terça-feira, 30 de maio de 2017

OS 72 nomes de Deus-e os Atributos Divino


Lembrem-se que estas palavras s√£o sagradas e devem ser tratadas com respeito. "ANTES DA PRONUNCIA DO NOME DO ATRIBUTO VEM A PALAVRA E O NOME JEOV√Ā"

1 ABBA or ABWOON (hebraico-aramaico): "Pai".

O Nome √≠ntimo que os estudiosos e s√°bios que escreviam originalmente em aramaico (a l√≠ngua franca do ramo ling√ľ√≠stico sem√≠tico do Egito √† Bacia Indiana e √† regi√£o da Terra Santa no Oriente Pr√≥ximo de 1200 a.C. at√© 600 d.C.) davam ao Divino. O "Pai" pessoal que se invoca para se libertar da limita√ß√£o divina. O t√≠tulo que Jesus usava nos Evangelhos para orar ao Pai Eterno quando estava em √≠ntimo di√°logo com Ele no grande plano de realiza√ß√£o do Reino interno que pertence a todos os que cr√™em.

√ď Abwoon, Pai, abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas do Teu Reino interno, pois Teu √© o Reino, o Poder e a Gl√≥ria neste lado da Cria√ß√£o e em todas as dimens√Ķes.

Amen.

2 ADON OLAM (hebraico): "Senhor de Eternidade (ou do Universo)".

A express√£o de Deus encontrada nos hinos antigos que mais freq√ľentemente se citam (Salmo 117:2).

√ď Senhor valoroso, √≥ Adon Olam, Tu que est√°s nas can√ß√Ķes celestiais da cria√ß√£o e Tu que existes como o Senhor do Universo, que o futuro e as descobertas da vida em todo o Universo nos lembrem de que somos o Teu experimento semente de Vida no Plano Divino.

Amen.

3 ADONAI (hebraico): "Senhor".

O título utilizado pelos eruditos, desde os Tanaim (antigos instrutores da Torah) e os Geonim (sábios acadêmicos) até os atuais estudiosos ortodoxos que invocam o Senhor dos profetas. Esta expressão ocorre 432 vezes no texto bíblico dos massoretas.

Eterno e Divino Adonai, que o Teu Nome Santo seja preservado e usado com grande sabedoria, pois sabemos que o temor diante do Teu Nome Sagrado é o começo da Sabedoria.

Amen.

4 ADONAI ECHAD (hebraico): "O Senhor é Um".

A afirmação básica da segunda parte do primeiro mandamento dado por Moisés a Israel. "O Senhor (D'us) é Um". O mistério da Divindade como a suprema unidade da Família Divina é afirmado nesta expressão (Dt 6:4).

Eterno e Divino Adonai Echad, que o mistério da Tua Unidade e da Tua Pluralidade sejam compreendidos na educação da minha alma e na sua ascensão aos mundos superiores.

Amen.

5 ADONAI, MELEK (hebraico): "Senhor, Rei".

A saudação que David usava nos Salmos para invocar o Divino como o Senhor e Rei Soberano da Criação. O poder executivo do Rei Divino também é compartilhado como um poder de misericórdia para com todos os principados e potestades do universo.

√ď Adonai Melek, que a Presen√ßa amorosa, orientadora e impressionante do Teu Reino guie o despertar interno da minha alma √† maravilhosa vastid√£o e organiza√ß√£o do universo f√≠sico que √© sustentado pelo Teu Reino de Luz.

Amen.

6 ADONAI ‘TSEBAYOTH (hebraico): "Senhor das Legi√Ķes ou Senhor dos Ex√©rcitos".

O comando ang√©lico do verdadeiro Senhor das verdadeiras Legi√Ķes dos C√©us. A grafia ‘Tsebayoth or Sabaoth √© encontrada mais de 200 vezes na B√≠blia, nos escritos dos muitos profetas, e no Novo Testamento, em Romanos 9:29 e Tiago 5:4, embora neste √ļltimo caso tenha sido originalmente escrito em grego.

√ď Adonai ‘Tsebayoth, que a presen√ßa das Tuas Legi√Ķes e a vinda da Tua Hierarquia de Seres Celestiais dos mundos Superiores manifestem a verdade da Tua Imagem. Que a acess√£o das Tuas ‘Tsebayoth ao Trono desperte as mir√≠ades de almas de seres sencientes que dormem nas ilus√Ķes materiais dos mundos f√≠sicos.

Amen.

7 AIN SOPH (hebraico): "O Ilimitado".

O título supremo para o Infinito de onde procede toda a criação. A fundação de Tudo no universo.

√ď Ain Soph, Louvado sejas Tu que criaste os nossos esp√≠ritos antes de este mundo ter vindo √† exist√™ncia, e cuja Grandiosidade guia todos os mundos futuros atrav√©s dos Teus filhos e filhas de Luz.

Amen.

8 AL-ILAH (aramaico): O título para "Deus" usado pelos fiéis que falavam aramaico na época de Jesus.

Um dos t√≠tulos mais adequados para Deus usado no Oriente Pr√≥ximo quando o aramaico era a l√≠ngua franca do ramo ling√ľ√≠stico sem√≠tico de 1200 a.C. a 600 d.C. No per√≠odo crucial da cria√ß√£o do Novo Testamento, esta express√£o podia ser ouvida conforme vemos em Romanos 16:26-27, pois a l√≠ngua original falada por Jesus e os seus disc√≠pulos era o aramaico.

Al-ilah, √≥ Bendito e √önico S√°bio, que as Tuas b√™n√ß√£os c√≥smicas estejam sempre com todos n√≥s. Louvado sejas Tu pelos profetas e por Jesus, o Messias. Em todos os Teus Nomes Sagrados, que os mist√©rios da Tua natureza e das Tuas manifesta√ß√Ķes nos sejam revelados.

Amen.

9 AL-ILAH RAPHA (aramaico): "Deus de Cura".

Antiga expressão para a intervenção dos Poderes Divinos de que toda a humanidade necessita para respirar e viver.

Al-ilah Rapha, Senhor muito precioso e exaltado que Cura, examina o meu corpo e a minha natureza física com o Teu penetrante Poder de Cura. Que Tu nos Cures de todas as doenças e sofrimentos e tragas uma restauração de Cura em corpo e espírito para quem eu oro neste momento, especialmente para os que estão passando por um processo de transição.

Amen.

10 AL-ILAH SABTAI (aramaico): "Deus de Descanso".

Antiga express√£o para o Descanso ou Sabbath, aquele local de Paz e Contentamento junto a Deus.

Que Al-ilah Sabtai gere a Paz para libertar toda inteligência senciente neste universo que parece se mover para o caos.

Amen.

11 AL-ILAH SHEMAYA (aramaico): "Deus Ouve".

Antiga expressão que reconhece a Presença de Deus nas nossas vidas.

Tu és o verdadeiro Senhor que estás sempre conosco, Al-ilah Shemaya. Manifesta a Tua presença aqui no meio do mundo físico e da realidade física de modo que ele seja transmutado na glória de um planeta espiritual no universo recém-ascendido.

Amen.

12 AMMI SHADDAI (hebraico): "Povo do Todo-Poderoso".

O título dos amados de Deus impresso dentro do Povo que conhece os Nomes Sagrados assinalados nas escrituras de Isaías e de outros profetas. Uma expressão para a interação de Deus com o Povo de Luz, encontrada nos profetas maiores e menores de Israel.

√ď meu amado Ammi Shaddai, que os poderes de Shaddai despertem a nossa coroa com a Luz e Esplendor para sentirmos no nosso meio a Presen√ßa do Todo-Poderoso Amoroso.

Amen.

13 AMUD HA-ESH (hebraico): "Pilar de Fogo".

Um aspecto do trabalho do Espírito Santo através da Luz superluminar que conduz o povo pelo deserto, conforme observado em Êxodo 13:21.

√ď Divino, Tu que √©s chamado pelos s√°bios de Amud Ha-Esh, e Tu que √©s o nosso Pilar de Fogo, que as for√ßas dos pr√≠ncipes da terra e os elementos da natureza destrutiva abram caminho para Ti, que √©s a grande liberta√ß√£o e inspira√ß√£o para toda a vida.

Amen.

14 ARIK ANPIN (hebraico): "O da Grande Face, o Macroprosopo".

Título utilizado pelos místicos judaicos medievais para a Face de Deus emanada na criação humana. Usado pelos místicos e cabalistas judeus com relação à Face de Deus no universo superior.

Face Divina, Arik Anpin, que o privilégio de ver além do véu desta vida nos lembre a Imagem que tínhamos antes de virmos a esta vida. Que a Tua Imagem nos guie através de todas as dificuldades e dramas à medida que a nossa face reflete imensamente a Tua Face de Luz.

Amen.

15 'ATTIQ YOMIN (aramaico): "Antigo de Dias".

A expressão encontrada em Dn 7:9,13,22, em que o aramaico original é preservado para explicar Aquele que se assenta no Trono do Divino.

√ď ‘Attiq Yomin, que a√≠ est√°s no Trono Divino, ajuda-nos a compreender as grandes Maravilhas que Tu v√™s e a trilhar o caminho que Tu vislumbras para toda a humanidade.

Amen.

16 AVINU MALKEINU (hebraico): Louvor Pessoal expresso como "√ď Pai, Nosso Rei".

Aqui pedimos ao Divino que permita a vinda das B√™n√ß√£os √†s nossas vidas e permita o ressoar destas B√™n√ß√£os nos nossos cora√ß√Ķes ao proclamarmos o Reino, o Amor e a Presen√ßa do Divino em torno de n√≥s.

Amado Avinu Malkeinu, que Tu transmitas o Teu Reino e supernatureza juntamente com toda a Tua Sabedoria para o Esplendor da Raça Humana.

Amen.

17 BE-MIDBAR (hebraico): "No Deserto".

O Nome para a reuni√£o do povo de Deus e das suas fam√≠lias de acordo com os n√ļmeros e a divis√£o divina da ci√™ncia sagrada, que une as fam√≠lias da terra com as do c√©u. O verdadeiro nome para o livro de N√ļmeros.

√ď Be-midbar da vida, n√≥s temos caminhado no deserto e temos invocado O Divino e agora pedimos que Tu nos chames a um plano e miss√£o de identidade divina e ao sacerd√≥cio superior de todos os que cr√™em.

Amen.

18 BERESHITH BARA (hebraico): "No princípio".

A afirmação da identidade de Deus nas palavras iniciais da Criação, isto é, as primeiras palavras do livro do Gênesis, que são uma afirmação da função Divina dentro de toda a Vida.

Como Bereshith Bara, que estas primeiras palavras da nossa Criação assinalem para as nossas almas a Divindade contínua da Vida e o privilégio divino de saber que existe uma criação superior vivente por trás desta criação física. Tu és a Mente Universal, Criador e Redentor da Imagem. Possamos, como Teus filhos e filhas, ver a evidência de Luz de que provimos da Tua Evolução Superior e não da evolução inferior da ilusão material.

Amen.

19 B'NAI ELOHIM (hebraico): "Os Filhos de Deus".

Conforme mencionado no Livro de Jó, uma expressão da família Divina nos mundos espirituais superiores (p. ex., Jó 1:6; 2:1; 38:7).

Que os B'nai Elohim nos guiem e nos aben√ßoem nas cria√ß√Ķes rec√©m-nascidas como filhos e filhas aspirantes ao caminho do Reino futuro, a Jerusal√©m Celestial.

Amen.

20 CHOKMAH (hebraico): "Sabedoria".

A co-participante e co-criadora com o Divino na formação do mundo, personificada nos textos cristãos cópticos como o feminino Divino. Parte da quadrinidade superior do Divino unida ao Filho Eterno (ver especialmente Provérbios para referências bíblicas, p. ex., Pv 9).

√ď Divina Chokmah, que eu seja aben√ßoado com a Tua Sabedoria revelada para que a Tua natureza imanente cultive uma nova mente com os dons de plenitude e auto-realiza√ß√£o, e se desdobrem os mist√©rios associados ao Teu EU SOU.

Amen.

21 EHYEH ASHER EHYEH (hebraico): "EU SOU O EU SOU" ou "Eu Serei o Eu Serei".

A profunda revelação de um dos Nomes de D's no Êxodo.

Conforme revelado por Moisés, a afirmação mais elevada que os que crêem podem fazer em associação com o Deus vivente (Êxodo 3:14).

√ď Divino Ehyeh Asher Ehyeh, coroa-me com Binah, o Entendimento, para que eu expresse na minha vida a Tua Santa Presen√ßa e a natureza imanente da √Ārvore da Vida.

Amen.

22 EL (hebraico): Deus.

Um dos mais antigos nomes tribais de Deus no Oriente Próximo, expresso na convergência das alianças tribais. Pode ser encontrado mais de 250 vezes no Antigo Testamento (p. ex., Gn 7:1, 28:3, 35:11; Is 9:6; Ez 10:5).

Divino El, a Tua grandiosidade é insondável. A Tua soberania é a soberania de todos os mundos. Com a Tua mão direita concede-me a Tua Misericórdia. Sê o meu guia e a minha bênção através da elevação da minha vida.

Amen.

23 EL BRIT (hebraico): "A Aliança".

O acordo vivente entre o Divino e n√≥s, peregrinos planet√°rios do Divino, que temos recordado as suas express√Ķes nas express√Ķes fon√©ticas e musicais das tradi√ß√Ķes sagradas (Js 3:3).

El Brit, que a Alian√ßa que Tu proclamaste aos meus antepassados lembre-me da Tua vit√≥ria e das Tuas Legi√Ķes nos mundos superiores, para que eu persevere neste vale de l√°grimas at√© que a vit√≥ria possa me retirar do ex√≠lio da minha alma.

Amen.

24 EL CHAI (hebraico): "Deus Vivente".

O Deus da Criação Vivente que permeia tudo (Js 3:10).

√ď El Chai, manifesta a Tua presen√ßa vivente e a Tua mensagem de Amor para mim, teu servo humilde neste Teu planeta em meio a mir√≠ades de mundos Teus.

Amen.

25 EL ELOHE ISRAEL (hebraico): "Deus, O Deus de Israel".

A afirmação do povo espiritual de Luz nesta criação local associado ao altar de Jacó em Shecham, sendo que Israel significa aquele que luta junto com Deus até a Vitória (Gn 33:20).

Nos abismos dos Teus Amados, ó El Elohe Israel, que a Tua carta de Amor ao Teu povo, conhecida como a Sagrada Escritura, seja vista como um Altar Sagrado para todos os povos de Luz que representam o Teu Israel Espiritual na terra e nos céus.

Amen.

26 EL ELYON (hebraico): "O Deus Altíssimo".

De acordo com alguns estudiosos, quando Israel foi levado em cativeiro de Jerusal√©m √† Babil√īnia, os estudiosos come√ßaram a enfatizar o nome/natureza de El Elyon porque as leis de Yahweh n√£o podiam ser praticadas na Babil√īnia (p. ex., Gn 14:18; Sl 9:2; 82:6).

√ď El Elyon, que a Tua presen√ßa celebrada na comunh√£o entre Abra√£o na terra e Melchizedek nos c√©us seja enaltecida de novo no meu trabalho em prol do sacerd√≥cio maior entre c√©u e terra. Que Tu me ajudes a superar os esp√≠ritos de corrup√ß√£o da terra. Possamos lembrar que somos filhos e filhas do Deus Alt√≠ssimo.

Amen.

27 EL GIBBOR (hebraico): "Deus de Força" ou "Deus Poderoso".

A afirmação de Deus na aliança tribal ou a Sua manifestação para o povo de fronteira nos desertos, montanhas e selvas do mundo. O Deus que atua através da sinergia da fraternidade que é manifestada nos rigores da vida (Is 10:21; Jr 32:18).

√ď Poder Divino que chamamos El Gibbor, que Tu me ajudes a compreender na minha fraqueza os mist√©rios da mais √≠nfima part√≠cula de Luz que expressa a plenitude de um bilh√£o de s√≥is, e que aguarda os Filhos e Filhas que ser√£o os novos Ad√£os e Evas.

Amen.

28 EL RACHMAN (√°rabe), "Deus Misericordioso" ou "Deus de Compaix√£o".

A natureza viva do Deus que ama e perdoa o seu povo.

Que o Grande Deus de Misericórdia e Compaixão, El Rachman, estenda dos Mundos de Emanação o Amor e Propósito Divinos aos mundos de forma física através do Poder e Majestade das cinco naturezas reveladas de Deus.

Amen.

29 EL ROI (hebraico): "Deus de Vis√£o".

O Deus de Onipotência e Visão Onidirecional através do Olho Divino (p. ex., Gênesis 16:13).

√ď El Roi, que a Tua Vis√£o conceda aos Teus servos em todas as cidades e pa√≠ses o poder para alcan√ßar a verdadeira irmandade, vendo atrav√©s da transpar√™ncia da vida. Sabemos que a Tua natureza de percep√ß√£o viva sonda as profundezas da psique e as alturas de todos os Cosmos.

Amen.

30 EL SALI (hebraico): "Deus da Minha Rocha".

A For√ßa do Divino que nos mant√©m ao longo de todos os testes e tribula√ß√Ķes (Salmo 42:10).

Que a Divindade eterna, que purifica e manifesta vida como El Sali, torne-se uma fortaleza para toda a criação de modo que um caminho de pura Luz consiga preparar o caminho para todos os seres que queiram ascender ao Teu Trono glorioso.

Amen.

31 EL SHADDAI (hebraico): "O Senhor Deus Todo-Poderoso".

O título usado pelo Anjo do Senhor quando apareceu para Abraão, demonstrando a Natureza manifestada de Deus à medida que Ele se evidenciava para Abraão (Gn 17:1; Ex 6:3; Sl 68:14).

Divino El Shaddai, Todo-Poderoso, Tu nos escolheste antes da funda√ß√£o do mundo para que, com Amor, f√īssemos santos e sem m√°cula diante d'Ele.

Amen.

32 ELI, ELI (hebraico): "Meu Deus, Meu Deus".

As √ļltimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz, no seu sacrif√≠cio supremo como uma li√ß√£o viva de unidade com o Corpo de Ressurrei√ß√£o (Marcos 15:34; Sl 22:1).

Divino Eli, Eli, que o Teu Nome abra os céus para receber o meu corpo fora da cruz de espaço e tempo. Que o Corpo Eterno da Filiação Divina seja ativado na minha nova vida de perecibilidade.

Amen.

33 ELOHA SHAMAYYIM (hebraico): "O Deus dos Céus".

Um título próprio para a Liderança gloriosa sobre os céus e os céus inferiores, e para Aquele que é o Organizador e Sustentador da Criação (Esdras 5:11).

Que o Eloha Shamayyim nos lembre do governo espiritual que guarda e governa o comportamento honesto das nossas vidas e o nosso compromisso espiritual com o caminho superior da vida.

Amen.

34 ELOHIM (hebraico): "Os Deuses" ou "Divindade".

O primeiro título para Deus nos textos da Torah, no Livro de Gênesis. A Majestade Plural da Divindade conforme revelada em Gênesis, mesmo antes da expressão Yahweh ser usada, mostrando uma Pluralidade de excelência majestosa. Este título ocorre mais de 2.500 vezes no Antigo Testamento e 32 vezes em Gn 1 (p. ex., Gênesis 1:1; Salmo 68:1).

√ď Divino Elohim, o Criador do qual emerge toda vida, protege-me e liberta-me com a Tua M√£o Esquerda. Que a Tua Gl√≥ria seja Louvada para Sempre.

Amen.

35 ELOHIM TSEBAYOTH (hebraico): "Deus como as Legi√Ķes ou os Ex√©rcitos".

Uma expressão que descreve a Mão externa da Divindade no Universo. Um título de excelência usado para a exteriorização da Hierarquia, usado pelos místicos judeus (Sl 80:7,14).

Que Elohim Tsebayoth, as For√ßas gloriosas das Legi√Ķes da M√£o Direita, ajudem a proteger e a libertar a minha vida das for√ßas inferiores que n√£o se encontram na Imagem Divina.

Amen.

36 ESH OLAM (hebraico): "O Fogo Eterno".

O Fogo que queima no Templo de Jerusalém como sinal da Presença Eterna. Uma expressão da Luz Eterna que queima diante da celebração do Divino em todos os templos do Universo.

Que o Esh Olam esteja sempre diante de mim para que tudo o que eu toque sinta a chama de Yah e das Legi√Ķes.

Amen.

37 GEDULAH (hebraico): "Grandiosidade" or "Magnitude".

Uma express√£o do enorme Poder de Deus revelado pelos escritores e instrutores m√≠sticos, usada em ora√ß√Ķes e afirma√ß√Ķes que reconhecem a Onisci√™ncia Divina (1 Cr√īnicas 29:11).

Que a Presen√ßa poderosa, orientadora e amorosa de Gedulah continue a nutrir, iluminar e fortalecer os nossos cora√ß√Ķes e esp√≠ritos, sempre.

Amen.

38 HA-EL HA GADOL (hebraico): "O Grande Deus".

O atributo do Eterno Poder Soberano de Deus observado em todo o Universo.

√ď Ha-El Ha Gadol, desperta em mim a miss√£o imanente desta vida: am√°-Lo, Senhor, com todo o meu cora√ß√£o, for√ßa e mente, e amar os meus semelhantes como a mim mesmo seguindo o Teu exemplo.

Amen.

39 HA-EL HA'KADOSH (hebraico): "O Santo Deus".

Uma express√£o usada em ora√ß√Ķes ao Divino, conforme os profetas do Antigo e Novo Testamento O exaltavam. A pronuncia√ß√£o do "Santo" mostra um reconhecimento das Obras Divinas de Retid√£o (Is. 5:16).

Que o Santo Deus seja exaltado diante de toda inteligência celestial como Ha-El Ha'Kadosh pois Ele se posiciona nos céus superiores como o Doador dos ensinamentos vivos da Torah Or, a Escritura de Luz, a todos os mundos, visíveis e invisíveis.

Amen.

40 HA EMET (hebraico): "A Verdade".

Um atributo do Divino como qualificador da Realidade da Vida - da que é real tanto aqui quanto nos céus, e que é boa e perdura por toda a eternidade (Sl 33:4).

Que a Tua Verdade, Ha Emet, nos lembre do plano superior de criação por trás da forma física da criação.

Amen.

41 HA GO'EL (hebraico): "O Redentor".

Um aspecto da Intervenção Divina através do Deus Provedor. Deus como o Libertador da Criação nos mundos físicos.

Que o Redentor Supremo, Ha Go'El, traga Vit√≥ria sobre a luta e a agita√ß√£o da vida em todas as frentes. Que as radia√ß√Ķes se estendam de modo infinito e ilimitado para animar in√ļmeros mundos.

Amen.

42 HA SHEM (hebraico): "O [Grande] Nome".

O Nome Divino usado pelos fiéis ortodoxos para cumprir as palavras de Êxodo 20:7 e para o humano afirmar a natureza interna do Divino. Ele tem sido utilizado pelos místicos hebraicos como substituto para o Tetragrama.

Que o Ha Shem ajude a curar as divis√Ķes dos povos ad√Ęmicos de modo que eles sejam preparados para o trabalho do Cristo Eterno.

Amen.

43 HA TIKVA (hebraico): "A Esperança".

Esta afirmação do Divino gera um propósito superior e insight para um comprometimento com o plano da vida.

Que Ha Tikva, a Esperan√ßa do Deus Amoroso das na√ß√Ķes, permita que o trabalho glorioso abunde no mundo atrav√©s dos que Te amam e dos que aplicam os dons e insights que v√™m com os Teus Nomes Santos.

Amen.

44 HAYMANOOTHA (aramaico): "Fidelidade".

O Nome do Deus Vivente que é fiel ao Povo de Luz. Na Escritura hebraica, a palavra significa firmeza ou fidelidade. Usada no Novo Testamento, a palavra assume o significado de fé, credo, crença. Ela vem do radical aramaico, Amen, que significa firmar.

A Ti, Fidelidade, Deus Amoroso, que sonda a minha alma, que a minha alma busque a Ti e que o meu espírito se deleite em Ti, que me deste lábios para declarar o Teu louvor.

Amen.

45 JESHURUN (hebraico): "O √ćntegro".

Um nome poético para Israel, usado pelos poetas eruditos do antigo Israel (Dt 32:15; 33:5, 26; Is 44:2).

Pela retidão, seja ajudado e fortalecido Jeshurun, os amados de Luz, um povo remanescente de glória em todos os povos, que vence o mundo de confusão histórica e o poder dos sentidos e propósitos efêmeros.

Amen.

46 KETHER KADMON (hebraico): "A Coroa Primordial".

O atributo da Mente Divina de Deus. A saudação divina usada pelo povo de Deus para a Fonte de toda a Sabedoria no experimento da humanidade.

Kether Kadmon, que Tu me coroes com Sabedoria, Luz e Entendimento, e manifestes a mais alta Honra e Energia Divina para o meu corpo como o templo do Entendimento. Que eu receba a Força para os desafios da vida.

Amen.

47 KISSEI KAVOD (hebraico): "O Trono Glorioso".

O Trono representa o governo espiritual como a verdadeira base para o governo do universo multidimensional, o local do Deus do Deus dos Deuses (Jr 17:12).

Que o Trono de Deus, o glorioso Kissei Kavod, revele aos fi√©is despertos os in√ļmeros integrantes da Fam√≠lia Divina que vive em unidade nos mundos superiores. Que a paci√™ncia e longanimidade do Pai Divino e da M√£e Divina nos guiem no vis√≠vel e invis√≠vel.

Amen.

48 KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI 'TSEBAYOTH (hebraico): "Santo, Santo, Santo √© o Senhor Deus das Legi√Ķes".

A sauda√ß√£o divina (associada ao triplo Kedushah) da Divindade de acordo com as Chaves de Enoch® (Chave 305). "Santo, Santo, Santo" ou o Sanctus √© uma sauda√ß√£o para cumprimentar e discernir os verdadeiros anjos em rela√ß√£o aos falsos anjos e mestres que n√£o t√™m o Amor Divino imanente. A pron√ļncia tradicional √© Kodosh ou Kadosh, mas as Chaves de Enoch® inseriram um "i" no Kodoish como uma vibra√ß√£o adicional (Is 6:3 e, em grego, Rev 4:8).

Que a saudação sagrada, Kodoish, Kodoish, Kodoish, nos ajude a discernir os poderes do universo e nos conduza ao recebimento e renovação da plenitude da vida junto ao Deus Vivente em todos os universos.

Amen.

49 MARIAH (aramaico): "Senhor Deus".

Na Peshitta aramaica, esta era a "expressão" usada para Deus. O termo aramaico para Senhor vem de Mara, que significa Senhor ou Mestre. Quando Jesus foi chamado pelo povo de "meu Senhor", a palavra aramaica era Mar (Mt 8:2; 28:44-45). O termo Mariah-Senhor substituía a palavra hebraica YHWH (Yahweh), referindo-se ao SENHOR Deus apenas, mas em algumas passagens o Messias é chamado Mariah (como em Mt 28:45) por ser ele o Senhor mais alto entre os homens. Os estudiosos aramaicos compreendiam que DEUS é o Senhor do Messias.

Que a resson√Ęncia do Nome Sagrado Mariah nos lembre que "amaremos o Senhor, nosso Deus, com todo o nosso cora√ß√£o, o nosso ser, a nossa for√ßa e a nossa mente". √ď Mariah, com estas palavras a natureza da Tua obra enquanto o Messias imanente √© realizada, e o Teu trabalho como o Filho Eterno na M√£o Direita de YHWH se torna uma realidade para o nosso imitatio Dei. Manifestemos a devo√ß√£o, a grandeza e a bravura espirituais necess√°rias para trabalharmos com a M√£o Direita de Deus.

Amen.

50 MAYIM HAYIM (hebraico): "As √Āguas Vivas".

Um atributo divino da Divindade e uma met√°fora para a Fonte de toda energia e gl√≥ria criadoras (C√Ęntico de Salom√£o 4:15).

Que os Mayim Hayim, as √Āguas vivas, fluam atrav√©s de n√≥s, revigorando todas as mol√©culas e c√©lulas do nosso corpo como as √Āguas Vivas da Vida.

Amen.

51 MESHIAH or MSHECHA (hebraico-aramaico): "Messias", "o Ungido" ou "o Consagrado".

O termo "Messias" √© um t√≠tulo e n√£o um nome pr√≥prio. O Libertador do povo de Deus de acordo com as escrituras designadas a libertar Israel no plano c√≥smico de avan√ßo da ra√ßa ad√Ęmica rumo √† cidadania ativa de participa√ß√£o no Reino do Divino (Ex 28:41; Lv 4:3,5,16; 1Sm 2:10,35; 1Rs 19:16).

Que a vis√£o Messi√Ęnica de liberta√ß√£o me ajude a me tornar ungido ou Cr√≠stico para a eleva√ß√£o da consci√™ncia do povo de Luz em todo o mundo at√© o dia de gradua√ß√£o aos mundos superiores.

Amen.

52 ‘OSE SHALOM (hebraico): "Criador da Paz" ou "O Pacificador".

Aquele que consegue verdadeiramente transformar a agressão da humanidade em Amor Divino, e que ajuda a elevar a humanidade, razão por que são ditas estas palavras no Kaddish, que termina com uma esperança de o Divino estabelecer Paz na vida pessoal e no mundo inteiro.

Que o ‘Ose Shalom ajude a selar e preservar a Paz que ultrapassa todo o entendimento humano para a Miss√£o Divina da Vida.

Amen.

