terça-feira, 30 de maio de 2017

“Amados, agora somos filhos de Deus”
Fascina-me Gálatas 3:23 ao 4:7. Nos versículos 23 e 24 Paulo explica qual era o papel da lei: era um aio para o tempo antes da chegada da fé. Mais adiante nos diz o que aconteceu quando veio a fé.
Gálatas 3:25-26 
“Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
“Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”! Fé em Cristo Jesus, acreditar que Ele é o Filho de Deus, o Ungido, o Messias, nos faz filhos de Deus, Seus filhos e filhas! A palavra Evangelho significa Boa Notícia e essas são realmente BOAS NOTÍCIAS! “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”, Paulo e Silas dizem ao porteiro da guarda em Filipos (Atos 16,31).
“Sois todos filhos de Deus, pela fé em Cristo Jesus”. Guarde esta palavra. Então no capítulo 4 de Gálatas continua:
Gálatas 4:1-7 
“Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo; Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
Novamente nos versículos 6 e 7, filhos de Deus, Seus filhos. Deus selou isto ao colocar o espírito de Seu filho em nossos corações para gritarmos, Abba1 (Paizinho), Pai! Eu já li esta passagem inúmeras vezes e sempre me traz muita alegria. Contudo, há algo nesta passagem que me intriga. É a palavra ”adoção” no versículo 5. Como sabemos uma criança adotada não está ligada a seus pais adotivos pelo nascimento. Eu creio que todos nós estaremos de acordo que, embora seja maravilhoso ser filho de Deus, é diferente quando se é filho adotivo, onde Deus não é seu pai de nascimento, e outra coisa muito diferente é ser Seu filho porque nasceste Dele. Assim sendo eu gostaria que fôssemos juntos à Escritura e vejamos o que a Palavra de Deus diz em relação de sermos filhos de Deus. Aqui estão algumas perguntas que serão respondidas:
Como alguém se torna filho de Deus?
O que se necessita?
É pelo nascimento ou pela adoção?
Eu creio que até o final deste artigo teremos respostas claras a estas perguntas a partir da única fonte que nos é dada: a Palavra de Deus.
A palavra adoção
A frase “adoção como filhos” usada acima é uma tradução da palavra Grega “υιοθεσία (uiothesia). Esta palavra é composta da palavra “uios” que significa filhos e a palavra “thesis” que significa “no lugar de”. Uiothesia então significa “adotados como filhos”. Para melhor entendermos este significado de Gálatas 4 vamos examiná-lo dentro do contexto. Gálatas 3:23-4:4 fala sobre crianças que estavam sob cuidado de tutores. Crianças que eram herdeiras, mas naquele momento eram tratadas como escravas. Em outras palavras, crianças que apesar de filhos eram tratados como escravos:
Gálatas 4:1-3 
“Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo; Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos [Grego: “nepioi”, criança pequena que ainda não pode falar, um pouco mais velha que bebês – não como “uioi”, a palavra traduzida como “filhos” em Gálatas], estávamos reduzidos à servidão [Grego: escravizados] debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.”
Gálatas 3:1-2 nos dá um exemplo de um herdeiro que está debaixo de tutores e curadores até o tempo determinado pelo pai. Contanto que ele esteja neste estágio, contanto que o tempo determinado pelo pai não chegue, ele, embora filho, é colocado como simples escravo. Assim também nós, diz Gálatas 4:3: Assim também nós, antes do tempo determinado pelo pai, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo. Os versículos 4-5 nos diz o que aconteceu então a seguir:
Gálatas 4:4-5 
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos uiothesia [adotados como filho].”
Esse “mas” que inicia o versículo 4 coloca em contradição o que se segue com o que a precede. Qual era a situação anterior? O tempo determinado pelo pai não veio, éramos como escravos, estávamos reduzidos à escravidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo; estávamos sob cuidados de tutores, guardiães e administradores. Contudo, a palavra “MAS” apresenta uma mudança desta situação. Que mudança é esta? A plenitude dos tempos, o tempo determinado pelo Pai, veio! Deus enviou seu Filho, para remir os que estavam debaixo da lei e em vez de sermos colocados como servos agora somos filhos. A mesma coisa pode ser vista usando as palavras de Gálatas 3:23-26.
Gálatas 3:23-26 
“Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fossemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.”
Houve um tempo “antes que a fé viesse”. Este foi o tempo da lei, o tempo dos tutores, dos guardiães e administradores conforme Gálatas 4. Este foi o tempo em que éramos tidos como escravos. Mas então veio a fé, a plenitude dos tempos veio. Os tutores, guardiães e administradores, a lei que era tudo isto, se foi. Não estamos mais sob ela e não somos mais colocados como escravos. Em vez disso agora somos colocados como filhos.
Em outras palavras o termo “uiothesia” que é usado em Gálatas e está traduzido como “adotados como filhos”, poderia ser mais bem traduzida “como filhos”. Esta palavra não é usada para dizer-nos que Deus é nosso pai adotivo, como pode parecer a tradução, mas que nós, com a vinda do Senhor Jesus Cristo, com a vinda da fé, mudaremos nosso lugar de sermos colocados como escravos por sermos colocados como filhos. Não fala sobre nossa relação com Deus em termos de sermos adotados versus termos nascido, mas em termos de sermos colocados como filhos versus sermos colocados como escravos.
Nascido de Deus – não adotado
O fato de que a passagem acima de Gálatas e a palavra “uiothesia” não significar que Deus é nosso Pai adotivo pode também ser atestada por inúmeras passagens da Bíblia que deixa clara que não somos adotados por Deus, mas filhos nascidos de Deus. Começando a partir de João 1:12 na qual lemos:
João 1:12 
“Mas, a todos quantos o receberam [o Senhor Jesus], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome [o nome de Jesus Cristo];”
A palavra “filhos” aqui vem do Grego τέκνα (tekna) que significa aquele que foi gerado (do grego τίκτω, gerar)2. É a palavra que “dá relevância ao fato do nascimento”. De fato, o próximo versículo deixa isto muito claro. Vamos lê-lo junto com o versículo acima:
João 1:12-13 
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome [o nome de Jesus Cristo]; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”
Esses filhos citados no versículo 12 nasceram de quem? Versículo 13 responde: eles nasceram de Deus! Logicamente uma vez que nascemos de Deus, é nascimento e não adoção que nos liga a Ele!
O próximo capítulo no qual se vê que é nascimento e não adoção que nos liga a Deus, e o mostra literalmente como um Pai para nós está em João 3:3-8. Lá nós encontramos Jesus e Nicodemos (um mestre Judeu) falando sobre um segundo NASCIMENTO.
João 3:3-8 
“Jesus respondeu, e disse-lhe [a Nicodemos]: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo [mas o Grego diz “nascer do alto”], não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo [Grego: “nascer do alto”]. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Conforme o próprio Jesus deixa claro existem dois nascimentos disponíveis. O primeiro é o nascimento da água ou da carne. Isto é o nascimento físico e todas as pessoas que já viveram nesta terra nasceram dessa forma. Contudo, a parte deste nascimento há outro, que é pré-requisito para entrar no Reino de Deus segundo as palavras de Jesus. Este é “o nascimento do alto.” Muitos tradutores tem traduzido este termo como “nascer de novo”. Embora isto seja, de fato, um segundo nascimento e então afirmar que nascemos de novo é válido, o que a palavra Grega diz aqui é “nascer do alto”, que é outra maneira de dizer “nascer de Deus que está no alto”.
Nós vimos anteriormente que a Palavra fala daqueles que acreditam no nome do Senhor Jesus Cristo como aquele nascido de Deus. Aqui o Senhor fala sobre “nascido do alto”. Ambos são sinônimos e mostram o fato de que existe um segundo NASCIMENTO que é necessário para que venha o Reino de Deus. É o nascer de Deus ou nascer do alto, ou ainda o nascer do Espírito, como também é chamado no texto de João 3 lido acima. Veja novamente que a Palavra de Deus não fala de adoção. Jesus não disse que fomos adotados por Deus, mas nascidos de Deus. É este nascimento que nos faz filhos de Deus e nos dá o direito de chamá-lo de paizinho (Abba). É claro que podíamos chamá-lo de Pai se fôssemos adotados, mas é óbvio que não fomos adotados e sim gerados. Então sigamos e demos uma olhada na primeira epístola de João. Lá nós lemos:
I João 5:1 
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.”
Nós vimos anteriormente no evangelho de João assim como em Gálatas que alguém se torna filho de Deus, acreditando no Senhor Jesus Cristo. Aqui é repetido novamente. Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, isto é, o Ungido, o Messias, é nascido de Deus. É simples e bom! Evangelho significa boa notícia e estas SÃO realmente boas notícias!
Mais adiante podemos também ver esta verdade, a verdade do novo nascimento, em I Pedro 1:23 no qual está escrito:
I Pedro 1:23 
“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”
Novamente Pedro nos fala do novo nascimento, o segundo nascimento, o nascer de Deus que também vimos João falar. É este nascimento não de semente corruptível, mas da incorruptível e é pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
De maneira similar a 1Pedro 1:23, 1 João 3, 1-2 nos diz:
I João 3:1-2 
“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”
Agora nós somos filhos de Deus. Não amanhã, tampouco quando morrermos... AGORA!! Como? Pela fé no Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias. Isto não é algo prometido para o futuro. É uma realidade presente e está disponível para você agora! Como Paulo diz em II Coríntios 6:2
II Coríntios 6:2 
“Porque [Deus] diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; “Amados, agora é o tempo aceitável, amados, agora é o dia da salvação.”
“Esperando a adoção filial” – Romanos 8:23
Tendo visto o que I João nos diz e que somos agora – através da fé em Jesus Cristo – filhos de Deus, vamos ao texto de Romanos 8:23 no qual lemos:
Romanos 8:23 
“E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção [uiothesia-adotados como filhos], a saber, a redenção do nosso corpo.”
É fácil se confundir ao lermos a passagem acima, pois parece nos dizer que ainda estamos esperando pela adoção filial enquanto Gálatas nos disse que Jesus Cristo veio e que recebemos a adoção filial e João nos disse que somos filhos de Deus AGORA. A chave para se evitar esta confusão é a palavra “uiothesia”. Se alguém compreende esta palavra como adoção, assim como está traduzido na versão em português, então ficaremos verdadeiramente confusos. Adoção é um tempo determinado como também nascimento. Há uma data e tempo específico em nosso primeiro nascimento (é a data e tempo expressos em nossa certidão de nascimento) e há um tempo e data definido em nosso segundo nascimento (é a data e o tempo em que você confessa com sua boca o Senhorio de Jesus e crê de todo coração que Deus o ressuscitou dos mortos). De maneira semelhante há também um tempo e data definido quando alguém é adotado (é o tempo de data em que os pais adotivos assinam os papéis de adoção). Assim se nós traduzirmos a palavra “uiothesia” como adoção, então este tempo e data definidos – de acordo com Romanos 8 – ainda não chegou. Não fomos ainda adotados por isso estamos ainda esperando por esta adoção. Mas esta confusão é artificial e criado pela tradução equivocada da palavra “uiothesia” como adoção. A tradução correta de “adotados como filhos” e para melhor entendimento devemos olhar no contexto iniciando pelo versículo 18.
Romanos 8:18-25 
“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção [adotação como filhos], a saber, a redenção do nosso corpo. Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.”
Paulo referindo-se à criatura nos diz que ela está sujeita à futilidade. Está sob as amarras da corrupção. Ela geme como a mulher com dores de parto. Estas são grandes dores. Não somente a criação, mas nós que somos PRIMÍCIAS do espírito! Também nós, gememos em nós mesmos, esperando por algo melhor, a redenção do corpo, o dia em que o Senhor virá e mudará estes corpos mortais, frágeis, em corpos imortais, incorruptíveis como Seu próprio corpo. Nós gememos e esperamos pelo tempo em que o veremos face a face. Como Paulo nos diz:
I Coríntios 13:12 
“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” Há um “agora” e “então”. Agora nós vemos por espelho, mas ENTÃO veremos face a face! Agora conheço em parte, mas ENTÃO conhecerei como também sou conhecido! Agora a criação geme e também nós gememos, mas ENTÃO seremos libertos desta escravidão da corrupção! Agora temos os PRIMEIROS frutos do espírito que significa que haverá um tempo, um ENTÃO, que teremos a plenitude! Somos filhos de Deus agora, nascidos de Deus, filhos do Todo poderoso, irmãos de Jesus Cristo como ele mesmo nos chama em Hebreus 2:11-12, mas esta não é a adoção plena. A plena adoção como filhos, será quando o virmos face a face, quando conheceremos como somos conhecidos. Então somos adotados como filhos e filhas de Deus agora, mas também há muito mais por vir. Sim, nós temos as primícias do espírito agora, mas é igualmente verdade que são apenas os PRIMEIROS frutos e há muito mais por vir. Quando? Quando o Senhor voltar! Quando a criação for liberta da escravidão da corrupção, quando o virmos face a face! Quando o noivado com Cristo (2 Coríntios 11:2) tornar-se casamento (Apocalipse 19).
Encerraremos este artigo com Romanos 8:12-17:
Romanos 8:12-17 
“De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos uiothesia [adotados como filhos], pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.”
Pela fé nos tornamos filhos de Deus e recebemos o Espírito Santo. Caminhando pelo espírito, sendo guiados pelo espírito somos filhos de Deus em manifestação. Em outras palavras: se somos verdadeiramente filhos de Deus ou não, será mostrado em nossa conduta. Verdadeiros filhos de Deus são aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus. Há uma conexão inerente que corre por todo Novo Testamento, entre fé e praticar esta fé. A fé verdadeira é sempre mostrada na prática, pelos frutos. Tiago nos diz claramente:
Tiago 2:17-18 
“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
Não somos salvos pelas obras, mas pela fé. Ainda assim, se esta fé é verdadeira resultará sempre em obras concretas, em obedecer a Deus e sua Palavra. A palavra chave é prática (isto é, o que você faz habitualmente ou primeiramente). Não existe tal coisa de um crente, verdadeiro filho de Deus que pratique a ilegalidade (ou seja, aquele que o faz habitualmente e primeiramente como modo de vida). Não estamos falando apenas de pecado. Estamos falando de praticar (ter como hábito, modo de vida) o pecado. De maneira semelhante são aqueles guiados pelo espírito de Deus, aqueles que vivem e professam que eles são verdadeiramente filhos de Deus. Para fechar, conforme Paulo disse:
Gálatas 5:25 
“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.”



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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: