terça-feira, 20 de março de 2018

o que era o espinho na carne do Apostolo Paulo?

“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne [não uma doença], a saber, um mensageiro de satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim [ele não disse que orou para ser curado]. E [Deus] disse-me: a minha graça te basta, porque meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.”  (Grifo meu)
Confortam os enfermos com esta mensagem: Paulo era doente e orou três vezes para ser curado, e Deus não quis curá-lo. Deus disse a Paulo que Sua graça lhe bastava. Portanto, devemos fazer como Paulo: suportar nosso espinho de enfermidade, fiel e pacientemente, para a glória de Deus.
Esse texto tem sido base para uma das maiores objeções à manifestação do poder de Deus pela cura, pois muitos não a alcançam por achar que o Pai se agrada da doença, baseando-se nele. E debatendo sobre esse assunto, os teólogos e mestres emitem mais suas opiniões, ou pelo que eles pensam, ou o que parece ser, ou o que alguém disse, e menos pelo que a bíblia diz! Para entendermos a verdade de Deus sobre esse assunto, devemos fazer 3 perguntas:
1 – O que era esse espinho?
2 – Qual o propósito desse espinho?
3 – Por que foi enviado a Paulo?
O que era o espinho na carne de Paulo?
A expressão “espinho na carne” é usada no AT e no NT como ilustração. Nunca ela se referiu, na bíblia, como sendo uma enfermidade.
Em Números 33:55, o “espinho em vossos olhos” eram os habitantes de Canaã. Em Josué 23:13 refere-se às nações pagãs de Canaã(cananeus). Nesses dois casos, fica claro que o espinho na carne eram “personalidades”.
A bíblia diz que era um mensageiro de satanás (outras traduções dizem: anjo do diabo, anjo de satanás). A ilustração refere-se a uma personalidade: um anjo de satanás!
A palavra grega angelos aparece 188 vezes na bíblia, sendo 181 vezes como anjo e 7 vezes como mensageiro; mas em todas essas ocasiões, ela é sempre traduzida como uma pessoa e não como uma coisa. (Ex.: Mateus 25:41). Por isso, Paulo declara de forma simples, o que era esse espinho: um mensageiro de satanás!
Qual o propósito do espinho na carne de Paulo?
Paulo não só diz o que era o espinho (um mensageiro de satanás), mas o que ele veio fazer: “…para me esbofetear.” Essa palavra significa dar bofetada após bofetada. A mesma palavra é usada em Mateus 26:67; Marcos 14:65; I Coríntios 4:11 e I Pedro 2:20. Na tradução usada em I Coríntios 12:7 como suplício de Paulo, é a mesma palavra usada nos textos acima, mas em nenhum caso referindo-se à enfermidade, que nunca poderia golpear uma pessoa com muitas bofetadas, mas a missão hostil de um demônio (mensageiro) cabe bem nessa descrição.
Eram bofetadas literais de um demônio ou apenas referindo-se a algo que Deus usava (porque foi Ele quem enviou esse mensageiro de satanás) para mostrar a Paulo que a Sua graça bastava e esse “espinho” o manteria dependente Nele? Não importa!… Olha pra mim.. Não adianta a cristandade fazer mirabolantes tentativas de interpretar o espinho de Paulo. A Bíblia não fala nada além de “foi-me dado um espinho na carne [não uma doença], a saber, um mensageiro de satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar.”.. 
As “bofetadas constantes de uma mensageiro de satanás” durante o seu ministério explica como esse ESPINHO molestou a vida de Paulo, mas na lista de aflições, não consta nenhuma doença! Após a sua conversão, Deus enviou Ananias para mostrar-lhe o quanto ele iria padecer por Seu Nome (Atos 9:16), não que Deus se agradasse de fazer Paulo sofrer pelo seu nome, mas porque Deus já sabia que satanás iria tentar matá-lo!
Veja o que a bíblia diz sobre o que poderiam ser essas bofetadas:
Atos 9:23, 26-29; 13:45,50; 14:5-6,19; 16:19-24; 17:5-14; 18:12-13; 19:23-41; 20:3. Além disso, preso pelos judeus, atacado pelas multidões, julgado 5 vezes, em perseguições, necessidades, fome e sede, aflições, açoites, prisões, perigos de morte, tumultos, desonra, infâmia, “…como morrendo, e eis que vivemos, como castigados e não mortos”, e muitos outros padecimentos. Veja I Coríntios 4:11-13 e II Coríntios 11:24-27.
Quem, a não ser satanás (seu mensageiro), pode ser responsável por todos esses sofrimentos? Matar Paulo era uma prioridade do diabo! Mas o apóstolo foi mais que vencedor em todas essas coisas, pelo poder de Deus!
Ao contrário, se ele sofreu tudo isso pela ação de Deus e não pela Sua permissão, então o texto de Romanos 8:35-37 perde todo o sentido, pois vemos que essas circunstâncias vividas por Paulo foram impostas por satanás (não sem a supervisão do Pai) afim de separá-lo do amor de Cristo! Portanto, Deus não poderia ter feito isso!
Repare que, ao enumerar todos os sofrimentos vividos até ali em seu ministério, Paulo nunca citou nenhuma enfermidade ou deficiência nos olhos (o que seria impossível, pois ele havia sido curado de cegueira e recebeu boa visão, conforme Atos 9:18).
Por quê o espinho foi enviado a Paulo?
Essa resposta é tão clara e simples quanto às outras duas: para que ele não se exaltasse pela excelência das revelações(v. 7).
Em nenhum momento, Deus disse que Paulo estava ou ficaria “doente” por causa das revelações que tinha recebido.
Se algum irmão hoje crê e concorda que o espinho na carne de Paulo seja uma enfermidade imposta por Deus, então não pode reclamar, orar, nem tentar tirar o espinho, pois estaria contrariando a “vontade de Deus” para a sua vida! Seria necessário parar de ir ao médico para tentar a cura, pois a “graça de Deus” lhe bastaria!! E mais, precisaria estar recebendo muitas revelações para justificar o seu espinho, pois esse era o motivo específico do espinho de Paulo, para o Senhor aperfeiçoá-lo na fraqueza, da qual o contexto se refere, ficando bem claro de que não se trata de enfermidade, mas de tudo o que ele teve que passar por amor a Cristo (V.9 e 10).
“Pelo que sinto prazer nas fraquezas.” (2 Coríntios l0.l0a)
“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.”(2 Coríntios 12.9a)
FRAQUEZA
A palavra fraqueza é traduzida da mesma palavra grega que Paulo usa em Romanos 8.26 quando diz: Da mesma maneira também, o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós É também a mesma palavra usada em Hebreus 11.34 quando fala dos profetas que da fraqueza tiraram forças. Em 2 Coríntios 13.4, é usada para exprimir a maneira como Cristo foi crucificado: Porque, ainda foi crucificado por fraqueza, vive contudo pelo poder de Deus.
A palavra fraco (ou fraqueza) usada nesses versículos é a mesma palavra usada em 2 Coríntios 12.10 quando Paulo disse: Porque, quando estou fraco, então, sou forte. Se a palavra fraco queria dizer enfermo, então a palavra forte queria, logicamente, dizer que estava de boa saúde.
As palavras traduzidas por fraqueza ou fraco sobre a vida de Paulo nunca foram usadas para dar ideia de enfermidade ou de alguma doença dos olhos.
Observemos o uso das palavras debilidade e fraqueza (traduzidas da mesma raiz da palavra citada acima) nos seguintes versículos. Coloque as palavras enfermidade e doença no lugar delas, e veremos que não dá certo: Rm 4.19; 8.3; 14.2,21; l Co 8.9; 9.22; 15.43; 2 Co 13.4; Hb 5.2; 7.28.
Em vários desses versículos, a palavra fraqueza contrasta com poder ou força, sem qualquer ideia de fraqueza resultante da doença.
Quando Paulo fala de sua fraqueza diante da Igreja, exprime sua insignificância em seu próprio poder, confiando inteiramente no Espírito e no poder de Deus, para que a fé dos coríntios não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus (l Coríntios 2.5).
TENTAÇÃO
“Não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne.”(Galatas 4.14a)
A palavra tentação (interpretada como uma espécie de doença) é traduzida da mesma palavra grega usada para exprimir o desafio de Satanás a Cristo no deserto: Acabando o diabo toda a tentação (Lc 4.13a). Foi usada por Jesus quando disse: Orai, para que não entreis em tentação (Lc 22.40b). Nem uma nem outra dessas palavras faz referência à enfermidade ou à doença de qualquer espécie.
PAULO ERA QUASE CEGO?
A “letra grande” de Paulo: “Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão.”
(Gálatas 6.11)
Aprendemos que Paulo era quase cego, a ponto de precisar escrever letras grandes, mas consideremos os seguintes fatos.
A palavra letra que Paulo empregou é traduzida da mesma palavra grega usada em 2 Coríntios 3.6b: A letra mata, e o Espírito vivifica.Isso certamente não se refere a uma letra do alfabeto.
A palavra grande, usada para definir a letra de Paulo, é traduzida de uma palavra grega que significa uma forma quantitativa, como a palavra quanto e não grande.
E mais, a palavra grande, traduzida do grego, não é a mesma que se usa para exprimir tamanho, em Lucas 22.12, ao falar de um grande cenáculo. A palavra grande em Lucas é traduzida da palavra grega megas que significa simplesmente grande em tamanho.
A carta de Paulo era grande em quantidade. Uma letra do alfabeto pode ser grande em tamanho, mas não em quantidade.
Sem dúvida, Paulo fala sobre sua Epístola ser grande (em quantidade), simplesmente, porque não era seu costume escrever com sua mão.
“Eles teriam dado os próprios olhos a Paulo. Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os próprios olhos, e mós daríeis.”(Gálatas 4.15)
Este versículo é usado como mais uma prova de que os olhos de Paulo eram doentes, (conforme a especulação teológica, talvez com a doença oriental – oftalmia), que o povo estava pronto a dar-lhe os próprios olhos para colocá-los no lugar dos seus olhos doentes. Não há dúvida alguma de que a expressão dos gálatas era, simplesmente, de carinho e amor para com o ministério fiel de Paulo. Esta expressão de devoção, certamente, não é prova de que Paulo era doente dos olhos.
Veja que a especulação teológica sobre o espinho na carne de Paulo é baseada em passagens que não dão base a tais suposições, quando as lemos sem ideias preconcebidas.
Se Paulo realmente era quase cego, se era fraco e doente no corpo e orou três vezes para receber cura, mas não recebeu (porque recebeu revelações espirituais de que precisava ser mantido humilde por causa das enfermidades nos olhos e no corpo), tais alegações contrariariam muitas outras verdades bíblicas.
Fatos para meditar sobre o espinho na carne de Paulo
1. Uma vez que a cura é um elemento essencial do Evangelho, como Paulo podia desfrutar a plenitude da bênção do Evangelho (Romanos 15.29), como de fato desfrutava, e permanecer doente? A cura não é uma parte da bênção do Evangelho?
2. Se Paulo era doente, como podia o povo, a quem ele pregou em Éfeso, receber fé para tais maravilhas extraordinárias de curas? (Atos 19.11,12)
3. Se Paulo era doente, ao pregar o primeiro sermão em Listra, como poderia ter criado tamanha fé no coração de um pagão coxo desde o ventre da mãe (Atos 14.8), a ponto de aquele homem ser curado instantânea e milagrosamente? Se Paulo fosse doente, aquele pagão creria no primeiro sermão de Paulo e receberia fé suficiente para ser milagrosamente curado? Os críticos podem perguntar aos que crêem no poder da cura nos dias atuais: “Se você ficasse doente, o que aconteceria à sua mensagem?” Podemos crer que Paulo, enfermo, fraco e quase cego, podia criar fé suficiente em um incrédulo com um sermão para produzir o milagre de cura?
4. Se Paulo era enfermo ou doente, como conseguiu ver a obediência dos gentios, por palavras e por obras, pelo poder dos sinais e prodígios na virtude do Espírito de Deus (Romanos 15.18,19a)? Noto que aqueles doentes que declaram ter um espinho na carne como Paulo, geralmente ficam incapacitados em seus ministérios e, raramente, ou nunca, operam sinais, prodígios e milagres.
5. Se Paulo era enfermo ou doente, como foi que pregando na ilha de Malta, o pai de Públio e os demais que, na ilha, tinham enfermidades, vieram ter com ele e sararam (Atos 28.8,9)? Teria sido um resultado notável para um homem que estava doente e quase cego!
6. Se o espinho de Paulo não impedia a fé do povo de ser curado de doenças do plano físico em Efeso, Malta, Listra e em quase todos os demais lugares por onde Paulo pregava, por que devemos usá-lo atualmente como justificativa para impedir a fé para ser curado fisicamente?
7. No tempo da Bíblia, a fé veio pelo ouvir a Palavra de Deus, enquanto atualmente a fé desaparece pelo ouvir a palavra do pregador, pois o pregador declara que Paulo era doente, e Deus não quis ouvi-lo, apesar de ele ter orado três vezes. “Portanto, talvez não seja a vontade de Deus curar você.”
Argumentos como esses levam as pessoas a abandonarem as promessas de Deus para curar todos que pedem; promessas baseadas na Palavra de Deus que nos são concedidas para produzir fé.
Tais argumentos nos obrigam a procurar uma revelação especial do Espírito de Deus em cada caso para determinar se é, ou não, vontade de Deus curar determinada pessoa. Se fosse assim, essa fé não viria apenas pela Palavra de Deus, como Paulo ensina, mas viria pela oração, rogando até recebermos uma revelação especial da vontade de Deus. Não é estranho que aqueles que pregam que Paulo era doente, em vez de orarem e pedirem a Deus para curá-los, como afirmam que Paulo fez, recorrem ao médico que crêem ser mais habilitado para libertá-los do “espinho” de enfermidade, independente se Deus quer removê-lo ou não?
Não é estranho que pregadores, os quais ensinam que o espinho de Paulo era um tipo de enfermidade, recomendem que seu povo se submeta a operações e tratamentos médicos para ser restaurado, em vez de orar a Deus pedindo que revele se é Sua vontade ou não, como ensinam que Deus revelou a Paulo?
Para serem consistentes, esses pregadores deveriam recomendar que seu povo se gloriasse nas enfermidades, como ensinam que Paulo fez, em vez de esforçar-se para ficar livre do espinho.
8. Paulo jamais ficou incapacitado de desempenhar seu ministério por causa de seu espinho na carne, porque ele podia testificar: Trabalhei muito mais do que todos eles (l Co 15.10b). Não é razoável dizer que um homem enfermo podia trabalhar muito mais que todos os demais pregadores de boa saúde.
O pregador que afirma que sua enfermidade é o espinho na carne que Paulo tinha, geralmente fica incapacitado. Seu auxiliar desempenha uma grande parte de seu ministério, enquanto ele mesmo passa uma grande parte do tempo em repouso para recuperar a saúde.
Paulo, que por certo cumpria o que pregava, ensina-nos a estar preparados para toda a boa obra (2 Tm 2.21b); a ficarmos plenamente preparados para toda a boa obra (2 Tm 3.17); zelosos de boas obras (Tt 2.14); aplicar-se às boas obras (Tt 3.8); que aperfeiçoe em toda a boa obra para fazerdes a sua vontade (Hb 13.21); e que abundemos em toda a boa obra (2 Co 9.8). É claro que um homem doente não pode fazer todas essas coisas.
9. 0 espinho de Paulo não impediu que ele completasse sua carreira. No entanto, muitos que consideram esse espinho uma enfermidade e, portanto, crêem que suas enfermidades, são como o espinho de Paulo: aposentam-se no meio da vida e do ministério.
10.0 ministério de Paulo abundava constantemente em milagres, sinais e maravilhas em todo lugar onde ministrava. Como é estranho que tantos pregadores nos ensinem que o espinho de Paulo era logo o que Paulo não disse que era e, então, empreguem seus argumentos especulativos contra o mesmo ministério em que Paulo abundava em milagres e curas.
11. A pregação de Paulo sempre produziu fé em seus ouvintes para serem curados, e os milagres de cura eram comuns em seu ministério. Os pregadores que ensinam que Paulo sofria de uma enfermidade, a qual Deus não queria curar, quase nunca produzem fé para a cura dos enfermos, como se vê no fato de serem quase ausentes os milagres (senão totalmente) de suas igrejas. A maioria afirma, contundentemente, que o tempo dos milagres já passou.
12. Paulo disse: Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar (At 20.20a). Aqueles que deixam de pregar as bênçãos e a provisão da cura, certamente, retêm uma bênção que é muito útil aos enfermos. Quantos em nossos dias gemem, sofrem, sendo que poderiam sentir alívio através das mãos poderosas de um Filho de Deus.
13. Paulo disse: Tenho pregado o Evangelho de Jesus Cristo (Rm 15.19c) para obediência dos gentios, por palavra e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus (Rm 15.18,19a).
Sendo que a cura é definitivamente uma parte do Evangelho, aqueles que não a pregam, não pregam o Evangelho integralmente, como Paulo o fez. E aqueles que não pregam a parte do Evangelho que trata da cura não têm levado muitas pessoas à obediência a Deus por meio de sinais, prodígios e maravilhas. Ao mesmo passo, aqueles que pregam a cura como parte do Evangelho estão conduzindo milhares de pessoas à obediência por meio de sinais, prodígios e maravilhas, exatamente como Paulo fez.
14. Não é estranho que muitos pregadores, quando querem ensinar sobre a cura, escolham o texto sobre o espinho de Paulo? Eles interpretam mal essa passagem. Apesar de Paulo dizer que o espinho era um mensageiro de Satanás, eles afirmam que era doença, olhos doentes etc. Apesar de Paulo ter afirmado que foi para esbofeteá-lo, declaram que foi para mante-lo doente. Apesar de Paulo orar até Deus falar-lhe acerca do espinho e esclarecer-lhe a razão, eles recorrem ao hospital para retirar o próprio espinho.
Apesar de Paulo dizer que o espinho lhe foi dado por causa da excelência das revelações, estes pregadores não têm qualquer revelação. Não sabem por que têm seu espinho, nem estão interessados na causa enquanto o médico pode retirá-lo por meio de cirurgia ou tratamento.
Apesar de Paulo pregar e apresentar sinais, milagres e maravilhas, ganhando multidões para Cristo, tais pregadores não demonstram sinais, maravilhas nem milagres e ganham muito poucos para Cristo. Apesar de Paulo pregar todo o Evangelho de Cristo, provando que a fé é pelo ouvir a Palavra de Deus, esses pregadores pregam somente uma parte do Evangelho. Quando pregam especialmente sobre cura, evitam a parte da Palavra de Deus escrita com o objetivo de produzir fé para a cura.
Uma vez que a fé significa crer que Deus fará o que prometeu ou esperar o cumprimento de Sua promessa, como os doentes podem receber fé para serem curados quando o pregador evita a parte da Palavra de Deus que trata das promessas divinas de cura? Se as pessoas nunca ouvem falar nas promessas de Deus para curar, não podem receber fé para que Deus cumpra Sua promessa e restaure-as.
E estranho, para mim, que alguém desejoso por ensinar sobre cura física na Bíblia enfatize o caso do espinho na carne de Paulo, sobre o qual os estudiosos admitem não poder provar que tenha alguma referência com doença nem com a cura.
Se você realmente quer edificar fé no coração das pessoas que sofrem fisicamente, de modo que sejam milagrosamente curadas, eu recomendo que lhes ensinem estas coisas:
– O nome redentor da aliança de Deus: Jeová-Rafah.
– A aliança de Deus sobre a cura.
– O ensinamento e as promessas da cura no Antigo Testamento.
– O exemplo da cura através da história do Antigo Testamento.
– As palavras, o ensinamento, os mandamentos, as promessas e as curas do ministério de Cristo, pêlos quais Ele revelou a vontade de Deus acerca de nosso corpo.
– Os dons de cura, fé e milagres colocados na Igreja pelo Espírito.
– A ordenança de a Igreja ungir com óleo alguém que esteja doente.
– O fato de Cristo levar por nós tanto nossas enfermidades como nossos pecados.
– O fato de Cristo, quando aqui na Terra, ter curado todos os que o tocavam, junto com – o fato de que Jesus Cristo é o mesmo (…) hoje.
– O fato de que milhares de pessoas têm sido curadas pelo poder de Deus desde os dias dos apóstolos, e outros milhares estão sendo curados de toda sorte de doenças incuráveis, em quase todos os países do mundo, mesmo na época em que vivemos.
Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA!




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