quarta-feira, 30 de março de 2016

Só Jesus é o SENHOR!

A Idolatria no Coração
Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniquidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles me interroguem? Ezequiel 14:3

A idolatria é um dos assuntos mais frequentes no trato de Deus com Israel. Embora a noção de idolatria esteja associada ao culto e a criação de imagens, as Escrituras descrevem a idolatria como um problema do coração do homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. (Mateus 15.19). Ver tambémGl 5.20,21; Ap 22.15.

O Ser humano é por essência um adorador. A história mostra que os povos da Antiguidade possuíam objetos que representavam suas divindades para as quais direcionava sua devoção. O deus maior nessas culturas idólatras era o sol.

Para os Babilônicos e Assírios, o deus sol era chamado Shamash. Semíramis era mulher de Nimrod, fundador e rei da Babilônia e mãe de Tamuz de quem dizia que seria o Messias, o Filho da promessa. Semíramis (ou Astarote), deusa da fertilidade e da guerra, era adorada por vários povos do mundo bíblico, em culto lascivo (Jz 10.6; 1Rs 11.5). No tempo de Jeremias muitas mulheres de Judá a adoravam, com o nome de Rainha dos Céus (Jr 44.17-19).

A idolatria está fundamentada na exaltação do homem. Qualquer coisa que colocarmos nossa afeição demasiada e obediência, acima de JAVÉ configura idolatria.

Os gregos adoravam a deuses concebidos segundo o caráter humano, tendo um para cada necessidade, como Zeus, Possêidon, Hera e muitos outros.

O mesmo acontecia com os etruscos que tiveram grande influência sobre os Romanos (tomaram Roma quando ainda era um aglomerado de aldeias). Eles praticavam augúrios, fazendo seus vaticínios no monte sagrado chamado Vaticano através das vísceras de animais e outras ciências ocultas.

A idolatria é a rejeição do verdadeiro Deus (Javé – Eu Sou; Adonai - Senhor) em favor dos falsos deuses. As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria. Muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais.

O termo idolatria no Antigo Testamento significa: ‘aven – ofegar, portanto, esforçar-se, geralmente em vão. Zanah - praticar fornicação, ser ou agir como uma meretriz, cometer adultério, ser um prostituto ou prostituta cultual, ser infiel (a Deus) e shav - vacuidade, vaidade, falsidade, nulidade, mentira.

O primeiro mandamento que Deus deu ao povo de Israel é: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra... Êxodo 20. 1-6

Deus sabia que o povo de Israel estaria exposto a muitas influências pagãs e que precisava ter os olhos fitos no caráter de Deus. Jesus disse: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração (vontade e caráter), de toda a tua alma (ser moral) e de todo o teu entendimento (intelectual, afetivo e volitivas). Mateus 22.37. Ele estava se referindo a Deuteronômio 6.5 quando Moisés repetiu para Israel os mandamentos e exortações de Deus.

No entanto, no estabelecimento de Israel na Terra Prometida, volta e meia o povo se desviava de Deus, recebia as consequências da desobediência, se arrependia e Deus voltava a abençoar. Vejamos este texto:

Edificaram os altos de Baal, que estão no vale do filho de Hinom, para queimarem a seus filhos e a suas filhas a Moloque, o que nunca lhes ordenei, nem me passou pela mente fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá. Jeremias 32:35

Vai e dize a Jeroboão: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Porquanto te levantei do meio do povo, e te fiz príncipe sobre o meu povo de Israel, e tirei o reino da casa de Davi, e to entreguei, e tu não foste como Davi, meu servo, que guardou os meus mandamentos e andou após mim de todo o seu coração, para fazer somente o que parecia reto aos meus olhos; antes, fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti, e fizeste outros deuses e imagens de fundição, para provocar-me à ira, e me viraste as costas. 1 Reis 14. 7-9

Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar..., fez o que era reto perante o SENHOR, andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda..., no duodécimo ano, começou a purificar a Judá e a Jerusalém dos altos, dos postes-ídolos e das imagens de escultura e de fundição. 2 Crônicas 34.1-3. Ver também 2 Rs 23. 23-25

Ele(rei Azarias ou Uzias) fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Amazias, seu pai. Tão somente os altos não se tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. O SENHOR feriu ao rei, e este ficou leproso até ao dia da sua morte e habitava numa casa separada. 2 Reis 15:3. Veja também 2 Cr 26:18,19,21

A questão é mais séria do que imaginamos. Os ídolos, nas Escrituras referem-se à abominação, ao desvio de Deus. Entretanto, esse desvio de Deus não está ligado somente à adoração visível diante de imagens de escultura, mas se aplica à adoração idólatra que ocorre dentro do coração humano.

O profeta Ezequiel faz uso do termo diferentemente do uso mais comum, quando aplica à adoração que ocorre dentro do coração humano. Ele não está fazendo referência a imagens, postes-ídolos ou coisas semelhantes, mas a tudo que o coração do homem venha a adorar dentro de si. O contexto indica que “ídolo do coração” é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus na vida de alguém.

Jesus disse em Mateus 15:919 que é do coração que procedem os maus designos. Idolatria é quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (satanismo), do poder, raça, prazer, antepassados, do Estado, do dinheiro, de bens materiais, desportos e artistas. A idolatria começa no coração.

A cultura do entretenimento há muito vem movimentando os gostos, os interesses e as motivações. O humanismo colocou o homem como gerente de sua vida e a sua própria vontade como seu cliente preferencial. É a idolatria do EU que está no próprio coração. É a glória de Cristo que está em jogo quando o Cordeiro está sutilmente fora do centro de nossas vidas.

Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se... Portanto, meus amados, fugi da idolatria. 1 Co 10.6,7 e 14

Idolatria é um pecado que tem suas raízes na mente, em nossos pensamentos, crenças, julgamentos e imaginação. Tiago identifica o problema central do cristão como sendo os desejos cobiçosos de dentro do coração. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Tiago 1.14,15

Quando projeto a minha própria vontade em alguém ou alguma coisa, crio um deus e o coloco no trono da adoração. É um deus manipulável segundo a minha vontade e cobiça. No entanto, na realidade o que está assentado no trono da minha vida sou eu mesmo.

A cobiça é maneira sutil de Satanás levar as pessoas à idolatria. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Colossenses 3.5,6. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade de ídolos (demônios) para conseguirem aquilo que desejam. Por isso Jesus disse: “Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24), e Paulo advertiu: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21).

Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6. 16. Ver também Provérbios 23:4-6

A questão mais profunda da motivação é: quem é o senhor destes padrões de pensamento e sentimento? Quem além de Deus é meu deus? O que tem nutrido minha vida de significado? Se minha resposta for qualquer outra coisa que não seja Deus, então tal coisa funciona como meu ídolo!

Só há um caminho para escaparmos da idolatria. O Senhor Jesus Cristo morreu e ressuscitou para ser o nosso tudo. A Sua morte é nossa morte e a Sua ressurreição é a nossa ressurreição! Diante das investidas malignas com o intuito de que Cristo não seja adorado, em nossa mente precisamos “dar nomes” aos pecados confessá-los ao nosso Senhor Jesus Cristo. Isto significa levar o morrer de Cristo para que a vida Dele se manifeste em nós em nossa maneira de pensar e encarar este mundo.

É a Cruz de Cristo na qual morri para o mundo o pecado e para mim mesmo que precisa fazer a diferença, me tornando um filho de Deus que adora somente a vontade do seu Senhor. A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? —diz o Santo. Isaías 40:18-31

Eu sou o SENHOR; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem as imagens o meu louvor. Isaías 42:8. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. 1 João 5:21

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: