quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Viver a verdade da Bíblia. Amém como ele nos ensinou, e deixou. Amém



Mateus 12:  Leia o cap√≠tulo completo: 

34 ---  Ra√ßa de v√≠boras, como podem voc√™s, que s√£o maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que est√° cheio o cora√ß√£o.

Cuidado para sua boca não denunciar o seu coração. Amém :

A missão é!

Amarás o SENHOR teu Deus de todo teu coração e com todo teu entendimento, e ao teu próximo como a te mesmo..

Mostre esse amor, se há em você!

E que amar a Deus de todo o cora√ß√£o e de todo o entendimento, e com todas as for√ßas, bem como amar ao pr√≥ximo como a si mesmo √© muito mais importante do que todos os sacrif√≠cios e ofertas juntos”. 


Meditação para sua Alma
“AMAR√ĀS TEU DEUS DE TODO O TEU CORA√á√ÉO”
“Amar√°s, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu cora√ß√£o, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas for√ßas”, Marcos 12:30 
√Č muito f√°cil passarmos por cima deste vers√≠culo, pensando que o entendemos bem. Mas, na verdade, √© um vers√≠culo e um mandamento que nos passa ao lado por via do uso de boca que fazemos dele. Tantas vezes o recitamos, tantas vezes o usamos que nunca ningu√©m se digna a question√°-lo um pouco que seja, ou mesmo a ver se n√£o tem algo mais a dizer-nos do que aquilo que parece estar a dizer.
N√≥s sabemos que nem sempre usamos a nossa for√ßa toda para podermos fazer algo de forma perfeita. Um pedreiro n√£o emprega toda sua for√ßa para assentar um tijolo com perfei√ß√£o; um homem de amor n√£o usa todo o seu vocabul√°rio para expressar como, quem e porque ama como ama. Quem sabe correr, tem necessariamente de saber andar devagar. Porque Jac√≥ amava o seu rebanho, ele disse ao seu irm√£o: “Meu senhor sabe que estes filhos s√£o tenros e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forem obrigadas a caminhar demais por um s√≥ dia, todo o rebanho morrer√°”, Gen.33:13. O amor dele n√£o lhe permitia usar toda a sua for√ßa e toda a sua pressa para chegar a certo lugar. Uma leoa, quando transporta os seus filhotes em sua boca, n√£o pode empregar toda a for√ßa que tem nas suas queixadas sob pena de matar as suas crias. Amar, para ela, √© saber usar a for√ßa que tem da maneira certa e da maneira mais adequada. N√£o pode usar com os seus filhotes a mesma for√ßa que usa para matar um b√ļfalo. Sabemos que a pessoa de entendimento nem sempre pode empregar todos os seus recursos de intelig√™ncia para obter um melhor entendimento das coisas. Muitas vezes, quanto menos se pensar num assunto, mais f√°cil se torna a sua resolu√ß√£o. O que √© amar e servir de todo entendimento ent√£o? Existem pessoas que se concentram na concentra√ß√£o, de tal forma que n√£o se centram no objecto dos seus pensamentos. Isso faz de n√≥s hip√≥critas enganados, com f√© e amor fingidos e for√ßados, pensando que entendemos quando nada sabemos, achando que fazemos sem sequer havermos come√ßado a fazer ou, no m√≠nimo, come√ßado a saber fazer. E sabemos que, “o fim do mandamento √© o amor que procede de um cora√ß√£o puro, de uma boa consci√™ncia e de uma f√© n√£o fingida; das quais coisas alguns se desviaram e se entregaram a discursos (…) querendo ser doutores da lei, embora n√£o entendam nem o que dizem nem o que com tanta confian√ßa afirmam”,1Tim.1:5-7.
Sendo assim, a pessoa que se esfor√ßa, n√£o √© t√£o perfeita quanto algu√©m que faz sem se aperceber devido √† naturalidade de sua santidade e dedica√ß√£o imperturb√°vel; a pessoa que emprega todos os seus recursos pela for√ßa √© t√£o fingida e carente de verdade quanto o ser√° um fariseu que s√≥ vive de hipocrisia. Cristo liberta-nos para amar e n√£o nos prende para amar e nem nos liberta para sermos amados. Cristo s√≥ nos prende para amarmos como √ļltimo recurso e isso se lhe pedirmos que assim o fa√ßa – o que nem sempre nos ser√° concedido desse jeito, pois, se Ele o fizer conforme queremos e lhe pedimos, pode ser o in√≠cio duma liberdade prometida, mas, nunca de uma liberdade atual. Na verdade, pode ser um novo cativeiro.
Sendo assim, este vers√≠culo torna-se ainda mais estranho e dos mais dif√≠ceis de entender, pois, o termo “toda a alma, toda a for√ßa, todo entendimento” torna-se muito estranho por isso mesmo. O amor √©, muitas vezes, n√£o fazer uso do que temos, do que sabemos, do que ensinamos, do que dispomos para ensinar. Muitas vezes, o nosso sil√™ncio aprende ou ensina mais e melhor do que todas as palavras e vers√≠culos memorizados de toda a B√≠blia em toda a nossa vida. √Č na liberdade do sil√™ncio, na frescura de sermos aquilo que somos, que muitos dos segredos da salva√ß√£o se revelam, revalidam, se comp√Ķem e se manifestam tanto a n√≥s, como por n√≥s. Quem fala muito, peca muito, dizem os Prov√©rbios com raz√£o. Mas, peca no sentido que impede de ouvir, impede que algu√©m possa digerir concedendo-lhe o tempo necess√°rio de digest√£o de verdades, tornando-as, assim, conhecimento em vez de vida pr√°tica e efervescente. Alimentarmo-nos n√£o √© s√≥ comer: √© dar tempo para digerir tudo quanto comemos tamb√©m. Sabemos que, muitas vezes, o ouvir e o falar s√£o coisas opostas. Sendo assim, como amaremos Deus com todo o nosso ouvido se temos, tamb√©m, de amar Deus com todas as nossas palavras? S√£o estas contradi√ß√Ķes aparentes que temos de questionar, pois, por elas, obteremos a raz√£o deste mandamento dentro de todos n√≥s, tendo a percep√ß√£o de qual √© o seu alcance e objetivo final.
O que este mandamento nos quer transmitir, o que este resumo da Lei de Deus nos quer fazer passar, ser√° mais no sentido da disponibilidade de nossos recursos, que no uso ou usufruto dos mesmos. Com isto quero dizer que, mesmo sem usarmos o que somos, n√£o deixaremos de usar o nosso tempo, a nossa atitude, os nossos projetos e recursos para Deus apenas. Vemos que, muitas pessoas, ao haverem lido as suas B√≠blias e entendido tudo que poderiam haver entendido, se persistirem em ler mais ainda, poder√£o abafar verdades para que entenderam e contribuir que se tornem conhecimentos confusos, acusadores totalit√°rios, em teimosias em vez de se tornarem vida pr√°tica pelo uso e pela apet√™ncia de se fazer do jeito de Deus e de forma real, usando todo o nosso tempo dispon√≠vel para a aprendizagem da pr√°tica de tudo quanto aprendemos. O nosso objetivo n√£o √© aprender as coisas, mas antes aprender a fazer as coisas. H√° que ler para sermos recordados do que aprendemos tamb√©m. Nem tudo na Palavra de Deus √© estudo. “Ensinado a observar as coisas” (Mat.28:20) nunca ser√° o mesmo que “ensinado as coisas”. Logo se sentem ociosos e, assim que saem de seus quartos e se sentem pouco atarefados, buscam algo para fazer, disponibilizando o que s√£o para algo que nunca os edificar√° na santidade e na Vida que tentaram aprender. Ser√° logo ali que disponibilizam o seu ser e os seus recursos para aquilo que n√£o devem. Ligam o televisor, falam das vidas de outros, passam o dia jogando, lendo revista – fazem de tudo menos disponibilizar o seu tempo e recursos para a parte interior em primeiro lugar, passando depois √† pr√°tica de tudo aquilo que Deus lhes ensinou naquele tempo de culto privado em seus quartos. √Č por essa raz√£o que, muitas vezes, Deus se recusa ensinar mais quem n√£o aprendeu a li√ß√£o como deveria ter aprendido e com a finalidade com que deveria ter aprendido. “Ent√£o lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, v√≥s que praticais a iniq√ľidade. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as p√Ķe em pr√°tica, ser√° comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”, Mat.7:23-24.
O que a lei de Deus quer dizer para n√≥s, √© que, se n√£o precisamos usar para Deus aquilo que temos, n√£o usaremos para outros deuses e nem para outras coisas. Os nossos recursos ficam aguardando a sua oportunidade de serem usados ao inv√©s de serem usados noutra coisa apenas porque n√£o t√™m o que fazer. Quando a lei de Deus nos diz "de todo o cora√ß√£o", apenas quer dizer que, esteja parado ou sendo usado, todo ele pertencer√° unicamente a Deus - e somente a Ele exclusivamente. Quando n√£o for usado por Deus, descansa e espera a sua oportunidade mantendo-se dispon√≠vel para Jesus, para quando precisar e como Ele precisar.
A indisponibilidade de nossos recursos de cria√ß√£o para algo que n√£o seja de Deus √©, maioritariamente, o que este vers√≠culo nos quer transmitir. Como exemplo disto que quero dizer, usemos as mulheres de Salom√£o para explicar melhor. Ele tinha mil mulheres. Se formos pr√°ticos e analisarmos a estranha vida que Salom√£o levava, vamos achar que, muito dificilmente ele dormiria com todas as suas mulheres num per√≠odo dum ano. Caso ele conseguisse estar com tr√™s mulheres por dia, ele provavelmente conseguiria estar com todas uma vez por ano. Ora, isto √© algo que podemos questionar, mas, deixemos de olhar para o lado de Salom√£o perguntemos uma coisa sobre as mulheres de Salom√£o: elas deixariam de lhe pertencer ou deixavam de ser suas se ele n√£o pudesse estar com elas num per√≠odo dum ano ou dois? Seria essa raz√£o suficiente para elas sa√≠rem em busca de outros homens? Deixariam de ser suas mulheres se nem conseguissem dormir com ele? E se fossem buscar outros homens, achando que tinham raz√£o se o fizessem, n√£o lhes perguntariam porque n√£o haviam pensado nisso antes de casarem com ele? A verdade √© que, sendo fi√©is, elas n√£o estariam dispon√≠veis para outros homens, pois pertenciam a Salom√£o mesmo quando n√£o dormissem com ele. S√≥ estariam dispon√≠veis para ele, quando fossem chamadas. A mesma coisa poderemos dizer de nossos recursos para com Deus: estar√£o dispon√≠veis apenas para Deus e Sua vontade assim que Ele nos chamar e para o que nos chamar - apenas.
A lei de Deus liberta para disponibilizar, para tornar acess√≠vel, pr√°tico e dispon√≠vel sempre que Ele necessite de algo de tudo aquilo que permanecia continuamente e ininterruptamente preso para servir ao pecado em n√≥s e fora de n√≥s – mesmo que servisse Deus ocasionalmente. "Amar√°s o teu Deus de todo teu cora√ß√£o", significa apenas que, “n√£o ter√°s outros deuses diante de mim, n√£o far√°s nenhuma imagem e n√£o as servir√°s”. N√≥s, quando amamos Deus de todo o nosso cora√ß√£o, simplesmente n√£o nos encontramos dispon√≠veis para algo que n√£o seja real, genu√≠no, desprovido de ilus√£o e sem fingimento, aplicando todos os nossos recursos na lei de Deus para sermos transformados a partir do lado de dentro de n√≥s e para sermos pr√°ticos de seguida, sendo aquilo que somos e n√£o apenas aquilo que pretendemos fazer parecer que somos ou que desejar√≠amos ser. “Bem-aventurado o homem que n√£o anda segundo o conselho dos √≠mpios, nem se det√©m no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem o seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e noite. Pois ser√° como a √°rvore plantada junto √†s correntes das √°guas, a qual d√° o seu fruto na esta√ß√£o pr√≥pria e cuja folha n√£o cai; e tudo quanto fizer prosperar√°”, Sal.1:1-3.
A pessoa que não é genuína, faz o mal e tenta encobri-lo com boas obras, com simpatia que em nada é genuína e completamente livre de ser como é. Humildade é sermos o que somos e não colocar uma cara de pobre palhaço estampada em nosso rosto porque somos maus por dentro e queremos atenuar o que somos com a imagem que damos de nós próprios - e isso com o intuito de causarmos a nossa aceitação ou causarmos boa impressão. Amor é aquele que nem se nota já, que ama e se alegra com a alegria dos outros como se fosse a sua e isso sem se dar conta devido à naturalidade e à eficácia prática da real transformação que se operou. Sabedoria é aquela que é sábia e sólida e não aquela que recita tudo: até as vírgulas e pontos finais. As pessoas transformadas, na maioria das vezes, nem notam que mudaram porque estão ativos e concentrados em viver e não em demonstrar. Quem se esforça em demonstrar da maneira evangélica atual, na verdade, ainda não mudou. Muitas vezes são os familiares de quem mudou e foi transformado que notam e comentam sobre a mudança e mesmo assim o próprio até se admira com todos os comentários que fazem acerca dele.
Este mandamento de Deus trata e lida apenas com disponibilidade dos nossos recursos e de todo o nosso ser a seu devido tempo, “na esta√ß√£o pr√≥pria”. Amem.

Ore a Jesus e viva as Palavras dele. Amém



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Pr. Gesiel Gomes - Gide√Ķes 2013

pastor geziel gomes tema o dom da profecia,.Jesus o Mestre

ESFOR√áANDO PARA GANHA ALMAS PARA JESUS. ESP√ćRITO SANTO O AJUDADOR



SEMEADORES DA PALAVRA e-books evangélicos

SUM√ĀRIO

PREF√ĀCIO ........................................................................... 4
PREPARA-TE PARA MAIOR SERVIÇO ................................... 6
1. DESEJO ARDENTE DE GANHAR ALMAS ........................... 8
2. QUE √Č A OBRA DE GANHAR ALMAS? .............................. 16
3. POR QUE DEVEMOS GANHAR ALMAS? ........................... 21
4. QUEM PODE GANHAR ALMAS? ....................................... 26
5. ONDE PODEMOS GANHAR ALMAS? ................................ 38
6. QUANDO DEVEMOS GANHAR ALMAS? ........................... 45
7. COMO PODEMOS GANHAR ALMAS? ............................... 49
8. COMO ENTRAR NO ASSUNTO DA SALVAÇÃO ................. 61
9. A SALVAÇÃO DA ALMA ................................................... 67
10. A PUNIÇÃO ETERNA ..................................................... 77
11. CURA DIVINA ................................................................ 85
12. A SEGUNDA VINDA DO SENHOR ................................... 95
13. O BATISMO NO ESP√ćRITO SANTO ................................ 101
Muitos s√£o os que v√£o expirando, sem ter esperan√ßa de ver Deus: vai depressa lhes anunciando, que Jesus nos leva para os c√©us.”
PREF√ĀCIO
Um dos mais desafiadores j√° apresentados ao crist√£o √© este: “A tarefa suprema da Igreja √© a evangeliza√ß√£o do mundo.”
A √ļnica defesa da Igreja √© ganhar almas.
Ela nasceu no ardor da evangelização. Estará arruinada sempre que seus membros deixarem de alcançar o perdido.
No mundo hoje vivem mais de um bilh√£o e quatrocentos milh√Ķes de almas que nunca foram alcan√ßadas pelo Evangelho de Cristo!
H√° hoje no mundo mais de quatrocentos milh√Ķes de almas n√£o evangelizadas, do que na gera√ß√£o passada.
Hoje mais de um quarto de todas as na√ß√Ķes, um ter√ßo da superf√≠cie da terra, e metade da popula√ß√£o mundial est√£o sob a influencia do comunismo ateu.
Será que como cristãos estamos apercebidos disto? Será? Lembramo-nos de que como indivíduos, somos a Igreja de Cristo? Para que existe no mundo a Igreja Cristã?
Ela não é uma grande arca, em que podem flutuar os favoritos, felizes, e sem cuidado algum, por sobre o mar da vida até chegar à praia áurea.
Ela não é uma companhia de seguros, à qual se podem pagar prêmios e se ficar inteiramente livre do fogo do inferno!
A Igreja n√£o √© um clube social, cujos membros se re√ļnem ocasionalmente para gozar a companhia uns dos outros, se divertirem, e trocarem id√©ias!
N√£o √© uma casa de sa√ļde em que os deformados espirituais e os moralmente an√™micos tratam de seus males heredit√°rios. N√£o.
A Igreja de Cristo é uma instituição ganhadora de almas, a proclamar, a tempo e fora do tempo, que Jesus Cristo salva a todos os homens que O aceitarem.
ESFORÇA-TE
PREPARA-TE PARA MAIOR SERVIÇO
H√° uma id√©ia de que a arte de ganhar almas √© de Deus e que, portanto, n√£o √© necess√°rio estudar o assunto. Por√©m, apesar de pertencer ao Senhor, Ele manda: “Esfor√ßa-te para te apresentar diante de Deus aprovado como obreiro que n√£o tem de que se envergonhar, e que maneja bem a palavra da verdade”. (2 Tim√≥teo 2.15).
O barbeiro sabe cortar o cabelo. O m√ļsico sabe tocar seu instrumento. Todo artista sabe exercer a sua profiss√£o. Mas quantos crentes sabem executar seu oficio, que √© o mais glorioso de todos, o de ganhar almas para Cristo?
A moça que anda na moda tem um espelho para se apresentar diante do próximo. Muitas vezes o crente procura ganhar almas para se apresentar diante dos homens. Mas o alvo, nestes estudos, será de nos apresentarmos diante de Deus.
√Č com o pincel que o pintor tem destreza. √Č com o fuzil que o soldado √© perito. Mas √© a Palavra de Deus que o crente deve manejar bem. Com este alvo √© necess√°rio estudar, gravar no cora√ß√£o e orar, para adquirir habilidade em usar as passagens indicadas nestes cap√≠tulos.
Quantas vezes ficamos impressionados com o fato de certos homens terem de se envergonhar, quando chegarem perante o Salvador? Ninguém se envergonhará mais do que nós, se não nos
esforçarmos por nos apresentar diante de Deus, como obreiros que sabem manejar bem a Palavra.
Preparamos este livrinho para aux√≠lio daqueles que desejarem serem mais h√°beis no manejo da Palavra. O pastor que ensina a seus membros estas li√ß√Ķes, com ora√ß√£o, s√≥ pode ver grandes frutos. √Č, tamb√©m, de suma import√Ęncia, que cada um guarde um manual deste assunto, constantemente ao seu lado.
Apresentamos este livro, mais como um trabalho de compila√ß√£o das obras de Dr. Torrey, senhora Turnbull, e material colecionado durante alguns anos, do que um trabalho propriamente nosso. Uma grande parte √© tradu√ß√£o do livro “Personal Worker’s Course, da Gospel Publishing House”, Springfield, Missouri, U.S.A.
Houve uma grande demonstra√ß√£o nas ruas da cidade de Nova Iorque, na qual marchavam doze mil pessoas. Iam na posi√ß√£o tr√™s carros preparados para levar um grande n√ļmero de homens, mulheres e crian√ßas. Num dos carros ia um juiz do Supremo Tribunal e, num outro, um menino da rua, vestido de trapos. No lado dos carros foram escritas as seguintes palavras: “Todas estas pessoas foram salvas da morte pelos bombeiros de Nova Iorque”. Ap√≥s os carros, marchavam estes homens, valentes soldados condecorados, enquanto centenas de milhares os aplaudiram.
Meditemos no gozo eterno que fará palpitar o coração daqueles que, seguindo seu Senhor, esquecidos dos sacrifícios, gastaram suas vidas arrebatando homens de fogo eterno. Estes, salvos, não somente serão o motivo do maior gozo perante o Senhor, mas serão também, a nossa coroa (Fil. 4.1)
CAP√ćTULO 1
DESEJO ARDENTE DE GANHAR ALMAS
Já ganhaste uma alma para Cristo? Já experimentaste? Conheces alguém atualmente na glória, com Cristo, levado por ti a Ele? Ou conheces alguém que está no caminho para o céu, porque o informaste do Salvador?
Se fossem desvendados os teus olhos, neste momento, para contemplar a eternidade, e se te fosse revelado que tens de passar para lá, neste ano não desejarias depositar aos pés do Salvador algum presente como prova de teu amor? Pode haver um presente tão precioso ou aceitável ao Mestre, como uma alma ganha para Ele, durante um ano?
As palavras dos maiores, na hist√≥ria da Igreja de Cristo, revelam como o cora√ß√£o os abrasava com este desejo; vamos citar algumas express√Ķes:
Knox, assim rogava a Deus: “D√°-me a Esc√≥cia ou eu morro!”
Whitefield, implorava: “Se n√£o queres dar-me almas, retira a minha!”
Diz-se de Aleine: “Era insaciavelmente desejoso de convers√£o de almas, e para este fim derramava seu cora√ß√£o em ora√ß√£o e prega√ß√£o”
Jo√£o Bunyan, disse: “Na prega√ß√£o n√£o podia contentar-me sem ver o fruto do meu trabalho”.
Assim dizia Mateus Henry: “Sinto maior gozo em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de ouro e prata, para mim mesmo”.
D. L. Moody: “Usa-me, ent√£o, meu Salvador, para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui est√° meu pobre cora√ß√£o, uma vasilha vazia, enche-me com a Tua gra√ßa”.
Henrique Martyn, ajoelhado na praia da √ćndia, onde fora como mission√°rio, dizia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”.
Jo√£o Hunt, mission√°rio entre os antrop√≥fagos, nas ilhas de Fidji, no leito de morte, orava: “Senhor, salva Fidji, salva Fidji, salva este povo. √ď Senhor, tem miseric√≥rdia de Fidji, salva Fidji!”
Jo√£o McKenzie, ajoelhado √† beira do Lossie, clamava: “√ď Senhor, manda-me para o lugar mais escuro da terra!”
Praying Hyde, mission√°rio na √ćndia, suplicava: “√ď Deus, d√°-me almas ou morrerei!”
Quando aqueles que assistiam a morte de Davi Stoner, pensavam que seu esp√≠rito j√° tivesse voado, ele se levantou na cama, e clamou: “√ď Senhor, salva pecadores! Salva-os as centenas e salva-os aos milhares!”, e findou a sua obra na terra. O desejo ardente da sua vida, dominava-o at√© a morte.
Davi Brainerd falava: “Eis-me aqui, Senhor. Envia-me a mim! Envia-me at√© os confins da terra: envia-me aos b√°rbaros habitantes das selvas; envia-me para longe de tudo que tem o nome de conforto, na terra; envia-me mesmo para a morte, se for no Teu servi√ßo e para o progresso do Teu reino”.
Ele escreveu: “Lutei pela colheita de almas, multid√Ķes de pobres almas. Lutei para ganhar cada alma, e isto em muitos lugares. Sentia tanta agonia, desde o nascer do sol at√© anoitecer, que ficava molhado de suor por todo o corpo. Mas, oh! Meu querido Senhor suou sangue pelas pobres almas. Com grande √Ęnsia eu desejava ter mais compaix√£o”.
Brainerd podia dizer de si: “N√£o me importava o lugar ou a maneira que tivesse de morar, nem por qual sofrimento tivesse de passar, contanto que pudesse ganhar almas para Cristo. Quando dormia, sonhava com essas coisas, e ao acordar, a primeira coisa em que me ocupava essa era grande obra; n√£o tinha outro desejo a n√£o ser a convers√£o dos perdidos”.
Encontrava-se Jo√£o Welsh, nas noites mais frias prostrado no ch√£o, chorando e lutando com o Senhor, por seu povo. Quando sua esposa implorava que explicasse a raz√£o de sua √Ęnsia, respondia: “Tenho que dar conta de tr√™s mil almas e n√£o sei como est√£o”.
O profeta Jeremias: “Se eu disser: N√£o farei men√ß√£o dele, nem falarei mais em Seu nome, h√° no meu cora√ß√£o como fogo ardente, encerrado nos meus ossos, e estou cansado de sofrer, e n√£o posso conter-me”. (Jer 20.9)
O ap√≥stolo Paulo: “Tornei-me tudo para todos, para de todo e qualquer modo salvar alguns”. (1 Cor 9.22)
O sentimento do Filho de Deus: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”. (2 Tim 1.15)
O desejo do Pai celestial: “Pois assim amou Deus ao mundo, que deu Seu Filho unig√™nito, para que todo o que nele cr√™, n√£o pere√ßa, mas tenha a vida eterna”. (Jo√£o 3.16)
D. L. Moody conta o seguinte, explicando como Deus o dirigiu a deixar tudo para passar o resto da vida no servi√ßo de ganhar almas: “N√£o perdi a vis√£o de Jesus Cristo, desde o primeiro dia que O encontrei, na loja em Boston, onde era caixeiro. Por√©m durante alguns anos achava que n√£o podia trabalhar para Deus. Ningu√©m me pediu para que fizesse alguma coisa em favor do Evangelho.
Quando fui a Chicago, aluguei cinco assentos na Igreja, e sa√≠a e me esfor√ßava para encher os bancos, com mo√ßos que encontrava nas ruas. N√£o falava a estes acerca das suas almas; julgava eu que falar aos pecadores era trabalho dos anci√£os. Depois de algum tempo de assim trabalhar, abri uma Escola Dominical, em outra parte da cidade. Para mim, a √ļnica coisa era ter o maior n√ļmero na Escola, e trabalhava com este alvo. Quando a assist√™ncia era de menos de mil pessoas, eu ficava perturbado; e quando subia a mil e duzentas ou a mil e quinhentas ent√£o me alegrava. At√© ent√£o ningu√©m fora convertido; n√£o houvera colheita. Ent√£o, Deus me iluminou.
Havia na escola uma classe de mo√ßas que eram, sem d√ļvida, as mais vaidosas que eu jamais encontrara. Num domingo o professor estava doente, e eu ensinei a classe. Zombaram de mim na minha presen√ßa e eu fui tentado a expuls√°-las, para nunca mais voltarem. Durante a semana, o professor entrou na loja onde eu trabalhava. Vi que ele estava p√°lido e muito doente. “Que tens?” perguntei-lhe. – “Tive outra hemorragia nos pulm√Ķes. O m√©dico diz que n√£o posso ficar em Lake Michigan, e vou para o Estado de Nova Iorque. Por mim, vou para casa para morrer”. Ele parecia muito perturbado e quando perguntei a raz√£o, respondeu: “Ora, nunca dirigi uma mo√ßa da minha classe para Cristo. Acho que realmente tenho feito mais mal do que bem, √†s mo√ßas”.
Nunca tinha ouvido alguém falar nisso, e fiquei meditando.
Depois de um pouco, eu disse: “N√£o achas bom ir dizer-lhes o que sentes? Irei, tamb√©m, numa carruagem, se queres ir”. Ele concordou e sa√≠mos juntos. Foi uma das melhores viagens que jamais fiz na terra. Fomos √† casa de uma das mo√ßas e o professor falou pra ela acerca da alma. Ent√£o, n√£o se ria mais. L√°grimas apareceram-lhe nos olhos. O professor depois de explicar o caminho da salva√ß√£o, sugeriu que or√°ssemos. Pediu que eu orasse. Em verdade, nunca fizera tal coisa, nunca orara a Deus que convertesse a uma mo√ßa, e na mesma ocasi√£o, por√©m, oramos, e Deus respondeu √† ora√ß√£o.
Fomos √† casa das outras mo√ßas. Quando ele subia a escada, faltava-lhe o f√īlego, mas explicava √†s mo√ßas o prop√≥sito de nossa visita. E, sem muita demora, ficaram quebrantadas e come√ßaram a buscar salva√ß√£o.
Quando ele n√£o podia mais andar, levei-o de novo para sua casa. No dia seguinte sa√≠mos outra vez. Passara-se dez dias, e chegou de novo √† loja, com o rosto brilhando. “Sr Moody”, disse ele, “a ultima j√° se entregou a Cristo”. Como foi grande o nosso regozijo! Ele tinha de partir na noite do dia seguinte; chamei sua classe para uma reuni√£o de ora√ß√£o, e l√°, Deus acendeu um fogo na minha alma, que nunca mais se apagou. O maior alvo da minha vida era ser comerciante pr√≥spero; se tivesse sabido que estava para perder este alvo, √© prov√°vel que n√£o teria ido. Mas quantas vezes agrade√ßo a Deus, depois daquele culto!
O professor que estava para morrer, sentou-se no centro da classe e falava-lhes, lendo o capitulo catorze de Jo√£o. Experimentamos cantar o hino: “Benditos la√ßos s√£o, os do fraterno amor”, e depois ajoelhamo-nos para orar. Quando eu queria levantar-me da ora√ß√£o, uma das mo√ßas da classe come√ßou a orar por seu professor, j√° moribundo, outra orou e, depois outra; e antes de nos
levantarmos, a classe inteira tinha orado. Quando sa√≠mos, disse pra mim mesmo: “√ď Deus, deixa-me morrer antes de perder a ben√ß√£o que recebi aqui, esta noite!”
No dia seguinte, fui √† esta√ß√£o despedir-me do professor. Antes de sair o trem, chegaram, uma a uma, todas as mo√ßas da classe sem haver qualquer combina√ß√£o. Que culto! Experimentamos cantar, mas s√≥ pod√≠amos chorar. A √ļltima coisa que vimos do professor, na plataforma do √ļltimo carro, com o dedo apontado para cima, implorava que a classe o encontrasse no c√©u.
Eu não sabia o preço que tinha de pagar por causa desta experiência. Não tinha mais habilidade para o comércio, tinha perdido o gosto de negociar. Tinha provado algo de um outro mundo, e não queria mais ganhar dinheiro. Durante alguns dias depois, tive a maior luta da minha vida. Devia deixar o comércio e entregar-me inteiramente à Obra de Cristo, ou não? Nunca me arrependi da minha escolha. Oh, a delícia de dirigir alguém das trevas, à luz gloriosa do Evangelho!
Na primeira guerra mundial, um mo√ßo foi levado ao hospital, sofrendo ferimentos em quase todo o corpo. Em grande agonia, suplicava √† enfermeira que lhe desse algo para dormir, para jamais acordar. Ela recusou e ele come√ßou a implorar ao m√©dico: “Tenha compaix√£o de mim. Fa√ßa com que eu durma. Por que devo viver? Estou completamente inutilizado. N√£o posso mais servir √† p√°tria nem ao pr√≥ximo. D√™-me um al√≠vio”. Quando o m√©dico tamb√©m recusou, rogou que escrevessem ao rei, pedindo licen√ßa para que findassem com seus sofrimentos. Para apazigu√°-lo, o m√©dico escreveu ao rei Jorge, contando o caso do soldado valente que fora vencido pela dor. Chegou um telegrama para o soldado: “Teu rei precisa de ti. (a) Jorge”. O soldado, logo corou √Ęnimo e ficou bom.
A mensagem direta para todo crente, √© a mesma: “Teu Rei precisa de ti, ara proclamar a mensagem a todas as criaturas”.
QUERES FAZER QUATRO COISAS BOAS?
1. Escreve uma lista, os nomes de pessoas que queres ganhar para Cristo, e todos os dias pede a Deus, em oração, que as salve.
2. Deixa ao lado de cada nome, lugar para indicar quando tiveres a resposta.
3. Agradece a Deus e dá-lhe glória por toda a alma salva.
4. Assenta no coração ter alvo certo. Data e assina o seguinte:
GANHAR UMA ALMA
Procuro, com auxílio do Senhor, ganhar uma alma cada ano (ou mês), e levá-la a fazer o mesmo.
Data: _____/ _____ / _____
Nome:____________________________
QUESTION√ĀRIO
1. Recitar 2 Timóteo 2.15.
2. Citar algumas coisas em que podemos esforçar-nos para ganhar almas.
3. Que temos de manejar bem para levar almas ao Salvador?
4. Que disse o profeta Jeremias acerca de seu desejo ardente de testificar de Deus?
5. Que disse o apóstolo Paulo neste sentido?
6. De todos, quem tinha o alvo mais sincero e claramente tra√ßado para gastar a vida em ganhar almas? Dar a raz√Ķes pela resposta.
CAP√ćTULO 2
QUE √Č A OBRA DE GANHAR ALMAS?
1. Não é profissão. Deus nunca quer que a obra mais elevada e santa, a de ganhar almas, se torne uma profissão. Mas o amor à fama, o amor ao salário e o amor de governar leva muitos a vestirem-se com trajes eclesiásticos e aceitar títulos de oficio. Na história da Igreja, as grandes colheitas de almas foram sempre fruto daqueles que trabalhavam sem idéia de profissionalismo, anunciando a Palavra por toda parte, à sua própria custa.
2. N√£o √© dar esmola. Muitos crentes est√£o deixando mais e mais de anunciar a mensagem que d√° vida √† alma, para dar comida e roupa aos pobres. Que a Igreja, deve compadecer-se dos pobres e dar, √© certo, mas n√£o ser√° o n√ļmero total de Paes distribu√≠dos que o Juiz quer ver no √ļltimo dia, mas o n√ļmero de almas salvas. P√£es e roupas n√£o podem estancar a sede da alma: “Todo o que bebe desta √°gua, tornar√° a ter sede.”
3. Ganhar almas não é reformá-las. Não se deve pensar nem dar a entender ao perdido, que a salvação é adquirida pelo fato de alguém levantar a mão, deixar de fumar, recusar a bebida forte, e abandonar todos os vícios. Se o homem pudesse salvar-se, só exercer o poder da vontade, Deus não teria dado Seu Filho para sofrer a agonia do Getsêmani e do Calvário.
4. Ganhar almas n√£o √© magnetiz√°-las. A alma atra√≠da pela personalidade ou eloq√ľ√™ncia do pregador permanece fiel s√≥ durante o tempo que o pregador fica com ele. “Meu ensino e a minha prega√ß√£o
n√£o foram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstra√ß√£o do Esp√≠rito e de poder, para que a vossa f√© n√£o se baseie na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”. (1 Cor 2. 4-5). O grande n√ļmero de almas que Paulo ganhou para Cristo, n√£o foi atra√≠da pela personalidade de ap√≥stolo. “Sua presen√ßa corporal √© fraca” (2 Cor 10.10). Diz-se J√īnatas Edwards, poderoso em ganhar almas, em tempos passados, escrevia seus serm√Ķes por extenso; lia-os em voz mon√≥tona, p√°gina por p√°gina, segurando o manuscrito perto dos olhos porque era m√≠ope; e, apesar disto, algumas vezes os do audit√≥rio agarravam-se aos bancos com medo de cair no inferno dos pecadores, t√£o vividamente representadas em palavras de fogo, e de tal forma, que multid√Ķes foram conquistadas para Deus. Era a Palavra do Senhor que os atra√≠a e n√£o a personalidade do homem.
5. Ganhar almas √© pescar. “Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens” (Mat 4.19). “Eu vos farei!” Ent√£o, os pescadores de homens s√£o feitos por Cristo. Todos os dons necess√°rios, Ele lhes concede.
“Ser√°s pescador de homens” (Luc 5.10). A palavra nesta passagem no original traduzida literalmente, quer dizer: “Apanhar homens vivos”, dando a id√©ia de salv√°-los completamente do perigo mais horr√≠vel. Encontra-se esta palavra s√≥ uma vez nas Escrituras, em 2 Tim 2.26: “E se livrem do loco do Diabo tendo sido feitos cativos, (apanhados vivos) por ele”. Satan√°s tamb√©m apanha almas vivas! Que hoste grande de cativos ele est√° conduzindo para o inferno! Alguns dos nossos queridos est√£o na prociss√£o, e n√≥s permanecemos inativos?
6. Ganhar almas √© ceifar. “Rogai pois, ao Senhor da seara, que envie trabalhadores para a Sua seara” (Mat 9.38). N√£o √© o dinheiro, nem os crentes, que envia o ceifeiro para suportar o calor, e o labor do dia inteiro, mas, sim, “o Senhor da seara”. “Aqueles que semeiam
em l√°grimas, com j√ļbilo ceifar√£o. Embora algu√©m saia chorando, levando a semente para semear, tornar√° a vir com j√ļbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126. 5-6)
7. Ganhar almas é procurar o que se havia perdido. Toda a circunvizinhança comove-se ao saber que uma criancinha se perdeu no deserto. O pastor fiel não pode descansar, nem provar comida, a noite inteira, se não achar a ovelha perdida. Leia o capítulo 15 de Lucas e peça a Cristo que lhe dê a Sua compaixão abrasadora para com um mundo pródigo, e lhe ensine a procurar almas perdidas.
8. Ganhar almas é privilégio supremo do crente. Nem a Gabriel, nem a Miguel, nem a qualquer dos anjos dos céus, é permitido participar desse gozo de ganhar almas.
Um dos mais conhecidos mission√°rios na Turquia foi convidado a assumir o cargo de c√īnsul, numa das maiores cidades daquele pa√≠s, com sal√°rio de pr√≠ncipe, mas n√£o aceitou. “Por que n√£o aceitou? Perguntou-lhe um mo√ßo, admirado. “Porque recuso rebaixar-me a ser embaixador ou c√īnsul”, foi a resposta calma.
“Os que forem s√°bios, resplandecer√£o como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justi√ßa, como as estrelas para todo o sempre” (Dan 12.3).
9. Ganhar almas √© lev√°-las a ter contato com Cristo. Diz-se J√īnatas Goforth: “O alvo da sua vida foi levar homens a Cristo at√© √† hora da sua morte”.
Quantas vezes estamos satisfeitos quando o perdido vem somente para orar. O nosso dever é levá-lo a ter contato com o Cristo vivo.
N√£o devemos abandon√°-lo depois de salvo, mas lev√°-lo a continuar perante o Senhor. Saulo, salvo no caminho de Damasco,
estava pronto a começar a trabalhar para Cristo. Mas foi enviado à cidade, esperando, nas trevas, durante três dias, que Cristo fosse formado nele (compare Gal 4.19).
N√£o h√° est√≥ria mais gloriosa, entre todos os mission√°rios, do que a de Carlos de Foucald. Nasceu-se e criou-se no seio de uma fam√≠lia nobre, com toda pompa e luxo. N√£o zombava da religi√£o, mas o seu √ļnico interesse era divertir-se. Ocupava um lugar de honra no ex√©rcito, quando, na casa de parentes, em Paris, encontrou Ruvelin. Quis entrar em pol√™mica com o pregador, mas este, depois de olhar para ele por alguns momentos, pediu-lhe que se ajoelhasse e orasse, confessando seus pecados. O mo√ßo n√£o o quis fazer, dizendo que n√£o viera pra confessar seus pecados. Contudo, o homem de Deus insistiu em que se ajoelhasse. Admirado, de Foucauld obedeceu e foi compungido em sua alma, a confessar a Deus, as faltas de uma vida desperdi√ßada, da qual antes n√£o fora despertado. N√£o houve qualquer argumento entre os dois, nem troca de id√©ias, mas o contrito, Carlos de Foucauld, desde aquele dia n√£o olhou para tr√°s. Nunca houve algu√©m que abandonasse a velha vida mais sinceramente do que ele. Renunciou a todas as riquezas materiais e confortos da vida, para levar os silv√≠colas ao Salvador. No lugar onde o Senhor o colocou, foi fiel at√© a morte, morte de m√°rtir.
O segredo da vida vitoriosa deste mission√°rio estava em ter contato com o Salvador vivo, contato que nunca perdeu.
QUESTION√ĀRIO
1. Mencionar tr√™s id√©ias err√īneas acerca da obra de ganhar almas.
2. Mostrar o erro de cada uma.
3. Quem faz do crente um pescador de homens?
4. Qual é tradução literal de Lucas 5.10?
5. √Č pelos crentes, pelo desejo de sal√°rio, ou por quem o obreiro √© constitu√≠do pescador de almas?
6. Citar uma passagem que mostre ser necess√°rio procurar as almas para salv√°-las.
7. Porque se diz que ganhar almas é o nosso maior privilégio?
8. Qual é a resposta melhor à pergunta: Que é a obra de ganhar almas?
9. Que nos ensinam as palavras: “filhinhos meus, por quem de novo sinto as dores de parto, at√© que Cristo seja formado em v√≥s”?
“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem h√° de ir por n√≥s? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.”
CAP√ćTULO 3
POR QUE DEVEMOS GANHAR ALMAS?
1. Porque Cristo o quer. “Ide por todo o mudo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mar 16.15).
Pode o crente lavado no precioso sangue do Calv√°rio recusar-se a este pedido? S√≥ queremos receber ou estamos tamb√©m prontos a dar? Abrimos os nossos cora√ß√Ķes para as maravilhas de Jo√£o 3.16, e fechamo-lo √†s responsabilidades em 1 Jo√£o 3.16?
Dizemos que estamos ocupados ou enfadados? Estavam ocupados nos céus, de forma que Jesus não pudesse descer e nos redimir? Estava Jesus casado em demasia, sentado a pé da fonte de Jacó, para falar a palavra que levou o povo, de uma vila, a Deus? Estava ocupado demais com a multidão, a ponto de não ouvir o clamor do cego Bartimeu? Estava com muita pressa para não responder ao desejo da mulher que O tocou, entre o povo? Estava com pressa demais para não ouvir aos dez leprosos, na estrada?
Nós, que já O recebemos, estamos fazendo como os nove que não voltaram para glorificar-lhe?
Mesmo na cruz, pagando por nossos pecados, n√£o estava ocupado demais para atender a um pobre salteador.
2. Porque somos devedores. “O que toma emprestado e n√£o paga, √© in√≠quo” (Sl 37.21). Muitos t√™m uma consci√™ncia sens√≠vel a pagar toda a d√≠vida, mas esquecem que todos os crentes devem ao pr√≥ximo. “Eu
sou devedor a gregos e a b√°rbaros, a s√°bios e a ignorantes; assim, quanto √© em mim, estou pronto para anunciar o Evangelho” (Rm 1.14-15). Quando recebemos o Evangelho, tornamo-nos devedores e devemos entregar o mesmo Evangelho. (Atos 20.26-27. Compare Ez 3.18; 1 Cor 9.16; Mat 25.26-30)
3. Porque as almas est√£o perdidas. Os que andam na estrada larga chegar√£o √† destrui√ß√£o. Alguns andam nela propositadamente, mas outros andam porque n√£o conhecem a “estrada que conduz √† vida”. Mas, todos que andam nela est√£o perdidos. N√£o devemos n√≥s ficar na entrada do caminho para os c√©us e convidar os homens a andarem conosco?
A vis√£o duma mission√°ria, nas trevas densas da √ćndia
Os tambores soavam a noite inteira, e a escurid√£o me envolvia, como se fosse um ser vivente. N√£o podia dormir, mas deitada, com os olhos abertos, parecia que via o seguinte:
Eu estava de p√© sobre a grama, √† beira dum abismo. Olhei, mas n√£o podia ver o fundo; havia somente nuvens horr√≠veis e profundezas insond√°veis. Afastei-me, at√īnita.
Então percebi vultos de pessoas andando, uns após outros, pelo gramado. Estavam marchando para a beira do abismo. Vi uma mulher com uma criança nos braços e outra a seu lado, segurando-se-lhe no vestido. Ela estava bem na margem! Vi, então, que era cega. Levantou o pé para dar um passo mais, e caiu, e a criança foi com ela. Oh que grito!
Vi também uma multidão de gente procedente de todos os lados. Todos eram cegos; todos andavam em direção à margem do
precipício. Quase todos gritavam quando se sentiam caindo, e levantavam as mãos, como se quisessem segurar-se em alguma coisa ara não cair, enquanto outros passavam e caíam, calados.
Então senti grande agonia: Por que não havia alguém para preveni-los do perigo? Eu não podia fazê-lo. Estava paralisada no lugar e não podia clamar. Apesar de fazer os maiores esforços, só podia cochichar.
Depois vi que ao longo da margem, estavam postas algumas sentinelas. Por√©m o espa√ßo entre elas era grande demais, e nestes lugares ca√≠am multid√Ķes de pessoas cegas, sem serem prevenidas. A verde grama parecia-me encarnada, como o sangue; e o abismo parecia a boca aberta do inferno.
Ent√£o vi, como se fosse um quadro de paz, um grupo de gente debaixo de algumas arvores, com as costas viradas para o abismo: estavam fazendo enfeites de flores. √Äs vezes, quando um grito agudo rompia o silencio, eles se turbavam e se queixavam do barulho. E, se algu√©m se levantava para ir acudir-lhes, lhe seguravam, dizendo: “Por que est√°s perturbado? N√£o tens acabado a tua grinalda. √Č feio ires e deixar-nos trabalhando”.
Havia um outro grupo: era de pessoas que se esfor√ßavam em mandar mais sentinelas, mas poucas queriam ir; em alguns lugares havia espa√ßos de alguns quil√īmetros, sem sentinelas na margem do abismo.
Vi uma moça parada, sozinha, num lugar, evitando que alguém caísse, mas sua mãe e outros parentes chamaram-na, dizendo que era tempo para as suas férias e que não devia deixar o costume de gozar. A moça, sentindo-se cansada e obrigada a fazer uma mudança, retirou-se por um tempo. Mas ninguém foi enviado para
guardar o lugar que ela deixara, e as pessoas caíam constantemente, como uma cachoeira de almas.
Num certo ponto, uma criança, ao cair, agarrou-se numa moita de capim, que estava na margem do abismo. Ficou pendurada, chamando, pedindo socorro, mas ninguém prestava atenção. Por fim arrancou-se o capim pelas raízes, e a criança caiu, dando um grito, tendo as mãozinhas ainda agarradas ao capim.
A moça que desejava estar de novo no seu lugar, pensava ter ouvido o grito da criança. Mas quando falou em voltar, foi reprovada pelos parentes, que diziam não haver necessidade, que o lugar seria guardado por outro. Então cantaram um hino.
Enquanto cantavam o hino, ouvia-se outro som, como se fosse a dor de milh√Ķes de cora√ß√Ķes exprimida numa s√≥ gota, num s√≥ solu√ßo. Sobreveio-me um horror de grandes trevas, porque entendi que era o grito de sangue.
Ent√£o trovejou a voz, a voz do Senhor, que disse: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irm√£o est√° clamando a mim deste a terra”.
Os tambores continuavam a tocar pesadamente, e a escurid√£o ainda tremia ao redor de mim! Ouvia os gritos dos que dan√ßavam a dan√ßa dos dem√īnios e o triste clamor dos endemoninhados, fora de nosso port√£o.
Que importa? H√° muitos anos que isso acontece. Continuar√° acontecendo por muitos anos ainda. Por que falar de uma coisa que tem de ser?
√ď Deus nos perdoe! Deus nos acorde! Que Deus nos fa√ßa sentir a nossa dureza!
QUESTION√ĀRIO
1. Recitar Marcos 16.15; Jo√£o 3.16 e 1 Jo√£o 3.16.
2. Que se deve dizer ao crente que se desculpa em estar ocupado demais e n√£o pode ganhar as almas perdidas?
3. Citar duas passagens que mostram que, logo quando recebemos o Evangelho, nos tornamos devedores a todos os perdidos.
4. Recitar Mateus 7.13 e contar a vis√£o da mission√°ria na √ćndia.
CAP√ćTULO 4
QUEM PODE GANHAR ALMAS?
1. S√≥ o crente que tem a certeza da salva√ß√£o. H√° muitos que querem salvar o pr√≥ximo, sendo eles mesmos perdidos. √Č-nos imposs√≠vel elevar o pr√≥ximo a um grau mais alto do que aquele em que estamos. O individuo que quer ganhar almas, deve ter, primeiramente, uma experi√™ncia definida de sentir-se perdido (1 Tm 1.15), e a certeza de que Cristo levou os seus pecados no Seu corpo, na cruz e que Ele est√° diariamente libertando-o do poder do pecado. √Č s√≥ depois de nascer de novo que o homem pode levar o pr√≥ximo a ser uma nova criatura; s√≥ depois de passar tudo √© que pode testificar: “Passou o que era velho, eis que tudo se fez novo”.
J. Hudson Taylor disse: “Cristo jamais enviou um cansado a trabalhar; nunca enviou um faminto, doente ou desanimado a qualquer servi√ßo. N√£o! Para tais, a B√≠blia diz: “vinde,vinde, vinde”.
2. S√≥ o crente que tem vit√≥ria sobre o pecado. Muitas vezes, o que somos troveja tanto, que o pr√≥ximo n√£o entende o que dizemos. Se as nossas palavras n√£o est√£o acompanhadas de uma vida irrepreens√≠vel, elas tornam-se como d√°divas sem amor, “como o bronze que soa, ou como o c√≠mbalo que retine”.
“Somos embaixadores por Cristo” (2 Cor 5.20). O embaixador tem de representar fielmente o soberano que o envia. Nosso Soberano √© o Rei dos reis e o Senhor dos senhores! Esforcemo-nos em represent√°-lo fielmente, nesta terra onde somos “forasteiros e peregrinos”.
Foi-nos concedida uma posição mais alta que qualquer outra oferecida pelo mundo; porém, as exigências são também maiores. Não devemos manchar o Nome do Nosso Senhor, por nossas palavras, nossos atos ou nosso modo de aparecer.
Fomos chamados para ser um “povo peculiar”, “n√£o conformados com este mundo, mas... transformados”. O mundo que tem os olhos fitos em n√≥s, olha √†s vezes porque quer saber: √†s vezes porque est√° duvidando, √†s vezes porque est√° desejando, e √†s vezes porque n√£o cr√™. Somos para a gl√≥ria de Cristo, ou para Seu desprezo? Estamos manifestando o poder daquele que “pode salvar completamente”? (Hb 7.25)
Estamos provando, pelo viver, que as riquezas de Cristo excedem em resplendor a todas as riquezas do mundo? O mundo acha que estamos suportando a nossa salvação e que não participamos dos divertimentos em redor, porque somos obrigados a isso. Deixemos o gozo da comunhão com Cristo, brilhar em nossos rostos. Mostremos, pela vida, que nunca sentimos a falta dos prazeres do mundo, porque temos uma comunhão com Ele, a qual é muito superior a qualquer prazer ou alegria deste mundo.
Quanto a nossa apar√™ncia, isto √©, nosso cabelo, a nossa roupa, etc..., n√£o quer dizer que devemos andar inteiramente diferentes dos outros, mas que tudo seja “com mod√©stia... como conv√©m” aos que “se dizem piedosos”. “Sai do meio deles e separai-vos, diz o Senhor, e n√£o toqueis coisa imunda.”
Certa vez, um mo√ßo, num grande fundi√ß√£o, queimou parte do corpo at√© os ossos. Seus companheiros chamaram os m√©dicos, com urg√™ncia. Mas o mo√ßo disse: “N√£o √© o m√©dico que quero; n√£o h√° algu√©m aqui que possa mostrar-me o caminho da salva√ß√£o? Tenho
descuidado da alma, e estou morrendo sem Deus! Quem me pode acudir?”
Apesar de estar cercado por trezentos homens, ninguém podia explicar-lhe o caminho da salvação e depois de vinte minutos de grande agonia, morreu sem esperança.
Um dos que presenciaram o acidente, disse: “Depois deste acontecimento, parece que estou ouvindo continuamente os gritos do mo√ßo. Quando desejava baixar-me e mostrar-lhe o Salvador, mas fiquei completamente mudo, por causa da minha vida!”
Davi, podia esperar a convers√£o de pecadores, s√≥ depois de lhe ser perdoado o seu pecado e haver endireitado pr√≥pria vida (Sl 51.13). A mensagem do Salvador √†s cinco das sete igrejas da √Āsia, n√£o foi: “Pregai a palavra”, mas sim, “arrependei-vos”. Deus n√£o exige um vaso bonito para a Sua obra, mas sim, um vaso limpo (2 Tm 2.21).
3. Só o crente cheio do Espírito Santo. No ministério da igreja primitiva e na sua administração, no tempo dos apóstolos, serviam os que eram revestidos com poder do Espírito Santo (Atos 6.3-8; Lucas 24.49).
S√£o dois os que testificam juntos de Cristo e Sua salva√ß√£o; o crente e o Esp√≠rito Santo nele (Atos 5.32). O crente que testifica ao perdido, mas se esquece dAquele que quer trabalhar nele, falhar√° em lev√°-lo ao Salvador. √Č o Esp√≠rito quem convence do pecado (Jo√£o 16.8)
Não é somente necessário o batismo do Espírito, mas encher-se outra vez (Ef 5.18). Quando sentimos a necessidade de ser cheios novamente para enfrentar outros problemas, precisamos clamar de
novo, a Deus (Atos 4.29-31). Note-se como Pedro, cheio do Espírito, no Pentecostes, foi cheio várias vezes, até duas vezes num só dia (Atos 4.8-31)
4. S√≥ o crente que ora pode ganhar almas. Em resposta √† ora√ß√£o Deus abre portas e vence as barreiras. “√Č de joelhos que a igreja avan√ßa”.
Muitas vezes não podemos dizer uma palavra ao perdido, sem que ele comece a resistir-nos. Que podemos fazer? A sua alma está perdida e não podemos abandoná-la. Em tais casos, devemos deixar de falar e entregar-nos à oração, até o Senhor lhe abrir o coração.
√Č s√≥ sentindo dores, em ora√ß√£o, que as almas nascem. S√£o dores de parto, t√£o verdadeiras como as da natureza. O custo ser√° demasiado? “Aqueles que semeiam com l√°grimas, com j√ļbilo ceifar√£o. Embora algu√©m saia chorando, levando a semente para semear, tornar√° a vir com j√ļbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126).
Jorge M√ľller dava cinco raz√Ķes porque suas ora√ß√Ķes, pelos perdidos, deviam ser respondidas.
A primeira: N√£o tenho nem sombra de d√ļvida em orar por sua salva√ß√£o, sabendo, com certeza, que √© a vontade do Senhor salv√°-los; “que deseja que todos os homens sejam salvos, e que cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2.4). “Esta √© a confian√ßa que temos para com Ele, que ao Lhe pedirmos alguma coisa conforme a Sua vontade, Ele nos ouve” (1 Jo√£o 5.14).
A segunda raz√£o √©: Nunca suplico por sua salva√ß√£o em meu pr√≥prio nome, mas no nome digno, de meu precioso Senhor Jesus, isto √©, baseado no Seu m√©rito e excel√™ncia: “Se Me pedirdes qualquer coisa em Meu nome, Eu o farei” (Jo√£o 14.14).
A terceira raz√£o √©: Creio sempre no poder e vontade de Deus em responder √†s minhas ora√ß√Ķes. “Tudo quanto suplicais e pedis, crede que o tendes recebido, e t√™-lo-eis” (Marcos 11.24)
A quarta raz√£o √©: N√£o pratico o que conhe√ßo ser pecado, porque “Se eu atender √† iniq√ľidade no meu cora√ß√£o: o Senhor n√£o ouvir√°” (Sl 66.18).
A quinta raz√£o: Faz mais de cinq√ľenta anos que continuo em ora√ß√£o de f√© continuarei, assim, at√© receber a resposta. “N√£o far√° Deus justi√ßa aos seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite? (Lc 18.7).
Quando o Senhor revelava a Jorge M√ľller que era Sua vontade que orasse, ele continuava em ora√ß√£o at√© receber a b√™n√ß√£o.
5. S√≥ o crente inteiramente entregue ao Senhor pode ganhar almas. Aquele que, durante os s√©culos, ganhou talvez mais almas, dizia: “Para mim o viver √© Cristo” (Fp 1.21). Devemos, tamb√©m, como ele dizer: “O que era para mim, lucro, isso mesmo tenho como perda por amor de Cristo” (Fl 3.7). como o menino no deserto, que entregou a Cristo todos os Paes e peixes que tinha, devemos oferecer tudo que temos, nosso tempo, propriedade, talento, porque √© s√≥ assim que o Mestre pode multiplic√°-los para saciar milhares.
6. Só o crente que tem forte convicção de que toda alma fora de Cristo está perdida. Só quando esta verdade penetrar a nossa alma, é que ficaremos comovidos a ganhá-las.
Isto foi um dos segredos de Paulo. “Por tr√™s anos n√£o cessei noite e dia de admoestara cada um de v√≥s com l√°grimas” (Atos 20.31). Se Paulo pudesse olhar dos c√©us, hoje, e ver as multid√Ķes caindo, constantemente no inferno, ele diria: “Oh, deixa-me voltar √†
terra, estou pronto, de novo, a levar a√ßoites, sofrer pris√Ķes e naufr√°gios, e ser apedrejado ou degolado, seja o que for, para ganhar almas para a gl√≥ria eterna!”
O guarda-marinha Chevalier, sozinho, salvou dezesseis homens da morte, quando o navio New Hampshire afundou no Rio do Norte. Diversas vezes os homens, morrendo na √°gua, agarraram-no pelo pesco√ßo, mas de cada vez conseguiu libertar-se e salvar um homem. Mais de vinte morreram afogados. Chevalier n√£o morreu porque um marujo, vendo-o que estava exausto, tirou-o quando se lan√ßou de novo √†s √°guas, no escuro, para salvar mais um homem. Lutou como louco contra os que o seguravam, gritando: “Est√£o morrendo, l√° fora! Est√£o morrendo, l√° fora!”
Carlos Finney sentia tanto que toda a sua prega√ß√£o aos perdidos ca√≠am no ch√£o, pedindo miseric√≥rdia a Deus, para n√£o ca√≠rem no inferno. Ele mesmo escreveu: “Tinha falado assim, talvez uns quinze minutos, quando de repente, nos sobreveio um momento horroroso. Os ouvintes come√ßaram a cair dos assentos, por toda a parte, clamando e pedindo miseric√≥rdia. Se eu tivesse tido uma espada em cada m√£o, n√£o poderia derrub√°-los t√£o depressa. Quase todos estava ou de joelhos ou prostrados, eu julgo, em menos de dois minutos. Cada um orava por si mesmo. Naturalmente eu n√£o podia continuar a pregar. Falei o mais alto poss√≠vel: “Tu n√£o est√°s ainda no inferno” (Mem√≥rias de Ver. Charles G. Finney, p.103).
Mas como sentir esta convic√ß√£o t√£o profundamente? √Č s√≥, como na obra de Finney, ao abrir o nosso cora√ß√£o para o Esp√≠rito Santo encher-nos completamente.
7. Todo crente pode ganhar almas. Deus colocou os evangelistas, pastores e mestres nas igrejas, n√£o s√≥ para ganhar almas, como para preparar, animar e dirigir os “santos para o trabalho do minist√©rio”
(Ef 4.11-12). Não é obra exclusiva do pastor ceifar o trigo, já maduro, enquanto os santos da sua igreja ficam a um lado, reparando. Todos são chamados a ceifar.
São poucos os crentes que Deus chama a pregar, publicamente, mas todos com a ida limpa e cheios do Espírito, são chamados a ganhar almas. O crente, no leito de sofrimento, pode ganhar os que vêm visitá-lo. A mãe, muito ocupada com a família, pode ganhar os filhos, os empregados da casa, os vizinhos e aqueles que chegam à sua porta. A criada fiel pode ganhar até os mais eminentes. Vê-se um exemplo glorioso na criada, em casa de Naamã (2 Reis 5.2-3).
Como seria grande e glorioso se todos os salvos come√ßassem logo a ganhar almas. At√© os cegos podem faz√™-lo. Quantos h√°, sem vista, que est√£o lendo com os dedos, orando em seu cora√ß√£o e falando com seus l√°bios para conduzir almas ao Salvador! Quantos analfabetos chamam os filhos, ou o perdido mesmo, a ler as passagens que eles conhecem e amam e pelas quais levam o pr√≥ximo √† salva√ß√£o. O crente pode mesmo como Paulo, ser preso, acorrentado e levar almas a Cristo, “sem impedimento” (Atos 28.31; e 2 Tm 2.9).
O contraste √© grande entre o m√©todo de a igreja empregar um bom pregador para ganhar almas e o m√©todo da igreja que considera todos os membros como ministros para ganhar almas e o pastor o l√≠der na obra. Podemos, por exemplo, imaginar uma igreja de cem membros e um bom pregador. Seria uma obra extraordin√°ria para tal igreja, pelos esfor√ßos do pregador, acrescentar cinq√ľenta membros por ano. Mas podemos supor a mesma igreja com todos os membros bem treinados em ganhar almas, ou a menos a metade deles verdadeiramente trabalhando. N√£o seria demais esperar que cada um
dos cinq√ľenta, ganhasse uma alma por m√™s. Isto seriam 600 almas por ano, em vez dos 50 do outro m√©todo!
Um matem√°tico diz que se um crente conseguisse levar uma alma durante o ano, para Cristo e, se estas duas, durante o segundo ano, levassem cada qual uma alma a Cristo, e,e se estas quatro, durante o terceiro ano, levassem cada uma, mais uma alma para Cristo: e se continuassem assim, na mesma ordem durante trinta e dois anos, todas as almas no mundo seriam salvas.
8. O crente que enfeita a doutrina. “Em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tito 2.10, Alm.). Uma crente disse do velho J√īnatas Goforth, que ganhou milhares para Cristo: “No culto de ora√ß√£o fico com os olhos fitos no seu rosto. √Č do que vejo l√°, que recebo a minha b√™n√ß√£o. Ele brilha de paz, gozo e f√©, esperan√ßa,de tudo que anela o meu cora√ß√£o”
O rosto de Estev√£o brilhava “como o rosto de um anjo”. Sem d√ļvida foi isso o que derreteu e ganhou a alma do endurecido Saulo.
Diz-se que um homem sem uma fisionomia sorridente não deve abrir uma loja. Carlos Schwab que conhecia o segredo de ganhar dinheiro, como poucos sabem, disse que o seu sorriso valia um milhão de dólares. Ele não falava de um sorriso insincero. Ninguém se engana por um sorriso inconsciente. Se um sorriso vale tanto para ganhar freguesia, no comércio, quanto deve valer em atrair almas para Cristo?
“Reconheciam que haviam estado com Cristo” (Atos 4.13). √Č imposs√≠vel passar algum tempo com Cristo, sem o mundo o reconhecer. Depois de Mois√©s passar quarenta dias com o Senhor, “viram que brilhava a pele do seu rosto”.
√Č bom perguntar-se a si mesmo todos os dias: O meu esp√≠rito e a minha fisionomia atraem as almas ou servem para afugent√°-las?
Somos representantes
Um rapaz entrou em eu escrit√≥rio, avan√ßando logo, apresentando-me o seu cart√£o. Puxei uma cadeira, olhando ao mesmo tempo para o cart√£o, no qual lia: “Fulano & Cia., S√£o Paulo”. S√≥ conhecia a casa pela sua fama e a considerava como uma das melhores. Por isto, de relance, observei o seu representante. Bastou-me notar o terno amassado, camisa suja, cabelos despenteados e gravata mal posta, para compreender o fracasso. Por√©m, achei ainda mais estranha a maneira com que come√ßou a apresentar os m√©ritos das mercadorias da casa. Parecia apreensivo de ser surpreendido em flagrante.
Por certo, perdi todo o desejo que tinha de ver as amostras. Podiam ser melhores do que as de qualquer outra casa, mas este representante n√£o me convencia. Por isto, apressadamente lhe expliquei que estava satisfeito com a casa onde comprava, e que n√£o queria troc√°-la por outra. Com poucas palavras mais, retirou-se, aparentemente alegre por te findo uma miss√£o desagrad√°vel.
Depois que saiu, fiquei meditando: Por que será que uma casa como a de Fulano & Cia. deixa um moço, mal vestido e envergonhado com a mercadoria, ser seu representante?
“Mas, este mo√ßo deve orgulhar-se com a felicidade de representar tal casa. Sei que o faria”; disse com √™nfase.
“Ent√£o porque n√£o o fazes?” disse uma voz. Olhei em redor, admirado, mas n√£o havia ningu√©m no escrit√≥rio.
“Porque n√£o o fazes?” repetia a voz, calmamente.
“Mas, o fa√ßo, ou faria, se estivesse no lugar dele”, insisti.
“N√£o, n√£o o farias. Est√°s representando uma Casa infinitamente melhor do que a de Fulano & Cia., por√©m envergonhas-te dela”
“Enganas-te mesmo”, persisti.
“N√£o, sei que n√£o me engano. Pensa um pouco. Est√°s lembrado de ontem, quando sa√≠as de casa como te sentias envergonhado com o livro de amostras, que resolveste n√£o levar?”
De repente, me lembrei: sim, tinha deixado a minha Bíblia, em casa, porque não queria que alguém me visse levá-la à igreja.
A voz continuou: “Tamb√©m, est√°s lembrado de que experimentaste interessar um conhecido a comprar da Casa que representas, e como ficastes envergonhado a entrar no assunto? Como falavas em voz baixa para que outros n√£o ouvissem e sentiste grande alivio quando findaste? Podias esperar outra coisa a n√£o ser que ele n√£o comprasse?”
Fiquei humilhado e n√£o pude responder, era verdade. O pastor pedira no domingo anterior que cada crente convidasse um conhecido a alistar-se ao ex√©rcito do Senhor. Resolvi convidar um vizinho a assistir ao culto. √Č verdade que me aproximei dele, sem coragem, receando que zombasse de mim;ele desculpou sorrindo. Vi, ent√£o, que eu era o representante da Casa de maior confian√ßa e mais gloriosa do Universo e que me envergonhei dela. Resolvi, desde ent√£o, represent√°-la fiel e dignamente, com o auxilio divino, a Cia. Deus Pai e Jesus o Filho.
QUESTION√ĀRIO
1. Quais as duas qualifica√ß√Ķes, que antes de tudo, deve ter o crente para ganhar almas? D√™ algumas raz√Ķes.
2. Recitar duas passagens que ensinam que é necessário o batismo no Espírito Santo.
3. Quais s√£o os dois que testificam de Cristo?
4. Qual é o plano de Deus para convencer os perdidos do seu pecado e do castigo que os espera.
5. O que é necessário depois de receber o batismo no Espírito Santo?
6. Que recurso eficiente temos quando o perdido resistir?
7. Dar uma aplicação prática da primeira parte de Gl 4.19 (Comp. Is 53.11)
8. Citar as cinco raz√Ķes nas quais Jorge M√ľller baseava sua confian√ßa em que Deus respondia √†s ora√ß√Ķes a respeito da salva√ß√£o dos perdidos.
9. Mencionar três passagens que exemplificam a necessidade do ganhador de almas entregar-se inteiramente a Cristo.
10. Qual foi um outro grande segredo essencial de Paulo (e de Carlos Finney) em ganhar almas para o Senhor?
11. Qual passagem ensina que a obra do pastor é animar e preparar os membros para o trabalho de ganhar almas?
12. Mostrar a vantagem do pastor que leva os crentes a ganhar almas.
13. Que lição prática nos ensina Tito 2.10?
VOCÊ PODE GANHAR ALMAS PERDIDAS. Você pode levar verdadeira felicidade ao próximo necessitado.
EIS AS CADEIAS, os hospitais, os lares, os √īnibus e muitos outros lugares, onde pode realizar um minist√©rio, usando serm√Ķes impressos.
S√ÉO PREGADORES SILENCIOSOS que podem pregar em in√ļmeros lugares onde um pastor n√£o pode entrar.
PODE DEIXAR UM EXEMPLAR, de uma qualidade ap√≥s outra em cada casa da sua cidade ou do seu sub√ļrbio.
COM UM ARDENTE FOLHETO EM MÃO, você pode tornar-se um ardente ganhador de almas.
EM PRAÇA PÚBLICA, depois de pregar sobre o assunto de um folheto que tenha na mão ofereça aos ouvintes um exemplar do sermão impresso, isto é, um exemplar do folheto.
CAP√ćTULO 5
ONDE PODEMOS GANHAR ALMAS?
S√£o poucos os lugares onde podemos fazer culto de prega√ß√£o, mas podemos ganhar almas em todo o lugar. “O campo √© o mundo inteiro, a toda criatura”. A nossa chamada pode ser para trabalhar na √Āfrica, na China, entre os silv√≠colas, dentro do nosso pr√≥prio Estado, ou at√© dentro da nossa pr√≥pria cidade. Mas seja onde for, certamente somos chamados a testificar a todos que encontramos: ao que adora deuses de madeira, ao que est√° sentado no escrit√≥rio, ao empregado na oficina, ao irm√£o, ao pai, etc. Seja a quem for, ou seja onde for, temos responsabilidade quando temos a oportunidade. Queremos fazer men√ß√£o de algumas destas oportunidades.
1. Nos cultos. Antes do culto, peça definitivamente a Deus que lhe mostre alguém com quem possas falar acerca de Cristo, e durante o culto fique observando os ouvintes, com cuidado, para não impedir nem o perdido nem o pregador, para determinar com quem deva falar. Logo após o culto procure e leve a pessoa a um lugar onde possa tratar do assunto da alma.
2. Nas casas. Cristo quer que a casa de todo crente seja um modelo do c√©u, “a casa de Meu Pai” (Jo√£o 14.2). Devemos come√ßar em nossa pr√≥pria casa. No√© preparou a arca para “a sua casa” (Hb 11.7; Jim 7.1). Veja outros exemplos mostrando que Deus tem interesse na casa inteira: Jim 19.12; 1 SM 3.13; Ex 12.3; 10.9-11; Giz 2.9-13; 6.23-25; 24:15; Jo√£o 4.53; Atos 11.14; 16.15 e 1 Tm 3.4. Todo crente
que dirige o coração a anunciar a salvação para todos, na sua própria casa, tem a promessa de Deus de salvar sua família inteira (Atos 16.30-31). Qual seria o resultado, se todos os crentes conseguissem ganhar os membros da sua família?
Paulo pregava a Palavra, n√£o s√≥ publicamente, mas tamb√©m “de casa em casa” (Atos 20.20). H√° muito fruto esperando √†queles que querem encontrar nas casas para conhecer as pessoas e lev√°-las a Cristo.
Uma professora de uma classe da Escola Dominical porque não houvera conversão na sua classe de dezesseis moços, queria entregar o cargo, pois julgava-se incapaz para esta grande obra. Mas o pastor percebendo interesse constante dos alunos não consentiu. Ela, com ardor, orava com mais insistência que o Espírito Santo tomasse conta.
Certa ocasi√£o, enquanto implorava, sentiu-se dirigida a visitar um dos alunos, em sua casa. L√° revelou de tal maneira o desejo ardente da alma, que o aluno se ajoelhou com ela e entregou-se a Cristo. Assim, animada, visitou todos os alunos e os dezesseis foram ganhos para Cristo, e tornaram-se membros da igreja.
Quando saia da classe, outro entrava e muitas vezes convertia-se. Ela insistia para que os que sa√≠am escrevessem uma carta todos os anos, informando-a da sua vida com Cristo. Depois de alguns anos, ela recebeu mais de duzentas cartas de mission√°rios, advogados, mec√Ęnicos, agricultores, m√©dicos e outros de varias partes do mundo, os quais estavam ocupados em pregar, em ensinar na Escola Dominical, ou em outra obra da igreja.
3. Nas ruas. Quando andamos nas ruas, devemos pedir que Deus nos mande algu√©m. “Disse o Esp√≠rito: Ajunta-te a esse carro” (Atos 8.29).
tamb√©m √© f√°cil levar Testamentos e evangelhos para vender aos que encontramos. Isto d√° boa oportunidade para entrar no assunto da salva√ß√£o, com aqueles que querem demorar, para conversar. Ou podemos acompanhar a pessoa e conversar pelo caminho, como Cristo com os disc√≠pulos que iam a Ema√ļs (Lc 24.13-28).
4. Nas casas de com√©rcio. Nisto tamb√©m temos o exemplo de Cristo: “quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, disse-lhe: segue-me. Ele se levantou e o seguiu” (Mc 2.14)
Há muita oportunidade de falar àqueles a quem compramos mercadorias, ou ao barbeiro, enquanto corta o cabelo. Porém devemos prestar atenção para não interromper quando a pessoa está muito ocupada, quando estão presentes outras pessoas, quando a pessoa está contrariada, ou quando não está disposta a falar.
Deus usou um crente, por nome Kimball, para ganhar D. L. Moody, com a idade de dezessete anos. Ele escreveu: “Encontrei Moody nos fundos da loja, embrulhando sapatos. Aproximei-me logo dele e, colocando a Mao sobre seu ombro, fiz o que depois me parecia um apelo fraco, a aceitar Cristo. N√£o me lembro do que eu disse. Simplesmente falei do amor de Cristo para com ele, e o amor que Cristo esperava dele de volta. Parecia-me que o mo√ßo estava pronto para a luz que o iluminou naquele momento e, l√° nos fundos da sapataria, entregou-se a Cristo”. Sr Kimball n√£o imaginava qu√£o grande seria o resultado do seu esfor√ßo t√£o t√≠mido, nem n√≥s o podemos avaliar se somente obedecermos a Deus.
5. Nos trens. Aqueles que estão viajando nos trens nos vapores e nos bondes, estão geralmente desocupados e prontos para conversar ou a ler. Como é grande a oportunidade de achar alguém com quem podemos falar e levar a considerar o assunto principal.
Quando o grande navio Titanic foi a pique, e, 1912, das 2340 almas que havia a bordo, 1,635 saíram deste mundo para a eternidade. Jorge Harper, nas seguintes palavras, conta como seu irmão trabalhava nesse vapor, para ganhar almas: pede-me repetidamente, que eu conte a história acerca do meu irmão, Pastor João Harper, o qual era mestre na arte sagrada de ganhar almas e que foi trasladado do Titanic para a glória.
Quatro anos depois do naufrágio do grande navio, numa série de conferências em Ontário, um homem levantou-se e deu o seguinte testemunho:
“Faz quatro anos que parti da Inglaterra a bordo do Titanic. Era pecador sem Deus e sem interesse na salva√ß√£o. Na noite do desastre terr√≠vel, encontrei-me com centenas de outros, lutando, no escuro, nas √°guas g√©lidas do Atl√Ęntico. Agarrei-me numa coisa e fiquei segurando-a com toda a for√ßa. O clamor horroroso das pessoas, morrendo em redor de mim, ecoava nos meus ouvidos. Passou perto de mim um homem que estava boiando num objeto qualquer e clamou, perguntando-me: “Tua alma est√° salva?”Respondi que n√£o, e ele clamou de novo: “Cr√™ no Senhor Jesus Cristo e ser√°s salvo”. As ondas fizeram-nos separar um do outro, depois ficamos pertos, de novo. “Tua alma est√° salva?”, perguntou-me outra vez – “creio que n√£o”. “Ent√£o √© s√≥ crer no Senhor Jesus Cristo e tua alma ser√° salva”. Seu apelo era intenso. Ele continuou anunciando esta mensagem aos outros, antes de se afundarem. Ali, ent√£o, onde as √°guas t√™m profundidade de mais de dois quil√īmetros, em desespero, clamei para Cristo me salvar. Cri nEle e fui salvo. Poucos minutos depois, ouvi este homem de Deus dizer: “Estou indo para o fundo, estou indo para o fundo. N√£o, estou subindo! Aquele homem era o Sr. Harper.”
Quem assim testificou, foi salvo, e com diversos outros levados para Nova Iorque. Como ele sabia que aquele que falou com ele era meu irmão, não sei. Disto estou certo: que durante a viagem, até a hora do desastre, meu irmão foi visto ocupado em levar outros para Cristo.
Que quer dizer “crer no Senhor Jesus Cristo?”. Significa aceit√°-Lo como teu pr√≥prio Salvador, confiar nEle para apagar e perdoar teus pecados. √Č aceit√°-Lo como Senhor sobre a tua vida. Entrega toda a tua vida nas suas m√£os, hoje mesmo.
6. Nos hospitais encontramos doentes, cansados, fracos e desanimados em grande n√ļmero.
Geralmente est√£o prontos a ouvir e a ler. Que oportunidade para falar dAquele que “andou por toda a parte, fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele”. Ele “√© o mesmo ontem, hoje e para sempre”! que oportunidade a apresentar perante seus olhos a bem aventurada esperan√ßa da igreja verdadeira, deixando este mundo de dor e morte, para ser “arrebatados ao encontro do Senhor nos ares” onde Deus enxugar√° toda a l√°grima dos olhos! Podemos pedir um lugar de maior necessidade ou de maior oportunidade para ganhar almas do que um hospital?
Mas, não é só o doente que podemos ganhar no hospital. Bispo Taylor Smith possuía o zelo do seu Mestre em anunciar o Evangelho. Dr. Philpott, com um outro, foram visitá-lo no hospital, pouco antes de sua morte. Chegaram as 11 horas da noite. Quando abriram a porta do quarto, ele tinha as mas sobre a cabeça da enfermeira e estava orando fervorosamente por ela. Os dois visitantes fecharam a porta e esperaram, do lado de fora. Depois a enfermeira saiu,
dizendo: “Aquele querido velho! Eu sou a terceira das enfermeiras que ele levou a Cristo hoje”
7. Nas pris√Ķes encontramos um grande numero que conhece a sua necessidade e, sendo desocupados podem escutar e meditar sobre a mensagem. Que lugar para apresentar Aquele que amou ao desprezado, Aquele que, “quando √©ramos ainda pecadores, morreu por n√≥s”, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”!
Cristo ir√° dizer a alguns de n√≥s, “Era...enfermo e preso e n√£o me visitastes?” (Mt 25.43)
ONDE podemos ganhar almas? Em toda a parte! Em todos os lugares se encontram pessoas tristes,chorando, sofrendo, desanimadas, almas perdidas sem a mensagem. Temos a mensagem que salva. “Erguei os vossos olhos e contemplai esses campos, que est√£o brancos para a ceifa” (Jo 4.35)
“Quando eu disser ao √≠mpio, certamente morrer√°s, e se tu n√£o falares para dissuadir ao √≠mpio do seu caminho: morrer√°, esse √≠mpio na sua iniq√ľidade, mas o seu sangue, eu o requererei da tua Mao. Todavia, se advertires o √≠mpio do seu caminho para que ele se converta, e ele n√£o se converter do seu caminho: morrer√° ele na sua iniq√ľidade, mas, tu livraste a tua alma” (Ez 33.8-9)
QUESTION√ĀRIO
1. Como podemos tratar individualmente com os perdidos nos cultos?
2. Recitar a passagem que ensina a trabalhar “de casa em casa”, com a refer√™ncia.
3. Explicar um método bom de tratar com os perdidos que andam nas ruas.
4. Dar um exemplo em que Cristo tratou individualmente com um perdido, no comércio.
5. Qual é uma das vantagens em trabalhar nos bondes, trens e vapores?
6. Explicar porque devemos considerar os hospitais como um grande campo de trabalho. Lá só os doentes é que podem ser levados a Cristo?
7. Citar uma passagem que mostre que n√£o devemos desprezar os perdidos, nas pris√Ķes.
8. Recitar Ezequiel 33.8-9.
CAP√ćTULO 6
QUANDO DEVEMOS GANHAR ALMAS?
√Č geralmente imposs√≠vel prolongar os cultos mais de tr√™s ou quatro horas por dia, mas pode-se trabalhar, individualmente, todos os dias e em qualquer hora do dia ou da noite. Certo crente tinha o costume de andar, depois da meia-noite, procurando os desprezados nas ruas e lugares de vicio, co grande resultado.
Quando devemos ganhar almas? “AGORA”, √© a resposta. As palavras de 2 Co 6.2: “Eis agora o tempo aceit√°vel, eis agora o dia da salva√ß√£o”, t√™m tanta aplica√ß√£o a n√≥s que queremos ganhar os perdidos, como t√™m para o pecador. “Como, pois, invocar√£o aquele em quem n√£o t√™m crido? E como crer√£o naquele de quem n√£o t√™m ouvido falar? E como ouvir√£o sem pregador?” (Rm 10.14). Sim, “Agora √© o dia da salva√ß√£o” e agora, portanto, √© a nossa responsabilidade.
Quando? Antes de se passarem os anos. A igreja n√£o teria as riquezas da vida de Paulo e as suas catorze ep√≠stolas, se este se convertesse com a idade de setenta, e vez de vinte e cinco anos. N√£o ter√≠amos as obras escritas, e fruto glorioso de Mateus Henry, se este se tivesse convertido com a idade de oitenta anos em vez de se converter com oito anos. Podemos dizer o mesmo de centenas dos mais famosos servos de Deus, dos quais a igreja atual est√° desfrutando as maiores riquezas, porque se converteram quando mo√ßos. √Č dever imperativo ganharmos almas para que elas comecem, cedo, a produzir fruto.
“Estou esperando que a igreja me chame!” ou “A porta est√° fechada agora, mas espero que o Senhor me mostre um lugar, breve!”. Est√°s esperando ser chamado, esperando uma porta aberta, quando estamos cercados de milhares e milhares sem a mensagem, que estar√£o breve no inferno?!
Ousas em demorar em falar aos perdidos? Amanh√£ poder√° ser muito tarde. Podes dizer que est√°s muito ocupado, ou que esperas uma ocasi√£o mais oportuna? Houve um acidente ontem e faleceu um amigo. Foi ele salvo? H√° uma cana hoje desocupada no hospital que visitamos ontem. Foi este para a eternidade conhecendo ao seu Salvador? “Salvai-os, arrebatando-os do fogo” (Jd 23).
Uma crente que andava com Deus, achava-se sentada num banco, ao lado duma mo√ßa. Sentiu-se dirigida a falar-lhe. Ent√£o pediu um sinal ao Senhor: se fosse realmente a vontade dEle, que tocasse o cora√ß√£o da mo√ßa a come√ßar a conversa. A mo√ßa iniciou, falando acerca do tempo. Na conversa, ela revelou que estava em grande angustia. E quando a palestra findou, disse: “Estava planejando lan√ßar-me na √°gua para morrer hoje √† noite; se a senhora n√£o me tivesse falado das coisas de Deus, eu o teria feito”. Aquela mo√ßa depois entrou numa vida de servi√ßo para Cristo. Do mesmo banco e na mesma noite, uma outra mo√ßa lan√ßou-se na √°gua e morreu. Talvez tenha havido algum crente, que desobedeceu quando o Esp√≠rito lhe disse: “Fala a essa mo√ßa”.
Conta-se que, numa guerra na Grã-Bretanha, o governador da ilha de Man foi sentenciado à morte. O rei concedeu-lhe perdão, mas o documento caiu nas mãos de um inimigo que não o quis enxergar. Por esta razão o governador foi executado. Quantas vezes a mensagem do perdão de Deus cai nas mãos de crentes que não a querem entregar aos sentenciados, e por isso miríades descem ao
t√ļmulo, sem esperan√ßa! Cada um de n√≥s pergunte: “Senhor, porventura sou eu?”
QUANDO? Comecemos agora, com sinceridade, este oficio que nos foi confiado. “Anuncia a palavra, insiste nela, quer seja oportuno, quer inoportuno” (2Tm 4.2, trad. Rohden). E o fa√ßamos at√© √† hora da morte.
Pedro Cartwright escreveu: o ardor do irm√£o Thompson, como um fogo que n√£o se apaga, levou-o a andar nos desertos, a passar por cima das montanhas e atravessar rios. Muitas vezes andava com fome e quase nu, procurando os perdidos e os pecadores errantes para lev√°-los a Deus; milhares, agora no c√©u, louvam a Deus para todo o sempre, por causa do sacrif√≠cio deste pregador que lhes ensinou o caminho, nos seus ranchos humildes. Na hora da sua morte chamou os seus vizinhos para anunciar-lhes uma vez mais a mensagem, antes de partir para o c√©u. O quarto estava cheio, e raramente sai dos l√°bios do homem mortal um serm√£o como aquele. O poder de Deus desceu sobre o audit√≥rio, choravam em alta voz e ca√≠am no ch√£o, por toda a parte. Muitos testificam que foi naquela ocasi√£o que come√ßaram a sua jornada para o c√©u. Quando terminou, disse: “A minha obra est√° feita e estou pronto a ir, quando o Mestre chamar”.
QUANDO? Diz-se que cada minuto noventa e cinco almas perdidas, passam para a eternidade! Experimentemos, olhando para o relógio durante um minuto, contar em voz alta, um por um, os segundos marcados pelo ponteiro e peçamos a Deus que nos ajude a sentir o que significa; mais de uma alma por segundo, perdida para todo sempre! Desperta-nos, ó meu Deus, desperta-nos!
QUESTION√ĀRIO
1. Citar 2 Co 6.2 e Rm 10.14.
2. Qual a vantagem de salvar o perdido enquanto é moço.
3. Deve o crente ser chamado pela igreja ara ganhar almas?
4. Tem raz√£o o crente que n√£o ganha almas, esperando que se abra a porta?
5. Que nos ensinam as palavras de Judas 23?
6. Recitar 2 Tm 4.2, tradução de Rohden.
7. Quando devem cessar a obra de ganhar almas?
8. Qual é a lição que todo relógio nos ensina, constantemente?
“N√£o fazemos bem: este dia √© dia de boas novas, e n√≥s calamos” (2 Reis 7.9)
CAP√ćTULO 7
COMO PODEMOS GANHAR ALMAS?
1. Com amor. Deves trabalhar com amor para com Deus, amor para com a alma. O amor √© a for√ßa que vence. Foi o amor que planejou o caminho da salva√ß√£o: foi o amor que o inaugurou, deve ser “o amor de Cristo que nos constrange” a proclam√°-Lo, e devemos proclam√°-Lo manifestando esse amor.
Cristo, “Vendo a multid√£o, teve grande compaix√£o deles” (Mt 9.36). Paulo n√£o se cansava, constrangido pelo amor de Cristo (Rm 9.2). Moody n√£o podia falar nos perdidos sem chorar. A ternura divina faz derreter os cora√ß√Ķes de pedra. As lagrimas de amor s√£o mais eloq√ľentes que qualquer orat√≥ria. A dureza e a censura, ao contr√°rio, endurecem os que querem chegar a Cristo. Confrontem as palavras de Tiago e Jo√£o: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do c√©u para os consumir?”, com as da ora√ß√£o terna do Salvador na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque n√£o sabem o que fazem”. Compare tamb√©m a atitude dos judeus para com a mulher ad√ļltera, com a compaix√£o de Cristo: “nem eu t√£o pouco de condeno”. Pedro decepou a orelha de Malco, Cristo a curou. Que contraste: fogo, pedras e espada de um lado, e compaix√£o, perd√£o e cura de outro!
Cel. Clarke, em Chicago, estava ocupado no comércio durante seis dias, mas tinha seu salão de pregação aberto sete noites em cada semana. Ele tinha uma assistência maravilhosa, de quinhentos e seiscentos homens, todas as noites do ano: embriagados, gatunos, jogadores e toda a qualidade dos que não tinham esperança. Cel.
Clarke era um homem que n√£o falava bem. Contudo, os homens o ouviam, encantados. Alguns dos melhores pregadores de Chicago ajudavam na prega√ß√£o, mas os homens n√£o os escutavam com tanto interesse. Nas prega√ß√Ķes dele, houve convers√Ķes, √†s dezenas. Por qu√™? Porque eles sabiam que Cel. Clarke os amava. Ele disse: “No come√ßo desta obra, eu chorava muito por estes homens, ficava at√© envergonhado das minhas l√°grimas. Ent√£o, esforcei-me a ter um cora√ß√£o duro e evitar o choro. Perdi o poder. Depois orei a Deus: “√ď Deus, d√°-me de novo as lagrimas!” E Deus me deu de novo as lagrimas, e com grande poder sobre estes homens.”
“Pode-se apanhar mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre”
2. A sós. Procura estar sozinho com quem trata. Se encontrar outro que esteja tratando com um perdido acerca da salvação, evita perturbar-lhes, e, se o outro quiser chegar perto, quando estás falando da salvação, pede que se retire.
3. Idade e sexo. √Č regra, quase invari√°vel, os crentes procurarem os da sua pr√≥pria idade e sexo. Se somos dedicados a Deus, “cuidamos de prover coisas honrosas, n√£o s√≥ perante o Senhor, como tamb√©m perante os homens” (2 Co 8.21). A igreja deve insistir nisto porque todos os outros pecados juntos n√£o atrasam a obra de Deus tanto como entre os dois sexos.
4. Exalando a Cristo. “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo√£o 12.32). √Č Ele a for√ßa que atrai as almas e a Quem devem elas ser atra√≠das. O obreiro deve ficar escondido o mais poss√≠vel; n√£o querer ganhar a alma para si, mas para o Senhor. Muitos poucos prestaram aten√ß√£o ao jumentinho no qual Cristo entrava montado em Jerusal√©m, mas ele serviu para elevar o Salvador ante os olhos da multid√£o.
Marcos Pearce dá três regras essenciais para a boa pesca: (1) Evita, com cuidado, que os peixes te vejam; (2) Evita com mais cuidado que os peixes te vejam; (3) Evita ainda com maior cuidado que os peixes te vejam.
H√° eclipse (desaparecimento) do sol quando a lua se interp√Ķe entre o sol a terra. √Č essencial para ganhar o perdido, que n√£o nos interponhamos entre o Sol da Justi√ßa e o perdido.
5. Evitando outros assuntos. Não deixes o perdido passar além do assunto da sua salvação. Se ele quer falar nos erros de outra denominação, ou nos argumentos dos descrentes, ou em outro assunto qualquer, dize-lhe que pode entrar em tais assuntos depois, mas que o tempo próprio para tratar deles é depois de acertar o que é básico, à salvação da alma. Muitas vezes erramos o alvo porque permitimos ao perdido entrar em assunto que serve unicamente para o salvo.
Um ministro novato foi enfrentado por um descrente, por nome Burt Olney. Depois do culto, disse ao pregador: “O senhor prega bem, mas eu n√£o creio na B√≠blia”.
- “√Č ordenado aos homens que morram uma s√≥ vez, e depois disto vem o ju√≠zo”, respondeu o pregador com calma (Hb 9.27).
- “Posso provar-lhe que n√£o h√° tal coisa que o senhor chama o ju√≠zo”.
- “Mas os homens morrem sempre, porque √© ordenado aos homens que morram uma s√≥ vez, e depois disto vem o ju√≠zo”.
- “Mas isso n√£o √© argumento, quero discutir racionalmente”.
- “Estou aqui pra pregar a Palavra de Deus e n√£o para discutir sobre o que ela diz”.
- “N√£o creio que o senhor conhe√ßa bastante da B√≠blia para discutir”
- “Pode ter raz√£o, meu amigo, por√©m lembre-se disto: √© ordenado aos homens que morram uma s√≥ vez, e depois disto vem o ju√≠zo”, respondeu o pregador com calma e firmeza.
Em caminho para casa, parecia que at√© os sapos gritavam as ouvidos de Burt Olney “Ju√≠zo, Ju√≠zo, Ju√≠zo!” No dia seguinte chegou √† casa do pastor: “Venho para falar acerca do vers√≠culo da Escritura que me citou ontem a noite. Passei noite terr√≠vel, com aquelas palavras como brasas, penetrando mais e mais dentro de mim. N√£o posso fugir delas. Diga-me o que devo fazer para me salvar. Quero ficar livre desta agonia”.
Quando voltou à casa, voltou salvo, crendo na obra completada por Cristo.
6. Evitando os argumentos. Geralmente o argumento serve só para afastar-nos do próximo. Um pregador escreveu o seguinte:
Estou lembrando dum pastor, que eu conhecia bem, e que viajava na Alemanha antes da grande guerra, numa regi√£o onde o Catolicismo Romano dominava. Achou-se sozinho, num carro do trem, com um padre que lhe perguntou: “Quais ser√£o os redimidos no c√©u?” Meu amigo respondeu um pouco precipitado: “N√£o ser√£o os cat√≥licos romanos”. O padre n√£o se mostrou desgostoso, mas disse: “Ser√£o os luteranos”? –“N√£o”. –“Ser√£o os reformados”? – “N√£o”. O padre continuou a mencionar a lista dos grupos religiosos que existia na Alemanha. E de cada vez que o pastor respondia: “N√£o ser√° aquela igreja”. Por fim, o padre disse: “Ent√£o, quais ser√£o os redimidos no c√©u?” O pastor abriu a B√≠blia, e leu Apocalipse 7.9-14, acerca da multid√£o de vestes brancas que Jo√£o viu, no c√©u: “estes s√£o os que lavaram as suas vestes e as embranqueceram no sangue do
Cordeiro”. Num instante, o padre estava em p√© abra√ßando o evangelista com l√°grimas o beijou. “aleluia”, disse ele, “achei um irm√£o!” O meu amigo respondeu com o mesmo ardor. Se ele tivesse come√ßado a discutir as diverg√™ncias de cren√ßa, isto o teria levado √† contenda.
O mesmo pastor acrescentou: “Perante um grande audit√≥rio, o que presidia a reuni√£o, quando me apresentou disse”: “√Č favor dizer-nos a que denomina√ß√£o pertence”. Havia v√°rias denomina√ß√Ķes representadas e n√£o achei bom responder ao pedido; portanto, disse: “Vejo aqui muitos filhos do meu Pai celestial. Se alguns n√£o me querem aceitar como irm√£o, ainda assim eu quero aceit√°-los como irm√£os. Perten√ßo ao grupo universal que olha para o Cordeiro de Deus e que inclui todos os remidos debaixo do sol”.
Uma autoridade na arte de influenciar pessoas, diz: “Voc√™ n√£o pode vencer numa discuss√£o. N√£o pode porque, se perder, perdeu mesmo; e se ganhar, tamb√©m perdeu. Por qu√™? Bem, suponha que triunfou sobre um outro homem e arrasou seus argumentos cheios de pontos fracos. Que acontece? Voc√™ se sentir√° muito bem. Mas que acontecer√° com ele? Voc√™ o fez sentir-se inferior, feriu-lhe o amor pr√≥prio. Ressentir√° seu triunfo. E “um homem convencido contra a vontade, conserva sempre a opini√£o anterior”.
7. Com perseverança. Não há uma obra em que seja necessário ter o alvo fixo em perseverar, como a de ganhar almas. Quando o Senhor coloca em nosso coração o desejo de ver certa alma salva, não é bom abandoná-la.
Dr. Torrey disse: ”S√£o poucos os que n√£o t√™m uma porta aberta para o cora√ß√£o, e podemos descobri-las, se quisermos. Se n√£o podemos achar entrada pela porta, podemos talvez destelhar o eirado e entrar. O que quer ganhar uma alma de quinze em quinze minutos,
deve procurar outro emprego. Toma tempo; nunca desanimes, e faz tudo. Eu aguardei e esperei durante quinze longos anos a oportunidade de ganhar um certo homem. Não passava um dia dos quinze anos, que eu não falasse com Deus acerca daquele homem. Por fim, chegou a oportunidade e tive o privilegio de levá-lo a Cristo. Tornou-se um pregador do Evangelho e atualmente está no céu. Estive com ele um dia antes de falecer, e nunca em minha vida pude esquecer-me daquele dia. Quando te encarregares de levar um homem a Cristo, nunca o abandones.
Nem a velhice com a fraqueza de corpo, deve te impedir. Diz-se acerca de Jonatas Goforth, que ficou cego os tr√™s √ļltimos anos da sua vida, e que levou muitos milhares a Cristo: “Nada impedia o avan√ßo din√Ęmico para o qual Deus o chamara. Era o mesmo quando tinha 77 anos de idade, como quando tinha 57”.
D. L. Moody disse: “Ouvi falar dum homem que sonhou que entrou no c√©u e no mundo de gl√≥ria; oh! Como se sentia contente em saber que tinha, por fim, alcan√ßado o c√©u. Mas logo veio algu√©m e o convidou a ir com ele para ver algo. Levou-o √† muralha e disse: “Olha para baixo. Que est√°s vendo l√°?” –“Ora, os homens est√£o com os olhos vendados e muitos deles est√£o caindo no abismo!” – “Ent√£o, queres ficar aqui e gozar os c√©us, ou queres voltar para a terra, e passar mais um pouco de tempo informando o mundo?” Era um obreiro desanimado. Acordou-se do sono e disse: “nunca mais quero morrer”.
8. Com sabedoria. O obreiro que deseja ganhar muitas almas para Cristo deve ter muita sabedoria. N√£o deve mostrar qualquer atitude de superioridade, mas ficar no mesmo grau da pessoa que quer ganhar. “Tornei-me tudo para todos, para de todo e qualquer modo salvar alguns” (1 Co 9.22).
Evitar a censura e procurar falar num assunto louv√°vel √† vida daquele que desejamos ganhar. Isto n√£o quer dizer que o fa√ßamos com bajula√ß√£o (Sl 12.3). mas podemos falar com sinceridade do que vemos em louvor. √Č um grande segredo o ganhar almas, porque assim ganhamos a confian√ßa do perdido. Quando Cristo disse: “eis um verdadeiro israelita, em que n√£o h√° dolo”, certamente, n√£o queria dar a entender que Natanael era perfeito. Mas mostrava que apreciava a falta de engano no cora√ß√£o de Natanael. Notem-se outros exemplos de Cristo evitando falar dos defeitos, para louvar o que era bom, no perdido. (Lucas 7. 36-50).
9. Com folhetos. Um panfleto bem escolhido tem muito valor, às vezes. Porém deve-se escolher com cuidado. Não é bom dar um folheto antes de o ler e conhecê-lo bem. Não dês um folheto sobre a salvação ao crente já salvo, nem sobre a vida perto de Deus a quem não O conhece. Parece desnecessário dar ênfase a isto, porém constantemente acontece. Há certas qualidades de folhetos, por exemplo, sobre a vinda de Jesus, que podemos distribuir a todas as classes.
10. Com coragem. O obreiro não deve sentir-se receoso. Há três coisas de que se deve lembrar:
(1) N√£o deve sentir-se demasiado triste quando os esfor√ßos falham. “O que n√£o cr√™, j√° ETA julgado, porque n√£o cr√™ no nome do Filho unig√™nito de Deus” (Jo√£o 3.18). Al√©m disso: as palavras ainda podem produzir frutos na alma. Em vez de recear, deve esperar: “pois a seu tempo ceifaremos” (Gl 6.9).
(2) Podemos aproveitar os nossos erros, aprendendo a ser mais eficiente nesta obra gloriosa. O maior erro de todos é o de deixar de trabalhar por causa do receio.
(3) Aquele que disse: “Ide... ensinai”, tamb√©m disse: “Eis, que Eu estou convosco todos os dias”. Confiemos na Sua presen√ßa para ter sabedoria e for√ßa para vencer.
11. Com oração.
(1) Devemos pedir a Deus que nos dirija ao pecador. H√° a nossa volta muitas almas. N√£o podemos falar a todas. Se falarmos a qualquer uma sem dire√ß√£o, perderemos muito tempo. Mas Cristo nos pode dirigir. Ele esperava ao p√© da fonte de Jac√≥, porque sabia que vinha tirar √°gua, uma mulher, a qual podia ganhar, e por interm√©dio dela, ganhar muitos outros. Sem duvida, Filipe viu muitos na estrada que desce de Jerusal√©m a Gaza, mas n√£o perdeu tempo, nem se desviou do plano de Deus. Ouviu e obedeceu ao que o Esp√≠rito Santo disse: “Aproxima-te e ajunta-te a esse carro” (Atos 8.29).
(2) Devemos pedir ao Senhor a mensagem. O obreiro não pode saber da condição do coração do perdido nem qual a melhor mensagem para ele. Devemos confiar em Deus para que Ele nos dê uma Escritura ou outra passagem. Às vezes o Senhor nos dá a mensagem antes de terminarmos a oração; outras vezes, no-la dá quando estamos falando ao pecador.
(3) Devemos pedir o poder de Deus. N√£o √© suficiente s√≥ a mensagem, mas tamb√©m o poder para lev√°-la at√© a alma do pecador. Quando vezes estamos tentando levar o perdido √† salva√ß√£o por meio da for√ßa humana, com argumentos e rogos. √Č sempre melhor, quando tal acontecer, fazer um pedido definitivo a Deus, para que Ele mande Seu poder.
Muitas vezes as dificuldades do que busca a salvação desaparecem, maravilhosamente, quando conseguimos levá-lo a clamar a Deus, de coração.
(4) Devemos pedir que Deus nos d√™ frutos da Palavra semeada. N√£o devemos considerar a nossa obriga√ß√£o finda, quando dissemos tudo e fizemos de tudo que nos foi poss√≠vel. Nossas palavras s√£o ou “cheiro da morte”, ou “cheiro de vida para vida”. Oremos para que o Esp√≠rito fa√ßa a palavra penetrar repetidamente no cora√ß√£o, at√© o pecador ser constrangido a render-se. A nossa ora√ß√£o √© como as chuvas que regam a sementeira.
Uma crente, querida na igreja, j√° velhinha, com cabelos brancos, apesar de muitas obriga√ß√Ķes e a sua pouca for√ßa, considerava o bonde como a porta aberta para testificar. Depois de pedir a dire√ß√£o do Senhor, sentava-se ao lado da pessoa e sem demora mostrava-lhe o caminho para chegar a Cristo. Mas isto era s√≥ o come√ßo, porque ela passava as manh√£s de joelhos, apresentando uma lista escrita, dos nomes destas almas a quem j√° tinha testificado, e n√£o deixava de orar at√© as ver salvas. Certamente, “na velhice ainda dar√£o frutos” (Sl 92.14). “Felizes sois v√≥s os que semeais junto a todas as √°guas” (Is 32.20).
12. Conhecimento pr√°tico da B√≠blia. O obreiro que confia em outra coisa a n√£o ser na B√≠blia, para ganhar almas, falhar√°. Ela √© a Palavra de Deus, a Espada do Esp√≠rito (Ef 6.17). √Č a Palavra que conduz a convic√ß√£o do pecado (Atos 2.37), e que penetra at√© a divis√£o da alma e do esp√≠rito (Hb 4.12). √Č a Palavra que d√° vida aos mortos (1 Pe 1.23). √Č a Palavra que produz a f√© (Rm 10.17). Deus sempre nos exorta: “Prega a PALAVRA” (2 Tm 4.2).
Não basta conhecer a Bíblia, mas é necessário também ter um conhecimento prático; um conhecimento que sirva para levar o perdido a sentir a necessidade de salvação; levá-lo a ver que Jesus pode salvá-lo completamente; levá-lo a saber como pode ter este
Salvador. Queremos dedicar uma grande parte das p√°ginas que se seguem para este fim.
O testemunho que segue demonstra a necessidade, não só de conhecer as Escrituras, mas, também de saber usá-las:
“Estava visitando alguns doentes atacados de febre amarela, num hospital, pois queria ganh√°-los para Cristo. Encontrei um que mostrava muito interesse, porque reconhecia que a sua doen√ßa era muito grave e insistia em que n√£o podia sentir-se salvo, apesar da promessa de Cristo, em salvar a todos os que cr√™em.
- “Que √© que o senhor cr√™?” perguntei-lhe.
- “Creio na B√≠blia e em tudo quanto ela ensina acerca de Cristo”.
- “O senhor cr√™ neste vers√≠culo: “O sangue de Jesus Seu Filho nos purifica de todo o pecado?”
- “Por certo, creio”.
- “Ent√£o, o senhor quer agora ler o vers√≠culo na sua B√≠blia?”
Ele come√ßou a ler no Novo Testamento: “O sangue de Jesus Seu Filho nos purifica de todo o pecado”.
Perguntei-lhe: “Cr√™, por certo, o que este vers√≠culo diz, que o sangue Jesus Seu Filho, purifica de todo o pecado? Se cr√™, deve ter a salva√ß√£o, agora”.
- “Oh, n√£o creio que me purifique, mas que purifica as pessoas que s√£o salvas”.
- “Mas n√£o √© assim que o vers√≠culo diz. Ele diz: “nos purifica”. A palavra “nos”, deve incluir ao senhor e se n√£o o crer, n√£o
cr√™ na B√≠blia, e por esta raz√£o n√£o √© salvo. O senhor cr√™ que Cristo salva aos outros, mas n√£o cr√™ que salve a si. Nunca poder√° ter a salva√ß√£o sem incluir seu nome na promessa e depois crer que Ele lhe salva, porque Ele tem prometido”.
N√£o posso contar tudo, e como, por fim, ajoelhei-me ao lado do doente, enquanto ele me acompanhava em dizer, de cora√ß√£o: “Senhor Jesus, eu te aceito agora como meu Salvador, e creio que Teu sangue me purifica de todo pecado”; e como o descanso e o conforto que sempre ficam com aqueles que confiam em Deus, entraram, tamb√©m, no cora√ß√£o deste enfermo. Basta dizer que aquele momento marcou a transforma√ß√£o na sua vida e depois seguiu alegremente ao Salvador.
QUESTION√ĀRIO
1. Porque o nosso amor deve ser manifesto ao proclamarmos o caminho da salvação?
2. Que fazer quando a pessoa com quem queremos tratar da salvação está em companhia de outrem?
3. Com quem deve o moço procurar tratar?
4. Que nos ensinam, em ganhar almas, as palavras de Jo√£o 12.32?
5. Que é bom fazer, quando o perdido quer deixar o assunto sobre a salvação?
6. Porque devemos evitar os argumentos?
7. Contar o sonho do obreiro desanimado.
8. Mencionar um segredo precioso para ganhar a confiança do perdido.
9. Dar algumas regras acerca de oferecer folhetos.
10. Quais as três coisas que servem para animar o obreiro receoso?
11. Mencionar quatro coisas que devemos pedir a Deus, quando levar uma alma a Jesus.
12. Citar quatro coisas que podemos esperar que a Palavra faça no perdido.
CAP√ćTULO 8
COMO ENTRAR NO ASSUNTO DA SALVAÇÃO
Com quais palavras, ou de que maneira poder-se-á dirigir ao pecador e levá-lo a considerar o assunto da sua própria salvação? Isto se determina pelo lugar e tempo que se pode gastar.
Quando se trata de uma pessoa que se espera encontrar freq√ľentemente, √© melhor primeiro, ganhar a sua amizade e confian√ßa antes de abordar o assunto.
E quando o tempo é ainda mais abreviado, pode-se iniciar o assunto por meio dum folheto oferecido, ou por meio de qualquer palavra para entrar no assunto, sem demora.
Para os doentes, pode-se entrar no assunto do grande Médico, que já pagou o preço da cura da alma e do corpo.
Um caso de morte leva-nos a falar no dia em que os t√ļmulos ser√£o abertos; um caso de morte repentina, nos leva a falar na necessidade de estarmos sempre preparados.
A vaidade e a falta de sinceridade à nossa volta servem para chamar a atenção dos sinais que indicam que a nossa época está para findar.
Até a política serve para entrar no assunto do Rei, que breve reinará com justiça.
A natureza em redor, o tempo, ou qualquer outro assunto, podem servir para levar-nos ao alvo.
O que se segue, passado entre homens do mar, explica melhor o assunto:
Um dos pescadores n√£o era salvo, e Jos√© aproveitava todas as oportunidades de estar com ele e lev√°-lo a conhecer a Cristo.ent√£o um dia encontrou-o consertando as redes. “Jo√£o, - perguntou ele, qual √© a qualidade de peixe mais dif√≠cil de apanhar?” – “O barbo”, - respondeu o pescador. – “Por qu√™?” – “Ora, ele volta muito depressa para tr√°s”. – “Jo√£o, n√£o sejas um barbo”, foi a resposta terna deste observador de homens. A resposta penetrou no cora√ß√£o do pescador que durante muito tempo se desculpava, apresentando todas as razoes por que n√£o se entregava ao Senhor.
A ilustração tirada da vida prática do pescador levou o homem a aceitar a salvação.
Quando estamos falando com algu√©m, num culto, √© ainda mais simples, porque podemos dirigir-nos a eles estas perguntas: “O senhor j√° est√° salvo?” “O Senhor j√° aceitou Cristo como seu Salvador?”. N√£o √© bom perguntar: “O senhor √© crente?” sem explicar bem o que isto quer dizer. Podemos perguntar qual √© a id√©ia que ele tem em ser crente e, assim, podemos saber se ele √© realmente salvo ou n√£o.
Quando Cristo, no encontro com a mulher samaritana quis entrar no assunto da salvação da alma, começou por pedir água para beber.
Podemos aprender melhor a arte de iniciar o assunto, com a prática. Aprende-se errando e o Senhor, muitas vezes, abençoa até
quando a entrada não foi bem iniciada, para despertar o perdido para a salvação. O maior erro de todos, é o de deixar a oportunidade passar sem iniciar o assunto.
As seguintes palavras de Jorge Davis, secret√°rio da “Liga de Milh√£o de Testamentos”, ensinam-nos muitas li√ß√Ķes pr√°ticas acerca de entrar no assunto com o perdido sobre a salva√ß√£o da sua alma:
Ouvi Torrey contar como D. L. Moody, logo depois da sua convers√£o, resolver n√£o deixar passar um dia sem falar a algu√©m acerca de aceitar a Cristo. Ele disse: “Se Moody p√īde fazer tal, eu tamb√©m posso. Tenho vinte e quatro horas todos os dias e, por certo, poso fazer tanto tamb√©m, para meu Mestre que morreu no Calv√°rio por mim”.
Às vezes, esquecia-me de falar a alguém durante o dia, e só depois de deitar-me é que me lembrava. Levantava-me, vestia e saía a procurar uma oportunidade. A vitória não era muito visível, mas depois era mais fácil lembrar-me.
Aprendi que, apesar de ser f√°cil e natural, depois dos cultos, entrar no assunto acerca de aceitar a Cristo, n√£o era bom aproximar-me de qualquer homem na rua e perguntar-lhe se j√° estava salvo. Foi neste tempo que fui informado do “Pocket Testament League” e comecei a levar sempre Evangelhos e Testamentos comigo, para dar a todos os que se comprometessem a l√™-los. A todos que os aceitavam achava muito f√°cil dizer: “Isto √© uma resolu√ß√£o muito boa, mas o amigo j√° aceitou o Senhor Jesus Cristo como Salvador da sua pr√≥pria alma?”. Assim, ETA t√£o f√°cil e natural tratar com o pr√≥ximo na rua, no trem ou no navio, como no calor ardente de uma s√©rie de conferencias.
Acho o plano glorioso, porque mesmo n√£o vendo qualquer fruto das minhas palavras, a pessoa ficava com a Palavra de Deus, na qual, lendo-a, podia encontrar o poder salvador, se n√£o fosse salva; ou ser edificada, se j√° conhecia o Salvador.
Quero dar um exemplo deste m√©todo. Faz alguns anos, quando me encontrava em Birmingham; havia dado apenas alguns passos do lugar onde estava hospedado, quando encontrei um policial robusto. Alguma coisa me disse: “Fala a ele a respeito de sua alma.” Confesso que senti um pouco de medo ao aproximar-me logo de um policial e come√ßar a falar acerca da sua alma. Comecei por falar sobre o tempo e a pol√≠tica, por√©m logo me veio a coragem para falar acerca da sua alma. N√£o tinha falado muito tempo quando vi uma l√°grima em seus olhos. Disse a mim mesmo: “Este homem est√° interessado”.
Tirei um Novo Testamento e disse-lhe: “Se o senhor deseja fazer duas coisas: levar este livro e ler um ou mais cap√≠tulos por dia, pode ficar com ele”. Concordou e assinou o seu nome no livrinho.
Mais ou menos um m√™s depois, o Sr. Carlos Alexander estava fazendo uma s√©rie de conferencias perto desse lugar. Vestido √† paisana estava sentado, num dos √ļltimos bancos, o mesmo policial. Quando o Sr. Alexander fez o apelo, disse: “quem quer aceitar a Cristo, levante-se”; o policial foi o primeiro a responder. Avan√ßou para frente com os outros e a sua voz soava: “Aceito a Jesus como meu Salvador e Rei”.
Sr. Alexander, impressionado com a apar√™ncia do homem, disse: “Irm√£o, n√£o tenho costume de perguntar isto, mas quero saber, se n√£o √© demais, que foi que o levou a Cristo”. O policial respondeu, levantando o Testamento: “Foi este livrinho que me foi presenteado h√° um m√™s”.
Isto foi uma revelação nova para mim, do poder da Palavra de Deus, para levar pessoas a Cristo. Resolvi: se um Testamento pequeno pode dirigir um policial grande a Jesus Cristo, darei um exemplar a todos, na delegacia. Quase todos os dezessete prometeram levar e ler um Testamento. Falei com eles dia pós dia, perguntando quanto tinham lido e como estavam avançando. Dentro de cinco meses, oito deles testificou ter aceito Cristo, e cinco foram recebidos na igreja, duma só vez. Foi um avivamento verdadeiro na delegacia. A obra não era minha, era da Palavra de Deus.
Daqui por diante, nesta obra, consideraremos as respostas aos problemas que se encontram em dirigir almas a Cristo, e procuraremos na Palavra de Deus o auxilio necess√°rio. Sugerimos que o ganhador de almas guarde este livro para o consultar e que se esforce para ter um conhecimento pr√°tico dos assuntos principais.
QUESTION√ĀRIO
1. Mencionar duas coisas que devem determinar a maneira de iniciar o assunto da salvação da própria alma.
2. Mostrar como principiar o assunto, se o tempo for pouco.
3. Dar alguns exemplos de como se pode começar a tratar do assunto, quando não há muita pressa.
4. Como se pode dar começo ao assunto, individualmente, nos cultos?
5. Explicar como Cristo iniciou o assunto, com a mulher samaritana.
6. Qual é a melhor maneira para aprender a abordar este assunto que é o principal de todos?
CAP√ćTULO 9
A SALVAÇÃO DA ALMA
Supondo que estejas andando sozinho na estrada, longe de qualquer casa; passa um carro que se perde numa curva, e tomba pesadamente no abismo. Corres até lá, e encontras um homem, ainda vivo, mas sabendo que tem de morrer lá mesmo. Suplica-te que lhe mostres como pode achar salvação para a sua alma. Não podes chamar o pastor, nem alguém da tua igreja. Que lhe dirias? Podes demorar em preparar-te para tais emergências?
√Č indispens√°vel se queres obter maior resultado, que te prepares para tratar com o perdido, que te prepares para tratar com o perdido, conforme classe √† qual pertence: se deseja a salva√ß√£o, se est√° demorando porque receia cair, se a vida de algum crente lhe serve de trope√ßo, se espera tempo mais oportuno, etc.
Em cada caso, √© de suma import√Ęncia conhecer bem a passagem, e fazer claro o sentido, com a maior simplicidade. Geralmente √© melhor ficar com uma s√≥ passagem da Escritura, quando se est√° tratando com o perdido, para n√£o confundi-lo com muitas palavras.
1. Os que desejam a salvação. Muitos crentes querem ganhar almas para Cristo, mas não sabem manejar bem a Palavra, mesmo quando encontram o perdido já desejando a salvação.
Isa√≠as 53.5-6. Esta passagem √© uma das mais √ļteis para mostrar, primeiro, que o homem est√° perdido, segundo, que Cristo √© nosso Substituto, que morreu em lugar do perdido.
Deixa a pessoa ler a passagem na B√≠blia. Leva-o a ler, trocando “n√≥s” e “seu”, por “eu” e “meu”: “Eu tenho andado desgarrado”, etc. pergunta-lhe: “O senhor tem andado desgarrado; no seu pr√≥prio caminho, recusando a Deus?”. Leva-o a sentir que est√° perdido.
Ent√£o pede-lhe que leia o resto assim: “Jeov√° fez cair sobre Cristo √† minha iniq√ľidade”. √Č bom que repita at√© que aceite de cora√ß√£o.
Uma ilustra√ß√£o, muito usada, √© a de levantar um livro, ou outro objeto, sobre a m√£o direita, explicando que esta representa o ouvinte e que o objeto representa o seu pecado. Leva-o a compreender bem e a sentir que assim √© com ele e seu fardo de pecado. Ent√£o, coloca o objeto sobre a m√£o esquerda, explicando que esta representa Jesus. Depois pergunta-lhe, levantando a m√£o direita, que representa o pecador: “Onde est√° agora o seu pecado?” certifique-se de que ele est√° vendo que, como a m√£o direita est√° livre, e a esquerda carregada co o objeto, da mesma maneira Cristo carregou com os seus pecados e, portanto, o ouvinte fica livre quando cr√™.
Jo√£o 1.12. Este vers√≠culo mostra o que quer dizer “receber a Cristo”e tamb√©m o resultado de receb√™-Lo e “tornar-se filho de Deus”.
A palavra “receber”, quer dizer “aceitar”, “hospedar”, “acolher”. Se um amigo bate, abrimos-lhe a porta e o convidamos a entrar e ficar conosco, em casa. Cristo bate e quer entrar em nosso
coração e em nossa vida. Ele está batendo agora. Queremos abrir-lhe a porta e deixá-lo entrar.
Mas que quer dizer: “A todos os que O receberam?”, neste vers√≠culo? Ele √© nosso Salvador, porque morreu por n√≥s e, agora, quer que o recebamos como nosso pr√≥prio Salvador. Ele quer entrar em nossa vida e fazer o Seu sangue limpar o nosso cora√ß√£o, e deixar Sua vontade dirigir a nossa vida.
Cristo quer a nossa permiss√£o para entrar, √© s√≥ aceit√°-Lo. E quando O aceitamos, Ele nos aceita na Sua pr√≥pria fam√≠lia! Tornamo-nos filhos de Deus. Por causa do pecado √©ramos filhos do diabo (Jo√£o 8.44), mas, agora, pela regenera√ß√£o nos tornamos “filhos de Deus”.
Jo√£o 3.7. H√° muitos religiosos e, at√© “crentes” que nunca tiveram uma experi√™ncia definida de contato com Deus; pessoas acerca das quais n√£o podemos ter a certeza de salva√ß√£o. Podemos perguntar-lhes: “J√° nasceu de novo?” se n√£o sabem o que √© o novo nascimento, √© porque n√£o o t√™m. Podemos citar Jo√£o 1.12, mostrando a necessidade de nascer da fam√≠lia de Deus. √Č bom, tamb√©m mostrar que o pecado n√£o mais tem dom√≠nio sobre n√≥s; que Deus se esquece de nossa vida passada; que n√£o temos os mesmos desejos, nem o mesmo alvo como antes; que estamos seguindo outro Capit√£o, que √© Jesus Cristo. “Se algu√©m est√° em Cristo, √© uma nova cria√ß√£o; passou o que era velho, eis que se fez novo” (2 Co 5.17).
Atos 16.31. J√° vimos no exemplo de Jo√£o Harper, no Titanic, um exemplo pr√°tico de usar as Escrituras. Acerca das palavras: “Cr√™ no Senhor Jesus”, √© bom mostrar que n√£o quer dizer s√≥ concordar com a mente. √Č uma cren√ßa do cora√ß√£o, t√£o real e t√£o definida, que leva a pessoa a agir. Veja Tiago 2.20. V√™-se no c√£o do homem salvo do naufr√°gio do Titanic, que n√£o s√≥ creu com a mente, mas ali
mesmo aceitou Cristo, em seu coração. A prova é que clamou a Deus e apareceu o resultado depois, na sua vida.
Romanos 10.9-10. Estes vers√≠culos s√£o muito √ļteis para mostrar a necessidade do ato exterior, o de confessar perante os homens, que Cristo √© nosso Salvador e Mestre, e do ato interior, o de crer no cora√ß√£o. √Č dever imperativo levar o crente rec√©m-nascido a faz√™-lo imediata e freq√ľentemente.
2. Os que receiam cair. Salmo 37.28; João 10.28-29; Rm 14.4; Fl 1.6; 2 Tm 1.12; Jd 24. Dá ênfase a que o Salvador nos guarde de tropeçar; que Ele nos firma, nos segura com Sua mão, e nos preserva para sempre.
2 Co 12.9. Mostra que a nossa fraqueza deve nos animar e nunca desanimar, porque nos leva a confiar no Salvador, que √© a √ļnica maneira para ficar firme sempre.
Lucas 15.11-24. Quando estamos tratando com uma pessoa que j√° caiu, e receia cair de novo, mostremos-lhe que o amor do Pai para com o pr√≥digo n√£o diminui. √Č bom citar Hb 7.25, mostrando que Cristo est√° sempre intercedendo por ele, e 1 Jo√£o 1.9, revela a provis√£o para aqueles que, depois de serem salvos, pecaram.
3. O pecador sem esperança, aquele que julga que seu coração é tão negro e duro que a salvação de Deus nunca pode alcançá-lo.
Isaías 1.18. Como a neve esconde todo o lixo e imundície da terra, fazendo que tudo brilhe com pureza, assim o sangue de Cristo apaga todos os pecados e deixa o pecador sem mancha.
Mateus 9.13. Se tivéssemos sido justos, Cristo não teria vindo. Lucas 19.10.
Jo√£o 6.37. Quando se est√° tratando com os que pensam que seu pecado n√£o tem perd√£o, n√£o os deixes afastar-se deste vers√≠culo. Acrescenta e d√° √™nfase √† palavra: “Todo o que nele cr√™” de Jo√£o 3.16.
4. Os que tropeçam sobre a vida dos crentes.
1 Samuel 16.7. O homem não pode julgar o coração do próximo. Quantas vezes erramos, quando julgamos a causa dos outros. Só Deus pode compreender, porque só Ele conhece o coração onde o ato tem sua origem.
Jeremias 17.10. Deus, n√£o s√≥ compreende a todos os cora√ß√Ķes, mas recompensar√° conforme o que v√™ no √≠ntimo de cada pessoa. A obra e dEle a n√£o nossa.
Lucas 6.41. Com amor podemos mostrar ao que se queixa que também ele mesmo tem pecado na sua vida. Enquanto a trave fica em nosso olho, a visão é imperfeita. Só depois de tirarmos a trave, podemos julgar a outrem; e uma vez livre da trave, desaparece o desejo de julgar ao próximo.
Romanos 2.1-3. √Č porque temos o mesmo defeito, que queremos condenar o outro.
5. Os que esperam ocasi√£o oportuna.
Provérbios 27.1 e 2 Co 6.2. Todos os dias há desastres e mortes que servem para ilustração. Citar exemplos vivos juntamente com estes versículos para despertar a alma a perceber o grande perigo de adiar a decisão.
Provérbios 29.1. Deus tem falado repetidamente à alma por meio dos cultos, por meio de amigos que falaram da salvação, por meio de desastres e agora está falando mais uma vez. Se continuar
recusando, o cora√ß√£o ficar√° ainda mais endurecido e ser√° destru√≠do “de repente” e “sem rem√©dio”.
Isa√≠as 55.6. Mostrar duas coisas: (1) o fato de algu√©m estar procurando levar o perdido √† salva√ß√£o, √© prova para ele de que √© tempo em pode “pode achar” ao Senhor, e que o Senhor “est√° pero”. Porque, realmente √© Deus, e n√£o n√≥s, quem est√° procurando salvar a alma do perdido. (2) se a alma est√° buscando a Deus, e Deus est√° buscando a alma (Lucas 19.10), certamente encontrar-se-√£o.
Mateus 24.44 e 25.1-13. Explicar como a vinda de Cristo está para acontecer, mas será triste para os que não estiverem preparados. Muitos ficam comovidos em meditar sobre a vinda de Cristo, apesar de não sentirem qualquer outra advertência.
Hebreus 2.3. Como é grave descuidar de nossa salvação quando Cristo tem feito tanto por nós, comprando a nossa salvação por tão grande preço!
6. Os que confiam nas boas obras. Muitos, at√© mesmo alguns que freq√ľentam nossos cultos, procuram deixar os v√≠cios e praticar boas obras, sem saber que estas coisas s√£o o fruto dos salvos e n√£o o que lhes vai salvar.
Isa√≠as 12.2. Deus mesmo √© a nossa salva√ß√£o. N√£o s√£o os nossos esfor√ßos que nos salvam, mas Deus em n√≥s. √Č Ele quem produz as boas obras nos renascidos.
Romanos 4.3-5. N√£o se ganha salva√ß√£o por trabalhar ou por merecimento. √Č um dom de Deus e n√£o o pagamento por um servi√ßo que fizemos.
Efésios 2.8-9. Até a fé pela qual somos salvos é de Deus. A salvação, portanto, é inteiramente dom de Deus.
7. Os que confiam na sua própria justiça. Enquanto alguns sentem-se sem esperança por causa de negros pecados, outros acham-se tão bons que dizem não precisar do Salvador.
Isa√≠as 64.6. O melhor que podemos fazer √© como “trapo de imund√≠cie”, em contraste com a santidade de Deus.
Marcos 16.16. Quando cremos em Cristo como nosso Salvador e confessamos isto abertamente (batismo), somos salvos. Não depende de nossas boas obras, nem ausência de vícios. Deu preparou só um caminho para a salvação; esse caminho é Cristo.
Jo√£o 3.3. Todo homem nasceu na fam√≠lia de Ad√£o e precisa nascer da fam√≠lia de Deus, para tornar-se “filho de Deus” e ser participante da Sua justi√ßa. N√£o h√° outro meio.
Jo√£o 3.18. N√£o √© s√≥ o pecado que leva a alma para o inferno; o que n√£o cr√™ em Cristo como seu Salvador, j√° est√° condenado. Os que dizem: “N√£o queremos que este homem nos governe” (Lc 19.14), j√° est√£o perdidos.
Romanos 3.23. Deus novamente afirma que o pecado √© universal: “Todos pecaram”. N√£o h√° alma que possa dizer que nunca pecou. Nem devemos pensar que se pode anular um pecado por meio de boas obras. As boas obras n√£o s√£o mais do que boas obras. E tais devemos fazer. N√£o h√° merecimento de sobra em qualquer boa obra, para apagar o pecado. S√≥ o sangue de Cristo pode limpar o pecado.
Tiago 2.10. A pessoa que pensa que pode ganhar a salvação por guardar a lei engana-se, porque um só erro faz cair sobre ele a condenação. O que trabalhar para ganhar a salvação perdê-la-á se cometer alguma ofensa. O homem não pode cumprir a lei; só Jesus o fez.
8. Os que n√£o compreendem.
Lucas 24.45. Para os filhos de Deus que acham dificuldade em compreender a Palavra, podemos citar este versículo e animá-los a confiar em Cristo que quer iluminar seus entendimentos.
João 7.17. Muitos perdidos já acharam compreensão, certeza e salvação confiando nesta promessa. Mostra que só tem que seguir o pouco de luz que Deus dá, para, receber mais; e sempre que obedecerem concede mais até chegarem à plena luz.
Romanos 11.33. O homem, como ser finito, não pode esperar alcançar as profundezas do Deus infinito. Muitas coisas nos são reveladas agora, mas outras serão compreendidas só na glória. Há coisas que convém saber só depois desta vida.
1 Coríntios 2.14. O homem em si mesmo, e sem o Espírito Santo, não deve esperar compreender as coisas espirituais.
9. Os que n√£o querem deixar os prazeres.
Salmos 16.11. Testifica da “plenitude de alegria” que sentes na comunh√£o com o Senhor, e como os prazeres do mundo se tornam sem interesse e mesquinhos, em compara√ß√£o √† paz de Deus.
Marcos 8.36-37. Como são passageiras todas as coisas do mundo em comparação à alma! Que valor tem o dinheiro, e tudo aqui, em comparação à eternidade? A vida atual pode durar trinta, sessenta, noventa anos, mas isto é só o começo de nossa existência.
1 Coríntios 2.9. Já experimentamos muitos prazeres, concedidos por Deus, e Sua Palavra fala de muitos outros, mas este versículo revela coisas além do que podemos ver, ouvir ou pensar, aqui.
10. Os que receiam a perseguição.
Marcos 8.38. Envergonhamo-nos dAquele que fez tanto por n√≥s? Se o “Filho do Homem” se envergonhar de n√≥s “quando vier Sua gl√≥ria” como ser√° grande a nossa vergonha naquela ocasi√£o!
Lucas 5.22-23. √Č motivo de grande gozo quando nos perseguem, e n√£o motivo de receio. Mas cuidemos que a persegui√ß√£o seja por causa do Senhor e n√£o por causa de nossa falta de prud√™ncia. Muitos falham em distinguir entre estes dois pontos (Mt 5.10-12. Note a palavra “mentindo”).
Romanos 8.18. Se Paulo, depois de sofrer a√ßoites, pris√£o, ser apedrejado, etc., podia considerar a persegui√ß√£o como coisa insignificante, quanto mais n√≥s? Receamos algumas palavras? Receamos perder alguns amigos? “Lembremo-nos da gl√≥ria que h√° de ser revelado em n√≥s”.
Hebreus 12.2. Com um olhar para os sofrimentos, desprezo e afronta de Jesus, ficamos esquecidos de todas as nossas dificuldades.
QUESTION√ĀRIO
1. Explicar Isaías 53.5-6 como o faria a uma pessoa desejosa de salvar-se.
2. Qual o versículo que pode ser citado e como o aplicar àqueles que acham impossível ter a certeza da salvação?
3. Qual o vers√≠culo que fala em “tornar-se filhos de Deus”, e como podemos aplic√°-lo?
4. Recitar Romanos 10.9-10. Quais s√£o os dois atos que o nascido de novo deve praticar?
5. Dar quatro referências sobre o poder de Deus para nos guardar de tropeçarmos.
6. Como trataria com os que recusam entregar-se a Cristo, porque receiam cair?
7. Como trataria com os que tropeçam sobre os defeitos dos crentes?
8. Mencionar alguns exemplos que mostram de forma clara o perigo de adiar a entrega ao Salvador. Citar, também, as Escrituras.
9. Mostrar, pelas Escrituras, que a vida cristã é uma coisa que Deus gera em nós, e que não somos nós quem a produzimos.
10. Como se deve tratar com os que confiam na sua própria justiça?
11. Recitar, dando referência, o versículo que diz que todas as nossas justiças são como trapo de imundície.
12. Mostrar, pelas Escrituras, e por exemplos, que não é necessário compreender toda a Bíblia para ser salvo.
13. Comparar o resultado de n√£o deixar os prazeres do mundo, ao de ter comunh√£o com Deus. (1 Co 2.9)
14. Que qualidade de perseguição é mencionada em Lucas 6.22-23? Qual a classe que não tem galardão?
CAP√ćTULO 10
A PUNIÇÃO ETERNA
Um pregador, amado entre diversas denomina√ß√Ķes, dizia: “Uma das maiores necessidades atuais √© a restaura√ß√£o da verdadeira f√© nas palavras de Jesus Cristo, acerca do inferno”.
Quanto mais desaparece o temor do castigo eterno, tanto mais cresce o homicídio, a bebedice, o adultério, o roubo e outros crimes.
O numero de suicídios é cada vez maior. Se soubessem que este ato é o caminho mais curto para um maior sofrimento que qualquer outro, nesta vida, não o fariam.
Ainda mais: se todos os pastores e os crentes tivessem uma vis√£o mais real do castigo eterno, em vez de terem uma opini√£o, a igreja avan√ßaria apressadamente na obra de salvar os milh√Ķes de almas perdidas.
Desejamos procurar nas Escrituras as respostas às seguintes perguntas sobre este assunto:
1. Há suplício para os ímpios depois da morte?
Lucas 12.3-4. “Digo-vos, amigos meus, n√£o temais aos que matam ao corpo, e depois disto nada mais podem fazer. Mas eu vos mostrarei a quem haveis de temer: Temei √†quele que, depois de matar, tem poder de lan√ßar-vos na Geena. Sim digo-vos: Temei a este”.
H√° uma coisa que Deus pode fazer com o homem, depois de sua morte, descrito aqui com as palavras: “Lan√ßar na Geena (inferno)”, que √© mais terr√≠vel do que mesmo qualquer inquisi√ß√£o dos perseguidores.
2. Quando começa este suplício?
Lucas 16.22.24. “mostrarei tamb√©m o rico e foi sepultado. No Hades estando em tormentos, levantou os olhos... estou atormentado nesta chama”.
√Č certo, ent√£o, que os perdidos, quando morrem, passam logo ao sofrimento. N√£o √© de causar surpresa que a B√≠blia diga isto. A morte daquele que passara a vida em rebeli√£o contra Deus, ensina-nos o mesmo. Quando se aproxima o momento de o homem sair deste mundo, come√ßa a sentir grande horror e condena√ß√£o que excede qualquer angustia da sua vida.
Naturalmente, concluímos, que isto não finda só porque a alma sai do corpo.
3. Por quanto tempo continuar√°?
Mateus 25.41. “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, destinado ao Diabo e seus anjos” Mt 25.46: “Ir√£o estes para o supl√≠cio eterno, por√©m os justos para a vida eterna”.
√Č “fogo eterno” e “supl√≠cio eterno”. Se o supl√≠cio √© menos que eterno, ent√£o a vida tamb√©m o √©, porque Cristo usou a mesma palavra para descrever a dura√ß√£o de ambos.
Nota-se: O “supl√≠cio eterno” n√£o quer dizer que os perdidos ser√£o aniquilados (reduzidos a nada) para sempre, como alguns ensinam, porque eles sofrer√£o “vergonha e confus√£o sempiterna” (Dn
12.2). O que n√£o existe mais j√° cessou de sofrer a vergonha, mas estes continuar√£o sofrendo.
Tais termos, como “tormento eterno” (Hb 6.12), “eterna perdi√ß√£o” (1 Tes 1.9), “o negrume das trevas para sempre” (Jd 13) e “atormentados dia e noite” (Ap 20.10), n√£o podem dar a id√©ia de ficar inconsciente como quando se dorme. Que a morte n√£o √© aniquila√ß√£o, v√™-se tamb√©m em muitas passagens, como em Hb 9.27: “√Č ordenado aos homens que morram uma s√≥ vez e depois disto vem o ju√≠zo”.
E, se a primeira morte n√£o √© aniquila√ß√£o, a “segunda” (Ap 20.14) n√£o o poder√° ser tamb√©m.
E, ainda mais, se na primeira morte os in√≠quos fossem aniquilados, n√£o poderiam ser sentenciados √† “segunda morte”.
Quem não fica horrorizado com a idéia de sofrer para todo o sempre, no inferno? Que devemos, então, sentir para com o pecado, que obriga o Pai, cheio de amor infinito, a castigar com tal sofrimento? E quem pode compreender isto e permanecer no pecado?!
Obje√ß√Ķes formuladas contra o castigo eterno
1. Muitos dizem: Deus n√£o pode castigar eternamente, porque ele √© amor. Confessamos que se tiv√©ssemos o poder infinito de Deus, n√£o deixar√≠amos uma s√≥ alma ser lan√ßada no fogo do inferno. Tamb√©m, n√£o deixar√≠amos uma √ļnica lagrima, doen√ßa, ou morte, entrar no mundo.
Mas tudo isso prova apenas, que o ser humano quer dirigir o mundo diferentemente do Criador. N√£o podemos negar que, apesar de ser misericordioso o nosso Deus, ao mesmo tempo deixa o sofrimento, a dor, a angustia e a morte reinar, que torna o mundo um grande cemit√©rio durante estes s√©culos. Se o Deus de amor e sabedoria infinita ordena que o homem sofra neste mundo, por causa do pecado, quem pode dizer que ele n√£o pode ordenar sofrimento no mundo al√©m do t√ļmulo?
2. Outros dizem: Deus n√£o pode castigar eternamente porque tal castigo ser√° maior do que o pecado merece.
Outra vez temos de confessar que nos parece injusto: nem queremos pensar num suplício que e duro demais.
Porém o menino que está em flagrante desobediência e rebelião contra o pai pode resolver qual será o seu castigo? As autoridades civis podem deixar o criminoso escolher qual o castigo do seu crime? Não. Nem nós pecadores, podemos resolver qual a punição do pecado. Só Aquele que é sem peado, pode resolver retamente qual será o castigo. E este é Jesus Cristo.
3. Outros, ainda dizem: Deus n√£o pode castigar eternamente porque ser√° contra a Sua sabedoria.
Parece mesmo assim. Deus não podia criar o homem quando sabia que quase toda a raça chegaria a um desastre tão horrível.
Mas, é verdade que a maioria da raça humana tem que sofrer o castigo eterno? A estatística revela que ao menos a terça parte de todos os que, ainda hão de nascer, serão salvos. Podemos acrescentar a estes um numero tão grande que ninguém pode contar, em todos os séculos, redimidos pelo sangue de Jesus. Devemos acrescentar a tudo
isto, um n√ļmero ainda maior, dos que nascer√£o aqui na terra, durante o mil√™nio, quando todos os reinos do mundo, passar√£o a ser do Rei dos reis, que reinar√° em justi√ßa, sendo j√° Satan√°s derrotado.
Temos de concluir que o Deus que nos criou, e que nos diz que castiga eternamente, se permanecermos no pecado, é perfeito em sabedoria, e que chegaremos, também a um conhecimento e sabedoria para ver a razão de tudo que Ele faz. Agora, somos todos como criancinhas, sem capacidade para compreender e apreciar o amor e sabedoria infinitos do Pai eterno.
4. H√° uma obje√ß√£o que ainda bate com mais for√ßa no cora√ß√£o: s√≥ um dem√īnio poderia gozar no para√≠so de Deus, quando seus amigos e parentes mais √≠ntimos est√£o sofrendo os horrores eternos do inferno. Devemos notar:
Jesus Cristo compadeceu-se das dores e sofrimentos na terra, mais que qualquer outra pessoa em todos os s√©culos. Est√° hoje sentado √† destra do Pai presenciando uma cena de dor e sofrimento no mundo inteiro. N√£o pode Deus nos levar a suportar o mesmo de l√°? Com todos estes argumentos, Cristo continua a responder: “Errais n√£o sabendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29).
Quantos, sofrendo ang√ļstia e dor cruciantes, j√° entraram na gl√≥ria, onde o Pai, n√£o s√≥ enxuga toda a l√°grima, as estanca a fonte de l√°grimas. N√£o √© t√£o dif√≠cil crer no poder de Deus em fazer-nos esquecer de toda tristeza como √© de crer que ele castiga eternamente: s√≥ porque aquele √© mais agrad√°vel do que este.
Um dos maiores ateus no nosso s√©culo, dizia que a passagem mais infame da B√≠blia √©: “Aquele que n√£o crer ser√° condenado” (Mc 16.16). Por que disse? Porque sabia que seria condenado, se a Escritura fosse a verdade. E os homens n√£o querem acreditar nas
Escrituras, que falam claramente do inferno, porque são ímpios e têm de ir para lá. Mas é-nos necessário aceitar as verdades como Deus as revela.
A import√Ęncia do sangue
Se os homens pudessem compreender o horror do pecado, procurariam logo o √ļnico meio de ficarem limpos.
Lev√≠tico 17.11: “Porque a vida da carne est√° no sangue. Eu vo-lo dei sobre o altar, para fazer expia√ß√£o pe√£s vossas almas; porquanto √© o sangue que faz expia√ß√£o em virtude de vida”.
Isto mostra-nos o que Deus ensinou sobre a necessidade do sangue, desde o começo. Desde o animal imolado por Adão até o Cordeiro, que foi morto, do qual lemos no livro do Apocalipse, Deus nos mostra a necessidade do sangue para fazer propiciação.
Uma das marcas mais evidentes em quase todas as seitas falsas, é o fato de não crerem no sangue de Jesus Cristo.
Mateus 20.28: “Porque este √© o meu sangue, o sangue da alian√ßa, que √© derramado por muitos, para remiss√£o de pecados”.
A antiga alian√ßa, das obras da lei, findou na cruz; a nova alian√ßa da gra√ßa de Deus, foi inaugurada e selada com o sangue de Cristo. √Č pelo derramamento desde sangue que temos o perd√£o dos pecados.
Hebreus 9.22: “Sem derramamento de sangue n√£o h√° remiss√£o de pecado”.
1 Pedro 1.18-19: “Fostes resgatados das vossas pr√°ticas v√£s que por tradi√ß√£o recebestes de vossos pais, n√£o por coisas corrupt√≠veis, como o ouro ou a prata, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e imaculado”.
Est√°vamos “vendidos para estar sujeitos ao pecado” (Rm 7.14); escravos no mercado publico, servos de um senhor, o Diabo. Mas, Jesus nos comprou do dom√≠nio dele. Qual foi o pre√ßo? Seu sangue.
QUESTION√ĀRIO
1. Dar duas raz√Ķes porque √© necess√°rio restaurar a verdadeira f√© nas palavras de Cristo, acerca da puni√ß√£o eterna.
2. Recitar Lucas 12.3-4.
3. Que passagem ensina que o perdido passa desta vida para sofrimento?
4. Recitar Apocalipse 14.11.
5. Omo podemos responder aos que dizem que Deus é amor e, portanto, não pode lançar o perdido no inferno?
6. O castigo eterno é mais do que o nosso pecado merece? Por quê?
7. Mostrar que a doutrina da perdição, no inferno, não é contra a sabedoria de Deus.
8. Como podemos responder à objeção que os salvos não podem gozar no paraíso, enquanto os amigos mais chegados estão no inferno?
9. Qual √© o √ļnico meio de ficar limpo do pecado que merece o inferno?
10. Recitar 1 Pedro 1.18-19.
CAP√ćTULO 11
CURA DIVINA
Há muitas pessoas que já ouviram falar que há cura divina, mas não estão certos do que as Escrituras ensinam a respeito. Podemos mostrar primeiramente, que Deus curava Seu povo, no tempo do Velho Testamento e, que Ele curava também no tempo do Novo Testamento.
1. Cura divina no Velho Testamento.
Gênesis 20.17. Deus curou Abimeleque em resposta à oração de Abraão.
√äxodo 15.26. Deus n√£o s√≥ afirma que Ele √© “o Senhor que te sara”, mas que, se o povo de Israel obedecesse √† Sua lei, n√£o poria sobre eles nenhuma das enfermidades que pusera sobre os eg√≠pcios. Era promessa tanto de prote√ß√£o contra a doen√ßa, como de liberta√ß√£o da mesma.
N√ļmeros 12.10-15. Quando Mois√©s suplicou ao Senhor, Ele curou Miri√£, da lepra.
N√ļmeros 21.5-9. Nisto vemos, n√£o s√≥ um exemplo de cura, as tamb√©m um s√≠mbolo de salva√ß√£o (Jo√£o 3.14-15). Com um s√≥ olhar para o nosso Substituto, vem a cura para o corpo e para a alma.
Deuteron√īmio 7.15: Israel tinha falhado e entrar na terra da promiss√£o. Agora Deus d√° a mesma promessa de Ex 15.26 para esta nova gera√ß√£o.
1 Reis 17.17-24. Quando Elias clamou a Deus, o filho da vi√ļva foi ressuscitado da morte.
2 Reis 5.1-17. A cura de Naamã. Por dinheiro a boas obras, o mundo quer ganhar a salvação e alcançara cura. Mas Deus exige, apenas, a simplicidade de crer.
2 Reis 20.5-6. Pela oração foi prolongada a vida de Ezequias.
Salmos 30.2-3. O c√Ęntico de Davi por sua cura.
Salmos 91. Os que habitam no esconderijo do Alt√≠ssimo s√£o livres dos enganos, pestil√™ncias, terrores, doen√ßas e acidentes. Quando n√£o estamos livres destas coisas √© porque n√£o habitamos no “esconderijo” ou n√£o confiamos na Sua promessa.
Salmos 103.2-5. Confiamos em Deus acerca da primeira parte do vers√≠culo tr√™s; por que n√£o o fazemos tamb√©m acerca da √ļltima parte?
Salmos 107.17-20. Revela-se a causa de doen√ßa, no vers√≠culo 17; ensina-se o que o doente deve fazer no v. 19; mostra-se como o Senhor opera no v. 20, “envia a Sua Palavra, e os sara”.
Isa√≠as 53.4-5. O que n√£o confia que o Senhor j√° levou as nossas dores e doen√ßas sobre a cruz, chama-o de mentiroso, porque aqui diz: “verdadeiramente”. Cristo j√° comprou, na cruz, a nossa salva√ß√£o e a nossa cura.
2. A cura divina no Novo Testamento.
Mateus 4.23-24. Andava Jesus... ensinando... Pregando... e curando todas as doen√ßas e enfermidades.. todos os enfermos... endemoninhados, epil√©ticos e paral√≠ticos e Ele os curou”.
Mateus 8.16-17. Estes versículos combinados com Isaías 53.4-5, mostram que não foram só as doenças espirituais que Cristo tomou sobre Si, na cruz.
Marcos 8.22-25. Às vezes não compreendemos porque a cura não é completa. Aqui, Cristo lhe pós as mãos a segunda vez.
Marcos 16.17-18. A vida e a cren√ßa de muitos, s√£o como se Cristo tivesse dito: “estes sinais h√° de acompanhar os disc√≠pulos durante o primeiro s√©culo”. A igreja perdeu o dom de curar quando perdeu a cren√ßa; quando a igreja volta a crer, volta tamb√©m o dom de curar.
Lucas 22.50-51. Cristo tocou e sarou a orelha do “servo do sumo sacerdote”.
Jo√£o 9. O cego recebeu a vis√£o.
Atos 3.1-16. A cura é conforme a nossa fé. O Senhor está procurando ver fé em nós. Mas quem deve ter fé? Em Mt 9.29 foi a fé dos cegos; em Mt 8.13 foi a fé do senhor do criado. Mas aqui, na cura do coxo, Pedro quem teve fé.
Atos 5.14-16. √Č poss√≠vel andar t√£o cheio do Esp√≠rito Santo que os perdidos, s√≥ em olhar para n√≥s, ficam convictos do pecado, e t√™m de cair aos p√©s do Salvador. Carlos Finney conta como, quando visitava uma grande f√°brica de algod√£o, os oper√°rios, s√≥ em olhar para ele, come√ßaram a cair sob o poder de Deus, a ponto de ser necess√°rio mandar parar as maquinas. Dentro de poucos dias quase todos os oper√°rios da f√°brica se entregaram a Cristo (Memoirs of Finney, p.183).
Da mesma maneira, é possível estar-se tão cheio do Espírito Santo, a ponto dos doentes que chegam perto recebam fé para serem
curados. No caso de Pedro, foi necessário somente a sua sombra, porque ele estava em íntima comunhão com o Senhor.
Atos 9.32-35. Aqui se revela porque Deus quer curar por nosso interm√©dio: “viram-no todos os que moravam em Lida e Sarona, os quais se converteram ao Senhor”. O nome dEle deve ser glorificado. Que importa se os fariseus atuais n√£o cr√™em? Foram os da multid√£o (os pobres) que ouviam a Cristo “com prazer” (Mc 12.37). Repete-se o mesmo hoje. Se levantarmos o Cristo que faz milagres entre os homens eles se converter√£o ao Senhor.
Atos 16.16-18. Note-se o poder que tem o “nome de Jesus Cristo”. O Senhor disse: “Tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo conceder√°”. Cremos?
Atos 28.3-6. O resultado da crença na primeira parte de Marcos 16.18.
Romanos 8.11. N√£o √© s√≥ √† ressurrei√ß√£o do corpo que √© referida aqui. O corpo da ressurrei√ß√£o ser√° incorrupt√≠vel, mudado do “corpo corrupt√≠vel”. Mas Deus agora tamb√©m d√° vida ao nosso corpo mortal (sentenciado √† morte) “pelo Seu Esp√≠rito que habita em n√≥s”.
Tiago 5.14-16. Esta passagem mostra-nos claramente o que Deus quer que fa√ßamos quando nos achamos doentes: (1) “chame os presb√≠teros”; (2) “fa√ßam ora√ß√£o sobre ele (o doente); (3) “ungindo-o com √≥leo em nome do Senhor”. Nem devemos recear obedecer, pensando que a promessa de cura era s√≥ para o tempo dos ap√≥stolos, porque o fato de n√£o seres estes, mas os presb√≠teros que o doente deve chamar, mostra que √© para a Igreja de Cristo atrav√©s dos s√©culos.
Note-se como √© gloriosa a promessa: “A ora√ß√£o da f√© salvar√° o doente, e o Senhor o restabelecer√°”.
3. Deus quer curar?
Depois de mostrar que Deus cura, √© necess√°rio mostrar que tamb√©m √© Seu desejo faz√™-lo. H√° muitos que dizem: “Sei que Ele pode, e tem poder”. S√£o como o leproso que disse a Cristo: “Se quiseres, bem podes tornar-me limpo” (Mt 8. Tema id√©ia de que devemos persuadir a Deus a nos curar. Para estes citamos as seguintes passagens:
Gênesis 1.26. O fato de que Deus criou o homem à Sua imagem, não aleijado, nem com enfermidades, é prova de que Ele não quer ver um filho doente. Só com o estrago de satanás entrou a doença no mundo.
Salmo 6. Muitos s√£o ensinados a pedir a Deus a cura, acrescentando: “se for a Tua vontade”. Sem duvida, Davi estava muito doente quando escreveu este Salmo: sentiu dores nos ossos (v 2) e implorou que o libertasse da morte que se aproximava (v 4,5). Mas n√£o orava a Deus que o curasse se fosse a Sua vontade. Note-se como acrescentou no v. 9: “Jeov√° j√° ouviu a minha s√ļplica”.
Salmos 103.3. Deus afirma que “sara todas as tuas enfermidades”. “Quem n√£o cr√™ a Deus, O tem feito mentiroso” (1 Jo√£o 5.10). cremos em Deus, ou O fazemos mentiroso?
Isaías 38.1-5, 20-21. Note-se dois pontos: (1) Não devemos pensar que a cataplasma curou o rei. Não é razoável que uma pasta de figos curasse uma doença mortal (Is 38.1). Não foi a água medicinal do Jordão que curou a lepra de Naamã (2 Reis 5). Da mesma maneira é mais razoável que a ordem de aplicar a pasta de
figos fosse para provar a obediência do Rei Ezequias; (2) há três exemplos na Palavra de Deus de procurar a cura dos homens e cada um mostra a sua inutilidade: 2 Reis 1.2-4; 2 Cr 16.12-13; Mc 5.25-26. Isto é ainda mais significativo em vista da ciência da medicina bem desenvolvida daquele tempo.
Isaías 53.4-5. Não precisamos mais perguntar se Deus quer nos curar, porque já fez a obra e só nos resta aceitá-la.
Mateus 8.17. Isto é a repetição do Novo Testamento do que diz em Is 53.4. De novo afirma que Ele já fez a nossa cura.
Lucas 13.16. Notem-se dois pontos: (1) aqui √© Satan√°s quem prende os filhos de Deus, com doen√ßa. O Senhor castiga aos √≠mpios com doen√ßa, mas n√£o aos Seus filhos obedientes. Ele n√£o s√≥ n√£o lhes d√° doen√ßa, mas liberta aqueles que Satan√°s prende por meio de doen√ßa. (2) este vers√≠culo mostra ainda mais?: que o doente deve ser curado “n√£o devia ser solta...esta mulher que √© filha de Abra√£o?”. Segue-se, portanto que tamb√©m n√≥s, que somos filhos de Abra√£o, pela f√©, devemos ser soltos dos la√ßos, com o quais satan√°s nos prende.
Jo√£o 10.10. Ele quer que tenhamos esta vida em nossos corpos? Foi por esta raz√£o que veio.
1 Tim√≥teo 5.23. “usa de um pouco de vinho por causa...das tuas freq√ľentes indisposi√ß√Ķes”. Citam este vers√≠culo, alguns que querem justificar o uso de bebida forte. Por√©m devemos notar: (1) √Č improv√°vel que Paulo se referia ao vinho que embriaga. (2) O que bebe at√© se embriagar, n√£o pode justificar-se com este vers√≠culo que diz: “um pouco de vinho”. Igualmente, n√£o t√™m raz√£o, os que citam este vers√≠culo para justificar o uso de muitos rem√©dios.
Hebreus 10.7, Atos 10.38 3 Hebreus 13.8. Devemos usar estas passagens juntas. A primeira ensina que Cristo veio fazer a vontade de Deus. A segunda, que foi a vontade de Deus sarar “todos os oprimidos de Diabo”. A terceira, que Cristo √© o mesmo hoje e continua a fazer o mesmo. √Č a vontade de Jesus Cristo curar a Seu povo, veio com este prop√≥sito, f√™-lo, e ainda o faz.
4. Por que nem todos s√£o curados?
Tiago 1.6. Quando n√£o somos curados, quase sempre √© por causa da nossa falta de confian√ßa em Deus. Ou pode ser, que estejamos duvidando de n√≥s mesmos, olhando a nossa f√©, querendo saber se ela basta para nos curar. √Č como o homem que chega a uma ponte; pode examin√°-la e ficar certo de que est√° em condi√ß√Ķes de passar com seguran√ßa, mas n√£o fica duvidando da seguran√ßa da ponte. Da mesma maneira, devemos deixar de duvidar da nossa f√© a aceitar de Deus a Cura.
Tiago 5.14-16. Muitas vezes o doente não é curado porque não tem confessado o seu pecado. Porém é necessário chamar a atenção do doente de tal maneira, que seja levado a examinar o coração perante Deus, sem se escandalizar.
Tiago 1.3. Deus quer ver em n√≥s uma f√© perfeita. Quantas vezes estamos dizendo no cora√ß√£o: “Senhor, creio, se me queres curar hoje, sen√£o amanh√£ experimentarei um rem√©dio”? Deus, porque quer produzir “fortaleza” e que sejamos “completos, n√£o faltando em coisa alguma”, demora em nos curar (1 Pe 1.7.
5. Obje√ß√Ķes formuladas contra a cura divina.
Muitos ensinam que já passou a época de milagres. Mas, em qual das épocas estamos? Na antidiluviana (Jim 1.1 a 7.1)? Na
patriarcal (Jim 7.1 a Ex 19)? Na mosaica (Ex 20 a At 2)? Na crist√£ (At 2 √† volta de Cristo), ou na milen√°ria (Ap 20.3-6)? √Č claro que vivemos na dispensa√ß√£o crist√£. Mas h√° mais do que uma √©poca crist√£? N√£o (At 2.17, 21.1 Co 10.11; Mt 28.18-19). N√£o h√° nestas Escrituras, nem em qualquer outra, id√©ia alguma de divis√£o na era crist√£, com um grande golfo entre a primeira parte e a segunda.
Alguns não compreendem como diversas seitas, com doutrinas erradas, ensinam a cura, também. Mas as curas feitas por Satanás não são provas de que não existam as verdadeiras. Faraó errou nisto. A cura falsa não é a prova de que não exista a verdadeira (Ver Mat 24.24; Ap 13.13).
Outra obje√ß√£o comum, √© que os alvos dos milagres de Cristo e dos ap√≥stolos era confirmar e estabelecer as doutrinas do cristianismo, e n√£o h√° necessidade hoje de que os mesmos continuem. Respondemos: (a) Porque, ent√£o, h√° ainda cr√≠ticos falando contra estes fatos e estas Escrituras? (b) Como podem os de outros pa√≠ses, n√£o evangelizados, saber da divindade destes or√°culos? (c) Como podem as multid√Ķes em todo o mundo examinar as Escrituras e conhecer seu poder? √Č claro que em qualquer gera√ß√£o e em qualquer lugar h√° necessidade de “sinais que se seguiram”, (Mc 16.20) para confirmar a palavra do pregador. Foi assim no come√ßo: alguns sinais, uma ou duas vezes num lugar, n√£o eram suficientes. Hb2.4. (d) As curas n√£o s√≥ serviam como testemunhar do poder e da divindade de Cristo, mas para demonstrar aquilo que Ele desejava comunicar a todos os cora√ß√Ķes, que Ele os ama profundamente. Com este alvo de compaix√£o, Ele curou milhares (Mt 14.14; 15.32, etc.). Se Cristo Jesus n√£o tivesse, ainda hoje, a mesma compaix√£o, Ele n√£o seria o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hb 13.8).
Alguns acham que Deus quer que Seus filhos O glorifiquem ao submeter-se √† vontade divina para receberem a ben√ß√£o e serem levados mais perto dEle pelos sofrimentos da doen√ßa. √Č verdade que h√° muita ben√ß√£o de Deus em sofrer, entretanto estes que assim falam, tomam rem√©dios e fazem tudo para escapar √† “vontade de Deus”. Por√©m, n√£o √© a vontade de Deus que o crente fique doente (1 Ts 5.23).
Outros citam exemplos de crentes, nos tempos dos ap√≥stolos, n√£o curados. S√£o eles: (a) Paulo: 2 Co 12.7-8. N√£o diz que este “espinho” tenha sido doen√ßa. Paulo, com este “espinho” n√£o se tornou doente, sem for√ßas para trabalhar. (b) Epafrodito: Fl 2.25-30. Foi curado, Fl 2.27. (c) Trof√≠mo, 2 Tm 4.20. N√£o h√° prova de que n√£o foi curado, depois: porque todas as curas de que lemos na B√≠blia n√£o se davam imediatamente.
Pergunta-se: “com tal doutrina quem pode morrer?” O crente fiel a Deus, n√£o deve ter como alvo a fruta que apodrece na √°rvore, que cai ao ch√£o, sem valor, mas antes, deseja ser como a fruta madura e bonita que cai na m√£o do dono. Mois√©s morreu gozando de todas as suas for√ßas, como o sol que se p√Ķe em pleno poder e gl√≥ria. (DDT 34.7). Tamb√©m outros morreram sem doen√ßa:Aar√£o (Nm 20.22), Isaque (Jim 35.28-29); Abra√£o (Jim 25.8), Davi (! Reis 2.1), Estev√£o (At 7).
QUESTION√ĀRIO
1. H√°, no Velho Testamento, mais que as quatorze referencias sobre o assunto da cura divina?
2. Qual o versículo que promete proteção tanto contra doença, como libertação dela? O que era necessário para gozar proteção?
3. Citar Isaías 53.4.
4. Ode se encontra a história da cura de Naamã? O que nos ensina?
5. Que verdade importante ensina Mateus 8.16-17?
6. Quantos sinais s√£o mencionados em Marcos 16.17-18? A quem seguir√£o?
7. Quem deve exercer a fé, na cura?
8. Qual é o ambiente no qual a fé cresce?
9. Citar Tiago 5.14-16.
10. Dar três referências das Escrituras que provam que Deus quer curar. Quando não somos curados, de quem é a culpa?
11. Porque não é razoável dizer que a cataplasma curou Ezequias?
12. Dar quatro raz√Ķes evidentes porque n√£o se recebe a cura.
CAP√ćTULO 12
A SEGUNDA VINDA DO SENHOR
Lembramo-nos de um quadro muito comovente, no qual aparece uma sala, cuja janela dá para o mar. Uma senhora com semblante sério, está sentada à mesa, enquanto duas crianças brincam no tapete, a seus pés. Em sua mão há uma carta que a senhora acabara de ler, e seus olhos estão fitos no imenso mar. Vê-se, também, o retrato de um homem, pendurado na parede.
O que o pintor quis representar, está claro, trata-se do pai daquelas crianças, que está navegando além daquele oceano. Ali está seu retrato; ele, porém, está bem longe; mas escrevera uma carta à esposa, carta que ela acabara de ler, comunicando noticias alegres, dizendo que estaria de volta ao lar. Assim, a mãe está à janela, dia após dia, os olhos fitos no mar, aguardando a primeira aparição das velas do navio, que trará aquele que por muito tempo se ausentou da família.
H√° Um outro, bem querido, por muito tempo ausente entre n√≥s. N√£o h√° for√ßa que nos leve a olhar para cima, tanto quanto esta que sentimos pelas not√≠cias de que Ele vem pra todos os que se entregam √† Sua autoridade bendita. Paulo passou apenas tr√™s s√°bados em Tessal√īnica, mas a mensagem da volta de Jesus Cristo, resultou na convers√£o de grande multid√£o e a funda√ß√£o da igreja ali (! Tes 1.9-10; At 17.1-4).
O obreiro que quer manejar bem a Palavra, não pode descuidar das passagens que tratam da volta dAquele que é mais querido do
que mãe ou esposa. Porém nossos esforços serão vãos se nós mesmos não amarmos, a Sua vinda (2 Tm 4.8).
Queremos apresentar o assunto considerando as Escrituras na seguinte ordem: I. Que elas declaram que Jesus Cristo voltará à terra. II. Que informam de que modo há de voltar. III. Que ensinam quando vê. IV. Que mostra para quem Ele vem.
I. Jesus Cristo mesmo voltará à terra.
Daniel 7.13-14. Esta √© a mesma cena da par√°bola do homem nobre (Lc 19.12), que “foi para um pa√≠s long√≠nquo, a fim e obter para si o governo e voltar”. Em vis√£o, Daniel O v√™ logo antes da Sua volta, no ato de receber o Seu reino, do Pai.
Zacarias 21.10. Cristo h√° de aparecer ao povo judaico: “Olhar√£o para Mim, a quem traspassaram”.
João 14.3. Note-se que este versículo não se refere à salvação da alma, nem a morte do crente, mas à volta do mesmo que falava, o Senhor Jesus.
Atos 1.11. Aquele que há de voltar é o mesmo Jesus que subiu, não um espírito, mas o homem Jesus. Voltará do céu, e do mesmo modo que partiu; isto é, visivelmente e glorificado.
Apocalipse 22.20. A √ļltima mensagem na B√≠blia, do Senhor Jesus √© para n√≥s: “certamente, que venho √† pressa” e a s√ļplica do √≠ntimo do cora√ß√£o da Sua noiva √©: “Am√©m; vem Senhor Jesus”
II. De que modo h√° de voltar.
A palavra de Deus ensina duas fases da vinda de Cristo. Primeiro, o arrebatamento, quando Cristo h√° de vir nos ares para levar os Seus que O est√£o aguardando. Naquela ocasi√£o ser√£o
ressuscitados os santos que morreram em Cristo. Tudo isto será sem o conhecimento do mundo incrédulo e dos crentes que não estão vigiando e orando para escapar das coisas que sobrevêm ao mundo (Lc 21.34-36). Aqueles que ficarem no mundo entrarão na grande tribulação (Ap 7.14; Bras. Mt 22.21; Dn 12.1; Jr 30.7). Ao terminar esta, acontecerá a segunda fase da vinda de Cristo, o apocalipse, a manifestação, quando será visto por todos na terra, quando se assentará no Seu trono, para reinar mil anos.
a) O arrebatamento. √Č o ato de levar repentinamente aos c√©us, os que dormem, mas ressuscitados, juntamente com os fieis ainda vivos aqui na terra.
Mat 24.37-39. O mundo atual, apesar de ser advertido repetidamente, est√° nas mesmas condi√ß√Ķes de incredulidade e impiedade como nos dias de No√©. S√≥ podemos esperar severo julgamento, como aconteceu nos dias de No√©.
1 Coríntios 15.51-52. A ressurreição dos mortos em Cristo e o arrebatamento dos vivos.
1 Tessalonicenses 4.16-17. “seremos arrebatados nas nuvens, juntamente com eles, ao encontro do Senhor nos ares”. Nunca houve uma reuni√£o t√£o grande e de tanto gozo: nem aquela reuni√£o do povo de Israel, salvo, na praia do mar vermelho, dan√ßando de alegria (Ex 14 e 15), nem a do pentecostes, quando tr√™s mil foram salvos, nem outra qualquer.
b) Apocalipse.
Mateus 24.30. O Rei chegando “com poder e grande gl√≥ria”.
Apocalipse 1.7. Isto é o Apocalipse de Cristo, Sua revelação ou manifestação. Cristo chegando, visto por todos.
III. Quando Cristo voltar√°?
Certamente o Senhor quer que Seu povo conheça bem a doutrina da Sua vinda à terra, por que é mencionada trezentas e dezoito vezes, no Novo Testamento.
O Senhor n√£o revela quando o arrebatamento acontecer√°. Acerca disto, temos de “vigiar”. Ser√° numa “hora que n√£o pensais” que “vir√° o Filho do Homem”. Ele n√£o quer que saibamos quando nos vem buscar; temos que estar prontos para encontr√°-Lo, a qualquer hora. N√£o conhecemos nenhuma profecia que se deva cumprir antes desta. Podemos esperar o arrebatamento a qualquer momento. Acerca de Seu Apocalipse (manifesta√ß√£o), fala mais definidamente, revelando v√°rias coisas que tem de acontecer e pelas quais podemos julgar o tempo. √Č claro que a Sua vinda n√£o est√° distante, pois atualmente as √ļltimas profecias est√£o se cumprindo.
Mateus 24.14. Certamente isto j√° est√° se cumprindo, a n√£o ser, em algumas na√ß√Ķes pequenas onde at√© √© bem poss√≠vel que, atrav√©s dos s√©culos, j√° tenha sido pregada a mensagem.
Mateus 25.13. Alguns ensinam que os homens est√£o se aperfei√ßoando todos os anos e que tudo em breve, ficar√° t√£o bom que come√ßara o mil√™nio. Dizem que quando findarem estes mil anos de paz, Cristo voltar√°. Como √© diferente a Palavra de Deus. (2 Tm 3.1-5, 13; Lc 17.26; etc.) se a vinda de Cristo est√° mil anos distante, porque a admoesta√ß√£o repetida de Deus: “vigiai”? Como podemos vigiar por uma coisa que est√° ainda mil anos no futuro? Mas o evento que devemos aguardar √© a Sua vinda para levar Seu povo, e isto pode acontecer a qualquer momento!
Lucas 21.25-28. Isto acontecerá logo antes da Sua manifestação.
2 Tessalonicenses 2.3. Certamente j√° come√ßou a “apostasia” e “o homem da iniq√ľidade” pode ser “revelado” a qualquer momento.
IV. Para quem o Senhor Jesus voltar√°.
1 Cor√≠ntios 15.23. Vem para “os que s√£o de Cristo”. Somos dEle, plenamente entregues e dirigidos por Ele?
Hebreus 9.28 “Aos que O aguardam”. Em que temos o nosso interesse neste mundo.
Apocalipse 16.15 “Aquele que vigia e guarda as suas vestes”. As nossas vestes est√£o limpas e sem mancha?
Apocalipse 17.14 “Os chamados, os escolhidos e os fi√©is, fomos chamados; fomos escolhidos; somos fi√©is?
QUESTION√ĀRIO
1. Quais os quatro tópicos em que se divide esta lição?
2. Recitar Atos 1.11.
3. Que é o arrebatamento? Citar duas passagens.
4. Que é o Apocalipse? Citar pelas Escrituras.
5. Quantas vezes é a Segunda vinda de Cristo mencionada no Novo Testamento?
6. Recitar Mat. 25.13.
7. Provar que Cristo vem antes do Milênio.
8. Para quem Cristo vir√°?
9. Recitar Hebreus 9.28.
CAP√ćTULO 13
O BATISMO NO ESP√ćRITO SANTO
“Recebestes o Esp√≠rito Santo quando crestes?” Quantos irm√£os queridos de Deus, andam a vida inteira sem conhecer esta b√™n√ß√£o? Em √Čfeso, nem sequer ouviram falar que o Esp√≠rito Santo era dado antes da chegada do ap√≥stolo Paulo. (Atos 19.2). √Č necess√°rio levar os novos convertidos a buscar o batismo no Esp√≠rito Santo. √Č a experi√™ncia normal. Nunca se apresentar√° uma oportunidade t√£o favor√°vel e nunca haver√° um tempo de maior necessidade do poder que guarda e dirige do que logo depois da convers√£o.
1. O batismo no Espírito Santo é para nós hoje.
Alguns pensam que n√£o h√° mais batismo no Esp√≠rito depois dos acontecimentos do livro de Atos, por causa do que est√° escrito: “h√°... um s√≥ batismo”. (Ef 4.5). Por√©m esta conclus√£o n√£o tem raz√£o em vista de outras Escrituras, e nem essa passagem o ensina. O assunto √© da unidade da f√©; sou uma parte do corpo de Cristo. Quando, eu me encontrar com outro que √© do corpo de Cristo, somos um, porque “um s√≥ corpo h√°”. Sou um santu√°rio do Esp√≠rito Santo. Quando encontrar com outro que √© santu√°rio do Esp√≠rito, somos um, porque h√° um s√≥ Esp√≠rito. Fui batizado em Cristo; quando encontrar com outro batizado em Cristo somos um porque “h√° um s√≥ batismo”.
A promessa do batismo no Esp√≠rito (“a promessa”, Atos 2.39, 33; 1.4; Lc 24.49), n√£o foi s√≥ para os ap√≥stolos; √© tamb√©m “para todos os que est√£o longe, a quantos chamar o Senhor nosso Deus”.
(Atos 2.38-39). Portanto, todos nós chamados no século vinte estamos incluídos.
√Č anti-b√≠blico dizer que findou o batismo no Esp√≠rito Santo, com a morte dos ap√≥stolos. A √©poca, durante a qual Deus derramaria o Esp√≠rito Santo, denominada “os √ļltimos dias”, grande glorioso dia do Senhor. Atos 2.17-21.
O minist√©rio de Jesus Cristo na terra, findou quando subiu de novo para o Pai. “o minist√©rio do Esp√≠rito” (2 Co 3.8) come√ßou logo depois no dia de pentecostes (Atos 2), quando o Esp√≠rito veio para ficar “para sempre” conosco. (Jo√£o 14.16). Foi um grande insulto quando os homens trataram o Filho de Deus como se n√£o tivesse vindo ao mundo. Ser√° menor o insulto quando fechamos nossos cora√ß√Ķes ao Esp√≠rito Santo?
Uma das razoes porque Jesus subiu aos céus foi para pedir e mandar-nos o Espírito Santo. (João 14.16). Uma vez exaltado, à destra d Deus, derramou e derrama o Espírito sobre todos quantos O queiram receber. (Atos 2.33). a história dos séculos, começando no livro de Atos, prova que Ele está à direita do Pai, derramando o mesmo Espírito sobre todos que O queiram receber.
2. O batismo no Espírito Santo é para todos nós.
Quando Satanás não nos pode enganar com a desculpa de que o batismo foi só para o tempo dos apóstolos, apresenta outras desculpa: que esse batismo é só para o pastor ou talvez por outros mais favorecidos por Deus.
No dia de pentecostes, “todos ficaram cheios do Esp√≠rito Santo”. (Atos 2.4); a promessa √© “para todos” (Atos 2.39); entendemos que todos em Samaria, aos quais foram impostas as
m√£os dos ap√≥stolos O receberam (Atos 8.17). “desceu o Esp√≠rito Santo sobre todos”, na casa de Corn√©lio. (Atos 10.44).
Todos podem recebê-Lo, porque todos O necessitam. A mãe, em casa, precisa estar cheia dEle, para criar seus filhos para Deus. O pai precisa ser cheio dEle todos os dias, para vencer nas lutas cotidianas. O filho precisa ser cheio para alcançar o alvo que Deus lhe dá. Não só os apóstolos precisavam ser cheios, mas todos os crentes precisavam também.
3. O batismo no Espírito Santo: como se recebe.
a) Pela f√© na promessa e obedi√™ncia √† Palavra de Deus. (Lc 29.49; Ef 5.18). Mais como podemos obedecer, quando √© Deus quem nos batiza? A resposta √© clara: em nos colocarmos na posi√ß√£o onde Deus nos possa encher. “enquanto Pedro ainda falava estas coisas, desceu o Esp√≠rito Santo sobre todos” porque estavam “diante de Deus para ouvir tudo”. (Atos 10.44, 33). Quantos Mois√©s tinha feito tudo que Deus ordenara, “ent√£o...a gl√≥ria de Jeov√° encheu o tabern√°culo”. (Ex 40.33-34).
b) Pela imposi√ß√£o de m√£os. (Atos 8.17; 19.6). a imposi√ß√£o de m√£os n√£o deve ser considerada um rito formal e v√£o. √Č um, por√©m n√£o o √ļnico, meio ordenado por Deus, para receber o Esp√≠rito Santo. (Atos 6.6; 13.3; 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6).
Note-se: n√£o se deve concluir, que os samaritanos (Atos 8.14-17) n√£o podiam receber o batismo sem a imposi√ß√£o das m√£os dos ap√≥stolos; portanto, n√≥s n√£o podemos esperar receb√™-Lo somente pela imposi√ß√£o de m√£os. Deus o d√° como quer. Pensa-se que o √ļnico meio para alcan√ßar a cura √© pela imposi√ß√£o das m√£os de Jesus, porque h√° exemplos que Ele curou assim?
c) Em resposta à oração
O Pai celestial sempre está mais pronto a dar o Espírito Santo em resposta ao nosso pedido, do que um pai em dar pão ao seu filho (Lc 11.9-13).
Note-se: n√£o devemos recear que Deus nos mande um esp√≠rito imundo, quando j√° o Esp√≠rito Santo est√° conosco e pedimos que Ele nos encha. H√° muitos exemplos de Deus batizar no Esp√≠rito aos que j√° tinha experi√™ncia de algumas das manifesta√ß√Ķes dEle. Jesus nunca deu “em vez de peixes uma serpente”. (Lc11.11).
Muitos irmãos receiam pedir mais e mais o Espírito Santo, só porque Ele já esta conosco. As Escrituras, e uma multidão de irmãos, testificam que o Senhor mandou encher o Seu povo, repetidamente, com o Espírito Santo. Por exemplo: sabemos que Ele estava com Pedro, depois de Cristo o chamar. Mais isto não impediu que ele muitas vezes depois, se torna-se cheio do Espírito Santo (Jo 20.22; At 2.4-31).
Nem devemos deixar de pedir, porque a promessa de Lucas 11.13 foi antes do Pentecostes. Que os crentes, convertidos depois do Pentecostes, continuaram a pedir o batismo no Espírito até o receberem, é claro (At 8.15-17).
Também, não devemos pensar que não podemos pedir o batismo no Espírito Santo, porque é uma coisa prometida (At 1.8). Quando temos a promessa é que podemos orar com fé. Por exemplo: Elias pedia aquilo que já era prometido (Tg 5.16-18; 1 Reis 18.1, 41:46).
“Pedi o que quiserdes, e ser-vos-√° feito” (Jo 15.7). Se queremos o grande dom que Deus nos quer dar, o de ser cheios do
Esp√≠rito, podemos come√ßar a orar pedindo-o. “Enchei-vos do Esp√≠rito” (Ef 5.18).
As Escrituras n√£o afirmam dogmaticamente que se deve falar em l√≠nguas quando se recebe batismo do Esp√≠rito Santo, mas d√£o a entender que seja assim. Os batizados no Esp√≠rito Santo (Atos 2); os que foram batizados na casa de Corn√©lio (Atos 10) e os que o receberam em √Čfeso (Atos 19), falaram em l√≠nguas, a B√≠blia no-lo diz. N√£o diz que Paulo falou em l√≠nguas quando recebeu o Esp√≠rito Santo (Atos 9.17), mas quem pode afirmar que n√£o falou, pois ele falava em l√≠nguas mais do que os crentes em Corinto? (1 Cor 14.18). Quando os samaritanos foram batizados com o Esp√≠rito Santo, havia uma prova vis√≠vel, porque diz: “Quando Sim√£o viu” (Atos 8.18), √© prov√°vel que fosse o sinal de l√≠nguas. Quando receberam o batismo com o Esp√≠rito Santo, na casa de Corn√©lio, como estavam certos que era o batismo? Souberam, com certeza, “pois os ouviram falar outras l√≠nguas” (Atos 10.46). Foi a prova de ent√£o, e deve ser a prova de hoje.
4. O batismo no Espírito Santo: a Sua obra.
Os que buscam o Espírito Santo devem também saber qual é a Sua obra.
Mateus 3.16. O batismo no Espírito Santo abre-nos o céu.
João 14.16. O Espírito Santo é o Paracleto, o consolador que nos conforta.
Jo√£o 14.26. “Esse vos ensinar√° todas as coisas”. O que pede e confia na instru√ß√£o do Esp√≠rito, tem li√ß√Ķes que os s√°bios n√£o conhecem.
Jo√£o 15.26. “Esse dar√° testemunho de Mim”. Sim, faz que Jesus seja para n√≥s uma realidade ainda mais gloriosa.
Jo√£o 16.8-11. √Č Ele em n√≥s quem convence o mundo do pecado, da justi√ßa e do ju√≠zo, e n√£o a nossa eloq√ľ√™ncia.
Atos 1.8. O grande alvo do batismo no Espírito não é gozo e comunhão com Deus, mas é receber poder para ganhar almas.
Atos 4.31. Dá-nos ousadia e sabedoria no nosso ministério.
Atos 6.15. Faz a glória de Deus brilhar nos rostos.
Atos 8.29. Guia-nos para falar aos perdidos.
Atos 16.7. Guia-nos para o campo de trabalho.
Romanos 5.5. Derrama o amor de Deu em nossos cora√ß√Ķes endurecidos.
Romanos 8.11. O Espírito Santo em nós, dá vida aos nossos corpos mortais.
2 Tessalonicenses 2.13; 1 Pedro 1.2. Assim como Cristo é nosso Salvador, o Espírito Santo é quem opera em nossa santificação.
G√°latas 5.22-23. D√° fruto de amor, gozo, paz, etc. em nossas vidas.
2 Cor√≠ntios 3.18. Pelo Esp√≠rito Santo, somos transformados √† imagem do Senhor. N√£o √© a vontade de Deus que os que se convertem, fiquem, como o eloq√ľente Apolo (Atos 18.25), √† beira das √°guas do batismo, mas que penetrem na plenitude da gra√ßa.
5. O batismo no Espírito Santo: a Sua aceitação.
N√£o devemos desprezar o “gozo do Esp√≠rito Santo” (1 Tes 1.6) que nos leva a orar juntos, em alta voz. √Č um erro pensar que estamos fazendo para a edifica√ß√£o (1 Co 14.26), quando o culto se torna triste e frio como o gelo. A tristeza n√£o √© santidade, como alguns
imaginam. Deus √© Esp√≠rito e importa que O adoremos em Esp√≠rito e n√£o em forma (Jo 4.24). “Tendo a apar√™ncia de piedade, por√©m, negando o poder dela. Foge tamb√©m destes” (2 Tm 3.5).
“E todos foram cheios do Esp√≠rito Santo...”
“E outros zombando, diziam: “Est√£o cheios de mosto” (Atos 2:4, 13). “E n√£o vos embriagueis com vinho, em que h√° contenda, mas enchei-vos do Esp√≠rito” (Ef 5.18). um crente, cheio do Esp√≠rito Santo, √© um dos pontos, semelhante ao pecador cheio de vinho. Como √© de se estranhar que alguns crist√£os, hoje, se considerem melhores do que outros, s√≥ porque nunca est√£o cheios do Esp√≠rito...
“O qual... oferecendo, com grande clamor e l√°grimas, ora√ß√Ķes e s√ļplicas ao Que o podia livrar”... (Hb 5.7). Os seguidores do mesmo Cristo nunca podem estar t√£o comovidos, a ponto de clamar nas ora√ß√Ķes e derramar l√°grimas? Parece que a ora√ß√£o de Neemias (2.4) diante do rei, foi, apenas, um pedido fervoroso do cora√ß√£o, e sabemos que a de Ana (1 SM 1.3), foi sem qualquer sinal exterior, a n√£o ser o movimento dos seus l√°bios. E √© certo que muito podem tais ora√ß√Ķes. Conclu√≠mos, portanto, que ningu√©m pode proibir, quer a ora√ß√£o quieta, quer a que vem com “grande clamor e l√°grimas”.
“E rogo-vos... que combatais comigo, nas ora√ß√Ķes” (Rm 15.30). hoje, n√£o podemos lutar assim, em ora√ß√£o, sem que os descrentes digam que somos loucos. O mundo n√£o pode ver Jesus combatendo no Gets√™mani, sem zombar dEle.
Uma grande multidão de moabitas avançava contra o povo de Deus. De toda a tribo de Judá, ajuntaram-se os filhos de Deus, para orar no Templo. Pelo Espírito Santo, por Jaaziel, servindo de porta-voz de Deus, veio a mensagem, para que o exército de Judá parasse, ficasse em pé, perante os moabitas, para ver a salvação do Senhor.
“Ent√£o Josaf√° se prostrou com o rosto em terra; e todo o Jud√° e os moradores de Jerusal√©m se lan√ßaram perante o Senhor. E levantaram-se os levitas, coatitas, e dos filhos dos coraitas, para louvarem ao Senhor Deus de Israel, com voz muito alta” (2 Cr 20.18-19). De fato, tinham bastante raz√£o em louvar assim a Deus; justamente como alguns o fazem hoje. Antes da batalha, √© certo, os moabitas achavam que todos fossem loucos. Tamb√©m, √© certo que seu culto de ora√ß√£o e louvor n√£o era com tal ordem, como √© decretada em algumas Igrejas, hoje (Ver 2 Cr 15.8-15; DDT 26.7; Ne 8.6; Sl 47.1; Ne 9.4; 1 SM 15.11; Ed 3.11-13).
Os serafins estavam acima deles... E clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, Santo, Santo √© o Senhor dos ex√©rcitos: Toda a terra est√° cheia da sua gl√≥ria. E os umbrais da portas se moveram com a voz do que clamava” (Is 6.2-4). N√£o s√≥ os homens cheios do Esp√≠rito, mas, tamb√©m os serafins louvam a Deus, com voz muito alta.
“Isabel foi cheia do Esp√≠rito Santo e exclamou com grande voz” (Lc 1.41). O Esp√≠rito Santo n√£o leva todas √†s vezes o crente a adorar a Deus, de uma maneira calma, quieta e muito “religiosa”, como alguns ensinam.
“Toda a multid√£o dos disc√≠pulos, regozijando-se, come√ßou a dar louvores a Deus em alta voz” (Lc 19.37). Como de costume, aqueles que n√£o sentiam o gozo daqueles mais chegados a Deus, se queixaram de ver e ouvir “toda a multid√£o” louvar a Deus, “em alta voz”. E a resposta do Senhor nos ensina uma grande li√ß√£o acerca da atitude de Deus para com os Seus filhos, que fazem tanta “zoada” nos cultos: “Digo-vos que, se estes se calarem, as pr√≥prias pedras clamar√£o” (Lc 19.40).
Nos c√©us, Jo√£o viu “uma multid√£o, a qual ningu√©m podia contar, de todas as na√ß√Ķes, e tribos, e povos, e l√≠nguas que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com as palmas nas suas m√£os e clamavam com grande voz...” (Ap 7.9-10). Como √© grande aquela multid√£o! E como √© santa e espiritual, olhando para o rosto do Pai celestial! Tamb√©m, como sobe o ru√≠do das vozes, louvando ao Bendito Salvador! N√£o √© bom nos acostumarmos, j√° aqui, louvar a Deus em alta voz?”
Nas prega√ß√Ķes, nos cultos, a regra que devemos guardar √©: “Uns depois dos outros, para que todos aprendam, e todos sejam consolados” (1 Co 14.31). Por√©m, n√£o √© limitada nisso a ora√ß√£o e todo louvor, porque a B√≠blia n√£o ensina tal. √Č certo que o Todo Poderoso pode atender a cada um dos daquela grande multid√£o, dos c√©us, clamando, em alta voz, como Ele pode, tamb√©m, ficar ciente das necessidades da grande multid√£o espalhada sobre a face da terra, que clama dia e noite a Ele. Uma assembl√©ia hoje, mesmo que tenha mil crentes clamando juntos, a Ele, n√£o √© nada, em compara√ß√£o com todos os crentes espalhados no mundo, clamando ao mesmo tempo.
Os crentes em Jerusal√©m, “un√Ęnimes, levantaram a voz a Deus” (At 4.24). (Compare “unanimemente”, At 19.34, Alm.). Muitas vezes h√° tento desejo no cora√ß√£o de todos os crentes, na congrega√ß√£o, de orar, que n√£o h√° tempo para que todos orem. E quanto mais o crente ficar perto de Deus, mais sente o desejo de orar. O Esp√≠rito Santo intercede com gemidos inexprim√≠veis (Rm 8.26). Deus n√£o pode derramar o “Esp√≠rito de S√ļplicas” (Zc 12.10), sobre o culto sem todos sentirem a necessidade de orar, fervorosamente: e “muito pode a s√ļplica fervorosa do justo” (Tg 5.16).
Portanto, sem receio, oremos sem cessar. Regozijemo-nos sempre. Oremos em todo o lugar, levantando m√£os santas, sem ira nem contenda. Porque isto √© bom e agrad√°vel, diante de Deus, nosso Salvador. E a Sua paz, que excede todo o entendimento, guardar√° os vossos cora√ß√Ķes e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.
QUESTION√ĀRIO
1. Que quer dizer: “H√° um s√≥ batismo”, em Ef 4.5?
1. Citar duas passagens e mostrar como cada um ensina que o batismo no Espírito Santo é para nós hoje.
2. Provar que o batismo no Espírito é para todos os crentes.
3. Dar três repostas à pergunta: Como se recebe o batismo no Espírito Santo?
4. Pode ainda pedir o Espírito Santo, aquele que já O tem? Provar.
5. Citar duas referencias que ensinam a orar, pedindo o batismo no Espírito Santo.
6. Mostrar que as Escrituras ensinam que o falar em línguas é o sinal do batismo no Espírito Santo.
7. Mencionar algumas das bênçãos dos que recebem o batismo no Espírito Santo.
O VALOR DA ALMA
Havia na Exposi√ß√£o Mundial em Chicago, um lugar no edif√≠cio de Fabricantes de Artes Liberais, na exibi√ß√£o de Tiffany, onde n√£o se podia chegar, nem de dia, nem de noite, por causa do grande n√ļmero de pessoas que o cercava. Fui l√° diversas vezes, mas s√≥ consegui olhar por cima das multid√Ķes. Qual seria o motivo de tanto interesse? Toda a aten√ß√£o voltava-se para um cone de veludo roxo, que possu√≠a em sua v√©rtice um diamante de pre√ßo quase incalcul√°vel. Compensava todos os esfor√ßos v√™-lo. Mas nunca me lembro de tudo isto, sem ter a recorda√ß√£o de que a alma do mendigo mais pobre da rua, ou da mulher ca√≠da e mais desprezada vale infinitamente mais do que dez mil j√≥ias iguais aquela.

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