terça-feira, 12 de setembro de 2017

É chegado o tempo do fim.

A PARABOLA DAS DEZ VIRGENS MATEUS 25 1 A 13

Jesus estava assentado no Monte das Oliveiras, quando respondeu aos seus discípulos sobre os últimos acontecimentos próximos ao fim do mundo e a sua segunda vinda.

O Mestre conta a Parábola das Dez Virgens, que traz uma mensagem de despertamento espiritual e vai de encontro ao cerne da religião.

No casamento judaico havia um rito alegre e interessante para o cortejo que conduzia a noiva. Sob a luz de lâmpadas, cânticos e sons de instrumentos musicais se aguardava o noivo.

E as Dez Virgens desta parábola eram amigas da noiva que esperavam com ela a chegada do esposo, que por morar distante, demorou a chegar para a o início das bodas.

"Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo." Mateus 25:1


"E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas." Mateus 25:2


As Dez Virgens Com Suas Lâmpadas Nas Mãos Aguardando O Noivo.





"Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas." Mateus 25:4


As virgens prudentes tinham em estoque o azeite das boas obras. Estas, possuíam estoque de obras em amor, em sinceridade, em quebrantamento, que aquecia, alimentava e mantinha acesa a chama espiritual do amor que ardia em seus corações. E não andavam em escuridão, mas eram elas próprias a luz do mundo.

"Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;" Mateus 5:14


As virgens néscias também eram "virgens", eram religiosas também, confiavam que sua "virgindade", o cumprimento religioso das prescrições rabínicas, seria o suficiente para guiá-las pelo caminho até onde o noivo estava.

"As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo." Mateus 25:3


A sua "virgindade" pseudo santidade, seu orgulho, a sua autossuficiência, as impediu de reconhecer que elas precisavam guardar em depósito o amor ao próximo, a compaixão e a prática da piedade.

Historicamente, as sociedades religiosas acreditavam que a virgindade concedia às mulheres capacidades mágicas ou sagradas. Atrelava-se à virgindade a pureza do corpo e da alma, assim essas virgens tinham uma auto-percepção de santidade pelo simples fato de serem virgens.

E ignoravam o fato de que precisavam de alguma coisa mais além disso. Por isso não guardaram o azeite precioso do amor ao próximo em reserva.

As virgens néscias haviam decidido guardar a sua virgindade em prol de uma prática religiosa, como um meio de sacrifício auto imposto, visando apenas merecer por si mesmas a entrada nas bodas do cordeiro.

Porém isto não foi suficiente para manter acesa a chama da luz divina em seus corações. Por final, elas terminam na escuridão fria da religião.

Enquanto que as virgens prudentes sabiam e reconheciam a sua incapacidade. E elas reconhecendo o seu vazio espiritual, passam a colocar em depósito o amor, a graça e a misericórdia, para que estas virtudes espirituais, como um azeite precioso, não deixassem apagar a luz do Espírito de Deus, que alimentando a chama, queimava e brilhava suavemente em seus corações.

É fato que Jesus faz, na parábola das dez virgens, uma descrição perfeita e profética da situação espiritual que se encontrará a humanidade, quando do tempo da sua vinda.

"Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro." Mateus 25:6


À meia noite, ou seja, no pior momento, quando as trevas estão em toda a sua força. Jesus prediz que próximo ao fim, a humanidade estará envolvida em densas trevas de pecados. E a chama do amor se esfriará em muitos. Mas quanto mais escuro for o ambiente, mais a luz se torna percebida.

"E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós." 
Mateus 25:8-9


Na caminhada da espera da vida pela vinda do Noivo, não se pode deixar faltar o amor. Tem que se guardar o amor em depósito, no estoque dos corações, para que este brilhe iluminando o caminho que conduz à salvação.

"E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." Mateus 24:12


Ninguém poderá viver do amor do outro, pois a salvação é individual. Cada indivíduo prestará contas da sua prática de vida, se em amor, em caridade ou em prática fria, visando o reconhecimento aos olhos dos homens, tendo já recebido sua recompensa terrena.

E este óleo precioso é de um valor tão alto, que é necessário vender tudo o que se tem para poder comprá-lo. É preciso se doar por completo. Vender tudo é se desfazer do "EU" espiritual, se entregando à Deus em ardente prática da graça.

Mas Jesus nos deixou um alerta na parábola das dez virgens, para vivermos nesta prática santa, pois pode não dar tempo de voltar, se por ventura a deixarmos.

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. Mateus 25:10


"E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço." 
Mateus 25:11-12


A Parábola das Dez Virgens nos passa uma mensagem que realça a necessidade de termos uma vida de vigilância. Vigiar pois, é não deixar de fazer o bem, ainda que não reconhecidos.

Vigiar é não deixar de amar o próximo e continuar a levar esta mensagem de perdão e reconciliação entre Deus e os homens, através do seu filho Jesus.

"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." Mateus 25:13


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“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Poucas palavras na Bíblia são tão claras, mas ao mesmo desobedecidas justamente por pessoas que afirmam ser cristãs, como a que ensina que a única possibilidade de chegarmos a Deus é por meio do Seu filho Jesus Cristo. Única. E olha que a Bíblia traz isso na boca do próprio Jesus. Lembremos o que está em João 14:6: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, se não por mim.” Há quem leia a passagem, a ache correta, concorde, proclame que faz justamente isso na sua vida por ser cristão, mas quando indagado por sua fé em outros personagens bíblicos afirmam que pedem para que estes “intercedam” por ele para chegar a Deus. Sem noção do que diz a palavra de Deus, acham que não estão desobedecendo e, portanto, não estão fazendo nada errado. Ledo engano. Salientando que não se quer aqui atacar ou diminuir a missão dada por Deus a Maria, a mãe de Jesus, ou a nenhum personagem bíblico, a frase citada entre aspas deve ser de longe o maior exemplo de quando uma pessoa diz ser fiel à palavra de Deus, mas a distorce completamente. Percebam que, ao usar a expressão “o caminho”, Jesus não deixou o ensinamento de que devemos ter quem interceda por nós. Ele diz claramente que está nos dando um presente maravilhoso: pela nossa fé chegarmos ao Pai pelo único caminho que é ele, Jesus. Ponto final. A gramática nos ajuda a entender a frase. Se Jesus tivesse dito “um caminho” e não “o caminho”, aí, sim, poderíamos ter opções. Perceba, internauta, que há mais de um caminho para se chegar à praia, ao centro… Mas imagine, por exemplo, um apartamento no 10º andar com apenas uma porta. Será que esta porta é o caminho para o elevador ou um caminho? Alguém arriscaria pular a janela para chegar ao elevador ou só restaria uma única possibilidade: a porta? Para chegarmos a Deus, Jesus é essa única porta. Qualquer outro caminho representa o perigo da janela. E note-se que a Bíblica é didática. Não há passagem nenhuma falando em usar outro caminho para se chegar a Deus, exceto Jesus. Os que usam Maria, por exemplo, o fazem por conta própria. Não tem respaldo bíblico. Percebam que isso não sonega, como por ignorância teológica alguns acreditam, o importante papel que Deus reservou a Maria. A Bíblia, em João 1:1, diz que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Mais adiante um pouquinho, no mesmo livro, lê-se: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (João 1:14). Ou seja, está cristalino que Jesus veio à terra para cumprir a missão de salvar a humanidade das garras de satanás. E no plano de Deus para o verbo se fazer carne era preciso nascer igual a todos nós – inclusive para nos deixar a lição que qualquer pessoa de carne e osso que tenha fé em Deus é capaz de superar as adversidades impostas pelo inimigo e conseguir a salvação. Assim, Deus escolheu Maria. Evidente que pelo mérito dela. Deus não escolheria qualquer uma para trazer o Seu filho ao mundo. Mas optou uma mulher também de carne e osso como todos nós. A partir do momento em que Jesus começou o seu ministério, era ele e o Pai. Só ele e o Pai. Uma decisão de Deus, e que quem tem fé Nele não discute. Prestem atenção a estas palavras de Jesus: “E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora (João 2:3-4). Percebam que, para quem não vive a fé na palavra de Deus, não entende que Jesus é, de fato, o único caminho para se chegar a Deus, as palavras soam ríspidas – sobretudo dirigidas à própria mãe. Todavia uma reflexão com o auxílio de outras passagens bíblicas joga luz no fato de Jesus ter uma missão dada por Deus, e somente Deus poderia colocar no seu coração o que fazer, como fazer e quando fazer. Aliás, a própria Maria, que nunca disse a ninguém que seria um caminho para Deus, ao menos não existe isso na Bíblia, testemunhou esta aliança Deus x Jesus. “Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2:5). Portanto, está evidente que tanto Jesus quanto Maria, assim como todos nós, temos missões dadas por Deus. Missões distintas. A partir do momento em que se pauta a vida na obediência à palavra de Deus, na fé na Bíblia, deixando ensinamentos religiosos à parte (Bíblia é bíblia. Religião é religião), entende-se isso e a frase que serve de título para este texto claramente. Mas, como diz Jesus, quem tem ouvidos que ouça. Deus no comando.