segunda-feira, 9 de maio de 2016

Poder de Deus

Jesus rogou ao Pia, que nos deu o Espírito Santo.

Como ser cheio do Espírito Santo        Histórias para reflexão     
Ao final da Escola Bíblica Dominical, três adolescentes queriam entender melhor a mensagem daquela aula e abordaram o pastor responsável pelos jovens da igreja:
_ Pastor, a Bíblia diz em Efésios 5:18  que devemos ser cheios do Espírito Santo, mas nós estamos com uma dúvida: "Como uma pessoa pode se encher do Espírito Santo? Como se faz isso?"
O pastor, então sorriu para aqueles três jovens e disse:
_ Vamos fazer o seguinte: vamos até o depósito da igreja para buscar uma peneira. Depois, quero que vocês vão até o rio e encham essa peneira com água. Quando conseguirem, vocês terão a resposta.
Duvidosos, eles questionaram o pastor:
_ Peneira? Rio? O que você quer com isso, pastor? Você só pode estar brincando, né?!
_ Apenas façam o que eu digo. Disse ele.
Os jovens continuaram incrédulos, mas foram até o rio que ficava próximo à igreja. Lá, eles tentaram diversas vezes, mas não conseguiram pensar em alguma maneira de encher a peneira de água. Então, dois deles disseram:
_ O pastor está doido! Vamos embora, senão passaremos a tarde inteira aqui, tentando encher essa peneira.
Um dos adolescentes, porém, discordou e decidiu insistir:
_ Não vou de jeito nenhum! O pastor nos desafiou e eu não quero voltar para a igreja sem uma resposta. Quero saber como as pessoas podem ficar cheias do Espírito Santo!
Então, ele ficou elaborando uma estratégia para conseguir encher aquela peneira com água, enquanto os dois amigos foram embora para casa. Horas mais tarde, o pastor foi até a margem do rio e encontrou aquele jovem lá. Ele mergulhava a peneira e a levantava, várias e várias vezes. Ao ver o pastor, o adolescente falou com o semblante muito triste:
_ Ah, pastor... Quando eu coloco a peneira na água, ela até fica cheia, mas quando eu tiro, ela esvazia. É impossível mantê-la cheia, não dá!
Com o mesmo sorriso de horas atrás, o pastor disse àquele rapaz:
_ Pronto, você encontrou a resposta! Você só conseguirá manter a peneira cheia quando permanecer com ela mergulhada na água.
Já impaciente, o jovem retrucou:
_ Mas o que isso tem a ver com ser cheio do Espírito Santo?
Então o pastor respondeu:
_ Ora, da mesma forma acontece com o Espírito. Nós somos a peneira e a água do rio é o Espírito Santo. Só conseguirá ser cheio aquele que permanecer mergulhado Nele! É por isso que devemos sempre cantar louvores a Deus, mesmo em tempos difíceis. Dar graças ao Senhor em todas as circunstâncias e servir ao próximo, imitando o exemplo do nosso Salvador!
"Não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus" (Efésios 5:18-21).

Começa o ESTUDO acompanhe com a Bíblia Sagrada 66 Livros.
Ser cheio do Espírito

Marcos 1.8-13

-Introdução:  Alguns irmãos dizem que foram ‘visitados’ pelo Espírito Santo em momentos especiais. Entendo esta expressão como algo maravilhoso que sentimos quando a presença de é muito forte sobre nós. Contudo o Espírito Santo não quer apenas nos visitar e sim habitar em nossas vidas, nos enchendo e transbordando com seu poder e virtude.
O maior exemplo de vida cheia do Espírito é o próprio Senhor Jesus. Como Deus encarnado, sua vida era a plenitude do Espírito Santo. Algumas coisas que Jesus passou servem de exemplo para nós de como ser cheio do Espírito. Cristo não precisava ser batizado, nem orar, ler as Escrituras ou jejuar, mas fez tudo isso para nos mostrar como fazer. O Mestre não iniciou seu ministério oficialmente enquanto não recebeu o Espírito Santo em forma de pomba sobre Ele, para nos ensinar que primeiro precisamos do poder de Deus.
Como ser cheio do Espírito?
Vamos aprender como ser cheio do Espírito a partir do momento do Batismo de Jesus:

1- Ouvir a voz de Deus v.11ª“foi ouvida uma voz dos céus”
A primeira característica de uma vida cheia do Espírito é ouvir a voz de Deus.
Jesus sempre ouviu a voz de Deus, mas naquele momento precisava de uma confirmação pública para seu ministério. Todos ouviram a voz que veio do céu falando com Jesus.
Na vida do cristão cheio do Espírito, tudo o que faz é direcionado por Deus. O Senhor passa a orientar sua vida “quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30.21). Ouvir a voz de Deus passa a ser algo natural para quem foi cheio do Espírito.
Você já ouviu a voz de Deus?
Fique atento ao que Ele falar com você!
                            

2- Nova identidade de Filho de Deus: v.11b “Tu és o meu Filho amado”
A segunda característica de uma vida cheia do Espírito é assumir uma nova identidade de Filho de Deus.
Jesus era conhecido como um bom rapaz, trabalhador, filho de Maria, filho do carpinteiro José. Além de tudo isso ainda era respeitado por ser da descendência de Davi. Mas a partir daquele dia Jesus passou a ser notado como Filho de Deus. Ao sair daquela água, Jesus assumiu sua nova identidade e começou seu ministério.
João Batista ficava no rio Jordão estrategicamente esperando as pessoas virem buscar água, lavar roupas e panelas ou tomar banho todos os dias. Sempre que iam ao rio, lá estava o João pregando e batizando. Quando a pessoa saía pela rua toda molhada, as pessoa comentavam o que tinha acontecido e ficavam sabendo que passou pelo batismo e estava arrependida de seus pecados. Isso marcava a vida da pessoa, que mudava a partir daquele ato e tinha uma nova identidade de servo de Deus.
A vida de quem é cheio do Espírito Santo passa “receber poder de ser chamados filhos de Deus” (João 1.12).
Você sabe qual é a sua identidade espiritual?
Você é um Filho de Deus!

3- Prazer em Deus: v.11c “em ti me comprazo”
A terceira coisa que acontece quando temos uma vida cheia do Espírito é passar a ter prazer em Deus.
O Senhor declarou que tem prazer em Jesus. Cristo também tinha prazer em fazer a vontade de Deus. Isso significa que Deus olhava do céu e ficava satisfeito de ver seu Filho operando suas obras.
Existem muitas coisas em nossas vidas que desagradam a Deus. Mas quando somos cheios do Espírito, passamos a ter “antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmos 1.2). Além disso, passamos a “agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmos 37.4). Deus tem prazer em realizar os sonhos de quem faz a sua vontade.
Você tem prazer em Deus?
A alegria do Espírito é maior os prazeres do mundo!

4- Resistir às tentações: v.12 “logo o Espírito o impeliu para o deserto”
A quarta coisa que acontece quando temos uma vida cheia do Espírito é passar por tentações e provações.
O Espírito Santo conduziu o Senhor Jesus para o deserto onde foi tentado pelo diabo. Jesus também não precisava ir para o deserto e nem ser tentado para vencer o diabo, mas quis passar por isso para mostrar o seu poder e nos ensinar a resistir à tentação.
Somente quando somos cheios do Espírito Santo, conseguimos ter forças para resistir às tentações, pois “não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10.13).
A carne é fraca, mas o Espírito é forte, por isso precisamos negar a carne e fortalecer no Espírito (Marcos 14.38). Com a ajuda do Espírito Santo passamos pelo deserto com a certeza da vitória e vencemos as provações com o poder de Deus.
Você está sendo tentado?
Peça ajuda do Espírito para vencer!

5- Vida de Consagração: v.13ª “permaneceu quarenta dias”
A quinta lição que aprendermos de uma vida cheia do Espírito é a necessidade de consagração a Deus.
Jesus também não precisava jejuar aqueles quarenta dias, mas fez isso para mostrar que quem recebe o poder Deus precisa viver em consagração constante.
O jejum não é apenas ficar sem comer ou beber. Quando jejuamos, estamos negando a carne e fortalecendo no Espírito. Significa que a presença de Deus é mais importante que o próprio alimento necessário à sua sobrevivência. O jejum abre o mundo espiritual para que maravilhas aconteçam. Existem coisas que só vencemos com “jejum e oração” (Marcos 9.29).
Se você quer ser cheio do Espírito, precisa pagar o preço de busca, jejum, oração na madrugada e consagração constante a Deus.
Você tem se consagrado?
Faça um propósito de jejum!

6- Vitória pela Palavra: v.13b “sendo tentado por Satanás”
A sexta lição de uma vida cheia do Espírito é que a vitória vem pela Palavra de Deus.
Ao ser tentado, Jesus derrotou o inimigo através da Palavra, dizendo “está escrito” (Mateus 4.4-10).
A palavra de Deus é o alimento espiritual para o cristão e também a nossa arma de defesa como “espada do Espírito” (Efésios 6.17). Quem luta com seus próprios argumentos acaba se cansando rapidamente, mas quando usamos a autoridade da Palavra de Deus até o inimigo tem que fugir de nós (Tiago 4.7).
O crente que não busca o Espírito Santo, fala da Bíblia com argumentos religiosos, mas quem é cheio do poder de Deus, a Palavra de Deus é autoridade na sua boca. O mundo e o inimigo podem armar ciladas contra sua vida e apenas com uma Palavra autorizada por Deus, tudo se desfaz.
Você tem lutado pela Palavra?
Use a Espada de Deus!

7- Batalha espiritual: v.13c “estava com as feras, mas os anjos o serviam”
A sétima característica de uma vida cheia do Espírito é discernir a batalha espiritual.
Jesus estava no deserto e ali havia feras. Possivelmente estas feras poderiam ser serpentes, escorpiões e até leões e outros animais selvagens. Quando algum destes perigos se aproximava de Jesus, os anjos de Deus vinham e o defendiam.
Todos vivem em constante batalha espiritual. Mas quem está na carne não percebe isso. Somente quem é cheio do Espírito Santo tem o discernimento de compreender esta grande luta. As feras veem perturbar a vida do crente e logo Deus manda o livramento.
Embora satanás tenha levado a terça parte dos anjos para formar seu exército de demônios, Deus ainda ficou com dois terços que é maior parte. Por isso sabemos que estamos do lado mais forte e a vitória é garantida!
Os anjos de Deus são “espíritos ministradores enviados a serviço daqueles que hão de herdar a salvação” (Hebreus 1.14), por isso sempre estão ao “redor daqueles que O temem e os livra” (Salmos 34.7). O Espírito Santo é o conselheiro no meio das lutas e ajuda o crente a vencer todos os perigos.
Você está numa batalha?
Deus envia anjos pra te proteger!

Busque o Espírito Santo!
-CONCLUSÃO: “enchei-vos do Espírito”
A experiência de ser cheio do Espírito não é uma emoção passageira. Quando recebemos a plenitude de Deus, tudo é transformado em nosso viver.
Busque ouvir a voz do Senhor, assumir a identidade de Filho de Deus, fazer a vontade do Senhor e ter prazer nele, resistindo às tentações através de uma vida de consagração e lutar com o poder da Palavra sabendo que estamos numa batalha espiritual.
O Espírito Santo quer te encher!

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: