sexta-feira, 7 de abril de 2017

AS REVELAÇÕES DE ISAÍAS CAPITULO 48
Este capítulo consiste numa longa referência de Deus ao Seu povo, parcialmente em forma de queixa ou de exortação. O texto está divido em três partes, iniciando-se cada uma com a invocação da atenção de Israel:

·         Isaías 48:1-11 - "ouvi isto", "olha bem para tudo isto". Esta parte consiste principalmente em queixas. Israel não mencionara Deus em "verdade nem em justiça". O povo tem "cerviz" de "ferro" e "testa de bronze". Deus providenciara vários profetas, mas Israel não lhes prestara real atenção, mantendo-se "prevaricador desde o ventre". Embora pudesse aniquilar toda a nação, retardou a Sua ira para poder manter imaculadas as Suas qualidades compassivas.

·         Isaías 48:12-15 - "dá-me ouvidos", "ajuntai-vos, todos vós, e ouvi". Nesta secção, o tom de lamento é abandonado. Israel é convidado a reflectir seriamente nos pontos-chave que foram sendo mencionados nos capítulos precedentes.

·         Isaías 48:16-22 - "chegai-vos a mim, ouvi isto". Aqui, recorda-se a Israel os ensinamentos e conduta misericordiosos de Deus no passado, agora perdidos devido à desobediência da nação. Israel é aconselhado a abandonar a Babilónia de coração alegre e, finalmente, é avisado de que as bênçãos de Deus só podem recair sobre pessoas justas.

Versículo 1
"Jacob" e Israel são dois termos que designam a mesma nação - o primeiro tem natureza secular, enquanto o segundo é sobretudo de carácter espiritual. Em certa medida, jurar pelo nome de Deus é sinal de verdadeira religião (ver Deuteronómio 6:13 e 10:20). Mesmo assim, no presente caso dificilmente evidenciava mais do que meros procedimentos formais. A maioria dos cativos jurava pelo nome de Javé, mas sem cultivar um estado mental ou modo de acção correspondente à sua confissão, de modo a provar que o juramento em causa fora feito séria e sinceramente.

Versículo 2
Em vez de estarem preocupados com a verdade e a justiça, os Israelitas persistiam em classificar-se formalmente como pertencendo à cidade santa de Jerusalém, de uma forma quase arrogante. Firmam-se em Deus, achando que,  sendo Ele "Deus de Israel", Se encontra necessariamente obrigado a protegê-los. Javé, contudo, recorda-lhes que É também "Senhor dos exércitos", título que lembra a Sua santidade a todos os níveis.

Versículo 3
As "primeiras coisas" contrastam com as "coisas novas" que vão ser mencionadas no versículo 6. Parecem estar a focar-se dois ciclos distintos de profecias, sendo um mais antigo do que o outro; ambos evidenciam, porém, o poder de Deus e a Sua infinita superioridade em relação aos ídolos. É difícil determinar-se ao certo a que ciclos proféticos se refere o versículo, porém.

Versículo 4
A "cerviz" e a "testa" podem estar endurecidas por más os boas razões - na obstinação ou na determinação quanto à resistência ao Mal. Aqui, o endurecimento é perverso, marcando demasiada autoconfiança e um tom de desafio. 

Versículo 5
A declaração aqui feita é a de que Deus concretizou extraordinárias profecias devido à obstinação de Israel; em vez de castigar a nação, Javé arranjou uma forma amorosa de lidar com o problema, acrescentando o peso da evidência às Suas palavras. Se as profecias tivessem sido menos impressionantes, é provável que Israel as viesse a atribuir a falsos deuses. Durante o livro de Isaías, foi sendo visível que existia grande tendência para a idolatria entre os Judeus - não apenas antes, mas também durante o Cativeiro.

Versículo 6
Javé exorta Israel a contemplar todas as grandiosas profecias já concretizadas, acerca das quais se ouvira falar em tempos passados. Será que Israel não divulgaria a todos que o ouvissem a concordância entre as profecias e os eventos, que são facilmente visíveis? "Coisas novas e ocultas", pertencentes a um novo ciclo profético, estão prestes a ser reveladas - possivelmente, são concernentes à chegada de Cristo, e à nova criação que ele providenciará.

Versículo 7
A revelação ao homem do que fora secretamente planeado nos conselhos de Deus desde o início dos tempos é um tipo de criação. Ainda que sejam visíveis sombras da verdade evangélica na Lei Mosaica e nos Salmos, estas pequenas referências não são comparáveis à magnitude da revelação messiânica a que se dedica a parte final do livro de Isaías. Se as "coisas novas" da profecia de Isaías tivessem sido reveladas muitos séculos antes, não seriam capazes de impressionar os judeus contemporâneos do profeta ou do período do cativeiro - tudo lhes pareceria uma velha história.

Versículo 8
Voltamos a ouvir uma voz de queixa, como nos versículos iniciais. Israel não escutara as verdades espirituais, nem beneficiara do que fora dado a conhecer acerca de Cristo nos Salmos e na Lei Mosaica.

Versículo 9
A insinceridade de Israel (v.1), bem como a sua obstinação (v.4), idolatria persistente (v.5), cegueira e oposição geral à vontade de Deus (v.8) provocaram a "ira" de Javé; contudo, Ele tomou a decisão de controlar a Sua fúria. Afinal, Deus escolhera directamente a nação de Israel, comprometendo-Se a protegê-la e conservá-la por meio de múltiplos milagres (ver Deuteronómio 14:2).

Versículo 10
Javé não purificou Israel com a severidade extrema utilizada para purificar a "prata. A "fornalha da aflição" representa aqui o cativeiro na Babilónia, cujo objectivo era refinar a purificação do povo de Deus até certo ponto - não com uma severidade desarrazoada, mas sim para o tornar apto a representar o nome de Javé.

Versículo 11
A magnífica justiça de Deus não podia permitir que o Seu povo se afundasse na perversidade. A Sua glória pertence-Lhe exclusivamente, sendo muito distinta do valor concedido aos ídolos.

Versículo 12
"Jacob" e "Israel" representam o mesmo povo, e são agora chamados pessoalmente por Deus a contemplar alguns dos pontos-chave dos capítulos precedentes.

Versículo 13
Como Criador da terra e dos céus, Deus merece atenção e obediência por parte de todos os habitantes desses locais. A "dextra" de Deus mediu os "céus", fixando os seus limites e dimensões. Com excepção do homem, todas as criaturas que existem à superfície da terra ou nos céus estão sempre prontas a cumprir a vontade divina, aglomerando-se de imediato após a sua convocação.

Versículo 14
Uma vez mais, as nações são desafiadas a declarar que divindade foi capaz de predizer a vontade de Deus concernente ao futuro da Babilónia. Se nenhum ídolo o conseguiu realizar, será que Israel não vai compreender e reconhecer a superioridade inquestionável de Deus?

Não havia sido explicitamente referido que Deus amasse Ciro, mas aqui isso torna-se claro; afinal, Javé ama todos os que, de forma dócil e submissa, realizam a Sua vontade. Ciro realizou a vontade de Deus para com a Babilónia.

Versículo 15
Ciro é aqui representado como havido sido directamente convocado por Deus e comissionado para realizar a Sua vontade. Deus guiou-o por um determinado caminho, tornando esse mesmo caminho bastante próspero. As fontes históricas confirmam que Ciro não enfrentou grandes dificuldades durante a sua carreira como governante.

Versículo 16
Desde o contacto primordial com Israel, Javé comissionou várias gerações de profetas, que declaravam pública e abertamente a Sua palavra, para que todos a pudessem ouvir e compreender. Neste versículo, um novo orador é introduzido ("eu estava ali"); provavelmente, trata-se do próprio Isaías, que nos diz desempenhar a mesma missão que os profetas do passado.

Versículo 17
Os ensinamentos de Deus estão sempre voltados para o proveito daqueles a que se dirigem; e, quando recebidos de coração aberto, produzem mais benefícios do que qualquer outro conselho. Os ensinamentos do evangelho permitem ao homem manter-se no caminho correcto.

Versículo 18
Esta passagem tem semelhanças claras com Salmo 81:13-16. Olhar para o passado e observar o que fizemos mal ou perdemos é uma lição valiosa para o futuro. O "rio" simboliza a abundância contínua e transbordante. Se Israel tivesse procurado Javé, as Suas bênçãos cairiam sobre o povo, trazendo justiça  e bondade de forma incessante (como as "ondas do mar").

Versículo 19
No final do Cativeiro, Israel era apenas um "resto" (ver Isaías 37:31): das dez tribos, a maior parte acabara absorvida e misturada com os idólatras a cuja terra haviam sido levadas. Se Israel não houvesse sido desobediente, as promessas feitas a Abraão, Isaac e Jacob teriam sido realizadas de maneira literal, e os descendentes de Abraão seriam milhões e milhões, em vez de escassos milhares. O "nome" de Israel fora cortado de certa forma, pois deixara de representar um povo escolhido para passar a denominar um conjunto de escravos, ao serviço da Babilónia. A libertação para a Palestina simbolizou a ressurreição de uma nação que, humanamente falando, deixara de existir.

Versículo 20
Dá-se uma súbita mudança de tom, que passa a ser de exortação. Podíamos pensar que o conselho é escusado; será que o povo de Israel não sentiria vontade de partir logo que lhe fosse permitido fazê-lo? Fontes históricas (Josefo) afirmam que as classes mais ricas queriam permanecer na Babilónia pelos seus próprios interesses; por outro lado, muitos pobres não tinham condições para realizar tão grande viagem. Assim, a exortação "saí de Babilónia, fugi de entre os caldeus" estava longe de ser supérflua. Os caldeus deveriam ser abandonados como corruptos a evitar; e a voz de júbilo do povo libertado serviria para informar todas as nações que a salvação de Israel do jugo babilónico era na verdade uma preparação para a redenção do mundo.

Versículo 21
Não existem informações históricas acerca da viagem realizada pelos exilados no retorno à Palestina; no entanto, é muito provável que tenham tido dificuldades respeitantes ao abastecimento de água, e assim este versículo poderá ter tido um cumprimento literal por algum evento miraculoso. A maioria dos comentadores, porém, encara a passagem como simbólica - os israelitas foram espiritualmente refrescados pela graça de Deus durante a sua jornada.

Versículo 22
Esta frase de aviso será reforçada mais tarde (Isaías 57:21) como uma espécie de refrão solene.






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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: