honra é atribuída a Ele, como digno de abri-lo.
Vv. 1-7. O apóstolo viu na mão do que estava assentado no trono um rolo de pergaminhos, da forma habitual daqueles tempos, e selado com sete selos. Representava os propósitos secretos de Deus que seriam revelados. Os desígnios e os métodos da providência divina para a Igreja e o mundo estão estabelecidos, determinados e escritos. Os conselhos de Deus estão inteiramente ocultos dos olhos e do entendimento das criaturas. O selo não é retirado, nem as diversas partes do rolo são abertas de imediato, mas uma parte depois da outra, até que todo o mistério do conselho e conduta de Deus seja consumado no mundo.
As criaturas não podem abri-lo nem lê-lo; somente o Senhor pode fazê-lo. Aqueles que mais vêem de Deus, desejam ver ainda mais; os que têm visto a sua glória desejam conhecer a sua vontade, e os homens bons podem estar extremamente anelantes e apressados por esquadrinhar os mistérios da conduta divina. Tais desejos convertem-se em lamento e pesar se não forem respondidos prontamente.
Se Jo√£o chorou muito porque n√£o podia ler o livro dos decretos de Deus, quantas raz√Ķes muitos t√™m para derramar rios de l√°grimas por sua ignor√Ęncia sobre o Evangelho de Cristo, do qual depende a salva√ß√£o eterna!
Não temos que chorar por não conseguir prever acontecimentos futuros acerca de nós mesmos neste mundo; a ansiosa expectativa das perspectivas futuras ou a previsão de calamidades vindouras nos faria igualmente inaptos para nossos deveres e conflitos presentes ou tornariam inquietantes os nossos dias de prosperidade. Porém, podemos desejar saber, pelas promessas e profecias das Escrituras, qual será o
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 15
acontecimento final para os crentes e para a Igreja; o Filho encarnado tem prevalecido para que aprendamos tudo o que necessitamos saber. Cristo est√° como Mediador entre Deus, os ministros e o seu povo. √Č chamado de Le√£o, por√©m aparece como Cordeiro imolado. Aparece com as marcas de seus sofrimentos para mostrar que intercede por n√≥s no c√©u, em virtude da satisfa√ß√£o que realizou. Aparece como Cordeiro, com sete chifres e sete olhos: o poder perfeito para executar toda a vontade de Deus, e a sabedoria perfeita para entend√™-la e realiz√°-la da maneira mais eficaz. O Pai colocou o livro de seus eternos conselhos nas m√£os de Cristo, e Cristo o tomou r√°pida e alegremente em suas m√£os: Ele deleita-se em dar a conhecer a vontade de seu Pai, e d√° o Esp√≠rito Santo para revelar a verdade e a vontade de Deus.
Vv. 8-14. √Č motivo de gozo para todo o mundo ver que Deus trata os homens com gra√ßa e miseric√≥rdia por meio do Redentor. Ele governa o mundo, n√£o s√≥ como Criador, mas como o nosso Salvador. As harpas eram instrumentos de louvor; os vasos estavam cheios de perfume ou incenso, que representam as ora√ß√Ķes dos santos: o louvor e a ora√ß√£o sempre devem ser oferecidos juntos. Cristo redimiu o seu povo da escravid√£o do pecado, da culpa e de Satan√°s. N√£o s√≥ tem comprado liberdade para eles, mas tamb√©m a honra e a mais alta prefer√™ncia; os t√™m feito reis e sacerdotes; reis para que reinem sobre os seus pr√≥prios esp√≠ritos e para vencerem o mundo e o maligno; os faz sacerdotes dando-lhes acesso a Ele mesmo, e liberdade para oferecerem sacrif√≠cios espirituais.
Que palavras poderiam declarar mais plenamente que Cristo é, e deve ser adorado de modo igual ao Pai, por todas as criaturas, por toda a eternidade! Felizes são aqueles que o adorarão e louvarão no céu, e que para sempre bendirão ao Cordeiro que os livrou e os separou para si por seu sangue. Quão digno és tu, ó Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, de nossos mais excelsos louvores! Todas as criaturas devem proclamar a tua grandeza e adorar a tua majestade.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 16
Apocalipse 6
Versículos 1-8: A abertura dos selos - O primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto selo; 9-11: O quinto; 12-17: O sexto.
Vv. 1-8. Cristo, o Cordeiro, abre o primeiro selo. Observe que um cavaleiro sai em um cavalo branco. Parece que a inten√ß√£o da sa√≠da deste cavalo branco √© um tempo de paz, ou o adiantado progresso da religi√£o crist√£; sua sa√≠da com pureza no tempo em que o seu Fundador celestial mandou os seus ap√≥stolos a ensinar a todas as na√ß√Ķes, acrescentando: E eis que estou convosco at√© a consuma√ß√£o dos s√©culos. A religi√£o divina sai coroada tendo o favor divino sobre ela, armada espiritualmente contra os seus inimigos, e destinada a ser vitoriosa ao final.
Ao abrir o segundo selo, aparece um segundo cavalo; este é vermelho e significa os juízos que fazem estragos. A espada da guerra e da perseguição é um juízo temível; tira a paz da terra, que é uma das maiores bênçãos; e os homens que deveriam amar-se e ajudar-se uns aos outros, dedicam-se a matar-se uns aos outros. Tais cenas também seguiram a pura era do cristianismo temporão, quando desprezando a caridade e o vínculo da paz, os líderes cristãos se dividiram entre si, apelaram à espada e se enredaram na culpa.
Ao abrir o terceiro selo, apareceu um cavalo negro, cor que denota luto e ais, trevas e ignor√Ęncia. Aquele que o montava tinha um jugo (balan√ßa, na vers√£o de 1960 da B√≠blia) em sua m√£o. Houve tentativas de se colocar um jugo de observ√Ęncias supersticiosas sobre os disc√≠pulos. Conforme a corrente do cristianismo foi fluindo e afastando-se de sua pura fonte, foi se corrompendo mais e mais. Durante o avan√ßo deste cavalo negro, as necessidades da vida estariam a pre√ßos exagerados e as coisas mais custosas n√£o deveriam ser danificadas. Conforme a linguagem prof√©tica, estes artigos significavam o alimento do saber religioso, pelo qual as almas dos homens s√£o sustentadas para a vida eterna; tais como n√≥s que somos convidados a comprar (Is 55.1). Por√©m, quando as nuvens negras da ignor√Ęncia e da supersti√ß√£o, denotadas pelo cavalo negro, se esparramam sobre o mundo crist√£o, o conhecimento e a
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 17
prática da religião verdadeira tornam-se escassos. Quando o povo odeia seu alimento espiritual, Deus pode privá-los, com justiça, de seu pão diário. A fome de pão é um juízo terrível, mas a fome da Palavra o é muito mais.
Ao abrir o quarto selo, saiu outro cavalo, de cor amarela, p√°lido. O cavaleiro era a morte, o rei dos terrores. Os assistentes ou seguidores deste rei dos terrores, s√£o o inferno, e o estado da mis√©ria eterna para todos os que morrem em seus pecados; nas √©pocas da destrui√ß√£o geral, multid√Ķes v√£o √† cova sem estar preparadas. O per√≠odo do quarto selo √© um per√≠odo de grande matan√ßa e devasta√ß√£o, que destr√≥i tudo que possa trazer felicidade √† vida, assolando a vida espiritual dos homens. Assim, o mist√©rio de iniq√ľidade foi contemplado e seu poder estendido sobre a vida e a consci√™ncia dos homens. N√£o se pode discernir as datas exatas destes quatro selos, porque as mudan√ßas foram graduais.
Deus lhes deu poder, isto √©, os fez instrumentos de sua ira ou de seus ju√≠zos: todas as calamidades p√ļblicas est√£o sob seu comando; s√≥ avan√ßam quando Deus ordena, e n√£o v√£o al√©m do que Ele permite.
Vv. 9-11. A visão do apóstolo ao abrir-se o quinto selo foi impressionante. viu as almas dos mártires debaixo do altar do céu, aos pés de Cristo. Os perseguidores só podem matar o corpo; depois disto, não podem fazer mais nada; a alma vive para sempre. Deus tem providenciado um bom lugar no mundo melhor, para aqueles que são fiéis até a morte.
O que lhes d√° o acesso ao c√©u n√£o √© a sua pr√≥pria morte, mas o sacrif√≠cio de Cristo. A causa pela qual sofreram foi a Palavra de Deus: o melhor que todo homem pode fazer √© dar a sua vida por ela; ter f√© na Palavra de Deus, e confessar essa f√© que n√£o pode ser removida. Eles encomendam as suas causas √†quEle a quem a vingan√ßa pertence. O Senhor √© o consolador de seus servos angustiados, e precioso √© o sangue deles diante de seus olhos. Como a medida do pecado de seus perseguidores est√° se enchendo, assim tamb√©m o n√ļmero dos servos perseguidos e martirizados de Cristo. Quando esta se encher, Deus
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 18
enviará tribulação aos que os perturbam, e felicidade e repouso sem interrupção aos que são perturbados.
Vv. 12-17. Quando o sexto selo foi aberto, houve um grande terremoto. Os fundamentos das igrejas e dos governos ser√£o abalados de forma terr√≠vel. Tais descri√ß√Ķes figuradas, t√£o ousadas das grandes mudan√ßas, s√£o abundantes nas profecias das Escrituras porque estes acontecimentos s√£o emblemas e declaram o fim do mundo e o dia do ju√≠zo. O espanto e o terror afetar√£o todas as classes de homens. Nem as grandes riquezas, a coragem nem a for√ßa poder√£o sustentar aos homens naquele momento. Eles se sentir√£o felizes de n√£o serem mais vistos; sim, de n√£o mais existirem.
Mesmo que Cristo seja um Cordeiro pode irar-se, e a ira do Cordeiro é excessivamente espantosa; porque se nosso inimigo for o próprio Redentor, que apazigua a ira de Deus, onde encontraremos um amigo que interceda por nós? Como os homens têm seus momentos de oportunidade e seus períodos de graça, assim Deus tem seu dia de justa ira. Parece que aqui é apresentada a queda do paganismo do Império Romano. Os idólatras são descritos ocultando-se em suas covas e cavernas secretas, buscando inutilmente escapar da destruição. Em tal dia, quando os sinais dos tempos mostrarem aos que crêem na Palavra de Deus, que o Rei dos reis se aproxima, os cristãos serão chamados a um rumo decidido e a confessar ousadamente a Cristo e a sua verdade diante de seus semelhantes. Seja o que for que tenham que suportar, devem preferir suportar o desprezo do homem, que é de curta duração, ao invés da vergonha, que será eterna.
Apocalipse 7
Vers√≠culos 1-3: Uma pausa entre dois grandes per√≠odos; 4-8: A paz, a felicidade e a seguran√ßa dos santos, representadas pelos 144 mil que s√£o selados por um anjo; 9-12: Um c√Ęntico de louvor; 13-17: A ben√ß√£o e a gl√≥ria dos que sofreram o mart√≠rio por Cristo.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 19
Vv. 1-8. Os quatro ventos soprando juntos significa, na linguagem figurada das Escrituras, uma terr√≠vel destrui√ß√£o geral. Por√©m, a destrui√ß√£o √© retardada. Os selos eram usados para que cada pessoa marcasse os seus pertences. Esta marca √© o testemunho do Esp√≠rito Santo impresso nos cora√ß√Ķes dos crentes. O Senhor n√£o permitir√° que o seu povo seja afligido antes de serem marcados, para que possam estar preparados contra todos os conflitos.
Observe que os que foram selados pelo Esp√≠rito possuem tal selo na frente, para ser visto por amigos e inimigos igualmente, por√©m n√£o pelo pr√≥prio crente, salvo quando este olha firmemente no espelho da Palavra de Deus. O n√ļmero dos que assim foram selados pode ser entendido como representando o remanescente de pessoas que Deus preserva. Ainda que a Igreja de Deus seja apenas um pequeno rebanho quando comparada com o mundo mau, n√£o obstante √© uma sociedade realmente grande e que crescer√° ainda mais. Aqui est√° figurada a Igreja universal sob a tipifica√ß√£o de Israel.
Vv. 9-12. As primícias de Cristo, que abriram o caminho aos gentios convertidos, mais tarde são os que seguem e atribuem com triunfo a sua salvação a Deus e ao Redentor.
Nos atos de adora√ß√£o religiosa nos aproximamos de Deus e devemos ir a Ele por interm√©dio de Cristo; os pecadores n√£o podem aproximar-se do trono de Deus sen√£o atrav√©s de um Mediador. Eles estavam vestidos com as vestes da justifica√ß√£o, da santidade e da vit√≥ria; e tinham palmas em suas m√£os, como costumavam apresentar-se os vencedores em seus triunfos. Os fi√©is servos de Deus far√£o uma gloriosa apari√ß√£o ao final, quando tiverem pelejado a boa batalha da f√© e terminado a sua carreira. Com forte voz davam a Deus e ao Cordeiro o louvor pela grande salva√ß√£o. Os que esperam desfrutar da felicidade eterna devera bendizer e bendir√£o ao Pai e ao Filho; o far√£o em p√ļblico e com fervor. vemos qual √© a obra do c√©u, e devemos come√ß√°-la agora, colocando nela os nossos cora√ß√Ķes, e anelar aquele mundo, onde os nossos louvores e a nossa felicidade ser√£o aperfei√ßoados.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 20
Vv. 13-17. Os crist√£os fi√©is merecem nossa aten√ß√£o e respeito; devemos observar o justo. Aqueles que desejam obter conhecimento n√£o devem se envergonhar ao procurar instru√ß√£o de quem a possa dar. O caminho ao c√©u √© repleto de tribula√ß√Ķes; por√©m, a tribula√ß√£o, por maior que seja, n√£o nos separar√° do amor de Deus. Ela faz com que o c√©u seja mais bem vindo e mais glorioso. N√£o √© o sangue dos m√°rtires, mas o sangue do Cordeiro, o que pode lavar o pecado, este √© o √ļnico sangue que branqueia e limpa as vestes dos santos.
Eles s√£o felizes em seu exemplo; o c√©u √© um estado de servi√ßo, mas sem sofrimento; √© um estado de repouso, n√£o de pregui√ßa; √© um repouso que louva e deleita. Eles t√™m tido sofrimentos e derramado muitas l√°grimas por causa dos pecados e das afli√ß√Ķes, mas o pr√≥prio Deus, com sua m√£o de gra√ßa, enxugar√° todas essas l√°grimas. Ele os trata como um terno pai. Isto sustenta o crist√£o sob suas afli√ß√Ķes. Como todos os redimidos devem a sua felicidade totalmente √† miseric√≥rdia soberana, assim a obra e a adora√ß√£o a Deus seu Salvador √© seu fundamento; sua presen√ßa e favor completam a alegria deles, n√£o podem conceber outro gozo. Que todo o seu povo recorra a Ele; que dEle recebam toda a gra√ßa de que necessitam; e que a Ele ofere√ßam todo o louvor e toda a gl√≥ria.
Apocalipse 8
Versículos 1, 2: O sétimo selo é aberto e aparecem sete anjos com sete trombetas, prontos para proclamar os propósitos de Deus; 3-5: Outro anjo lança fogo à terra, o que produz terríveis tormentas de vingança; 6: Os sete anjos se preparam para tocar as suas trombetas; 7-12: Quatro as tocam; 13: Um outro anjo anuncia grandes ais vindouros.
Vv. 1-6. Abre-se o sétimo selo. Houve um profundo silêncio no céu por um espaço de tempo; todos estavam calados na Igreja, porque cada vez que a Igreja da terra grita pela opressão, esse grito chega ao céu; ou é um silêncio de expectativa. Foram dadas trombetas aos anjos, que deveriam tocá-las. O Senhor Jesus é o Sumo Sacerdote da Igreja, e tem
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 21
um incensário de ouro e muito incenso, plenitude de mérito em sua gloriosa pessoa.
√Č desej√°vel que os homens queiram conhecer a plenitude que h√° em Cristo e se proponham a familiarizar-se com a sua excel√™ncia. Que eles sejam verdadeiramente persuadidos de que Cristo tem o of√≠cio de Intercessor, e que o desempenha com profunda simpatia. Nenhuma ora√ß√£o assim recomendada jamais deixou de ser ouvida e aceita. Estas ora√ß√Ķes, assim aceitas no c√©u, produziram grandes mudan√ßas na terra.
A adora√ß√£o e a religi√£o crist√£, puras e celestiais em origem e natureza, quando s√£o enviadas √† terra e entram em conflito com as paix√Ķes e os projetos mundanos dos homens pecadores, produzem not√°veis tumultos, aqui expressos em linguagem prof√©tica, como declarou o pr√≥prio Senhor Jesus (Lc 12.49).
Vv. 7-13. O primeiro anjo tocou a primeira trombeta, e houve granizo e fogo misturado com sangue. Uma tormenta de heresias, uma mistura de erros espantosos caiu sobre a Igreja ou uma tempestade de destruição.
O segundo anjo tocou, e uma grande montanha, ardendo com fogo, foi lan√ßada ao mar; e a ter√ßa parte do mar converteu-se em sangue. Alguns entendem que a montanha representa os l√≠deres das persegui√ß√Ķes; outros, a Roma saqueada pelos godos e pelos v√Ęndalos, com grande matan√ßa e crueldade.
O terceiro anjo tocou, e caiu uma grande estrela do céu. Alguns consideram que isto é um governador eminente; outros, que é uma pessoa com poder que corrompeu as igrejas de Cristo. As doutrinas do Evangelho, a fonte da vida, do consolo e do vigor espiritual para as almas dos homens, estão corrompidas e amargadas pela mistura de perigosos enganos, de modo que as almas dos homens encontrem ruína onde antes encontravam refrigério.
O quarto anjo tocou e caíram trevas sobre os grandes corpos celestes do céu que iluminam o mundo: o sol, a lua e as estrelas. Os líderes e os governantes estão em postos mais altos do que as pessoas
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 22
comuns, e devem dispensar luz e boas influ√™ncias sobre estas. Onde o Evangelho chega a um povo e n√£o produz os efeitos apropriados sobre os seus cora√ß√Ķes e vidas, √© seguido por terr√≠veis ju√≠zos. Deus adverte a humanidade atrav√©s da Palavra escrita, pelos ministros, pelas pr√≥prias consci√™ncias dos homens e pelos sinais dos tempos, de modo que se as pessoas forem surpreendidas, ser√° por suas pr√≥prias faltas. A ira de Deus amarga todos os benef√≠cios, e at√© a pr√≥pria vida se torna uma carga. Por√©m Deus, neste mundo, coloca limites aos ju√≠zos mais terr√≠veis. A corrup√ß√£o da doutrina e da adora√ß√£o na Igreja s√£o grandes ju√≠zos, e tamb√©m s√£o as causas e os sinais habituais de outros ju√≠zos futuros para um povo.
Antes que as outras tr√™s trombetas fossem tocadas, houve uma advert√™ncia solene do qu√£o terr√≠veis seriam as calamidades que se seguiriam. Se os ju√≠zos menores n√£o produzirem efeito, a igreja e o mundo dever√£o esperar por outros maiores; e quando Deus vier castigar o mundo, seus habitantes tremer√£o diante dEle. Que os pecadores tomem as devidas precau√ß√Ķes para fugir da ira vindoura; que os crentes aprendam a valorizar e agradecer por seus privil√©gios; e que continuem com paci√™ncia fazendo o bem.
Apocalipse 9
Versículos 1-12: A quinta trombeta é seguida pela visão de outra estrela que cai do céu e que abre o abismo insondável do qual saem exércitos de gafanhotos; 13-21: A sexta trombeta é seguida pela libertação dos quatro anjos presos junto ao grande rio Eufrates.
Vv. 1-12. Ao toque da quinta trombeta caiu uma estrela do c√©u na terra. Havendo deixado de ser um ministro de Deus, aquele que est√° representado por esta estrela torna-se um ministro do Diabo, e solta as potestades do inferno contra a Igreja de Cristo. Ao abrir-se o abismo sem fundo, dali sai muita fuma√ßa. O Diabo executa seus des√≠gnios cegando os olhos dos homens, apagando a luz e o conhecimento e aumentando a ignor√Ęncia e o engano. Desta fuma√ßa sai um ex√©rcito de gafanhotos,
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 23
simbolizando os agentes de Satanás, que aumentam a superstição, a idolatria, o engano e a crueldade. As árvores e a erva, os crentes verdadeiros, novos ou mais experientes, serão intocáveis. Porém, um veneno e uma infecção secreta da alma roubará a pureza de muitos, e depois a paz.
Os gafanhotos não tinham poder para ferir os que possuíam o selo de Deus. A graça distintiva e toda poderosa de Deus resguardará o seu povo da apostasia total e final. O poder está limitado a um curto período de tempo, mas será agudo. Em tais acontecimentos, os fiéis provavelmente poderão compartilhar a calamidade comum, mas estarão a salvo da pestilência do engano. Pelas Escrituras entendemos que tais enganos estavam ali provando e examinando os cristãos (1 Co 11.19). Os primeiros escritores se referem a isto como a primeira grande hoste de corruptores que se espalharam pela Igreja cristã.
Vv. 13-21. O sexto anjo tocou sua trombeta, e parece que aqui o tema é o poder dos turcos. Seu tempo é limitado. Não só mataram na guerra, mas também trouxeram uma religião destruidora e venenosa. A geração anticristã não se arrependeu com estes espantosos juízos. Da sexta trombeta devemos aprender que de um inimigo da Igreja, Deus pode fazer um açoite, e de outro, uma praga. A idolatria dos remanescentes da igreja oriental e de todas as partes, e os pecados dos cristãos professos, tornam essa profecia e seu cumprimento maravilhosos.
O leitor atento das Escrituras e da hist√≥ria perceber√° que a sua f√© e esperan√ßas s√£o fortalecidas pelos acontecimentos que em outros aspectos enchem seu cora√ß√£o de ang√ļstia e os seus olhos de l√°grimas, enquanto v√™ que os homens que escapam destas pragas n√£o se arrependem de suas m√°s obras; antes prosseguem na idolatria, na maldade e na crueldade, at√© que a ira venha sobre eles de modo m√°ximo.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 24
Apocalipse 10
Vers√≠culos 1-4: O anjo do pacto apresenta um livrinho aberto seguido por sete tronos; 5-7: Ao final das seguintes profecias, o tempo n√£o mais existir√°; 8-10: Uma voz manda o ap√≥stolo comer o livrinho; 11: √Č dito a ele o que mais deve profetizar.
Vv. 1-7. O ap√≥stolo teve outra vis√£o. A pessoa que comunica este fato provavelmente era o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, ou era para mostrar a sua gl√≥ria. Ele coloca um v√©u sobre a sua gl√≥ria, grande demais para que os olhos humanos a contemplem; e coloca um v√©u sobre as suas dispensa√ß√Ķes. Um arco √≠ris estava sobre a sua cabe√ßa; o nosso Senhor sempre se interessa por seu pacto. Sua surpreendente voz teve o eco de sete tronos, forma solene e terr√≠vel para revelar a mente de Deus. N√£o conhecemos os motivos dos sete tronos nem as raz√Ķes para n√£o serem escritos.
Há grandes acontecimentos na história, talvez relacionados com a Igreja cristã, que não são observados na profecia revelada. A salvação final do justo, e o êxito final da verdadeira religião da terra, são apresentados pela Palavra do Senhor que não falha. Embora ainda não seja o tempo, todavia não pode estar longe. Para nós, o tempo logo não existirá; porém, se somos crentes, seguirá uma feliz eternidade; do céu contemplaremos os triunfos de Cristo e de sua causa na terra, e nos regozijaremos neles.
Vv. 8-11. A maioria dos homens se comprazem observando os acontecimentos futuros, e todos os homens bons gostam de receber uma palavra de Deus. Por√©m, quando este livro da profecia foi completamente digerido pelo ap√≥stolo, seu conte√ļdo resultou amargo; havia tantas coisas terr√≠veis e espantosas, e persegui√ß√Ķes t√£o dolorosas para o povo de Deus, que ver e saber antecipadamente de tais estragos seria doloroso para a sua mente. Procuremos ser ensinados por Cristo e obede√ßamos as suas ordens; meditemos diariamente em sua Palavra para que nutra as nossas almas, e logo declaremo-la conforme os nossos diversos prazos e lugares onde estamos. A do√ßura das contempla√ß√Ķes
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 25
estar√° muitas vezes mesclada com amargura, quando comparamos as Escrituras com o estado do mundo e da Igreja ou at√© com o de nossos pr√≥prios cora√ß√Ķes.
Apocalipse 11
Versículos 1,2. O estado da Igreja está representado com a figura de um templo medido; 3-6: Duas testemunhas profetizam vestidas de saco; 7-13: São mortas, porém depois ressuscitam e sobem ao céu; 14-19: Após o toque da sétima trombeta, todos os poderes anticristãos serão destruídos e haverá um glorioso estado do reino de Cristo na terra.
Vv. 1,2. Esta passagem prof√©tica sobre a medi√ß√£o do templo parece referir-se √† vis√£o de Ezequiel. O des√≠gnio desta medi√ß√£o parece ser a preserva√ß√£o da Igreja em tempos de perigo p√ļblico; ou para seu ju√≠zo ou para seu conserto. os adoradores devem ser medidos para que se saiba se fazem da gl√≥ria de Deus a sua finalidade, e de sua Palavra sua regra em todos os seus atos de adora√ß√£o. Os do √°trio externo adoram de maneira falsa, ou com cora√ß√Ķes n√£o afetados, e ser√£o contados com os inimigos. Deus ter√° um templo e um altar no mundo at√© o final dos tempos. Ele observa cuidadosamente o seu templo. A cidade santa, a Igreja vis√≠vel, est√° pisoteada, cheia de id√≥latras, infi√©is e hip√≥critas. Por√©m, as desola√ß√Ķes da Igreja s√£o limitadas e ela ser√° liberta de todos os seus problemas.
Vv. 3-13. Na √©poca conhecida, Deus sustentou muitas de suas testemunhas fi√©is para dar testemunho da verdade de sua Palavra e adora√ß√£o, e da excel√™ncia de seus caminhos. o n√ļmero destas testemunhas sem d√ļvida √© pequeno. Elas profetizam vestidas de saco. Isto mostra o seu estado afligido, perseguido e a profunda ang√ļstia pelas abomina√ß√Ķes contra as quais protestam. S√£o sustentadas durante sua grande e dif√≠cil obra at√© que esta termine. Quando tiverem profetizado vestidas de saco pela maior parte dos 1260 dias, o Anticristo, o grande instrumento do Diabo, far√° guerra contra elas com for√ßa e viol√™ncia por um tempo. Os rebeldes decididos contra a luz se regozijam como em um
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 26
feito feliz, quando podem silenciar, afastar ou destruir os servos fiéis de Cristo, cuja doutrina e conduta os atormenta.
Não parece que o período já tenha expirado, e as testemunhas não estão no presente, expostas a suportar tais sofrimentos exteriores tão terríveis como nas épocas anteriores. Porém, tais coisas podem voltar a acontecer e há muitos motivos para profetizarem vestidas de saco, por causa do estado da religião. O estado deprimido do cristianismo verdadeiro pode ser relacionado somente com a igreja ocidental. O Espírito de vida de Deus vivifica as almas mortas, e ressuscitará os corpos mortos de seu povo, e seu interesse moribundo no mundo. O avivamento da obra e das testemunhas de Deus produzirá terror nas almas dos inimigos. Onde há culpa há medo; e o espírito perseguidor, ainda que cruel, é um espírito covarde.
N√£o ser√° pane pequena do castigo dos perseguidores neste mundo verem, no grande dia, os servos fi√©is de Deus honrados e elevados. As testemunhas do Senhor n√£o devem se cansar de sofrer e servir, nem tomar precipitadamente o pr√™mio; devem permanecer quietas at√© que o seu Senhor as chame. A conseq√ľ√™ncia de serem assim enaltecidas foi um tremendo golpe e convuls√£o para o imp√©rio do Anticristo. Somente os fatos podem mostrar o significado disto. Por√©m, cada vez que a obra e as testemunhas de Deus revivem, a obra do Diabo e de suas testemunhas caem ante Ele. Parece prov√°vel que a matan√ßa das testemunhas ser√° um acontecimento futuro.
Vv. 14-19. Antes que a s√©tima e √ļltima trombeta soem, √© feito o habitual pedido de aten√ß√£o. Os santos anjos do c√©u sabem que a destra de nosso Deus e Salvador manda em todo o mundo. Por√©m, as na√ß√Ķes saem com sua pr√≥pria ira ao encontro da ira de Deus. Foi um tempo que Ele estava come√ßando a recompensar os servi√ßos fi√©is e os sofrimentos de seu povo, e seus inimigos estavam nervosos com Deus, aumentando assim a sua culpa e apressam a sua destrui√ß√£o.
A abertura do templo de Deus no céu, talvez signifique que houvesse mais comunicação livre entre o céu e a terra; a oração e os
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louvores subiam mais livre e freq√ľentemente; as gra√ßas e as b√™n√ß√£os desciam com mais abund√Ęncia. No entanto parece referir-se √† Igreja de Deus na terra. No reino do Anticristo, a lei de Deus foi lan√ßada de lado e esvaziada com tradi√ß√Ķes e decretos; as Escrituras foram fechadas para as pessoas, mas agora s√£o colocadas √† vista de todos. Como a arca, este √© um s√≠mbolo da presen√ßa de Deus que se volta para o seu povo, e seu favor para com eles, em Jesus Cristo, como a Propicia√ß√£o por seus pecados. A grande ben√ß√£o da Reforma foi acompanhada por provid√™ncias muito tem√≠veis; e Deus respondeu com atos terr√≠veis de justi√ßa as ora√ß√Ķes apresentadas em seu santo templo, agora aberto.
Apocalipse 12
Versículos 1-6: Descrição da Igreja de Cristo e da de Satanás, sob as figuras de uma mulher e de um grande dragão vermelho; 7-12: Miguel e seus anjos lutam contra o diabo e seus anjos, os quais são derrotados; 13,14: O dragão persegue a Igreja; 15-17: Seus vãos intentos para destruí-la РRenova sua guerra contra a semente da mulher.
Vv. 1-6. A Igreja, representada por uma mulher, a mãe dos crentes, foi vista no céu pelo apóstolo em uma visão. Ela estava vestida de sol, justificada, santificada e brilhando pela união com Cristo, o Sol da justiça. A lua estava debaixo de seus pés; ela era superior à luz refletida e mais fraca que a revelação feita por Moisés. Tinha em sua cabeça uma coroa de doze estrelas; a doutrina do Evangelho pregada pelos doze apóstolos é uma coroa de glória de todos os crentes verdadeiros. Estava com dores para dar à luz a uma santa família; desejosa que a convicção dos pecadores pudesse resultar em sua conversão.
O dragão simboliza o conhecido Satanás e seus principais a gentes, ou os que governam por ele na terra, como naquela época do Império pagão de Roma, a cidade edificada sobre sete colinas. Tendo dez chifres, dividida em dez reinos. Ter sete coroas representa sete formas de governo. Com a sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, e as lançava à terra; perseguia e seduzia os ministros e mestres. Vigiando
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para esmagar a religi√£o crist√£, por√©m, apesar da oposi√ß√£o dos inimigos, a Igreja enviou adiante a um grupo varonil de professos, fi√©is e verdadeiros, em quem Cristo foi verdadeiramente formado de novo; o mist√©rio de Cristo, o Filho de Deus, que governar√° as na√ß√Ķes e cuja destra seus membros participam da mesma gl√≥ria. Esta bendita semente foi protegida por Deus.
Vv. 7-11. Os intentos do dragão foram infrutíferos contra a Igreja, e fatais para seus próprios interesses. A sede desta guerra era o céu; e a Igreja de Cristo, o reino do céu na terra. As partes eram Cristo, o grande Anjo do pacto e seus fiéis seguidores; e contra Ele Satanás e seus instrumentos. A força da Igreja está em ter ao Senhor Jesus como o Capitão da sua salvação.
A idolatria pag√£, que era a adora√ß√£o aos dem√īnios, foi lan√ßada do imp√©rio pela difus√£o do cristianismo. A salva√ß√£o e a for√ßa da Igreja s√≥ devem ser atribu√≠das ao Rei e Cabe√ßa da Igreja. O Inimigo vencido odeia a presen√ßa de Deus, mas est√° disposto a comparecer para acusar o povo do Senhor. Guardemo-nos para n√£o dar-lhe motivos de nos acusar; se pecarmos apresentemo-nos diante do Senhor, condenemo-nos a n√≥s mesmos e encomendemos a nossa causa a Cristo como nosso Advogado.
Os servos de Deus vencem Satanás pelo sangue do Cordeiro; vencem pela Palavra de seu testemunho, pois a poderosa pregação do Evangelho é potente por meio de Deus, para derrubar fortalezas. Por sua coragem e paciência nos sofrimentos: eles não amaram tanto as suas vidas, mas renderam-nas pela causa de Cristo. Estes eram os guerreiros e as armas pelas quais o cristianismo destituiu o poder da idolatria pagã; se os cristãos continuassem pelejando com estas armas e com outras como estas, suas vitórias teriam sido muito mais numerosas e gloriosas, e seus efeitos mais duradouros.
Os redimidos venceram por sua simples confian√ßa no sangue de Cristo, como a √ļnica base de suas esperan√ßas. Neste aspecto tamb√©m devemos ser como eles. N√£o devemos mesclar nada mais com isto.
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Vv. 12-17. A Igreja e todos os seus amigos podem ser convocados para louvar a Deus por libert√°-los da persegui√ß√£o pag√£, ainda que outras ang√ļstias lhes esperem. O deserto √© um lugar desolado e cheio de serpentes e escorpi√Ķes, inc√īmodo e desprovido de alimentos, mas seguro para uma pessoa poder estar s√≥. Por√©m, estar assim isolada n√£o √© algo que protegeria a mulher.
Muitos explicam a corrente de √°guas como as invas√Ķes dos b√°rbaros, pelos quais o imp√©rio ocidental foi derrubado, porque os pag√£os fortaleciam os seus ataques esperando destruir o cristianismo. Por√©m, os homens √≠mpios protegeram a Igreja em meio a estes tumultos devido aos seus interesses mundanos, e a derrota do imp√©rio n√£o contribuiu com a causa da idolatria, Isto pode significar uma corrente de enganos pela qual a Igreja de Deus correu o risco de ser derrubada e desviada. O Diabo, derrotado em suas inten√ß√Ķes contra a Igreja, volta a sua f√ļria contra pessoas e lugares. Ser fiel a Deus e a Cristo em sua doutrina, adora√ß√£o e pr√°tica exp√Ķe-nos √† ira de Satan√°s, e assim ser√° at√© que o √ļltimo Inimigo seja destru√≠do.
Apocalipse 13
Versículos 1-10: Uma besta selvagem sai do mar e a esta o dragão dá o seu poder; 11-15: Outra besta que tem dois chifres, como um cordeiro, mas fala como dragão; 16-18: Obriga a todos a adorarem sua imagem, e a receberem sua marca como pessoas consagradas a ela.
Vv. 1-10. O ap√≥stolo, estando na praia, viu uma besta selvagem sair do mar; um poder tir√Ęnico, id√≥latra, perseguidor, que surge dos transtornos que tiveram lugar. Era um monstro aterrorizador.
Parece significar o dom√≠nio mundano opressor que por muitos s√©culos, desde os tempos do cativeiro babil√īnico, havia sido hostil √† Igreja. Ent√£o, a primeira besta come√ßou a perseguir e a oprimir os justos por amor √† justi√ßa; por√©m, eles sofreram mais com a quarta besta de Daniel (o Imp√©rio Romano) que tem afligido os santos com muitas persegui√ß√Ķes cru√©is.
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A fonte deste poder foi o drag√£o. Foi estabelecido pelo Diabo e apoiado por ele. A ferida da cabe√ßa pode ser a aboli√ß√£o da idolatria pag√£; e a cura da ferida seria a introdu√ß√£o da idolatria papista, a mesma em ess√™ncia, s√≥ que com nova roupagem, mas que corresponde muito efetivamente ao des√≠gnio do Diabo. O mundo admirou seu poder, pol√≠tica e √™xito. E todos os √≠mpios renderam honras e sujei√ß√£o ao Diabo e a seus instrumentos. Exerceu um poder e uma pol√≠tica infernal exigindo que os homens rendessem √†s criaturas a honra que s√≥ pertence a Deus. Por√©m, o poder e o √™xito de Satan√°s s√£o limitados. Cristo tem um remanescente escolhido, redimido por seu sangue, registrado em seu livro, selado por seu esp√≠rito; e ainda que o Diabo e o Anticristo possam vencer o corpo e tirar a vida natural, n√£o podem vencer a alma, nem prevalecer contra os crentes verdadeiros, para que estes abandonem ao seu Salvador e unam-se aos seus inimigos. A perseveran√ßa na f√© do Evangelho e na verdadeira adora√ß√£o a Deus, nesta grande hora de prova e tenta√ß√£o que enganar√° a todos, exceto os escolhidos, √© a marca dos registrados no livro da vida. Este motivo e alentos poderosos √† const√Ęncia, constituem o grande objetivo de todo o livro de Apocalipse.
Vv. 11-18. Os que entendem que a primeira besta significa uma pot√™ncia mundial, tomam tamb√©m a segunda como um poder perseguidor e usurpador, que age com o disfarce da religi√£o e da caridade para com as almas dos homens. √Č um dom√≠nio espiritual que professa derivar de Cristo, e atua primeiramente de forma suave, mas logo falar√° como drag√£o. A sua fala engana, porque estabelece falsas doutrinas e decretos cru√©is que mostram que pertence ao drag√£o, e n√£o ao Cordeiro. Exerceu todo o poder da besta anterior, e persegue o mesmo objetivo: apartar os homens da adora√ß√£o ao Deus verdadeiro e submeter suas almas √† vontade e ao controle de homens. A segunda besta executa as suas inten√ß√Ķes com m√©todos que enganam aos homens para que adorem a primeira besta em sua nova forma ou semelhan√ßa, criada para isto com prod√≠gios mentirosos, pretensos milagres e por severas censuras. Ela tamb√©m n√£o permitir√° o gozo de direitos naturais ou civis
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√†queles que n√£o adorarem √† primeira besta. √Č feito algo que d√° autoriza√ß√£o para se comprar e vender e para ganho e confian√ßa, o que os obriga a usar todo o seu interesse, poder e trabalho no fomento do dom√≠nio da besta, o que √© representado por receberem a sua marca. Fazer uma imagem √† besta cuja ferida mortal foi curada, seria dar forma e poder √† sua adora√ß√£o, ou requerer obedi√™ncia √†s suas ordens. Adorar essa imagem implica submeter-se √†s coisas que demonstram o car√°ter da marca, e a transformam na imagem da besta.
O n√ļmero da besta √© dado para mostrar a sabedoria infinita de Deus e exercitar a sabedoria dos homens. O n√ļmero √© o numero do homem, calculado da maneira habitual dos homens, e √© 666. Permanece como mist√©rio o que ou quem est√° representado por isto. Este n√ļmero tem sido aplicado em quase todas as disputas religiosas e h√° d√ļvidas se o seu significado j√° foi descoberto. Quem tem sabedoria e entendimento ver√° que todos os inimigos de Deus est√£o numerados e marcados para a destrui√ß√£o; e que o prazo de seu poder breve expirar√°, e que todas as na√ß√Ķes se submeter√£o ao nosso Rei de justi√ßa e paz.
Apocalipse 14
Vers√≠culos 1-5: Os fi√©is a Cristo louvam a Deus; 6-13: Tr√™s anjos: um proclama o Evangelho eterno; outro, a queda da Babil√īnia; e o terceiro a terr√≠vel ira de Deus sobre os adoradores da besta. A ben√ß√£o dos que morreram no Senhor; 14-16: Uma vis√£o de Cristo acompanhada de uma grande voz, e de uma seara madural; 17-20: O s√≠mbolo de uma colheita totalmente madura, pisada no lagar da ira de Deus.
Vv. 1-5. O monte Si√£o √© a Igreja do Evangelho. Cristo est√° com sua Igreja em meio a todas as suas ang√ļstias, portanto n√£o √© consumida. Sua presen√ßa assegura a perseveran√ßa. Seu povo apresenta-se honradamente. Eles t√™m o nome de Deus escrito em suas frontes, podem fazer uma profiss√£o ousada e aberta de sua f√© em Deus e em Jesus, e isto √© acompanhado por atos apropriados. Nas √©pocas mais tenebrosas existiram pessoas que se arriscaram e renderam suas vidas pela adora√ß√£o
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 32
e pela verdade do Evangelho de Cristo. Mantiveram-se limpas da perversa abomina√ß√£o dos seguidores do Anticristo. Seus cora√ß√Ķes mantiveram-se bem com Deus e foram gratuitamente perdoados em Cristo; Ele √© glorificado neles e eles nEle. Que a nossa ora√ß√£o, o nosso esfor√ßo e a nossa ambi√ß√£o seja ser achados nesta honrosa companhia. Aqui est√£o representados todos os que realmente s√£o santificados e justificados, porque nenhum hip√≥crita, por mais veraz que pare√ßa, pode considerar-se sem faltas diante de Deus.
Vv. 6-13. Aqui parece manifestar-se o progresso da reforma. As quatro proclama√ß√Ķes s√£o evidentes em seus significados: que todos os crist√£os sejam exortados a serem fi√©is ao seu Senhor no tempo da prova. O Evangelho √© o grande meio pelo qual os homens s√£o levados a temer a Deus e dar-lhe gl√≥ria.
A pregação do Evangelho eterno estremece os fundamentos do Anticristo no mundo, e apressa a sua queda.
Se alguém persiste em sujeitar-se à besta e em fomentar a sua causa, deve esperar ser miserável em corpo e alma para sempre. O crente deve arriscar-se ou sofrer qualquer coisa por obedecer aos mandamentos de Deus e professar a fé em Jesus. Que Deus nos conceda esta paciência.
Observe a descri√ß√£o dos que s√£o e ser√£o aben√ßoados: os tais morrem no Senhor, pela causa de Cristo e em uni√£o com Cristo; os tais s√£o achados em Cristo quando a morte chega. Descansam de todo pecado, tenta√ß√£o, sofrimento e persegui√ß√£o, porque ali o mal p√°ra de atorment√°-los; ali os cansados repousam. Suas obras os acompanham: n√£o v√£o adiante deles como t√≠tulos, ou como aquisi√ß√Ķes, mas os seguem como provas de terem vivido e morrido no Senhor; a lembran√ßa deles ser√° agrad√°vel, e a recompensa muito superior a todos os seus sofrimentos e aos servi√ßos que prestaram a Deus. Isto √© assegurado pelo testemunho do Esp√≠rito, que testifica com o esp√≠rito de cada um deles, e pela Palavra escrita.
Vv. 14-20. N√£o tendo as advert√™ncias e os ju√≠zos produzido conserto, os pecados das na√ß√Ķes t√™m enchido a medida e est√£o maduros
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para os juízos, representados por uma colheita, simbologia usada para significar a reunião dos justos quando estiverem maduros para o céu, pela misericórdia de Deus. O tempo da colheita dar-se-á quando o trigo estiver maduro, quando os crentes estiverem maduros para o céu; então o trigo da terra será reunido no grande celeiro de Cristo por uma colheita. Os inimigos de Cristo e de sua Igreja não serão destruídos até que, por causa de seus pecados, estejam maduros para a destruição, e então Ele não mais os ignorará, o lagar é a ira de Deus, uma calamidade terrível, provavelmente a espada, que derrama o sangue dos maus. A paciência de Deus para com os pecadores é o maior milagre do mundo; porém, ainda que seja duradoura, não será eterna; e a maturação do pecado é uma prova segura do juízo iminente.
Apocalipse 15
Vers√≠culos 1-4: A Igreja canta um c√Ęntico de louvor; 5-8: Vis√£o de sete anjos com sete pragas; em seguida, um dos seres viventes d√° a um deles sete ta√ßas de ouro cheias da ira de Deus.
Vv. 1-4. Apareceram sete anjos no c√©u, preparados para terminar a destrui√ß√£o do Anticristo. Posto que a medida dos pecados da Babil√īnia estava cheia, encontra a medida cheia da ira divina. Enquanto os crentes estiverem no mundo, em tempos de ang√ļstia, como em p√© sobre um mar de vidro misturado com fogo, podem esperar sua liberta√ß√£o final, enquanto novas miseric√≥rdias pedem novos hinos de louvor. Quanto mais soubermos das maravilhosas obras de Deus, mais louvaremos sua grandeza como o Senhor Deus Todo Poderoso, o Criador e Rei de todo o mundo; por√©m, seu t√≠tulo de Emanuel, o Rei dos santos, o far√° querido a n√≥s. Quem √© que, considerando o poder da ira de Deus e o valor de seu favor, ou a gl√≥ria de sua santidade, se recusar√° a temer e a honrar somente a Ele? Seu louvor est√° acima do c√©u e da terra.
Vv. 5-8. Nos juízos que Deus executa contra o Anticristo e seus seguidores, se cumprem as profecias e as promessas de sua Palavra. Estes anjos estão preparados para a sua obra, vestidos com linho puro e
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branco; seus peitos estão cingidos com cinto de ouro, que representam a santidade, a justiça e a excelência dos tratos com os homens. Eles são ministros da justiça divina e fazem todas as coisas de forma santa e pura. Estavam armados com a ira de Deus contra seus inimigos. Até a criatura mais vil, quando está armada coma ira de Deus, será extremamente forte para enfrentar qualquer homem do mundo.
Os anjos receberam as ta√ßas de um dos quatro seres viventes, um dos ministros da Igreja verdadeira, como resposta √†s ora√ß√Ķes dos ministros e do povo de Deus. O Anticristo n√£o podia ser destru√≠do sem um grande golpe para todo o mundo, e at√© o povo de Deus estaria angustiado e confundido enquanto a grande obra estivesse sendo feita.
As maiores liberta√ß√Ķes da Igreja s√£o produzidas por terr√≠veis atos da provid√™ncia; e o feliz estado da Igreja verdadeira n√£o come√ßar√° at√© que os inimigos obstinados sejam destru√≠dos, e os crist√£os fracos ou formais sejam purificados. Ent√£o, tudo o que estiver contra as Escrituras ser√° purgado, toda a Igreja ser√° espiritual e todos ser√£o levados √† pureza, √† unidade e √† espiritualidade, e todos os crentes ser√£o firmemente estabelecidos.
Apocalipse 16
Versículos 1-7: A primeira taça é lançada à terra, a segunda ao mar e a terceira aos rios e às fontes; 8-11: A quarta ao sol, a quinta à sede da besta; 12-16: A sexta ao grande rio Eufrates; 17-21: E a sétima ao ar quando sobrevirá a destruição de todos os inimigos dos cristãos.
Vv. 1-7. Temos de orar para que a vontade de Deus seja feita na terra como é feita no céu. Aqui há uma sucessão de terríveis juízos da providência; e parece ser uma alusão à diversas pragas do Egito. Os pecados eram semelhantes, e assim também os castigos. As taças referem-se às sete trombetas, que representavam o surgimento do Anticristo; e a queda dos inimigos da Igreja será semelhante à ocasião em que se levantaram. Todas as coisas de sua terra, seu ar, seu mar, seus rios, suas cidades, estão condenadas à ruína; todas são malditas por causa
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da maldade do povo. Não vos assombreis pelo fato dos anjos que presenciam ou executam a vingança divina nos obstinados que odeiam a Deus, a Cristo e a santidade louvarem a sua justiça e verdade; e adorarem os seus espantosos juízos, enquanto executam nos cruéis perseguidores as torturas que eles fizeram os santos e os profetas sofrerem.
Vv. 8-11. O cora√ß√£o do homem √© t√£o perverso que as desgra√ßas mais severas nunca levar√£o ningu√©m a se arrepender sem a gra√ßa especial de Deus. O pr√≥prio inferno est√° cheio de blasf√™mias, e os ignorantes em rela√ß√£o √† hist√≥ria humana, √† B√≠blia, e aos seus pr√≥prios cora√ß√Ķes n√£o sabem que quanto mais os homens sofrem e mais claramente v√™em a m√£o de Deus em seus sofrimentos, mais furiosamente se indignam contra Ele. Que os pecadores busquem agora o arrependimento em Cristo e a gra√ßa do Esp√≠rito santo, ou ter√£o a ang√ļstia e o horror de um cora√ß√£o n√£o humilhado, impenitente e desesperan√ßado, somando assim a sua culpa e desgra√ßa por toda a eternidade. As trevas se op√Ķem √† sabedoria e ao conhecimento, e prolongam a confus√£o e a maneira n√©scia de viver dos id√≥latras e seguidores da besta. se op√Ķem ao prazer e ao gozo e representam a ang√ļstia e a afronta do esp√≠rito.
Vv. 12-16. Provavelmente isto mostre a destrui√ß√£o da pot√™ncia turca e da idolatria, e que se far√° um caminho para o retorno dos judeus. Ou, como Roma, considere a Babil√īnia m√≠stica, o nome da Babil√īnia escrito por Roma conforme assim se pensava, mas que naquela ocasi√£o n√£o era abertamente nomeada. Quando Roma √© destru√≠da, seu rio e suas mercadorias devem sofrer com ela. Talvez se abra um caminho para que as na√ß√Ķes orientais ingressem na Igreja de Cristo. O grande drag√£o reunir√° todas as suas for√ßas para lutarem uma batalha desesperan√ßada antes que tudo esteja perdido. Deus adverte em rela√ß√£o a esta grande prova para fazer com que o seu povo se prepare para ela. Estes ser√£o tempos de grande tenta√ß√£o; portanto, Cristo, por interm√©dio de seu ap√≥stolo chama os seus servos crentes a esperarem a sua vinda repentina e a vigiar para n√£o serem envergonhados como ap√≥statas ou hip√≥critas.
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Por mais que os cristãos difiram quanto aos seus critérios sobre os tempos e as eras dos acontecimentos que ainda ocorrerão, neste ponto todos estão de acordo: Jesus Cristo, o Senhor da glória, voltará subitamente para julgar o mundo. Para aqueles que vivem perto de Cristo, isto é motivo de gloriosa esperança e expectativa, e a demora é algo que eles não desejam.
Vv. 17-21. O s√©timo e √ļltimo anjo lan√ßam suas ta√ßas e consumam a queda da Babil√īnia. A Igreja triunfante do c√©u contemplou isto e se regozijou; a Igreja afligida na terra viu e sentiu-se triunfante. Deus lembrou-se da grande e malvada cidade, ainda que por um tempo pareceu que havia se esquecido da idolatria e da crueldade dela. Tudo o que era mais seguro foi eliminado pela ru√≠na.
Os homens blasfemaram: os maiores juízos que podem recair sobre os homens não produzirão arrependimento sem a graça de Deus. Endurecer-se contra Deus por seus justos juízos é sinal de garantida e total destruição.
Apocalipse 17
Versículos 1-6: Um dos anjos que tinha as taças, explica o significado da visão anterior da besta anticristã, que reinaria 1260 dias, e em seguida seria destruída; 7-18: E interpreta o mistério da mulher e da besta que tinha sete cabeças e dez chifres.
Vv. 1-6. Roma parece estar claramente representada neste cap√≠tulo. A Roma pag√£ submeteu e governou com poderio militar, n√£o por arte nem adula√ß√£o. Geralmente deixava que as na√ß√Ķes continuassem com seus antigos costumes e adora√ß√Ķes, por√©m, sabe-se que por sua astuta administra√ß√£o pol√≠tica, com toda a classe de enganos e injusti√ßas, √© que a Roma papal tem obtido e mantido o seu governo sobre reis e na√ß√Ķes.
Aqui existiram sedu√ß√Ķes por meio de honras e riquezas mundanas, pompas e orgulho, apropriados para mentes mundanas e sensuais. A prosperidade, a ostenta√ß√£o e o esplendor alimentaram a soberba e as concupisc√™ncias do cora√ß√£o humano, mas n√£o s√£o uma garantia contra a
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vingan√ßa divina. A ta√ßa de ouro representa as sedu√ß√Ķes e as ilus√Ķes pelas quais esta Babil√īnia m√≠stica tem obtido e mantido sua influ√™ncia, e seduzido a outros para que se unam √†s suas abomina√ß√Ķes. √Č nomeada por seus costumes infames, a m√£e das prostitutas, a que educa na idolatria e em toda a classe de maldades. Est√° cheia do sangue dos santos e m√°rtires de Cristo Jesus. Embriagava-se com ele, e isto lhe era t√£o agrad√°vel que nunca estava satisfeita.
N√£o podemos sen√£o nos surpreender pelos oceanos de sangue de crist√£os, derramados por homens que se dizem crist√£os; por√©m, quando consideramos estas profecias, estes feitos espantosos testificam da verdade do Evangelho. Guardemo-nos de uma religi√£o espl√™ndida, gananciosa ou de moda. Evitemos os mist√©rios da iniq√ľidade e estudemos com dilig√™ncia o grande mist√©rio da piedade, para que aprendamos a ser humildes e agradecidos pelo exemplo de Cristo.
Quanto mais procurarmos nos parecer com Ele, menos comprometidos estaremos de ser enganados pelo Anticristo.
Vv. 7-14. A besta na qual a mulher estava montada era assento de idolatria e persegui√ß√£o, n√£o na antiga forma pag√£, mas a sede da idolatria e da tirania, ainda que de outra sorte e forma. Enganaria a uma submiss√£o est√ļpida e cega todos os habitantes da terra sob sua influ√™ncia, exceto o remanescente dos escolhidos.
Esta besta tem sete cabeças, sete montanhas, as sete colinas sobre as quais Roma foi erguida; e sete reis, sete tipos de governo. Cinco eram passados quando esta profecia foi escrita; um estava em vigor naquele momento; o outro ainda iria chegar. A besta, dirigida pelo papado, constitui o oitavo governante, e este volta a estabelecer a idolatria.
Tinha dez chifres, que dizem ser dez reis que ainda não tinham reinado; eles só apareceriam quando o Império Romano fosse dividido, e seriam por um tempo extremamente zelosos em relação aos seus interesses.
Cristo reinará quando todos os seus inimigos estiverem subjugados debaixo de seus pés. A razão da vitória, é que Ele é o Rei dos reis e o
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Senhor dos senhores. Ele tem o domínio supremo e poder sobre todas as coisas; todos os poderes da terra e do inferno estão sujeitos ao seu controle. Seus seguidores são chamados para esta guerra, são preparados para ela e serão fiéis nela.
Vv. 15-18. Deus mandava de tal forma nos cora√ß√Ķes destes reis, por seu poder sobre eles e por sua provid√™ncia, que eles fizeram estas coisas sem ter a inten√ß√£o que Ele se prop√īs e anunciou. Eles ver√£o suas condutas n√©scias, como foram enfeiti√ßados e escravizados pela prostituta e feitos instrumentos de sua destrui√ß√£o. Ela era essa grande cidade que reinava sobre os reis da terra, quando Jo√£o recebeu esta vis√£o; e todos sabem que Roma era esta cidade.
Os crentes serão recebidos na glória do Senhor quando os maus serão destruídos da maneira mais terrível; sua união em pecado será transformada em ódio e ira, e eles assistirão anelantes as torturas uns dos outros. A porção do Senhor é o seu povo; seu conselho permanecerá e fará todo o seu beneplácito para a sua glória e para a felicidade de todos os seus servos.
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Vers√≠culos 1-3: Outro anjo do c√©u proclama a queda da Babil√īnia m√≠stica; 4-8: Uma voz do c√©u admoesta o povo de Deus, para que n√£o participe de suas pragas; 9-19: As lamenta√ß√Ķes por ela; 20-24: A Igreja √© chamada a regozijar-se pela extrema ru√≠na da Babil√īnia.
Vv. 1-8. A queda e a destrui√ß√£o da Babil√īnia m√≠stica est√£o determinadas nos conselhos de Deus. Outro anjo vem do c√©u. Este parece ser o pr√≥prio Cristo, que vem destruir seus inimigos e derramar a luz do seu Evangelho sobre todas as na√ß√Ķes. A maldade desta Babil√īnia era muito grande, pois se esquecera do Deus verdadeiro e havia estabelecido √≠dolos, arrastando toda a classe de homens ao adult√©rio espiritual, e por sua riqueza e luxo os manteve interessados nela. Parece representar principalmente a mercadoria espiritual, pela qual multid√Ķes
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têm vivido em riquezas de maldade pelos pecados e pela conduta néscia da humanidade.
Adverte-se justamente a todos os que esperam miseric√≥rdia de Deus a n√£o somente sa√≠rem de Babil√īnia, mas tamb√©m a ajudarem na sua destrui√ß√£o. Deus pode ter filhos at√© na Babil√īnia, mas ser√° chamado a sair da Babil√īnia, e ser√° eficazmente chamado, enquanto os que participam com os √≠mpios em seus pecados devem receber as suas pragas.
Vv. 9-19. Os enfermos haviam participado dos prazeres sensuais da Babil√īnia e adquirido lucro com sua riqueza e com√©rcio. Eram os reis da terra, aos quais ela havia atra√≠do √† idolatria, permitindo que fossem tiranos com seus s√ļditos, mas obedientes a ela; tamb√©m eram os mercadores os que negociavam suas indulg√™ncias, perd√Ķes e honras; eles s√£o os que lamentam. Os amigos da Babil√īnia participaram de seus prazeres e benef√≠cios pecaminosos, mas n√£o est√£o dispostos a participar de suas pestes. O esp√≠rito do Anticristo √© um esp√≠rito mundano, e o choro √© uma tristeza puramente mundana; eles n√£o choram por causa da ira de Deus, mas pela perda de seus confortos exteriores. A magnific√™ncia e as riquezas dos √≠mpios de nada lhes servir√£o, e far√£o com que seja mais dif√≠cil suportar a vingan√ßa. Aqui se faz alus√£o √† mercadoria espiritual quando n√£o s√≥ os escravos, mas tamb√©m as almas de milh√Ķes de pessoas, s√£o mencionadas como artigos de com√©rcio, destinadas √† destrui√ß√£o. Isto n√£o tem sido peculiar somente do anticristo romano, nem a culpa tem sido somente dele.
Que os negociantes pr√≥speros aprendam com todos os seus lucros a adquirir as riquezas inescrut√°veis de Cristo; caso contr√°rio, mesmo nesta vida poder√£o lamentar que as riquezas criem asas e saiam voando, e que todos os produtos pelos quais contaminaram as suas almas com lux√ļrias, os abandonaram. Em todo caso, a morte logo acabar√° com o seu com√©rcio, e toda as riquezas dos √≠mpios ser√£o trocadas n√£o somente pelo caix√£o e o verme, mas tamb√©m pelo fogo que nunca se apaga.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 40
Vv. 20-24. Aquilo que √© motivo de gozo para os servos de Deus na terra, √© motivo de regozijo para os anjos no c√©u. Os ap√≥stolos que s√£o honrados e diariamente adorados em Roma, de maneira id√≥latra, se regozijar√£o com a sua queda. A queda da Babil√īnia foi um ato da justi√ßa de Deus. Como foi uma ru√≠na final, este inimigo nunca mais os molestar√° novamente; disto t√™m a seguran√ßa por um sinal. Recebamos a advert√™ncia das coisas que levam os demais √† destrui√ß√£o e coloquemos os nossos afetos nas coisas que s√£o de cima, ao considerarmos a natureza vari√°vel das coisas terrenas.
Apocalipse 19
Versículos 1-10: A Igreja no céu e a Igreja na terra se regozijam e louvam ao Senhor por seus justos juízos; 11-21: Uma visão de Cristo que sai para destruir a besta e os seus exércitos.
Vv. 1-10. Louvar a Deus pelo que possu√≠mos √© orar por aquilo que Ele ainda far√° por n√≥s. H√° harmonia entre os anjos e os santos neste c√Ęntico triunfal.
Cristo √© o esposo de sua Igreja resgatada. Esta segunda uni√£o ser√° completada no c√©u, mas o in√≠cio do mil√™nio glorioso (o qual significa o reino de Cristo, ou o estado de alegria por mil anos na terra) pode ser considerado como a celebra√ß√£o da cerim√īnia pr√©-nupcial na terra. A Igreja de Cristo, purificada de erros, divis√Ķes e corrup√ß√Ķes de doutrina, disciplina, adora√ß√£o e pr√°tica, estar√° preparada para ser publicamente reconhecida por Ele como o seu deleite e sua amada. A Igreja apareceu, n√£o com vestes alegres e impudicas como as da m√£e das prostitutas, mas com linho fino, limpo e branco. S√£o as vestes da justi√ßa de Cristo, imputada para a justifica√ß√£o e repartida para a santifica√ß√£o. As promessas do Evangelho, as verdadeiras palavras de Deus, abertas, aplicadas e seladas pelo Esp√≠rito de Deus em santas ordenan√ßas, ser√£o o festejo nupcial. Isto parece referir-se √† abundante gra√ßa e ao consolo que os crist√£os receber√£o nos dias felizes que vir√£o.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 41
O ap√≥stolo ofereceu honras ao anjo, que as rejeitou. Dirigiu o ap√≥stolo ao √ļnico objeto verdadeiro de adora√ß√£o religiosa: adora a Deus, e somente a Ele. Isto claramente condena a pr√°tica dos que adoram os elementos do p√£o e do vinho, e santos, e anjos e os que n√£o cr√™em que Cristo √© Deus verdadeiramente e por natureza; por√©m, lhe rendem um tipo de adora√ß√£o. S√£o declarados r√©us de idolatria por um mensageiro do c√©u. Estes s√£o os verdadeiros ditos de Deus: do que deve ser adorado como um com o Pai e com o Esp√≠rito Santo.
Vv. 11-21. Cristo, a gloriosa Cabeça da Igreja, apresenta-se sobre um cavalo branco, simbolizando a justiça e a santidade. Tem muitas coroas porque é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Está vestido com uma veste salpicada com o seu próprio sangue, pelo qual comprou seu poder como mediador; e com o sangue de seus inimigos, sobre os quais sempre prevalece. Seu nome é "O verbo de Deus"; nome que ninguém conhece plenamente, senão Ele próprio; nós só sabemos isto, que este verbo era Deus manifestado na carne; porém, a sua perfeição não pode ser plenamente entendida por nenhuma criatura.
Os santos e os anjos o seguem, e são como Ele em sua armadura de pureza e justiça. Ele executará as ameaças da Palavra escrita contra os seus inimigos. As insígnias de sua autoridade são seu nome; Ele afirma sua autoridade e poder, e adverte os príncipes mais poderosos a se submeterem ou cairão ante Ele.
As potestades da terra e do inferno se esforçam ao máximo. Estes versículos declaram fatos importantes anunciados pelos profetas. Estas pessoas não foram desculpadas porque fizeram o que seus chefes lhes mandaram. Quão vã será a alegação de muitos pecadores naquele grande dia, se disserem: "Nós seguimos os nossos chefes! Fizemos o que vimos outros fazerem"! Em sua Palavra, Deus nos deu uma regra para caminhar; nem o exemplo da maioria nem do chefe devem nos induzir ao contrário; se fizermos como a maioria, iremos para onde a maioria irá: para o lago de fogo.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 42
Apocalipse 20
Vers√≠culos 1-3: Satan√°s √© amarrado por mil anos; 4-6. A primeira ressurrei√ß√£o; benditos os que tiverem parte nela; 7-10: Satan√°s √© solto: Gogue e Magogue; 11-15: A √ļltima e geral ressurrei√ß√£o.
Vv. 1-3. Aqui h√° uma vis√£o que mostra, figuradamente as limita√ß√Ķes colocadas ao pr√≥prio Satan√°s. Cristo, com poder onipotente, impedir√° que o Diabo engane a humanidade como tem feito at√© agora. N√£o faltam a Ele poder, nem instrumentos para exterminar o poder de Satan√°s. Cristo o prende com seu poder e o sela por sua autoridade. A Igreja ter√° um tempo de paz e prosperidade, mas ainda n√£o ter√£o terminado todas as suas provas.
Vv. 4-6. Aqui há um relato do reino dos santos durante o tempo que Satanás estiver amarrado. Os que sofrem com Cristo, reinarão com Ele em seu reino espiritual e celestial, em conformidade com Ele em sua sabedoria, justiça e santidade: isto é chamado de primeira ressurreição, com a qual somente serão favorecidos aqueles que servem a Cristo e sofrem por Ele.
√Č declarada a felicidade destes servos de Cristo. Ningu√©m pode ser aben√ßoado sen√£o os que s√£o santos, e todos os que s√£o santos ser√£o aben√ßoados. Sabemos algo do que √© a primeira morte, e √© muito espantosa, mas n√£o sabemos o que √© a segunda. Deve ser muito mais terr√≠vel: √© como se fosse a morte da alma, a eterna separa√ß√£o de Deus. Que nunca saibamos o que √©. Aqueles que t√™m sido feitos participantes da ressurrei√ß√£o espiritual, ser√£o salvos do poder da segunda morte.
Podemos esperar que mil anos se passem após a destruição do Anticristo, das potências idólatras e dos perseguidores, durante os quais o cristianismo puro de doutrina, adoração e santidade será dado a conhecer em toda a terra. Pela obra poderosa do Espírito Santo, os homens caídos serão criados de novo; e a fé e a santidade prevalecerão tão certamente quanto agora a incredulidade e a impiedade dominam. Podemos com facilidade notar que cessará toda sorte de dores, enfermidades e outras terríveis calamidades, como se todos os homens
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 43
fossem crist√£os verdadeiros e coerentes. Todos os males das contendas p√ļblicas e particulares terminar√£o, e a felicidade de todas as classes se generalizar√°. Todo homem procurar√° aliviar o sofrimento, em lugar de adicionar sofrimentos a quem os rodeia. O nosso dever √© orar pelos dias gloriosos prometidos, e fazer tudo o que em nossos postos p√ļblicos ou privados possam servir como prepara√ß√£o para eles.
Vv. 7-10. Enquanto este mundo durar, o poder de Satan√°s n√£o ser√° totalmente destru√≠do, mas ser√° limitado e diminu√≠do. Quando Satan√°s for novamente solto, come√ßar√° a enganar as na√ß√Ķes e incit√°-las a pelejarem contra os santos servos de Deus. Bom seria que os servos e os ministros de Cristo fossem ativos e perseverantes em fazer o bem, como os seus inimigos s√£o para fazer o mal. Deus pelejar√° esta √ļltima batalha decisiva por seu povo, para que a vit√≥ria seja completa e a gl√≥ria seja para Ele.
Vv. 11-15. Depois dos fatos recém anunciados, rapidamente virá o fim e nada mais é mencionado antes da aparição de Cristo para julgar o mundo. Este será o grande dia: o Juiz, o Senhor Jesus Cristo, vestido de majestade e terror. As pessoas que serão julgadas são os mortos, pequenos e grandes, jovens e velhos; altos e baixos; ricos e pobres. Ninguém é tão vil que não tenha talentos dos quais deverá prestar contas; e ninguém é tão grande que possa se livrar da prestação de contas; não somente os que estiverem vivos quando Cristo vier, mas todos os mortos também. Há um livro de memórias para o bem e para o mal; o livro da consciência dos pecadores, mesmo que antes secreto, então será aberto.
Cada homem recordar√° todos os seus atos passados, ainda que muitos os tenham esquecido h√° muito tempo. Outro livro ser√° aberto, o livro das Escrituras, a regra de vida; representa o conhecimento do Senhor sobre o seu povo e suas declara√ß√Ķes de arrependimento, a f√© e as boas obras deles, mostrando as b√™n√ß√£os do novo pacto. Os homens ser√£o justificados ou condenados por suas obras; Ele provar√° seus princ√≠pios por suas pr√°ticas. Os justificados e absolvidos pelo Evangelho ser√£o justificados e absolvidos pelo Juiz, e entrar√£o para o gozo da vida eterna, n√£o tendo mais que temer a morte, o inferno ou aos homens maus,
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 44
porque todos eles serão destruídos juntamente. Esta é a segunda morte, a separação final entre os pecadores e Deus. Que o nosso grande desejo seja observar se as nossas Bíblias nos justificam ou nos condenam agora; Cristo julgará os segredos de todos os homens conforme o Evangelho. Quem habitará com as chamas devoradoras?
Apocalipse 21
Vers√≠culos 1-8: O novo c√©u e a nova terra: a nova Jerusal√©m onde Deus habita e onde toda a tristeza de seu povo ter√° fim; 9-21: Sua origem, gl√≥ria e sua defesa segura, todas celestiais; 22-27: Sua perfeita felicidade iluminada pela presen√ßa de Deus e do Cordeiro, e o livre acesso das multid√Ķes santificadas.
Vv. 1-8. O novo c√©u e a nova terra n√£o estar√£o separados entre si; na terra dos santos, seus corpos glorificados ser√£o celestiais. O velho mundo com todos os seus problemas e tribula√ß√Ķes ter√° passado. N√£o haver√° mar, o que provavelmente representa de modo adequado a liberta√ß√£o das paix√Ķes contradit√≥rias, das tenta√ß√Ķes, dos problemas, das mudan√ßas e das apreens√Ķes; de tudo que possa interromper ou dividir a comunh√£o dos santos. Esta nova Jerusal√©m √© a Igreja de Deus, no novo estado perfeito, a Igreja triunfante. Sua ben√ß√£o vem totalmente de Deus e depende dEle.
A presen√ßa de Deus com seu povo no c√©u n√£o ser√° interrompida como √© na terra. Ele habitar√° com eles continuamente. Todos os efeitos de tribula√ß√Ķes anteriores ser√£o eliminados. Eles muitas vezes choraram devido aos pecados, √†s afli√ß√Ķes e √†s calamidades da Igreja, por√©m, ali n√£o restar√£o sinais, nem lembran√ßas das ang√ļstias passadas.
Cristo fará novas todas as coisas. Se estamos dispostos e desejosos que o Redentor faça novas todas as coisas em nosso coração e natureza, Ele fará novas todas as coisas acerca de nossa situação, até que nos leve para desfrutar a completa felicidade.
Observe a certeza da promessa. Deus revela todos os seus títulos, Alfa e Omega, Princípio e Fim, como sinal do pleno cumprimento de
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 45
suas promessas. Os prazeres pecaminosos e sensuais são águas envenenadas e barrentas; e os melhores consolos terrenos são como o escasso abastecimento de uma cisterna; quando são idolatradas tornam-se cisternas quebradas, e só produzem afrontas. Porém, os gozos que Cristo distribui são como as águas que brotam de uma fonte; são puras, refrescantes, abundantes e eternas. Os consolos santificadores do Espírito Santo nos preparam para a felicidade celestial, são correntes que fluem para nós no deserto.
Os tímidos não se atrevem a enfrentar as dificuldades da fé, pois seu medo vem de sua incredulidade; porém, geralmente os que são tão covardes a ponto de não se atreverem a tomar a cruz de Cristo, estão, não obstante, tão desesperados que se precipitam em abomináveis maldades. As agonias e os terrores da primeira morte conduzirão a terrores e agonias muito maiores na morte eterna.
Vv. 9-21. Deus tem v√°rias ocupa√ß√Ķes para seus santos anjos. √Äs vezes, tocam a trombeta da provid√™ncia divina e advertem a um mundo indiferente; √†s vezes revelam fatos de natureza celestial aos herdeiros da salva√ß√£o. Os que desejam ter uma clara vis√£o do c√©u devem aproximar-se tanto quanto puderem do c√©u, por meio do monte da medita√ß√£o e da f√©. O tema da vis√£o √© a Igreja de Deus em estado perfeito, triunfante, reluzindo em seu brilho; gloriosa em rela√ß√£o a Cristo, o qual mostra que a alegria do c√©u consiste no relacionamento com Deus, e na conformidade com Ele.
A troca dos símbolos de esposa para cidade mostra que só devemos fazer idéias gerais desta descrição.
O muro é para segurança. O céu é um lugar seguro, e os que ali se encontram estão fora do alcance de todos os males e inimigos, e assegurados contra eles. Esta cidade é enorme; nela há lugar para todo o povo de Deus. O alicerce do muro; a promessa e o poder de Deus e a aquisição de Cristo são os fortes fundamentos da segurança e da felicidade da Igreja. Estes fundamentos eram feitos de doze tipos de pedras preciosas, o que denota a variedade e a excelência das doutrinas
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 46
do Evangelho, das virtudes do Espírito Santo ou da excelência pessoal do Senhor Jesus Cristo.
O céu tem porta; há entrada livre para todos os que são santificados; eles não serão excluídos.
As portas são pérolas. Cristo é a Pérola Preciosa, e Ele é o caminho que nos leva a Deus. A praça da cidade era de ouro puro, como cristal transparente. Os santos do céu pisam em ouro. Os santos estão em repouso ali, mas este não é um estado de sono e ócio; eles têm comunhão não só com Deus, mas também uns com os outros. Todas essas glórias são somente uma frágil representação do céu.
Vv. 22-27. A comunh√£o perfeita e direta com Deus suprir√° completamente o lugar das institui√ß√Ķes do Evangelho. E que palavras podem expressar mais plenamente a uni√£o de igualdade do Filho com o Pai na divindade? Que mundo sombrio seria este nosso se n√£o existisse a luz do sol? O que h√° no c√©u que possa suprir o seu lugar? A gl√≥ria de Deus ilumina a cidade, e o Cordeiro √© a sua luz. Deus em Cristo ser√° uma eterna fonte de conhecimento e gozo para os santos no c√©u. L√° n√£o existe noite; portanto, n√£o √© necess√°rio fechar as portas; tudo est√° em paz e seguran√ßa. Tudo isto nos mostra que devemos ser guiados mais e mais a pensar no c√©u como cheio da gl√≥ria de Deus, e iluminado pela presen√ßa do Senhor Jesus.
Nenhum pecador, nem imundo, idólatra ou falso e enganoso pode entrar ali. Todos os habitantes do céu são aperfeiçoados em santidade. Hoje os santos sentem uma triste mistura de corrupção que os atrapalha no serviço a Deus, e interrompe a sua comunhão com Ele; porém, ao entrarem no Lugar Santíssimo, são lavados no sangue de Cristo e apresentados ao Pai sem manchas.
Ningu√©m que cometa abomina√ß√Ķes ser√° admitido no c√©u. O c√©u est√° livre de hip√≥critas e mentirosos. Como nada imundo pode entrar no c√©u, estimulemo-nos com estas vis√Ķes das coisas celestiais para que usemos toda a dilig√™ncia e a perfeita santidade no temor a Deus.
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 47
Apocalipse 22
Vers√≠culos 1-5: Uma descri√ß√£o da cidade celestial com as figuras da √°gua e da √°rvore da vida, e do trono de Deus e do Cordeiro; 6-19: A verdade e o garantido cumprimento de todas as vis√Ķes prof√©ticas - Esp√≠rito Santo e a esposa, que √© a igreja, convidam e dizem, vem; 20, 21: A ben√ß√£o final.
Vv. 1-5. Todos os ribeiros de consolo terreno são barrentos, porém estes são claros e refrescantes. Dão vida e preservam a vida, para os que bebem deles, e assim fluirão para sempre. Indicam as influências vivificantes e santificadoras do Espírito Santo, segundo são dadas aos pecadores por meio de Cristo. O Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho, aplica esta salvação às nossas almas por seu amor e poder, que a tudo criam de novo.
A √°rvore da vida √© alimentada pelas puras √°guas do rio que saem do trono de Deus. A presen√ßa de Deus no c√©u √© a sa√ļde e a alegria dos santos. Esta √°rvore simboliza Cristo e todas as b√™n√ß√£os de sua salva√ß√£o; e as folhas para curar as na√ß√Ķes significam que o seu favor e presen√ßa suprem de todos os benef√≠cios os habitantes deste mundo bendito.
O Diabo não tem poder ali; não pode desviar os santos de servirem a Deus, nem pode perturbá-los no serviço que prestam ao Senhor. Aqui se fala de Deus e do Cordeiro como sendo um. Ali o serviço significará não somente liberdade, mas também honra e domínio.
Ali não haverá noite, nem aflição, nem tristeza, nada de pausas no serviço ou no prazer, nenhuma espécie de diversão ou prazer de invenção humana serão desejados ali. Quão diferente é tudo isto de todos os pontos de vista puramente humanos e grosseiros, da felicidade celestial, dos que se referem aos prazeres dos pensamentos humanos!
Vv. 6-19. O Senhor Jesus falou pelo anjo, confirmando solenemente o conte√ļdo deste livro, particularmente desta √ļltima vis√£o. Ele √© o Senhor Deus, fiel e verdadeiro. Al√©m disto, falou por seus mensageiros, os santos anjos que anunciaram estes fatos aos santos homens de Deus. Estas coisas devem ter a sua conclus√£o dentro de pouco tempo. Cristo
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 48
logo vir√° e tirar√° todas as d√ļvidas. E falou pela integridade do anjo que havia sido o int√©rprete do ap√≥stolo. Ele se recusou a aceitar a adora√ß√£o de Jo√£o e o repreendeu por oferec√™-la. Isto representa outro testemunho contra a adora√ß√£o id√≥latra de santos anjos. Deus chama cada um a dar testemunho das declara√ß√Ķes feitas aqui. Este livro, conservado aberto, produzir√° efeitos nos homens: O imundo e o injusto o ser√£o ainda mais; por√©m confirmar√°, fortalecer√° e santificar√° ainda mais os que s√£o justos para com Deus.
Nunca devemos pensar que uma f√© morta ou desobediente nos salvar√°, porque o Primeiro e o √öltimo tem declarado que somente aqueles que cumprem os seus mandamentos s√£o bem-aventurados. Este √© um livro que exclui do c√©u todas as pessoas m√°s e injustas, particularmente aquelas que amam e cometem mentiras; portanto, este livro em si mesmo n√£o pode ser uma mentira. N√£o existem pontos nem condi√ß√Ķes intermedi√°rias.
Jesus, que √© o Esp√≠rito da profecia, tem dado √†s suas igrejas a luz matutina da profecia para assegurar-lhes a luz do dia perfeito que se aproxima. Tudo est√° confirmado por um convite geral e direto √† humanidade a participar gratuitamente das promessas e dos privil√©gios do Evangelho. O Esp√≠rito, pela Palavra sagrada, e atrav√©s das convic√ß√Ķes e influ√™ncias na consci√™ncia do pecador, diz: venha a Cristo para a salva√ß√£o. E a noiva, ou toda a Igreja, na terra e no c√©u, diz: Vem, compartilhe a nossa alegria. E para que ningu√©m duvide, acrescenta: E quem quer ou esteja desejoso, venha e tome de gra√ßa da √°gua da vida. Que quem ouve ou leia estas palavras, deseje logo aceitar gratuitamente o convite. Todos os que se atrevem a corromper ou a mudar a Palavra de Deus, seja adicionando palavras, seja subtraindo-as, j√° est√£o condenados.
Vv. 20,21. Logo ap√≥s revelar estas coisas ao seu povo na terra, Cristo parece retirar-se deles voltando para o c√©u, mas assegura-lhes que n√£o se passar√° muito tempo antes que volte outra vez. Enquanto estivermos ocupados nos deveres de nossas diferentes ocupa√ß√Ķes na vida, n√£o importa quais sejam os labores que nos provem, ou as
Apocalipse (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 49
dificuldades que nos rodeiem, ou as ang√ļstias que nos oprimam; ou√ßamos com prazer o nosso Senhor que proclama: "Eis que cedo venho". Ele vir√° para dar fim ao labor e ao sofrimento dos seus servos. "E o meu galard√£o est√° comigo para dar a cada um segundo a sua obra"; com verdadeira abund√Ęncia, para recompensar toda obra de f√© e trabalho de amor. vir√° para receber o seu povo fiel e perseverante, e lev√°-lo para si mesmo, para habitar para sempre naquele mundo bendito. Am√©m! Assim seja! vem, Senhor Jesus.
Uma benção conclui tudo. Pela graça de Cristo devemos ser mantidos na expectativa feliz de sua glória e estar preparados e preservados para ela; sua manifestação gloriosa será de regozijo para os que aqui participam de sua graça e favor. Que todos digam Amém. Tenhamos sede das grandes medidas das influências da graça do bendito Senhor Jesus Cristo para as nossas almas, e de sua presença de graça conosco, até que a glória faça com que a sua graça seja perfeita em nós.
Glória seja dada ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, é agora e será eternamente no mundo sem fim. Amém.

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