terça-feira, 5 de agosto de 2014

VOCÊ É GOSPEL? VOCÊ É EVANGÉLICO? VOCÊ É CRENTE OU VOCÊ É CRISTÃO?


O que é Gospel?
Gospel significa evangelho, em português. Gospel é o diminutivo de “God Spell”, ou seja, palavras de Deus, que significa também botas notícias, boas novas, e etc. O termo surgiu nos Estados Unidos, com os cultos que eram realizados.
Gospel surgiu como um tipo de canto das comunidades negras nos Estados Unidos, e era um ritmo dos cultos. O gospel é possui uma melodia simples, e é mesclado com músicas folclóricas e um pouco de blues.
O que é Música Gospel?
Música gospel é uma música religiosa de grupos cristãos, mas também é utilizada para designar as músicas evangélicas. A música gospel é essencialmente religiosa, utilizada em cerimônias, mas também tornou-se um grande mercado, uma vez que é bastante aceita pela maioria das pessoas.
Existem diversos cantores e bandas de música gospel, inclusive algumas pessoas 

Significado de Gospel

s.m. (pal. ing.) Canto da comunidade negra dos E.U.A. associado aos cultos evangélicos e à devoção popular, e caracterizado por uma melodia e harmonia simples, mescladas com elementos de música folclórica e do blues.
EVANGÉLICO:

A palavra evangélico deriva do termo Evangelho, que significa ?boas novas de salvação? e são compostos de quatro livros denominados de evangelhos e se encontram no Novo Testamento, parte da Bíblia cujos escritos foram deixados por quatro seguidores de Cristo: Marcos, Mateus, Lucas e João. Este temor surgiu após a histórica Reforma Protestante nos idos de 1.500, mas que teve suas raízes muito antes, mesmo antes do rei Henrique VIII a partir de 1491 ter excluído a Inglaterra do domínio católico de Roma. Para se compreender melhor a conotação de evangélicos, diferentemente de religioso, de católico, de protestante, teremos que remontar aos cismas surgido dentro do cristianismo:

A Igreja representada pelo catolicismo romano, na idade média, era o grande poder daquele tempo na Europa, tanto no campo estritamente religioso como no político, social e econômico. Não era mais a Igreja dos Apóstolos e dos Mártires que sofria a opressão terrível do poder civil nem a Igreja medieval que partilhava o poder civil, mas a Igreja transviada, que dominava todos os poderes.
Daniel-Rops, no quarto volume da sua vasta "História da Igreja do Cristo", identifica três aspectos distintos na crise que havia tomado conta da Igreja: a crise de autoridade, a crise de unidade e a crise de espírito. Da primeira resultou o cisma; da segunda, o desmembramento da cristandade, que perdeu o ramo oriental da Igreja; da terceira, "o desmoronamento das bases cristãs", pelo desgaste moral daqueles que se diziam representantes do Cristo na Terra.
A custo podemos imaginar, nos nossos dias - escreve Rops -, o poder que possuía este mundo clerical e a influência que ele exercia em todos os domínios. Fornecendo largamente os efetivos necessários para o serviço das paróquias, das capelas e dos mosteiros, a inumerável milícia dos que haviam recebido a tonsura (1) - e que, por isso, beneficiavam-se de preciosos privilégios - encontrava-se ainda em toda parte: na corte dos reis, nos castelos principescos, nas Universidades e na solidão dos eremitérios. Era sobre um verdadeiro exército de clérigos - um décimo talvez da população adulta da Europa - que a autoridade da Igreja se apoiava.
No cimo dessa pirâmide de poder, sentava-se o Papa, com um prestígio imenso, incontestado. O Papa era considerado o herdeiro de São Pedro e ungido por Deus, sobrepondo-se aos mais poderosos imperadores, que não eram considerados realmente investidos no poder, senão depois de consagrados, ungidos e coroados pelo Papa ou seu representante autorizado.
Paralelamente, desenvolveu-se o que Rops chama de "proliferação do fisco pontifício". Para suprir e alimentar os cofres, sempre ávidos, da Igreja, quase todos os recursos passaram a ser válidos, desde a arrecadação dos dízimos - instituídos por ocasião das cruzadas - até os direitos de despojo, que incidiam sobre a herança dos prelados (2) falecidos.
Mesmo assim, porém, os orçamentos eram sempre deficitários e novos recursos foram criados pela inesgotável inventiva dos "fiscalistas" da Igreja, como, por exemplo, os "rendimentos que os bispos e outros dignitários auferiam por ocasião das visitas canônicas que faziam aos estabelecimentos que lhes estavam confiados". A Igreja tornara-se um governo civil como os outros, com secretarias, um corpo de funcionários, diplomatas e técnicos de muitos ofícios.
É uma época caracterizada pela mistura de um misticismo doentio com os maiores desregramentos morais. É a simonia (3) que avassala o seio da Igreja. A Igreja do Castelo de Wittenberg tinha 19.000 relíquias, das mais disparatadas origens e supostamente ligadas aos mais elevados momentos históricos do Cristinanismo. Há um comércio desenfreado de ossos de santos. Há pedaços de pão que sobraram da Ceia final de Jesus com seus apóstolos.
A ignorância generalizada das legítimas raízes do Cristianismo, tal como as preservaram os Evangelhos, é uma constante motivação para os mais terríveis transviamentos. A bruxaria amplamente se divulga e se pratica, de tal modo que decretos conciliares proíbem que as mulheres "voem de noite a cavalo sobre um pau para irem celebrar festas do Demônio". Pode-se, hoje, imaginar com que facilidade se misturavam aí fenômenos autênticos, explorações, mistificações e fantasias.
Os principais ramos do cristianismo
O grande Cisma entre aos católicos do Ocidente e os do Oriente, conhecidos como ortodoxos, acontece em 1054. O racha com a igreja do Ocidente aconteceu por causa de um conflito sobre a autoridade suprema do papa.
Também havia divisões sobre uma cláusula presente no credo católico que estabelece que o Espírito Santo vem do filho de Deus como também de Deus. No século 16, é a vez da Reforma que cria a igreja protestante liderada pelo monge alemão Martinho Lutero. Estas foram as maiores divisões dentro do segmento judaico-cristão.
Mas nem tudo é marcado por diferenças. Tanto a igreja católica como a ortodoxa, por exemplo, reconhecem os sete sacramentos: batismo (visto como mandamento de Jesus, é aceito na infância ou na vida adulta, simboliza morte para uma vida de pecado), confirmação, casamento, ordenação, penitência (sacramento da reconciliação), extrema unção e a missa.
Igrejas do Oriente
Este grupo se refere a igrejas ortodoxas e os que partilham das éticas cultural e espiritual que se originam no Império Bizantino. Há mais de 214 milhões de cristãos ortodoxos atualmente. Quatro patriarcados desfrutam de autoridade e status especial: Alexandria, Antioquia, Jerusalém e Constantinopla.
Estas igrejas se localizam no leste da Europa, em países eslavos e no leste do Mediterrâneo. A veneração de ícones é parte importante da adoração em particular e em público de ortodoxos. Monastérios também têm função fundamental na história da igreja. O monte Athos, na Grécia, é o centro monástico desde o século 10.
A Igreja Católica Apostólica Romana
Com sede no Vaticano, a Igreja Católica Apostólica Romana se mantém como a maior das denominações cristãs, com aproximadamente 1 bilhão de fiéis.
As Igrejas Protestantes
Enfatizam a autoridade da Bíblia e as tradições da igreja primitiva. Segundo protestantes, o crente é salvo pela graça de Deus. Todos os que acreditam em Deus podem se tornar sacerdotes deste mesmo Deus.
Há quatro correntes principais da Igreja Protestante:
Anglicana ou Episcopal, Luterana, Renovada ou Presbiteriana e as igrejas livres, assim chamadas porque não são associadas aos Estados, como outrora e hoje algumas ainda são exemplo da Anglicana na Inglaterra, e a Luterana na Alemanha.
No Brasil, alguns exemplos de igrejas livres são: a igreja Batista, Metodista, Assembléia de Deus, Congregacional e Presbiteriana. Na segunda metade do século 20, o Brasil experimentou o surgimento de igrejas neo-pentecostais, como Universal do Reino de Deus, Sara Nossa Terra, Comunidades Evangélicas, Igreja da Graça etc.
Esse último grupo passou a ser identificado como evangélicos, pois não criaram nenhum ritual fora dos evangelhos, tal qual é descrito no Novo Testamento. Os próprios Luteranos, Anglicanos, Adventistas, e Testemunhas de Jeová, apenas para citar alguns, não se auto intitulam de evangélicos, preferem ser chamados pela própria identidade de sua denominação. O termo seita, tem conotação pejorativa, e está em desuso nos tempos atuais
(1) Tonsura - Cerimônia religiosa em que o prelado, conferindo ao ordinando o primeiro grau de clericato, lhe dá a tonsura.
(2) Prelado - Título honorífico de dignitário eclesiástico.
(3) Simonia - Tráfico de coisas sagradas ou espirituais, tais como sacramentos, dignidades, benefícios eclesiásticos, etc.
Um elemento comum às igrejas que surgem da Reforma Protestante é esta centralização na salvação do indivíduo. Bernard Cottret: "A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade". Este aforismo de Lutero do ano 1531 caracteriza bem a importância da história pessoal de cada um para a causa reformadora. Lutero não é nenhum fundador de um império, ele é um monge em busca da sua salvação. Como Pierre Chaunu mostrou de forma extraordinária, "não se trata de uma questão da Igreja mas de uma questão da salvação".

Significado de Crente


O que é Crente?


Crente é uma palavra com origem no termo latinocredens que significa que crê. Um crente é aquele indivíduo que crê em algo.
Popularmente, diz-se que é crente aquela pessoa que acredita de forma ingênua ou equivocada em algo, criando alguma expectativa, por exemplo: “Ela está crente que vai ser aprovada no exame.” Ou ainda, o indivíduo crédulo e ingênuo, que acredita em tudo o que lhe dizem.
No contexto religioso, crente é todo aquele que crê em Deus e manifesta a sua crença religiosa.
A crença religiosa está relacionada com o dogma de que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o único caminho para a salvação da alma e redenção dos pecados.
Os evangélicos, membros de determinadas igrejas evangélicas (grupos religiosos que seguem rigorosamente os Evangelhos), também são particularmente denominados de crentes.
Muitas vezes, os evangélicos também são chamados de protestantes. No entanto, nem todas as denominações evangélicas foram originadas da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero.
Aqueles que seguem as doutrinas do Cristianismo e vivem exemplarmente conforme os ensinamentos de Cristo são chamados de cristãos.
Significado da palavra "Cristão"

O latinizado termo grego khristianós, encontrado apenas três vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, designa os seguidores de Cristo Jesus, os exponentes do cristianismo. — At 11:26; 26:28; 1Pe 4:16.

“Foi primeiro em Antioquia [Síria] que os discípulos, por providência divina, foram chamados cristãos.” (At 11:26) É possível, então, que este nome já fosse usado desde 44 EC, quando ocorreram os eventos que cercam este texto, embora a estrutura gramatical desta frase não necessariamente indique isso; alguns acham que foi um pouco mais tarde. De qualquer modo, por volta de 58 EC, na cidade de Cesaréia, o termo era bem conhecido e usado até mesmo por autoridades públicas, porque, naquela época, o Rei Herodes Agripa II disse a Paulo: “Em pouco tempo me persuadirias a tornar-me cristão.” — At 26:28.

Os escritores bíblicos, dirigindo-se a concrentes ou descrevendo seguidores de Cristo, usaram expressões tais como “crentes no Senhor”, “irmãos” e “discípulos” (At 5:14; 6:3; 15:10), “escolhidos” e “fiéis” (Col 3:12; 1Ti 4:12), “escravos de Deus” e “escravos de Cristo Jesus” (Ro 6:22; Fil 1:1), “santos”, “congregação de Deus” e os “que invocam o Senhor”. (At 9:13; 20:28; 1Co 1:2; 2Ti 2:22) Estes termos com sentido doutrinal eram usados primariamente como designações congregacionais internas. Para os de fora, o cristianismo era chamado de “O Caminho” (At 9:2; 19:9, 23; 22:4), e os opositores chamavam-no de “seita dos nazarenos” ou simplesmente de “esta seita”. — At 24:5; 28:22.

Foi primeiro na Antioquia da Síria que os seguidores de Cristo ficaram conhecidos como cristãos. É bem pouco provável que os judeus fossem os primeiros a chamar os seguidores de Jesus de “cristãos” (em grego) ou “messianistas” (em hebraico), porque não rejeitariam a Jesus como o Messias, ou Cristo, para depois reconhecê-lo tacitamente como o Ungido, ou Cristo, por classificar os seguidores dele de “cristãos”. Alguns acham que a população pagã talvez os apelidasse de cristãos por brincadeira ou desprezo, mas a Bíblia mostra que se tratava dum nome dado por Deus; eles, “por providência divina, foram chamados cristãos”. — At 11:26.

O verbo grego khrematízo, neste texto, costuma ser traduzido simplesmente “foram chamados”, e isto é o que se faz em Atos 11:26 na maioria das traduções. Todavia, há traduções que indicam que Deus tinha algo que ver com a escolha do nome “cristão”. Dignas de nota, neste respeito, são a Young’s Literal Translation e The Simple English Bible. A tradução de Young reza: “Os discípulos também foram divinamente chamados de cristãos pela primeira vez em Antioquia.”

A palavra grega khrematízo, conforme usada nas Escrituras Gregas Cristãs, é sempre associada com algo sobrenatural, oracular ou divino. A Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Exaustiva da Bíblia), de Strong, no seu dicionário grego (1890, p. 78 [105]) define-a como “proferir um oráculo . . . i.e., intimar divinamente”. O Greek and English Lexicon (Léxico Grego e Inglês, 1885, p. 786) de Edward Robinson, dá o sentido: “Falada em relação a uma resposta, um oráculo, uma declaração divinos, dar resposta, falar como oráculo, avisar da parte de Deus.” O Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento, 1889, p. 671), de Thayer: “Dar uma ordem ou admoestação divina, ensinar desde o céu . . . ser divinamente ordenado, admoestado, instruído . . . ser o porta-voz de revelações divinas, promulgar as ordens de Deus.” Thomas Scott, nas suas Explanatory Notes (Notas Explanatórias, 1832, Vol. III, p. 419), diz o seguinte sobre este texto: “A palavra dá a entender que isto foi feito por revelação divina: pois geralmente possui este significado no Novo Testamento, e é traduzida ‘avisado da parte de Deus’ ou ‘avisado por Deus’, mesmo quando não existe nenhuma palavra para DEUS no grego.” A respeito de Atos 11:26, o Commentary(Comentário) de Clarke diz: “A palavra [khrematísai] em nosso texto comum, que traduzimos foram chamados, significa no Novo Testamento: designar, avisar ou nomear, por direção divina. É neste sentido que a palavra é usada em Mat. ii. 12 . . . Se, portanto, o nome foi dado por designação divina, é bem provável que Saulo e Barnabé fossem mandados aplicá-lo; e que, assim sendo, o nome cristão procede de Deus.” — Veja Mt 2:12, 22; Lu 2:26; At 10:22; Ro 7:3, Int; He 8:5; 11:7; 12:25, onde este verbo grego ocorre.

As Escrituras falam de Jesus Cristo como Noivo, Cabeça e Marido dos seus seguidores. (2Co 11:2; Ef 5:23) Apropriadamente, pois, assim como a esposa tem prazer em levar o nome do esposo, assim esta classe da “noiva” de Cristo teve prazer em receber um nome que identificava seus membros como pertencentes a ele. Deste modo, os que observavam estes cristãos do primeiro século prontamente os reconheciam não só pela sua atividade, mas também pelo seu nome, como inteiramente diferentes dos praticantes do judaísmo; era uma crescente associação em que não havia nem judeu, nem grego, mas todos eram um só debaixo de seu Cabeça e Líder, Jesus Cristo. — Gál 3:26-28; Col 3:11.

I. O Que Significa Ser Cristão.

Jesus fez o convite de se ser seu seguidor, dizendo: “Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente.” (Mt 16:24) Aqueles que são verdadeiros cristãos têm plena fé em que Jesus Cristo é o especialmente Ungido e o unigênito Filho de Deus, a Semente [Descendente] Prometida, que sacrificou sua vida humana como resgate, foi ressuscitado e enaltecido para a mão direita de Deus, e recebeu autoridade para subjugar seus inimigos e vindicar o nome de Deus. (Mt 20:28; Lu 24:46; Jo 3:16; Gál 3:16; Fil 2:9-11; He 10:12, 13) Os cristãos encaram a Bíblia como a inspirada Palavra de Deus, a verdade absoluta, proveitosa para ensinar e para disciplinar a humanidade. — Jo 17:17; 2Ti 3:16; 2Pe 1:21.

Dos verdadeiros cristãos exige-se mais do que a mera profissão de fé. É necessário que a crença seja demonstrada por obras. (Ro 10:10; Tg 2:17, 26) Nascidos pecadores, os que se tornam cristãos arrependem-se, dão meia-volta, dedicam a vida a Deus para adorá-lo e servi-lo, e então se submetem ao batismo em água. (Mt 28:19; At 2:38; 3:19) Precisam manter-se livres da fornicação, da idolatria e de comer sangue. (At 15:20, 29) Despem-se da velha personalidade com seus acessos de ira, conversa obscena, mentira, furto, bebedice e “coisas semelhantes a estas”, e harmonizam sua vida com os princípios bíblicos. (Gál 5:19-21; 1Co 6:9-11; Ef 4:17-24; Col 3:5-10) Que “nenhum de vós”, escreveu Pedro aos cristãos, “sofra como assassino, ou como ladrão, ou como malfeitor, ou como intrometido nos assuntos dos outros”. (1Pe 4:15) Os cristãos devem ser bondosos e mostrar consideração, ser brandos e longânimes, exercendo amorosamente autodomínio. (Gál 5:22, 23; Col 3:12-14) Fazem provisões para os seus e cuidam deles, e amam seu próximo como a si mesmos. (1Ti 5:8; Gál 6:10; Mt 22:36-40; Ro 13:8-10) A principal qualidade identificadora pela qual os verdadeiros cristãos são reconhecidos é o notável amor que têm entre si. “Por meio disso”, disse Jesus, “saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós”. — Jo 13:34, 35; 15:12, 13.

Os verdadeiros cristãos imitam o exemplo de Jesus como o Grande Instrutor e Servo Fiel de Yehowah. (Jo 18:37; Re 1:5; 3:14) “Ide . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações” é a ordem do seu Líder. (Mt 28:19, 20) Cumprindo-a, os cristãos ‘dão testemunho publicamente e de casa em casa’, instando com as pessoas em toda a parte a fugir de Babilônia, a Grande, e a depositar sua esperança e confiança no Reino de Deus. (At 5:42; 20:20, 21; Re 18:2-4) Estas são realmente boas novas, mas a proclamação de tal mensagem acarreta para os cristãos grande perseguição e sofrimento, assim como aconteceu com Jesus Cristo. Seus seguidores não estão acima dele; basta serem semelhantes a ele. (Mt 10:24, 25; 16:21; 24:9; Jo 15:20; 2Ti 3:12; 1Pe 2:21) Se alguém “sofrer como cristão, não se envergonhe, mas persista em glorificar a Deus neste nome”, aconselhou Pedro. (1Pe 4:16) Os cristãos dão a “César” o que é das autoridades superiores deste mundo — honra, respeito, impostos — mas ao mesmo tempo permanecem separados dos assuntos deste mundo (Mt 22:21; Jo 17:16; Ro 13:1-7), e o mundo os odeia por isso. — Jo 15:19; 18:36; 1Pe 4:3, 4; Tg 4:4; 1Jo 2:15-17.

É compreensível por que pessoas de tão elevados princípios de moral e de integridade, acompanhados duma eletrizante mensagem transmitida com ardente zelo e franqueza, prontamente atraíram a atenção no primeiro século. As viagens missionárias de Paulo, por exemplo, eram como um fogo de pradaria que se espalha rapidamente, incendiando cidade após cidade — Antioquia, na Pisídia, Icônio, Listra, Derbe e Perge, em uma viagem; Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas e Corinto, em outra — fazendo as pessoas parar, pensar e tomar sua posição, quer aceitando quer rejeitando as boas novas do Reino de Deus. (At 13:14-14:26; 16:11-18:17) Muitos milhares abandonaram suas organizações de religião falsa, abraçando de todo o coração o cristianismo, e empreenderam zelosamente a atividade de pregação em imitação de Cristo Jesus e dos apóstolos. Isto, por sua vez, os tornou objeto de ódio e perseguição, instigados principalmente por líderes da religião falsa e por governantes políticos mal informados. Seu líder, Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, fora morto sob a acusação de sedição; agora, os cristãos amantes da paz eram acusados de ‘perturbar nossa cidade’, de ‘subverter a terra habitada’ e de serem gente “que em toda a parte se fala contra ela”. (At 16:20; 17:6; 28:22) Na época em que Pedro escreveu a sua primeira carta (c. 62-64 EC) parece que a atividade dos cristãos já era bem conhecida em lugares tais como “Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”. — 1Pe 1:1.

II. Testemunho Não-cristão.

Escritores seculares dos primeiros dois séculos também reconheceram a presença e influência dos primitivos cristãos no seu mundo pagão. Por exemplo, Tácito, historiador romano nascido por volta de 55 EC, fala do rumor que acusava Nero de ser o responsável pelo incêndio de Roma (64 EC), e então diz: “Assim Nero, para desviar as suspeitas, procurou achar culpados, e castigou com as penas mais horrorosas a certos homens que, já dantes odiados por seus crimes [conforme os romanos encaravam a questão], o vulgo chamava cristãos. . . . Em primeiro lugar se prenderam os que confessavam ser cristãos, e depois pelas denúncias destes uma multidão inumerável, os quais todos não tanto foram convencidos de haverem tido parte no incêndio como de serem os inimigos do gênero humano. O suplício destes miseráveis foi ainda acompanhado de insultos, porque ou os cobriram com peles de animais ferozes para serem devorados pelos cães, ou foram crucificados, ou os queimaram de noite para servirem como de archotes e tochas ao público.” (Anais, XV, XLIV, em Clássicos Jackson, Vol. XXV, pp. 408, 409) Suetônio, outro historiador romano, nascido perto do fim do primeiro século EC, relata eventos que ocorreram durante o reinado de Nero, dizendo: “Punições foram infligidas aos cristãos, uma classe de homens dada a uma superstição nova e nociva.” — The Lives of the Caesars (A Vida dos Césares; Nero, XVI, 2).

Flávio Josefo, na sua obra Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas, XVIII, 64 [iii, 3]), menciona certos eventos na vida de Jesus, acrescentando: “E a tribo dos cristãos, chamados segundo ele, ainda não desapareceu até o dia de hoje [cerca de 93 EC].” Plínio, o Moço, governador da Bitínia em 111 ou 112 EC, confrontado com o ‘problema cristão’, escreveu ao Imperador Trajano, delineando os métodos que ele usava e pedindo conselhos. “Tenho-lhes perguntado pessoalmente se são cristãos”, escreveu Plínio. Se admitiam sê-los, eram punidos. Todavia, outros “negaram que eram ou haviam sido cristãos”. Postos à prova, estes não somente ofereceram sacrifícios pagãos, mas até mesmo “injuriaram o nome de Cristo: nenhuma das coisas, segundo entendo, se consegue induzir o verdadeiro cristão a fazer”. Respondendo a esta carta, Trajano elogiou Plínio pelo modo em que cuidava do assunto: “Seguiste o proceder certo . . . no seu exame dos casos dos acusados de serem cristãos.” — The Letters of Pliny (As Cartas de Plínio), X, XCVI, 3, 5; XCVII, 1.

O cristianismo do primeiro século não possuía templos, não construía altares, não usava crucifixos, e não patrocinava clérigos de batina e com títulos. Os primitivos cristãos não celebravam feriados estatais e recusavam todo serviço militar. “Uma cuidadosa análise de toda a informação disponível mostra que, até o tempo de Marco Aurélio [que governou em 161-180 EC], nenhum cristão tornou-se soldado; e nenhum soldado, depois de tornar-se cristão, permanecia no serviço militar.” — The Rise of Christianity (A Ascensão do Cristianismo), de E. Barnes, 1947, p. 333.

Não obstante, conforme indicado na carta de Plínio, nem todos os que levavam o nome cristão o eram de modo intransigente quando postos à prova. Exatamente conforme fora predito, o espírito de apostasia já operava antes de os apóstolos adormecerem na morte. (At 20:29, 30; 2Pe 2:1-3; 1Jo 2:18, 19, 22) Dentro dum período de menos de 300 anos, o campo de trigo do cristianismo havia sido invadido pelo joio de anticristos apóstatas a ponto de o iníquo Constantino, o Grande (ele mesmo incriminado de assassinar nada menos do que sete de seus amigos íntimos e parentes), figurar nos eventos que levaram ao desenvolvimento duma religião estatal, disfarçada de “cristianismo”



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