sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Ininterrupto
Adjetivo Contínuo; qualidade do que é constante, permanente, contínuo: turno de trabalho ininterrupto; atividades ininterruptas. Consecutivo; que não é interrompido; que não se consegue interromper.

O que fatalmente acontece quando os homens rejeitam o único Salvador conhecido? Como podemos escapar do Inferno se não seguimos a única estrada conhecida para o céu? Como poderia haver alguma outra coisa além da morte, se O recusamos? 

Nós O conhecemos por Sua ação não solicitada; Ele é o Deus da história. O Senhor nunca fez o que Ele não amava fazer, pois os seus atos expõem Seu coração. Ele é o que é: “Eu sou o que Sou,” e Ele nunca vai agir fora do Seu caráter.

Seus desempenhos independente são para Se introduzir à humanidade. Seus atos ‘soberanos’ são Seu cartão de visita, para nos familiarizar com Sua atividade. As pessoas falam de sinais e maravilhas Bíblicos, mas se eles forem ‘produções únicas’ eles não significam nada. PORQUE A BIBLIA NOS CONTARIA O QUE ELE FEZ, SE ELE TEM A INTENÇÃO DE SER DIFERENTE? Deus não muda. Ele não é um dos desses personagens ocupados, que perdem a sua avidez quando você vai a eles por ajuda.

Infelizmente, a iniciativa de Deus tem sido mal interpretada. Alguns pensam que Ele nunca trabalha de nenhuma outra maneira a não ser independentemente de todo projeto humano. Eles O vêem como um Deus do Destino, isto é, se Ele quer salvar ou não, curar ou não, mandar o avivamento ou não, nós mortais podemos fazer pouco a respeito. Muitos simplesmente esperam que Deus faça o que tem que fazer e eles mesmos não fazem nada.

Isso é tristemente um mal entendido, uma vez que esta é uma atitude negativa a qual derrota o que Deus planejava. O propósito real era noticiar Sua bondade, abrir a porta e nos atrair para entrarmos em Seu depósito. O que Ele dá, Ele tira das suas prateleiras e escolhe um item para nos mostrar o que Ele tem lá. No Seu hipermercado, os corredores esticam até o céu. Sua graça e bondade são ilimitadas. “Olhe”, Deus diz: “ esta é uma simples amostra. Há muito mais lá. Muito mais do que você pode pedir ou pensar. Venha às compras, sem dinheiro e sem preço”. A etiqueta em cada item é idêntica: “Pago pelo Proprietário, somente creia”.

“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (VRA.SBB, Marcos 11:24). A repetição na terceira pessoa é uma ênfase típica grega. Deus nos ouve, respeita a vontade que Ele nos deu e honra nossos desejos e fé.

Fé não é crer que Deus fez coisas, mas que Ele VAI fazer. Não é crer que Deus é todo-poderoso. Um tolo sabe que se Ele não fosse todo-poderoso, Ele não seria Deus. Mas, e o próprio Deus em Si mesmo? Um homem forte pode ser qualquer tipo de homem: bom, mau ou indiferente. O poder pode estar nas mãos erradas. A questão vital é como o poder é usado. Deus pode ser todo-poderoso, mas Ele é uma pessoa generosa e acessível?

Então, se essa é a maneira como Deus age, por que orar? Por que ter fé? A resposta é de que essa não é a maneira normal d’Ele agir: Ele nos ordena orar, de qualquer jeito. Deveríamos orar encorajados pelo que Ele fez quando nós não orávamos.

O Ininterrupto Curso da História

O reconhecido programa de Deus envolve Israel de maneira particular. Ele usa poderosas expressões da Sua determinação. Por três vezes, diz: “O zelo do Senhor fará isto” (II Reis 19:31; Isaias 9:7, 37:32). Freqüentemente, as Escrituras se referem ao Seu zelo e ‘ciúme'( poderosa vontade), e, às vezes, Sua fúria(Ver Jeremias 33:20-21; Ezequiel 5:13; Isaias 26:11, 42:13, 59:17, 63:15; Joel 2:18; Zacarias 1:14 e por ai vai). Os propósitos estabelecidos de Deus, não eram invenções da cabeça do homem e nem dependentes de entusiasmo humano. Deus age, e os homens não podem se opor a Ele mais do que um inseto pode se opor ao tornado.

Ele anunciou que Ele, que dispersou a Israel, iria reuní-lo. Voluntariamente ou a contra gosto, eles deixariam as terras de sua dispersão, fruto do juizo e castigo de Deus, e os guiar, se necessário. “Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo, (...) poder-se-á também invalidar a minha aliança, (...) Porque assim diz o SENHOR: assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (Jeremias 33:19-20,21 e 32:42).
É nosso privilégio viver nos últimos dias, quando isso está acontecendo literalmente. Aos três milhões que já retornaram nesse século, espera-se que, só da Russia, um milhão de judeus logo se juntem a eles.
Esse é o agir de Deus, o qual é maravilhoso aos nossos olhos. O Estado de Israel não foi uma tentativa humana de se cumprir profecia, mas existe apesar da falta de fé nas suas próprias Escrituras. Somente quinze, em cada cem, têm crença religiosa ortodoxa e, somente uma minúscula fração, O reconhece como o Messias Jesus. No entanto, Deus, após aproximadamente 3.000 anos do Seu manuseio da história, os coloca lá, fazendo notícia diariamente nos meios de comunicação mundial.

Envolto na promessa

Envolto na promessa do reagrupamento de Israel é outra. O retorno de Israel, descrito em Joel, também inclui essa promessa.

JOEL 2:28-29 “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias”. (VRA.SBB).

Sem ‘ses’ ou ‘mas’. Depende de nada, exceto o fato de Israel estar na terra, o qual somente Deus proporciona. Hoje, graças a Deus, estamos vendo o cumprimento dessa promessa. Tão concreta como a existência do Estado de Israel é a existência do derramar do Espírito Santo hoje.

Deus disse: “Derramarei do meu Espírito” e quem poderá pará-Lo? A oposição provou ter importância, e, estranhamente, surgiu entre crentes incrédulos; os quais são armas muito úteis nas mãos do Inimigo. Mas, nem os exércitos do demônio, nem as declarações da igreja podem frustrar Deus. Quando Suas carruagens começam a rolar, aqueles que não andam com Ele, ou serão empurrados para fora da estrada ou atropelados como por uma jamanta.

Mateus 21:44 diz: “Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó”.(VRA.SSB.)

Os que não são receptivos ao Seu trabalho, tornam-se serragem a ser varrida para fora da Sua bancada, razão pela qual algumas igrejas morrem.

Mas, Por Que Não Sempre?

O tremendo significado da independência da ação de Deus foi tema dos sermões de Cristo em Nazaré, em Lucas 4. Ele falou sobre Deus curando Namã, o leproso sírio e alimentando a faminta mulher de Sidom. Então, Ele anunciou que era ungido para propósitos semelhantes. Um ou dois casos, não solicitados, haviam mostrado o que Deus poderia fazer; mas agora, Ele estava para fazer. A Era do Espírito havia surgido quando pessoas do leste e oeste vinham e se sentavam no reino, tomando-o à força.

O problema com o qual Jesus lidou não foi o que se supõe. O problema era por que alguns SÃO curados, e não o porquê de alguns não serem curados. Um sírio foi curado, por incrível que pareça. Normalmente, ninguém jamais seria. Então, Deus saiu da norma. É um confuso quebra-cabeças o fato de que Deus cura as pessoas; e há milhares de explicações quando Ele não o faz. Não ficamos surpresos quando o povo permanece doente. Então, Ele destrói as nossas filosofias convenientes com milagres. Hoje, Deus cura multidões, e por quê? Para nos mostrar o que Ele quer fazer. DEUS TOMA A INICIATIVA PARA NOS MOSTRAR O QUE ELE É, E, ENTÃO, ESPERA QUE NOS POSICIONEMOS CRENDO QUE ELE VAI REPETIR AS MARAVILHAS.

Abençoado ou Esmagado?

O homem sobre cujo braço o Rei se inclinou na sua carruagem era uma pessoa de braços fortes, um apoio, mas foi derrubado e pisoteado pelas pessoas que correram para ter o que ele não acreditou. O homem que não crê no Evangelho será esmagado por sua realidade. Não crer não muda o que ele É. Se não formos junto com o evangelho, ele nos esmagará com seu próprio peso.

A pior de todas as tragédias é que o homem morreu por causa das boas novas. Deus estava com Eliseu para abençoar Israel e Suas Palavras eram boas novas; porém, um homem tolamente escolheu não acreditar. Ele se colocou fora da possibilidade de desfrutar delas. As palavras de Eliseu não foram palavras de calamidade ou julgamento, mas sim de libertação, comida e da bondade do Senhor para com pessoas indignas. Se as palavras não fossem cridas, elas não poderiam ser alteradas... e não aceitá-las provou ser uma tragédia.

O Evangelho não é uma palavra de julgamento, mas de Boas Novas. Esse Evangelho havia alterado tudo, pois engloba como as coisas são hoje, e não como pensamos que deveriam ser. A situação é esta, goste ou não. É inútil não aceitar como Deus fez as coisas. Talvez não aceitemos o universo ou as leis da natureza, mas elas são boas, benéficas e vivemos por elas. Tente rejeitá-las e as forças titânicas da natureza nos esmagariam como a um mosquito no pára-brisa de um carro viajando a 200 km/h.

O Evangelho é Boa Notícia: a melhor notícia! No entanto, ele não é uma teoria ou idéia, e sim, um fato concreto. Nenhuma argumentação é possível, nenhuma acomodação à opinião humana e nenhum diálogo tem qualquer uso. A Palavra do Senhor no Evangelho não é uma expressão de crença ou ponto de vista religioso, mas uma total declaração de como as coisas são. Entretanto, no outro lado, há a horrorosa e trágica possibilidade da rejeição. O que fatalmente acontece quando um homem tenta nadar contra as correntes do amor de Deus? O que fatalmente acontece quando os homens rejeitam o único Salvador conhecido? Eles ainda podem ser salvos? Como podemos escapar do Inferno se não seguimos a única estrada conhecida para o céu? Por toda a lógica possível, como poderia haver alguma outra coisa além da morte, se recusamos a única vida que nos é prometida?

Os poucos leprosos rejeitados que se arriscaram entrar no acampamento dos sírios desaparecidos, compreenderam que era um dia de boas novas e contaram isso na cidade. Isso é o Evangelho! Boas Novas; um homem foi condenado a morte porque não acreditou nas Boas Novas.

ININTERRUPTO

No entanto, Satanás estava lidando com o Espírito Santo e não com planejamento ou entusiasmo humano. O inferno não pode alterar o decreto de Deus: “EU DERRAMAREI do meu Espírito sobre toda carne”. O que estava acontecendo não poderia ser ignorado para sempre. Hoje, isso é visto a passos largos, vem das ruas, como Jesus de Nazaré, ensinando, pregando e curando. As multidões se juntam. Hoje o Espírito Santo inspira dezenas de milhões para conquistar o mundo para Deus, ousando com mil novas maneiras.



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A mulher segundo o coração de Deus

A mulher foi o último ser criado por Deus; foi o ápice da criação: cheia de beleza, meiguice, delicadeza, força espiritual; foi criada para ser mãe e esposa, carinhosa e sensível. Foi o coroamento da natureza. Ela é a imagem e semelhança mais sensível de Deus. A sua beleza e charme encanta o coração do homem, porque foi criada para ele. Há uma música que diz: “creio na mulher que se enfeita e se embeleza para ser a mais bonita criação de nosso Pai”.
A Bíblia está repleta de passagens falando da mulher, exaltando a sua grandeza, mas também chamando a atenção quando ela se desvirtua. O livro dos Provérbios diz: “Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor” (Pr 31,10).
O livro do Eclesiástico tem um longo trecho que diz: “Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois, se duplicará o número de seus anos. A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida. É um bom quinhão uma mulher bondosa; no quinhão daqueles que temem a Deus, ela será dada a um homem pelas suas boas ações. Rico ou pobre, o seu marido tem o coração satisfeito, e seu rosto reflete alegria em todo o tempo. É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada. A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta. Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa. Como a lâmpada que brilha no candelabro sagrado, assim é a beleza do rosto na idade madura. Como fundamentos eternos sobre pedra firme, assim são os preceitos divinos no coração de uma mulher santa (Eclo 26,1-24). “Uma mulher virtuosa é a coroa de seu marido, mas a insolente é como a cárie nos seus ossos”. (Pr 12,4).
Mas a Bíblia também fala da mulher sem virtudes: “É melhor viver com um leão e um dragão, que morar com uma mulher maldosa” (Eclo 25,23). “Uma mulher maldosa é como jugo de bois desajustado; quem a possui é como aquele que pega um escorpião. A mulher que se dá à bebida é motivo de grande cólera; sua ofensa e sua infâmia não ficarão ocultas. O mau procedimento de uma mulher revela-se na imprudência de seu olhar e no pestanejar das pálpebras” (Eclo 26,9-12).
Esta Palavra ajuda a mulher a compreender o que Deus deseja dela. Quando Deus percebeu que o homem não era feliz no Paraíso, então, criou a mulher e lhe deu como uma “ajuda e companheira adequada” (Gen 2,18). Isto mostra que uma mulher pode ser uma grande alegria para seu esposo, mas pode ser também a sua tristeza. Paulo VI disse que: “o homem tem o primado da cabeça; a mulher tem o do coração”. Não se pode confundir entre si o masculino e o feminino, pois cada qual tem seus valores. As qualidades masculinas e as femininas precisam umas das outras.


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

ESTUDO DO LIVRO DE "MATEUS  3:1-17

Mateus 3:1-10

1.E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia,
2.E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
3.Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.
4.E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.
5.Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;
6.E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.
7.E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?
8.Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;
9.E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão.
10.E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo. 
Mateus 3:1-10
Estudo
João Batista começou seu ministério, pregando no deserto da Judéia.
A pregação dele incluiu dois temas principais (veja a mensagem de Jesus em 4:17):
(1) O arrependimento.
(2) A chegada iminente do reino dos céus.
João veio como precursor de Jesus, cumprindo a profecia de Isaías 40:3.
**Obs.: A citação de Isaías 40:3 aqui (3:3) é importante. João veio para preparar o caminho do Senhor (Jesus). Na profecia original, a palavra "Senhor" é o tetragrama (YWHW) que é usado como um dos nomes mais comuns de Deus (traduzido como Senhor, Jeová, etc.). É uma de muitas provas bíblicas da divindade de Jesus. As pessoas hoje que negam a divindade de Jesus não aceitam o que a Bíblia afirma: Jesus é Jeová! (Para uma explicação mais completa deste ponto, veja o livrete "Jesus e a Natureza de Deus").
O "jeito" de João Batista foi diferente, até estranho. Mas, não devemos nos preocupar com a aparência ou o jeito do mensageiro. Devemos julgar pela fonte da mensagem.
Muitos judeus saíram para serem batizados por João no rio Jordão.
João questionou os motivos deles e ensinou que devessem produzir "frutos dignos de arrependimento". Ele deixou claro que ninguém seria salvo por meramente ser judeu.
**Obs.: O arrependimento é uma decisão de mudança, que deve ser acompanhado pelos frutos que mostram a sinceridade da decisão.
As árvores que não produzem bons frutos seriam cortadas e lançadas ao fogo.
Mateus 3:11-12
11.E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.
12.Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará. 
Mateus 3:11-12

Estudo
João frisou um ponto muito importante: a superioridade de Cristo.
(1) João não era digno de levar as sandálias de Jesus (serviço de escravo)
(2) João não possuiu o poder que Jesus tem. João tinha poder para batizar nas águas, mas Jesus batizaria com o Espírito Santo e com fogo.
**Obs.: Os comentários de João em 3:11 sobre os batismos têm sido usados para defender várias ideias erradas sobre o batismo com o Espírito Santo. Preste atenção neste trecho para observar:
(1) Que João não está dizendo que o batismo com o Espírito Santo é mais importante do que batismo nas águas. A comparação não está entre batismos, e sim entre pessoas. João tinha poder sobre um pouco de água. Jesus tem poder sobre o Espírito Santo e sobre o fogo.
(2) O sentido de "fogo" neste contexto. Muitas pessoas associam o fogo daqui com as "línguas, como de fogo" do dia de Pentecostes (Atos 2:3). Mas o contexto de Mateus 3 mostra que o batismo com fogo é o castigo eterno dos malfeitores (leia, de novo, 3:10 e 3:12).
Mateus 3:13-17
13.Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.
14.Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
15.Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu.
16.E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
17.E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Mateus 3:13-17

Estudo
 Jesus foi da Galiléia ao rio Jordão para ser batizado por João.
A conversa entre João e Jesus destaca um fato importante: o propósito do batismo de Jesus era diferente do que o dos outros que foram batizados. Jesus não tinha pecado, mas se batizou para "cumprir toda a justiça", obedecendo a vontade do Pai para trazer a salvação aos homens pecadores.
Logo após o batismo de Jesus, encontramos três pessoas divinas fazendo coisas diferentes em lugares diferentes ao mesmo tempo:
- Jesus saiu da água.
- O Espírito desceu como pomba.
- Deus Pai falou do céu.
Jesus se mostrou obediente, e o Pai declarou sua satisfação com ele: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo."




terça-feira, 6 de novembro de 2018

Jesus Virá!

Zacarias 13.1-9 - A Purificação do Povo de Deus


O capítulo anterior termina com a descrição ímpar de um lamento nacional entre os israelitas, atingindo cada faixa etária, gênero e classe social. A razão desse pranto geral e genuíno foi a consciência da rejeição do Messias, resultando em uma conversão nacional do povo que, no passado, foi qualificado como tendo uma “dura cerviz” (Êx 33.3,5,9). Contudo, quando o arrependimento e a fé do pecador se encontram com a graça e o amor do Senhor, o resultado é maravilhoso e, nesse caso, é anunciado no capítulo 13de Zacarias, a saber, uma grande restauração e purificação do remanescente fiel.
Assim, o escritor prevê que a fé de Israel terá como contraparte a ação purificadora de Deus (v.1): “Naquele dia, haverá uma fonte de água aberta para a casa de Davi e para os moradores de Jerusalém a fim de lavar pecados e impurezas”. A Bíblia fala sobre rios que correrão na terra seca quando Jesus reinar sobre seu povo (Is 35.6; 41.18). O próprio Zacarias fala de águas que correrão de Jerusalém para Leste e para Oeste depois do retorno do rei messiânico (Zc 14.8). Entretanto, o que ele parece ter em mente nesse texto vai além de uma simples corrente de água, pois seu efeito não é apenas refrescar os sedentos, ou suprir plantações e rebanhos, mas também lavar os pecados das pessoas. Assim, essa menção figurada parece ser extraída do uso de água na purificação dos levitas em sua consagração (Nm 8.7) e no preparo da água misturada com as cinzas de uma novilha vermelha usada na purificação e remoção das impurezas do povo da aliança (Nm 19.9). Assim, ela se une a outras figuras que se referem ao perdão de pecados como um ato de lavagem com água (Sl 51.2,7; Is 1.16-18). De fato, nessa ocasião se cumprirá uma das profecias mais esperadas por Israel no sentido de ser restaurado diante do Senhor, na qual o próprio Deus promete: “Aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei” (Ez 36.25).
O resultado prático da purificação que o Senhor promoverá no meio de Israel é que, além do perdão, haverá o abandono da rebeldia e de todos os seus veículos (v.2a): “Naquele dia — declara o Senhor —, eu eliminarei o nome dos ídolos da terra”. De um modo surpreendente, a história de Israel no Antigo Testamento é marcada pelo abandono do seu Deus e pelo apego a todo tipo de religiosidade pagã de seus vizinhos. Atualmente, o abandono do Senhor se dá por outras formas de idolatria que tomam seu lugar no coração das pessoas, mas o problema geral permanece. A promessa divina é, mediante a conversão do povo, promover um completo abandono de toda crença, doutrina, valor e apego que se interponha entre Deus e o seu povo. O resultado será a completa rejeição de qualquer veículo de rebeldia que antes desviava as pessoas do seu redentor (v.2b): “E não haverá mais lembrança deles, nem tampouco dos profetas e dos espíritos imundos”. Nesse ponto, são inseridos dois outros fatores que agem no sentido de impedir que as pessoas creiam no salvador e lhe entreguem suas vidas: os “profetas” e os “espíritos imundos”. Apesar de o texto mencionar apenas “profetas”, o contexto geral deixa claro que o escritor tem em mente a figura do falso profeta e dos “espíritos imundos” diabólicos que agem por meio deles. Com a ação divina, esses inimigos da verdade também silenciarão seus enganos e engodos.
A verdade é que a existência de Israel também foi marcada pela ação dos falsos profetas, os quais foram influentes e obtiveram êxito em enganar o povo e desviá-los dos retos caminhos de Deus (Is 9.15,16; Jr 14.14-16; 23.13-16; 28.15-17; 29.21,32; Ez 13.16,22; Mq 3.5-7,11). Por isso, Zacarias assegura ao remanescente fiel que isso não tornará a ter lugar no meio do povo de Deus, não apenas por causa da justa liderança do Messias, mas também pela fidelidade do próprio povo remanescente (v.3): “Se alguém ainda profetizar, seu pai e sua mãe que o geraram, dirão a ele: Você não viverá, pois disse mentiras em nome do Senhor. Assim, seu pai e sua mãe que o geraram o traspassarão quando ele profetizar”. A fidelidade do povo purificado pelo perdão divino será tamanha que nem mesmo as ligações sanguíneas serão mais fortes que os laços da fé e do amor com o redentor. Desse modo, diferente de hoje, quando os pais ficam do lado de seus filhos, inclusive quando estão errados, os próprios progenitores de um aspirante a profeta do engano serão seus acusadores, pois ninguém em Israel aceitará conviver com o erro e com a mentira novamente, preferindo a verdade e a honra do seu rei. Isso não significa que os pais não terão amor por seus filhos ou que serão radicais ao ponto de desprezar a vida dos rebentos, mas sim que eles serão fiéis às ordens de Deus de tratar segundo a orientação divina aquele que diz “mentiras em nome do Senhor” (Dt 13.1-5).
Outro impacto que a purificação do povo de Deus terá sobre as pessoas é que os próprios falsos profetas se envergonharão da sua atividade enganosa (v.4a): “Naquele dia, cada profeta se envergonhará da sua visão ao profetizar”. O texto hebraico não deixa claro o tempo da atividade que é motivo da vergonha desses homens.Pode ser que ainda haja quem queira agir como um falso profeta — a Bíbliaprevê um aumento de falsos profetas durante esse período (Mt 24.23,24) —, sem, contudo, encontrar espaço para fazê-lo livremente no meio do Israel convertido, ou mesmo para se vangloriar disso. Ou pode ser que o texto se refira à atividade passada de homens que foram falsos profetas e que agora, mediante o arrependimento, a fé e a purificação, envergonham-se do que fizeram no passado. Apesar de essa última possibilidade ser uma opção bastante atraente, os versículos 3 e 6 favorecem a primeira opção.
Como consequência natural disso, tal atividade será suprimida (v.4b): “E não usará mais roupa de pele de animais a fim de enganar”. Todos os artifícios utilizados pelos promotores de mentiras sobre Deus e sua palavra — tanto no passado como no presente — serão abandonados e não farão mais vítimas entre os seguidores do Senhor. Em vez disso, tais homens assumirão seu lugar devido, sem desejar ser mais do que são, nem clamar para si prerrogativas que pertencem ao Messias e que só podem ser concedidas por Deus (v.5): “Mas cada um deles dirá: ‘Eu não sou profeta. Sou um trabalhador da terra, pois lido com a terra desde a minha juventude’”. A tradução desse texto é bem difícil e controversa, mas seu sentido geral é bem claro. O desejo que tais homens têm de se apresentar e atuar como profetas que anunciam uma mensagem própria e independente, não atrelada à revelação divina de verdade, será suprimido por temor e por vergonha.
A razão para tal temor é reafirmada no versículo seguinte, que diz (v.6): “E quando alguém lhe perguntar: ‘Que ferimentos são esses em suas mãos?’, então ele responderá: ‘Fui ferido na casa dos que me são queridos’”. Isso significa que nem as pessoas mais próximas dos enganadores os apoiarão, nem aceitarão sua atividade contrária ao ensino bíblico. O acréscimo à figura geral feito por esse texto está no fato de os ferimentos notados no corpo dos falsos profetas da época serem infligidos pelos “que me são queridos”, uma menção que pode apontar para seus próprios pais — conforme foi predito no v.3 —, mas que também pode englobar os amigos do profeta mentiroso, completando o quadro da total rejeição de falsas profecias entre o povo santo e restaurado.
Dito isso, o texto apresenta uma mudança em sua estrutura e traz uma ordem divina a uma espada que é personificada em meio à poesia profética (v.7): “Ó espada, desperta contra o meu pastor, aquele que é meu companheiro — declara o Senhor dos exércitos. Fere o pastor e o rebanho se dispersará. Mas eu voltarei a minha mão para os pequenos”. O contexto imediato de Zacarias sugere que os pastores infiéis de Israel — seus líderes iníquos — seriam punidos pelo Senhor e que, como consequência disso, osseus rebanhos — o Israel desobediente — seriam espalhados (cf. Zc11.6,8,9,16). Contudo, o Novo Testamento utiliza este texto para falar sobre a dispersão dos discípulosdepois da crucificação de Jesus: “Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas” (Mt 26.31). Duas indicações no texto favorecem a interpretação messiânica do versículo 7. A primeira é o fato de o pastor ferido, diferente do que se esperaria no caso de se tratar de um líder infiel, ser chamado de “meu pastor” e de “aquele que é meu companheiro”. Essas expressões apontam para uma profunda e intensa comunhão entre o Senhor e seu pastor. A segunda indicação é o caráter altamente messiânico e escatológico do capítulo como um todo. Não se está tratando aqui dos pecados do passado, mas da restauração e purificação do futuro, além da fidelidade do povo diante da sua redenção. Desse modo, parece que Zacarias, depois de falar dos efeitos da purificação, expõe, nos vv.7-9, o meio utilizado por Deus para promover a restauração do seu povo. Ela só é possível mediante o ferimento fatal do pastor divino, o Deus encarnado na pessoa de Jesus Cristo. Em resumo, o capítulo traça uma distinção entre o resultado das atuações dos falsos profetas e do supremo e verdadeiro Profeta do Senhor.
Algo que pode trazer alguma confusão à figura é o fato de a ordem de Deus para se ferir seu pastor ser dada a uma “espada”. Não foi com uma espada que Jesus foi morto e a lança que o perfurou apenas o feriu quando ele já estava morto. Entretanto, a espada é uma das metáforas para o juízo de Deus, além de ser um frequente instrumento utilizado por ele para punir uma nação (Êx 5.3,21; 22.22-24; Lv 26.25,33; 2Sm 12.9; Is 27.1), de modo que se entende que tal pastor seria o alvo do juízo divino em lugar daqueles a quem ele salva. Em decorrência da morte do seu pastor divino, Israel também sofreu o juízo previsto na lei mosaica e foi espalhado pela Terra (cf. Dt 28.64-68). Entretanto, essa disciplina não representa uma rejeição definitiva (Rm 11.1-4), especialmente porque Deus continua a separar para si e santificar um pequeno rebanho israelita (Rm 11.5), de modo que Zacarias também anuncia que o Senhor voltaria sua mão para os “pequenos”. O termo “pequenos” aqui utilizado não tem o sentido de tamanho, mas aponta para pessoas insignificantes e desprezadas, sem força para assumir as rédeas do seu destino sozinhas. São pessoas assim que o Senhor socorreria com sua mão graciosa e amorosa, preservando para si um pequeno remanescente até que viesse o tempo da restauração de todo o povo.
Se a mão do Senhor preservaria uma parte do seu povo, o restante sofreria uma dura punição, o que tem ocorrido ao longo de toda a história e o que também acontecerá de modo dramático nos dias da Grande Tribulação (v.8): “E acontecerá em toda a terra — declara o Senhor — que dois terços serão aniquilados e morrerão. Mas um terço restará nela”. É difícil dizer se aqui o termo “terra” deve ser escrito com letra minúscula — referindo-se à terra da promessa, o território de Israel — ou com letra maiúscula — referindo-se a todo o planeta. Apesar de tais números encontrarem semelhanças no relato da tribulação mundial descrita no livro de Apocalipse, o contexto imediato parece favorecer a ideia de um território, a terra de Israel, em que o povo desprezado será alvo da graça renovada de Deus. Contudo, antes de ser agraciado pela libertação divina, Israel será reduzido a apenas um terço da sua população local nos dias daquela tribulação, seja pela perseguição do anticristo e seus exércitos, ou pelas ações de juízo vindas do próprio Deus. Tal destruição cairá sobre os israelitas endurecidos em seus pecados, assim como fatalmente recairá sobre a falsa igreja ao redor do mundo,sendo este o apropriado e predito juízo de Deus aos seguidores hipócritas do seu nome.
Se dois terços dos judeus serão julgados nesse período, o remanescente será fortalecido e purificado (v.9a): “Farei o terço restante passar pelo fogo. Eu o purificarei como se purifica a prata e o aquilatarei como se aquilata o ouro”. É certo que a figura do fogo é frequentemente utilizada nas Escrituraspara se referir ao juízo de Deus (Nm 11.1; Dt 32.22; Sl 78.21; Is 30.33). Mas nesse caso, o escritor lança mão dessa figura para se referir à purificação, tomando como base a conhecida atividade dos ourives de purificar e refinar metais preciosos por meio do fogo. Trata-se de uma comparação muito vívida da ação de Deus que, por meio de provações que recaem sobre seus servos em conjunto com seu socorro, torna-os mais puros. Na verdade, situações assim são propícias para que o homem reveja seus valores e suas atitudes, desprezando o que é passageiro e sem valor e se apegando ao que é eterno e valioso. É a esse tipo de ação que o salmista se refere ao dizer: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso” (Sl 66.10-12).
O resultado dessa purificação se verá em um relacionamento renovado entre Deus e seu povo remanescente (v.9b): “Ele chamará o meu nome e eu lhe responderei, dizendo: ‘Você é o meu povo’. Então, ele dirá: ‘O Senhor é o meu Deus’”. A ação de chamar pelo nome do Senhor na Bíblia vai além de uma simples supertição ou de uma busca por socorro apenas em momentos de aflição. Chamar ou invocar seu “nome” é uma evidência da fé e da conversão daquele que clama por ele. Isso quer dizer que, mediante a purificação de Israel, o Senhor voltará a dizer com propriedade que “você é meu povo”, enquanto os israelitas, agora convertidos e restaurados, responderão com toda sinceridade de coração que “o Senhor é o meu Deus”, cumprindo, com isso, a predição de outros profetas, como Oseias: “Semearei Israel para mim na terra e compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a Não-Meu-Povo direi: Tu és o meu povo! Ele dirá: Tu és o meu Deus!” (Os 2.23).
A dinâmica exposta nos dois últimos versículos sugere que o livramento do remanescente da morte é seguido por seu arrependimento e conversão, e não o contrário. A pergunta que devemos nos fazer, como igreja do Senhor, é se é realmente preciso que nós também passemos por situações que nos provam a fim de sairmos delas arrependidos e purificados de pecados e de rebeldias. Toda a Escritura nos serve de exemplo do que acontece àqueles que resistem ao comando e ao amor de Deus, além de evidenciar o custo e as vantagens de andar em comunhão com ele. Assim, só é preciso decidirmos se queremos aprender tal obediência do modo fácil ou do modo difícil.



quinta-feira, 1 de novembro de 2018

COMO SABER SE ALGUÉM É UM HOMEM DE DEUS?

Tem se tornado muito comum  entre nós, cristãos evangélicos, rotular pessoas como “homens ou mulheres de Deus”. Isto ocorre porque em muitas ocasiões ouvimos uma palavra “ungida” e entendemos que é o suficiente para elegermos aquela pessoa um “homem ou mulher de Deus”. Será que é tão simples assim? Devemos ser ingênuos e simplistas nesta avaliação? Será que todos são de fato “de Deus”? Como reconhecer uma pessoa verdadeiramente de Deus? Para facilitar nossa reflexão, usarei, com sua permissão, apenas o termo homem de Deus, mas estarei me referindo a ambos os sexos.
Muitas pessoas hoje estão buscando um título religioso, pois isto dá um certo “status” e “regalias” no contexto social em que vivemos, especialmente nas igrejas. Algumas pessoas têm sido ordenadas sem a mínima condição (este tipo de ordenação é duvidosa em sua validade) e sem o mínimo de treinamento para desempenhar tão nobre função. Na verdade tem se banalizado a condição de pastores e pastoras como homens de Deus. Há também que se destacar, alguns que se auto  ordenam e outros que são falsos pastores travestidos de homens de Deus.
Nós, cristãos, precisamos ser cuidadosos em rotular pessoas como “homens de Deus” e até de recomendá-los como pregadores. Neste campo é preciso muito cuidado e cautela.
Quais são as características de um falso “homem ou mulher de Deus”?
·         Seu forte são os dons e não o caráter – Muitas destas pessoas têm um dom especial de Deus, mas não desenvolveram um caráter aprovado pelas escrituras. Não tem cobertura espiritual e não são discipulados. Conseguem atrair multidões com seus dons, mas mancham o evangelho com seu mau caráter. Estes trazem grandes prejuízos ao Reino de Deus.
·         Amor e apego ao dinheiro – Normalmente são pessoas que usam o ministério com a motivação pessoal de enriquecimento ilícito.
·         A família não participa de seu ministério – Infelizmente nestes casos alguns destes “homens de Deus” sempre viajam sem a família ou pelo menos sem a esposa. O ministério está dissociado de seu lar.
·         Vida sexual duvidosa – Alguns destes têm uma vida sexual duvidosa e misteriosa. Como não se abrem com ninguém, e quase nada se sabe sobre sua prática nesta área.
·         Ensinos heréticos travestidos de espiritualidade – São especialistas em ensinos de relevância no contexto bíblico. Falam com muita propriedade sobre o Reino de Deus, atacam a concepção bíblica de cobertura espiritual e discipulado, aprovam o novo casamento em qualquer circunstância, exacerbam de modo anti-bíblica a doutrina da graça enfatiza a guarda do sábado, etc., porém sempre instalam uma heresia em seus ensinos.
·         “São proselitistas – Os falsos homens de Deus” são aqueles que procuram atrair as pessoas após si. Lutam para tirá-los de suas congregações ao denegrir seus pastores e igrejas.
Como identificar um “homem de Deus”?
Primeiramente é necessário não se empolgar com as pessoas pela aparência e pelos dons. Isto é apenas um aspecto e por incrível que pareça, não é o mais importante. Vamos ver alguns sinais que podem nos ajudar a reconhecer um verdadeiro homem de Deus:
1.      Caráter – Um “homem de Deus” de verdade é uma pessoa marcada por um bom caráter. Um homem cheio de dons, mas sem caráter é um potencial destruidor da obra de Deus. II Rs 5:15,16
2.      Obediência – Todo “homem de Deus” é marcado por um espírito submisso às autoridades. Ele tem cobertura espiritual e é obediente ao seu discipulador e às autoridades sobre ele constituídas. Saul é um exemplo oposto de obediência. A obediência é mais importante que sacrifícios e serviço para Deus. I Sm 15:22,23
3.      Fidelidade – A fidelidade é outra característica marcante nestas pessoas. São fiéis ao seu Deus e à Sua Palavra, ao seu casamento, à sua liderança, à sua igreja e aos seus discípulos.  I Co 4:1,2
4.      Irrepreensibilidade – A irrepreensibilidade não é sinônimo  de perfeição, mas revela uma característica fundamental em um homem de Deus, pois até quando ele erra, ele toma as decisões certas, se arrependendo e corrigindo seus erros. Ser irrepreensível é buscar andar em harmonia com os ensinos da Palavra de Deus. Lc 1:5.6
5.      Maturidade – Outra forma de identificar um verdadeiro “homem de Deus” é constatando sua maturidade na condução de sua vida e de seu ministério. Não se deve atribuir este título a pessoas imaturas e inconsequentes. Ef 4:12,13
6.      Família – Esta é um dos mais marcantes sinais na vida de alguém que merece o reconhecimento de “homem de Deus”. É uma das condições que o apóstolo Paulo apresenta para alguém poder estar no ministério. I Tm 3:1-7; I Tm 5:8
7.      Dons – Os dons são muito importantes e eu diria que são a cereja do bolo para a celebração do ministério de um “homem de Deus”. Não é a base, mas é muito importante e útil. Rm 11:29
Com esta reflexão, a intenção é dupla:
1.      Identificar os verdadeiros “homens de Deus” para não me alimentar da palavra contaminada e não ser iludido e enganado por sinais e prodígios realizados por homens supostamente “de Deus”. Já dizia a sabedoria popular: “nem tudo que brilha é ouro”. É importante que honremos as pessoas que conhecemos e convivemos. Às vezes, temos muita facilidade de honrar e reconhecer como “homens de Deus” pessoas que nem conhecemos direito e desonramos quem está próximo de nós, pagando um alto preço por nossas vidas. Honre seu pastor, seu líder e seu discipulador. Eles são os verdadeiros “homens de Deus”!
2.      Avaliar se estou sendo, de fato, uma pessoa de Deus. Antes de mais nada, preciso avaliar a minha própria condição e diante de Deus, em sinceridade e honestidade, procurar me conformar com os requisitos bíblicos para me tornar uma verdadeira pessoa de Deus, para glorificá-lo sempre em minha vida.
Que Deus nos abençoe e nos faça homens e mulheres cheios do Espírito Santo e dos dons, mas que as marcas maiores sejam as que revelam a nossa relação de obediência aos requisitos bíblicos que podem nos aprovar, acima de tudo, aos olhos de Deus, mas também aos olhos das pessoas, como verdadeiros “homens e mulheres de Deus”.
Ø  Ministério Palavra Poder e Unção
Ø  Evangelista Manoel Moura


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O Reino de Deus está se cumprindo.

Como andar dignamente diante do Senhor.

Ministério: Palavra, Poder e Unção.
Evangelista Manoel Moura
Uma visão do céu para o Evangelho.

Versículos: Cl 01:09-10.

Referências Bibliográficas: A Bíblia Sagrada (versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel e Nova Versão Internacional).

Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual (Cl 01:09).

A Palavra de Deus nos trás uma série de orações que durante a nossa leitura ou meditação, infelizmente, passam desapercebidas por nós, mas que deveriam ser objeto de um profundo estudo de nossa parte, afinal, lá está o Poder de Deus à nossa disposição para nos auxiliar em nossas jornadas aqui neste mundo.

Uma delas é essa que o apóstolo Paulo fez e que está contida em nosso versículo introdutório. Temos que entrar em oração diante do Senhor e pedir a Ele que nos encha do conhecimento de Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.

Ora, mas para que precisamos conhecer a vontade do Senhor e tomarmos posse da sabedoria e inteligência espiritual? Porque é através delas que podemos andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus (Cl 01:10). De posse dessas bênçãos do Senhor, saberemos como agir em caso de um ataque do inimigo. Cheios do conhecimento da vontade do Senhor, sabedoria e inteligência espiritual teremos como combater as forças das trevas que querem nos levar a sucumbir aos pecados e tentações que se apresentam a nós.

Uma vez que a nossa inteligência espiritual esteja sendo treinada e praticada, consequentemente, ganharemos força espiritual para contra-atacar o inimigo em caso uma ação sua contra as nossas vidas. Uma vez fortalecidos espiritualmente, estaremos em condições de rejeitar a proposta do adversário, afinal, a nossa Comunhão com o Senhor estará plena e atuante.

O apóstolo Paulo fala algo que nos ajudará a entender isso. Ele diz: “Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito” (Ef 03:14-16 – NVI). Nós só caímos quando a nossa Comunhão com Deus está fraca, quando nosso íntimo não está firmado sobre a Palavra de Deus. Logo, um interior enfraquecido significa que o Espírito (Santo) de Deus, não está fixando morada ali. Eis mais uma oração que é necessária que façamos: orar ao Senhor e pedir que Ele fortaleça o nosso íntimo com Seu Poder, ou seja, que recebamos força espiritual da parte do Senhor para as nossas vidas.

Mas por que devemos orar por todas essas coisas? Na seqüência, o Senhor Jesus nos responderá. Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: "Orem para que vocês não caiam em tentação" (Lc 22:39-40 – NVI). Antes de chegarmos à resposta do Senhor, vamos dar uma breve “parada” nesse ponto.

Notemos que Jesus mandou os discípulos orarem para não cair em tentação. O que costumamos fazer é orar quando a tentação já chegou. Não, precisamos orar antes do inimigo chegar, pois, nesse momento já estaremos armados com a Palavra certa para colocá-lo em retirada, Em Nome de Jesus. Lembremos o que disse o apóstolo Pedro, que sejamos sóbrios; vigiemos; porque o diabo, nosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe 05:08).

Retomando, então, a resposta de Jesus. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar: "Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua" (Lc 22:41-42 – NVI). Que coisa linda! O Cristão tem o poder de pedir que a Vontade do Pai seja manifesta sobre ele. E alguém aqui acredita que a Vontade do Pai para um de Seus Filhos será a pior? Que trará problemas ao invés de soluções? Que dificultará ao invés de facilitar? Obviamente que não!

Portanto, vimos que devemos buscar no Senhor sermos cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual, pois, através delas, não somente andaremos dignamente diante do Senhor, mas também agradando-O em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no Seu conhecimento, tudo para que não sejamos vítimas das artimanhas do inimigo, e para que possamos, tanto nos defender dele, como partirmos em contra-ataque, colocando-o para correr de nossas vidas, Em Nome de Jesus. Estamos andando dignamente diante do Senhor, ou apenas aparentando isso? Se a nossa resposta for negativa, por que não fazemos a nossa oração pedindo que o Senhor nos auxilie a receber essas bênçãos agora mesmo? Ousemos crer no Senhor e, na sequência, veremos o resultado em nossas vidas. Muito obrigado Senhor por essa Palavra de Fé. Amém Senhor Jesus!




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Em Agonia num Jardim

Tendo terminado a Festa da Páscoa e tendo sido proferidos o discurso de João 14-16 e a oração de João 17, Jesus atravessou o vale com os onze discípulos para o monte das Oliveiras. Muitas vezes ele se retirou para aquele monte e ia até o jardim do Getsemani para descansar, orar e ter momentos de comunhão com os discípulos, muitas vezes também passando a noite ali (Lucas 21:37; João 18:2). Essa noite era diferente. Ele estava bem consciente do que lhe esperava. Ele já tinha sido traído por um de seus apóstolos e vendido por 30 moedas de prata; o impetuoso Pedro o negaria três vezes antes do galo cantar na manhã seguinte; os demais apóstolos se espalhariam como ovelhas sem pastor; ele passaria pela farsa de um julgamento, seria despido, açoitado, esbofeteado, cuspido e por fim crucificado. Sabendo plenamente tudo o que estava para acontecer, ele procurou um lugar solitário para orar.

Jesus deixou oito dos discípulos na entrada do jardim e disse: "Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar" (Mateus 26:36). Depois levou Pedro, Tiago e João consigo para o jardim. Então aconteceu aquela espantosa e misteriosa agonia: ele começou a ficar profundamente triste, como se estivesse para morrer. Ele se virou para os três e disse: "Ficai aqui e vigiai comigo" (Mateus 26:38). Afastando Jesus só um pouco deles (Lucas 22:41), caiu com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39).

O nosso Senhor estava prestes a andar pelo "vale da sombra da morte" e era como uma tempestade que estava sobre ele. Será que estava com medo de morrer? Terá sido esse o motivo de sua agonia? Seria a morte o "cálice" que ele queria que fosse afastado? Podemos estar quase certos de que não era apenas o medo de morrer que o deixou "em agonia" enquanto "seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lucas 22:44). Muitos entre o povo de Deus e mesmo alguns ímpios encontraram-se com a morte e hesitaram com medo; mas sabemos com que segurança e tranquilidade o Senhor suportou a vergonha da cruz.

Não podemos compreender todo o significado dessa agonia por demais tremenda, mas devemos constantemente contemplá-la com respeito e gratidão. Se não fosse o Getsemani, nunca teria havido o Calvário. Ele tinha o poder de convocar 10 mil anjos e gritar "Chega" a qualquer momento, mas ele passou por tudo aquilo por você e por mim. Onde ele conseguiu força para não desistir? Na epístola aos hebreus, temos mais alguns detalhes comoventes: "Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu" (Hebreus 5:7-8). Jesus orou intensamente e verteu lágrimas. Desceu um anjo do céu para consolá-lo e fortalecê-lo, cumprindo Salmo 91:11. Jesus pediu que o "cálice" fosse afastado, mas ele não o foi. Ele ainda tinha de tomar do cálice, mas com a força do Pai e o consolo do anjo, ele teve condições de suportá-lo.

Poucos dias antes dessa agonia no jardim, a impenitência de Jerusalém tinha-lhe arrancado algumas lágrimas; e agora, quando a profunda perversidade dos homens, os pecados dos apóstolos e das autoridades de seu próprio país achavam-se ao seu redor, é bem possível que ele tenha agonizado diante dessa desalentadora perspectiva. Ele tinha amado aquelas pessoas. Ele tinha descido do céu para salvá-las, e elas se apressavam para o pecado mortal, para a completa ruína. Jesus estava bem consciente do fato de que ele seria feito pecado por todo o mundo. Isaías informa-nos que "o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Isaías 53:6). Paulo disse: "Aquele que não conheceu pecado, ele [Deus] o fez pecado por nós" (2 Coríntios 5:21). Uma vez que Deus o fez pecado por todo o mundo, podemos estar certos de que todos os pecados desde o primeiro, cometido por Eva, até o último a ser cometido pelo último homem S todos se fizeram um só fardo de terror acumulado sobre "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Aquele que não tinha pecado estava prestes a ser a nossa oferta pelo pecado. Ele sabia que, por causa de nossos pecados, Deus, o Pai, haveria de abandoná-lo por um breve instante. Na cruz, Jesus exclamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". Embora Deus o amasse como Filho, teve de voltar as costas para Jesus por causa dos nossos pecados.

Jesus veio aos apóstolos como se buscasse a compreensão e a afeição deles, em seu isolamento e em sua profunda tristeza. Mas eles dormiam. "Esperei por piedade, mas debalde; por consoladores e não os achei" (Salmo 69:20). Ele disse a Pedro: "Então nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?" (Mateus 26:40). A tentação estava bem perto. Eles precisavam estar atentos; eles precisavam orar.

Três vezes ele agonizou em oração. Com tranquilidade, ele pôde por fim dizer: "Se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade". Era chegada a sua hora, e ele estava pronto. Ele tinha educado a sua vontade humana chegando à completa resignação, à harmonia absoluta com a vontade do Pai. Ele estava pronto para morrer por você e por mim.



Postagem em destaque

VIVA SUA VIDA EM CRISTO