sexta-feira, 10 de julho de 2015

Série 4 estudo Bíblicos diferenciados, para a Glória de Deus Pai. Amém

Porque só Jesus pode salvar.?


Vamos entender nesse estudo porque o sangue de Jesus Cristo e somente seu sangue é capaz de nos justificar perante Deus, tornando-nos novas criaturas e dando-nos o direito a vida eterna. "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado". 1Jo1:7 Primeira coisa que me chama a atenção no versículo acima é que há uma condição para termos a purificação de nossos pecados, devemos andar na luz. Porem sabemos que é impossível andar literalmente na luz, então existe algo oculto que a palavra de Deus quer nos ensinar, vemos que Deus está nessa luz qual devemos andar, então que luz será essa? O salmista sabe! Nun. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. Sl119:105  Veja amado que a luz que o apostolo João está falando é a palavra de Deus, ou seja, quem anda na palavra, anda em caminhos de luz e Deus está nesse caminho, Ele está na palavra. Vemos então que uma condição para termos o perdão dos pecados é andarmos em obediência a palavra de Deus. A conseqüência disso é que temos comunhão com nossos irmão, o próprio Jesus disse que deveríamos amar nosso próximo como a nós mesmos, se andamos em obediência a palavra logicamente cumpriremos seus mandamentos, sendo assim teremos comunhão uns com os outros. Bom agora que entendemos a primeira parte do versículo vamos para a segunda parte, o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. Todo cristão tem essa firme confissão, que o sangue de Jesus nos purifica, porem porque isso ocorre nem todos sabem dizer detalhadamente. Para entendermos isso primeiro precisamos entender a origem da raça humana e do pecado. Com relação à origem da humanidade vemos que: "E de uma só carne fez toda a geração dos homens (Adão), para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação"; At17: 26 Vemos que no relato bíblico fica claro que todos os seres humanos são descendentes de Adão, sendo assim temos em nossas veias o mesmo sangue que corria nas suas veias, e com relação ao sangue existe algo curioso na bíblia. A bíblia nos relata que a vida está no sangue: "Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma". Lv17: 11 Uma vez que a vida está no sangue, a morte também entrou no sangue, sabemos que todo nosso corpo e irrigado pelo nosso sangue, essa irrigação é que nos mantêm vivos, se alguma parte de nosso corpo deixar de receber essa irrigação morrerá. O que aconteceu no caso do pecado é que mesmo que nosso corpo continue sendo irrigado pelo nosso sangue, ele vai definhando com o tempo e envelhecendo, esse envelhecimento se da pelo fato de que nosso corpo perde a capacidade de repor as células que vão morrendo, células essas que se mantêm vivas pela irrigação do nosso sangue, algo acontece com o passar do tempo com o nosso sangue que o faz perder suas características de irrigar nosso corpo trazer vida as células. Quando o pecado entrou no mundo pela desobediência de Adão junto com o pecado veio à morte conforme Paulo relata. Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. ICo 15:56 Vemos que é intrínseco do pecado a morte, a bíblia diz que o salário do pecado é a morte. Então para que a morte saísse do mundo precisava ser tirado também o pecado. Sabendo que pecado é a desobediência as leis Deus, obediência é o oposto de pecado. Veja que coisa maravilhosa Paulo escreve aos Romanos. "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram". Rm5:12 "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio à graça sobre todos os homens para justificação de vida". Rm5:18 Veja que o pecado saiu do mundo corrigindo-se o primeiro erro, ele entrou pela desobediência de um e saiu pela obediência de um, isso realmente e esplêndido. Deus é maravilhoso e Sua sabedoria é infinita. Deus usou o mesmo principio da medicina, para curar uma picada de serpente o antídoto é extraído do próprio veneno, para tirar a morte do mundo Deus usou a morte de Jesus. Porque isso deu certo? Ele usou um sangue puro e único, sangue esse que não era contaminado com o sangue de Adão, lembre-se Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, sendo gerado no ventre de Maria por obra do Espírito, não teve nenhum contato com o sangue de Adão. Lembre que o pecado veio ao mundo por um homem, ou seja, todos os homens transmitem aos seus filhos o pecado que está em si. Como Jesus não é semente do homem e sim da mulher, Ele é o único que não tem pecado, pois seu sangue não é herdado de homem nenhum. Jesus tendo esse sangue único no mundo, único porque somente Ele tem um sangue que não foi herdado de Adão, ofereceu-o em nosso beneficio, por esse motivo não há vida em outro salvador se não em Jesus, por mais belas filosofias que um homem possa ter escrito, ou por melhor que qualquer outro líder espiritual tenha sido ele não pode salvar a ninguém, pois também carece de salvação. O único que tinha esse sangue puro pra se extrair o antídoto para aniquilar a morte era Jesus, quando Ele o derramou na cruz, Deus deu ao homem a oportunidade de gratuitamente ser justificado perante Ele por esse antídoto. Jesus é único que a morte não pode conter. "Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela"; At2:24 Porque motivo a morte não pode reter Jesus? Simples ele não possuía pecado sendo assim seu sangue era puro, sem a morte no sangue, lembre-se que no inicio eu disse que de alguma maneira a morte entrou no sangue da raça humana, quando a vida de Jesus foi tirada na cruz, algo inédito ocorreu, um homem que não possuía o sangue de Adão em seu sangue morreu, más a morte não pode conte-lo, porque ele não tinha pecados, sendo assim ao terceiro dia ele ressuscitou, tendo desta maneira condições de justificar todos aqueles que nEle crêem, uma vez que alguém que nunca deveria ter morrido pois não possuía morte em seu sangue morreu, temos um credito perante Deus para justificarmos nossa morte uma vez que deveríamos morrer por nossos pecados, más somos justificados pelo Santo de Deus que morreu por nós. Agora espero que você entenda porque não a salvação para o homem se não for por Jesus, só Ele pode nos dar o antídoto para a morte. Se você ainda não aceitou Jesus como seu único salvador faça isso imediatamente. Que Deus vos abençoe em Cristo Jesus.Reflexões no Livro de Êxodode Severino Gomes do Nascimento      Entre os capítulos 32 e 34 do livro de Êxodo encontra-se uma seqüência de eventos que mudou o curso da história do povo de Israel após sua saída do Egito. Estes eventos da segunda parte de Êxodo mudaram o caráter do povo e sua visão de Deus e relacionamento com Deus. Em meio a estes eventos, há uma grande revelação, quando o texto atinge seu clímax!                Tudo começou com a impaciência do povo esperando pela descida de Moisés do Monte Sinai em capítulo 32.  Enquanto Moisés estava lá em cima pegando as leis, o povo, que demonstrou ser muito volúvel, desviou-se a procura de um deus qualquer que os guiasse pelo deserto (Êxodo 32:1-6). Em vista de tamanha ingratidão do povo mergulhado em perversão, a reação de Deus foi de ira. Ele quis destruir todo aquele povo mal, de dura cerviz, e começar tudo novo com Moisés, assim como Ele fez com Noé em Gênesis 9 (Êx 32:7-10). Em meio a ira ardente de Deus, Moisés corajosamente intercede e apela a Deus para que Ele mude de propósito e não destrua o povo. Para isto Moisés usa de dois argumentos, e Deus atende o pedido, mostrando aqui parte de Seu caráter flexível. (32:11-14).“Então o Senhor se arrependeu do malque dissera que havia de fazer ao seu povo.” (Êx 32:14)
                Acredito que Moisés agiu de bom coração a favor do seu povo, mas inconsciente da gravidade do problema que estava acontecendo lá em baixo. A reação dele quando desceu é espantosa! Primeiro ele confronta o povo (32:19-20), depois ele questiona Aarão, que ao que parece, começa a dar desculpas (32:21-24). Por fim, Moisés junto com os levitas extermina três mil dos que participaram da adoração do bezerro de ouro (32:25-29) e depois repreende o restante do povo e volta a consultar o Senhor (32:30-34). Em 33:1-11, parece que há uma mudança de estratégia: a tenda da presença do Senhor é movida para fora do acampamento do povo. Estaria Deus se afastando do seu povo?Neste ponto da história, Moisés perde a segurança de que se o Senhor iria continuar com este povo tão rebelde. Imagino que Moisés não teria mais desejo e ânimo para continuar esta jornada de uma vida, conduzindo um povo duro, sem que o Eterno Deus estivesse ao seu lado. Em 33:12-16, Moisés faz um pedido um tanto quanto ousado; seu pedido é uma expressão de alguém que está buscando segurança.“Se eu, pois, tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora memostres os teus caminhos, para que eu te conheça, a fim de que ache graça aos teus olhos;e considera que esta nação é teu povo.” (Êx 33:13)
Moisés que gozava do privilégio de uma profunda comunhão com Deus (“E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo.” 33:11), não se deu por satisfeito e faz um dos pedidos mais ousados da sua vida: “Rogo-te que me mostres a tua glória.” (Ex 33:18). É interessante que Deus diz que não há ser vivo que possa ver a Sua glória e viver, logo, já que Moisés é tão importante para o futuro da nação, Deus atende pela segunda vez o seu pedido, mas em parte. Mais é aí que o texto atinge o seu clímax. Deus mostra parte de sua glória a Moisés, mas muito mais que glória. Moisés ouve uma das mais completas declarações nas Escrituras sobre quem é Deus. Algo semelhante a Isaías 6:3 e João 4:24!“Iahweh! Iahweh...Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade; que guarda o seu amor a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune e castiga a falta dos pais nos filhos e nos filhos dos seus filhos, até a terceira e quarta geração.Imediatamente Moisés caiu de joelhos por terra e adorou;” (Êx 34:6a-8 BJ).
Note a reação de reverência de Moisés diante da presença da glória de Deus. Mas note também o conteúdo das palavras. A primeira parte da declaração (ou credo) proclama o caráter de amor do Deus do Velho Testamento. É com base neste caráter que Deus assegura o terceiro pedido de Moisés: “vá o Senhor no meio de nós.” (Êx 34:9). Estamos falando aqui de um povo rebelde, reclamão e que havia passado mais de 400 anos em meio aos hábitos e idolatrias do Egito.  Todavia, Deus assegura o pedido de Moisés, renovando a Aliança com o povo (34:10). Os capítulos seguintes (35 – 40:33) contém detalhes técnicos sobre a construção do tabernáculo, este tabernáculo agora ficaria centrado exatamente no meio do acampamento do povo. É Deus assegurando o pedido de Moisés e o bem-estar de seu povo (Cf. Levítico!).Seria injusto não notar que a segunda parte da declaração é acerca do caráter justo de Deus com relação ao pecador. Deus é amor, mas Ele também é justiça. As duas partes estão presentes na proclamação de Êxodo 34:6a-8. Mas observando o desenvolver desta história, torna-se notório como Deus age muito mais pelo seu amor, do que pela sua justiça. Enganam-se aqueles que pensam que o Deus do Velho Testamento é somente justiça e ira. Mas enganam-se também aqueles que pensando que Deus só é amor. Sem dúvida o seu amor prevalece, mas a sua justiça está presente.Após todos os detalhes técnicos do tabernáculo, o livro de Êxodo termina com um versículo descrevendo a presença do SENHOR com seu povo. Mas são as últimas palavras do último versículo de Êxodo que chamam atenção, pois voltam a refletir o terceiro e último pedido de Moisés. Estas últimas palavras também refletem o intenso amor do Deus do livro de Êxodo.“Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo,e o fogo estava de noite sobre ele,perante os olhos de toda a casa de Israel,em todas as suas jornadas.(Êxodo 40:38)
Aarão ou Arão e o Bezerro de ouro (CC)(Deverá “clicar” nas referências bíblicas, para ter acesso aos textos)1. IntroduçãoSugerimos que leia primeiro o nosso artigo DECÁLOGO - Dez Mandamentos (CC), caso ainda o não tenha lido, pois é nesse contexto que iremos abordar este assunto. Inicialmente o Bezerro de Ouro era um capítulo do artigo sobre o Decálogo a que decidimos dar maior desenvolvimento, abordando o assunto em separado.A principal passagem bíblica que está na origem deste artigo é Êxodo 32:1/6De acordo com a tradução da Bíblia de Jerusalém, seria: Êxodo 32Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha, congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: “Vamos, faz-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”. 2 Aarão respondeu-lhes. “Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e filhas e trazei-mos”. 3 Então todo o povo tirou das orelhas os brincos e os trouxeram a Aarão. 4 Este recebeu o ouro das suas mãos, o fez fundir em um molde e fabricou com ele uma estátua de bezerro. Então exclamaram: “Este é o teu Deus, ó Israel, o que te fez subir da terra do Egito.” 5 Quando Aarão viu isso, edificou um altar diante da estátua e fez uma proclamação: “Amanhã será festa para Iahweh”. (a)6 No dia seguinte, levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos e trouxeram sacrifícios de comunhão. O povo assentou-se para comer e para beber, depois se levantou para se divertir.      Consultei alguns comentários sobre Arão e notei uma certa preocupação em encobrir esta sua transgressão que tem, evidentemente, de ser ponderada no seu contexto histórico e cultural e não na nossa cultura em que mais uma religião, ou mais um deus, é direito de opção de todo o cidadão, numa sociedade livre e democrática. Não podemos ignorar o problema, mas temos de meditar em Arão na realidade em que ele viveu. (b)Há pouca informação sobre esta passagem nos comentários que consultei. Este assunto ou é simplesmente ignorado, ou tenta-se diminuir a culpa de Arão, ou apresentar como vítima do povo de Israel, um Arão atemorizado, que ainda tentou pedir os brincos e objectos de ouro, pensando que assim pudessem desistir da ideia de fazer um deus com as suas joias. As escrituras só dizem que entregaram os brincos dando a entender que foi tudo, voluntária e espontaneamente. Ficaremos para sempre sem saber quantos problemas familiares estiveram na origem das mulheres que entregaram “voluntariamente” as suas valiosas jóias sem que fossem previamente ouvidas.Claro que estes versículos não constam do leccionário litúrgico que se repete de três em três anos, nem das revistas de escola bíblica dominical, onde as passagens mais polémicas não aparecem.