53 ROKEB BA-ARABOT (hebraico): "O Viajante sobre as esferas ou passagens superiores".

O Divino deslocando-se sobre os reinos superiores da cria√ß√£o e pelas dimens√Ķes de eternidade (Sl 68:4).

Que o Rokeb Ba-arabot que viaja pelas nuvens e governa as hiperdimens√Ķes de gl√≥ria manifeste como O Amado a grande revela√ß√£o √†s na√ß√Ķes do mundo e d√™ aos que buscam conhecer a abertura dos c√©us o testemunho do poder de revela√ß√£o dentro dos Nomes.

Amen.

54 RUACH HA KOIDESH (hebraico): "O Espírito Santo".

O Espírito Infinito de Deus que é Santo e se expressa como uma parte central do Poder da Trindade para Todo o Universo. Esta expressão também está associada a Hagios Pneuma em grego (p. ex., Lucas 11:13; Ef 1:13; 4:30; Is 63:10-11).

Que os maravilhosos poderes do Ruach Ha Koidesh santifiquem e vivam em nós como o Confortador Divino e o Suplicante de Fé.

Amen.

55 SABAOTH HA MALKA (hebraico) "Rainha do Sabbath".

O divino como o aspecto feminino da Divindade. Uma expressão dada à Contraparte Divina do Pai da Criação.

Que a Rainha do Sabbath ative a natureza interna de fulgor, composta de in√ļmeras centelhas que tomam a forma da veste nupcial de poderes amorosos no influxo da Vontade Suprema vinda do lado feminino do Divino.

Amen.

56 SAR SHALOM (hebraico): "O Príncipe da Paz".

O Libertador designado a libertar Israel (Is 9:6).

Que o Príncipe da Paz, Sar Shalom, o Salvador, o Maravilhoso Conselheiro, O Poderoso e Eterno, realize a verdadeira Liberação e Paz interna, e ajude os que lutam para entender o significado do veículo-diamante neste mundo de forma ilusória.

Amen.

57 SHEKINAH (hebraico): "A Presença Divina".

A Glória Divina manifestada ao povo santo de YHWH onde quer que A Presença seja sentida.

√ď Shekinah, sejamos aben√ßoados neste mundo com a Dispensa√ß√£o dos Dons do Esp√≠rito Santo. Sejamos regenerados tr√™s vezes: uma vez no corpo, uma vez na mente e uma vez no esp√≠rito.

Amen.

58 SHEM HAMEFORASH (hebraico): "O Nome Divino Inef√°vel".

O Tetragrama que não é pronunciado, mas mantido Sagrado.

Que o Shem HaMeforash abençoe e governe a criação humana em todos os mistérios internos da vida, na proteção da futura evolução do DNA.

Amen.

59 SHEMA YISRAEL (hebraico): "Ouve, ó Israel".

A mais sublime ora√ß√£o de Israel, encontrada no fundamento de Deuteron√īmio 6:4.

√ď Shema Yisrael, que a convoca√ß√£o sagrada √† Terra Natal no Alto nos erga ao n√≠vel mais elevado no qual entendamos o convite para a vibra√ß√£o Divina do Eterno e para a m√ļsica das esferas que sustenta a Paz do universo.

Amen.

60 SHEMOTH (hebraico): "Nomes".

Esta expressão é o nome hebraico para o livro de "Êxodo", que provê o Programa Divino de Libertação. Ele é assim chamado porque estas são as primeiras três palavras na primeira frase do segundo livro da Torah.

√ď Divino Eterno, que o √äxodo Divino atrav√©s da Tua Interven√ß√£o como Shemoth nos prepare para o √™xodo c√≥smico deste mundo para os mundos superiores da Casa de Muitas Moradas.

Amen.

61 URIM-THUMMIM (hebraico): "As Luzes e os Poderes".

As ferramentas sacramentais do sacerdócio superior para comunicação parafísica (Ex 28:30; Lv 8:8; Dt 33:8; Esd 2:63; Ne 7:65; Urim apenas: Nm 27:21; 1Sm 28:6).

Que os poderes imanentes dos Urim e Thummim abram a natureza interna da vida aos grandes poderes do sacerdócio superior do Universo.

Amen.

62 VAY-YIK-RA (hebraico): "O Chamado".

Esta expressão é o nome hebraico para o livro de "Levítico" ser usado pelo sacerdócio que compreende o poder da oração e a convocação à Santidade, como a primeira palavra do livro.

Que a Lei Divina, na express√£o de Vay-Yik-Ra, nos conduza ao caminho de santidade e nos purifique das limita√ß√Ķes deste mundo e das realidades sombrias do cosmo inferior.

Amen.

63 YAHWEH (hebraico): "O Nome Revelado do Divino".

O Nome do Divino Esp√≠rito Santo √© encontrado mais de 6.800 vezes no Antigo Testamento e √© usado pela primeira vez em Gn 2:4. √Č usado com o artigo definido "o" pela primeira vez nas escrituras ap√≥s Enoch ter andado com Deus.

√ď Eterno Deus Vivente, Yahweh, sem in√≠cio nem fim, que Tu sempre estejas comigo na partilha do Teu Nome Revelado da verdadeira natureza da Parceria Divina. Que o poder e as permuta√ß√Ķes do Teu Nome Sagrado guie as nossas vidas como Tu guiaste a di√°spora do Teu povo no Universo nos √©ons anteriores ao planeta Terra.

Amen.

64 YAHWEH ELOHIM (hebraico): "Deus Criador" ou "Senhor Deus".

Em Gênesis 2:4 esta expressão é dada para juntar a natureza do Divino revelada em Gênesis 1 com a do Deus Pessoal revelado em Gênesis 2 (p. ex., Juízes 5:3; Is 17:6; Sl 59:5).

Nos Teus Nomes Revelados da verdadeira Divindade Vivente, Yahweh Elohim, que o Teu Nome glorioso nos acompanhe de universo em universo e faça de nós verdadeiros filhos e filhas de Luz.

Amen.

65 YAHWEH ROI (hebraico): "O Senhor é o meu Pastor".

Esta expressão revela o Divino como o Senhor que cuida de nós por toda a eternidade (Ps. 23:1).

√ď Yahweh Roi, desperta como o ve√≠culo-j√≥ia de corpo, mente e esp√≠rito no trabalho da Torah Or.

Amen.

66 YAHWEH SHALOM (hebraico): "A Paz de Yahweh".

Esta expressão que reconhece o Divino é Paz, e é percebida na forma da Pomba, usada para elevar a criação (Juízes 6:24).

√ď Deus Amoroso, Yahweh Shalom, d√°-nos a "Paz que ultrapassa todo entendimento humano" e exalta no nosso cora√ß√£o o Teu Amor por n√≥s como o Eterno Santificado. √ď Divino de Paz Eterna, eleva o nosso cora√ß√£o para podermos ver em meio ao turbilh√£o das gal√°xias a Paz prevalecer atrav√©s da Lei e da Palavra vindas de Ti, o verdadeiro Deus Vivo de Paz Eterna e a Celebra√ß√£o da Vida.

Amen.

67 YIGDAL ELOHIM CHAI (hebraico): "Seja Exaltado O Deus Vivo".

O título usado para oração e louvor da natureza superior e ampliada do Deus Vivente existente em todos os universos. Em toda oração e meditação, que as palavras dos meus lábios exaltem Yidgal Elohim Chai. Seja concedido grande discernimento ao exaltarmos o Deus Vivo que se levanta diante de todos os deuses e senhores da criação como a Essência Divina orientadora perante todos os mundos planetários físicos.

Amen.

68 YOD HE VAU HE (hebraico): "O Tetragrama".

As Letras Sagradas do Nome Divino como a base do trabalho Divino das Chaves de Enoch®, bem como dos s√°bios atrav√©s dos s√©culos.

Que as quatro letras sagradas Yod-He-Vau-He, o projeto da Vida Divina no Adam físico, esteja sobre as nossas frontes no frescor e alegria do projeto despertado da supernatureza. Santificado seja o Teu Santo Nome.

Amen.

69 YOSHUA YAHWEH (hebraico): "O Nome Ungido de Yahweh".

Esta express√£o significa "Bendito seja Yoshua, o Libertador que vem no Nome do Divino". Esta √© uma confiss√£o do reconhecimento do Trabalho em Unidade da Reden√ß√£o entre o Pai e o Filho, a Atribui√ß√£o Messi√Ęnica.

Divino Filho Eterno, que és gerado do Pai como Yoshua Yahweh, que o Teu trabalho abençoado de Graça e Amor seja conhecido no reino da humanidade. Que o Teu Nome seja exaltado conforme dizemos ao longo das eras: Bendito seja Yoshua que vem no nome de Yahweh.

Amen.

70 YOTZER HA'ADAM (hebraico): "O Criador de Adam".

O primeiro homem composto das formas-pensamento do Divino nos mundos superiores que emanou no pó deste mundo. Esta é a segunda de sete bênçãos recitadas no fim da celebração de casamento hebraica tradicional.

√ď Yotzer Ha-Adam, Divino Criador Eterno da semente ad√Ęmica, sejam sempre lembrados a Imagem da Humanidade no Adam, e que a imagem e similitude desta vida provieram dos n√≠veis mais altos da Tua Mente e da Tua Imagem.

Amen.

71 YOTZER MEOROT (hebraico): "O Criador dos Luminares".

A Mente Divina como Criadora dos mundos superiores.

√ď Yotzer Meorot, Criador vivente e exaltado dos Luminares, possamos contemplar a Tua obra na vastid√£o do Teu esplendor no turbilh√£o dos sistemas estelares de gl√≥ria.

Amen.

72 ZEIR ANPIN (hebraico): "O da Face Pequena, o Microprosopo".

A Face mais próxima de Deus no universo físico, de acordo com os místicos judeus.

Amado e Face Radiante revelada aos santos, que a Tua Face, Zeir Anpin, seja uma testemunha de Vida Eterna. Que a Glória da Tua face nos lembre o grande Amor e a Beleza da Tua natureza sublime que vive dentro da nossa imagem e do nosso destino como a Tua Semente Celestial em forma humana. Que o encontro da Tua Presença, face a face, se dê através do Teu Nome Santo YHWH.

Amem.




Isaías 11.1-9 Estudando para aprender
1. Introdução
Quero iniciar fazendo uma aprecia√ß√£o subjetiva e dizer que o texto em foco tem, a meu ver, uma constru√ß√£o liter√°ria bonita. As imagens s√£o riqu√≠ssimas: um toco, um broto e uma raiz falam por si. E o que dizer de uma vara que concretiza o sentido das palavras que saem da boca? Ou do sopro de l√°bios que mata perversos? E o que dizer da imagem do cinto bem afivelado, comparado √† justi√ßa? Certamente √© bem diferente da compara√ß√£o da justi√ßa com pura conversa. Lobos e ovelhas, leopardos e cabritinhos, bezerros e le√Ķes, vacas e ursas, filhotes de vacas e ursas juntos, le√Ķes e bois, criancinhas e cobras, crian√ßas guiando, filhotes pastando, crian√ßa enfiando a m√£o em toca, √°guas enchendo o mar. S√£o muitas tentativas de encontrar um recurso para mostrar um futuro n√£o percept√≠vel a “olho nu”, isto √©, a partir do que se costuma enxergar no dia a dia. Num primeiro instante, aparecem imagens isoladas. Depois v√™m as imagens relacionadas entre si, que, pelo que se costuma experimentar, n√£o combinam: leopardos e cabritinhos? Bezerros e le√Ķes?... A “olho nu”, sem chance!
2. Exegese e meditação
Se o jeito de dizer as coisas, ali√°s, as mesmas coisas, aqui no cap√≠tulo 11 (v. 1 a 9) assemelha-se a 9.1-6, o tempo do verbo aqui muda. No cap√≠tulo 9, o tempo √© presente. Agora √© futuro. Agora √© promessa. L√° em 9.2: “O povo que andava nas trevas viu uma luz”. Al√©m disso, l√° d√°-se “nome aos bois”. S√£o citadas as tribos de Zebulom e Naftali e a regi√£o entre o Mediterr√Ęneo e a Galileia. Aqui, no cap√≠tulo 1, n√£o se √© t√£o espec√≠fico. Aqui o “rodo passa geral”. Isa√≠as 11.1-9 n√£o trata de um caso espec√≠fico, mas aplica uma simbologia geral. Ela serve para casos de diversas √©pocas. Ent√£o nossa experi√™ncia nos dias de hoje ajuda a suspeitar do seguinte: quando a gente acabou de passar por um caso, a gente cita esse caso quando fala. Quando, por√©m, a gente j√° colecionou uma s√©rie de casos, ent√£o a gente generaliza. Por exemplo, se voc√™ visitar algu√©m que acabou de sofrer uma perda significativa, √© prov√°vel que o centro da conversa seja a referida perda. Se, por√©m, voc√™ visitar fora do contexto de uma perda significativa, o assunto tamb√©m poder√° girar ao redor de perda, mas o enfoque ser√° mais geral. √Č o que acontece em nosso texto. Por isso √© poss√≠vel ver nele uma experi√™ncia acumulada. Em outras palavras, se ele acumula a viv√™ncia de mais casos, ele precisou de mais tempo para acumular essa experi√™ncia. Trata-se, pois, de um texto mais tardio na hist√≥ria do povo de Deus. Resumindo, Isa√≠as 11.1-9 condensa um per√≠odo em que as experi√™ncias sucederam-se e ensinaram a mesma li√ß√£o. Qual √© essa li√ß√£o? Vamos resumi-la assim: est√° dif√≠cil perceber continuidade no desenvolvimento da rela√ß√£o de Deus com seu povo. Est√° questionada a ideia de que a hist√≥ria √© feita de uma linha ascendente rumo √† felicidade geral. A figura usada no texto para fazer esse questionamento √© o toco que brota. O fenomenal √© isto: h√° uma interrup√ß√£o. Mas que interrup√ß√£o √© essa? √Č uma interrup√ß√£o que n√£o representa o fim. √Č uma forma dial√©tica de garantir o que est√° em 2 Samuel 7.16: “Voc√™ sempre ter√° descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. E a sua descend√™ncia real nunca terminar√°”.
Proponho uma divis√£o do texto em cinco partes:
1 – “E sair√° um rompante do cepo de Jess√©; um ramo desabrochar√° de suas ra√≠zes. Sobre ele repousar√° o esp√≠rito de Jav√©: esp√≠rito de sabedoria e entendimento, esp√≠rito de aconselhamento e empoderamento, esp√≠rito de reconhecimento e temor de Deus” (v. 1-2): Esse trecho comp√Ķe uma esp√©cie de introdu√ß√£o na qual √© apresentado o “x” da quest√£o: o cepo (tronco, caule, ...) e seu conte√ļdo, isto √©, o cepo com uma din√Ęmica, que √© o broto, a ramagem. √Č importante notar que tamb√©m a√≠ tem uma simbologia riqu√≠ssima, pois algo em si est√°tico ganha uma din√Ęmica num fen√īmeno que inclui um rompante. Algumas tradu√ß√Ķes falam em “rebento”, o que pode criar associa√ß√£o com “arrebentar”, isto √©, estourar. Em seguida, vem a tradu√ß√£o da figura para um sentido teol√≥gico, que √© a qualifica√ß√£o do sujeito da promessa pelo Esp√≠rito de Jav√© que sobre ele atua: sabedoria e entendimento, aconselhamento e empoderamento, reconhecimento e temor de Deus.
De minha parte, ainda estou muito acostumado com a linguagem da B√≠blia traduzida por Almeida: “O Esp√≠rito de sabedoria e de entendimento, o Esp√≠rito de conselho e de fortaleza, o esp√≠rito de conhecimento e de temor do Senhor”. Considero essa forma de diz√™-lo melhor do que a vers√£o da B√≠blia na Linguagem de Hoje, que, a meu ver, tentando formar frases mais arredondadas, camufl a a tipologia do Esp√≠rito: “sabedoria, conhecimento, capacidade e poder. Ele temer√° o Senhor, conhecer√° a sua vontade e ter√° prazer em obedecer-lhe”. Proponho permanecer com o trip√©: 1) sabedoria e entendimento; 2) aconselhamento e empoderamento; 3) reconhecimento e temor de Deus.
Parece-me que a palavra empoderamento (ainda n√£o devidamente incorporada pelos dicion√°rios) alcan√ßou nosso discurso teol√≥gico por meio da reflex√£o sobre diaconia em √Ęmbito global. A concep√ß√£o de diaconia em contexto precisa de uma palavra para traduzir na √°rea da educa√ß√£o aquilo que, na √°rea da assist√™ncia, √© chamado de transfer√™ncia de renda. Ao lado da transforma√ß√£o e da reconcilia√ß√£o, o empoderamento forma o trip√© da a√ß√£o diaconal e refere-se √† transfer√™ncia de poder a sujeitos-alvo de processos de inclus√£o.
2 – “Ter√° prazer no temor de Jav√©. N√£o julgar√° segundo a apar√™ncia. N√£o dar√° a senten√ßa pelo ouvir dizer. Julgar√° com justi√ßa os enfraquecidos e pronunciar√° senten√ßa, concedendo direito aos pobres da terra” (v. 3-4a): Essa parte nomeia as consequ√™ncias pr√°ticas do empoderamento a partir da atua√ß√£o do Esp√≠rito de Jav√©: ter prazer em seguir o Senhor; julgar sem se basear em apar√™ncias; decidir sem se basear em conversa de terceiros; fazer justi√ßa no julgamento das causas das pessoas que foram enfraquecidas e defender com justi√ßa o direito dos necessitados da terra. No m√≠nimo, vejo neste segundo bloco uma tend√™ncia √† parcialidade.
3 – “Como se fossem uma vara, suas palavras v√£o ferir as pessoas violentas e, com o f√īlego que sair√° de seus l√°bios, matar√° as perversas. A justi√ßa ser√° o seu suspens√≥rio e a fidelidade o seu cinto” (v. 4b-5): Aqui temos a caracteriza√ß√£o de sua a√ß√£o: palavra e esp√≠rito empoderados e governo com base em justi√ßa e honestidade. Essa prepara√ß√£o para a miss√£o pode ser aprovada por todos os movimentos de justi√ßa e n√£o viol√™ncia, pois n√£o h√° armas – h√° o poder das palavras e o esp√≠rito, o f√īlego de Deus. No lado oposto, aquelas pessoas que defendem a pena de morte para as pessoas violentas e perversas provavelmente v√£o considerar uma “santa ingenuidade” querer ir para o enfrentamento com palavras e f√īlego. A indument√°ria, por√©m, n√£o nos deixa d√ļvida: quem entra nesse embate com palavras e f√īlego est√° seguro duas vezes, pelos ombros e pela cintura, com justi√ßa e fidelidade.
4 – “Ent√£o o lobo habitar√° com o cordeiro. O leopardo deitar√° ao lado do bode. Um menino vai guiar o bezerro, o le√£ozinho e o novilho gordo. A vaca e a ursa pastar√£o juntas, de forma que seus filhotes deitar√£o um perto do outro; e o le√£o comer√° palha assim como faz o boi. A crian√ßa de peito brincar√° sobre a toca da cobra venenosa e a crian√ßa desmamada meter√° a m√£o na cova da serpente” (v. 6-8): O trecho apresenta-nos figuras ut√≥picas que d√£o uma ideia da profundidade das mudan√ßas anunciadas. O conte√ļdo da promessa j√° foi apresentado nos vers√≠culos anteriores. Aqui as imagens s√£o como um refor√ßo. As imagens acentuam o que precisa ser destacado: a promessa √© para quem cr√™; e crer inclui a aposta no improv√°vel.
5 – “N√£o se praticar√° o mal, e ningu√©m promover√° destrui√ß√Ķes em todo o meu santo monte, pois o reconhecimento de Jav√© ser√° pleno em toda a terra” (v. 9): Este √ļltimo trecho conclusivo descreve um cen√°rio de paz. N√£o se trata de qualquer paz, mas daquela que vem em consequ√™ncia da pr√°tica de justi√ßa e do reconhecimento de Deus, isto √©, do ser humano colocar-se no seu devido lugar.
√Č poss√≠vel fazer uma interpreta√ß√£o diferente do ditado “√°gua mole em pedra dura tanto bate at√© que fura”. Via de regra, ele √© usado para falar em sentido positivo do fen√īmeno da persist√™ncia como algo que faz vencer nos processos dif√≠ceis. Podemos, no entanto, us√°-lo tamb√©m para dizer que, de tanto ver a mesma coisa, come√ßa-se a acreditar que √© assim mesmo. A mentira muito repetida torna- -se verdade. Provavelmente, a mentira estava se tornando verdade no contexto de atua√ß√£o do profeta. Tanta experi√™ncia de derrota e destrui√ß√£o fazia crer que Deus tinha mesmo abandonado seu povo. Digamos que o profeta ouvia coisas assim: “Se tu achas que n√£o √© assim, mostra-me pelo menos um sinal de supremacia de nosso povo nos √ļltimos tempos”.
Diante disso, ele n√£o se p√īs a recolher migalhas de pequenas vit√≥rias aqui e acol√°, como seria de se esperar de algu√©m que quisesse provar a atua√ß√£o de Deus:
“√Č, mas tamb√©m tem coisa boa acontecendo...”. “N√£o esque√ßa que Deus tamb√©m tem te aben√ßoado e tu nem te d√°s conta disso...”. “Quem sabe Deus est√° te aplicando um corretivo...”. Frases assim, que nos s√£o conhecidas e t√™m claramente a inten√ß√£o de convencer em contexto desfavor√°vel, n√£o estavam na linha de argumenta√ß√£o do profeta. A gente vai procurando uma justificativa plaus√≠vel. O profeta, por√©m, n√£o faz isso. Ele n√£o procura resqu√≠cios de imagens que possam provar que Deus est√°, sim, fazendo coisas boas, “s√≥ que tu n√£o enxergas”. Ao contr√°rio disso, o profeta recorre a imagens de cenas totalmente improv√°veis, como se estivesse dizendo: “Olha, meu filho, se tua forma de pensar n√£o inclui espa√ßo para o imposs√≠vel, para o desconhecido e para a novidade, n√£o iremos adiante”. N√£o √© tamb√©m isso que nos diz o Novo Testamento? “Ora, a f√© √© a certeza de cousas que se esperam, a convic√ß√£o de fatos que n√£o se veem” (Hb 11.1).
3. Imagens para a prédica
Hoje precisamos do dom do Espírito, que, segundo o profeta Isaías, pousará sobre o rebento do cepo de Jessé. Qual é esse dom?
3.1 – Sabedoria e entendimento
Tem gente que sabe muitas coisas e não consegue lidar bem com elas. Tem o dom de fazer e criar, mas não o de lidar com sua capacidade de fazer e criar. Algumas pessoas, por exemplo, são artistas, e esse dom não as ajuda na construção de uma vida estável. Por isso o dom do Espírito inclui sabedoria e entendimento, entendimento e sabedoria. O sentido completo desse dom espiritual é tê-lo e saber lidar com ele.
3.2 – Aconselhamento e empoderamento
O dom do Esp√≠rito que pousar√° sobre o rebento de Jess√© n√£o s√≥ inclui o dom espiritual que ajuda a pessoa a organizar seu pr√≥prio mundo interior e a lidar com o que sabe. Ele tamb√©m tem essa segunda dimens√£o do aconselhamento e empoderamento. Essa dimens√£o est√° dirigida √† rela√ß√£o com a outra pessoa. Jesus sempre empoderava as pessoas pobres e sofridas que ajudava. Dava o conselho de tal forma que o poder da outra pessoa aumentava. “A tua f√© te salvou”, dizia ele. Aquilo que a tradu√ß√£o de Almeida chama de “conselho e fortaleza” √© isto: a capacidade que um testemunho tem de servir de conselho e a capacidade que ele tem de transferir poder ao p√ļblico-alvo de uma a√ß√£o diaconal.
3.3 – Reconhecimento e temor de Deus
A terceira dimens√£o do dom do Esp√≠rito, apontada por Isa√≠as 11.1-2, n√£o √© nem s√≥ para quem recebe e nem s√≥ para as pessoas que se relacionam com quem o recebe. A terceira dimens√£o aponta a rela√ß√£o da pessoa que recebeu o dom com Deus. Assim se completam os tr√™s n√≠veis de relacionamento que v√™m do dom do Esp√≠rito: relacionar suas capacidades consigo mesmo (com suas emo√ß√Ķes, com seu mundo interior), relacionar sua capacidade com o aconselhamento e empoderamento de outras pessoas (as benefici√°rias, o p√ļblico-alvo) e, em terceiro lugar, reconhecer Deus e andar no seu temor. Nessa terceira rela√ß√£o, n√£o se trata de ter medo do castigo de Deus. Andar no “temor de Deus” √© andar sabendo que Deus est√° vendo o que √© feito. Quem cr√™ nunca est√° s√≥. A “vantagem” de quem tem f√© sobre quem n√£o tem √© que o primeiro est√° de m√£os dadas com Deus e o segundo n√£o o v√™. Diz-se que a √©tica ou falta dela prova-se no que a pessoa faz quando ningu√©m est√° vendo. Isso √© conhecimento e temor de Deus. Quem cr√™ n√£o corre, pois, o risco da falta de √©tica.
4. Subs√≠dios lit√ļrgicos
O hino “Da cepa brotou a rama”, de Reginaldo Veloso, que consta no n¬ļ 310 do hin√°rio Hinos do Povo de Deus da IECLB, n√£o pode, evidentemente, faltar nesta celebra√ß√£o. O texto do Evangelho de Lucas 2.1-7 inclui o relato da viagem de Jos√© e Maria a Bel√©m, o que trata de colocar Jesus na linhagem de Davi, “abotoando” a profecia de Isa√≠as ao evangelho. O texto do evangelho tem “plasticidade”. √Č de f√°cil dramatiza√ß√£o, o que pode ser aproveitado como recurso lit√ļrgico. O narrador da cena pode ser o ap√≥stolo Paulo de Romanos 1.1-7. A palavra “Roma” pode ser substitu√≠da pelo nome da cidade ou localidade onde est√° ocorrendo a celebra√ß√£o. O espa√ßo lit√ļrgico pode receber, excepcionalmente, mais uma refer√™ncia. Essa √© um centro de cen√°rio que representa Bel√©m. Pode ser representado por um caule brotado colocado perto do p√ļlpito. √Č para l√° que Jos√© e Maria se dirigem. E √© l√° que est√° o narrador, que tem como recurso as partes de um banquinho (mocho) de tr√™s pernas. √Ä medida que a prega√ß√£o vai descrevendo o dom do Esp√≠rito, conforme Isa√≠as 11.1-2 (vide Imagens para a Pr√©dica acima), o banco vai sendo montado. No fi nal, Maria senta no banco.


O HOMEM √Č PECADOR. DEUS √Č AMOR. JESUS √Č A SALVA√á√ÉO.

No evangelho escrito por Jo√£o, Jesus faz diversas declara√ß√Ķes sobre a sua pessoa, seu prop√≥sito e nos mostra claramente que ele √© o caminho para a vida eterna.
Neste evangelho, Jesus declara que √© o filho de Deus, que foi enviado por Deus para cumprir na cruz do calv√°rio o plano de Deus para a salva√ß√£o do homem.
Sobre a sua pessoa, Jesus fez sete declara√ß√Ķes no Evangelho de Jo√£o:
·         Eu sou o p√£o da vida;
·         Eu sou a luz do mundo;
·         Eu sou a porta das ovelhas;
·         Eu sou o Bom Pastor;
·         Eu sou a ressurrei√ß√£o e a vida;
·         Eu sou o caminho a verdade e a vida;
·         Eu sou a videira verdadeira.
Todas as declara√ß√Ķes acima foram feitas para mostrar que n√£o h√° outro caminho para nos levar at√© Deus, sen√£o por Jesus Cristo.
No evangelho de João encontramos também um texto tido por muitos como o texto áureo da Bíblia. João 3:16 é um versículo de grande profundidade e faz uma espécie de resumo daquilo que Deus planejou para nós na pessoa de Jesus:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu √ļnico filho para que todo aquele que nele crer n√£o pere√ßa, mas tenha a vida eterna.
Em seu livro “3:16 – A mensagem de Deus para a vida eterna”, o escritor americano Max Lucado, escreveu sobre este vers√≠culo:
Se você não sabe nada sobre Deus, comece por aqui. Se você acha que já sabe tudo sobre Deus, volte sempre para João 3:16. Todos nós precisamos deste lembrete. Afinal, a essência do problema humano é o coração, e o tratamento de Deus está escrito em João 3:16.
João 3.16 é simples o bastante para não discutirmos, é grande o bastante para não entendermos, mas é profundo o bastante para nos explicar o maior e mais sublime plano de Deus para as nossas vidas.
No evangelho de Jo√£o algumas palavras ou frases importantes s√£o empregadas com uma frequ√™ncia muito grande. Alguns exemplos:
·         Crer;
·         Luz;
·         Palavra;
·         Amor;
·         Mundo;
·         Trevas;
·         Vida eterna;
·         Eu sou...
·         Entre outras.
O evangelho de Jo√£o √© belo, traz sossego para a alma e consolo aos nossos cora√ß√Ķes. √Č um livro de leitura agrad√°vel, aconselhador e estimula a nossa f√© em Jesus Cristo, o filho de Deus.
Portanto, leia a B√≠blia, leia este evangelho e encontre uma maravilhosa fonte do saber de Deus, revelado na pessoa de Jesus Cristo. 



Filhos de Deus mediante a fé

“Pois todos v√≥s sois filhos de Deus mediante a f√© em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, n√£o pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos v√≥s sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, tamb√©m sois descendentes de Abra√£o e herdeiros segundo a promessa” (G√°latas 3:26-29).
Os seres humanos n√£o t√™m privil√©gio maior que se tornarem filhos de Deus. Este ponto n√£o √© disputado por aqueles que professam afei√ß√£o por Jesus como o Cristo. Aqueles que acreditam na B√≠blia como a palavra inspirada por Deus concordam em rela√ß√£o √† necessidade de serem “filhos de Deus mediante a f√©”. Sabemos que os filhos de Deus s√£o “co-herdeiros com Cristo” (Romanos 8:12-17). Os filhos de Deus t√™m o direito de clamar “Aba, Pai” (Romanos 8:15; G√°latas 4:6). Estes filhos devem receber a “gl√≥ria a ser revelada” (Romanos 8:18-19). Gra√ßas a Deus que podemos ser seus filhos!
Muitos de n√≥s concordamos com a necessidade de sermos filhos de Deus, mas nem sempre concordamos em rela√ß√£o a quem s√£o os filhos de Deus. Um estudo detalhado do nosso texto deve esclarecer um pouco este assunto. Se repararmos express√Ķes equivalentes a “v√≥s sois filhos de Deus mediante a f√©” podemos entender melhor o que envolve ser filhos de Deus.
“Se sois de Cristo”
Para os filhos de Deus, Paulo disse, “se sois de Cristo” (v. 29). Se torna filho de Deus por causa de uma compra, assim √© de Cristo. Ele foi comprado com o sangue redentor de Jesus (1 Tim√≥teo 2:6; Mateus 26:28; Atos 20:28). Aqueles que foram comprados (redimidos) “pelo precioso sangue...de Cristo” (1 Pedro 1:18-19) s√£o os mesmos que purificaram as suas almas, “pela obedi√™ncia √† verdade” (1 Pedro 1:22) e que foram “regenerados... mediante a palavra de Deus” (1 Pedro 1:23). Aquele que pertence a Cristo √© obrigado a se submeter continuamente √† sua autoridade (1 Cor√≠ntios 6:19-20; G√°latas 2:20).
“Tamb√©m sois descendentes de Abra√£o”
Paulo tamb√©m escreveu aos filhos de Deus, “tamb√©m sois descendentes de Abra√£o” (v. 29). Quem √© filho de Deus hoje goza este privil√©gio por causa da promessa que Deus fez a Abra√£o h√° muito tempo (G√™nesis 12:3). Os fi√©is s√£o herdeiros desta promessa. S√£o filhos (herdeiros) por causa das suas liga√ß√Ķes espirituais com Abra√£o e n√£o por causa de liga√ß√Ķes carnais. Aqueles ainda envolvidos na tradi√ß√£o judaica (que se orgulhava das suas liga√ß√Ķes carnais com Abra√£o) acharam dif√≠cil aceitar isso – muitas vezes, depois de terem aceitado a Cristo. √Č o objetivo de Paulo em G√°latas 3 mostrar a tais pessoas que √© poss√≠vel algu√©m ser um filho de Deus, um herdeiro, e um descendente de Abra√£o sem fazer parte da sua descend√™ncia carnal e separado da sua lei nacional, a lei de Mois√©s. Ele mostra que a promessa de Deus a Abra√£o inclu√≠a mais do que seus herdeiros carnais – inclu√≠a “todos os povos”, os gentios (G√°latas 3:8-9). Cristo era a semente atrav√©s da qual as na√ß√Ķes do mundo seriam aben√ßoadas (G√°latas 3:16). Assim, aqueles em Cristo s√£o descendentes de Abra√£o. Esta b√™n√ß√£o veio atrav√©s de uma promessa dada muito antes da lei de Mois√©s (G√°latas 3:17-18), assim mostrando que se √© filho de Deus pela f√© em Cristo, de acordo com a promessa, e n√£o de acordo com a lei. Ent√£o, qualquer pessoa, seja judeu ou grego, pode pela f√© ser recipiente da b√™n√ß√£o prometida √† descend√™ncia de Abra√£o sem ser descendente pela carne ou estar sujeito √† lei dada aos seus descendentes carnais. Esta lei desde ent√£o serviu o seu prop√≥sito (G√°latas 3:23-27).
“Todos v√≥s sois um em Cristo Jesus”
A l√©m disso, Paulo disse, “todos v√≥s sois um em Cristo Jesus” (v. 28). Um filho de Deus √© unido com todos os outros que s√£o filhos de Deus mediante a f√©. Em Cristo h√° UM corpo ou uma igreja (Ef√©sios 1:22-23; 4:4). Aqueles que estavam longes s√£o reconciliados em UM corpo (Ef√©sios 2:13,16). A B√≠blia n√£o conta nada de filhos de Deus estando em Cristo e estando em corpos ou igrejas diferentes. A uni√£o est√° “em Cristo” e n√£o numa uni√£o fabricada pregada em confer√™ncias humanas. √Č o resultado natural de todas as pessoas serem reconciliadas com Deus.
“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo”
Paulo continuou escrevendo a estas pessoas, “porque todos quantos fostes batizados em Cristo...”. A palavra “porque”, que inicia o vers√≠culo 27 mostra que o autor est√° dando uma raz√£o por serem filhos de Deus mediante a f√©. O motivo exato por serem filhos de Deus √© que foram batizados em Cristo. Assim, ningu√©m pode ser um filho de Deus sem que tenha sido batizado em Cristo. Aquele que ensina a doutrina de “somente f√©” encontraria pouco conforto no vers√≠culo 26 se se preocupasse com o vers√≠culo 27. A passagem inteira mostra que o ensinamento da B√≠blia de salva√ß√£o pela f√© envolve muito mais do que dar um assentimento mental √† verdade que √© Jesus o Cristo. Um filho de Deus √© um cuja f√© o levou a obedecer ao Senhor atrav√©s do batismo (cf. Marcos 16:16; Atos 2:38,41,47; 1 Pedro 3:21; Atos 22:16).
Amigo, ser um filho “de Deus mediante a f√©” √© ser “de Cristo”; √© ser “descendente de Abra√£o”; √© ser “um em Cristo”; √© ser “batizado em Cristo”. S√£o express√Ķes equivalentes para as mesmas pessoas dadas no mesmo contexto. Voc√™ n√£o deseja se tornar um filho de Deus hoje?


