quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Acompanhe com sua Bíblia, passagem por passagem, não se engane com os homens, que querem fazer de costumes doutrinas. Amém

Estudando 1 Coríntios 11

INTRODUÇÃO

Corinto era o centro comercial da Grécia. Era um lugar em que se praticavam muitas religiões, a maioria das quais bastante sensuais. Mais de um milhar de prostitutas sagradas serviam no Templo de Afrodite. Este facto deve ter contribuído bastante para a reputação imoral da cidade.

À Igreja localizada nesta cidade, Paulo escreveu a Carta que vamos estudar, mais ou menos no ano 54 D.C., na cidade de Éfeso. Uma outra carta ele já havia escrito, mas perdera-se (5:9). A razão que o levou a escrever esta Carta foi dar resposta a um número de questões postas pelos coríntios numa carta que lhe tinham escrito anteriormente (7:1).

É uma carta muito prática. O autor contesta perguntas feitas pelos irmãos, resolve problemas da Igreja, e dá uma sã doutrina para sua consideração.

O prático desta epístola é a sua importância para os dias de hoje, sendo de grande valor para as nossas Igrejas, como passaremos a apresentar.

O propósito deste Estudo é recordarmos que desde o Antigo Testamento a unidade entre os crentes se apresenta como o desejo de Deus para o seu povo.  Canta o salmista: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmo 133:1).


A ADORAÇÃO NA IGREJA
11:1-16

Esta passagem é um exemplo típico da tensão sempre presente entre os ensinos cristãos e os costumes sociais. Muitos crentes discutem seus pontos de vista, como “doutrina”, quer seja sobre o véu, ou sobre outras coisas..., esquecendo-se que não são disciplina aplicável à salvação. Eram questões locais, um uso de certos lugares, praticados no tempo e costumes de certas épocas (Atos 15:10-11).

Por exemplo: entre os árabes, para se ter autoridade, é necessário estar com o turbante na cabeça, ou ter a cabeça coberta; os judeus não podem entrar num recinto religioso, descobertos. Entretanto, isto não serve de doutrina para nós.

Costumes muito antigos das sociedades grega e hebraica apontavam que as mulheres respeitáveis deviam usar véu fora de suas casas. No entanto, muitas mulheres cristãs estavam a rejeitar este costume dada a sua nova posição em Cristo. Eram livres em Cristo, em Cristo eram iguais aos homens (Gálatas 3:28).

É bom recordarmos que o conceito do judaísmo antigo, as mulheres sem véu eram tidas como “prostitutas” ou como esposas infiéis. Quando assim era, os véus lhes eram tirados e os cabelos rapados, a fim de exibirem o seu pecado.

Nenhuma mulher de respeito retirava seu véu em público ou trazia os cabelos cortados rente. Por esta razão, estava em jogo a reputação das mulheres cristãs e da própria Igreja. Portanto, naquele momento e naquele lugar definido não era próprio que a mulher ignorasse o decoro social da época e aparecesse em público sem véu (13). Obs. Então se não podiam sair na rua, com as cabeças descobertas, porque hoje muitas só, usam o véu dentro da Igreja? e saem na rua com a cabeça descoberta? Então tem todas as mulheres, que usam véus em suas Igrejas, que ao sair de casa, que saim com o véu, cobrindo sua cabeça, se isso não acontecia, então não precisava nem precisa que nem uma mulher, use véu! Nem na rua, nem na Igreja.  Então digo, isso não era doutrina, era  costume.

Paulo dá um aviso para a mulher respeitante ao véu. Informa-a que se não usar véu desonra a sua cabeça. Na medida em que o véu era um sinal de respeito e sujeição ao marido (5).

Se uma mulher tirasse o véu dizia ao mundo, pela sua ação, que se subtraía à autoridade  do marido (15). Ao fazê-lo, desonrava-o, mesmo que não desejasse deixar tal impressão.

Para nós, hoje, retirar o véu parecer-nos-ia perfeitamente inofensivo, mas para a sociedade daquele tempo equivalia a um ato tremendo que chocava e ofendia a muitos

Nos dias de Cristo as tradições dos anciãos entraram como doutrina entre os judeus. Algumas vezes Jesus disse: “Ouviste o que foi dito aos antigos” (...) “Eu porém vos digo...” (Mateus 5:21, 22). O apóstolo Paulo disse: “Porque julgas o teu irmão?...”, e “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:10,12).

Há hoje Igrejas que adaptam nos seus cultos o “véu” como doutrina e ato de fé, mas o véu era usado pela mulher em todo o tempo, em público. Mas Paulo deixou uma frase: “Julgai entre vós mesmos” (13). E, depois, continua: “Se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus”, de contender por questões mesquinhas (16).

Paulo não tinha a questão do “véu” como doutrina ferrenha, mas como um “bom costume local”, que contrastava com os das mulheres levianas da cidade de Corinto, as quais se descobriam em público para se tornarem atraentes...

Nem tudo o que é lícito nos convém fazer (10:23). Todo o exagero e extravagância são prejudiciais. Quantas divisões, quantos estragos se produzem no trabalho do Senhor, só porque a carnalidade se mantém no “altar” do coração, dizendo: “Não  concordo  com  isso”,  “Não concordo com aquilo”... etc..

As opiniões variam, e os hábitos e costumes só promovem contendas (II Timóteo 2:23). O espírito faccioso traz divisões e estas enfraquecem a Igreja causando escândalo. As divisões são “fruto” da carnalidade (Mateus 7:16-19; I Coríntios 3:1; Gálatas 5:19-20).

Alguns estudiosos acham que Paulo se referia a um certo estilo de penteado  (em Números 5:18, soltar os cabelos de uma mulher fazia parte do teste para uma esposa infiel). Paulo pode ter pretendido dizer que, visto que os longos cabelos  de uma mulher lhe foram dados como cobertura, é igualmente apropriado  que ela use um véu (15).

Em vez de nos perdermos nos prós e nos contras da argumentação de Paulo é melhor tentarmos determinar qual o seu propósito principal ao fazer estas comparações. Temos que saber distinguir entre práticas culturais e princípios que permanecem e aplicá-los. O exemplo específico de usar ou não usar véu não está relacionado com a nossa cultura.

Em Cristo, as mulheres não precisavam de usar véu, mas na sociedade grega necessitavam dele. Assim, o costume limitava a sua liberdade. E Paulo pediu às mulheres que aceitassem esta limitação por amor do Evangelho. Então vejamos, não só em Coríntios, que Paulo fala do véu? Então não era doutrina, e sim costume, porque se fosse doutrina do Senhor, ele teria que escrever, em todas as cartas que escreveu! Porque só para Coríntios? 
A CEIA DO SENHOR
11:17-34

O modo como a Igreja de Corinto observava a Ceia do Senhor, em vez de promover o desenvolvimento espiritual dos seus membros, era condenável. Paulo ligou os abusos cometidos durante a celebração da Ceia com as divisões existentes na Igreja.

No capítulo 1, como já foi mencionado, as divisões foram relacionadas com preferências pessoais de certos líderes e determinadas maneiras de pensar. Neste capítulo, as divisões são relacionadas com distinções sociais, entre ricos e pobres e, possivelmente, escravos e livres.

Alguns estavam tão ansiosos por “comer” que nem esperavam pelos outros. Ninguém pensava em compartilhar o que tinha trazido pelo que não era de espantar que a Ceia do Senhor não pudesse ser tomada num espírito correto e com significado. Esta sua conduta durante a Ceia era a razão principal porque Paulo não os podia elogiar (17-22).

Para ajudar a corrigir os erros, Paulo relembrou a instituição da Ceia por Jesus, na noite em que foi traído e preso. O apóstolo já havia dado esses ensinos aos coríntios, mas eles não os haviam posto em prática. Eles estavam mais interessados em satisfazer os seus apetites do que em relembrar o sacrifício de Jesus. Por isso, Paulo não os podia louvar por tal comportamento (22).

Os homens, através dos séculos, atribuíram nomes diversos à Ceia do Senhor. Os principais são:

1. Transubstanciação
É um dos dogmas Romanista, o da presença real de Jesus na hóstia. A hóstia não é um símbolo do corpo de Jesus, mas o próprio Jesus presente nas mãos do sacerdote, na boca e no estômago do fiel. A Escritura Sagrada, na palavra de Jesus (Lucas 22:19), declara que é “memória”.

2. Consubstanciação
É uma doutrina muito semelhante à da transubstanciação. Nessa concepção, o pão é pão mesmo, o vinho, vinho mesmo. Ao serem tomados, porém, sem saber como, transforma-se no corpo e no sangue de Cristo.

3. Graça Inerente
É doutrina peculiar dos Calvinistas, e mediante a qual o pão é pão mesmo, e o vinho é vinho mesmo. Ao serem ingeridos pelos crentes não se transformam a não ser nas transformações naturais do processo digestivo. Mas, ao tomá-los, o crente recebe uma certa graça de Deus.

Do Novo Testamento
A posição adotada pelos baptistas, é a posição do Livro de Deus. Pão é pão mesmo. Vinho é vinho mesmo. Não sofrem transformação a não ser digestiva. Na celebração, porém, de acordo com as palavras de Jesus, repetidas por Paulo, o pão representa o corpo de Cristo, partido na cruz pelos nossos pecados, e vinho representa, simbolicamente, o sangue que o Filho de Deus verteu na cruz em nosso lugar.

E desse modo, ao celebrarmos a Ceia, no seu legítimo significado, no símbolo do pão e do vinho, “anunciamos a morte do Senhor até que ele venha”.

A Ceia do Senhor, é uma das ordenanças entregues à Igreja. Portanto, é congregacional, não ambulante, e deve ser celebrada pela Igreja reunida. Jesus a instituiu e mandou que a celebrássemos, recordando a sua morte.

Ela se constitui de dois elementos, o pão e o vinho, símbolos do corpo e do sangue do Senhor. Desses elementos participam os adoradores presentes ao culto. Jesus disse a respeito do pão: “Tomai, comei”.

E a propósito do vinho,  Ele mandou: “Bebei dele todos”. Em nenhum lugar se encontra base para o oficiante participar sozinho do pão e do vinho.

A Ceia do Senhor foi instituída para simbolizar e comunicar seis importantes verdades

1. É um memorial para nos lembrar a verdade central do cristianismo: a morte substitutiva de Cristo (11:23-25).

A Ceia não deve ser menosprezada. Ela é significativa na vida da Igreja. Ela é oportunidade de comemoração da morte do Senhor, no sentido de recordação dessa morte, tão significativa para nós.

A Ceia do Senhor não é sacramento para ser levado à casa das pessoas. Essa cerimônia não tem poder mágico e especial de conferir bênçãos a quem dela participe. Da mesma forma que o batismo não salva, o pão e o vinho não têm poder de santificar, de modificar a vida do crente. Não cremos na Ceia como meio de graça. Ela é cerimônia simbólica.

Os elementos da Ceia do Senhor são o pão e o cálice de vinho (23, 25). Notemos que o pão e o cálice são inseparáveis, pois representam o todo da Obra Redentora. O pão partido aos bocados fala dos sofrimentos de Cristo e o cálice do derramamento do sangue por nós. Todos os participantes comem do pão.

Todos os participantes bebem do vinho. Distribuir apenas um dos elementos, o pão, enquanto o oficiante sozinho bebe do cálice pode ser comemoração de outra coisa, menos da Ceia que o Senhor Jesus instituiu. O pão para nós, e o corpo, de Cristo simbolizado, o vinho que nós usamos o suco de usava, sem álcool é o sangue de Cristo.

2. A unidade da Igreja, o corpo de Cristo (11:18)
A Ceia  do Senhor é ordenança entregue à Igreja, para ser celebrada com a Igreja reunida. Ela é um culto coletivo. Ela é também comunhão, pois ao celebrá-la estamos como irmãos à volta da mesa do Senhor.

Ela é comunicação da mensagem do Evangelho. Não se pode apontar melhor vínculo de união entre o povo de Deus do que quando este se encontra reunido com um mesmo propósito. Alguns, mas não todos, podem fazer de determinado rito, doutrina, ou governo da Igreja, seu centro de união, mas todos os crentes (e somente estes) confessam seu interesse na morte do Salvador.

3. Um culto em que o crente examina seu andar com Cristo (11:28)
É uma condição exigida ao crente: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”. Embora seja um símbolo, o crente deve participar da Ceia com toda a reverência e respeito.

Com mente pura, consciência limpa, coração lavado. E sem mágoas ou ressentimentos com o irmão (II Coríntios 13:5). Cada crente deve fazer o seu próprio julgamento de acordo com a Palavra de Deus (29). Entendemos que é melhor fazer o que o ensino do verso 28 nos manda (examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim, coma...) do que examinar o homem a seu próximo, e assim deixar de comer. Dessa forma somos corrigidos

4. Um culto de gratidão pela salvação (11:24)
É uma confissão de interesse pessoal em Cristo. Cada crente tomando os símbolos, medita que, sem a expiação feita por nosso Salvador, nossos pecados estariam sobre nós, que o amor de Cristo para conosco foi provado até à morte, e sentimos um amor para com Cristo que não sentimos por mais ninguém, porque Ele fez por nós o que mais ninguém fez.

5. Um testemunho da morte de Cristo (11:26)
Tudo devemos à Sua morte. O Senhor Jesus Cristo teve por bem lembrar-nos desta maneira o preço do nosso resgate, porque facilmente nos esquecemos do fato, porque ao tomarmos a Ceia demonstramos publicamente a gravidade do pecado, e, porque esta recordação, promove a santidade do crente.

A Ceia do Senhor é cerimônia simbólica, ordenança memorial. Participando dela, estamos relembrando a morte de Cristo em nosso lugar e por nossos pecados. O pão simboliza o corpo de Cristo.

O vinho simboliza o sangue de Cristo. Ali não está nem o corpo nem o sangue, a não ser em símbolos.

6. Um culto de esperança (11:26)
A Ceia do Senhor não  por  objetivo santificar o crente. A santificação acontece pela submissão ao Espírito de Deus e pela comunhão com o Senhor. A finalidade da Ceia é comemorar, no sentido de lembrar, a morte de Cristo.

Mas a Ceia é, também, um serviço que recorda um Senhor ausente à vista natural, embora creiamos estar Ele “no meio” espiritualmente.

Por isso é um serviço que nos compete somente neste mundo, que interessa apenas aos crentes que esperam O esperam e que, possivelmente, praticaremos no próximo domingo pela última vez antes da Sua volta.

Quando ou  quantas vezes devemos celebrar a Ceia do Senhor? Jesus mesmo responde: “Até que Ele venha” (26). A Bíblia não fixa a periodicidade da Ceia.

Se ela deve ser celebrada diária, dominical,  mensal, trimestral ou anualmente. O ensino é que essa comemoração deve prosseguir até à volta de Jesus, quando então não será mais necessário anunciar a Sua morte. Significa esperar, pela fé, a Sua vinda.

Paulo, por fim, avisa os crentes daquela Igreja das conseqüências das suas ações. Não poderiam celebrar a ordenança do Senhor sem incorrer no julgamento de Deus (27). Ele os desafia a se auto-examinarem antes de participarem na Ceia.

Deviam olhar para si próprios e determinar honestamente quais os motivos que estavam por detrás da sua participação naquela comemoração. Precisavam examinar-se em relação ao significado da sua fé cristã e em relação à necessidade de expressar amor cristão aos outros (28).

Quando os cristãos não se auto-examinam honestamente, continuam a participar na Ceia do Senhor indignamente. Paulo avisou aqueles irmãos que, ao participarem indignamente, incorriam no julgamento de Deus.

Então não faça de costumes, doutrina deixando assim o povo de Deus em julgo desigual. Amém
A eu posso, a você não pode, não existe para Cristo, Filhos melhores que outros, todos aos olhos de Cristo, são Iguais. Amém

Examine cada um a se mesmo, não examine o seu próximo, achando que é melhor que seu próximo! Somos iguais. Amém 

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