terça-feira, 30 de maio de 2017

OS 72 nomes de Deus-e os Atributos Divino


Lembrem-se que estas palavras são sagradas e devem ser tratadas com respeito. "ANTES DA PRONUNCIA DO NOME DO ATRIBUTO VEM A PALAVRA E O NOME JEOVÁ"

1 ABBA or ABWOON (hebraico-aramaico): "Pai".

O Nome íntimo que os estudiosos e sábios que escreviam originalmente em aramaico (a língua franca do ramo lingüístico semítico do Egito à Bacia Indiana e à região da Terra Santa no Oriente Próximo de 1200 a.C. até 600 d.C.) davam ao Divino. O "Pai" pessoal que se invoca para se libertar da limitação divina. O título que Jesus usava nos Evangelhos para orar ao Pai Eterno quando estava em íntimo diálogo com Ele no grande plano de realização do Reino interno que pertence a todos os que crêem.

Ó Abwoon, Pai, abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas do Teu Reino interno, pois Teu é o Reino, o Poder e a Glória neste lado da Criação e em todas as dimensões.

Amen.

2 ADON OLAM (hebraico): "Senhor de Eternidade (ou do Universo)".

A expressão de Deus encontrada nos hinos antigos que mais freqüentemente se citam (Salmo 117:2).

Ó Senhor valoroso, ó Adon Olam, Tu que estás nas canções celestiais da criação e Tu que existes como o Senhor do Universo, que o futuro e as descobertas da vida em todo o Universo nos lembrem de que somos o Teu experimento semente de Vida no Plano Divino.

Amen.

3 ADONAI (hebraico): "Senhor".

O título utilizado pelos eruditos, desde os Tanaim (antigos instrutores da Torah) e os Geonim (sábios acadêmicos) até os atuais estudiosos ortodoxos que invocam o Senhor dos profetas. Esta expressão ocorre 432 vezes no texto bíblico dos massoretas.

Eterno e Divino Adonai, que o Teu Nome Santo seja preservado e usado com grande sabedoria, pois sabemos que o temor diante do Teu Nome Sagrado é o começo da Sabedoria.

Amen.

4 ADONAI ECHAD (hebraico): "O Senhor é Um".

A afirmação básica da segunda parte do primeiro mandamento dado por Moisés a Israel. "O Senhor (D'us) é Um". O mistério da Divindade como a suprema unidade da Família Divina é afirmado nesta expressão (Dt 6:4).

Eterno e Divino Adonai Echad, que o mistério da Tua Unidade e da Tua Pluralidade sejam compreendidos na educação da minha alma e na sua ascensão aos mundos superiores.

Amen.

5 ADONAI, MELEK (hebraico): "Senhor, Rei".

A saudação que David usava nos Salmos para invocar o Divino como o Senhor e Rei Soberano da Criação. O poder executivo do Rei Divino também é compartilhado como um poder de misericórdia para com todos os principados e potestades do universo.

Ó Adonai Melek, que a Presença amorosa, orientadora e impressionante do Teu Reino guie o despertar interno da minha alma à maravilhosa vastidão e organização do universo físico que é sustentado pelo Teu Reino de Luz.

Amen.

6 ADONAI ‘TSEBAYOTH (hebraico): "Senhor das Legiões ou Senhor dos Exércitos".

O comando angélico do verdadeiro Senhor das verdadeiras Legiões dos Céus. A grafia ‘Tsebayoth or Sabaoth é encontrada mais de 200 vezes na Bíblia, nos escritos dos muitos profetas, e no Novo Testamento, em Romanos 9:29 e Tiago 5:4, embora neste último caso tenha sido originalmente escrito em grego.

Ó Adonai ‘Tsebayoth, que a presença das Tuas Legiões e a vinda da Tua Hierarquia de Seres Celestiais dos mundos Superiores manifestem a verdade da Tua Imagem. Que a acessão das Tuas ‘Tsebayoth ao Trono desperte as miríades de almas de seres sencientes que dormem nas ilusões materiais dos mundos físicos.

Amen.

7 AIN SOPH (hebraico): "O Ilimitado".

O título supremo para o Infinito de onde procede toda a criação. A fundação de Tudo no universo.

Ó Ain Soph, Louvado sejas Tu que criaste os nossos espíritos antes de este mundo ter vindo à existência, e cuja Grandiosidade guia todos os mundos futuros através dos Teus filhos e filhas de Luz.

Amen.

8 AL-ILAH (aramaico): O título para "Deus" usado pelos fiéis que falavam aramaico na época de Jesus.

Um dos títulos mais adequados para Deus usado no Oriente Próximo quando o aramaico era a língua franca do ramo lingüístico semítico de 1200 a.C. a 600 d.C. No período crucial da criação do Novo Testamento, esta expressão podia ser ouvida conforme vemos em Romanos 16:26-27, pois a língua original falada por Jesus e os seus discípulos era o aramaico.

Al-ilah, ó Bendito e Único Sábio, que as Tuas bênçãos cósmicas estejam sempre com todos nós. Louvado sejas Tu pelos profetas e por Jesus, o Messias. Em todos os Teus Nomes Sagrados, que os mistérios da Tua natureza e das Tuas manifestações nos sejam revelados.

Amen.

9 AL-ILAH RAPHA (aramaico): "Deus de Cura".

Antiga expressão para a intervenção dos Poderes Divinos de que toda a humanidade necessita para respirar e viver.

Al-ilah Rapha, Senhor muito precioso e exaltado que Cura, examina o meu corpo e a minha natureza física com o Teu penetrante Poder de Cura. Que Tu nos Cures de todas as doenças e sofrimentos e tragas uma restauração de Cura em corpo e espírito para quem eu oro neste momento, especialmente para os que estão passando por um processo de transição.

Amen.

10 AL-ILAH SABTAI (aramaico): "Deus de Descanso".

Antiga expressão para o Descanso ou Sabbath, aquele local de Paz e Contentamento junto a Deus.

Que Al-ilah Sabtai gere a Paz para libertar toda inteligência senciente neste universo que parece se mover para o caos.

Amen.

11 AL-ILAH SHEMAYA (aramaico): "Deus Ouve".

Antiga expressão que reconhece a Presença de Deus nas nossas vidas.

Tu és o verdadeiro Senhor que estás sempre conosco, Al-ilah Shemaya. Manifesta a Tua presença aqui no meio do mundo físico e da realidade física de modo que ele seja transmutado na glória de um planeta espiritual no universo recém-ascendido.

Amen.

12 AMMI SHADDAI (hebraico): "Povo do Todo-Poderoso".

O título dos amados de Deus impresso dentro do Povo que conhece os Nomes Sagrados assinalados nas escrituras de Isaías e de outros profetas. Uma expressão para a interação de Deus com o Povo de Luz, encontrada nos profetas maiores e menores de Israel.

Ó meu amado Ammi Shaddai, que os poderes de Shaddai despertem a nossa coroa com a Luz e Esplendor para sentirmos no nosso meio a Presença do Todo-Poderoso Amoroso.

Amen.

13 AMUD HA-ESH (hebraico): "Pilar de Fogo".

Um aspecto do trabalho do Espírito Santo através da Luz superluminar que conduz o povo pelo deserto, conforme observado em Êxodo 13:21.

Ó Divino, Tu que és chamado pelos sábios de Amud Ha-Esh, e Tu que és o nosso Pilar de Fogo, que as forças dos príncipes da terra e os elementos da natureza destrutiva abram caminho para Ti, que és a grande libertação e inspiração para toda a vida.

Amen.

14 ARIK ANPIN (hebraico): "O da Grande Face, o Macroprosopo".

Título utilizado pelos místicos judaicos medievais para a Face de Deus emanada na criação humana. Usado pelos místicos e cabalistas judeus com relação à Face de Deus no universo superior.

Face Divina, Arik Anpin, que o privilégio de ver além do véu desta vida nos lembre a Imagem que tínhamos antes de virmos a esta vida. Que a Tua Imagem nos guie através de todas as dificuldades e dramas à medida que a nossa face reflete imensamente a Tua Face de Luz.

Amen.

15 'ATTIQ YOMIN (aramaico): "Antigo de Dias".

A expressão encontrada em Dn 7:9,13,22, em que o aramaico original é preservado para explicar Aquele que se assenta no Trono do Divino.

Ó ‘Attiq Yomin, que aí estás no Trono Divino, ajuda-nos a compreender as grandes Maravilhas que Tu vês e a trilhar o caminho que Tu vislumbras para toda a humanidade.

Amen.

16 AVINU MALKEINU (hebraico): Louvor Pessoal expresso como "Ó Pai, Nosso Rei".

Aqui pedimos ao Divino que permita a vinda das Bênçãos às nossas vidas e permita o ressoar destas Bênçãos nos nossos corações ao proclamarmos o Reino, o Amor e a Presença do Divino em torno de nós.

Amado Avinu Malkeinu, que Tu transmitas o Teu Reino e supernatureza juntamente com toda a Tua Sabedoria para o Esplendor da Raça Humana.

Amen.

17 BE-MIDBAR (hebraico): "No Deserto".

O Nome para a reunião do povo de Deus e das suas famílias de acordo com os números e a divisão divina da ciência sagrada, que une as famílias da terra com as do céu. O verdadeiro nome para o livro de Números.

Ó Be-midbar da vida, nós temos caminhado no deserto e temos invocado O Divino e agora pedimos que Tu nos chames a um plano e missão de identidade divina e ao sacerdócio superior de todos os que crêem.

Amen.

18 BERESHITH BARA (hebraico): "No princípio".

A afirmação da identidade de Deus nas palavras iniciais da Criação, isto é, as primeiras palavras do livro do Gênesis, que são uma afirmação da função Divina dentro de toda a Vida.

Como Bereshith Bara, que estas primeiras palavras da nossa Criação assinalem para as nossas almas a Divindade contínua da Vida e o privilégio divino de saber que existe uma criação superior vivente por trás desta criação física. Tu és a Mente Universal, Criador e Redentor da Imagem. Possamos, como Teus filhos e filhas, ver a evidência de Luz de que provimos da Tua Evolução Superior e não da evolução inferior da ilusão material.

Amen.

19 B'NAI ELOHIM (hebraico): "Os Filhos de Deus".

Conforme mencionado no Livro de Jó, uma expressão da família Divina nos mundos espirituais superiores (p. ex., Jó 1:6; 2:1; 38:7).

Que os B'nai Elohim nos guiem e nos abençoem nas criações recém-nascidas como filhos e filhas aspirantes ao caminho do Reino futuro, a Jerusalém Celestial.

Amen.

20 CHOKMAH (hebraico): "Sabedoria".

A co-participante e co-criadora com o Divino na formação do mundo, personificada nos textos cristãos cópticos como o feminino Divino. Parte da quadrinidade superior do Divino unida ao Filho Eterno (ver especialmente Provérbios para referências bíblicas, p. ex., Pv 9).

Ó Divina Chokmah, que eu seja abençoado com a Tua Sabedoria revelada para que a Tua natureza imanente cultive uma nova mente com os dons de plenitude e auto-realização, e se desdobrem os mistérios associados ao Teu EU SOU.

Amen.

21 EHYEH ASHER EHYEH (hebraico): "EU SOU O EU SOU" ou "Eu Serei o Eu Serei".

A profunda revelação de um dos Nomes de D's no Êxodo.

Conforme revelado por Moisés, a afirmação mais elevada que os que crêem podem fazer em associação com o Deus vivente (Êxodo 3:14).

Ó Divino Ehyeh Asher Ehyeh, coroa-me com Binah, o Entendimento, para que eu expresse na minha vida a Tua Santa Presença e a natureza imanente da Árvore da Vida.

Amen.

22 EL (hebraico): Deus.

Um dos mais antigos nomes tribais de Deus no Oriente Próximo, expresso na convergência das alianças tribais. Pode ser encontrado mais de 250 vezes no Antigo Testamento (p. ex., Gn 7:1, 28:3, 35:11; Is 9:6; Ez 10:5).

Divino El, a Tua grandiosidade é insondável. A Tua soberania é a soberania de todos os mundos. Com a Tua mão direita concede-me a Tua Misericórdia. Sê o meu guia e a minha bênção através da elevação da minha vida.

Amen.

23 EL BRIT (hebraico): "A Aliança".

O acordo vivente entre o Divino e nós, peregrinos planetários do Divino, que temos recordado as suas expressões nas expressões fonéticas e musicais das tradições sagradas (Js 3:3).

El Brit, que a Aliança que Tu proclamaste aos meus antepassados lembre-me da Tua vitória e das Tuas Legiões nos mundos superiores, para que eu persevere neste vale de lágrimas até que a vitória possa me retirar do exílio da minha alma.

Amen.

24 EL CHAI (hebraico): "Deus Vivente".

O Deus da Criação Vivente que permeia tudo (Js 3:10).

Ó El Chai, manifesta a Tua presença vivente e a Tua mensagem de Amor para mim, teu servo humilde neste Teu planeta em meio a miríades de mundos Teus.

Amen.

25 EL ELOHE ISRAEL (hebraico): "Deus, O Deus de Israel".

A afirmação do povo espiritual de Luz nesta criação local associado ao altar de Jacó em Shecham, sendo que Israel significa aquele que luta junto com Deus até a Vitória (Gn 33:20).

Nos abismos dos Teus Amados, ó El Elohe Israel, que a Tua carta de Amor ao Teu povo, conhecida como a Sagrada Escritura, seja vista como um Altar Sagrado para todos os povos de Luz que representam o Teu Israel Espiritual na terra e nos céus.

Amen.

26 EL ELYON (hebraico): "O Deus Altíssimo".

De acordo com alguns estudiosos, quando Israel foi levado em cativeiro de Jerusalém à Babilônia, os estudiosos começaram a enfatizar o nome/natureza de El Elyon porque as leis de Yahweh não podiam ser praticadas na Babilônia (p. ex., Gn 14:18; Sl 9:2; 82:6).

Ó El Elyon, que a Tua presença celebrada na comunhão entre Abraão na terra e Melchizedek nos céus seja enaltecida de novo no meu trabalho em prol do sacerdócio maior entre céu e terra. Que Tu me ajudes a superar os espíritos de corrupção da terra. Possamos lembrar que somos filhos e filhas do Deus Altíssimo.

Amen.

27 EL GIBBOR (hebraico): "Deus de Força" ou "Deus Poderoso".

A afirmação de Deus na aliança tribal ou a Sua manifestação para o povo de fronteira nos desertos, montanhas e selvas do mundo. O Deus que atua através da sinergia da fraternidade que é manifestada nos rigores da vida (Is 10:21; Jr 32:18).

Ó Poder Divino que chamamos El Gibbor, que Tu me ajudes a compreender na minha fraqueza os mistérios da mais ínfima partícula de Luz que expressa a plenitude de um bilhão de sóis, e que aguarda os Filhos e Filhas que serão os novos Adãos e Evas.

Amen.

28 EL RACHMAN (árabe), "Deus Misericordioso" ou "Deus de Compaixão".

A natureza viva do Deus que ama e perdoa o seu povo.

Que o Grande Deus de Misericórdia e Compaixão, El Rachman, estenda dos Mundos de Emanação o Amor e Propósito Divinos aos mundos de forma física através do Poder e Majestade das cinco naturezas reveladas de Deus.

Amen.

29 EL ROI (hebraico): "Deus de Visão".

O Deus de Onipotência e Visão Onidirecional através do Olho Divino (p. ex., Gênesis 16:13).

Ó El Roi, que a Tua Visão conceda aos Teus servos em todas as cidades e países o poder para alcançar a verdadeira irmandade, vendo através da transparência da vida. Sabemos que a Tua natureza de percepção viva sonda as profundezas da psique e as alturas de todos os Cosmos.

Amen.

30 EL SALI (hebraico): "Deus da Minha Rocha".

A Força do Divino que nos mantém ao longo de todos os testes e tribulações (Salmo 42:10).

Que a Divindade eterna, que purifica e manifesta vida como El Sali, torne-se uma fortaleza para toda a criação de modo que um caminho de pura Luz consiga preparar o caminho para todos os seres que queiram ascender ao Teu Trono glorioso.

Amen.

31 EL SHADDAI (hebraico): "O Senhor Deus Todo-Poderoso".

O título usado pelo Anjo do Senhor quando apareceu para Abraão, demonstrando a Natureza manifestada de Deus à medida que Ele se evidenciava para Abraão (Gn 17:1; Ex 6:3; Sl 68:14).

Divino El Shaddai, Todo-Poderoso, Tu nos escolheste antes da fundação do mundo para que, com Amor, fôssemos santos e sem mácula diante d'Ele.

Amen.

32 ELI, ELI (hebraico): "Meu Deus, Meu Deus".

As últimas palavras pronunciadas por Jesus na cruz, no seu sacrifício supremo como uma lição viva de unidade com o Corpo de Ressurreição (Marcos 15:34; Sl 22:1).

Divino Eli, Eli, que o Teu Nome abra os céus para receber o meu corpo fora da cruz de espaço e tempo. Que o Corpo Eterno da Filiação Divina seja ativado na minha nova vida de perecibilidade.

Amen.

33 ELOHA SHAMAYYIM (hebraico): "O Deus dos Céus".

Um título próprio para a Liderança gloriosa sobre os céus e os céus inferiores, e para Aquele que é o Organizador e Sustentador da Criação (Esdras 5:11).

Que o Eloha Shamayyim nos lembre do governo espiritual que guarda e governa o comportamento honesto das nossas vidas e o nosso compromisso espiritual com o caminho superior da vida.

Amen.

34 ELOHIM (hebraico): "Os Deuses" ou "Divindade".

O primeiro título para Deus nos textos da Torah, no Livro de Gênesis. A Majestade Plural da Divindade conforme revelada em Gênesis, mesmo antes da expressão Yahweh ser usada, mostrando uma Pluralidade de excelência majestosa. Este título ocorre mais de 2.500 vezes no Antigo Testamento e 32 vezes em Gn 1 (p. ex., Gênesis 1:1; Salmo 68:1).

Ó Divino Elohim, o Criador do qual emerge toda vida, protege-me e liberta-me com a Tua Mão Esquerda. Que a Tua Glória seja Louvada para Sempre.

Amen.

35 ELOHIM TSEBAYOTH (hebraico): "Deus como as Legiões ou os Exércitos".

Uma expressão que descreve a Mão externa da Divindade no Universo. Um título de excelência usado para a exteriorização da Hierarquia, usado pelos místicos judeus (Sl 80:7,14).

Que Elohim Tsebayoth, as Forças gloriosas das Legiões da Mão Direita, ajudem a proteger e a libertar a minha vida das forças inferiores que não se encontram na Imagem Divina.

Amen.

36 ESH OLAM (hebraico): "O Fogo Eterno".

O Fogo que queima no Templo de Jerusalém como sinal da Presença Eterna. Uma expressão da Luz Eterna que queima diante da celebração do Divino em todos os templos do Universo.

Que o Esh Olam esteja sempre diante de mim para que tudo o que eu toque sinta a chama de Yah e das Legiões.

Amen.

37 GEDULAH (hebraico): "Grandiosidade" or "Magnitude".

Uma expressão do enorme Poder de Deus revelado pelos escritores e instrutores místicos, usada em orações e afirmações que reconhecem a Onisciência Divina (1 Crônicas 29:11).

Que a Presença poderosa, orientadora e amorosa de Gedulah continue a nutrir, iluminar e fortalecer os nossos corações e espíritos, sempre.

Amen.

38 HA-EL HA GADOL (hebraico): "O Grande Deus".

O atributo do Eterno Poder Soberano de Deus observado em todo o Universo.

Ó Ha-El Ha Gadol, desperta em mim a missão imanente desta vida: amá-Lo, Senhor, com todo o meu coração, força e mente, e amar os meus semelhantes como a mim mesmo seguindo o Teu exemplo.

Amen.

39 HA-EL HA'KADOSH (hebraico): "O Santo Deus".

Uma expressão usada em orações ao Divino, conforme os profetas do Antigo e Novo Testamento O exaltavam. A pronunciação do "Santo" mostra um reconhecimento das Obras Divinas de Retidão (Is. 5:16).

Que o Santo Deus seja exaltado diante de toda inteligência celestial como Ha-El Ha'Kadosh pois Ele se posiciona nos céus superiores como o Doador dos ensinamentos vivos da Torah Or, a Escritura de Luz, a todos os mundos, visíveis e invisíveis.

Amen.

40 HA EMET (hebraico): "A Verdade".

Um atributo do Divino como qualificador da Realidade da Vida - da que é real tanto aqui quanto nos céus, e que é boa e perdura por toda a eternidade (Sl 33:4).

Que a Tua Verdade, Ha Emet, nos lembre do plano superior de criação por trás da forma física da criação.

Amen.

41 HA GO'EL (hebraico): "O Redentor".

Um aspecto da Intervenção Divina através do Deus Provedor. Deus como o Libertador da Criação nos mundos físicos.

Que o Redentor Supremo, Ha Go'El, traga Vitória sobre a luta e a agitação da vida em todas as frentes. Que as radiações se estendam de modo infinito e ilimitado para animar inúmeros mundos.

Amen.

42 HA SHEM (hebraico): "O [Grande] Nome".

O Nome Divino usado pelos fiéis ortodoxos para cumprir as palavras de Êxodo 20:7 e para o humano afirmar a natureza interna do Divino. Ele tem sido utilizado pelos místicos hebraicos como substituto para o Tetragrama.

Que o Ha Shem ajude a curar as divisões dos povos adâmicos de modo que eles sejam preparados para o trabalho do Cristo Eterno.

Amen.

43 HA TIKVA (hebraico): "A Esperança".

Esta afirmação do Divino gera um propósito superior e insight para um comprometimento com o plano da vida.

Que Ha Tikva, a Esperança do Deus Amoroso das nações, permita que o trabalho glorioso abunde no mundo através dos que Te amam e dos que aplicam os dons e insights que vêm com os Teus Nomes Santos.

Amen.

44 HAYMANOOTHA (aramaico): "Fidelidade".

O Nome do Deus Vivente que é fiel ao Povo de Luz. Na Escritura hebraica, a palavra significa firmeza ou fidelidade. Usada no Novo Testamento, a palavra assume o significado de fé, credo, crença. Ela vem do radical aramaico, Amen, que significa firmar.

A Ti, Fidelidade, Deus Amoroso, que sonda a minha alma, que a minha alma busque a Ti e que o meu espírito se deleite em Ti, que me deste lábios para declarar o Teu louvor.

Amen.

45 JESHURUN (hebraico): "O Íntegro".

Um nome poético para Israel, usado pelos poetas eruditos do antigo Israel (Dt 32:15; 33:5, 26; Is 44:2).

Pela retidão, seja ajudado e fortalecido Jeshurun, os amados de Luz, um povo remanescente de glória em todos os povos, que vence o mundo de confusão histórica e o poder dos sentidos e propósitos efêmeros.

Amen.

46 KETHER KADMON (hebraico): "A Coroa Primordial".

O atributo da Mente Divina de Deus. A saudação divina usada pelo povo de Deus para a Fonte de toda a Sabedoria no experimento da humanidade.

Kether Kadmon, que Tu me coroes com Sabedoria, Luz e Entendimento, e manifestes a mais alta Honra e Energia Divina para o meu corpo como o templo do Entendimento. Que eu receba a Força para os desafios da vida.

Amen.

47 KISSEI KAVOD (hebraico): "O Trono Glorioso".

O Trono representa o governo espiritual como a verdadeira base para o governo do universo multidimensional, o local do Deus do Deus dos Deuses (Jr 17:12).

Que o Trono de Deus, o glorioso Kissei Kavod, revele aos fiéis despertos os inúmeros integrantes da Família Divina que vive em unidade nos mundos superiores. Que a paciência e longanimidade do Pai Divino e da Mãe Divina nos guiem no visível e invisível.

Amen.

48 KODOISH, KODOISH, KODOISH ADONAI 'TSEBAYOTH (hebraico): "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus das Legiões".

A saudação divina (associada ao triplo Kedushah) da Divindade de acordo com as Chaves de Enoch® (Chave 305). "Santo, Santo, Santo" ou o Sanctus é uma saudação para cumprimentar e discernir os verdadeiros anjos em relação aos falsos anjos e mestres que não têm o Amor Divino imanente. A pronúncia tradicional é Kodosh ou Kadosh, mas as Chaves de Enoch® inseriram um "i" no Kodoish como uma vibração adicional (Is 6:3 e, em grego, Rev 4:8).

Que a saudação sagrada, Kodoish, Kodoish, Kodoish, nos ajude a discernir os poderes do universo e nos conduza ao recebimento e renovação da plenitude da vida junto ao Deus Vivente em todos os universos.

Amen.

49 MARIAH (aramaico): "Senhor Deus".

Na Peshitta aramaica, esta era a "expressão" usada para Deus. O termo aramaico para Senhor vem de Mara, que significa Senhor ou Mestre. Quando Jesus foi chamado pelo povo de "meu Senhor", a palavra aramaica era Mar (Mt 8:2; 28:44-45). O termo Mariah-Senhor substituía a palavra hebraica YHWH (Yahweh), referindo-se ao SENHOR Deus apenas, mas em algumas passagens o Messias é chamado Mariah (como em Mt 28:45) por ser ele o Senhor mais alto entre os homens. Os estudiosos aramaicos compreendiam que DEUS é o Senhor do Messias.

Que a ressonância do Nome Sagrado Mariah nos lembre que "amaremos o Senhor, nosso Deus, com todo o nosso coração, o nosso ser, a nossa força e a nossa mente". Ó Mariah, com estas palavras a natureza da Tua obra enquanto o Messias imanente é realizada, e o Teu trabalho como o Filho Eterno na Mão Direita de YHWH se torna uma realidade para o nosso imitatio Dei. Manifestemos a devoção, a grandeza e a bravura espirituais necessárias para trabalharmos com a Mão Direita de Deus.

Amen.

50 MAYIM HAYIM (hebraico): "As Águas Vivas".

Um atributo divino da Divindade e uma metáfora para a Fonte de toda energia e glória criadoras (Cântico de Salomão 4:15).

Que os Mayim Hayim, as Águas vivas, fluam através de nós, revigorando todas as moléculas e células do nosso corpo como as Águas Vivas da Vida.

Amen.

51 MESHIAH or MSHECHA (hebraico-aramaico): "Messias", "o Ungido" ou "o Consagrado".

O termo "Messias" é um título e não um nome próprio. O Libertador do povo de Deus de acordo com as escrituras designadas a libertar Israel no plano cósmico de avanço da raça adâmica rumo à cidadania ativa de participação no Reino do Divino (Ex 28:41; Lv 4:3,5,16; 1Sm 2:10,35; 1Rs 19:16).

Que a visão Messiânica de libertação me ajude a me tornar ungido ou Crístico para a elevação da consciência do povo de Luz em todo o mundo até o dia de graduação aos mundos superiores.

Amen.

52 ‘OSE SHALOM (hebraico): "Criador da Paz" ou "O Pacificador".

Aquele que consegue verdadeiramente transformar a agressão da humanidade em Amor Divino, e que ajuda a elevar a humanidade, razão por que são ditas estas palavras no Kaddish, que termina com uma esperança de o Divino estabelecer Paz na vida pessoal e no mundo inteiro.

Que o ‘Ose Shalom ajude a selar e preservar a Paz que ultrapassa todo o entendimento humano para a Missão Divina da Vida.

Amen.

53 ROKEB BA-ARABOT (hebraico): "O Viajante sobre as esferas ou passagens superiores".

O Divino deslocando-se sobre os reinos superiores da criação e pelas dimensões de eternidade (Sl 68:4).

Que o Rokeb Ba-arabot que viaja pelas nuvens e governa as hiperdimensões de glória manifeste como O Amado a grande revelação às nações do mundo e dê aos que buscam conhecer a abertura dos céus o testemunho do poder de revelação dentro dos Nomes.

Amen.

54 RUACH HA KOIDESH (hebraico): "O Espírito Santo".

O Espírito Infinito de Deus que é Santo e se expressa como uma parte central do Poder da Trindade para Todo o Universo. Esta expressão também está associada a Hagios Pneuma em grego (p. ex., Lucas 11:13; Ef 1:13; 4:30; Is 63:10-11).

Que os maravilhosos poderes do Ruach Ha Koidesh santifiquem e vivam em nós como o Confortador Divino e o Suplicante de Fé.

Amen.

55 SABAOTH HA MALKA (hebraico) "Rainha do Sabbath".

O divino como o aspecto feminino da Divindade. Uma expressão dada à Contraparte Divina do Pai da Criação.

Que a Rainha do Sabbath ative a natureza interna de fulgor, composta de inúmeras centelhas que tomam a forma da veste nupcial de poderes amorosos no influxo da Vontade Suprema vinda do lado feminino do Divino.

Amen.

56 SAR SHALOM (hebraico): "O Príncipe da Paz".

O Libertador designado a libertar Israel (Is 9:6).

Que o Príncipe da Paz, Sar Shalom, o Salvador, o Maravilhoso Conselheiro, O Poderoso e Eterno, realize a verdadeira Liberação e Paz interna, e ajude os que lutam para entender o significado do veículo-diamante neste mundo de forma ilusória.

Amen.

57 SHEKINAH (hebraico): "A Presença Divina".

A Glória Divina manifestada ao povo santo de YHWH onde quer que A Presença seja sentida.

Ó Shekinah, sejamos abençoados neste mundo com a Dispensação dos Dons do Espírito Santo. Sejamos regenerados três vezes: uma vez no corpo, uma vez na mente e uma vez no espírito.

Amen.

58 SHEM HAMEFORASH (hebraico): "O Nome Divino Inefável".

O Tetragrama que não é pronunciado, mas mantido Sagrado.

Que o Shem HaMeforash abençoe e governe a criação humana em todos os mistérios internos da vida, na proteção da futura evolução do DNA.

Amen.

59 SHEMA YISRAEL (hebraico): "Ouve, ó Israel".

A mais sublime oração de Israel, encontrada no fundamento de Deuteronômio 6:4.

Ó Shema Yisrael, que a convocação sagrada à Terra Natal no Alto nos erga ao nível mais elevado no qual entendamos o convite para a vibração Divina do Eterno e para a música das esferas que sustenta a Paz do universo.

Amen.

60 SHEMOTH (hebraico): "Nomes".

Esta expressão é o nome hebraico para o livro de "Êxodo", que provê o Programa Divino de Libertação. Ele é assim chamado porque estas são as primeiras três palavras na primeira frase do segundo livro da Torah.

Ó Divino Eterno, que o Êxodo Divino através da Tua Intervenção como Shemoth nos prepare para o êxodo cósmico deste mundo para os mundos superiores da Casa de Muitas Moradas.

Amen.

61 URIM-THUMMIM (hebraico): "As Luzes e os Poderes".

As ferramentas sacramentais do sacerdócio superior para comunicação parafísica (Ex 28:30; Lv 8:8; Dt 33:8; Esd 2:63; Ne 7:65; Urim apenas: Nm 27:21; 1Sm 28:6).

Que os poderes imanentes dos Urim e Thummim abram a natureza interna da vida aos grandes poderes do sacerdócio superior do Universo.

Amen.

62 VAY-YIK-RA (hebraico): "O Chamado".

Esta expressão é o nome hebraico para o livro de "Levítico" ser usado pelo sacerdócio que compreende o poder da oração e a convocação à Santidade, como a primeira palavra do livro.

Que a Lei Divina, na expressão de Vay-Yik-Ra, nos conduza ao caminho de santidade e nos purifique das limitações deste mundo e das realidades sombrias do cosmo inferior.

Amen.

63 YAHWEH (hebraico): "O Nome Revelado do Divino".

O Nome do Divino Espírito Santo é encontrado mais de 6.800 vezes no Antigo Testamento e é usado pela primeira vez em Gn 2:4. É usado com o artigo definido "o" pela primeira vez nas escrituras após Enoch ter andado com Deus.

Ó Eterno Deus Vivente, Yahweh, sem início nem fim, que Tu sempre estejas comigo na partilha do Teu Nome Revelado da verdadeira natureza da Parceria Divina. Que o poder e as permutações do Teu Nome Sagrado guie as nossas vidas como Tu guiaste a diáspora do Teu povo no Universo nos éons anteriores ao planeta Terra.

Amen.

64 YAHWEH ELOHIM (hebraico): "Deus Criador" ou "Senhor Deus".

Em Gênesis 2:4 esta expressão é dada para juntar a natureza do Divino revelada em Gênesis 1 com a do Deus Pessoal revelado em Gênesis 2 (p. ex., Juízes 5:3; Is 17:6; Sl 59:5).

Nos Teus Nomes Revelados da verdadeira Divindade Vivente, Yahweh Elohim, que o Teu Nome glorioso nos acompanhe de universo em universo e faça de nós verdadeiros filhos e filhas de Luz.

Amen.

65 YAHWEH ROI (hebraico): "O Senhor é o meu Pastor".

Esta expressão revela o Divino como o Senhor que cuida de nós por toda a eternidade (Ps. 23:1).

Ó Yahweh Roi, desperta como o veículo-jóia de corpo, mente e espírito no trabalho da Torah Or.

Amen.

66 YAHWEH SHALOM (hebraico): "A Paz de Yahweh".

Esta expressão que reconhece o Divino é Paz, e é percebida na forma da Pomba, usada para elevar a criação (Juízes 6:24).

Ó Deus Amoroso, Yahweh Shalom, dá-nos a "Paz que ultrapassa todo entendimento humano" e exalta no nosso coração o Teu Amor por nós como o Eterno Santificado. Ó Divino de Paz Eterna, eleva o nosso coração para podermos ver em meio ao turbilhão das galáxias a Paz prevalecer através da Lei e da Palavra vindas de Ti, o verdadeiro Deus Vivo de Paz Eterna e a Celebração da Vida.

Amen.

67 YIGDAL ELOHIM CHAI (hebraico): "Seja Exaltado O Deus Vivo".

O título usado para oração e louvor da natureza superior e ampliada do Deus Vivente existente em todos os universos. Em toda oração e meditação, que as palavras dos meus lábios exaltem Yidgal Elohim Chai. Seja concedido grande discernimento ao exaltarmos o Deus Vivo que se levanta diante de todos os deuses e senhores da criação como a Essência Divina orientadora perante todos os mundos planetários físicos.

Amen.

68 YOD HE VAU HE (hebraico): "O Tetragrama".

As Letras Sagradas do Nome Divino como a base do trabalho Divino das Chaves de Enoch®, bem como dos sábios através dos séculos.

Que as quatro letras sagradas Yod-He-Vau-He, o projeto da Vida Divina no Adam físico, esteja sobre as nossas frontes no frescor e alegria do projeto despertado da supernatureza. Santificado seja o Teu Santo Nome.

Amen.

69 YOSHUA YAHWEH (hebraico): "O Nome Ungido de Yahweh".

Esta expressão significa "Bendito seja Yoshua, o Libertador que vem no Nome do Divino". Esta é uma confissão do reconhecimento do Trabalho em Unidade da Redenção entre o Pai e o Filho, a Atribuição Messiânica.

Divino Filho Eterno, que és gerado do Pai como Yoshua Yahweh, que o Teu trabalho abençoado de Graça e Amor seja conhecido no reino da humanidade. Que o Teu Nome seja exaltado conforme dizemos ao longo das eras: Bendito seja Yoshua que vem no nome de Yahweh.

Amen.

70 YOTZER HA'ADAM (hebraico): "O Criador de Adam".

O primeiro homem composto das formas-pensamento do Divino nos mundos superiores que emanou no pó deste mundo. Esta é a segunda de sete bênçãos recitadas no fim da celebração de casamento hebraica tradicional.

Ó Yotzer Ha-Adam, Divino Criador Eterno da semente adâmica, sejam sempre lembrados a Imagem da Humanidade no Adam, e que a imagem e similitude desta vida provieram dos níveis mais altos da Tua Mente e da Tua Imagem.

Amen.

71 YOTZER MEOROT (hebraico): "O Criador dos Luminares".

A Mente Divina como Criadora dos mundos superiores.

Ó Yotzer Meorot, Criador vivente e exaltado dos Luminares, possamos contemplar a Tua obra na vastidão do Teu esplendor no turbilhão dos sistemas estelares de glória.

Amen.

72 ZEIR ANPIN (hebraico): "O da Face Pequena, o Microprosopo".

A Face mais próxima de Deus no universo físico, de acordo com os místicos judeus.

Amado e Face Radiante revelada aos santos, que a Tua Face, Zeir Anpin, seja uma testemunha de Vida Eterna. Que a Glória da Tua face nos lembre o grande Amor e a Beleza da Tua natureza sublime que vive dentro da nossa imagem e do nosso destino como a Tua Semente Celestial em forma humana. Que o encontro da Tua Presença, face a face, se dê através do Teu Nome Santo YHWH.

Amem.




Isaías 11.1-9 Estudando para aprender
1. Introdução
Quero iniciar fazendo uma apreciação subjetiva e dizer que o texto em foco tem, a meu ver, uma construção literária bonita. As imagens são riquíssimas: um toco, um broto e uma raiz falam por si. E o que dizer de uma vara que concretiza o sentido das palavras que saem da boca? Ou do sopro de lábios que mata perversos? E o que dizer da imagem do cinto bem afivelado, comparado à justiça? Certamente é bem diferente da comparação da justiça com pura conversa. Lobos e ovelhas, leopardos e cabritinhos, bezerros e leões, vacas e ursas, filhotes de vacas e ursas juntos, leões e bois, criancinhas e cobras, crianças guiando, filhotes pastando, criança enfiando a mão em toca, águas enchendo o mar. São muitas tentativas de encontrar um recurso para mostrar um futuro não perceptível a “olho nu”, isto é, a partir do que se costuma enxergar no dia a dia. Num primeiro instante, aparecem imagens isoladas. Depois vêm as imagens relacionadas entre si, que, pelo que se costuma experimentar, não combinam: leopardos e cabritinhos? Bezerros e leões?... A “olho nu”, sem chance!
2. Exegese e meditação
Se o jeito de dizer as coisas, aliás, as mesmas coisas, aqui no capítulo 11 (v. 1 a 9) assemelha-se a 9.1-6, o tempo do verbo aqui muda. No capítulo 9, o tempo é presente. Agora é futuro. Agora é promessa. Lá em 9.2: “O povo que andava nas trevas viu uma luz”. Além disso, lá dá-se “nome aos bois”. São citadas as tribos de Zebulom e Naftali e a região entre o Mediterrâneo e a Galileia. Aqui, no capítulo 1, não se é tão específico. Aqui o “rodo passa geral”. Isaías 11.1-9 não trata de um caso específico, mas aplica uma simbologia geral. Ela serve para casos de diversas épocas. Então nossa experiência nos dias de hoje ajuda a suspeitar do seguinte: quando a gente acabou de passar por um caso, a gente cita esse caso quando fala. Quando, porém, a gente já colecionou uma série de casos, então a gente generaliza. Por exemplo, se você visitar alguém que acabou de sofrer uma perda significativa, é provável que o centro da conversa seja a referida perda. Se, porém, você visitar fora do contexto de uma perda significativa, o assunto também poderá girar ao redor de perda, mas o enfoque será mais geral. É o que acontece em nosso texto. Por isso é possível ver nele uma experiência acumulada. Em outras palavras, se ele acumula a vivência de mais casos, ele precisou de mais tempo para acumular essa experiência. Trata-se, pois, de um texto mais tardio na história do povo de Deus. Resumindo, Isaías 11.1-9 condensa um período em que as experiências sucederam-se e ensinaram a mesma lição. Qual é essa lição? Vamos resumi-la assim: está difícil perceber continuidade no desenvolvimento da relação de Deus com seu povo. Está questionada a ideia de que a história é feita de uma linha ascendente rumo à felicidade geral. A figura usada no texto para fazer esse questionamento é o toco que brota. O fenomenal é isto: há uma interrupção. Mas que interrupção é essa? É uma interrupção que não representa o fim. É uma forma dialética de garantir o que está em 2 Samuel 7.16: “Você sempre terá descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. E a sua descendência real nunca terminará”.
Proponho uma divisão do texto em cinco partes:
1 – “E sairá um rompante do cepo de Jessé; um ramo desabrochará de suas raízes. Sobre ele repousará o espírito de Javé: espírito de sabedoria e entendimento, espírito de aconselhamento e empoderamento, espírito de reconhecimento e temor de Deus” (v. 1-2): Esse trecho compõe uma espécie de introdução na qual é apresentado o “x” da questão: o cepo (tronco, caule, ...) e seu conteúdo, isto é, o cepo com uma dinâmica, que é o broto, a ramagem. É importante notar que também aí tem uma simbologia riquíssima, pois algo em si estático ganha uma dinâmica num fenômeno que inclui um rompante. Algumas traduções falam em “rebento”, o que pode criar associação com “arrebentar”, isto é, estourar. Em seguida, vem a tradução da figura para um sentido teológico, que é a qualificação do sujeito da promessa pelo Espírito de Javé que sobre ele atua: sabedoria e entendimento, aconselhamento e empoderamento, reconhecimento e temor de Deus.
De minha parte, ainda estou muito acostumado com a linguagem da Bíblia traduzida por Almeida: “O Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor”. Considero essa forma de dizê-lo melhor do que a versão da Bíblia na Linguagem de Hoje, que, a meu ver, tentando formar frases mais arredondadas, camufl a a tipologia do Espírito: “sabedoria, conhecimento, capacidade e poder. Ele temerá o Senhor, conhecerá a sua vontade e terá prazer em obedecer-lhe”. Proponho permanecer com o tripé: 1) sabedoria e entendimento; 2) aconselhamento e empoderamento; 3) reconhecimento e temor de Deus.
Parece-me que a palavra empoderamento (ainda não devidamente incorporada pelos dicionários) alcançou nosso discurso teológico por meio da reflexão sobre diaconia em âmbito global. A concepção de diaconia em contexto precisa de uma palavra para traduzir na área da educação aquilo que, na área da assistência, é chamado de transferência de renda. Ao lado da transformação e da reconciliação, o empoderamento forma o tripé da ação diaconal e refere-se à transferência de poder a sujeitos-alvo de processos de inclusão.
2 – “Terá prazer no temor de Javé. Não julgará segundo a aparência. Não dará a sentença pelo ouvir dizer. Julgará com justiça os enfraquecidos e pronunciará sentença, concedendo direito aos pobres da terra” (v. 3-4a): Essa parte nomeia as consequências práticas do empoderamento a partir da atuação do Espírito de Javé: ter prazer em seguir o Senhor; julgar sem se basear em aparências; decidir sem se basear em conversa de terceiros; fazer justiça no julgamento das causas das pessoas que foram enfraquecidas e defender com justiça o direito dos necessitados da terra. No mínimo, vejo neste segundo bloco uma tendência à parcialidade.
3 – “Como se fossem uma vara, suas palavras vão ferir as pessoas violentas e, com o fôlego que sairá de seus lábios, matará as perversas. A justiça será o seu suspensório e a fidelidade o seu cinto” (v. 4b-5): Aqui temos a caracterização de sua ação: palavra e espírito empoderados e governo com base em justiça e honestidade. Essa preparação para a missão pode ser aprovada por todos os movimentos de justiça e não violência, pois não há armas – há o poder das palavras e o espírito, o fôlego de Deus. No lado oposto, aquelas pessoas que defendem a pena de morte para as pessoas violentas e perversas provavelmente vão considerar uma “santa ingenuidade” querer ir para o enfrentamento com palavras e fôlego. A indumentária, porém, não nos deixa dúvida: quem entra nesse embate com palavras e fôlego está seguro duas vezes, pelos ombros e pela cintura, com justiça e fidelidade.
4 – “Então o lobo habitará com o cordeiro. O leopardo deitará ao lado do bode. Um menino vai guiar o bezerro, o leãozinho e o novilho gordo. A vaca e a ursa pastarão juntas, de forma que seus filhotes deitarão um perto do outro; e o leão comerá palha assim como faz o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da cobra venenosa e a criança desmamada meterá a mão na cova da serpente” (v. 6-8): O trecho apresenta-nos figuras utópicas que dão uma ideia da profundidade das mudanças anunciadas. O conteúdo da promessa já foi apresentado nos versículos anteriores. Aqui as imagens são como um reforço. As imagens acentuam o que precisa ser destacado: a promessa é para quem crê; e crer inclui a aposta no improvável.
5 – “Não se praticará o mal, e ninguém promoverá destruições em todo o meu santo monte, pois o reconhecimento de Javé será pleno em toda a terra” (v. 9): Este último trecho conclusivo descreve um cenário de paz. Não se trata de qualquer paz, mas daquela que vem em consequência da prática de justiça e do reconhecimento de Deus, isto é, do ser humano colocar-se no seu devido lugar.
É possível fazer uma interpretação diferente do ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Via de regra, ele é usado para falar em sentido positivo do fenômeno da persistência como algo que faz vencer nos processos difíceis. Podemos, no entanto, usá-lo também para dizer que, de tanto ver a mesma coisa, começa-se a acreditar que é assim mesmo. A mentira muito repetida torna- -se verdade. Provavelmente, a mentira estava se tornando verdade no contexto de atuação do profeta. Tanta experiência de derrota e destruição fazia crer que Deus tinha mesmo abandonado seu povo. Digamos que o profeta ouvia coisas assim: “Se tu achas que não é assim, mostra-me pelo menos um sinal de supremacia de nosso povo nos últimos tempos”.
Diante disso, ele não se pôs a recolher migalhas de pequenas vitórias aqui e acolá, como seria de se esperar de alguém que quisesse provar a atuação de Deus:
“É, mas também tem coisa boa acontecendo...”. “Não esqueça que Deus também tem te abençoado e tu nem te dás conta disso...”. “Quem sabe Deus está te aplicando um corretivo...”. Frases assim, que nos são conhecidas e têm claramente a intenção de convencer em contexto desfavorável, não estavam na linha de argumentação do profeta. A gente vai procurando uma justificativa plausível. O profeta, porém, não faz isso. Ele não procura resquícios de imagens que possam provar que Deus está, sim, fazendo coisas boas, “só que tu não enxergas”. Ao contrário disso, o profeta recorre a imagens de cenas totalmente improváveis, como se estivesse dizendo: “Olha, meu filho, se tua forma de pensar não inclui espaço para o impossível, para o desconhecido e para a novidade, não iremos adiante”. Não é também isso que nos diz o Novo Testamento? “Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11.1).
3. Imagens para a prédica
Hoje precisamos do dom do Espírito, que, segundo o profeta Isaías, pousará sobre o rebento do cepo de Jessé. Qual é esse dom?
3.1 – Sabedoria e entendimento
Tem gente que sabe muitas coisas e não consegue lidar bem com elas. Tem o dom de fazer e criar, mas não o de lidar com sua capacidade de fazer e criar. Algumas pessoas, por exemplo, são artistas, e esse dom não as ajuda na construção de uma vida estável. Por isso o dom do Espírito inclui sabedoria e entendimento, entendimento e sabedoria. O sentido completo desse dom espiritual é tê-lo e saber lidar com ele.
3.2 – Aconselhamento e empoderamento
O dom do Espírito que pousará sobre o rebento de Jessé não só inclui o dom espiritual que ajuda a pessoa a organizar seu próprio mundo interior e a lidar com o que sabe. Ele também tem essa segunda dimensão do aconselhamento e empoderamento. Essa dimensão está dirigida à relação com a outra pessoa. Jesus sempre empoderava as pessoas pobres e sofridas que ajudava. Dava o conselho de tal forma que o poder da outra pessoa aumentava. “A tua fé te salvou”, dizia ele. Aquilo que a tradução de Almeida chama de “conselho e fortaleza” é isto: a capacidade que um testemunho tem de servir de conselho e a capacidade que ele tem de transferir poder ao público-alvo de uma ação diaconal.
3.3 – Reconhecimento e temor de Deus
A terceira dimensão do dom do Espírito, apontada por Isaías 11.1-2, não é nem só para quem recebe e nem só para as pessoas que se relacionam com quem o recebe. A terceira dimensão aponta a relação da pessoa que recebeu o dom com Deus. Assim se completam os três níveis de relacionamento que vêm do dom do Espírito: relacionar suas capacidades consigo mesmo (com suas emoções, com seu mundo interior), relacionar sua capacidade com o aconselhamento e empoderamento de outras pessoas (as beneficiárias, o público-alvo) e, em terceiro lugar, reconhecer Deus e andar no seu temor. Nessa terceira relação, não se trata de ter medo do castigo de Deus. Andar no “temor de Deus” é andar sabendo que Deus está vendo o que é feito. Quem crê nunca está só. A “vantagem” de quem tem fé sobre quem não tem é que o primeiro está de mãos dadas com Deus e o segundo não o vê. Diz-se que a ética ou falta dela prova-se no que a pessoa faz quando ninguém está vendo. Isso é conhecimento e temor de Deus. Quem crê não corre, pois, o risco da falta de ética.
4. Subsídios litúrgicos
O hino “Da cepa brotou a rama”, de Reginaldo Veloso, que consta no nº 310 do hinário Hinos do Povo de Deus da IECLB, não pode, evidentemente, faltar nesta celebração. O texto do Evangelho de Lucas 2.1-7 inclui o relato da viagem de José e Maria a Belém, o que trata de colocar Jesus na linhagem de Davi, “abotoando” a profecia de Isaías ao evangelho. O texto do evangelho tem “plasticidade”. É de fácil dramatização, o que pode ser aproveitado como recurso litúrgico. O narrador da cena pode ser o apóstolo Paulo de Romanos 1.1-7. A palavra “Roma” pode ser substituída pelo nome da cidade ou localidade onde está ocorrendo a celebração. O espaço litúrgico pode receber, excepcionalmente, mais uma referência. Essa é um centro de cenário que representa Belém. Pode ser representado por um caule brotado colocado perto do púlpito. É para lá que José e Maria se dirigem. E é lá que está o narrador, que tem como recurso as partes de um banquinho (mocho) de três pernas. À medida que a pregação vai descrevendo o dom do Espírito, conforme Isaías 11.1-2 (vide Imagens para a Prédica acima), o banco vai sendo montado. No fi nal, Maria senta no banco.


O HOMEM É PECADOR. DEUS É AMOR. JESUS É A SALVAÇÃO.

No evangelho escrito por João, Jesus faz diversas declarações sobre a sua pessoa, seu propósito e nos mostra claramente que ele é o caminho para a vida eterna.
Neste evangelho, Jesus declara que é o filho de Deus, que foi enviado por Deus para cumprir na cruz do calvário o plano de Deus para a salvação do homem.
Sobre a sua pessoa, Jesus fez sete declarações no Evangelho de João:
·         Eu sou o pão da vida;
·         Eu sou a luz do mundo;
·         Eu sou a porta das ovelhas;
·         Eu sou o Bom Pastor;
·         Eu sou a ressurreição e a vida;
·         Eu sou o caminho a verdade e a vida;
·         Eu sou a videira verdadeira.
Todas as declarações acima foram feitas para mostrar que não há outro caminho para nos levar até Deus, senão por Jesus Cristo.
No evangelho de João encontramos também um texto tido por muitos como o texto áureo da Bíblia. João 3:16 é um versículo de grande profundidade e faz uma espécie de resumo daquilo que Deus planejou para nós na pessoa de Jesus:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Em seu livro “3:16 – A mensagem de Deus para a vida eterna”, o escritor americano Max Lucado, escreveu sobre este versículo:
Se você não sabe nada sobre Deus, comece por aqui. Se você acha que já sabe tudo sobre Deus, volte sempre para João 3:16. Todos nós precisamos deste lembrete. Afinal, a essência do problema humano é o coração, e o tratamento de Deus está escrito em João 3:16.
João 3.16 é simples o bastante para não discutirmos, é grande o bastante para não entendermos, mas é profundo o bastante para nos explicar o maior e mais sublime plano de Deus para as nossas vidas.
No evangelho de João algumas palavras ou frases importantes são empregadas com uma frequência muito grande. Alguns exemplos:
·         Crer;
·         Luz;
·         Palavra;
·         Amor;
·         Mundo;
·         Trevas;
·         Vida eterna;
·         Eu sou...
·         Entre outras.
O evangelho de João é belo, traz sossego para a alma e consolo aos nossos corações. É um livro de leitura agradável, aconselhador e estimula a nossa fé em Jesus Cristo, o filho de Deus.
Portanto, leia a Bíblia, leia este evangelho e encontre uma maravilhosa fonte do saber de Deus, revelado na pessoa de Jesus Cristo. 



Filhos de Deus mediante a fé

“Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gálatas 3:26-29).
Os seres humanos não têm privilégio maior que se tornarem filhos de Deus. Este ponto não é disputado por aqueles que professam afeição por Jesus como o Cristo. Aqueles que acreditam na Bíblia como a palavra inspirada por Deus concordam em relação à necessidade de serem “filhos de Deus mediante a fé”. Sabemos que os filhos de Deus são “co-herdeiros com Cristo” (Romanos 8:12-17). Os filhos de Deus têm o direito de clamar “Aba, Pai” (Romanos 8:15; Gálatas 4:6). Estes filhos devem receber a “glória a ser revelada” (Romanos 8:18-19). Graças a Deus que podemos ser seus filhos!
Muitos de nós concordamos com a necessidade de sermos filhos de Deus, mas nem sempre concordamos em relação a quem são os filhos de Deus. Um estudo detalhado do nosso texto deve esclarecer um pouco este assunto. Se repararmos expressões equivalentes a “vós sois filhos de Deus mediante a fé” podemos entender melhor o que envolve ser filhos de Deus.
“Se sois de Cristo”
Para os filhos de Deus, Paulo disse, “se sois de Cristo” (v. 29). Se torna filho de Deus por causa de uma compra, assim é de Cristo. Ele foi comprado com o sangue redentor de Jesus (1 Timóteo 2:6; Mateus 26:28; Atos 20:28). Aqueles que foram comprados (redimidos) “pelo precioso sangue...de Cristo” (1 Pedro 1:18-19) são os mesmos que purificaram as suas almas, “pela obediência à verdade” (1 Pedro 1:22) e que foram “regenerados... mediante a palavra de Deus” (1 Pedro 1:23). Aquele que pertence a Cristo é obrigado a se submeter continuamente à sua autoridade (1 Coríntios 6:19-20; Gálatas 2:20).
“Também sois descendentes de Abraão”
Paulo também escreveu aos filhos de Deus, “também sois descendentes de Abraão” (v. 29). Quem é filho de Deus hoje goza este privilégio por causa da promessa que Deus fez a Abraão há muito tempo (Gênesis 12:3). Os fiéis são herdeiros desta promessa. São filhos (herdeiros) por causa das suas ligações espirituais com Abraão e não por causa de ligações carnais. Aqueles ainda envolvidos na tradição judaica (que se orgulhava das suas ligações carnais com Abraão) acharam difícil aceitar isso – muitas vezes, depois de terem aceitado a Cristo. É o objetivo de Paulo em Gálatas 3 mostrar a tais pessoas que é possível alguém ser um filho de Deus, um herdeiro, e um descendente de Abraão sem fazer parte da sua descendência carnal e separado da sua lei nacional, a lei de Moisés. Ele mostra que a promessa de Deus a Abraão incluía mais do que seus herdeiros carnais – incluía “todos os povos”, os gentios (Gálatas 3:8-9). Cristo era a semente através da qual as nações do mundo seriam abençoadas (Gálatas 3:16). Assim, aqueles em Cristo são descendentes de Abraão. Esta bênção veio através de uma promessa dada muito antes da lei de Moisés (Gálatas 3:17-18), assim mostrando que se é filho de Deus pela fé em Cristo, de acordo com a promessa, e não de acordo com a lei. Então, qualquer pessoa, seja judeu ou grego, pode pela fé ser recipiente da bênção prometida à descendência de Abraão sem ser descendente pela carne ou estar sujeito à lei dada aos seus descendentes carnais. Esta lei desde então serviu o seu propósito (Gálatas 3:23-27).
“Todos vós sois um em Cristo Jesus”
A lém disso, Paulo disse, “todos vós sois um em Cristo Jesus” (v. 28). Um filho de Deus é unido com todos os outros que são filhos de Deus mediante a fé. Em Cristo há UM corpo ou uma igreja (Efésios 1:22-23; 4:4). Aqueles que estavam longes são reconciliados em UM corpo (Efésios 2:13,16). A Bíblia não conta nada de filhos de Deus estando em Cristo e estando em corpos ou igrejas diferentes. A união está “em Cristo” e não numa união fabricada pregada em conferências humanas. É o resultado natural de todas as pessoas serem reconciliadas com Deus.
“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo”
Paulo continuou escrevendo a estas pessoas, “porque todos quantos fostes batizados em Cristo...”. A palavra “porque”, que inicia o versículo 27 mostra que o autor está dando uma razão por serem filhos de Deus mediante a fé. O motivo exato por serem filhos de Deus é que foram batizados em Cristo. Assim, ninguém pode ser um filho de Deus sem que tenha sido batizado em Cristo. Aquele que ensina a doutrina de “somente fé” encontraria pouco conforto no versículo 26 se se preocupasse com o versículo 27. A passagem inteira mostra que o ensinamento da Bíblia de salvação pela fé envolve muito mais do que dar um assentimento mental à verdade que é Jesus o Cristo. Um filho de Deus é um cuja fé o levou a obedecer ao Senhor através do batismo (cf. Marcos 16:16; Atos 2:38,41,47; 1 Pedro 3:21; Atos 22:16).
Amigo, ser um filho “de Deus mediante a fé” é ser “de Cristo”; é ser “descendente de Abraão”; é ser “um em Cristo”; é ser “batizado em Cristo”. São expressões equivalentes para as mesmas pessoas dadas no mesmo contexto. Você não deseja se tornar um filho de Deus hoje?


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Romanos 4:20 “E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus”.
VERDADE PRÁTICA
A justificação dos pecados diante de Deus ocorre somente pela fé.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Rm 4.2: Abraão foi justificado pela fé e não pelas obras da carne
Terça — Rm 4.3: Abraão creu em Deus e por isso Ele o aceitou e justificou
Quarta — Rm 4.6: Feliz é o homem a quem Deus imputa a sua justiça
Quinta — Rm 4.7: Felizes são aqueles a quem o Senhor perdoa as iniquidades
Sexta — Rm 4.9: A Palavra de Deus afirma que a fé foi imputada como justiça a Abraão
Sábado — Rm 4.16: Salvação somente pela fé, mediante a graça divina
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 4:17-22
17 — (como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí), perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem.
18 — O qual, em esperança, creu contra a esperança que seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
19 — E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
20 — E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus;
21 — e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.
22 — Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a doutrina bíblica da justificação pela fé, conforme a Carta aos Romanos nos capítulos 3.1- 4.25. Esses textos contêm uma das mais contundentes defesas de Paulo em favor da justificação pela fé, independente das obras. Para uma melhor compreensão deste tema tão relevante, a argumentação do apóstolo será dividida em três partes: a justificação manifestada, a justificação contestada e a justificação exemplificada. A chamada de Abraão, o grande patriarca de Israel, será a base da argumentação de Paulo para provar a doutrina da justificação somente pela fé. O argumento de Paulo é que todas as bênçãos de Deus e todas as suas promessas são frutos da sua graça para conosco.
I. A JUSTIFICAÇÃO MANIFESTADA (Rm 3.21-26)
  1. Um culpado que é inocentado. Em Romanos 3.21, lemos: “Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas”. Paulo nos mostra como Deus se revelou para alcançar os gentios e judeus. Os gentios estavam debaixo da ira de Deus, porque falharam em conhecê-lo. Os judeus também estavam debaixo da ira divina, por não conseguirem guardar a Palavra do Senhor. O vocábulo manifestou, no grego, vem de uma raiz cujo significado é tornar manifesto ou visível ou conhecido o que estava escondido ou era desconhecido. Deus, na pessoa de Jesus Cristo, tornou conhecido o seu grande amor para com os pecadores. Encontramos Paulo recorrendo a uma figura extraída do mundo jurídico para esclarecer o seu pensamento. O termo justiça traduz a palavra grega dikaiosyne, muito comum no contexto de um tribunal. A imagem é de alguém que é inocentado por um juiz, mesmo sendo culpado pelos seus atos. Concluímos então que, mesmo culpados, Deus quis nos justificar e perdoar.
  2. Um prisioneiro que é libertado. Em Romanos 3.24, Paulo usa o verbo grego apolytroseo para se referir à redenção efetuada por Jesus Cristo. Essa palavra, conforme definem os léxicos da língua grega, tem o sentido de redenção, resgate ou libertação. No contexto neotestamentário tem o sentido de libertar mediante o preço de um resgate. No mundo antigo um escravo podia ser resgatado mediante o pagamento de um preço. É exatamente isso que Deus fez. Enviou Jesus Cristo para resgatar o homem que estava preso em seus delitos e pecados (Ef 2.1,2). Tanto judeus como gentios deveriam se conscientizar dessa realidade. Ninguém pode se autolibertar.
  3. Um inocente que é culpado. Se o sistema judicial foi útil para elucidar o pensamento do apóstolo, da mesma forma a figura extraída do sistema de sacrifícios levítico também o auxiliou. Isso pode ser visto no texto: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.25). A palavra propiciação (gr. hülasterion), que está relacionada ao termo propiciatório é uma terminologia muito utilizada no Antigo Testamento para se referir aos sacrifícios pelo pecado. No sistema levítico, quando alguém pecava tornava-se culpado de algo, e um animal inocente era sacrificado para que a culpa fosse expiada. Paulo mostra que tanto os gentios como os judeus não podem chegar a Deus pelos seus esforços ou obras, mas única e exclusivamente pelo sangue de Jesus: o inocente Cordeiro de Deus que foi sacrificado por nós.
II. A JUSTIFICAÇÃO CONTESTADA (Rm 3.27-31)
  1. A justificação se opõe à salvação meritória. Paulo desejava que o seu ensino não fosse mal interpretado, então recorrendo ao método da diatribe, se adiantando em responder as contestações que seus interlocutores poderiam fazer-lhe. “Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé” (Rm 3.27). A lei dizia faça e o judeu devoto estava convicto de que Deus o justificaria pelo que fazia. No entanto, a graça que Paulo ensinava dizia não faça, mas aceite o que Jesus já fez. O que seria feito então do orgulho judaico que se vangloriava em ser o povo eleito de Deus e das boas obras que praticavam? Não levaria Deus isso em conta nessa nova doutrina de Paulo? Nas palavras do apóstolo, não! É bem fácil imaginar que para um judeu devoto, guardador da lei e praticante de boas obras, que o ensino da justificação “pela fé somente” era bem difícil de digerir. Não é fácil abrirmos mão do nosso orgulho e deixarmos de nos vangloriarmos pelos nossos feitos. Todavia, a doutrina da justificação pela fé diz que não há mérito humano quando a graça de Deus se manifesta. A conclusão de Paulo é que “o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei” (Rm 3.28).
  2. A justificação se opõe ao orgulho nacionalista. A segunda indagação que Paulo procura responder é a seguinte: “É, porventura, Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente” (Rm 3.29). Esse é outro ponto que contrastava com a crença do judaísmo do primeiro século — o exclusivismo. A doutrina da justificação pela fé revela que Deus não é somente dos judeus, que se achavam privilegiados pelo legalismo em relação à Torá, mas dos gentios também. Deus não é uma divindade nacionalista, mas Ele é o Deus de toda a Terra. Não há dúvidas de que Paulo tinha em mente o shema judaico quando argumentou sobre esse assunto: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4). Se Deus é o único Deus, como de fato afirma o monoteísmo judaico, então Ele é o Deus dos gentios também. Não podemos cair no erro de achar que Deus é nossa propriedade exclusiva.
  3. A justificação se opõe ao antinomismo. “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei” (Rm 3.31). Essa é última pergunta a ser respondida por Paulo dentro dessa seção. Os judeus legalistas defendiam a observância dos preceitos da lei e acusavam Paulo de ser antinomista, isto é, ensinar que a lei não tem mais nenhum sentido. Paulo estaria ensinando que a justificação pela fé tornara a lei desprezível? A resposta de Paulo é não! O problema não era com a Lei, que tinha a função de servir de condutora até Cristo, mas com os homens que se mostraram incapazes de cumpri-la. Nem judeu nem tampouco gentio algum foi capaz de cumprir a Lei. Somente Jesus Cristo a cumpriu em nosso lugar. Qualquer tentativa de cumprir a Lei hoje é nula, além de ser uma afronta àquEle que se mostrou o único habilitado a fazê-lo — Jesus Cristo, nosso Senhor.
III. A JUSTIFICAÇÃO EXEMPLIFICADA (Rm 4.1-25)
  1. Abraão, circuncisão e justificação (Rm 4.1-8). Na seção de Romanos 4.1-8, o apóstolo Paulo toma o exemplo do patriarca Abraão para fazer um contraste entre a justificação pela fé e pelas obras. A antiga tradição judaica afirmava que Abraão já guardava a Torá, mesmo tendo vivido séculos antes dela. Ele a teria guardado por “antecipação”, pois segundo o judaísmo, apoiando-se em Gênesis 17.23, Abraão é circuncidado como sinal da aliança entre ele e Deus. Da mesma forma o sacrifício de Isaque confirmaria tal crença (Gn 22). Em outras palavras, as obras justificaram Abraão. Contra essa argumentação, Paulo mostra que Abraão não poderia ter sido aceito por Deus em virtude da circuncisão, pois ele creu em Deus, tendo sido isso imputado como justiça, antes dele ser circuncidado e pelo menos quatro séculos antes do advento da Lei. O que justificou Abraão não foi o que ele fez, mas o que Deus fez por ele. Esse é o princípio do Evangelho — somos aceitos não pelo que fizemos, mas pelo que Cristo fez por nós.
  2. Abraão, promessa e justificação (Rm 4.9-17). Na Aliança Abraâmica, Deus prometeu fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação. Ele também prometeu ao patriarca que lhe daria como herança a terra e faria do seu servo uma bênção para todos os povos (Gn 12.1-3). Fazendo referência a essa promessa divina, Paulo argumenta que a justificação não poderia decorrer da obediência à lei pelo fato de que quando Deus fez a promessa a Abraão, este nem mesmo era circuncidado (Rm 4.10-15). A própria crença judaica dizia que a fé obediente de Abraão nas promessas de Deus lhe foi imputada como justiça (Gn 15.5,6). Para Paulo, se as bênçãos divinas prometidas a Abraão dependessem da obediência ao código mosaico, então as promessas de Deus teriam falhado, visto que ninguém fora capaz de cumprir ou guardar a lei.
  3. Abraão, ressurreição e justificação (Rm 4.18-25). Na teologia de Paulo em Romanos 4.18-25 há um paralelismo entre a fé de Abraão e a fé do cristão — ambos creram em um Deus que torna possível as coisas impossíveis. Paulo mostra que Deus tornou possível a concretização das promessas a Abraão, mesmo sendo seu corpo já “amortecido” pelo fato de sua idade avançada, e dessa forma recompensou a sua fé. A sua fé, mesmo contra as evidências externas, garantiu-lhe a concretização das promessas (Rm 4.16-22). Da mesma forma, a fé do cristão na morte e ressureição de Jesus, o Filho de Deus, é a garantia de que as promessas de Deus em sua vida também serão cumpridas (Rm 4.23,25).
CONCLUSÃO
Chegamos ao final de uma importante lição sobre a doutrina da justificação pela fé. Nesta lição aprendemos que Paulo recorreu a experiência do patriarca Abraão para argumentar contra a crença judaica que associava a aceitação das obras como garantia de justificação diante de Deus. Para Paulo isso não poderia ser verdade já que o velho patriarca não possuía mérito algum quando recebeu as promessas de Deus. As bênçãos recebidas por ele, assim como as da Nova Aliança, decorrem exclusivamente da graça de Deus em resposta a fé.
PARA REFLETIR
A respeito da Carta aos Romanos, responda:
Segundo a lição, por que os gentios estavam debaixo da ira de Deus?
Na pessoa de quem Deus tornou conhecido o seu grande amor para com os pecadores?
Existem méritos humanos quando a graça de Deus se manifesta?
A justificação pela fé torna a lei desprezível?
Qual era a função da lei?



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