quarta-feira, 6 de maio de 2015

Para Abraão e Sara, ter paz Agar teve que ir EMBORA!

O NASCIMENTO DE ISAQUE
“De acordo com a sua promessa, o Senhor Deus abençoou Sara.Ela ficou grávida e, na velhice de Abraão, lhe deu um filho. O menino nasceu no tempo que Deus havia marcado, e Abraão pôs nele o nome de Isaque. Quando Isaque tinha oito dias, Abraão o circuncidou, como Deus havia mandado. Quando Isaque nasceu, Abraão tinha cem anos. Então Sara disse:
- Deus me deu motivo para rir. E todos os que ouvirem essa história vão rir comigo.
E disse também: 
- Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar? No entanto, apesar de ele estar velho, eu lhe dei um filho. O menino cresceu e foi desmamado. E, no dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu uma grande festa.” (GÊNESIS 21 v. 1-8)
AGAR E ISMAEL SÃO MANDADOS EMBORA
“Certo dia Ismael, o filho de Abraão e da egípcia Agar, estava brincando com Isaque, o filho de Sara. Quando Sara viu isso, disse a Abraão:
 - Mande embora essa escrava e o filho dela, pois o filho dessa escrava não será herdeiro junto com Isaque, o meu filho.
Abraão ficou muito preocupado com isso, pois Ismael também era seu filho. Mas Deus disse: 
- Abraão, não se preocupe com o menino, nem com a sua escrava. Faça tudo o que Sara disser, pois você terá descendentes por meio de Isaque. O filho da escrava é seu filho também, e por isso farei com que os descendentes dele sejam uma grande nação.
No dia seguinte Abraão se levantou de madrugada e deu para Agar comida e um odre cheio de água. Pôs o menino nos ombros dela e mandou que fosse embora. E Agar foi embora, andando sem direção pelo deserto de Berseba. Quando acabou a água do odre, ela deixou o menino debaixo de uma arvorezinha e foi sentar-se a uns cem metros dali. Ela estava pensando: ‘Não suporto ver o meu filho morrer.’ Ela ficou ali sentada, e o menino começou a chorar. 
Deus ouviu o choro do menino; e, lá do céu, o Anjo de Deus chamou Agar e disse: 
- Por que é que você está preocupada, Agar? Não tenha medo, pois Deus ouviu o choro do menino aí onde ele está. Vamos! Levante o menino e pegue-o pela mão. Eu farei dos seus descendentes uma grande nação.
Então Deus abriu os olhos de Agar, e ela viu um poço. Ela foi, encheu o odre de água e deu para Ismael beber. 
Protegido por Deus, o menino cresceu. Ismael ficou morando no deserto de Parã e se tornou um bom atirador de flechas. E a sua mãe arranjou uma mulher egípcia para ele.” (GÊNESIS 21 v. 9-20) 
ABRAÃO E ABIMELEQUE
“Por esse tempo Abimeleque foi conversar com Abraão. Ficol, comandante do seu exército, foi com ele. Abimeleque disse a Abraão:
- Deus está com você em tudo o que você faz. Portanto, aqui neste lugar, jure por Deus que não vai enganar nem a mim, nem aos meus filhos, nem aos meus descendentes. Eu tenho sido sincero com você; por isso prometa que será sincero comigo e fiel a esta terra em que está morando.
- Eu juro - disse Abraão.
Abraão fez uma reclamação a Abimeleque por causa de um poço que os empregados de Abimeleque haviam tomado à força.
Abimeleque explicou: 
- Não sei quem fez isso. Você nunca me falou nada, e esta é a primeira vez que estou ouvindo falar desse assunto.
Aí Abraão pegou algumas ovelhas e alguns bois e deu a Abimeleque, e os dois fizeram um trato. Abraão separou sete ovelhinhas do seu rebanho, e Abimeleque perguntou: 
- Por que você separou estas sete ovelhinhas?
Abraão respondeu: 
- Elas são um presente para você. Ao receber estas sete ovelhinhas, você estará concordando que fui eu quem cavou este poço.
Por isso aquele lugar ficou sendo chamado de Berseba, pois ali os dois fizeram um juramento.
Depois de fazerem esse trato em Berseba, Abimeleque e Ficol voltaram para a Filistéia. Abraão plantou uma árvore em Berseba e ali adorou o Senhor, o Deus Eterno. E Abraão ficou morando muito tempo na Filistéia.” (GÊNESIS 21 v. 22-34)
DEUS PÕE ABRAÃO A PROVA
“Algum tempo depois Deus pôs Abraão à prova. Deus o chamou pelo nome, e ele respondeu:
- Estou aqui.
Então Deus disse:
- Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício.
No dia seguinte Abraão se levantou de madrugada, arreou o seu jumento, cortou lenha para o sacrifício e saiu para o lugar que Deus havia indicado. Isaque e dois empregados foram junto com ele. No terceiro dia, Abraão viu o lugar, de longe. Então disse aos empregados:
- Fiquem aqui com o jumento. Eu e o menino vamos ali adiante para adorar a Deus. Daqui a pouco nós voltamos.
Abraão pegou a lenha para o sacrifício e pôs nos ombros de Isaque. Pegou uma faca e fogo, e os dois foram andando juntos. Daí a pouco o menino disse:
- Pai! 
Abraão respondeu:
- Que foi, meu filho?
Isaque perguntou:
- Nós temos a lenha e o fogo, mas onde está o carneirinho para o sacrifício?
Abraão respondeu: 
- Deus dará o que for preciso; ele vai arranjar um carneirinho para o sacrifício, meu filho.
E continuaram a caminhar juntos. Quando chegaram ao lugar que Deus havia indicado, Abraão fez um altar e arrumou a lenha em cima dele. Depois amarrou Isaque e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. Em seguida pegou a faca para matá-lo. Mas nesse instante, lá do céu, o Anjo do Senhor o chamou, dizendo:
- Abraão! Abraão! - Estou aqui - respondeu ele. 
O Anjo disse: 
- Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você teme a Deus, pois não me negou o seu filho, o seu único filho.
Abraão olhou em volta e viu um carneiro preso pelos chifres, no meio de uma moita. Abraão foi, pegou o carneiro e o ofereceu como sacrifício em lugar do seu filho. Abraão pôs naquele lugar o nome de ‘O Senhor Deus dará o que for preciso.’ É por isso que até hoje o povo diz: ‘Na sua montanha o Senhor Deus dá o que é preciso.’
Mais uma vez o Anjo do Senhor, lá do céu, chamou Abraãoe disse:
- Porque você fez isso e não me negou o seu filho, o seu único filho, Eu juro pelo Meu próprio nome - diz Deus, o Senhor - que abençoarei você ricamente. Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos como as estrelas do céu ou os grãos de areia da praia do mar; e eles vencerão os inimigos. Por meio dos seus descendentes Eu abençoarei todas as nações do mundo, pois você fez o que Eu mandei.
Abraão voltou para o lugar onde estavam os seus empregados, e foram todos juntos para Berseba, onde Abraão ficou morando.”(GÊNESIS 22 v. 1-19)
A MORTE E O ENTERRO DE SARA
“Sara viveu cento e vinte e sete anos.
Ela morreu na cidade de Hebrom, também chamada Quiriate-Arba, na terra de Canaã. E Abraão chorou a sua morte. Depois saiu do lugar onde estava o corpo e foi falar com os heteus. Ele disse:
- Eu sou um estrangeiro que mora no meio de vocês. Portanto, me vendam um pedaço de terra para que eu possa sepultar a minha mulher.
Os heteus responderam:
- Escute, senhor! O senhor é para nós um chefe poderoso. Sepulte a sua mulher na melhor sepultura que tivermos. Nenhum de nós se negará a dar-lhe a sua sepultura.
Aí Abraão se levantou, se curvou diante dos heteus e disse: 
- Se vocês querem que eu sepulte a minha mulher aqui, por favor, peçam a Efrom, filho de Zoar, que me venda a caverna de Macpela, que fica na divisa das suas terras. Eu pagarei o preço total e assim serei dono de uma sepultura neste lugar.
Efrom estava assentado ali entre eles, no lugar de reunião, perto do portão da cidade. Ele falou em voz alta, para que todos pudessem escutar:
- De jeito nenhum, meu senhor. Escute! Eu lhe dou o terreno de presente e também a caverna que fica nele. A minha gente é testemunha de que eu estou lhe dando o terreno de presente, para que o senhor possa sepultar a sua mulher.
Mas Abraão tornou a se curvar diante dos heteus e disse a Efrom, de modo que todos pudessem ouvir:
- Escute, por favor! Eu quero comprar o terreno. Diga qual é o preço, que eu pago. E depois sepultarei a minha mulher ali.
Efrom respondeu:
- Escute, meu senhor! O terreno vale quatrocentas barras de prata. O que é isso entre nós dois? Vá e sepulte ali a sua mulher.
Abraão concordou e pesou a quantidade de prata que Efrom havia sugerido diante de todos, isto é, quatro quilos e meio, de acordo com o peso comum usado pelos negociantes. Assim, Abraão se tornou dono da propriedade de Efrom em Macpela, a leste de Manre, isto é, do terreno, da caverna e de todas as árvores, até a divisa da propriedade. Todos os heteus que estavam naquela reunião foram testemunhas dessa compra.
Depois disso Abraão sepultou Sara, a sua mulher, na caverna do terreno de Macpela, a leste de Manre, lugar também conhecido pelo nome de Hebrom e que fica na terra de Canaã. Assim, o terreno que pertencia aos heteus e também a caverna que havia ali passaram a ser propriedade de Abraão, para servir como lugar de sepultamento.” (GÊNESIS 23 v. 1-20)
UMA ESPOSA PARA ISAQUE
“Abraão já estava bem velho, e o Senhor Deus o havia abençoado em tudo. Um dia ele chamou o seu empregado mais antigo, que tomava conta de tudo o que ele tinha, e disse:
- Ponha a mão por baixo da minha coxa e faça um juramento. Jure pelo Senhor, o Deus do céu e da terra, que você não deixará que o meu filho Isaque case com nenhuma mulher deste país de Canaã, onde estou morando. Vá até a minha terra e escolha no meio dos meus parentes uma esposa para Isaque.
O empregado perguntou: 
- E o que é que eu faço se a moça não quiser vir comigo? Devo levar o seu filho de volta para a terra de onde o senhor veio?
Abraão respondeu: 
- Não! Não faça o meu filho voltar para lá, de jeito nenhum! O Senhor, o Deus do céu, me tirou da casa do meu pai e da terra dos meus parentes e jurou que daria esta terra aos meus descendentes. Ele vai enviar o seu Anjo para guiá-lo, e assim você conseguirá arranjar uma mulher para o meu filho. Se a moça não quiser vir, você ficará livre deste juramento. Porém não leve o meu filho de volta para lá, de jeito nenhum.
Então o empregado pôs a mão por baixo da coxa de Abraão e jurou que faria o que ele havia ordenado. Em seguida o empregado pegou dez camelos de Abraão e uma porção de presentes e foi até a cidade onde Naor havia morado, na Mesopotâmia. Quando o empregado chegou, fez os camelos se ajoelharem perto do poço, fora da cidade. Era de tardinha, a hora em que as mulheres vinham buscar água. Aí ele orou assim: 
- Ó Senhor, Deus do meu patrão Abraão, faze com que tudo dê certo e sê bondoso para o meu patrão. Eu estou aqui perto do poço aonde as moças da cidade vêm para tirar água. Vou dizer a uma delas: ‘Por favor, abaixe o seu pote para que eu beba um pouco de água.’ Se ela disser assim: “Beba, e eu vou dar água também para os seus camelos”, que seja essa a moça que escolheste para o teu servo Isaque. Se isso acontecer, ficarei sabendo que foste bondoso para o meu patrão.
Ele nem havia acabado a oração, quando Rebeca veio, carregando o seu pote no ombro. Ela era filha de Betuel, que era filho de Milca e de Naor, o irmão de Abraão. Rebeca era uma linda moça, ainda virgem; nenhum homem havia tocado nela. Ela desceu até o poço, encheu o seu pote e subiu. Então o empregado de Abraão foi correndo se encontrar com ela e disse: 
- Por favor, deixe que eu beba um pouco da água do seu pote.
- O senhor pode bebe - respondeu ela.
E rapidamente abaixou o pote e o segurou enquanto ele bebia. Depois de lhe dar de beber, a moça disse: 
- Vou tirar água também para os seus camelos e lhes darei de beber o quanto quiserem. 
Rapidamente ela despejou a água no bebedouro e correu várias vezes ao poço a fim de tirar água para todos os camelos. Enquanto isso o homem, sem dizer nada, ficou observando a moça para saber se o Senhor Deus havia ou não abençoado a sua viagem.
Quando os camelos acabaram de beber, o homem pegou uma argola de ouro, que pesava seis gramas, e colocou no nariz dela. E também lhe deu duas pulseiras de ouro, que pesavam mais de cem gramas. Em seguida perguntou: 
- Por favor, diga quem é o seu pai. Será que na casa dele há lugar para os meus homens e eu passarmos a noite?
Ela respondeu: 
- Eu sou filha de Betuel, filho de Milca e de Naor. Na nossa casa há lugar para dormir e também bastante palha e capim para os camelos.
Então o homem se ajoelhou e adorou a Deus, o Senhor.Ele disse: 
- Bendito seja o Senhor, o Deus de Abraão, o meu patrão! Pois foi fiel e bondoso com ele, guiando-me diretamente até a casa dos seus parentes.
A moça foi correndo para a casa da sua mãe e contou o que havia acontecido. Rebeca tinha um irmão chamado Labão, o qual viu a argola no nariz da irmã e as pulseiras nos seus braços e a ouviu contar o que o homem tinha dito para ela. Labão saiu correndo e foi buscar o empregado de Abraão, que havia ficado de pé, ao lado dos camelos, ali perto do poço. Labão disse: 
- Venha comigo, homem abençoado por Deus, o Senhor. Por que você está aí fora? Já preparei a casa e também o lugar para os camelos.
Então o homem entrou na casa. Labão tirou a carga dos camelos e lhes deu palha e capim. Depois trouxe água para que o empregado de Abraão e os seus companheiros lavassem os pés. Quando trouxeram a comida, o homem disse: 
- Eu não vou comer enquanto não disser o que tenho para dizer.
- Fale - disse Labão.
Então ele disse o seguinte: 
- Eu sou empregado de Abraão. O Senhor Deus abençoou muito o meu patrão, e ele ficou rico. O Senhor lhe deu rebanhos de ovelhas e cabras, gado, prata, ouro, escravos e escravas, camelos e jumentos. Sara, a sua mulher, mesmo depois de velha, deu um filho ao meu patrão, e o filho herdará tudo o que o pai tem. O meu patrão me fez jurar que eu faria o que ele ordenasse e me disse: ‘Não deixe que o meu filho case com nenhuma mulher deste país de Canaã, onde estou morando. Vá até o lugar onde mora a família do meu pai e no meio dos meus parentes escolha uma mulher para ele.’ Então eu lhe perguntei: ‘E o que é que eu faço se a moça não quiser vir comigo?’ Ele me respondeu: ‘Eu tenho obedecido fielmente a Deus, o Senhor. Ele enviará o seu Anjo para estar com você, e tudo dará certo. No meio da minha gente, na família do meu pai, você escolherá uma mulher para o meu filho. Se você falar com os meus parentes, e eles não quiserem dar a moça, então você ficará livre do juramento que me fez.’
E foi assim que hoje cheguei ao poço e disse a Deus o seguinte: ‘Ó Senhor, ó Deus de Abraão, o meu patrão, eu peço que aquilo que vou fazer dê certo. Eu estou aqui ao lado do poço. Quando uma moça vier tirar água, eu vou pedir que me dê de beber da água do seu pote. Se ela concordar e também se oferecer para tirar água para os meus camelos, que seja essa a que escolheste para ser mulher do filho do meu patrão.’ Eu nem havia acabado de fazer essa oração em silêncio, quando Rebeca veio com um pote no ombro, desceu até o poço e tirou água. Aí eu disse: ‘Dê-me um pouco de água, por favor.’ Ela abaixou depressa o seu pote e disse: ‘Pode beber, e vou dar de beber também aos seus camelos.’ Então eu bebi, e ela deu água também aos camelos.  Em seguida perguntei: ‘Quem é o seu pai?’ Ela respondeu: ‘Eu sou filha de Betuel, filho de Milca e de Naor.’ Então coloquei uma argola no nariz dela e duas pulseiras nos seus braços. Eu me ajoelhei e adorei a Deus. E louvei o Senhor, o Deus de Abraão, o meu patrão, que me guiou diretamente aos seus parentes a fim de que eu levasse a filha do irmão do meu patrão para o seu filho. Agora, digam se vocês vão ser bondosos e sinceros com o meu patrão; se não, digam também, para que eu resolva o que fazer.
Labão e Betuel responderam: 
- Tudo isso vem de Deus, o Senhor, e por isso não podemos dizer nada, nem a favor nem contra.  Aqui está Rebeca; leve-a com você. Que ela seja a mulher do filho do seu patrão, como o Senhor Deus já disse.
Quando o empregado de Abraão ouviu essas palavras, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e adorou a Deus, o Senhor. Em seguida pegou vários objetos de prata e de ouro e vestidos e os deu a Rebeca. E também deu presentes caros ao irmão e à mãe dela. Então ele e os seus companheiros comeram e beberam, e passaram a noite ali. No outro dia de manhã, quando se levantaram, o empregado disse: 
- Deixem que eu volte para a casa do meu patrão.
Mas o irmão e a mãe de Rebeca disseram: 
- É melhor que ela fique com a gente alguns dias, talvez uns dez, e depois poderá ir. Mas o empregado respondeu: 
- Não me façam ficar aqui. O Senhor Deus fez com que a minha viagem desse certo; deixem que eu volte para a casa do meu patrão.
Então eles disseram: 
- Vamos chamar Rebeca para ver o que ela diz.
Eles chamaram a moça e lhe perguntaram: 
- Você quer ir com este homem? 
- Quero - respondeu ela.
Aí deixaram que Rebeca e a mulher que havia sido sua babá fossem com o empregado de Abraão e os seus companheiros. E abençoaram Rebeca, dizendo: ‘Que você, nossa irmã, seja mãe de milhões! Que os seus descendentes conquistem as cidades dos seus inimigos!’
Então Rebeca e as suas empregadas se prepararam, montaram os camelos e seguiram o empregado de Abraão. E assim eles foram embora.
Isaque tinha vindo ao deserto onde ficava o “Poço Daquele que Vive e Me Vê”, pois morava no sul de Canaã. Ele havia saído à tardinha para dar um passeio pelo campo, quando viu que vinham vindo camelos. Rebeca também olhou e, quando viu Isaque, desceu do camelo e perguntou ao empregado: 
- Quem é aquele homem que vem andando pelo campo na nossa direção?
- É o meu patrão - respondeu ele. 
Aí ela pegou o véu e cobriu o rosto. O empregado contou a Isaque tudo o que havia feito. Então Isaque levou Rebeca para a barraca onde Sara, a sua mãe, havia morado, e ela se tornou a sua mulher. Isaque amou Rebeca e assim foi consolado depois da morte da sua mãe.” (GÊNESIS 24 v. 1-67)
OUTROS DESCENDENTES DE ABRAÃO
 “Abraão casou com outra mulher, que se chamava Quetura, e ela lhe deu os seguintes filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Sua. Jocsã foi o pai de Seba e de Dedã. Os descendentes de Dedã foram os assureus, os letuseus e os leumeus. Os filhos de Midiã foram Efa, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos esses foram descendentes de Quetura.
Abraão deixou tudo o que tinha para Isaque, mas deu presentes para os filhos das suas concubinas. E, antes de morrer, separou-os de Isaque e mandou que fossem morar na terra do Oriente.” (GÊNESIS 25 v. 1-6)
A MORTE DE ABRAÃO
“Abraão viveu cento e setenta e cinco anos. Ele morreu bem velho e foi reunir-se com os seus antepassados no mundo dos mortos. Os seus filhos Isaque e Ismael o sepultaram na caverna de Macpela, que fica a leste de Manre, no campo de Efrom, que era filho de Zoar, o heteu. Este era o campo que Abraão havia comprado dos heteus; Abraão e Sara foram sepultados ali. Depois da morte de Abraão, Deus abençoou Isaque, o filho dele, que morava perto do ‘Poço Daquele que Vive e Me Vê’.” (GÊNESIS 25 v. 7-11)
OS DESCENDENTES DE ISMAEL
“Ismael, o filho de Abraão e de Agar, a escrava egípcia de Sara, foi pai dos seguintes filhos, por ordem de nascimento: Nebaiote, o filho mais velho, e em seguida Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. São esses os doze filhos de Ismael; as suas terras e os seus acampamentos receberam os nomes deles. Cada um era chefe da sua própria tribo. Ismael tinha cento e trinta e sete anos quando morreu, indo reunir-se assim com os seus antepassados no mundo dos mortos. Os descendentes de Ismael viveram na região que fica entre Havilá e Sur, a leste do Egito, ao longo da estrada que vai para a Assíria. Eles viviam separados dos outros descendentes de Abraão.” (GÊNESIS 25 v. 12-18)
O NASCIMENTO DE ESAÚ E DE JACÓ
“Esta é a história de Isaque, filho de Abraão. Isaque tinha quarenta anos quando casou com Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão. Eles eram arameus e moravam na Mesopotâmia. Rebeca não podia ter filhos, e por isso Isaque orou a Deus, o Senhor, em favor dela. O Senhor ouviu a oração dele, e Rebeca ficou grávida. Na barriga dela havia gêmeos, e eles lutavam um com o outro. Ela pensou assim: ‘Por que está me acontecendo uma coisa dessas?’ Então foi perguntar a Deus, o Senhor, e ele respondeu: 
‘No seu ventre há duas nações; você dará à luz dois povos inimigos. Um será mais forte do que o outro, e o mais velho será dominado pelo mais moço.’
Chegou o tempo de Rebeca dar à luz, e ela teve dois meninos. O que nasceu primeiro era vermelho e peludo como um casaco de pele; por isso lhe deram o nome de Esaú. O segundo nasceu agarrando o calcanhar de Esaú com uma das mãos, e por isso lhe deram o nome de Jacó. Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca teve os gêmeos.” (GÊNESIS 25 v. 19-26)
ESAÚ VENDE OS SEUS DIREITOS DE FILHO MAIS VELHO
“Os meninos cresceram. Esaú gostava de viver no campo e se tornou um bom caçador. Jacó, pelo contrário, era um homem sossegado, que gostava de ficar em casa. Isaque amava mais Esaú porque gostava de comer da carne dos animais que ele caçava. Rebeca, por sua vez, preferia Jacó.
Um dia, quando Jacó estava cozinhando um ensopado, Esaú chegou do campo, muito cansado, e foi dizendo: 
- Estou morrendo de fome. Por favor, me deixe comer dessa coisa vermelha aí (Por isso puseram em Esaú o nome de Edom.).
Jacó respondeu:
 - Sim, eu deixo; mas só se você passar para mim os seus direitos de filho mais velho.
Esaú disse: 
- Está bem. Eu estou quase morrendo; que valor têm para mim esses direitos de filho mais velho?
- Então jure primeiro - disse Jacó.
Esaú fez um juramento e assim passou a Jacó os seus direitos de filho mais velho. Aí Jacó lhe deu pão e o ensopado. Quando Esaú acabou de comer e de beber, levantou-se e foi embora. Foi assim que ele desprezou os seus direitos de filho mais velho.”(GÊNESIS 25 v. 27-34)
ISAQUE NA TERRA DOS FILISTEUS 
"Naquela região houve uma época de falta de alimentos, como tinha acontecido antes, no tempo de Abraão. Por isso Isaque foi até a cidade de Gerar, onde vivia Abimeleque, o rei dos filisteus. Ali o Senhor Deus apareceu a Isaque e disse:
- Não vá para o Egito. Fique na terra que Eu vou lhe mostrar. Por enquanto fique morando neste lugar, e Eu estarei com você e o abençoarei. Darei aos seus descendentes todas estas terras e assim cumprirei o juramento que fiz a Abraão, o seu pai. Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos quanto as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras. Por meio dos seus descendentes Eu abençoarei todas as nações do mundo, pois Abraão Me obedeceu e cumpriu as Minhas ordens, os Meus mandamentos, as Minhas leis e os Meus ensinamentos.
Assim, Isaque ficou morando em Gerar. Quando os homens do lugar lhe fizeram perguntas sobre a sua mulher, ele disse que ela era sua irmã. Rebeca era muito bonita, e Isaque tinha medo de dizer que ela era a sua mulher, pois pensava que os homens do lugar o matariam para ficarem com ela.
Isaque ficou ali muito tempo. Um dia Abimeleque, o rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu Isaque acariciando Rebeca, a sua mulher. Então Abimeleque mandou chamar Isaque e perguntou: 
- Ela é a sua mulher, não é verdade? Por que você disse que ela era sua irmã?
- É que eu pensei que me matariam se eu dissesse que ela era a minha mulher - respondeu Isaque.
Aí Abimeleque disse:
- Por que você nos fez isso? Um de nós poderia facilmente ter ido para a cama com ela, e você teria feito com que a culpa caísse sobre nós.
Então Abimeleque mandou a todo o seu povo o seguinte aviso: 'Se alguém tratar mal este homem ou a sua mulher, será morto.'
Naquele ano Isaque fez plantações ali e colheu cem vezes mais do que semeou, pois o Senhor Deus o abençoou. Ele foi enriquecendo cada vez mais e se tornou muito rico e poderoso. Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele. Por isso eles entupiram com terra todos os poços que os empregados de Abraão, o pai de Isaque, haviam cavado no tempo em que Abraão ainda estava vivo. Até que um dia Abimeleque disse a Isaque:
- Vá embora da nossa terra. Você ficou muito mais poderoso do que nós.
Isaque saiu dali, armou as suas barracas no vale de Gerar e ficou morando ali por algum tempo. Ele tornou a abrir os poços que haviam sido cavados no tempo de Abraão e que os filisteus haviam tapado depois da sua morte. E Isaque pôs nos poços os mesmos nomes que o seu pai havia posto.
Um dia os empregados de Isaque estavam no vale abrindo um poço e acharam uma mina de água. Os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque, afirmando que a água era deles. Por isso Isaque deu a esse poço o nome de 'Discussão'.
Depois os empregados de Isaque abriram outro poço e por causa dele também houve discussão. Então Isaque pôs nele o nome de 'Inimizade'.
Isaque saiu dali e abriu outro poço. E, como não houve discussão por causa desse, ele o chamou de 'Lugar Espaçoso'. Ele disse:
- Agora o Senhor Deus nos deu um lugar espaçoso para viver nesta terra, e aqui vamos ficar à vontade.
Dali Isaque foi para Berseba. Naquela noite o Senhor apareceu a ele e disse:
- Eu sou o Deus de Abraão, o seu pai. Não tenha medo, pois Eu estou com você. Por causa do Meu servo Abraão, Eu abençoarei você e farei com que os seus descendentes sejam muitos.
Isaque construiu um altar ali e adorou a Deus, o Senhor. Ele armou as suas barracas naquele lugar, e ali os seus empregados cavaram outro poço." (GÊNESIS 26 v. 1-25)
ISAQUE E ABIMELEQUE
"Certo dia Abimeleque saiu de Gerar e foi conversar com Isaque. Com ele foram o seu amigo Auzate e Ficol, o comandante do seu exército. Isaque perguntou: 
- Por que é que vocês vieram falar comigo, se têm ódio de mim e até me expulsaram da sua terra?
Eles responderam:
- Agora nós sabemos que o Senhor Deus está com você e pensamos que deveríamos fazer um trato com você, selado com juramento. O trato é este: você não nos fará nenhum mal, assim como nós não fizemos nenhum mal a você. Nós fomos bondosos para você e deixamos que fosse embora em paz. Agora está claro que o Senhor o tem abençoado.
Então Isaque preparou um banquete, e todos eles comeram e beberam. No dia seguinte eles se levantaram bem cedo e fizeram o trato, e cada um fez o seu juramento. Isaque se despediu deles, e eles foram embora como seus amigos.
Nesse mesmo dia os empregados de Isaque foram dar-lhe a notícia de que haviam encontrado água no poço que estavam cavando. Isaque pôs nesse poço o nome de Seba, e por isso até hoje o nome daquela cidade é Berseba." (GÊNESIS 26 v. 26-35)
AS MULHERES DE ESAÚ
"Quando tinha quarenta anos, Esaú casou com Judite, filha de Beeri, e com Basemate, filha de Elom, duas moças hetéias. Essas duas mulheres amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca." (GÊNESIS 26 v. 34-35)


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