quinta-feira, 2 de março de 2017

Honra Mt 23:37

Honra
O apóstolo Pedro disse que o sangue do Filho de Deus era pesado, extremamente precioso e muito mais valorizado do que “coisas corruptíveis, como prata ou ouro” (I Pedro 1:18). Honrar a Deus é colocar um valor maior nele do que em qualquer coisa na Terra ou no céu. Da mesma forma, quando“honramos” uma pessoa falamos que ela é extremamente valiosa aos nossos olhos. Dizemos que quem ela é e o que ela diz tem um peso grande. O apóstolo Paulo disse aos Filipenses sobre Epafrodito, “Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse” (Filipenses 2:29).

A definição de desonra - O oposto à honra. A palavra desonra nos dias de Jesus significava “neblina” ou “vapor” que sobe de uma panela de água fervente. Era a coisa mais insignificante para os gregos. Pelo o que falamos e a maneira que tratamos uma pessoa, acabamos demonstrando que ela é de pouco valor para nós; que as suas palavras e seus esforços têm “pouco peso” no nosso modo de pensar.

Desonra
Uma grande ilustração de desonra está em Mateus 27:9-10. (a palavra preço era a mesma palavra grega que honra.) Em outras palavras, eles colocaram o valor do precioso Filho de Deus em trinta moedas de prata. A desonra está na avaliação. Seu valor para Judas era apenas um pouco mais do que o vapor que sobe de uma panela de água. Ele não tinha valor para Judas. Decidir honrar ou valorizar as outras pessoas é crucial para o cristão, a palavra "decidir" porque honra não é um sentimento, é uma decisão. Deus não ordena sentimentos, mas nos ordena a pensarmos e agirmos de certa forma. Veja o que Deus disse sobre honrar: (I Pedro 2:17), (Romanos 12:10), (Filipenses 2:3), e (I Coríntios 12:23). 

Alguém teve uma idéia brilhante. Decidiram chamar móveis velhos de “antigüidades”. Agora se compram esses móveis velhos por preços absurdos. Até pagam quantidades razoáveis para restaurá-los e parecerem novos. Por que se tornarem antigüidades? Seu valor aumentou. Por quê? Porque decidimos que eles são mais valiosos para nós do que antes. Se podemos fazer isso com móveis, podemos fazer com pessoas.

E se as pessoas não merecem honra?
É verdade que algumas pessoas possam não merecer honra devido a sua conduta. Talvez um cônjuge agisse com ódio ou sem amor, ou um filho foi rebelde. Lembram do que Pedro disse: “tratai todos com honra” ele continuou a dar exemplos de quem devemos respeitar. Ele disse (I Pedro 2:18-25). Parece que Pedro estava indicando que nossa obrigação a mostrar honra aos outros não depende da maneira que eles nos tratam. Paulo disse a Timóteo acerca dos idosos (I Timóteo 5:1)e acerca das autoridades não cristãs (I Timóteo 6:1). As pessoas talvez não mereçam honra, mas nossa preocupação com Deus e sua glória nos levará a tratar até as pessoas desonrosas com respeito.

Vale a pena observar que o próprio Deus nos deu valor quando não merecíamos nada (Romanos 5:8). Isso torna todos os homens iguais. Somos todos pecadores. Nenhum de nós merece honra pela virtude de obediência perfeita ao Senhor. O apóstolo João disse, (I João 4:10-11). Apenas quando nos vemos como receptores do favor não merecido de Deus podemos decidir a amar e honrar as pessoas da nossa família, mesmo que elas não “mereçam” nosso amor.

Honra na família
Quando uma família cresce e prospera não é por acaso. Da mesma forma quando famílias falham não é por acaso. Muitas vezes é porque algum princípio na palavra de Deus tem sido negligenciado. Um princípio crítico para o crescimento espiritual de uma família, freqüentemente negligenciado é o da honra. Veja o que diz a palavra sobre o marido honrar a mulher (I Pedro 3:7 ). Sobre a mulher honrar o marido (I Pedro 3:1). Sobre os filhos honrarem os pais (Efésios 6:1-3). A nora para com a sogra (Rt 1:12-17), Aos mais velhos (Pv 16:31) Uns aos outros (Romanos 12:10).

Honra às autoridades
No Antigo Testamento, a Bíblia nos mostra a honra e respeito pelos servos fiéis aos profetas e autoridades (I Sm 9:5-8) ...Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é...Aos pastores (Hb 13:17) Mais o que mais acontece infelizmente é a desonra (Marcos 6:4). Jesus sabe o que é a dor da rejeição. Lembrem-se de Mt 23:37, Jesus foi desprezado e rejeitado pelos homens - Ele sabe o que é isso. (Isaías 53:3), (Mateus 21:42).

Ainda bem que Deus não nos abandona (Salmos 27:10).
Honra a Deus
Não é necessário nem comentar que se devemos honrar os homens quanto mais a Deus!

Jo 5:44 - Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros e não buscando a honra que vem só de Deus?

Mt 15:8 - Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.

I Sm 2:30 - Portanto, diz o SENHOR, Deus de Israel: Na verdade, tinha dito eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos.

Ml 1:6 - O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? —diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome e dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?

Rm 13:7 - Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

Ap 5:13 - E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.

Honre e Serás Honrado em nome de Jesus!




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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: