domingo, 5 de novembro de 2017

Cuide do templo do Espírito Santo que é seu corpo e deixe as coisas da terra 🌎

ESTUDO DO LIVRO DE AGEU CAP. 2

RECONSTRUINDO O TEMPLO – A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA

A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA (segunda mensagem - ENCORAJAMENTO - um mês depois da primeira mensagem- Ag 2.1-9).

“Fala, agora, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e ao restante do povo, dizendo:” Ag 2.2.

OBSERVAÇÃO: A primeira mensagem foi dirigida aos lideres para que iniciassem a obra, e depois para o restante do povo, para que seguissem as instruções dos seus lideres para executarem as suas tarefas.

APLICAÇÃO: Lideres iniciem a obra e distribuam as tarefas ao restante do povo.

OLHE PARA O SEU “TEMPLO” – (Ag 2.3).

“Quem dentre vós, que tenha sobrevivido, contemplou esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é ela como nada aos vossos olhos?” Ag 2.3.

OBSERVAÇÃO: Deus manda uma mensagem para os 2 lideres e o restante do povo, aqueles que ainda estavam vivos, já idosos (Ed 3.10-13) que viram (contemplaram) o primeiro templo, façam uma comparação, este templo não é nada comparado em sua formosura ao primeiro.

Por que este templo não é nada aos nossos olhos? Por que este templo não se compara em nada em sua formosura, beleza do primeiro templo, (primeiro estado)?

APLICAÇÃO: Como está o templo do Espirito? Forte ou fraco? Saudável ou doente? Como você cuida do seu corpo e mente?

“A consequência dos pecados (desobediência e a prostituição a outros deuses) trouxe a destruição do templo, e assim é a mesma coisa em relação ao nosso corpo templo do Espírito Santo.”

“Um corpo saudável e forte, ou seja, a saúde mental e corporal reflete Cristo em minha vida!”

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”. 1 Co 3.16-17.

“Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito santo,...” 1 Co 6.18.19.

SEJA FORTE (A ALIANÇA DO SENHOR) – (Ag 2.4-5)

“Ora, pois, sê forte, Zorobabel, diz o SENHOR, e sê forte, Josué,...o sumo sacerdote, e tu, todo o povo da terra, sê forte, diz o SENHOR, e trabalhai, porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos exércitos;” Ag 2.4.

“segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito habita no meio de vós; não temais”. Ag.2.5

OBSERVAÇÃO: o povo atendeu a voz do Senhor, a palavra do Senhor agora não é mais uma exortação e sim de encorajamento, e Ele estaria com eles todo o tempo no trabalho.

Por que o povo estava desencorajado? Por aquilo que estava diante dos olhos deles. Eles compararam o belo templo que tinham, e agora tinham que se contentar com um templo bem inferior, mesmo reconstruindo não seria nem ao menos parecido com o primeiro, por isso o desânimo tomou conta deles.

“O povo olhava para o exterior do templo, enquanto Deus para o interior do templo.”

APLICAÇÃO:

NÃO DESPREZE O HUMILDE COMEÇO - Zc 4.9-10

“As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa, elas mesmas acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos é quem me enviou a vós outros.”

“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel”. Zc 4.9-10

OBSERVAÇÃO: Embora pareça humilde (insignificante) quando comparado ao primeiro templo, à glória deste templo iria exceder ao templo de Salomão, pois esse seria agraciado com a presença do próprio Messias.

APLICAÇÃO: Às vezes aquilo que parece insignificante aos teus olhos, é exatamente isto que vai fazer você crescer e se aprimorar.

“Não despreze um ministério no seu humilde começo, pois é ele que te fará crescer Espiritualmente.”

“Não despreze um serviço que muitas vezes pode parecer insignificante, pois é em um começo humilde (dificuldades e provações) que te fará crescer e se tornar em um excelente profissional.”

NO QUE ESTAMOS ESTÁ CHAMANDO ATENÇÃO?

“preferimos que as pessoas entrem na igreja pelo seu exterior (beleza) ou pelo seu interior (aquilo que ela oferece)? Ou seja, pela espiritualidade da igreja em si (liderança espiritual dedicada na pregação e preparação da palavra e membros espirituais dedicados em seus ministérios).”

A ÚLTIMA GLÓRIA SERÁ MAIOR (PROMESSA) - Ag 2.9.

“A glória desta última casa será maior do que a primeira,...” Ag 2.9.

OBSERVAÇÃO: Esta promessa de uma glória maior cumpre-se em Cristo, está é a maior glória de Deus, a redenção em Cristo Jesus, nos libertando da escravidão do pecado, é preciso reconhecer, arrepender e confessar os pecados para que se manifeste a glória de Deus em nossas vidas.

EX: Podemos aplicar está passagem em nossas vidas comparando um homem cheio de vigor saúde e força, mas que se entregou aos vícios como cigarro, drogas, álcool, etc.., destruindo pouco a pouco seu corpo templo do espirito Santo. Este veio a se arrepender depois de muitos anos, e Deus o perdoou, se tornando a glória desta ultima casa maior do que a da primeira, mas as consequências do pecado ficaram em sua vida, como doenças graves que prejudicaram sua vida física e mental, (falta de força, saúde em geral), perdendo assim aquela beleza exterior (saúde) que exalava em seu primeiro estado.

“O estado físico pode não estar como o da primeira vez (saudável, exalando beleza), assim como o templo de Jerusalém”.

APLICAÇÃO:

COMO TENHO HONRADO A DEUS COM O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO?

“A glória desta última casa será maior do que a primeira, quando há arrependimento, só que muitas vezes o teu corpo (templo do espírito Santo) estará destruído exteriormente por causa do pecado e não terá mais aquela beleza (saúde, força, bem-estar) de antes, você sofrerá as consequências do pecado”.

“Não deixe para lamentar seu primeiro estado no final da sua vida, mesmo havendo sincero arrependimento, pode não haver mais tempo, restauração física em consequência do pecado.”

SANTIFICAÇÃO (IMPUREZAS NO MINISTÉRIO) - (terceira mensagem- REPREENSÃO – Ag 2.10-19) – dois meses depois da segunda mensagem.

COMO ESTÃO AS OBRAS DE SUAS MÃOS? - Ag 2.12-14.

“Se alguém leva carne santa na orla de sua veste, e ela vier a tocar no pão, ou no cozinhado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, ficará isto santificado? Responderam os sacerdotes: Não”. Ag 2.12.

“Então, perguntou Ageu: Se alguém que se tinha tornado impuro pelo contato com um corpo morto tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? Responderam os Sacerdotes: Ficará imunda.”
Ag 2.13.

“...Assim é este povo, e assim esta nação perante mim, diz o SENHOR; assim é toda obra das suas mãos, e o que ali oferecem: tudo é imundo. Ag 2.14

OBSERVAÇÃO: A lei cerimonial, lei civil não existem mais (abolida), somente a lei moral permanece. Deus repreende o povo para serem zelosos na construção do templo, pois a lei cerimonial aqui mostra que a santidade não é transferível, mas a imundícia sim.

APLICAÇÃO: embora a lei cerimonial não exista mais, podemos tirar algumas lições Espirituais.

Ex: Um homem doente chegai à igreja e começa a espirrar, contaminando todas as pessoas as sua volta, mas, se este homem fosse a igreja totalmente saudável ele iria transferir sua saúde? Certamente que não.

SANTIDADE

“O simples fato de você envolver em ministérios, ou, seja, pregar, ensinar, tocar, qualquer obra na casa de Deus, até mesmo ir à igreja, não faz de você santificado, muito menos purificado.”

“Não nos limpamos por estarmos associados (unidos) àquilo que é limpo, mas somos contaminados pela associação com o que é impuro.”

CONTAMINAÇÃO

“Seja zeloso quanto ao ministério, aquele que exerce um ministério sem santidade e consagração, vivendo uma vida cheia de pecados está contaminando e atrapalhando a obra de Deus, abrindo portas de entradas para todo espirito imundo agir, contaminando o corpo de Cristo.”

“Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda massa.” 1 Co. 5.6
“Meus irmãos, não sabeis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.” Tg 3.1.

CONSIDERE OS ACONTEIMENTOS DE ANTES, E APARTIR DE HOJE EM SUA VIDA- Ag 2.15-19.

“Agora, pois, considerai tudo que está acontecendo desde aquele dia. Antes de pordes pedra sobre pedra no templo do SENHOR.” Ag 2.15.

OBSERVAÇÃO: Considerem tudo que aconteceu antes de recomeçarem a obra, o ministério: quando subiam ao monte de 20 medidas havia somente 10, ao lagar para tirar 50, havia somente 20. Vs 16. Deus os feriu com queimaduras, ferrugem, saraiva, em todas as obras das suas mãos. Vs 17.

Considerem desde este dia em diante: Eu o Senhor vos abençoarei. Vs 28

APLICAÇÃO:

“Antes que você ponha pedra sobre pedra, ou seja, envolva no ministério da casa do Senhor, considere o que está acontecendo em sua vida. Será que estou apto para obra, ou estou contaminando o ministério? Deus enviou os profetas e os feriu com todo tipo de pragas e doenças e ninguém se arrependeu.”

“Considerai que a partir de hoje, se houver arrependimento e confissão de pecados, a videira e a figueira voltarão a dar seus frutos e vos Abençoarei”.

EU TE ESCOLHI (COMO UM ANEL DE SELAR) - Ag 2.20-23 (quarta mensagem – PROMESSA - no mesmo dia da mensagem anterior).

“Naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, tomar-te-ei, ó Zorobabel, filho de Salatiel, servo meu, diz o SENHOR, e te farei como um anel de selar, porque te escolhi, diz o SENHOR dos Exércitos.” Ag 2.23.

“Escrevei, pois, aos judeus, como bem vos parecer, em nome do rei, e selai-o, com o anel do rei; porque os decretos feitos em nome do rei e que com seu anel se selam não se podem revogar.”
Et 8.8.

OBSERVAÇÃO: anel de selar era símbolo de autoridade e poder usado por um rei, de modo que não podia ser revogado de maneira alguma, assim Deus faz uma promessa a Zorobabel, te farei como um anel de selar, Eu te escolhi, isto jamais seria revogado, que se cumpriria em Cristo Jesus.

“Depois do exílio da Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel;” Mt 1.12

APLICAÇÃO:

“Porque os decretos feitos em nome do rei e que com seu anel se selam não se podem revogar”.

“Eu te Escolhi, e as minhas promessas se cumprirão no seu devido tempo, Amém

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: