sexta-feira, 29 de maio de 2015

AS VESTES DA NOIVA DO SENHOR- O ARREBATAMENTO- A GUERRA ISRAEL X IRÃ

DAVID OWUOR - REVELAÇÃO PROFUNDA SOBRE O CAVALO PRETO DO APOCALIPSE - po...

David Owuor, o Profeta Africano FUGINDO DO CHAMADO DE DEUS (Testemunho d...

ex pastor adventista ;desmascara falsas profecias ,de Elen White.

O Nome de Jesus ou Yeshua - Obs: esse video.

PROFETA ESTÁ PREGANDO E COMEÇA A BRILHAR

ZAP-ZAP Maldito - Depois do culto # 17

O poder da inveja - Depois do Culto #1

Eu escolhi esperar #SQN - Depois do Culto # 2

Amor ao próximo (?) - Depois do Culto #4

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Um grande homem de Deus! Discípulo de Jesus.

http://www.gilsonsantos.com.br/pdfs/george_muller.pdf


SÉRIE HISTÓRIA CRISTÃ: GEORGE MÜLLER


Deus freqüentemente escolhe homens comuns, homens que costumavam zombar da fé ou homens que exigiram muita paciência por sua relutância em voltar-se para Deus e obedecer a Seu chamado. George Muller foi um destes.

Nascido em 1805 na Prússia (parte da Polônia atualmente), quando jovem costumava roubar e mentir, segundo ele mesmo quase não houve pecado no qual ele não tivesse caído.

Aos 20 anos de idade, tornou-se cristão depois de visitar uma pequena reunião em uma casa. Sua conversão foi dramática e ele abandonou de vez seus hábitos pecaminosos. Em 1829 foi a Londres para fazer um treinamento na Sociedade Londrina para a Promoção do Cristianismo entre os Judeus (hoje conhecida como Church Mission to the Jews).

Um dos muitos aspectos fascinantes da vida de George Muller é que ela ilustra com muita simplicidade o poder de Deus.

George Muller recebeu aproximadamente R$ 395.250.000,00 em resposta a orações sem jamais ter pedido ofertas. Se isto tivesse ocorrido há dois ou três mil anos, os céticos iriam sem dúvida questionar a autenticidade deste fato. Como ocorreu no final do século dezenove, com registros modernos e evidência factual, tais fatos não podem ser negados.


O aspecto mais significante dos 93 anos de vida de George Müller na terra foi sua obediência absoluta à vontade de Deus. O fato de o Espírito de Deus ter transformado um jovem rebelde e pecaminoso em tal homem de Deus certamente nos renova a esperança.

Em 1830 ele casou-se com Mary Grooves, que se tornou uma verdadeira companheira e sustentáculo nos anos seguintes.

Em 1834 ele fundou o Instituto de Conhecimentos das Escrituras, que existe até hoje, sempre respeitando o princípio que ele mesmo impôs de nunca depender de patrocínios, nunca fazer apelos por ofertas e nunca contrair dívidas. Deus sempre proveu os recursos para todas as necessidades conforme Ele mesmo promete em Filipenses 4.19.

Ele também orava diariamente pela conversão de pessoas; e orou durante cinqüenta anos por algumas pessoas, mostrando sua fé e confiança em Deus. Todas as suas orações eram registradas em livros, com a data do começo da petição, o pedido a Deus, a data da resposta e como Deus respondeu.

Existe o registro de cerca de 50 mil orações de George Müller respondidas por Deus.

Como a epidemia de cólera aumentou dramaticamente o número de órfãos naqueles dias, em 1835 Müller sentiu o chamamento de Deus para abrir um orfanato totalmente pela fé, pois não tinha recursos financeiros para isto.

Em 1870 já eram cinco orfanatos com mais de 2.000 crianças.

São muitas as histórias marcantes de respostas à oração. Uma delas sucedeu quando ao levantarem pela manhã, não haver nenhum pedaço de pão para as crianças, Müller ordenou que mesmo assim as crianças dessem graças a Deus pelo alimento e ficassem esperando.

Minutos depois um carroceiro bateu à porta, dizendo que sua carroça havia quebrado ali na frente e se queriam ficar com o carregamento de pães que estava levando para outros lugares. Assim as crianças e os demais irmãos glorificaram o Senhor por mais um de seus extraordinários feitos. Toda a vida e obra de Müller atestam a fidelidade e a graça provedora de Deus.

George Müller era um homem comum, mas sua fé inegável e confiança total em Deus e seu amor a Ele têm o mesmo impacto no mundo hoje do que quando ele morreu em 1898.

Sua vida continua sendo uma inspiração para todos aqueles que entregaram sua vida para Deus. E para todos nós continua sendo mais uma daquelas "vidas que marcaram...".

Ele foi além da maioria deles em sua política quanto ao dinheiro. Por exemplo: ele não aceitava ofertas quando saia para pregar, temendo dar a impressão que pregava por dinheiro. Quando ele rejeitava as ofertas, as pessoas algumas vezes queriam pô-las a força dentro do seu bolso, então ele fugia. Um homem "lutou" com Müller até que ele aceitasse o dinheiro que o mesmo queria lhe dar!

Durante seus primeiros anos, Müller começou a desenvolver convicções sobre oração e fé, que proporcionaram a base para poderosas demonstrações da provisão de Deus. Além de pedir a Deus por comida e fundos pessoais, ele freqüentemente orava com crentes enfermos até ficarem curados. Um biógrafo observa que "quase sempre suas orações eram respondidas, mas em algumas ocasiões não eram". Nesses casos, Müller continuava orando sobre estes assuntos ou pessoas, por anos.


Grandes Sonhos, Grandes Resultados 
Além de trabalhar com Henry Graik na capela Bethesda, uma moderna igreja situada no coração de Bristol, Müller começou a sentir preocupação pelas massas de crianças órfãs, abandonadas, que estavam em toda parte, na Inglaterra do século 19. Em 1834, com Craik, ele fundou a "Scriptural Knowledge Institution for Home and Abroad" - SKI ("Instituição do Conhecimento Bíblico para a Pátria e Estrangeiro"), que continua até hoje. Seus objetivos eram: 1) estabelecer Escolas diárias, Escolas dominicais e Escolas para adultos onde as Escrituras fossem ensinadas; 2) distribuir Bíblias; 3) ajudar o serviço missionário.

Durante a vida de Muller, o SKI proporcionou educação para muitos milhares de crianças e adultos, que de outro modo não poderiam ter ido à escola. Distribuiu milhares de Novos Testamentos, Bíblias e folhetos evangelísticos a preços reduzidos, em muitas línguas. Enviou o equivalente moderno de muitos milhões de dólares para missionários nacionais e estrangeiros. Durante um período de dois anos, Müller quase sustentou sozinho Hudson Taylor e 30 de seus colegas missionários na China.


Cuidado com Crianças

As maiores obras pelas quais Müller é lembrado – e deve ser guardado na memória que ele foi também um líder de igreja por excelência – são os orfanatos. Nestes, e em todo o seu trabalho, Mary Groves Müller manteve-se firme ao seu lado.

Milhares de pais morreram na epidemia de cólera de 1834. Os poucos medicamentos e conhecimentos médicos precários, condições sociais ruins e leis trabalhistas infames multiplicavam os órfãos. Essas crianças infelizes tentavam sobreviver nas ruas, ou eram obrigadas a submeter-se às péssimas condições das oficinas de trabalho. Charles Dickens disse que os órfãos eram "desprezados por todos e ninguém se compadecia deles". As casas para órfãos do Estado eram poucas e quase não existiam as particulares. Todas elas serviam apenas às crianças das famílias de classes mais altas. Pobreza, crime e prostituição aguardavam o resto.

Muitos fatores convergentes levaram Müller a começar um orfanato: 1) ele estava genuinamente preocupado com os órfãos de Bristol; 2) ele estava cansado de ouvir homens de negócios e operários dizerem que a necessidade financeira e a competição os proibiam de colocar Deus e Seus assuntos em primeiro lugar em suas vidas; 3) ele queria provar que Deus responde às orações e colocar "diante do mundo uma prova de que Deus de modo nenhum mudou. Isto me parecia feito melhor pelo estabelecimento de um orfanato. Devia ser algo que pudesse ser visto ainda que pelos olhos naturais ".

Em 1835, Müller colocou o seu plano diante da igreja de Bethesda. Imediatamente a congregação se uniu para sustentar o empreendimento. Móveis, utensílios, roupas e fundos chegaram. Dali em diante, Bethesda e seu círculo crescente de igrejas permaneceram inteiramente com Müller no cuidado dos órfãos. No começo, eles costumavam alugar casas para as crianças. Muitos crentes de Bethesda trabalhavam por tempo parcial ou integral nos orfanatos. Conheciam os detalhes particulares e as necessidades diárias ligadas a um tão grande projeto.

Eles também compreendiam a convicção de Müller em não solicitar fundos – ele queria provar que Deus responderia às orações dos crentes. Müller escreveu: "eu não digo que estaria agindo contra os preceitos do Senhor se procurasse ajuda em Sua obra através de pedido pessoal e individual [apelos] aos crentes, mas eu faço assim para o benefício da igreja em geral". Ele era totalmente contrário, todavia, à possibilidade de que algum cristão fizesse apelos financeiros aos descrentes.


Desenvolvimento do Orfanato

Em 1836, Müller abriu a primeira casa, quando ainda não tinha 30 anos de idade. A comida para os órfãos chegava muitas vezes minutos antes da hora de ser servida, embora as crianças nunca soubessem disso. Mais e mais crianças suplicavam a Müller para recebê-las e ele alugava mais casas. Mas essas logo abarrotavam, por isso, em oração e conversa com os cristãos de Bristol, ele decidiu construir um grande e moderno edifício para os órfãos. Este projeto começou em 1845, exatamente quando a tempestade da divisão entre os Irmãos estava se formando em Plymouth. Em 1848, mesmo enquanto Darby estava atacando Müller, o primeiro dos imensos orfanatos estava quase completo. E enquanto a carta de Darby excomungando toda assembléia de Bethesda estava circulando pela Inglaterra e ao redor do mundo, o telhado foi estendido. Enquanto a divisão progredia e os antigos amigos se voltavam contra ele, Müller continuava esperando em Deus por fundos e provisões.

Em 1870, depois de profundas e repetidas provas de fé, a última das cinco magníficas casas de pedra, para 2.000 órfãos, foi levantada exatamente fora de Bristol, em Ashley Down. Müller maravilhou-se com o que Deus tinha feito naqueles 34 anos, em resposta à fé e à oração. Além de providenciar comida e roupas para muitos milhares de órfãos, ele tinha a responsabilidade de levantar o "ordenado" mensal [salário] para mais de 100 empregados.

As garotas órfãs eram treinadas como empregadas e costureiras, enquanto os rapazes aprendiam vários ofícios. A cada órfão era assegurado um emprego antes de deixar as casas, ou Müller pagava o salário de aprendiz deles ao patrão que os ensinaria uma profissão. Cada órfão saía com um jogo completo de roupas.

Um homem que vivia próximo dos orfanatos disse que "sempre que ele sentia dúvidas sobre o Deus Vivo, vindo a sua mente, ele se levantava e olhava através da noite para as muitas janelas acesas em Ashley Down, brilhando na escuridão como estrelas no céu". Havia um imposto sobre janelas grandes quando Müller construiu os orfanatos, mas ele disse: "nós confiaremos em Deus para o dinheiro do imposto – deixem as crianças ter luz e ar!"

Pessoas por todo o oeste da Inglaterra e ao redor do mundo ficavam sabendo sobre os orfanatos. Também reconheciam o poder e a provisão de Deus que, se tornavam acessíveis em resposta às orações fiéis de Müller e seus amigos.

Tarde na vida, Müller, que falava sete línguas, viajou para 42 países em "viagens missionárias" e pregou o Evangelho para multidões de milhares. Seu alvo nessas viagens era, de acordo com o propósito de A. N. Groves, e dos Irmãos do início, quebrar as barreiras denominacionais e promover o amor fraternal entre os verdadeiros cristãos. Em três ocasiões visitou os Estados Unidos e Canadá, pregando centenas de vezes e, em quase todas, pessoas vieram a Cristo.

Em 1878, Müller foi convidado para ir à Casa Branca, a fim de falar sobre os orfanatos ao presidente Rutherford B. Hayes. Provavelmente não contou ao presidente Hayes que foi enquanto J. N. Darby estava tentando virar pessoas contra ele que Deus proveu os fundos para as grandes casas de órfãos.


Müller e o Dinheiro 
Müller criou um regulamento fixo em que nem ele nem seus auxiliares jamais deveriam pedir a qualquer indivíduo qualquer coisa em particular, para "que a mão do Senhor pudesse ser claramente vista". Mas ele pedia ao Senhor que movesse pessoas para ofertar. Uma vez, quando um homem fez um grande donativo, Muller, muito satisfeito, visitou-o para agradecer; então mostrou ao homem a anotação em seu diário quando, meses antes, começou a rogar a Deus que aquele homem pudesse dar aquela quantia específica!

O historiador Roy Coad observa, todavia, que "a lenda popular" tem escondido um tanto da natureza prática de Müller. "A lenda enfatiza um lado da moeda: a intensidade da confiança de Müller. Muitas vezes o outro lado tem sido esquecido – que os fundos para suprir a necessidade vieram de homens e mulheres que eram co-participantes com Müller de sua fé em Deus".

Müller havia atraído a igreja de Bethesda para dentro dos seus planos do orfanato desde o início. Ele usava vários sistemas de relatórios para mantê-la informada, e os outros também, do que acontecia:

1) Todo mês de dezembro, por três noites, Müller presidia reuniões públicas para informar as igrejas de Bristol e o público a respeito do ano que se havia passado.

2) Todos os anos, ele escrevia e publicava um "Relatório Anual" com detalhes financeiros e notas sobre eventos importantes do ano se havia passado e alguma idéia do que esperava dos anos vindouros. Estes eram dados ou vendidos a pessoas interessadas e circulavam ao redor do mundo.

3) Em 1837, Müller soltou a primeira edição de A Narrative of Some of the Lord’s Dealings with George Müller (Uma Narrativa de alguns dos procedimentos do Senhor para com George Müller), um livro consideravelmente grande, de seleções de seu diário que graficamente descrevia como o Senhor repetidamente providenciava ajuda para os órfãos através de diferentes pessoas. Esta narrativa era regularmente atualizada e aparecia em intervalos de cinco anos, até tornar-se uma coleção de quatro volumes. Muitas pessoas enviavam donativos anexos a suas cartas nas quais diziam a Müller que sabiam de sua necessidade pela leitura dos "Relatórios Anuais da Narrativa".

4) Depois que Müller contou aos amigos seu plano de construir as grandes casas para órfãos, em Ashey Down, eles espalharam a notícia através da Inglaterra. Müller notou isso. Mas não parecia preocupado com o fato de que muitos milhares de pessoas soubessem do que ele estava pedindo a Deus para fazer. Ele acreditava que qualquer que fosse o meio é Deus quem motiva as pessoas para ofertar. (De 1882 em diante, o rendimento de Müller diminuiu e ele teve que reduzir muito a SKI e os programas do orfanato. Durante o mesmo período, todavia, o governo Inglês começou a providenciar um melhor cuidado para os órfãos).

Uma vez, Charles Dickens apareceu em Ashley Down para "investigar" o que Müller estava fazendo a estes órfãos. Müller deu as chaves para Dickens e mandou um assistente mostrar-lhe qualquer coisa que quisesse ver. Depois da investigação, Dickens disse a Müller que acreditava que os órfãos estavam sendo muito bem cuidados.


Sua Ida ao Lar

George Müller morreu na manhã de 10 de março de 1898, aos 92 anos. Ele participou ativamente, enquanto viveu, em Bethesda e nos orfanatos até o dia anterior da sua morte. Milhares de pessoas lotavam as ruas para ver o cortejo funeral do imigrante alemão que, segundo o jornal The Bristol Mercury, foi "a maior personalidade que Bristol conheceu como cidadão nesta geração". Sete mil pessoas lotaram o cemitério para ver o sepultamento.

O Bristol Evening News escreveu que "na era do agnosticismo e materialismo, ele pôs em prática teorias sobre as quais muitos homens estavam contentes em sustentar uma controvérsia inútil".

O Liverpool Mercury maravilhou-se por causa da provisão para milhares de crianças e perguntou como isto aconteceu. "Müller disse ao mundo que foi o resultado de Oração. O racionalismo de hoje zombará desta declaração. Mas os fatos permanecem, e permanecem para serem explicados. Não seria científico desdenhar das ocorrências históricas quando elas são difíceis de esclarecer. E seria necessário muito truque para fazer os orfanatos em Ashley Down sumir da vista".

De sua parte, Müller já havia escrito: "eu sei que belo, gracioso e generoso ser Deus é pela revelação que Ele se agradou em fazer de Si mesmo na Sua santa Palavra. Eu acredito nesta revelação. Também sei por minha própria experiência da veracidade disso. Portanto, eu estava satisfeito com Deus. Me regozijava em Deus. E o resultado é que Ele realizou o desejo do meu coração".

George Müller acreditava que Deus faz o mesmo por qualquer um que O busque.


George Muller e a Bíblia 

Entrega Absoluta 
Certa vez, ao compartilhar com os ministros e obreiros, por ocasião do seu aniversário de noventa anos, George Muller falou da seguinte forma a respeito de si mesmo: "... Eu lembro da minha entrega absoluta ao Senhor. Fui convertido em novembro de 1825, mas somente quatro anos mais tarde, em julho de 1829, entreguei meu coração ao Senhor de forma absoluta. Somente então abandonei o amor ao dinheiro, à paz, à posição, aos prazeres e aos compromissos mundanos. Deus, Deus somente tornou-se a minha porção. Encontrei nele o meu tudo. Não desejava nada mais e, pela graça de Deus, assim permaneço até hoje. Isso me fez um homem feliz, um homem profundamente feliz e levou-me a ocupar-me somente com as coisas de Deus. Amado irmão, eu lhe pergunto com muito amor: Você já entregou seu coração a Deus de forma absoluta? Ou há algo que você está retendo e não quer entregar a Deus? Anteriormente eu lia um pouco as Escrituras, mas preferia outros livros; todavia, desde o dia em que entreguei-me totalmente ao Senhor, a revelação que Ele fez de Si mesmo tornou-se uma bênção incomparavelmente mais preciosa para mim. Posso afirmar de coração que, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."Oh, não fiquemos satisfeitos até que, do mais profundo de nossa alma, possamos dizer:, "Deus é um Ser infinitamente amoroso."

George Muller fala em sua revista acerca dessa mudança ocorrida em sua vida. Há muitos anos atrás ele fora para uma cidade chamada Teignmouth a fim de tratar sua saúde física. Lá ele ouviu um pregador cuja mensagem ele jamais esqueceu. Ele relata o significado dessa mensagem nas seguintes palavras: "Embora eu não tenha gostado do que ele falou, eu vi nele uma seriedade e solenidade diferente dos demais. Através do ministrar desse irmão, o Senhor concedeu-me uma grande bênção e a Ele serei grato ao longo de toda a eternidade. Deus começou a mostrar-me que unicamente a Sua Palavra deve ser nosso padrão para o julgamento em coisas espirituais, que a Palavra de Deus somente pode ser explicada pelo Espírito Santo e que, em nossos dias, assim como nos tempos passados, Ele é o Mestre de Seu povo. Antes dessa ocasião em minha vida, eu não havia, em minha experiência, entendido a função do Espírito Santo. Anteriormente eu não havia enxergado que somente o Espírito Santo pode ensinar-nos acerca de nossa condição natural, mostrar-nos nossa necessidade de um Salvador, capacitar-nos a crer em Cristo, explicar-nos as Escrituras, ajudar-nos a pregar, etc..."

"Foi a compreensão dessa verdade em especial que exerceu uma grande influência em minha vida, pois o Senhor capacitou-me a experimentar sua validade quando eu coloquei de lado comentários e quase todos os outros livros e comecei simplesmente a ler e estudar a Palavra de Deus. Como resultado, na primeira noite em que entrei em meu quarto, fechei a porta a fim de orar e meditar nas Escrituras, eu aprendi mais em algumas poucas horas do que havia aprendido durante um período de vários meses. A maior diferença, no entanto, foi o poder real que experimentei em minha alma através disso."

"Além disso, aprouve ao Senhor fazer-me ver um padrão mais elevado de dedicação do que o que eu havia visto anteriormente. Ele levou-me, numa medida, a ver o que é minha glória neste mundo: ser desprezado, ser pobre e pequeno com Cristo. Ao retornar para Londres, minha saúde física estava muito melhor e, no que diz respeito a minha alma, a mudança fora tão grande que parecia uma segunda conversão."

Estudar a Bíblia é Mais Importante do que Ler Livros

"Eu caíra na armadilha que muitos cristãos caem: preferir ler livros religiosos ao invés da Bíblia. Na verdade, de acordo com as Escrituras, nós deveríamos pensar da seguinte maneira: O próprio Deus dignou-se a tornar-se autor de um livro, e eu sou ignorante acerca deste precioso livro que o Seu Espírito inspirou; por causa disso, eu devo ler novamente este Livro dos livros mais cuidadosamente, com mais oração, com muito mais meditação. Mas essa não foi minha atitude. É verdade que minha ignorância sobre a Palavra levou-me a desejar estudá-la, todavia, por causa da minha dificuldade em entendê-la, nos primeiros quatro anos de minha vida cristã, eu negligenciei na sua leitura. Assim como muitos cristãos fazem, eu praticamente preferia ler as obras de homens não inspirados ao invés de ler os oráculos do Deus vivo. Como conseqüência disso, eu permaneci um bebê tanto no conhecimento quanto na graça. No conhecimento, porque todo verdadeiro conhecimento deve ser obtido da Palavra de Deus por meio de Seu Espírito. Como triste conseqüência, esta falta de conhecimento me impediu de caminhar nos caminhos de Deus com firmeza e constância. Pois é a verdade que nos liberta, livrando-nos do cativeiro dos desejos da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida. A Palavra prova isto. Também a experiência dos santos e minha própria experiência provam, de modo incontestável, a veracidade deste princípio, pois quando aprouve ao Senhor, em agosto de 1829, ensinar-me a confiar nas Escrituras, minha vida e meu caminhar tornaram-se muito diferentes".

"Se alguém me perguntasse como é possível ler as Escrituras de modo mais proveitoso, eu responderia da seguinte maneira:

Acima de tudo, devemos ter a Palavra armazenada em nossa mente, de modo que Deus apenas por meio do Espírito Santo possa ensinar-nos. Desta forma, é de Deus que vamos esperar todas as bênçãos e vamos buscar a bênção de Deus tanto antes quanto durante a leitura da Palavra.

Deveríamos compreender claramente que o Espírito Santo não é apenas o melhor Mestre, mas também é suficiente. Nem sempre Ele nos ensina imediatamente aquilo que desejamos saber. É possível, portanto, que algumas vezes necessitemos suplicar-lhe várias vezes a fim de receber explicação para algumas passagens; mas no final Ele certamente irá nos ensinar se nós buscarmos luz com oração, com paciência e para a glória de Deus".

O Segredo da Bênção e da Alegria

Apenas mais uma palavra proferida por ocasião do seu aniversário de noventa anos: Por sessenta e nove anos e dez meses George Muller fôra um homem muito feliz. Isso ele atribuía a duas coisas: ele havia mantido uma boa consciência, não seguindo deliberadamente um caminho que ele soubesse ser contrário à vontade de Deus; isso não quer dizer que ele era perfeito; ele era pobre, fraco e pecador. Em segundo lugar, ele atribuía sua felicidade ao seu amor pelas Escrituras. Nos seus últimos anos, ele costumava ler toda a Bíblia quatro vezes por ano, aplicando-a ao seu próprio coração e sobre ela meditando. Ele amava a Palavra de Deus muito mais agora do que há sessenta e seis anos atrás. Foi seu amor à Palavra, bem como o manter de uma boa consciência que lhe proporcionaram todos aqueles anos de paz e alegria no Espírito Santo. (R. A. Torrey)


Confiando nas Promessas de Deus

Quem fez a promessa é fiel... (Hebreus 10:23).

A despensa está quase vazia - informou uma funcionária. - É preciso lembrar-lhe que já venceu o prazo para o pagamento do aluguel?

O Senhor proverá - disse George Muller animadamente. Ele prometeu suprir todas as nossas necessidades. Não vai falhar agora. Naquele momento, ele tinha apenas 27 centavos para alimentar várias centenas de crianças do orfanato.

Então chegou uma carta. George abriu-a e leu o seguinte: Porventura estariam vocês com alguma necessidade urgente de dinheiro? Sei que decidiram pedir somente a Deus que lhes suprisse as necessidades. Mas haveria algum problema em informar de quanto dinheiro estão precisando? George Muller balançou a cabeça e passou a escrever o seguinte bilhete: "Nada mencionarei sobre os nossos recursos. O principal objeto de meu trabalho é mostrar que Deus é real e que cumprirá Suas promessas. Até o momento não contamos a ninguém sobre nossas necessidades e não o faremos".

Tendo despachado a carta, George Muller caiu sobre os joelhos em seu escritório: "Senhor, estamos em situação desesperadora. Temos apenas 27 centavos. Por favor, dirijas este homem para que nos envie dinheiro".

Ao receber a carta de George Muller, referido homem, sentiu-se impressionado a enviar cem libras de uma só vez.

Quando o dinheiro chegou, não havia um único centavo na instituição de Muller para comprar alimento para a refeição seguinte. Certa vez um amigo perguntou a George: "O que você faria, caso Deus não enviasse ajuda no momento certo?" "Certamente isso jamais aconteceria" - respondeu George – "Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. Deus não mente. É completamente confiável".

George Muller cuidou de mais de 10.000 órfãos durantes os 63 anos em que decidiu confiar inteiramente em Deus para o atendimento das necessidades. Nem uma única vez deixou Deus de cumprir Sua promessa.

Deus é o Amigo em que podemos confiar. Apresenta-nos mais de 3.000 promessas na Bíblia. Podemos acreditar no cumprimento de Sua palavra.

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domingo, 24 de maio de 2015

Deus é nosso refúgio e fortaleza.

Na palavra de Deus você encontra auxílio quando está... Ansioso e impaciente: Salmo 13; 37. 3-5; Mateus 6.25-34; Romanos 5. 3-5; Filipenses 4. 6-7; Tiago 5.7-11; 1 Pedro 5. 6-7. Preocupado com dinheiro: Eclesiastes 5. 10; Mateus 6.19-21; 1 Timóteo 6. 6-10; Hebreus 13. 5-6. Com medo: Salmo 4.8; Isaías 41. 13; Lucas 8. 22-25; João 14. 27, 16 -33; Romanos 8. 1,31-39. Com medo de testemunhar sua fé em Jesus: Isaías 55. 10-11; Jeremias 1. 4-9; Mateus 5. 11-12; 10. 16-20; Romanos 10. 8-15. Se sentindo solitário: Salmo 10. 12-14; 25. 16-18; 68. 4-6; 146; Mateus 28.20; João 14. 18-19; 1 Pedro 5. 7. Angustiado e sofrendo: Mateus 5. 4; Romanos 8. 31-39; 2 Coríntios 1. 3-6; 4. 16-18; 12. 7-10; Tiago 1. 2-4; Apocalipse 2. 10.   Doente: Salmo 41. 1-3; 68. 19-20; 103. 1-5; 146; Isaías 54. 10; Romanos 5. 1-5; Tiago 5. 14-15; 1 Pedro 5. 10-11.   Enfrentando uma situação de doença terminal: Salmo 23; Romanos 8. 18-30; 2 Coríntios 5. 1-10. Sofrendo por causa da morte de alguém: João 11. 25-26; 1 Coríntios 15. 50-58; 1 Tessalonicenses 4. 13-18. Passando por uma situação de desgraça total: Jó 1. 13-22; Isaías 55. 8-9; Romanos 8.28. De saída para uma viagem: Salmo 46. 1-3; 91. 1-6,14-16; 121.   Enfrentando uma tentação: Romanos 12. 1-2; 1 Coríntios 10. 12-13; Hebreus 2. 17-18; 4. 14-16; Tiago 1. 12-15; 4. 7. Sem desejo de participar dos cultos de adoração a Deus: Salmos 26. 8; 84; 133. 1; Efésios 3. 16-17; Hebreus 10. 23-25. Precisando de orientação: Salmo 16; 25. 4-10; 32. 8; 119. 105; Isaías 30. 21. Tomando decisões: Provérbios 3. 5-6; 16. 3; 1 Coríntios 10. 31; Gálatas 6. 10; Tiago 1. 5-8. Com raiva: Mateus 5. 44-48; Romanos 12. 17-21; 1 Coríntios 13; Colossenses 3. 12-17; Tiago 3. 19-20. Se sentindo culpado: Salmo 32; 51; 130; Isaías 1. 18; Lucas 15; João 6. 37; 1 João 1. 8; 2. 2. Com inveja: Salmo 49. 16-20; Tiago 3. 13-18.   Pensando que Deus abandonou você: Salmo 22. 1-11; 139. 1-12; Isaías 49. 14-16; Filipenses 4. 10-13; Hebreus 10. 19-25. Cansado e desanimado: Salmo 34. 15-22; Isaías 40. 25-31; Mateus 11. 28-30; Hebreus 12. 1-3. Procurando o caminho para o céu: João 3. 16; 14. 5-6; Romanos 6. 20-23; 10. 9-13; Efésios 2. 8-9. Querendo saber como orar: Mateus 6. 5-15; 7. 7-11; Marcos 14. 36; João 15. 7; Filipenses 4. 6-7; 1 Tessalonicences 5. 17; 1 João 5. 14-15. Agradecido peças bençãos de Deus: Salmo 98; 100; 103; 1 Tessaloninences 5. 16-18. Todos estamos afastados de Deus por causa do pecado: Isaías 59.1-15; Romanos 3.9-20; 5.12-21; 7.14-25; Eclesiastes 7.20

quinta-feira, 21 de maio de 2015

OS 7 MILAGRES DE JESUS COMPLETO

Eu Navegarei - Com letra da música - HD

TODAS as SEITAS da NOVA ORDEM MUNDIAL PREPARE-SE

O Último Papa - Estudo do Apocalipse 17

A Marca da Besta - Pr. Juan Ribe Paglarin (Áudio)

Espelho dos Mártires I - Mártires Cristão (Filme Evangélico Completo) -...

Filme: José Do Egito) 1995) Dublado Completo.

Filme: José Do Egito) 1995) Dublado Completo.

Filme Pedro - Dublado - Completo

Os Apóstolos de Jesus Cristo

Dupla Canção e Louvor - crente rico, rico pobre

Taxados como loucos - Canção e Louvor - 32º Congresso de Jovens IEADPE

Deus onipotente - Ivonaldo Albuquerque - 57ª EBO IEADPE

Eliã Oliveira Vencendo de Pé - Recife Templo Central

Marcelo Santos - Quando Jesus estendeu Sua mão (AD Templo Central Recife)

Hino Quando Jesus Estendeu a Sua mão.mpg

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Aprendendo com Moises a clamar a Deus.

A PRESENÇA E A GLÓRIA DE DEUS

Texto:
Texto base: "Respondeu-lhe: A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso.
Então lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar.
Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? não é porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?
Disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos,e eu te conheço pelo teu nome.
Então ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.
Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer.
E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá.
Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha.
Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha, e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado.
Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá."
Êxodo 33:14-23.
Introdução:
Nos próximos dias Moisés teria pela frente um grande desafio:- conduzir o povo de Israel rumo à terra prometida. Missão árdua, difícil e sobremodo pesada para qualquer mortal! Moisés então fala com Deus: "Se a tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar" (v. 15).
Deus disse a Moisés que atenderia o seu pedido. E de fato a presença do Senhor foi com eles durante todos os anos da longa caminhada rumo à Canaã. A presença de Deus era vista e sentida por todos, em todo o tempo, através da nuvem que os cobria do intenso calor do sol, da coluna de fogo que os guiava à noite, das rochas das quais brotou água para o povo beber, e do poder miraculoso da vara conduzida por Moisés, além de muita outras manifestações gloriosas.
Com base nos relatos bíblicos podemos dizer que Deus realmente foi com eles todos os dias da longa caminhada.
Hoje em dia não é diferente. Se desejarmos e invocarmos a presença do Senhor, é certo que Ele nos acompanhará diariamente.
Do episódio narrado no texto acima podemos extrair preciosos princípios ou lições para as nossas vidas hoje. Vejamos:-
I - DEVEMOS DESEJAR E PEDIR A DEUS QUE NOS ACOMPANHE TODOS OS DIAS
A presença de Deus com Moisés e todo o povo de Israel não se dava apenas nos cultos realizados na tenda... Era uma presença constante, permanente, que propiciava ao povo novas experiências a cada dia. Todo dia era dia de milagres!
O mesmo pode e deve ocorrer em nossas vidas hoje! Deus deseja nos acompanhar com a Sua presença e a Sua graça em todo o tempo, todos os dias, todas as horas. É um erro pensar que a presença do Senhor só se manifesta nos cultos coletivos. Não podemos dissociar a nossa vida espiritual da nossa vida secular. Diariamente havia problemas na marcha do povo de Israel, mas Deus estava ali para os ajudar e livrar. Também em nosso viver diário surgem problemas e situações imprevistas a toda hora, e nós necessitamos de Deus nos socorrer e nos livrar!
Porém, nós temos que proceder tal como Moisés...
1. reconhecer a nossa incapacidade para enfrentar os desafios diários sozinhos;
2. reconhecer que Deus é poderoso, e que a Sua Presença garante a vitória;
3. desejar e invocar a Presença de Deus para o nosso viver diário.
Não deixe para buscar Deus tardiamente, na hora da dor e do sofrimento! É melhor buscá-Lo antes que as águas se tornem turvas, e o mar fique agitado...!
Inclua Deus em todos os seus assuntos, decisões e planejamentos. Peça sempre a Sua sábia direção e conselho antes de tomar qualquer decisão na vida, e você verá como as coisas correrão maravilhosamente bem para você!
II - AME, DESEJE E BUSQUE TAMBÉM A GLÓRIA DE DEUS
Além de pedir a "presença do Senhor", Moisés pediu também que Deus lhe mostrasse a "Sua Glória".
O que é a Glória de Deus?
Deus é Onipresente, isto é, está presente em toda parte! A presença do Senhor cobre toda a terra, cremos e aceitamos isto pela fé. "Bem-aventurados os que não viram e creram". Porém, há momentos em que Deus se manifesta de maneira que a Sua presença pode ser percebida e compreendida pelos homens ( Exemplos: Êx 16:10; 24:16; I Reis 8:11; Is 6:3 e Eze 1:28). No tempo do Velho Testamento assim Deus manifestava a Sua glória. Em relação ao Senhor Jesus Cristo, a Sua presença em Si é a própria glória de Deus manifesta. João disse: "... e vimos a sua glória, como do unigênito do Pai..." João 1:14. Entretanto, ocasionalmente, o Senhor Jesus resplandecia uma glória maior do que a comum, a ponto mesmo de os homens terem dificuldades em suportar tais manifestações. ( Exemplos: No Monte da Transfiguração - Comparar Lucas 9:31 com II Pedro 1:16,17; em alguns dos milagres de Jesus - ver João 2:11; 11:4,40 ). Em relação a nós, chamamos de "glória de Deus" aqueles momentos de manifestações ou visitações especiais de Deus, que chamam a nossa atenção e ficam vividamente registrados em nossas memórias.
A "glória de Deus" é o Esplendor e o Resplendor de Deus; o Glamour, a Beleza, e a Formosura de Deus, a Luz e o Fulgor que há em Deus. A "glória de Deus" é o próprio Deus em toda a Sua Imensurável Grandeza, Majestade e Poder. A Presença de Deus reflete a Glória de Deus, porém esta glória é de tal grandeza que é impossível a nós os mortais contemplá-La em toda a Sua plenitude. Então, o Senhor manifesta a Sua glória a nós em limites que nós possamos suportar. Assim, o muito que podemos ver não passa de gotas de tudo aquilo que Deus é, e pode fazer. Moisés passou quarenta dias na presença de Deus no monte, e ao descer o seu rosto resplandecia de tal forma que o povo não lhe podia olhar diretamente, tendo que recorrer ao uso do véu. (Êxodo 34:29-35). A glória de Deus apareceu a Saulo de Tarso, no caminho de Damasco, e ele ficou cego por três dias! (Atos 9:3-8). Em Êxodo 33:11 diz que Deus falava a Moisés "face a face, como qualquer fala a seu amigo...". Contudo Moisés ouvia, mas não via fisicamente a Deus. O Senhor mesmo afirmou isto no verso 23, do mesmo capítulo, dizendo; "... tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá." E como diz a Palavra de Deus em João 1:18 e I João 4:12: "Ninguém jamais viu a Deus...". Virá o dia em que "...toda a terra se encherá da glória do Senhor" - Números 14:21. Um dia os salvos irão habitar com o Senhor, na Nova Jerusalém; veja o que diz a Palavra de Deus acerca dessa santa cidade: "a cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada." - Apocalipse 21:23. "Porque agora vemos como em espelho obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido." - I Cor 13:12.
III - QUANDO BUSCAMOS A PRESENÇA E A GLÓRIA DE DEUS, DEUS NOS OFERECE UM LUGAR JUNTO A ELE
"Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha."
Moisés pediu a Deus duas coisas: - que a presença do Senhor o acompanhasse durante a marcha rumo à Canaã, e que Deus lhe mostrasse a Sua glória.
Conforme nossos comentários acima, são pedidos diferentes!
a) A presença de Deus é indispensável e nos oferece descanso, no sentido em que Deus está conosco, abraçando a nossa causa, lutando a nossa peleja, nos garantindo vitória;
b) A glória de Deus une os céus à terra - traz Luz e Revelação ao nosso espírito acerca da Pessoa de Deus, e das coisas inerentes ao Reino de Deus. Manifesta amor, bondade, graça e misericórdia de Deus e libera unção e poder de Deus. É um bálsamo novo que nos reveste de unção e poder, nos fortalece espiritualmente e nos aproxima de Deus, o Qual nos convida para mais perto dele, e nos faz assentar sobre a Rocha.
O Senhor se agrada quando nós buscamos a Sua presença e a Sua glória. E assim como atendeu aos pedidos de Moisés, Ele também nos atenderá! Se O buscarmos é certo que O acharemos! "Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29:13). "...O Senhor está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará." II Crônicas 15:2-b.
Nós podemos e devemos intensificar a nossa busca de Deus. A salvação é o primeiro passo que devemos dar; porém, após a conversão muitas outras experiências gloriosas que muito nos edificarão e nos ajudarão em nosso viver diário. Há um hino tradicional que costumávamos cantar que diz: " A presença de Jesus enche o coração de luz, mui preciosa fica, cada vez mais rica, esta vida com Jesus". Em Atos 1:8 está escrito: "...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo...".
Fuja do espírito de religiosidade, saia do marasmo, do comum, não permita que a sua vida espiritual se transforme em tediosa rotina! Deseje sempre mais, busque sempre experiências maiores e renovadas!
"Buscai e achareis..." (Lucas 11:9).
CONCLUSÃO
Não podemos dissociar a vida espiritual da vida secular. Todo dia é dia de buscar o Senhor e a Sua glória. Invoque a presença e a direção do Senhor em todas as suas iniciativas e decisões.
A cada dia, separe um tempo para oração, para estar em comunhão com o Senhor, e a glória do Senhor resplandecerá sobre a sua vida. "Enchei-vos do Espírito..." (Efésios 5:18). Não permita que a chama do Espírito se apague em seu coração. "Não entristeçais o Espírito, no qual fostes selados..." (Efésios 4:30). Fuja da mesmice, do continuismo, da rotina, da frieza espiritual. Clame, chore, quebrante-se aos pés do Senhor. Faça como Jacó: "Não te deixarei ir, se me não abençoares..." (Gênesis 32:26).
Quem busca recebe, e vive a plenitude da bênção prometida pelo Senhor Jesus Cristo: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância..." (João 10:10); tem em Deus descanso, habita em lugar seguro junto ao Senhor, e vive em constante vitória. O seu cálice transborda, abençoando também as vidas ao redor...
Seja este o alvo número um da sua vida! Busque sempre a presença e a glória de Deus. 


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Salmos 91-7 Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

Entregue-se  e será marcado! - Marcos 14:3-9

3 Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso,aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4 Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: "Por que este desperdício de perfume? 5 Ele poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro dado aos pobres". E a repreendiam severamente. 6 "Deixem-na em paz", disse Jesus. "Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Pois os pobres vocês sempre terão consigo, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. 9 Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória". Mc. 14:3-9 (NVI)

I. Apresente-se ao Senhor com o seu melhor. 

O texto que lemos em Mc. 14:3-9 nos mostra 4 passos para nos apresentarmos a Deus:

... aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. Mc. 14:3 (NVI)

Como sempre digo, gosto muito da riqueza de detalhes com que os fatos na Bíblia são narrados. Quero crer que esses detalhes não são inseridos em vão. Nosso Deus é um Deus de detalhes! E Ele nos fala através destes detalhes.

O que é o alabastro? É um pote feito de uma pedra somente encontrada nas imediações de uma cidade egípcia chamada Alabastron, semelhante ao mármore, mas mais maleável e modelável.

O que é o nardo? É um bálsamo feito da raiz de uma planta rara da Índia (Nardostachys jatamansi) que crescia nas montanhas do Himalaya.

Nossas vidas são como um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Cada um de nós somos únicos para Deus. Cada um de nós temos nossa própria identidade. Somos mais que raros! E nossas vidas são frágeis e modeláveis.

Sendo assim, como devemos nos apresentar a Deus?

6 Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Mq. 6:6 (ARC)

a. Consagre o que você tem de mais precioso.

O perfume derramado sobre Jesus podia ser vendido por 300 denários. O denário era o salário pago por um dia de trabalho a um trabalhador comum. Ou seja, o perfume custava algo em torno de 1 ano de trabalho.

Mas não vamos levar em conta o valor monetário deste perfume, mas o valor que representava para essa mulher.

Em outra ocasião, certa mulher entegou a única moeda que tinha e Jesus considerou a intenção do coração: apesar de ser uma única moeda, ela deu tudo que tinha.

E o que temos de mais precioso para entregar? As nossas vidas! Essa deve ser a intenção do nosso coração!

15 Porque somos como o cheiro suave do sacrifício que Cristo oferece a Deus, cheiro que se espalha entre os que estão sendo salvos e os que estão se perdendo. 2 Co. 2:15 (NTLH)

b. Tenha um coração puro.

O perfume muito caro era feito de nardo puro. Temos que procurar ter sempre puro o nosso coração.

10 Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Sl. 51:10 (ARC)

3 Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo? 4 Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Sl. 24:3-4 (ARC)

c. Quebrante-se diante de Deus.

A mulher citada no texto principal, Maria, irmã de Marta e Lázaro, quebrou o frasco. Na verdade quebrou o lacre o frasco.

Devemos romper todas as barreiras e nos quebrantar diante de Deus!

18 Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito. Sl. 34:18 (ARC)

18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração. Lc. 4:18 (ARC)

d. Derrame-se na presença de Deus.

Maria depois de quebrar o frasco, derramou o perfume sobre Jesus.

19 Levanta-te, clama de noite no princípio das vigílias; derrama o teu coração como águas diante da face do Senhor... Lm. 2:19 (ARC)

Por que não derramarmos o nosso coração como águas diante da face do Senhor? Quando a água é derramada ela vai ao chão e se espalha... Imagine-se se derramando desta forma diante do Senhor! Que unção! Quão tremendo não é isso!?

8 Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. Sl. 62:8 (ARC)

II. Dê a Deus o devido valor.

4 Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: "Por que este desperdício de perfume? 5 Ele poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro dado aos pobres". E a repreendiam severamente. Mc. 14:4-5 (NVI)

Judas Iscariotes foi quem se colocou desta forma contra Maria.

4 Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse: 5 — Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres? Jo. 12:4-5 (NTLH)

Esse mesmo Judas que disse ser um desperdício derramar sobre Jesus um perfume que custava 300 moedas de prata, o vendeu por bem menos, por 30 moedas de prata.

14 Então um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os chefes dos sacerdotes. 15 Ele disse: — Quanto vocês me pagam para eu lhes entregar Jesus? E eles lhe pagaram trinta moedas de prata. Jo. 12:14-15 (NTLH)

Que contradição de valores!

Mas esta questão de valores em dinheiro não é nada.

1 Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Sl. 24:1 (ARC)

Mais uma vez vemos a intenção errada do coração. Devemos nos entregar totalmente ao Senhor, com tudo o que somos e tudo o que temos.

2 Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade. Sl. 29:2 (ARC)

36 Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém! Rm. 11:36 (ARC)

III. Não perca a oportunidade de estar na presença de Deus.

6 "Deixem-na em paz", disse Jesus. "Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7 Pois os pobres vocês sempre terão consigo, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão. 8 Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo, preparando-oantecipadamente para o sepultamento. Mc. 14:6-8 (NVI)

Maria considerou estar com Cristo enquanto era tempo. e nós também não podemos perder as oportunidades que nos são dadas de estar na presença de Deus, de estar na Casa de Deus.

10 Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria estar à porta da Casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade. Sl. 84:10 (ARC)

Moisés não queria se apartar da presença de Deus. Ele declarou que a presença de Deus é que mostraria que eram diferentes dos outros povos da terra.

14 Deus disse: — Eu irei com você e lhe darei a vitória. 15 Então Moisés respondeu: — Se não fores com o teu povo, não nos faças sair deste lugar. 16 Como é que os outros povos poderão saber que estás contente com o teu povo e comigo, se não fores conosco? A tua presença é que mostrará que somos diferentes dos outros povos da terra. Ex. 33:14-16 (NTLH)

IV. Fazendo tudo isso, sua vida será marcada para sempre.

O ato extravagante de adoração de Maria, que pôde ter sido interpretado por muitos como loucura, marcou para sempre sua vida. Jesus declarou que o que ela fez seria contado em sua memória em todo o mundo.

9 Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória". Mc. 14:3-9 (NVI)

Deus quer escrever um livro como memorial na sua presença acerca dos que o temem, honram o seu nome e entregam-se totalmente a Ele!

16 Depois aqueles que temiam ao Senhor conversaram uns com os outros, e o Senhor os ouviu com atenção. Foi escrito um livro como memorial na sua presença acerca dos que temiam ao Senhor e honravam o seu nome. 17 "No dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos, "eles serão o meu tesouro pessoal. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece. 18 Então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem. Ml. 3:16-9 (NVI)

Entregue-se totalmente ao Senhor e será marcado para sempre!


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Saiba um pouco sobre o livro de Ester, Bíblia na mão!

ESTUDO DO LIVRO DE ESTER


AUTOR E DATA

Embora não saibamos quem escreveu o livro de Ester, as provas intrínsecas possibilitam fazer algumas inferências a respeito do autor e a data da composição. Fica claro que o autor era judeu, tanto pelo realce que confere à origem de uma festa judaica, quanto pelo nacionalismo judaico que permeia a história. O conhecimento que o autor tem dos costumes persas, os antecedentes históricos da cidade de Susã e a ausência de referência à terra de Judá ou a Jerusalém fazem crer que ele residia na cidade persa. A data mais recuada possível para o livro seria 460 a.C. As provas intrínsecas também fazem supor que a festa do Purim vinha sendo observada há algum tempo antes de esse livro ser escrito (9.19). Vários estudiosos tem datado esse livro no período helenístico; a ausência de palavras gregas e o estilo hebraico do autor, no entanto, levam a crer que o livro tenha sido escrito antes da queda do Império Persa nas mãos da Grécia, em 331 a.C.
CARÁTER CANÔNICO
O direito do livro ocupar um lugar no Cânon da Escritura tem sido grandemente contestado. O nome de Deus não aparece nele, enquanto que o nome de um rei pagão é mencionado mais de cento e cinquenta vezes. Não há alusão à oração nem a nenhum tipo de serviço espiritual, com exceção do jejum.

TEMA
O cuidado de Deus. O livro de Ester é uma demonstração da soberania e do cuidado de Deus para com seu povo. A libertação dos judeus por meio da rainha Ester.

COMPOSIÇÃO
O livro de Ester relata a história de uma moça judia que saiu da condição de exilada e desconhecida para a posição de rainha e mulher mais influente do reino da Pérsia. É a história da libertação dos judeus pela rainha Ester, do complô de Hamã. Hamã se torna o homem mais importante depois do rei, e deseja a aniquilação dos judeus. Ele manipula o rei para que execute os judeus. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. Hamã é enforcado; e Mardoqueu, líder dos judeus no Império Persa, se torna primeiro ministro. A festa do Purim é instituída para marcar a libertação dos judeus.

Um aspecto peculiar no livro de Ester é que o nome de Deus (YHWH) não é mencionado. No entanto vestígios da ação de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro, especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. Da perspectiva humana, Ester e Mardoqueu foram duas pessoas do povo menos indicadas para desempenhar funções importantes na nação. Ele era judeu da tribo de Benjamim, exilado na Babilônia; ela era órfã e prima de Mardoqueu, adotada por este (2.7). A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar a ocasião correta para denunciar a trama de Hamã e pedir a salvação de seu povo (5.6-8; 7.3-6). Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. Em consequência ele soube o tempo certo de Ester revelar ao rei sua identidade judaica (2.10). Tudo isso comprova a base espiritual do livro.

A meiga e cativante Ester destaca-se como escolhida de Deus.“...Chegou ao reino justamente para uma ocasião com essa" (4.14). Ela mostra coragem ao dizer: “...se perecer, pereci” (4.16), assumindo que irá arriscar a vida para defender seu povo. Ester, como José do Egito, tinha sido reservada por Deus para seu propósito.

O livro se inicia com um banquete de Assuero e encerra com um banquete de Mardoqueu.

CONTEXTO HISTÓRICO
Xerxes I é identificado com Assuero e reinou de 486 a 465 a.C. Era filho de Dario, o Grande, que anexara partes da Índia e do leste europeu ao seu império em expansão. No entanto os confrontos entre Dario e os gregos não tiveram resultado favorável, como a derrota em Maratona (490 a.C.) deixou claro. Apesar do sucesso de Xerxes em abafar as rebeliões no Egito e na Babilônia, a humilhação dos persas nas mãos dos gregos continuou nas derrotas em Salamina (480 a.C.). Dizem os historiadores que foi uma das batalhas mais importantes do mundo. A principal fonte deste período é Heródoto, o mais antigo historiador grego e contemporâneo de Xerxes  de seu filho Artaxerxes. Segundo informações paralelas de Heródoto, sabemos que a festa descrita no primeiro capítulo de Ester foi a ocasião do planejamento da campanha contra a Grécia (terceiro ano de reinado de Assuero). Ester substituiu Vasti no sétimo ano de seu reinado (2.16).

Embora os detalhes apresentados em Ester lhe deem ar de autenticidade e, sugiram um contexto histórico realista, muitos chegaram a conclusão que a intenção do livro não é registrar os acontecimentos com exatidão.

O BANQUETE DE ASSUERO
A grande festa que Vasti se negou a comparecer, pelo que se conclui em inscrições encontradas por arqueólogos, foi realizado para estudar o plano de uma expedição contra a Grécia e para a qual  Xerxes vinha se preparando havia quatro anos.

O livro se inicia com uma recepção do rei aos nobres, no palácio de Susã. O banquete era de proporções colossais e durou 180 dias (1.4). Os homens se banqueteavam nos soberbos jardins reais enquanto as mulheres eram hospedadas pela formosa rainha Vasti em seus aposentos particulares.

Quando o rei e os príncipes estavam no meio de sua orgia, o monarca mandou chamar Vasti para exibir a seus convidados a beleza dela. Nenhuma dama persa poderia consentir nessa afronta à sua condição de mulher. Vasti recusou-se. Isso fez do rei motivo de escárnio. Para reparar a ofensa, depôs a rainha (1.12-22).

COMPROVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS
Susã era a residência de inverno dos reis da Pérsia. Em 1852, o local foi identificado por Loftus, e em 1884 um francês chamado Dieulafay prosseguiu nas escavações. Ele conseguiu descobrir os lugares mencionados no Livro de Ester, o pátio interior, o pátio exterior, a porta do rei e o jardim do palácio.

CARACTERÍSTICAS E TEMAS
O livro de Ester é famoso pela alta qualidade da sua arte literária, a qual funciona como principal veículo para o seu significado religioso. O autor faz hábil uso de tensões narrativas criadas pelas inversões ou pelos fortes contrastes de destino e de expectativa, e por papéis que, frequentemente, são altamente irônicos na sua natureza:

- Observe as duas descrições de banquetes, o de Assuero e o de sua esposa Vasti, o primeiro descrito com riqueza de detalhes e o segundo apresentado com brevidade (1.1-9). 

- O forte contraste entre a reação do rei quando Vasti se negou a vir a sua presença e quando Ester apareceu sem ser anunciada (1.11-21; 5.1-3);

- A inversão irônica da carreira de Hamã (6.4-12). Aliás, Hamã é o alvo principal da ironia do texto. Ele acredita que está sendo exaltado com o convite de Ester para o banquete, quando na verdade cai numa armadilha; a cena patética na qual Hamã suplica a misericórdia de Ester e acaba sendo acusado de tentativa de estupro (7.7-9).

- Hamã tenta destruir os judeus, mas acaba pedindo clemência a uma judia;

- E a justiça de enforcar Hamã na forca que ele havia construído para enforcar Mardoqueu.

- O último é um exemplo de inversão irônico no destino e posição de Hamã e Mardoqueu (7.9-10; 8.1-2; 9.25).

O significado da ironia é demonstrar que sempre há muito mais acontecimentos do que se imagina, e muitas possibilidades disponíveis que o pensamento e suposição de qualquer indivíduo. O controle de Deus não pode ser calculado, sua solução não pode ser antecipada e seu plano não pode ser frustrado, pois ninguém dispõe de todas as informações necessárias. O uso eficaz da ironia e da reversão serve para deixar a mensagem clara em todo o enredo. O suspense criado pela crise em que Mardoqueu e os judeus são lançados é solucionada por uma sequência de fatos aparentemente circunstanciais, mas que só poderiam ser controlados pelo Deus soberano.

A sequencia da trama fica evidente à medida que se lê a narrativa. Os primeiros cinco capítulos preparam a situação, colocando Ester no palácio e estabelecendo a inimizade entre Mardoqueu e Hamã que culmina com a tentativa deste de exterminar os judeus. A grande virada acontece no capítulo 6, entre os dois banquetes, logo antes de Ester expor Hamã. Desse momento em diante, a previsão da esposa de Hamã se cumpre quando ele é executado e o plano de genocídio é revogado. Mardoqueu e Ester recebem posições de destaque e o favor do rei, e os judeus são salvos de seus inimigos.

Uma característica notável desse livro, que tem dado origem a muitos debates é a total ausência de referencias diretas a Deus, à adoração, à oração ou ao sacrifício. Essa “secularidade” tem produzido muitas criticas de pessoas que julgam o livro de pouco valor religioso. Parece no entanto que o autor refreou-se deliberadamente de mencionar Deus ou qualquer atividade religiosa, como artifício literário que visa ressaltar o fato de que é Deus quem controla e dirige todas as coincidências aparentemente insignificantes que perfazem o enredo e acabam levando ao livramento dos judeus. O governo soberano de Deus é pressuposto a cada passo, pressuposição que fica ainda mais evidente pela ausência total de referências a Ele.

PROPÓSITO E MENSAGEM
O propósito central do autor era registrar a instituição da festa do Purim e manter viva para as gerações posteriores, a lembrança do grande livramento do povo judeu no reinado de Xerxes. O livro explica tanto o início dessa observância quanto a obrigação da comemoração perpétua (3.7; 9.24,28-32).

Os acontecimentos na cidade persa de Susã ameaçavam a continuidade dos propósitos de Deus na história da redenção de seu povo.

O livro de Ester possui bons argumentos a favor dos atos de Deus. A história de Israel estava repleta de relatos das grandes intervenções de Deus a favor do seu povo. As dez pragas no Egito; o livramento do Egito; a abertura do mar Vermelho e a queda dos muros de Jericó, eram exemplos clássicos da salvação milagrosa de Israel. Depois, o retorno dos exilados do cativeiro babilônico provou a capacidade divina contínua de realizar o impossível.

Mas Deus não parece visível no livro de Ester. No entanto, onde outros veem coincidências, Israel viu o Senhor agindo. A insônia de um rei (6.1-2) pode resultar no mesmo livramento causado pela divisão do mar Vermelho.

A mensagem do livro é clara: os métodos divinos podem variar, mas não seus propósitos. Suas atividades podem estar obscurecidas para os céticos pelo disfarce da coincidência, mas o povo de Deus reconhece sua mão soberana nos ciclos da história. Seu nome não é mencionado; sua influência, contudo, é indiscutível.

UM AMALEQUITA NA CORTE DE ASSUERO
No decurso da narrativa o autor relembra que continuava o conflito entre judeus e amalequitas, já que Hamã era descendente de Agague, rei dos amalequitas (1Sm 15.32-33), isso também é confirmado por Flávio Josefo, historiador judeu do I século a.D., no livro "HISTÓRIA DOS HEBREUS". O conflito entre israelitas e amalequitas começou durante o êxodo (Ex 17.8-16; Dt 25.17-19) e continuou por toda a história de Israel (1Sm 15; 1Cr 4.43). Os amalequitas, sendo os primeiros que atacaram Israel depois de este ser liberto do Egito, eram considerados a união de todas as potências mundanas organizadas contra o povo de Deus (Nm 24.20). Agora com Israel liberto do cativeiro babilônico, o decreto de Hamã é o último esforço de amaleque para destruir os israelitas.

Após o conflito com os amalequitas há o descanso prometido ao povo de Deus (Dt 25.19). Depois de derrotado Hamã, os judeus desfrutam de descanso dos seus inimigos (9.16-22).

A FESTA DO PURIM
O livro de Ester é lido anualmente na celebração judaica do Purim. Purim do nome Pur, significa “sorte”. Esta festa foi instituída para comemorar a sorte que foi lançada por Hamã, grande inimigo dos judeus. Lançada a sorte no primeiro mês do ano, foi fixado dia treze do duodécimo mês (adar) do mesmo ano, para a execução do plano de Hamã, que era destruir todos os judeus da Pérsia. A superstição de Hamã, em dar crédito às sortes, foi a causa da sua própria ruína e da preservação dos judeus, que assim tiveram tempo de procurar o auxílio de Ester. Os judeus observam a festa nos dias 14 e 15 do mês de adar. Dando nessa ocasião, de uma maneira solene, graças a Deus pelo seu livramento (9.14).

Segundo o costume moderno dos judeus, depois de escurecer, acendem-se as velas e inicia-se a leitura do livro de Ester, escrito em um rolo. Na leitura ao chegar a palavra HAMÃ, o povo clama: "SEJA APAGADO SEU NOME"! "PEREÇA O NOME DOS PERVERSOS"! Ao acabar a leitura, o povo exclama: "Maldito seja Hamã; bendito seja Mordecai; Maldita seja Zeres (mulher de Hamã); bendita seja Ester; malditos sejam todos os idólatras, e bendito seja Harbona que enforcou Hamã". Ao findar este culto na sinagoga o povo se entrega a folgar. Há um provérbio judeu que diz: “O templo pode cair, mas nunca a festa do Purim”. Isso mostra como aquele livramento tão poderosamente impressionou os israelitas.
RESUMO
Os eventos principais da história giram em torno de três festas:

I- A FESTA DE XERXES E OS FATOS RELACIONADOS COM ELA:
(a)- No sétimo dia da festa, quando o rei estava alegre devido ao vinho, a rainha Vasti desobedeceu a ordem de aparecer perante os príncipes reunidos (1. 1-12).
(b)- O rei furioso aceitou o conselho de seus sábios e destronou a rainha (1.13-22).
(c)- Depois da busca por todo o reino, de uma nova rainha, Ester, uma judia, foi escolhida (2.1-17).

II- A FESTA DE ESTER, EVENTOS PRELIMINARES E DESENLACE FINAL:
(a)- Mardoqueu, o judeu, pai adotivo de Ester, salva a vida do rei (2.7 e 2.21-23).
(b)- A ascensão de Hamã e a recusa de Mardoqueu de honrá-lo; a fúria de Hamã e sua decisão de destruir os judeus (3.1-15).
(c)- O luto dos judeus por causa do complô de Hamã (4.1-4).
(d)- A determinação heroica de Ester de comparecer perante o rei sem ser convidada (4.5-17).
(d)- Ester ao ser recebida pelo rei, convida este e a Hamã para uma festa (5.1-8).
(f)- Hamã prepara uma forca para Mardoqueu (5.9-14).
(g)- Durante uma noite de insônia o rei examina os registros da corte e descobre que Mardoqueu não havia sido recompensado por haver salvo a vida do rei (6.1-3).
(h)- A vaidade egoísta de Hamã resulta em sua própria humilhação e em grande honra para Mardoqueu (6.4-11).
(i)- A festa de Ester. O complô de Hamã é descoberto, e este é pendurado na forca que havia preparado para Mardoqueu (cap. 7).

III – A FESTA DO PURIM:
(a)- O rei autoriza que os judeus se defendam de seus inimigos (cap. 8).
(b)- A vingança dos judeus é executada (cap. 9).
(c)- A festa do Purim é instituída (9.20-31).
(d)- A exaltação de Mardoqueu (cap. 10).



FONTES:
Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida
Panorama do Antigo Testamento – Editora Vida
Bíblia de Estudo NVI – Editora Vida
Bíblia de Estudo de Genebra – SBB

Bíblia Thompson – Editora Vida
Pequena Enciclopédia Bíblica - Editora CPAD
Perguntas Difíceis de Responder - Elias Soares de Moraes - Ed. Beit Shalon 

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