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Romanos 4:20 “E n√£o duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na f√©, dando gl√≥ria a Deus”.
VERDADE PR√ĀTICA
A justificação dos pecados diante de Deus ocorre somente pela fé.
LEITURA DI√ĀRIA
Segunda — Rm 4.2: Abra√£o foi justificado pela f√© e n√£o pelas obras da carne
Ter√ßa — Rm 4.3: Abra√£o creu em Deus e por isso Ele o aceitou e justificou
Quarta — Rm 4.6: Feliz √© o homem a quem Deus imputa a sua justi√ßa
Quinta — Rm 4.7: Felizes s√£o aqueles a quem o Senhor perdoa as iniquidades
Sexta — Rm 4.9: A Palavra de Deus afirma que a f√© foi imputada como justi√ßa a Abra√£o
S√°bado — Rm 4.16: Salva√ß√£o somente pela f√©, mediante a gra√ßa divina
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE
Romanos 4:17-22
17 — (como est√° escrito: Por pai de muitas na√ß√Ķes te constitu√≠), perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que n√£o s√£o como se j√° fossem.
18 — O qual, em esperan√ßa, creu contra a esperan√ßa que seria feito pai de muitas na√ß√Ķes, conforme o que lhe fora dito: Assim ser√° a tua descend√™ncia.
19 — E n√£o enfraqueceu na f√©, nem atentou para o seu pr√≥prio corpo j√° amortecido (pois era j√° de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
20 — E n√£o duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na f√©, dando gl√≥ria a Deus;
21 — e estando cert√≠ssimo de que o que ele tinha prometido tamb√©m era poderoso para o fazer.
22 — Pelo que isso lhe foi tamb√©m imputado como justi√ßa.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a doutrina bíblica da justificação pela fé, conforme a Carta aos Romanos nos capítulos 3.1- 4.25. Esses textos contêm uma das mais contundentes defesas de Paulo em favor da justificação pela fé, independente das obras. Para uma melhor compreensão deste tema tão relevante, a argumentação do apóstolo será dividida em três partes: a justificação manifestada, a justificação contestada e a justificação exemplificada. A chamada de Abraão, o grande patriarca de Israel, será a base da argumentação de Paulo para provar a doutrina da justificação somente pela fé. O argumento de Paulo é que todas as bênçãos de Deus e todas as suas promessas são frutos da sua graça para conosco.
I. A JUSTIFICAÇÃO MANIFESTADA (Rm 3.21-26)
  1. Um culpado que √© inocentado. Em Romanos 3.21, lemos: “Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justi√ßa de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas”. Paulo nos mostra como Deus se revelou para alcan√ßar os gentios e judeus. Os gentios estavam debaixo da ira de Deus, porque falharam em conhec√™-lo. Os judeus tamb√©m estavam debaixo da ira divina, por n√£o conseguirem guardar a Palavra do Senhor. O voc√°bulo manifestou, no grego, vem de uma raiz cujo significado √© tornar manifesto ou vis√≠vel ou conhecido o que estava escondido ou era desconhecido. Deus, na pessoa de Jesus Cristo, tornou conhecido o seu grande amor para com os pecadores. Encontramos Paulo recorrendo a uma figura extra√≠da do mundo jur√≠dico para esclarecer o seu pensamento. O termo justi√ßa traduz a palavra grega dikaiosyne, muito comum no contexto de um tribunal. A imagem √© de algu√©m que √© inocentado por um juiz, mesmo sendo culpado pelos seus atos. Conclu√≠mos ent√£o que, mesmo culpados, Deus quis nos justificar e perdoar.
  2. Um prisioneiro que √© libertado. Em Romanos 3.24, Paulo usa o verbo grego apolytroseo para se referir √† reden√ß√£o efetuada por Jesus Cristo. Essa palavra, conforme definem os l√©xicos da l√≠ngua grega, tem o sentido de reden√ß√£o, resgate ou liberta√ß√£o. No contexto neotestament√°rio tem o sentido de libertar mediante o pre√ßo de um resgate. No mundo antigo um escravo podia ser resgatado mediante o pagamento de um pre√ßo. √Č exatamente isso que Deus fez. Enviou Jesus Cristo para resgatar o homem que estava preso em seus delitos e pecados (Ef 2.1,2). Tanto judeus como gentios deveriam se conscientizar dessa realidade. Ningu√©m pode se autolibertar.
  3. Um inocente que √© culpado. Se o sistema judicial foi √ļtil para elucidar o pensamento do ap√≥stolo, da mesma forma a figura extra√≠da do sistema de sacrif√≠cios lev√≠tico tamb√©m o auxiliou. Isso pode ser visto no texto: “Ao qual Deus prop√īs para propicia√ß√£o pela f√© no seu sangue, para demonstrar a sua justi√ßa pela remiss√£o dos pecados dantes cometidos, sob a paci√™ncia de Deus” (Rm 3.25). A palavra propicia√ß√£o (gr. h√ľlasterion), que est√° relacionada ao termo propiciat√≥rio √© uma terminologia muito utilizada no Antigo Testamento para se referir aos sacrif√≠cios pelo pecado. No sistema lev√≠tico, quando algu√©m pecava tornava-se culpado de algo, e um animal inocente era sacrificado para que a culpa fosse expiada. Paulo mostra que tanto os gentios como os judeus n√£o podem chegar a Deus pelos seus esfor√ßos ou obras, mas √ļnica e exclusivamente pelo sangue de Jesus: o inocente Cordeiro de Deus que foi sacrificado por n√≥s.
II. A JUSTIFICAÇÃO CONTESTADA (Rm 3.27-31)
  1. A justifica√ß√£o se op√Ķe √† salva√ß√£o merit√≥ria. Paulo desejava que o seu ensino n√£o fosse mal interpretado, ent√£o recorrendo ao m√©todo da diatribe, se adiantando em responder as contesta√ß√Ķes que seus interlocutores poderiam fazer-lhe. “Onde est√°, logo, a jact√Ęncia? √Č exclu√≠da. Por qual lei? Das obras? N√£o! Mas pela lei da f√©” (Rm 3.27). A lei dizia fa√ßa e o judeu devoto estava convicto de que Deus o justificaria pelo que fazia. No entanto, a gra√ßa que Paulo ensinava dizia n√£o fa√ßa, mas aceite o que Jesus j√° fez. O que seria feito ent√£o do orgulho judaico que se vangloriava em ser o povo eleito de Deus e das boas obras que praticavam? N√£o levaria Deus isso em conta nessa nova doutrina de Paulo? Nas palavras do ap√≥stolo, n√£o! √Č bem f√°cil imaginar que para um judeu devoto, guardador da lei e praticante de boas obras, que o ensino da justifica√ß√£o “pela f√© somente” era bem dif√≠cil de digerir. N√£o √© f√°cil abrirmos m√£o do nosso orgulho e deixarmos de nos vangloriarmos pelos nossos feitos. Todavia, a doutrina da justifica√ß√£o pela f√© diz que n√£o h√° m√©rito humano quando a gra√ßa de Deus se manifesta. A conclus√£o de Paulo √© que “o homem √© justificado pela f√©, sem as obras da lei” (Rm 3.28).
  2. A justifica√ß√£o se op√Ķe ao orgulho nacionalista. A segunda indaga√ß√£o que Paulo procura responder √© a seguinte: “√Č, porventura, Deus somente dos judeus? E n√£o o √© tamb√©m dos gentios? Tamb√©m dos gentios, certamente” (Rm 3.29). Esse √© outro ponto que contrastava com a cren√ßa do juda√≠smo do primeiro s√©culo — o exclusivismo. A doutrina da justifica√ß√£o pela f√© revela que Deus n√£o √© somente dos judeus, que se achavam privilegiados pelo legalismo em rela√ß√£o √† Tor√°, mas dos gentios tamb√©m. Deus n√£o √© uma divindade nacionalista, mas Ele √© o Deus de toda a Terra. N√£o h√° d√ļvidas de que Paulo tinha em mente o shema judaico quando argumentou sobre esse assunto: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, √© o √ļnico SENHOR” (Dt 6.4). Se Deus √© o √ļnico Deus, como de fato afirma o monote√≠smo judaico, ent√£o Ele √© o Deus dos gentios tamb√©m. N√£o podemos cair no erro de achar que Deus √© nossa propriedade exclusiva.
  3. A justifica√ß√£o se op√Ķe ao antinomismo. “Anulamos, pois, a lei pela f√©? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei” (Rm 3.31). Essa √© √ļltima pergunta a ser respondida por Paulo dentro dessa se√ß√£o. Os judeus legalistas defendiam a observ√Ęncia dos preceitos da lei e acusavam Paulo de ser antinomista, isto √©, ensinar que a lei n√£o tem mais nenhum sentido. Paulo estaria ensinando que a justifica√ß√£o pela f√© tornara a lei desprez√≠vel? A resposta de Paulo √© n√£o! O problema n√£o era com a Lei, que tinha a fun√ß√£o de servir de condutora at√© Cristo, mas com os homens que se mostraram incapazes de cumpri-la. Nem judeu nem tampouco gentio algum foi capaz de cumprir a Lei. Somente Jesus Cristo a cumpriu em nosso lugar. Qualquer tentativa de cumprir a Lei hoje √© nula, al√©m de ser uma afronta √†quEle que se mostrou o √ļnico habilitado a faz√™-lo — Jesus Cristo, nosso Senhor.
III. A JUSTIFICAÇÃO EXEMPLIFICADA (Rm 4.1-25)
  1. Abra√£o, circuncis√£o e justifica√ß√£o (Rm 4.1-8). Na se√ß√£o de Romanos 4.1-8, o ap√≥stolo Paulo toma o exemplo do patriarca Abra√£o para fazer um contraste entre a justifica√ß√£o pela f√© e pelas obras. A antiga tradi√ß√£o judaica afirmava que Abra√£o j√° guardava a Tor√°, mesmo tendo vivido s√©culos antes dela. Ele a teria guardado por “antecipa√ß√£o”, pois segundo o juda√≠smo, apoiando-se em G√™nesis 17.23, Abra√£o √© circuncidado como sinal da alian√ßa entre ele e Deus. Da mesma forma o sacrif√≠cio de Isaque confirmaria tal cren√ßa (Gn 22). Em outras palavras, as obras justificaram Abra√£o. Contra essa argumenta√ß√£o, Paulo mostra que Abra√£o n√£o poderia ter sido aceito por Deus em virtude da circuncis√£o, pois ele creu em Deus, tendo sido isso imputado como justi√ßa, antes dele ser circuncidado e pelo menos quatro s√©culos antes do advento da Lei. O que justificou Abra√£o n√£o foi o que ele fez, mas o que Deus fez por ele. Esse √© o princ√≠pio do Evangelho — somos aceitos n√£o pelo que fizemos, mas pelo que Cristo fez por n√≥s.
  2. Abra√£o, promessa e justifica√ß√£o (Rm 4.9-17). Na Alian√ßa Abra√Ęmica, Deus prometeu fazer dos descendentes de Abra√£o uma grande na√ß√£o. Ele tamb√©m prometeu ao patriarca que lhe daria como heran√ßa a terra e faria do seu servo uma b√™n√ß√£o para todos os povos (Gn 12.1-3). Fazendo refer√™ncia a essa promessa divina, Paulo argumenta que a justifica√ß√£o n√£o poderia decorrer da obedi√™ncia √† lei pelo fato de que quando Deus fez a promessa a Abra√£o, este nem mesmo era circuncidado (Rm 4.10-15). A pr√≥pria cren√ßa judaica dizia que a f√© obediente de Abra√£o nas promessas de Deus lhe foi imputada como justi√ßa (Gn 15.5,6). Para Paulo, se as b√™n√ß√£os divinas prometidas a Abra√£o dependessem da obedi√™ncia ao c√≥digo mosaico, ent√£o as promessas de Deus teriam falhado, visto que ningu√©m fora capaz de cumprir ou guardar a lei.
  3. Abra√£o, ressurrei√ß√£o e justifica√ß√£o (Rm 4.18-25). Na teologia de Paulo em Romanos 4.18-25 h√° um paralelismo entre a f√© de Abra√£o e a f√© do crist√£o — ambos creram em um Deus que torna poss√≠vel as coisas imposs√≠veis. Paulo mostra que Deus tornou poss√≠vel a concretiza√ß√£o das promessas a Abra√£o, mesmo sendo seu corpo j√° “amortecido” pelo fato de sua idade avan√ßada, e dessa forma recompensou a sua f√©. A sua f√©, mesmo contra as evid√™ncias externas, garantiu-lhe a concretiza√ß√£o das promessas (Rm 4.16-22). Da mesma forma, a f√© do crist√£o na morte e ressurei√ß√£o de Jesus, o Filho de Deus, √© a garantia de que as promessas de Deus em sua vida tamb√©m ser√£o cumpridas (Rm 4.23,25).
CONCLUSÃO
Chegamos ao final de uma importante lição sobre a doutrina da justificação pela fé. Nesta lição aprendemos que Paulo recorreu a experiência do patriarca Abraão para argumentar contra a crença judaica que associava a aceitação das obras como garantia de justificação diante de Deus. Para Paulo isso não poderia ser verdade já que o velho patriarca não possuía mérito algum quando recebeu as promessas de Deus. As bênçãos recebidas por ele, assim como as da Nova Aliança, decorrem exclusivamente da graça de Deus em resposta a fé.
PARA REFLETIR
A respeito da Carta aos Romanos, responda:
Segundo a lição, por que os gentios estavam debaixo da ira de Deus?
Na pessoa de quem Deus tornou conhecido o seu grande amor para com os pecadores?
Existem méritos humanos quando a graça de Deus se manifesta?
A justificação pela fé torna a lei desprezível?
Qual era a função da lei?



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