2. Quem foi Aarão ou Arão?Vejamos em primeiro lugar, quem foi propriamente Arão.Em Êxodo 6:20 e 1º Crónicas 6:3 vemos que era filho de Anrão e irmão de Moisés e de Miriam. Era também pai de Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.Em Êxodo 7:7 vemos que era três anos mais velho do que Moisés. Certamente que tinha nascido antes do Faraó decidir matar todas as crianças recém-nascidas de sexo masculino.Em Êxodo 4:28 vemos que, quando Moisés voltou ao Egipto, contou a Arão toda a sua experiência e como Deus o enviara para libertar o seu povo.  Arão acompanhou a Moisés, quando foram ter com o Faraó em Êxodo 7:10 quando Arão transformou a sua vara em serpente.Também foi Arão que, com a sua vara transformou as águas do Nilo em sangue, como vemos em Êxodo 7:20.Em Êxodo 12:31 o Faraó mandou chamar a Moisés e Arão para dizer-lhes que deixava sair os israelitas, o que mostra que os considerava como representantes do seu povo. Certamente que Moisés era o mais conhecido no Egipto, mas em certas descrições da Bíblia, Arão aparece como o personagem principal, pois era ele que falava e fazia prodígios com a sua vara.Vemos em Êxodo 27:21, que Arão e seus filhos ficaram encarregados de zelar pelo Lugar Santo. Isto significa que Arão foi considerado Sumo-Sacerdote vitalício, passando tal cargo a ser hereditário.Os principais personagens pertenciam à mesma família. Moisés chamou a seu irmão Arão e seus sobrinhos Nadabe e Abiú para cargos hereditários. Será que foram escolhidos pelo seu valor e dedicação? Ou simplesmente por serem familiares de Moisés?3. Bezerro de ouroO caso do “Bezerro de Ouro” está intimamente relacionado com o Decálogo.Como já vimos, no artigo anterior sobre o Decálogo, em Êxodo 24:14 quando Moisés subiu ao monte pela sexta vez, já sabia que iria demorar mais tempo, pelo que, desta vez, delegou a sua autoridade em Arão e Hur durante a sua ausência.Afinal, pelo que consta em Êxodo 32:1/6 e Êxodo 32:35, Arão foi pressionado pelo povo, não só para ser o sucessor de Moisés, que supunham já ter falecido, como para lhes dar um deus. Os antigos textos afirmam que “ …o povo acercou-se de Arão… ” Nós hoje diríamos que fizeram uma manifestação para reivindicar um governo e um deus.Mesmo admitindo que estas passagens sejam somente um resumo do que aconteceu, temos de ser realistas. Moisés não disse quanto tempo iria demorar e ao fim de 10 ou 20 dias, certamente pensaram que já teria falecido, hipótese bem provável ao verem o monte a fumegar, com ruídos que interpretaram como trovões e relâmpagos que ocorriam na montanha segundo Êxodo 20:18 e era natural que escolhessem um novo dirigente.Ao fim de 30 e de 40 dias, certamente que o povo de Israel teria de exigir explicações e pedir algum novo chefe. Moisés já estava a ficar esquecido, pois o seu povo já não esperava que voltasse e eles não podiam ficar para sempre parados no deserto. O povo queria saber a quem seguir e em que acreditar.Penso que é perfeitamente compreensível a reacção do povo. O que faria o povo português, ou brasileiro, ou de qualquer outro país, se o seu Rei ou Presidente desaparecesse em circunstâncias tão estranhas? Será que ficaria à espera tanto tempo? Até também podemos estabelecer um paralelo de ideias com igrejas dos nossos dias. Que faria uma igreja em que desaparecesse o seu pastor ou padre? Não elegeriam outro pastor, ou pediriam para que outro padre fosse nomeado?A situação tornou-se insustentável para Arão, que certamente, apoiado pelo povo se sentiu como o natural sucessor de Moisés, que aliás delegara nele a sua autoridade. Penso que Arão já era considerado pelo povo como o seu dirigente máximo. Faltava só “legalizar” essa situação com alguma liturgia que todos vissem.Até aqui tudo é natural e compreensível. Segundo vemos na passagem em estudo, já não havia dúvidas de que Arão fosse o novo dirigente, pois foi a ele que pediram para fazer um deus, sem especificar que deus seria.Mas Arão não se limitou a ser o sucessor de Moisés. Pela descrição que temos em Êxodo 32:1/6, mesmo admitindo que nem todos os pormenores tenham ficado registados, esta descrição não deixa margem para dúvidas de que a ideia do Bezerro de Ouro foi ideia de Arão. Foi ele que construiu, ou pelo menos dirigiu a construção do bezerro de ouro. Vemos também no versículo 3 (Então todo o povo tirou das orelhas os brincos e os trouxeram a Aarão.) que todo o povo apoiou com entusiasmo a construção do Bezerro de Ouro.4. Mas, porquê um bezerro?Bezerro é o filho da vaca e do touro. Não sabemos o seu tamanho, mas certamente que não seria em tamanho natural, por ser todo em ouro. Israel nunca teve grande tradição na escultura, devido à sua teologia que certamente a dificultava. Não podemos esperar que fosse possível distinguir se seria uma vaca pequena, ou futuro touro ou se já seria boi, pois as suas esculturas não tinham certamente a perfeição das esculturas gregas.Mas, porquê um bezerro? De onde terá vindo a inspiração de Arão? Várias antigas civilizações tinham o touro, a vaca e possivelmente também o boi, na sua teologia, desde a Grécia, Índia, China etc. Mas são civilizações distantes e não consegui saber se o culto do touro foi da mesma época da história. O que julgo mais provável é que Arão tenha tentado copiar o Touro Ápis, símbolo da força e da fecundidade, que era cultuado no Egipto, nomeadamente em Mênfis, desde a primeira dinastia e que certamente era do conhecimento de Arão.  Talvez tenha sido uma decisão política de Arão. Escolher um deus que tivesse certa afinidade com o deus de outros povos era uma aproximação cultural. Faz lembrar os encontros de “famílias políticas” dos vários países dos nossos dias. Além disso, Arão decide convocar uma festa para consolidar a sua popularidade entre o povo e para que este se alegrasse com os cânticos de louvor. Ficaria assim consolidada a sua posição como dirigente máximo em Israel e sanadas eventuais divergências entre o povo.Se Moisés não voltasse e Arão ficasse definitivamente como dirigente de Israel, será que a história de Israel seria diferente, com mais liberdade e sem os horrorosos crimes das guerras de ocupação da terra prometida?5. Quais os responsáveis pelo Bezerro de Ouro?Já sabemos que o povo israelita foi a principal vítima dessa transgressão. Mas, quais os principais responsáveis?Atendendo ao contexto histórico desse acontecimento, certamente que não houve nenhuma decisão pública em que todos participassem, muito menos podemos pensar numa consulta popular através do voto livre e democrático numa cultura onde não havia liberdade de opinião, muito menos liberdade de religião.O povo limitou-se a seguir as instruções do seu máximo dirigente, entregando os brincos das suas mulheres e suas filhas, para fazer um deus como alguns pediram e Arão lhes ordenou. Mais tarde, em Êxodo 32:21/24, é o próprio Arão que justifica o seu comportamento perante Moisés.Ao povo, que estava farto de caminhar pelo deserto, foi apresentado um deus que todos podiam ver e que lhes dava música, cânticos e danças. Havia muita alegria e muita emoção.Geralmente, quanto mais emoção, menos reflexão. Ainda hoje, as igrejas evangélicas que mais crescem são as que têm os melhores grupos de louvor, muitas vezes a cargo de profissionais muito bem pagos, e têm muito entusiasmo e apelo à emoção. Mas geralmente essas não são as que têm a teologia mais séria nem os crentes mais esclarecidos.Esse deus foi apresentado pelo máximo dirigente religioso depois da “morte de Moisés”, como supunham. O Bezerro de Ouro foi apresentado a um povo habituado a seguir cegamente os seus dirigentes religiosos e sem capacidade de reflexão que nunca desenvolveram. O difícil seria, deixar de seguir a Arão, que lhes falou em nome de Moisés, que nele delegou a sua autoridade. Temos depois o regresso de Moisés. Em Êxodo 32:19/20 vemos que este desfez o bezerro em pó, que lançou em água que obrigou os israelitas a beber. Não compreendo esta atitude de Moisés na sua ira.Atendendo à grande inércia química do ouro, possivelmente nada terá acontecido a quem bebeu água com pó de ouro, a não ser uma digestão mais difícil, tudo dependendo da percentagem de ouro misturado na água, onde este não se dissolve.Não aconselho ninguém a experimentar. No entanto, fica desde já o convite a algum profissional de saúde (nutricionista, médico, farmacêutico, enfermeiro etc.) para enviar a sua opinião sobre as consequências de beber água com pó de ouro. (c)De acordo com a TEB, Êxodo 32 20 – Tomando o bezerro que tinham feito, queimou-o, reduzindo-o a pó, esparramou-o na superfície da água e fez com que os filhos de Israel a bebessem. Mas na mesma tradução da TEB em Deuteronómio 9:21 podemos ler: E, tomei o pecado que havíeis feito, o bezerro, eu o queimei, despedacei, esmigalhei, reduzi-o a pó, e atirei o pó na torrente que desce da montanha. Mais outra contradição que afecta a credibilidade destas passagens veterotestamentárias. Por causa da transgressão do Bezerro de Ouro, como vemos em Êxodo 32:25/29, morreram três mil homens. Segundo podemos concluir do versículo 29, eles lutaram entre si, alguns mataram seus próprios filhos e/ou seus irmãos, para que pudessem ser abençoados pelo deus de Moisés. Não será isto, um caso de sacrifícios humanos exigidos pelo deus de Moisés?Vemos que mais uma vez, eles obedeceram cegamente aos seus dirigentes religiosos, a ponto de matar os seus próprios familiares por motivos teológicos.Será que se pode pedir responsabilidades a esses ingénuos desgraçados? Ou não seria mais justo responsabilizar e condenar os seus dirigentes religiosos?6. Qual o castigo de Arão?Mas afinal, que aconteceu a Arão, que me parece o principal responsável, por esta transgressão? Claro que temos de meditar nesse contexto cultural, em que não havia liberdade de expressão nem liberdade de religião.Nada encontrei nas Escrituras sobre algum castigo de Arão. Em Deuteronómio 9:20 vemos que Moisés orou por Arão e o seu deus em vez de castigar Arão, castiga com a pena de morte aos que lhe obedeceram e mais tarde nomeia Arão como sumo-sacerdote!!! Em Êxodo 34:31 Moisés chama Arão e os principais dos levitas. Em Êxodo 35:19 Arão recebe vestes litúrgicas de tecido finíssimo, para servir no santuário e em Números 17 há a descrição da vara de Arão que floresceu… mas durante a noite. Também não há testemunhas desse acontecimento, que até me faz lembrar os “milagres” de certas igrejas…Como explicar esta duplicidade de critérios na justiça do deus de Moisés?Será que os mais altos sacerdotes estavam acima de qualquer crítica, tal como os nossos políticos que não podem ser responsabilizados pelos seus actos?7. Quem podia entrar no Lugar Santíssimo?No lugar santo do Tabernáculo, e mais tarde, cerca do ano 950 AC, no Templo de Salomão, só os sacerdotes podiam entrar. Mas no lugar Santíssimo que ficava dentro do lugar santo, só Arão ou algum dos seus descendentes, podia entrar só uma vez por ano. Êxodo 30:10É vulgar afirmar-se que esses sumo-sacerdotes que entravam no lugar santíssimo, levavam uma corda amarrada ao pé ou à cintura, pois caso não estivessem já perdoados dos seus pecados e pecados do povo que representavam, certamente morreriam e ninguém poderia lá entrar para ir buscar os seus corpos.Nada encontrei nos textos canónicos sobre este assunto. Se alguém souber onde está essa informação, agradeço que nos ajude com a sua colaboração.Mas julgo que seja uma antiga tradição sem fundamento bíblico, pois pelo menos por duas vezes, Jerusalém foi conquistada. Primeiro no ano 587 AC por Nabucodonosor II e já depois de Cristo, no ano 70 DC, quando os Romanos que destruíram o Templo e certamente que os conquistadores entraram em todas as salas do Templo. Não consta que alguém tenha falecido ao entrar no lugar santíssimo. Quando mais necessária seria essa prova de poder do deus de Israel, para levantar a moral do povo conquistado, não consta que tivesse funcionado.Há também outras dúvidas que não podemos deixar de colocar.Se o lugar Santíssimo estava dentro do lugar santo, separado só por uma cortina, num clima quente e seco, numa época em que não havia ruas asfaltadas em Jerusalém, e certamente o vento quente e seco arrastava a poeira, como estaria o Lugar Santíssimo ao fim do primeiro século depois da sua construção? Não podemos pensar que lá entraria alguma “mulher da limpeza”. Segundo informa o escritor Joaquim Jeremias no seu livro “Jerusalém no tempo de Jesus”, “Os direitos religiosos da mulher eram tão limitados quanto os seus deveres religiosos. Segundo Josefo, no Templo só lhes era permitido penetrar no átrio dos gentios e no das mulheres…” Como estaria a limpeza do Lugar Santíssimo ao fim de tantos séculos? O Lugar Santíssimo, onde só Arão ou algum dos seus descendentes podia entrar, uma vez por ano, estava encoberto aos olhares dos próprios sacerdotes por cortinas de linho fino torcido Êxodo 26. Mas essas cortinas tiveram de durar vários séculos. Certamente que envelheceram, apodreceram e tiveram de ser substituídas. E mesmo antes disso, nunca foram lavadas? Quem é que as substituiu? Foi o Sumo-Sacerdote, geralmente já muito idoso que trepou num escadote para as substituir? Conseguiu substituir tudo sozinho com uma corda amarrada ao pé, dificultando os seus movimentos? Quem o ajudou nesse trabalho sem entrar e sem ver o Lugar Santíssimo?8. Hipóteses de interpretaçãoEsta passagem do Bezerro de Ouro, deixa-nos várias dúvidas que possivelmente nunca serão esclarecidas:Como quase sempre, em teologia, podemos chegar a duas ou mais conclusões, de acordo com os pressupostos de que partimos:8.1 - Em primeiro lugar, raciocinando no contexto cultural evangélico, temos a posição fundamentalista.Considerando que estamos perante textos inspirados, que são a verdade, onde não há nem sombra de erro. Basta-nos a leitura destes textos onde encontramos o Deus de Moisés, que eles viram e mais tarde exigiu o sacrifício das três mil vítimas para acalmar a sua fúria. Foi castigado o povo de Israel e não Arão, por ser um “intocável servo do Senhor”E pronto. Não há mais nada a dizer, nem são permitidas outras opiniões.8.2 - Em segundo lugar, ultrapassando as “fronteiras teológicas” que consideram a inerrância bíblica. Se aceitarmos que estamos perante textos históricos que nos transmitem, não uma descrição imparcial com rigor histórico, mas a versão dos israelitas, podemos questionar o seguinte:8.2.1 - Quando em Êxodo 24:1 Moisés subiu ao monte pela quinta vez, houve um grupo de sacerdotes que o acompanhou, entre eles Arão, que tinha mais intimidade com Moisés. Em Êxodo 24:10 encontramos a afirmação de que “…viram o Deus de Israel…”.Não há em toda a Bíblia afirmação semelhante, embora no Novo Testamento, o evangelho de João 1:18 e a epístola 1ª João 4:12 afirmem que ninguém viu a Deus. Isto é uma contradição que esperemos que os fundamentalistas, que defendem a inerrância bíblica do Génesis ao Apocalipse, nos saibam explicar.O próprio capítulo 24 afirma que não se poderiam aproximar de Deus, o que nos levanta sérias dúvidas de que tivessem visto a Deus, pois em vez de descreverem como Deus é, descrevem somente o pavimento onde estava Deus!!! Alem de, como já dissemos, quando o povo pediu a Arão que lhes fizesse uma estátua dum deus, se ele na verdade tivesse visto a Deus, certamente que diria que Deus só há um, que já tinha visto, e teria tentado fazer uma imagem do que viu.A única hipótese que encontro para o livro de Êxodo não estar em contradição com o evangelho de João, é que em Êxodo 24:10 eles viram o “Deus de Israel”, como está na maior parte das traduções. Esse era um deus que, como era vulgar nessa época com todos os deuses dos vários povos, lutava a favor do seu povo contra todos os outros povos. Mas não era a esse deus que o apóstolo João se referia. Ele referia-se ao Deus Pai, de toda a humanidade, o Deus de todos que o receberem. João 1:128.2.2 – Temos ainda o problema de Arão ter escapado da fúria do deus de Israel que vitimou três mil homens deixando impune o principal responsável pelo Bezerro de Ouro.Talvez Arão soubesse demais. Certamente que Arão tinha uma longa experiência ao lado de Moisés e nalguns casos até Arão foi o personagem principal. Quando, perante o Faraó, invocaram as pragas do Egipto, era Arão que falava e utilizava o seu cajado. Mas não é a isto que me refiro.Então Arão e seus filhos Nadabe e Abiú, a quem esta descrição do Êxodo parece dar algum destaque em relação dos outros anciãos, fizeram o mesmo que todos os outros? Ou será que nessa altura, Arão se aproximou um pouco mais do “local proibido” do qual não se podia aproximar, e acidentalmente viu a “oficina” onde foram talhadas as “tábuas” de pedra, ou algum indício, ou alguma prova de que as tábuas de pedra escritas pelo “dedo de Deus”, foram afinal escritas por Moisés?! Sendo assim, Moisés ficaria refém de Arão, que caso fosse condenado à morte por ter feito o Bezerro de Ouro, se poderia defender acusando Moisés de enganar o seu povo e isso seria o fim da autoridade e dos privilégios dos levitas sobre o povo de Israel. Nessa hipótese, Arão não só teria escapado da punição por ter sido o autor moral do Bezerro de Ouro, como até conseguiu “negociar” com Moisés para que este lhe desse o cargo de Sumo-sacerdote vitalício e hereditário como preço da sua colaboração.Bem sei que esta hipótese será um tanto escandalosa para os mais “espirituais” e fundamentalistas. Mas não prescindo de mencionar todas as hipóteses, raciocinando fora da cultura evangélica, admitindo que nalguns casos a Bíblia não seja tão inerrante.8.2.3 - Outra dúvida importante é precisamente o comportamento do deus de Moisés. Como muitas vezes tem acontecido através dos tempos, poupa os seus sacerdotes e descarrega a sua ira no povo israelita, exigindo até sacrifícios humanos ao povo que dizia proteger. Êxodo 32:25/29. Segundo o versículo 29, a morte dos três mil homens e certamente muitos feridos que não são mencionados (mortos e feridos pelos seus próprios compatriotas), foi o preço exigido pelo deus de Moisés “…para que o Senhor vos conceda hoje uma bênção.9. ConclusãoAo chegar ao fim deste artigo, tenho a sensação de que não há uma descrição credível dos acontecimentos. O que temos, é a “versão oficial dos acontecimentos”, ou aquilo que interessava aos levitas que escreveram, que fosse o pensamento do povo de Israel, ou o que foi escrito pelo próprio Moisés, que certamente registou o que lhe interessava para garantir os privilégios da sua descendência e dos levitas. Ou se, como defendem alguns historiadores, foi escrito no tempo de Salomão, que registou a história que lhe interessava, tal como foram os registos sobre seu pai o Rei David, como digo no meu artigo David ou Davi (CC). Afinal, Moisés, depois de assumir a posição de chefia do seu povo, teve a preocupação de assegurar os mais altos cargos para os seus familiares, seu irmão Arão e seus sobrinhos Nadabe e Abiú, claro que com uma prévia propaganda das suas qualidades (que no caso de Arão foi um fracasso), mas a decisão já estava tomada de que Arão seria o seu sucessor.Não sabemos o que aconteceu aos outros dois sobrinhos, Eleazar e Itamar, mas certamente que estavam entre os setenta anciãos de Israel.Estará a atitude de Moisés para com os seus familiares em sintonia com o exemplo do nosso Único Mestre em Mateus 12:47/50?  Será que podemos afirmar, que depois dos 3200 anos que nos separam da época de Moisés e Arão a humanidade pouco mudou? Não é isso que fazem muitos dos governantes dos nossos países e até muitos dos dirigentes das nossas igrejas?Quando Jesus voltar e começar o Julgamento Final, que poderá Arão ou Moisés responder se alguma mulher disser:Confiscaram-me todas as joias que tinha, sem nada me perguntarem. Derreteram o ouro para fazer um bezerro sem que eu tivesse qualquer interferência. Depois assassinaram o meu marido e meus filhos como castigo por um crime em que eu e toda a minha família se limitou a obedecer aos dirigentes de Israel. Foi essa a bênção que me prometeram?Terminamos com a principal pergunta. Quem foi o principal culpado pelo Bezerro de Ouro?Camilo – Marinha Grande, PortugalNovembro de 2012(a)- Nas cópias dos originais aparece em letras hebraicas YHVH. No hebraico não havia vogais, pelo que não nos é possível saber como pronunciavam o nome. Para conseguirmos ler, temos de colocar algumas das nossas vogais o que deu as palavras Jeová ou Iahweh que consideramos o nome do Deus de Moisés em hebraico. Mas neste contexto, parece não fazer sentido os israelitas terem feito um bezerro de ouro para o adorar e ao mesmo tempo adorar ao seu antigo Deus. Julgo ser por isso que algumas traduções, como a TEB, Almeida, BPT ou Capuchinhos traduzirem por “Senhor”, Jerusalém traduz por Iahweh, Louis Segond traduz por L’ Eternel (o Eterno), a Vulgata por Domini etc.(b)- Neste estudo, vou-me referir prioritariamente ao livro do Êxodo, escrito provavelmente no tempo de Salomão, pois é o mais próximo da época da Arão, escrito com base na tradição oral ou possivelmente nalguns manuscritos deixados por Moisés. Como já afirmámos no nosso artigo sobre o Decálogo, segundo a maioria dos historiadores, Moisés esteve no Monte Sinai pouco antes do ano 1200 AC, durante a 19ª Dinastia do Egipto. Se Salomão viveu entre 972 e 933 AC, estes acontecimentos foram registados cerca de 260 anos depois, quando ainda estaria bem “viva” e credível a tradição oral. Temos também o discurso de Moisés na entrada da Terra Prometida em Deuteronómio 9:9/21, em que repete a sua experiência na entrega dos Dez Mandamentos.Também no Novo Testamento, em Actos 7:37/41 Estêvão refere-se a estes acontecimentos, portanto cerca de 1240 anos depois destes ocorrerem.Também o Alcorão comenta essa passagem em Alcorão 20:80/94 em que Moisés repreende a Arão que lhe responde que teve de fazer o Bezerro de Ouro para evitar uma divisão entre os israelitas. Admitindo que esta passagem do Alcorão foi escrita cerca do ano 620 DC, foi 1820 anos depois destes acontecimentos.(c)- Certamente que Moisés lhes deu a beber água com pó de ouro para os castigar. Mas há certos indícios de que os antigos egípcios usavam o ouro para temperar os seus alimentos. Claro que só os alimentos dos mais ricos.Podem ver casos da utilização do ouro na alimentação, bem dos nossos dias, em: Deus muda de idéia? Êxodo 32:14
PROBLEMA: Enquanto Moisés estava no monte recebendo a Lei de Deus, o povo estava ao pé do monte adorando um bezerro de ouro que tinham construído (32:4-6). Quando Deus instruiu Moisés a descer até eles, o Senhor lhe disse que os consumiria, fazendo de Moisés "uma grande nação" (32:10). Moisés, porém, ao ouvir isso, suplicou ao Senhor que abrandasse a sua ira.

O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?


SOLUÇÃO: Tem-se de sustentar enfaticamente que Deus não muda (cf. Ml 3:6; Tg 1:17). Ele não muda de idéia, nem sua vontade ou natureza. Há vários argumentos que demonstram a imutabilidade de Deus. Vamos considerar apenas três.

Primeiro, para que alguma coisa mude, algo tem de ser feito numa ordem cronológica. Tem de haver um ponto antes e outro ponto depois da mudança. Tudo o que passa por um "antes" e um "depois" existe no tempo, porque a essência do tempo é vista pelo progresso cronológico de uma situação anterior para uma posterior. Entretanto, Deus é eterno e está fora do tempo (Jo 17:5; 2 Tm 1:9). Então, não pode haver em Deus uma série de "anteriores" e "posteriores"; logo, ele não pode mudar, porque a mudança necessariamente envolve um "antes" e um "depois".

Segundo, toda mudança é para uma situação melhor ou pior, pois uma mudança que não faça diferença não é uma mudança. Ou alguma coisa necessária é obtida, a qual anteriormente não se fazia presente, o que é uma mudança para melhor; ou alguma coisa que se tem e que é necessária é perdida, o que é uma mudança para pior. Mas, se Deus é perfeito, ele de nada necessita; portanto ele não pode mudar para melhor. E se Deus fosse perder alguma coisa, então ele não permaneceria perfeito; portanto Ele não pode mudar para pior. Assim, Deus não muda.

Terceiro, quando alguém muda de idéia, é porque recebeu uma nova informação, da qual não tinha conhecimento anteriormente, ou porque as circunstâncias mudaram de forma a requerer uma atitude ou ação diferente. Mas, se Deus mudou de idéia, não pode ser porque ele ficou sabendo de qualquer nova informação que desconhecia anteriormente, porque Deus é onisciente - ele sabe todas as coisas (Sl 147:5).

Portanto, tem de ser porque as circunstâncias mudaram e demandam uma atitude ou ação diferente. Mas se as circunstâncias mudaram, isso não significa necessariamente que Deus tenha mudado de idéia. Significa apenas que, como as circunstâncias mudaram, o relacionamento de Deus com a nova realidade é diferente. Porque as circunstâncias, e não Deus, mudaram.

Quando Israel estava ao pé do monte, envolvido numa adoração a um ídolo, Deus disse a Moisés que a sua ira estava ardendo contra os filhos de Israel e que ele se dispunha a destruí-los num juízo. Entretanto, quando Moisés intercedeu por eles, as circunstâncias mudaram. A atitude de Deus para com o pecado é sempre a ira, mas a sua atitude para com aqueles que o invocam é sempre de misericórdia. Antes de Moisés orar por Israel, eles estavam sob o juízo de Deus. Porém, a intercessão de Moisés pelo povo de Israel levou-os a ficar sob a misericórdia de Deus. O Senhor não mudou. O que mudou foram as circunstâncias.

A linguagem empregada nesta passagem é chamada antropomórfica. É semelhante a uma pessoa que, movendo-se de um lado para outro, diga: "Agora a casa está à minha direita", e depois: "Agora a casa está à minha esquerda". Essas afirmações não querem dizer que a casa se moveu. É que a linguagem, sob a perspectiva de alguém, está descrevendo que a pessoa mudou a sua posição em relação àquela casa.

Quando Moisés disse que Deus se arrependeu, essa foi uma forma figurativa de descrever que a intercessão de Moisés teve êxito em mudar o relacionamento do povo de Israel com Deus. Ele tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça. Deus não muda, nem muda de idéia, nem de vontade; sua natureza é imutável.
O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?

SOLUÇÃO: Tem-se de sustentar enfaticamente que Deus não muda (cf. Ml 3:6; Tg 1:17). Ele não muda de idéia, nem sua vontade ou natureza. Há vários argumentos que demonstram a imutabilidade de Deus. Vamos considerar apenas três.
Primeiro, para que alguma coisa mude, algo tem de ser feito numa ordem cronológica. Tem de haver um ponto antes e outro ponto depois da mudança. Tudo o que passa por um "antes" e um "depois" existe no tempo, porque a essência do tempo é vista pelo progresso cronológico de uma situação anterior para uma posterior. Entretanto, Deus é eterno e está fora do tempo (Jo 17:5; 2 Tm 1:9). Então, não pode haver em Deus uma série de "anteriores" e "posteriores"; logo, ele não pode mudar, porque a mudança necessariamente envolve um "antes" e um "depois".
Segundo, toda mudança é para uma situação melhor ou pior, pois uma mudança que não faça diferença não é uma mudança. Ou alguma coisa necessária é obtida, a qual anteriormente não se fazia presente, o que é uma mudança para melhor; ou alguma coisa que se tem e que é necessária é perdida, o que é uma mudança para pior. Mas, se Deus é perfeito, ele de nada necessita; portanto ele não pode mudar para melhor. E se Deus fosse perder alguma coisa, então ele não permaneceria perfeito; portanto Ele não pode mudar para pior. Assim, Deus não muda.
Terceiro, quando alguém muda de idéia, é porque recebeu uma nova informação, da qual não tinha conhecimento anteriormente, ou porque as circunstâncias mudaram de forma a requerer uma atitude ou ação diferente. Mas, se Deus mudou de idéia, não pode ser porque ele ficou sabendo de qualquer nova informação que desconhecia anteriormente, porque Deus é onisciente - ele sabe todas as coisas (Sl 147:5).
Portanto, tem de ser porque as circunstâncias mudaram e demandam uma atitude ou ação diferente. Mas se as circunstâncias mudaram, isso não significa necessariamente que Deus tenha mudado de idéia. Significa apenas que, como as circunstâncias mudaram, o relacionamento de Deus com a nova realidade é diferente. Porque as circunstâncias, e não Deus, mudaram.
Quando Israel estava ao pé do monte, envolvido numa adoração a um ídolo, Deus disse a Moisés que a sua ira estava ardendo contra os filhos de Israel e que ele se dispunha a destruí-los num juízo. Entretanto, quando Moisés intercedeu por eles, as circunstâncias mudaram. A atitude de Deus para com o pecado é sempre a ira, mas a sua atitude para com aqueles que o invocam é sempre de misericórdia. Antes de Moisés orar por Israel, eles estavam sob o juízo de Deus. Porém, a intercessão de Moisés pelo povo de Israel levou-os a ficar sob a misericórdia de Deus. O Senhor não mudou. O que mudou foram as circunstâncias.
A linguagem empregada nesta passagem é chamada antropomórfica. É semelhante a uma pessoa que, movendo-se de um lado para outro, diga: "Agora a casa está à minha direita", e depois: "Agora a casa está à minha esquerda". Essas afirmações não querem dizer que a casa se moveu. É que a linguagem, sob a perspectiva de alguém, está descrevendo que a pessoa mudou a sua posição em relação àquela casa.
Quando Moisés disse que Deus se arrependeu, essa foi uma forma figurativa de descrever que a intercessão de Moisés teve êxito em mudar o relacionamento do povo de Israel com Deus. Ele tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça. Deus não muda, nem muda de idéia, nem de vontade; sua natureza é imutável. O versículo 14 diz: "Então se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo". Isso quer dizer, então, que Deus mudou de idéia. Entretanto, em 1 Samuel 15:29, Deus diz que "não é homem, para que se arrependa"; e em Malaquias 3:6 ele diz: "Porque eu, o Senhor, não mudo". Ainda, no NT, Deus demonstrou a "imutabilidade do seu propósito"(Hb 6:17), fazendo um juramento. Afinal, Deus muda ou não muda de idéia?

SOLUÇÃO: Tem-se de sustentar enfaticamente que Deus não muda (cf. Ml 3:6; Tg 1:17). Ele não muda de idéia, nem sua vontade ou natureza. Há vários argumentos que demonstram a imutabilidade de Deus. Vamos considerar apenas três.
Primeiro, para que alguma coisa mude, algo tem de ser feito numa ordem cronológica. Tem de haver um ponto antes e outro ponto depois da mudança. Tudo o que passa por um "antes" e um "depois" existe no tempo, porque a essência do tempo é vista pelo progresso cronológico de uma situação anterior para uma posterior. Entretanto, Deus é eterno e está fora do tempo (Jo 17:5; 2 Tm 1:9). Então, não pode haver em Deus uma série de "anteriores" e "posteriores"; logo, ele não pode mudar, porque a mudança necessariamente envolve um "antes" e um "depois".
Segundo, toda mudança é para uma situação melhor ou pior, pois uma mudança que não faça diferença não é uma mudança. Ou alguma coisa necessária é obtida, a qual anteriormente não se fazia presente, o que é uma mudança para melhor; ou alguma coisa que se tem e que é necessária é perdida, o que é uma mudança para pior. Mas, se Deus é perfeito, ele de nada necessita; portanto ele não pode mudar para melhor. E se Deus fosse perder alguma coisa, então ele não permaneceria perfeito; portanto Ele não pode mudar para pior. Assim, Deus não muda.
Terceiro, quando alguém muda de idéia, é porque recebeu uma nova informação, da qual não tinha conhecimento anteriormente, ou porque as circunstâncias mudaram de forma a requerer uma atitude ou ação diferente. Mas, se Deus mudou de idéia, não pode ser porque ele ficou sabendo de qualquer nova informação que desconhecia anteriormente, porque Deus é onisciente - ele sabe todas as coisas (Sl 147:5).
Portanto, tem de ser porque as circunstâncias mudaram e demandam uma atitude ou ação diferente. Mas se as circunstâncias mudaram, isso não significa necessariamente que Deus tenha mudado de idéia. Significa apenas que, como as circunstâncias mudaram, o relacionamento de Deus com a nova realidade é diferente. Porque as circunstâncias, e não Deus, mudaram.
Quando Israel estava ao pé do monte, envolvido numa adoração a um ídolo, Deus disse a Moisés que a sua ira estava ardendo contra os filhos de Israel e que ele se dispunha a destruí-los num juízo. Entretanto, quando Moisés intercedeu por eles, as circunstâncias mudaram. A atitude de Deus para com o pecado é sempre a ira, mas a sua atitude para com aqueles que o invocam é sempre de misericórdia. Antes de Moisés orar por Israel, eles estavam sob o juízo de Deus. Porém, a intercessão de Moisés pelo povo de Israel levou-os a ficar sob a misericórdia de Deus. O Senhor não mudou. O que mudou foram as circunstâncias.
A linguagem empregada nesta passagem é chamada antropomórfica. É semelhante a uma pessoa que, movendo-se de um lado para outro, diga: "Agora a casa está à minha direita", e depois: "Agora a casa está à minha esquerda". Essas afirmações não querem dizer que a casa se moveu. É que a linguagem, sob a perspectiva de alguém, está descrevendo que a pessoa mudou a sua posição em relação àquela casa.
Quando Moisés disse que Deus se arrependeu, essa foi uma forma figurativa de descrever que a intercessão de Moisés teve êxito em mudar o relacionamento do povo de Israel com Deus. Ele tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça. Deus não muda, nem muda de idéia, nem de vontade; sua natureza é imutável.

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