sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Ininterrupto
Adjetivo Contínuo; qualidade do que é constante, permanente, contínuo: turno de trabalho ininterrupto; atividades ininterruptas. Consecutivo; que não é interrompido; que não se consegue interromper.

O que fatalmente acontece quando os homens rejeitam o √ļnico Salvador conhecido? Como podemos escapar do Inferno se n√£o seguimos a √ļnica estrada conhecida para o c√©u? Como poderia haver alguma outra coisa al√©m da morte, se O recusamos? 

N√≥s O conhecemos por Sua a√ß√£o n√£o solicitada; Ele √© o Deus da hist√≥ria. O Senhor nunca fez o que Ele n√£o amava fazer, pois os seus atos exp√Ķem Seu cora√ß√£o. Ele √© o que √©: “Eu sou o que Sou,” e Ele nunca vai agir fora do Seu car√°ter.

Seus desempenhos independente s√£o para Se introduzir √† humanidade. Seus atos ‘soberanos’ s√£o Seu cart√£o de visita, para nos familiarizar com Sua atividade. As pessoas falam de sinais e maravilhas B√≠blicos, mas se eles forem ‘produ√ß√Ķes √ļnicas’ eles n√£o significam nada. PORQUE A BIBLIA NOS CONTARIA O QUE ELE FEZ, SE ELE TEM A INTEN√á√ÉO DE SER DIFERENTE? Deus n√£o muda. Ele n√£o √© um dos desses personagens ocupados, que perdem a sua avidez quando voc√™ vai a eles por ajuda.

Infelizmente, a iniciativa de Deus tem sido mal interpretada. Alguns pensam que Ele nunca trabalha de nenhuma outra maneira a não ser independentemente de todo projeto humano. Eles O vêem como um Deus do Destino, isto é, se Ele quer salvar ou não, curar ou não, mandar o avivamento ou não, nós mortais podemos fazer pouco a respeito. Muitos simplesmente esperam que Deus faça o que tem que fazer e eles mesmos não fazem nada.

Isso √© tristemente um mal entendido, uma vez que esta √© uma atitude negativa a qual derrota o que Deus planejava. O prop√≥sito real era noticiar Sua bondade, abrir a porta e nos atrair para entrarmos em Seu dep√≥sito. O que Ele d√°, Ele tira das suas prateleiras e escolhe um item para nos mostrar o que Ele tem l√°. No Seu hipermercado, os corredores esticam at√© o c√©u. Sua gra√ßa e bondade s√£o ilimitadas. “Olhe”, Deus diz: “ esta √© uma simples amostra. H√° muito mais l√°. Muito mais do que voc√™ pode pedir ou pensar. Venha √†s compras, sem dinheiro e sem pre√ßo”. A etiqueta em cada item √© id√™ntica: “Pago pelo Propriet√°rio, somente creia”.

“Por isso, vos digo que tudo quanto em ora√ß√£o pedirdes, crede que recebestes, e ser√° assim convosco” (VRA.SBB, Marcos 11:24). A repeti√ß√£o na terceira pessoa √© uma √™nfase t√≠pica grega. Deus nos ouve, respeita a vontade que Ele nos deu e honra nossos desejos e f√©.

Fé não é crer que Deus fez coisas, mas que Ele VAI fazer. Não é crer que Deus é todo-poderoso. Um tolo sabe que se Ele não fosse todo-poderoso, Ele não seria Deus. Mas, e o próprio Deus em Si mesmo? Um homem forte pode ser qualquer tipo de homem: bom, mau ou indiferente. O poder pode estar nas mãos erradas. A questão vital é como o poder é usado. Deus pode ser todo-poderoso, mas Ele é uma pessoa generosa e acessível?

Ent√£o, se essa √© a maneira como Deus age, por que orar? Por que ter f√©? A resposta √© de que essa n√£o √© a maneira normal d’Ele agir: Ele nos ordena orar, de qualquer jeito. Dever√≠amos orar encorajados pelo que Ele fez quando n√≥s n√£o or√°vamos.

O Ininterrupto Curso da História

O reconhecido programa de Deus envolve Israel de maneira particular. Ele usa poderosas express√Ķes da Sua determina√ß√£o. Por tr√™s vezes, diz: “O zelo do Senhor far√° isto” (II Reis 19:31; Isaias 9:7, 37:32). Freq√ľentemente, as Escrituras se referem ao Seu zelo e ‘ci√ļme'( poderosa vontade), e, √†s vezes, Sua f√ļria(Ver Jeremias 33:20-21; Ezequiel 5:13; Isaias 26:11, 42:13, 59:17, 63:15; Joel 2:18; Zacarias 1:14 e por ai vai). Os prop√≥sitos estabelecidos de Deus, n√£o eram inven√ß√Ķes da cabe√ßa do homem e nem dependentes de entusiasmo humano. Deus age, e os homens n√£o podem se opor a Ele mais do que um inseto pode se opor ao tornado.

Ele anunciou que Ele, que dispersou a Israel, iria reun√≠-lo. Voluntariamente ou a contra gosto, eles deixariam as terras de sua dispers√£o, fruto do juizo e castigo de Deus, e os guiar, se necess√°rio. “Se puderdes invalidar a minha alian√ßa com o dia e a minha alian√ßa com a noite, de tal modo que n√£o haja nem dia nem noite a seu tempo, (...) poder-se-√° tamb√©m invalidar a minha alian√ßa, (...) Porque assim diz o SENHOR: assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (Jeremias 33:19-20,21 e 32:42).
√Č nosso privil√©gio viver nos √ļltimos dias, quando isso est√° acontecendo literalmente. Aos tr√™s milh√Ķes que j√° retornaram nesse s√©culo, espera-se que, s√≥ da Russia, um milh√£o de judeus logo se juntem a eles.
Esse √© o agir de Deus, o qual √© maravilhoso aos nossos olhos. O Estado de Israel n√£o foi uma tentativa humana de se cumprir profecia, mas existe apesar da falta de f√© nas suas pr√≥prias Escrituras. Somente quinze, em cada cem, t√™m cren√ßa religiosa ortodoxa e, somente uma min√ļscula fra√ß√£o, O reconhece como o Messias Jesus. No entanto, Deus, ap√≥s aproximadamente 3.000 anos do Seu manuseio da hist√≥ria, os coloca l√°, fazendo not√≠cia diariamente nos meios de comunica√ß√£o mundial.

Envolto na promessa

Envolto na promessa do reagrupamento de Israel é outra. O retorno de Israel, descrito em Joel, também inclui essa promessa.

JOEL 2:28-29 “E acontecer√°, depois, que derramarei o meu Esp√≠rito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizar√£o, vossos velhos sonhar√£o, e vossos jovens ter√£o vis√Ķes; at√© sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Esp√≠rito naqueles dias”. (VRA.SBB).

Sem ‘ses’ ou ‘mas’. Depende de nada, exceto o fato de Israel estar na terra, o qual somente Deus proporciona. Hoje, gra√ßas a Deus, estamos vendo o cumprimento dessa promessa. T√£o concreta como a exist√™ncia do Estado de Israel √© a exist√™ncia do derramar do Esp√≠rito Santo hoje.

Deus disse: “Derramarei do meu Esp√≠rito” e quem poder√° par√°-Lo? A oposi√ß√£o provou ter import√Ęncia, e, estranhamente, surgiu entre crentes incr√©dulos; os quais s√£o armas muito √ļteis nas m√£os do Inimigo. Mas, nem os ex√©rcitos do dem√īnio, nem as declara√ß√Ķes da igreja podem frustrar Deus. Quando Suas carruagens come√ßam a rolar, aqueles que n√£o andam com Ele, ou ser√£o empurrados para fora da estrada ou atropelados como por uma jamanta.

Mateus 21:44 diz: “Todo o que cair sobre esta pedra ficar√° em peda√ßos; e aquele sobre quem ela cair ficar√° reduzido a p√≥”.(VRA.SSB.)

Os que n√£o s√£o receptivos ao Seu trabalho, tornam-se serragem a ser varrida para fora da Sua bancada, raz√£o pela qual algumas igrejas morrem.

Mas, Por Que N√£o Sempre?

O tremendo significado da independ√™ncia da a√ß√£o de Deus foi tema dos serm√Ķes de Cristo em Nazar√©, em Lucas 4. Ele falou sobre Deus curando Nam√£, o leproso s√≠rio e alimentando a faminta mulher de Sidom. Ent√£o, Ele anunciou que era ungido para prop√≥sitos semelhantes. Um ou dois casos, n√£o solicitados, haviam mostrado o que Deus poderia fazer; mas agora, Ele estava para fazer. A Era do Esp√≠rito havia surgido quando pessoas do leste e oeste vinham e se sentavam no reino, tomando-o √† for√ßa.

O problema com o qual Jesus lidou n√£o foi o que se sup√Ķe. O problema era por que alguns S√ÉO curados, e n√£o o porqu√™ de alguns n√£o serem curados. Um s√≠rio foi curado, por incr√≠vel que pare√ßa. Normalmente, ningu√©m jamais seria. Ent√£o, Deus saiu da norma. √Č um confuso quebra-cabe√ßas o fato de que Deus cura as pessoas; e h√° milhares de explica√ß√Ķes quando Ele n√£o o faz. N√£o ficamos surpresos quando o povo permanece doente. Ent√£o, Ele destr√≥i as nossas filosofias convenientes com milagres. Hoje, Deus cura multid√Ķes, e por qu√™? Para nos mostrar o que Ele quer fazer. DEUS TOMA A INICIATIVA PARA NOS MOSTRAR O QUE ELE √Č, E, ENT√ÉO, ESPERA QUE NOS POSICIONEMOS CRENDO QUE ELE VAI REPETIR AS MARAVILHAS.

Abençoado ou Esmagado?

O homem sobre cujo bra√ßo o Rei se inclinou na sua carruagem era uma pessoa de bra√ßos fortes, um apoio, mas foi derrubado e pisoteado pelas pessoas que correram para ter o que ele n√£o acreditou. O homem que n√£o cr√™ no Evangelho ser√° esmagado por sua realidade. N√£o crer n√£o muda o que ele √Č. Se n√£o formos junto com o evangelho, ele nos esmagar√° com seu pr√≥prio peso.

A pior de todas as tragédias é que o homem morreu por causa das boas novas. Deus estava com Eliseu para abençoar Israel e Suas Palavras eram boas novas; porém, um homem tolamente escolheu não acreditar. Ele se colocou fora da possibilidade de desfrutar delas. As palavras de Eliseu não foram palavras de calamidade ou julgamento, mas sim de libertação, comida e da bondade do Senhor para com pessoas indignas. Se as palavras não fossem cridas, elas não poderiam ser alteradas... e não aceitá-las provou ser uma tragédia.

O Evangelho n√£o √© uma palavra de julgamento, mas de Boas Novas. Esse Evangelho havia alterado tudo, pois engloba como as coisas s√£o hoje, e n√£o como pensamos que deveriam ser. A situa√ß√£o √© esta, goste ou n√£o. √Č in√ļtil n√£o aceitar como Deus fez as coisas. Talvez n√£o aceitemos o universo ou as leis da natureza, mas elas s√£o boas, ben√©ficas e vivemos por elas. Tente rejeit√°-las e as for√ßas tit√Ęnicas da natureza nos esmagariam como a um mosquito no p√°ra-brisa de um carro viajando a 200 km/h.

O Evangelho √© Boa Not√≠cia: a melhor not√≠cia! No entanto, ele n√£o √© uma teoria ou id√©ia, e sim, um fato concreto. Nenhuma argumenta√ß√£o √© poss√≠vel, nenhuma acomoda√ß√£o √† opini√£o humana e nenhum di√°logo tem qualquer uso. A Palavra do Senhor no Evangelho n√£o √© uma express√£o de cren√ßa ou ponto de vista religioso, mas uma total declara√ß√£o de como as coisas s√£o. Entretanto, no outro lado, h√° a horrorosa e tr√°gica possibilidade da rejei√ß√£o. O que fatalmente acontece quando um homem tenta nadar contra as correntes do amor de Deus? O que fatalmente acontece quando os homens rejeitam o √ļnico Salvador conhecido? Eles ainda podem ser salvos? Como podemos escapar do Inferno se n√£o seguimos a √ļnica estrada conhecida para o c√©u? Por toda a l√≥gica poss√≠vel, como poderia haver alguma outra coisa al√©m da morte, se recusamos a √ļnica vida que nos √© prometida?

Os poucos leprosos rejeitados que se arriscaram entrar no acampamento dos sírios desaparecidos, compreenderam que era um dia de boas novas e contaram isso na cidade. Isso é o Evangelho! Boas Novas; um homem foi condenado a morte porque não acreditou nas Boas Novas.

ININTERRUPTO

No entanto, Satan√°s estava lidando com o Esp√≠rito Santo e n√£o com planejamento ou entusiasmo humano. O inferno n√£o pode alterar o decreto de Deus: “EU DERRAMAREI do meu Esp√≠rito sobre toda carne”. O que estava acontecendo n√£o poderia ser ignorado para sempre. Hoje, isso √© visto a passos largos, vem das ruas, como Jesus de Nazar√©, ensinando, pregando e curando. As multid√Ķes se juntam. Hoje o Esp√≠rito Santo inspira dezenas de milh√Ķes para conquistar o mundo para Deus, ousando com mil novas maneiras.



sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A mulher segundo o coração de Deus

A mulher foi o √ļltimo ser criado por Deus; foi o √°pice da cria√ß√£o: cheia de beleza, meiguice, delicadeza, for√ßa espiritual; foi criada para ser m√£e e esposa, carinhosa e sens√≠vel. Foi o coroamento da natureza. Ela √© a imagem e semelhan√ßa mais sens√≠vel de Deus. A sua beleza e charme encanta o cora√ß√£o do homem, porque foi criada para ele. H√° uma m√ļsica que diz: “creio na mulher que se enfeita e se embeleza para ser a mais bonita cria√ß√£o de nosso Pai”.
A B√≠blia est√° repleta de passagens falando da mulher, exaltando a sua grandeza, mas tamb√©m chamando a aten√ß√£o quando ela se desvirtua. O livro dos Prov√©rbios diz: “Uma mulher virtuosa, quem pode encontr√°-la? Superior ao das p√©rolas √© o seu valor” (Pr 31,10).
O livro do Eclesi√°stico tem um longo trecho que diz: “Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois, se duplicar√° o n√ļmero de seus anos. A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramar√° paz nos anos de sua vida. √Č um bom quinh√£o uma mulher bondosa; no quinh√£o daqueles que temem a Deus, ela ser√° dada a um homem pelas suas boas a√ß√Ķes. Rico ou pobre, o seu marido tem o cora√ß√£o satisfeito, e seu rosto reflete alegria em todo o tempo. √Č um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada. A mulher santa e honesta √© uma gra√ßa inestim√°vel; n√£o h√° peso para pesar o valor de uma alma casta. Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim √© a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa. Como a l√Ęmpada que brilha no candelabro sagrado, assim √© a beleza do rosto na idade madura. Como fundamentos eternos sobre pedra firme, assim s√£o os preceitos divinos no cora√ß√£o de uma mulher santa (Eclo 26,1-24). “Uma mulher virtuosa √© a coroa de seu marido, mas a insolente √© como a c√°rie nos seus ossos”. (Pr 12,4).
Mas a B√≠blia tamb√©m fala da mulher sem virtudes: “√Č melhor viver com um le√£o e um drag√£o, que morar com uma mulher maldosa” (Eclo 25,23). “Uma mulher maldosa √© como jugo de bois desajustado; quem a possui √© como aquele que pega um escorpi√£o. A mulher que se d√° √† bebida √© motivo de grande c√≥lera; sua ofensa e sua inf√Ęmia n√£o ficar√£o ocultas. O mau procedimento de uma mulher revela-se na imprud√™ncia de seu olhar e no pestanejar das p√°lpebras” (Eclo 26,9-12).
Esta Palavra ajuda a mulher a compreender o que Deus deseja dela. Quando Deus percebeu que o homem n√£o era feliz no Para√≠so, ent√£o, criou a mulher e lhe deu como uma “ajuda e companheira adequada” (Gen 2,18). Isto mostra que uma mulher pode ser uma grande alegria para seu esposo, mas pode ser tamb√©m a sua tristeza. Paulo VI disse que: “o homem tem o primado da cabe√ßa; a mulher tem o do cora√ß√£o”. N√£o se pode confundir entre si o masculino e o feminino, pois cada qual tem seus valores. As qualidades masculinas e as femininas precisam umas das outras.


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

ESTUDO DO LIVRO DE "MATEUS  3:1-17

Mateus 3:1-10

1.E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia,
2.E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
3.Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.
4.E este Jo√£o tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.
5.Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;
6.E eram por ele batizados no rio Jord√£o, confessando os seus pecados.
7.E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?
8.Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;
9.E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão.
10.E tamb√©m agora est√° posto o machado √† raiz das √°rvores; toda a √°rvore, pois, que n√£o produz bom fruto, √© cortada e lan√ßada no fogo. 
Mateus 3:1-10
Estudo
João Batista começou seu ministério, pregando no deserto da Judéia.
A pregação dele incluiu dois temas principais (veja a mensagem de Jesus em 4:17):
(1) O arrependimento.
(2) A chegada iminente do reino dos céus.
João veio como precursor de Jesus, cumprindo a profecia de Isaías 40:3.
**Obs.: A cita√ß√£o de Isa√≠as 40:3 aqui (3:3) √© importante. Jo√£o veio para preparar o caminho do Senhor (Jesus). Na profecia original, a palavra "Senhor" √© o tetragrama (YWHW) que √© usado como um dos nomes mais comuns de Deus (traduzido como Senhor, Jeov√°, etc.). √Č uma de muitas provas b√≠blicas da divindade de Jesus. As pessoas hoje que negam a divindade de Jesus n√£o aceitam o que a B√≠blia afirma: Jesus √© Jeov√°! (Para uma explica√ß√£o mais completa deste ponto, veja o livrete "Jesus e a Natureza de Deus").
O "jeito" de João Batista foi diferente, até estranho. Mas, não devemos nos preocupar com a aparência ou o jeito do mensageiro. Devemos julgar pela fonte da mensagem.
Muitos judeus saíram para serem batizados por João no rio Jordão.
João questionou os motivos deles e ensinou que devessem produzir "frutos dignos de arrependimento". Ele deixou claro que ninguém seria salvo por meramente ser judeu.
**Obs.: O arrependimento é uma decisão de mudança, que deve ser acompanhado pelos frutos que mostram a sinceridade da decisão.
As árvores que não produzem bons frutos seriam cortadas e lançadas ao fogo.
Mateus 3:11-12
11.E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.
12.Em sua m√£o tem a p√°, e limpar√° a sua eira, e recolher√° no celeiro o seu trigo, e queimar√° a palha com fogo que nunca se apagar√°. 
Mateus 3:11-12

Estudo
Jo√£o frisou um ponto muito importante: a superioridade de Cristo.
(1) João não era digno de levar as sandálias de Jesus (serviço de escravo)
(2) João não possuiu o poder que Jesus tem. João tinha poder para batizar nas águas, mas Jesus batizaria com o Espírito Santo e com fogo.
**Obs.: Os comentários de João em 3:11 sobre os batismos têm sido usados para defender várias ideias erradas sobre o batismo com o Espírito Santo. Preste atenção neste trecho para observar:
(1) Que João não está dizendo que o batismo com o Espírito Santo é mais importante do que batismo nas águas. A comparação não está entre batismos, e sim entre pessoas. João tinha poder sobre um pouco de água. Jesus tem poder sobre o Espírito Santo e sobre o fogo.
(2) O sentido de "fogo" neste contexto. Muitas pessoas associam o fogo daqui com as "línguas, como de fogo" do dia de Pentecostes (Atos 2:3). Mas o contexto de Mateus 3 mostra que o batismo com fogo é o castigo eterno dos malfeitores (leia, de novo, 3:10 e 3:12).
Mateus 3:13-17
13.Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.
14.Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
15.Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu.
16.E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
17.E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Mateus 3:13-17

Estudo
 Jesus foi da Galil√©ia ao rio Jord√£o para ser batizado por Jo√£o.
A conversa entre João e Jesus destaca um fato importante: o propósito do batismo de Jesus era diferente do que o dos outros que foram batizados. Jesus não tinha pecado, mas se batizou para "cumprir toda a justiça", obedecendo a vontade do Pai para trazer a salvação aos homens pecadores.
Logo após o batismo de Jesus, encontramos três pessoas divinas fazendo coisas diferentes em lugares diferentes ao mesmo tempo:
- Jesus saiu da √°gua.
- O Espírito desceu como pomba.
- Deus Pai falou do céu.
Jesus se mostrou obediente, e o Pai declarou sua satisfação com ele: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo."




terça-feira, 6 de novembro de 2018

Jesus Vir√°!

Zacarias 13.1-9 - A Purificação do Povo de Deus


O cap√≠tulo anterior termina com a descri√ß√£o √≠mpar de um lamento nacional entre os israelitas, atingindo cada faixa et√°ria, g√™nero e classe social. A raz√£o desse pranto geral e genu√≠no foi a consci√™ncia da rejei√ß√£o do Messias, resultando em uma convers√£o nacional do povo que, no passado, foi qualificado como tendo uma “dura cerviz” (√äx 33.3,5,9). Contudo, quando o arrependimento e a f√© do pecador se encontram com a gra√ßa e o amor do Senhor, o resultado √© maravilhoso e, nesse caso, √© anunciado no cap√≠tulo 13de Zacarias, a saber, uma grande restaura√ß√£o e purifica√ß√£o do remanescente fiel.
Assim, o escritor prev√™ que a f√© de Israel ter√° como contraparte a a√ß√£o purificadora de Deus (v.1): “Naquele dia, haver√° uma fonte de √°gua aberta para a casa de Davi e para os moradores de Jerusal√©m a fim de lavar pecados e impurezas”. A B√≠blia fala sobre rios que correr√£o na terra seca quando Jesus reinar sobre seu povo (Is 35.6; 41.18). O pr√≥prio Zacarias fala de √°guas que correr√£o de Jerusal√©m para Leste e para Oeste depois do retorno do rei messi√Ęnico (Zc 14.8). Entretanto, o que ele parece ter em mente nesse texto vai al√©m de uma simples corrente de √°gua, pois seu efeito n√£o √© apenas refrescar os sedentos, ou suprir planta√ß√Ķes e rebanhos, mas tamb√©m lavar os pecados das pessoas. Assim, essa men√ß√£o figurada parece ser extra√≠da do uso de √°gua na purifica√ß√£o dos levitas em sua consagra√ß√£o (Nm 8.7) e no preparo da √°gua misturada com as cinzas de uma novilha vermelha usada na purifica√ß√£o e remo√ß√£o das impurezas do povo da alian√ßa (Nm 19.9). Assim, ela se une a outras figuras que se referem ao perd√£o de pecados como um ato de lavagem com √°gua (Sl 51.2,7; Is 1.16-18). De fato, nessa ocasi√£o se cumprir√° uma das profecias mais esperadas por Israel no sentido de ser restaurado diante do Senhor, na qual o pr√≥prio Deus promete: “Aspergirei √°gua pura sobre v√≥s, e ficareis purificados; de todas as vossas imund√≠cias e de todos os vossos √≠dolos vos purificarei” (Ez 36.25).
O resultado pr√°tico da purifica√ß√£o que o Senhor promover√° no meio de Israel √© que, al√©m do perd√£o, haver√° o abandono da rebeldia e de todos os seus ve√≠culos (v.2a): “Naquele dia — declara o Senhor —, eu eliminarei o nome dos √≠dolos da terra”. De um modo surpreendente, a hist√≥ria de Israel no Antigo Testamento √© marcada pelo abandono do seu Deus e pelo apego a todo tipo de religiosidade pag√£ de seus vizinhos. Atualmente, o abandono do Senhor se d√° por outras formas de idolatria que tomam seu lugar no cora√ß√£o das pessoas, mas o problema geral permanece. A promessa divina √©, mediante a convers√£o do povo, promover um completo abandono de toda cren√ßa, doutrina, valor e apego que se interponha entre Deus e o seu povo. O resultado ser√° a completa rejei√ß√£o de qualquer ve√≠culo de rebeldia que antes desviava as pessoas do seu redentor (v.2b): “E n√£o haver√° mais lembran√ßa deles, nem tampouco dos profetas e dos esp√≠ritos imundos”. Nesse ponto, s√£o inseridos dois outros fatores que agem no sentido de impedir que as pessoas creiam no salvador e lhe entreguem suas vidas: os “profetas” e os “esp√≠ritos imundos”. Apesar de o texto mencionar apenas “profetas”, o contexto geral deixa claro que o escritor tem em mente a figura do falso profeta e dos “esp√≠ritos imundos” diab√≥licos que agem por meio deles. Com a a√ß√£o divina, esses inimigos da verdade tamb√©m silenciar√£o seus enganos e engodos.
A verdade √© que a exist√™ncia de Israel tamb√©m foi marcada pela a√ß√£o dos falsos profetas, os quais foram influentes e obtiveram √™xito em enganar o povo e desvi√°-los dos retos caminhos de Deus (Is 9.15,16; Jr 14.14-16; 23.13-16; 28.15-17; 29.21,32; Ez 13.16,22; Mq 3.5-7,11). Por isso, Zacarias assegura ao remanescente fiel que isso n√£o tornar√° a ter lugar no meio do povo de Deus, n√£o apenas por causa da justa lideran√ßa do Messias, mas tamb√©m pela fidelidade do pr√≥prio povo remanescente (v.3): “Se algu√©m ainda profetizar, seu pai e sua m√£e que o geraram, dir√£o a ele: Voc√™ n√£o viver√°, pois disse mentiras em nome do Senhor. Assim, seu pai e sua m√£e que o geraram o traspassar√£o quando ele profetizar”. A fidelidade do povo purificado pelo perd√£o divino ser√° tamanha que nem mesmo as liga√ß√Ķes sangu√≠neas ser√£o mais fortes que os la√ßos da f√© e do amor com o redentor. Desse modo, diferente de hoje, quando os pais ficam do lado de seus filhos, inclusive quando est√£o errados, os pr√≥prios progenitores de um aspirante a profeta do engano ser√£o seus acusadores, pois ningu√©m em Israel aceitar√° conviver com o erro e com a mentira novamente, preferindo a verdade e a honra do seu rei. Isso n√£o significa que os pais n√£o ter√£o amor por seus filhos ou que ser√£o radicais ao ponto de desprezar a vida dos rebentos, mas sim que eles ser√£o fi√©is √†s ordens de Deus de tratar segundo a orienta√ß√£o divina aquele que diz “mentiras em nome do Senhor” (Dt 13.1-5).
Outro impacto que a purifica√ß√£o do povo de Deus ter√° sobre as pessoas √© que os pr√≥prios falsos profetas se envergonhar√£o da sua atividade enganosa (v.4a): “Naquele dia, cada profeta se envergonhar√° da sua vis√£o ao profetizar”. O texto hebraico n√£o deixa claro o tempo da atividade que √© motivo da vergonha desses homens.Pode ser que ainda haja quem queira agir como um falso profeta — a B√≠bliaprev√™ um aumento de falsos profetas durante esse per√≠odo (Mt 24.23,24) —, sem, contudo, encontrar espa√ßo para faz√™-lo livremente no meio do Israel convertido, ou mesmo para se vangloriar disso. Ou pode ser que o texto se refira √† atividade passada de homens que foram falsos profetas e que agora, mediante o arrependimento, a f√© e a purifica√ß√£o, envergonham-se do que fizeram no passado. Apesar de essa √ļltima possibilidade ser uma op√ß√£o bastante atraente, os vers√≠culos 3 e 6 favorecem a primeira op√ß√£o.
Como consequ√™ncia natural disso, tal atividade ser√° suprimida (v.4b): “E n√£o usar√° mais roupa de pele de animais a fim de enganar”. Todos os artif√≠cios utilizados pelos promotores de mentiras sobre Deus e sua palavra — tanto no passado como no presente — ser√£o abandonados e n√£o far√£o mais v√≠timas entre os seguidores do Senhor. Em vez disso, tais homens assumir√£o seu lugar devido, sem desejar ser mais do que s√£o, nem clamar para si prerrogativas que pertencem ao Messias e que s√≥ podem ser concedidas por Deus (v.5): “Mas cada um deles dir√°: ‘Eu n√£o sou profeta. Sou um trabalhador da terra, pois lido com a terra desde a minha juventude’”. A tradu√ß√£o desse texto √© bem dif√≠cil e controversa, mas seu sentido geral √© bem claro. O desejo que tais homens t√™m de se apresentar e atuar como profetas que anunciam uma mensagem pr√≥pria e independente, n√£o atrelada √† revela√ß√£o divina de verdade, ser√° suprimido por temor e por vergonha.
A raz√£o para tal temor √© reafirmada no vers√≠culo seguinte, que diz (v.6): “E quando algu√©m lhe perguntar: ‘Que ferimentos s√£o esses em suas m√£os?’, ent√£o ele responder√°: ‘Fui ferido na casa dos que me s√£o queridos’”. Isso significa que nem as pessoas mais pr√≥ximas dos enganadores os apoiar√£o, nem aceitar√£o sua atividade contr√°ria ao ensino b√≠blico. O acr√©scimo √† figura geral feito por esse texto est√° no fato de os ferimentos notados no corpo dos falsos profetas da √©poca serem infligidos pelos “que me s√£o queridos”, uma men√ß√£o que pode apontar para seus pr√≥prios pais — conforme foi predito no v.3 —, mas que tamb√©m pode englobar os amigos do profeta mentiroso, completando o quadro da total rejei√ß√£o de falsas profecias entre o povo santo e restaurado.
Dito isso, o texto apresenta uma mudan√ßa em sua estrutura e traz uma ordem divina a uma espada que √© personificada em meio √† poesia prof√©tica (v.7): “√ď espada, desperta contra o meu pastor, aquele que √© meu companheiro — declara o Senhor dos ex√©rcitos. Fere o pastor e o rebanho se dispersar√°. Mas eu voltarei a minha m√£o para os pequenos”. O contexto imediato de Zacarias sugere que os pastores infi√©is de Israel — seus l√≠deres in√≠quos — seriam punidos pelo Senhor e que, como consequ√™ncia disso, osseus rebanhos — o Israel desobediente — seriam espalhados (cf. Zc11.6,8,9,16). Contudo, o Novo Testamento utiliza este texto para falar sobre a dispers√£o dos disc√≠pulosdepois da crucifica√ß√£o de Jesus: “Ent√£o, Jesus lhes disse: Esta noite, todos v√≥s vos escandalizareis comigo; porque est√° escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficar√£o dispersas” (Mt 26.31). Duas indica√ß√Ķes no texto favorecem a interpreta√ß√£o messi√Ęnica do vers√≠culo 7. A primeira √© o fato de o pastor ferido, diferente do que se esperaria no caso de se tratar de um l√≠der infiel, ser chamado de “meu pastor” e de “aquele que √© meu companheiro”. Essas express√Ķes apontam para uma profunda e intensa comunh√£o entre o Senhor e seu pastor. A segunda indica√ß√£o √© o car√°ter altamente messi√Ęnico e escatol√≥gico do cap√≠tulo como um todo. N√£o se est√° tratando aqui dos pecados do passado, mas da restaura√ß√£o e purifica√ß√£o do futuro, al√©m da fidelidade do povo diante da sua reden√ß√£o. Desse modo, parece que Zacarias, depois de falar dos efeitos da purifica√ß√£o, exp√Ķe, nos vv.7-9, o meio utilizado por Deus para promover a restaura√ß√£o do seu povo. Ela s√≥ √© poss√≠vel mediante o ferimento fatal do pastor divino, o Deus encarnado na pessoa de Jesus Cristo. Em resumo, o cap√≠tulo tra√ßa uma distin√ß√£o entre o resultado das atua√ß√Ķes dos falsos profetas e do supremo e verdadeiro Profeta do Senhor.
Algo que pode trazer alguma confus√£o √† figura √© o fato de a ordem de Deus para se ferir seu pastor ser dada a uma “espada”. N√£o foi com uma espada que Jesus foi morto e a lan√ßa que o perfurou apenas o feriu quando ele j√° estava morto. Entretanto, a espada √© uma das met√°foras para o ju√≠zo de Deus, al√©m de ser um frequente instrumento utilizado por ele para punir uma na√ß√£o (√äx 5.3,21; 22.22-24; Lv 26.25,33; 2Sm 12.9; Is 27.1), de modo que se entende que tal pastor seria o alvo do ju√≠zo divino em lugar daqueles a quem ele salva. Em decorr√™ncia da morte do seu pastor divino, Israel tamb√©m sofreu o ju√≠zo previsto na lei mosaica e foi espalhado pela Terra (cf. Dt 28.64-68). Entretanto, essa disciplina n√£o representa uma rejei√ß√£o definitiva (Rm 11.1-4), especialmente porque Deus continua a separar para si e santificar um pequeno rebanho israelita (Rm 11.5), de modo que Zacarias tamb√©m anuncia que o Senhor voltaria sua m√£o para os “pequenos”. O termo “pequenos” aqui utilizado n√£o tem o sentido de tamanho, mas aponta para pessoas insignificantes e desprezadas, sem for√ßa para assumir as r√©deas do seu destino sozinhas. S√£o pessoas assim que o Senhor socorreria com sua m√£o graciosa e amorosa, preservando para si um pequeno remanescente at√© que viesse o tempo da restaura√ß√£o de todo o povo.
Se a m√£o do Senhor preservaria uma parte do seu povo, o restante sofreria uma dura puni√ß√£o, o que tem ocorrido ao longo de toda a hist√≥ria e o que tamb√©m acontecer√° de modo dram√°tico nos dias da Grande Tribula√ß√£o (v.8): “E acontecer√° em toda a terra — declara o Senhor — que dois ter√ßos ser√£o aniquilados e morrer√£o. Mas um ter√ßo restar√° nela”. √Č dif√≠cil dizer se aqui o termo “terra” deve ser escrito com letra min√ļscula — referindo-se √† terra da promessa, o territ√≥rio de Israel — ou com letra mai√ļscula — referindo-se a todo o planeta. Apesar de tais n√ļmeros encontrarem semelhan√ßas no relato da tribula√ß√£o mundial descrita no livro de Apocalipse, o contexto imediato parece favorecer a ideia de um territ√≥rio, a terra de Israel, em que o povo desprezado ser√° alvo da gra√ßa renovada de Deus. Contudo, antes de ser agraciado pela liberta√ß√£o divina, Israel ser√° reduzido a apenas um ter√ßo da sua popula√ß√£o local nos dias daquela tribula√ß√£o, seja pela persegui√ß√£o do anticristo e seus ex√©rcitos, ou pelas a√ß√Ķes de ju√≠zo vindas do pr√≥prio Deus. Tal destrui√ß√£o cair√° sobre os israelitas endurecidos em seus pecados, assim como fatalmente recair√° sobre a falsa igreja ao redor do mundo,sendo este o apropriado e predito ju√≠zo de Deus aos seguidores hip√≥critas do seu nome.
Se dois ter√ßos dos judeus ser√£o julgados nesse per√≠odo, o remanescente ser√° fortalecido e purificado (v.9a): “Farei o ter√ßo restante passar pelo fogo. Eu o purificarei como se purifica a prata e o aquilatarei como se aquilata o ouro”. √Č certo que a figura do fogo √© frequentemente utilizada nas Escrituraspara se referir ao ju√≠zo de Deus (Nm 11.1; Dt 32.22; Sl 78.21; Is 30.33). Mas nesse caso, o escritor lan√ßa m√£o dessa figura para se referir √† purifica√ß√£o, tomando como base a conhecida atividade dos ourives de purificar e refinar metais preciosos por meio do fogo. Trata-se de uma compara√ß√£o muito v√≠vida da a√ß√£o de Deus que, por meio de prova√ß√Ķes que recaem sobre seus servos em conjunto com seu socorro, torna-os mais puros. Na verdade, situa√ß√Ķes assim s√£o prop√≠cias para que o homem reveja seus valores e suas atitudes, desprezando o que √© passageiro e sem valor e se apegando ao que √© eterno e valioso. √Č a esse tipo de a√ß√£o que o salmista se refere ao dizer: “Pois tu, √≥ Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabe√ßa; passamos pelo fogo e pela √°gua; por√©m, afinal, nos trouxeste para um lugar espa√ßoso” (Sl 66.10-12).
O resultado dessa purifica√ß√£o se ver√° em um relacionamento renovado entre Deus e seu povo remanescente (v.9b): “Ele chamar√° o meu nome e eu lhe responderei, dizendo: ‘Voc√™ √© o meu povo’. Ent√£o, ele dir√°: ‘O Senhor √© o meu Deus’”. A a√ß√£o de chamar pelo nome do Senhor na B√≠blia vai al√©m de uma simples superti√ß√£o ou de uma busca por socorro apenas em momentos de afli√ß√£o. Chamar ou invocar seu “nome” √© uma evid√™ncia da f√© e da convers√£o daquele que clama por ele. Isso quer dizer que, mediante a purifica√ß√£o de Israel, o Senhor voltar√° a dizer com propriedade que “voc√™ √© meu povo”, enquanto os israelitas, agora convertidos e restaurados, responder√£o com toda sinceridade de cora√ß√£o que “o Senhor √© o meu Deus”, cumprindo, com isso, a predi√ß√£o de outros profetas, como Oseias: “Semearei Israel para mim na terra e compadecer-me-ei da Desfavorecida; e a N√£o-Meu-Povo direi: Tu √©s o meu povo! Ele dir√°: Tu √©s o meu Deus!” (Os 2.23).
A din√Ęmica exposta nos dois √ļltimos vers√≠culos sugere que o livramento do remanescente da morte √© seguido por seu arrependimento e convers√£o, e n√£o o contr√°rio. A pergunta que devemos nos fazer, como igreja do Senhor, √© se √© realmente preciso que n√≥s tamb√©m passemos por situa√ß√Ķes que nos provam a fim de sairmos delas arrependidos e purificados de pecados e de rebeldias. Toda a Escritura nos serve de exemplo do que acontece √†queles que resistem ao comando e ao amor de Deus, al√©m de evidenciar o custo e as vantagens de andar em comunh√£o com ele. Assim, s√≥ √© preciso decidirmos se queremos aprender tal obedi√™ncia do modo f√°cil ou do modo dif√≠cil.



quinta-feira, 1 de novembro de 2018

COMO SABER SE ALGU√ČM √Č UM HOMEM DE DEUS?

Tem se tornado muito comum  entre n√≥s, crist√£os evang√©licos, rotular pessoas como “homens ou mulheres de Deus”. Isto ocorre porque em muitas ocasi√Ķes ouvimos uma palavra “ungida” e entendemos que √© o suficiente para elegermos aquela pessoa um “homem ou mulher de Deus”. Ser√° que √© t√£o simples assim? Devemos ser ing√™nuos e simplistas nesta avalia√ß√£o? Ser√° que todos s√£o de fato “de Deus”? Como reconhecer uma pessoa verdadeiramente de Deus? Para facilitar nossa reflex√£o, usarei, com sua permiss√£o, apenas o termo homem de Deus, mas estarei me referindo a ambos os sexos.
Muitas pessoas hoje est√£o buscando um t√≠tulo religioso, pois isto d√° um certo “status” e “regalias” no contexto social em que vivemos, especialmente nas igrejas. Algumas pessoas t√™m sido ordenadas sem a m√≠nima condi√ß√£o (este tipo de ordena√ß√£o √© duvidosa em sua validade) e sem o m√≠nimo de treinamento para desempenhar t√£o nobre fun√ß√£o. Na verdade tem se banalizado a condi√ß√£o de pastores e pastoras como homens de Deus. H√° tamb√©m que se destacar, alguns que se auto  ordenam e outros que s√£o falsos pastores travestidos de homens de Deus.
N√≥s, crist√£os, precisamos ser cuidadosos em rotular pessoas como “homens de Deus” e at√© de recomend√°-los como pregadores. Neste campo √© preciso muito cuidado e cautela.
Quais s√£o as caracter√≠sticas de um falso “homem ou mulher de Deus”?
·         Seu forte s√£o os dons e n√£o o car√°ter – Muitas destas pessoas t√™m um dom especial de Deus, mas n√£o desenvolveram um car√°ter aprovado pelas escrituras. N√£o tem cobertura espiritual e n√£o s√£o discipulados. Conseguem atrair multid√Ķes com seus dons, mas mancham o evangelho com seu mau car√°ter. Estes trazem grandes preju√≠zos ao Reino de Deus.
·         Amor e apego ao dinheiro – Normalmente s√£o pessoas que usam o minist√©rio com a motiva√ß√£o pessoal de enriquecimento il√≠cito.
·         A fam√≠lia n√£o participa de seu minist√©rio – Infelizmente nestes casos alguns destes “homens de Deus” sempre viajam sem a fam√≠lia ou pelo menos sem a esposa. O minist√©rio est√° dissociado de seu lar.
·         Vida sexual duvidosa – Alguns destes t√™m uma vida sexual duvidosa e misteriosa. Como n√£o se abrem com ningu√©m, e quase nada se sabe sobre sua pr√°tica nesta √°rea.
·         Ensinos her√©ticos travestidos de espiritualidade – S√£o especialistas em ensinos de relev√Ęncia no contexto b√≠blico. Falam com muita propriedade sobre o Reino de Deus, atacam a concep√ß√£o b√≠blica de cobertura espiritual e discipulado, aprovam o novo casamento em qualquer circunst√Ęncia, exacerbam de modo anti-b√≠blica a doutrina da gra√ßa enfatiza a guarda do s√°bado, etc., por√©m sempre instalam uma heresia em seus ensinos.
·         “S√£o proselitistas – Os falsos homens de Deus” s√£o aqueles que procuram atrair as pessoas ap√≥s si. Lutam para tir√°-los de suas congrega√ß√Ķes ao denegrir seus pastores e igrejas.
Como identificar um “homem de Deus”?
Primeiramente é necessário não se empolgar com as pessoas pela aparência e pelos dons. Isto é apenas um aspecto e por incrível que pareça, não é o mais importante. Vamos ver alguns sinais que podem nos ajudar a reconhecer um verdadeiro homem de Deus:
1.      Car√°ter – Um “homem de Deus” de verdade √© uma pessoa marcada por um bom car√°ter. Um homem cheio de dons, mas sem car√°ter √© um potencial destruidor da obra de Deus. II Rs 5:15,16
2.      Obedi√™ncia – Todo “homem de Deus” √© marcado por um esp√≠rito submisso √†s autoridades. Ele tem cobertura espiritual e √© obediente ao seu discipulador e √†s autoridades sobre ele constitu√≠das. Saul √© um exemplo oposto de obedi√™ncia. A obedi√™ncia √© mais importante que sacrif√≠cios e servi√ßo para Deus. I Sm 15:22,23
3.      Fidelidade – A fidelidade √© outra caracter√≠stica marcante nestas pessoas. S√£o fi√©is ao seu Deus e √† Sua Palavra, ao seu casamento, √† sua lideran√ßa, √† sua igreja e aos seus disc√≠pulos.  I Co 4:1,2
4.      Irrepreensibilidade – A irrepreensibilidade n√£o √© sin√īnimo  de perfei√ß√£o, mas revela uma caracter√≠stica fundamental em um homem de Deus, pois at√© quando ele erra, ele toma as decis√Ķes certas, se arrependendo e corrigindo seus erros. Ser irrepreens√≠vel √© buscar andar em harmonia com os ensinos da Palavra de Deus. Lc 1:5.6
5.      Maturidade – Outra forma de identificar um verdadeiro “homem de Deus” √© constatando sua maturidade na condu√ß√£o de sua vida e de seu minist√©rio. N√£o se deve atribuir este t√≠tulo a pessoas imaturas e inconsequentes. Ef 4:12,13
6.      Fam√≠lia – Esta √© um dos mais marcantes sinais na vida de algu√©m que merece o reconhecimento de “homem de Deus”. √Č uma das condi√ß√Ķes que o ap√≥stolo Paulo apresenta para algu√©m poder estar no minist√©rio. I Tm 3:1-7; I Tm 5:8
7.      Dons – Os dons s√£o muito importantes e eu diria que s√£o a cereja do bolo para a celebra√ß√£o do minist√©rio de um “homem de Deus”. N√£o √© a base, mas √© muito importante e √ļtil. Rm 11:29
Com esta reflexão, a intenção é dupla:
1.      Identificar os verdadeiros “homens de Deus” para n√£o me alimentar da palavra contaminada e n√£o ser iludido e enganado por sinais e prod√≠gios realizados por homens supostamente “de Deus”. J√° dizia a sabedoria popular: “nem tudo que brilha √© ouro”. √Č importante que honremos as pessoas que conhecemos e convivemos. √Äs vezes, temos muita facilidade de honrar e reconhecer como “homens de Deus” pessoas que nem conhecemos direito e desonramos quem est√° pr√≥ximo de n√≥s, pagando um alto pre√ßo por nossas vidas. Honre seu pastor, seu l√≠der e seu discipulador. Eles s√£o os verdadeiros “homens de Deus”!
2.      Avaliar se estou sendo, de fato, uma pessoa de Deus. Antes de mais nada, preciso avaliar a minha pr√≥pria condi√ß√£o e diante de Deus, em sinceridade e honestidade, procurar me conformar com os requisitos b√≠blicos para me tornar uma verdadeira pessoa de Deus, para glorific√°-lo sempre em minha vida.
Que Deus nos aben√ßoe e nos fa√ßa homens e mulheres cheios do Esp√≠rito Santo e dos dons, mas que as marcas maiores sejam as que revelam a nossa rela√ß√£o de obedi√™ncia aos requisitos b√≠blicos que podem nos aprovar, acima de tudo, aos olhos de Deus, mas tamb√©m aos olhos das pessoas, como verdadeiros “homens e mulheres de Deus”.
√ė  Minist√©rio Palavra Poder e Un√ß√£o
√ė  Evangelista Manoel Moura


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O Reino de Deus est√° se cumprindo.

Como andar dignamente diante do Senhor.

Ministério: Palavra, Poder e Unção.
Evangelista Manoel Moura
Uma visão do céu para o Evangelho.

Versículos: Cl 01:09-10.

Refer√™ncias Bibliogr√°ficas: A B√≠blia Sagrada (vers√Ķes Almeida Corrigida e Revisada Fiel e Nova Vers√£o Internacional).

Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual (Cl 01:09).

A Palavra de Deus nos tr√°s uma s√©rie de ora√ß√Ķes que durante a nossa leitura ou medita√ß√£o, infelizmente, passam desapercebidas por n√≥s, mas que deveriam ser objeto de um profundo estudo de nossa parte, afinal, l√° est√° o Poder de Deus √† nossa disposi√ß√£o para nos auxiliar em nossas jornadas aqui neste mundo.

Uma delas é essa que o apóstolo Paulo fez e que está contida em nosso versículo introdutório. Temos que entrar em oração diante do Senhor e pedir a Ele que nos encha do conhecimento de Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.

Ora, mas para que precisamos conhecer a vontade do Senhor e tomarmos posse da sabedoria e intelig√™ncia espiritual? Porque √© atrav√©s delas que podemos andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus (Cl 01:10). De posse dessas b√™n√ß√£os do Senhor, saberemos como agir em caso de um ataque do inimigo. Cheios do conhecimento da vontade do Senhor, sabedoria e intelig√™ncia espiritual teremos como combater as for√ßas das trevas que querem nos levar a sucumbir aos pecados e tenta√ß√Ķes que se apresentam a n√≥s.

Uma vez que a nossa intelig√™ncia espiritual esteja sendo treinada e praticada, consequentemente, ganharemos for√ßa espiritual para contra-atacar o inimigo em caso uma a√ß√£o sua contra as nossas vidas. Uma vez fortalecidos espiritualmente, estaremos em condi√ß√Ķes de rejeitar a proposta do advers√°rio, afinal, a nossa Comunh√£o com o Senhor estar√° plena e atuante.

O ap√≥stolo Paulo fala algo que nos ajudar√° a entender isso. Ele diz: “Por essa raz√£o, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a fam√≠lia nos c√©us e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortale√ßa no √≠ntimo do seu ser com poder, por meio do seu Esp√≠rito” (Ef 03:14-16 – NVI). N√≥s s√≥ ca√≠mos quando a nossa Comunh√£o com Deus est√° fraca, quando nosso √≠ntimo n√£o est√° firmado sobre a Palavra de Deus. Logo, um interior enfraquecido significa que o Esp√≠rito (Santo) de Deus, n√£o est√° fixando morada ali. Eis mais uma ora√ß√£o que √© necess√°ria que fa√ßamos: orar ao Senhor e pedir que Ele fortale√ßa o nosso √≠ntimo com Seu Poder, ou seja, que recebamos for√ßa espiritual da parte do Senhor para as nossas vidas.

Mas por que devemos orar por todas essas coisas? Na seq√ľ√™ncia, o Senhor Jesus nos responder√°. Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus disc√≠pulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: "Orem para que voc√™s n√£o caiam em tenta√ß√£o" (Lc 22:39-40 – NVI). Antes de chegarmos √† resposta do Senhor, vamos dar uma breve “parada” nesse ponto.

Notemos que Jesus mandou os discípulos orarem para não cair em tentação. O que costumamos fazer é orar quando a tentação já chegou. Não, precisamos orar antes do inimigo chegar, pois, nesse momento já estaremos armados com a Palavra certa para colocá-lo em retirada, Em Nome de Jesus. Lembremos o que disse o apóstolo Pedro, que sejamos sóbrios; vigiemos; porque o diabo, nosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe 05:08).

Retomando, ent√£o, a resposta de Jesus. Ele se afastou deles a uma pequena dist√Ęncia, ajoelhou-se e come√ßou a orar: "Pai, se queres, afasta de mim este c√°lice; contudo, n√£o seja feita a minha vontade, mas a tua" (Lc 22:41-42 – NVI). Que coisa linda! O Crist√£o tem o poder de pedir que a Vontade do Pai seja manifesta sobre ele. E algu√©m aqui acredita que a Vontade do Pai para um de Seus Filhos ser√° a pior? Que trar√° problemas ao inv√©s de solu√ß√Ķes? Que dificultar√° ao inv√©s de facilitar? Obviamente que n√£o!

Portanto, vimos que devemos buscar no Senhor sermos cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual, pois, através delas, não somente andaremos dignamente diante do Senhor, mas também agradando-O em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no Seu conhecimento, tudo para que não sejamos vítimas das artimanhas do inimigo, e para que possamos, tanto nos defender dele, como partirmos em contra-ataque, colocando-o para correr de nossas vidas, Em Nome de Jesus. Estamos andando dignamente diante do Senhor, ou apenas aparentando isso? Se a nossa resposta for negativa, por que não fazemos a nossa oração pedindo que o Senhor nos auxilie a receber essas bênçãos agora mesmo? Ousemos crer no Senhor e, na sequência, veremos o resultado em nossas vidas. Muito obrigado Senhor por essa Palavra de Fé. Amém Senhor Jesus!




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Em Agonia num Jardim

Tendo terminado a Festa da Páscoa e tendo sido proferidos o discurso de João 14-16 e a oração de João 17, Jesus atravessou o vale com os onze discípulos para o monte das Oliveiras. Muitas vezes ele se retirou para aquele monte e ia até o jardim do Getsemani para descansar, orar e ter momentos de comunhão com os discípulos, muitas vezes também passando a noite ali (Lucas 21:37; João 18:2). Essa noite era diferente. Ele estava bem consciente do que lhe esperava. Ele já tinha sido traído por um de seus apóstolos e vendido por 30 moedas de prata; o impetuoso Pedro o negaria três vezes antes do galo cantar na manhã seguinte; os demais apóstolos se espalhariam como ovelhas sem pastor; ele passaria pela farsa de um julgamento, seria despido, açoitado, esbofeteado, cuspido e por fim crucificado. Sabendo plenamente tudo o que estava para acontecer, ele procurou um lugar solitário para orar.

Jesus deixou oito dos discípulos na entrada do jardim e disse: "Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar" (Mateus 26:36). Depois levou Pedro, Tiago e João consigo para o jardim. Então aconteceu aquela espantosa e misteriosa agonia: ele começou a ficar profundamente triste, como se estivesse para morrer. Ele se virou para os três e disse: "Ficai aqui e vigiai comigo" (Mateus 26:38). Afastando Jesus só um pouco deles (Lucas 22:41), caiu com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39).

O nosso Senhor estava prestes a andar pelo "vale da sombra da morte" e era como uma tempestade que estava sobre ele. Será que estava com medo de morrer? Terá sido esse o motivo de sua agonia? Seria a morte o "cálice" que ele queria que fosse afastado? Podemos estar quase certos de que não era apenas o medo de morrer que o deixou "em agonia" enquanto "seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lucas 22:44). Muitos entre o povo de Deus e mesmo alguns ímpios encontraram-se com a morte e hesitaram com medo; mas sabemos com que segurança e tranquilidade o Senhor suportou a vergonha da cruz.

N√£o podemos compreender todo o significado dessa agonia por demais tremenda, mas devemos constantemente contempl√°-la com respeito e gratid√£o. Se n√£o fosse o Getsemani, nunca teria havido o Calv√°rio. Ele tinha o poder de convocar 10 mil anjos e gritar "Chega" a qualquer momento, mas ele passou por tudo aquilo por voc√™ e por mim. Onde ele conseguiu for√ßa para n√£o desistir? Na ep√≠stola aos hebreus, temos mais alguns detalhes comoventes: "Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e l√°grimas, ora√ß√Ķes e s√ļplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obedi√™ncia pelas cousas que sofreu" (Hebreus 5:7-8). Jesus orou intensamente e verteu l√°grimas. Desceu um anjo do c√©u para consol√°-lo e fortalec√™-lo, cumprindo Salmo 91:11. Jesus pediu que o "c√°lice" fosse afastado, mas ele n√£o o foi. Ele ainda tinha de tomar do c√°lice, mas com a for√ßa do Pai e o consolo do anjo, ele teve condi√ß√Ķes de suport√°-lo.

Poucos dias antes dessa agonia no jardim, a impenit√™ncia de Jerusal√©m tinha-lhe arrancado algumas l√°grimas; e agora, quando a profunda perversidade dos homens, os pecados dos ap√≥stolos e das autoridades de seu pr√≥prio pa√≠s achavam-se ao seu redor, √© bem poss√≠vel que ele tenha agonizado diante dessa desalentadora perspectiva. Ele tinha amado aquelas pessoas. Ele tinha descido do c√©u para salv√°-las, e elas se apressavam para o pecado mortal, para a completa ru√≠na. Jesus estava bem consciente do fato de que ele seria feito pecado por todo o mundo. Isa√≠as informa-nos que "o Senhor fez cair sobre ele a iniq√ľidade de n√≥s todos" (Isa√≠as 53:6). Paulo disse: "Aquele que n√£o conheceu pecado, ele [Deus] o fez pecado por n√≥s" (2 Cor√≠ntios 5:21). Uma vez que Deus o fez pecado por todo o mundo, podemos estar certos de que todos os pecados desde o primeiro, cometido por Eva, at√© o √ļltimo a ser cometido pelo √ļltimo homem S todos se fizeram um s√≥ fardo de terror acumulado sobre "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Aquele que n√£o tinha pecado estava prestes a ser a nossa oferta pelo pecado. Ele sabia que, por causa de nossos pecados, Deus, o Pai, haveria de abandon√°-lo por um breve instante. Na cruz, Jesus exclamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". Embora Deus o amasse como Filho, teve de voltar as costas para Jesus por causa dos nossos pecados.

Jesus veio aos apóstolos como se buscasse a compreensão e a afeição deles, em seu isolamento e em sua profunda tristeza. Mas eles dormiam. "Esperei por piedade, mas debalde; por consoladores e não os achei" (Salmo 69:20). Ele disse a Pedro: "Então nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?" (Mateus 26:40). A tentação estava bem perto. Eles precisavam estar atentos; eles precisavam orar.

Tr√™s vezes ele agonizou em ora√ß√£o. Com tranquilidade, ele p√īde por fim dizer: "Se n√£o √© poss√≠vel passar de mim este c√°lice sem que eu o beba, fa√ßa-se a tua vontade". Era chegada a sua hora, e ele estava pronto. Ele tinha educado a sua vontade humana chegando √† completa resigna√ß√£o, √† harmonia absoluta com a vontade do Pai. Ele estava pronto para morrer por voc√™ e por mim.



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