sábado, 24 de março de 2018

Pregar o Evangelho de Jesus  implica em desagradar aos homens, como é pregado o Evangelho hoje?
  Existe reverencia ao SENHOR dos Céus?

Você está numa igreja onde, durante os cultos, é só paz e alegria, e após, mais alegria ainda? Você está numa igreja cujas ministrações lhe fazem sentir-se muito bem consigo mesmo(a)? Alguma coisa está errada aqui, desculpe-me.
O Evangelho de Jesus, para o mundo, não é lá muito reconfortante. Implica, basicamente, em “morrermos” para este mundo, e em “tomarmos nossa cruz” para seguir ao Mestre. Ora, quem quer morrer, e quem quer carregar o instrumento que lhe será o motivo de sua morte? O que você sentiria se um assassino lhe fizesse carregar, até o local do crime, a arma com a qual lhe matará?
Forte o que estou dizendo, não é mesmo? Muito melhor pular e gritar e louvar e ouvir palavras de ânimo em cima dos púlpitos, e voltar para casa com a certeza de que somos salvos e, mais do que isso, herdeiros da promessa e mais do que vencedores em todas as áreas da nossa vida: saúde, prosperidade, família, trabalho, etc, etc, etc.
Mas a Palavra de Deus ensina o que, de verdade?
Uma das passagens que mais fala ao meu coração está no episódio de Ananias e Safira, contado no livro de Atos, capítulo 5. Na igreja primitiva nada faltava a ninguém, pois quem tinha mais dividia com quem tinha menos ou não tinha, para que pudesse também ser provido. Assim, a igreja cumpria seu papel social e se deixava ser instrumento para o cumprimento daquilo que Jesus prometeu aos seus: que não precisavam se preocupar com o que comer ou vestir (Mateus 6.25-34). Porém, não era imposto a ninguém tal divisão de bens, a mesma ocorrendo por liberalidade e amor entre os irmãos.
Pois bem, Ananias e Safira venderam um terreno e se dispuseram a doar o valor em prol dos necessitados da igreja, porém esconderam uma parte. Diante de Pedro, seu pecado foi descoberto e o casal acabou morrendo de forma fulminante.
Veja bem como tal acontecimento repercutiu entre os “do mundo”, entre aqueles que a igreja queria alcançar e evangelizar:
“E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas. E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão. Dos outros, porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-os em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais“. Atos 5:11-14
Olha que coisa maluca: o episódio deixou a igreja atemorizada, afinal viram na prática que o pecado traz a morte. E os de fora, que poderiam ser alcançados facilmente com uma campanha de shows gospel (com harpas e trombetas, ao gosto local), não queriam se unir aos cristãos, com medo do que lhes poderia acontecer, por se reconhecerem pecadores. Mas, ao mesmo tempo, cresceu o número de cristãos. Louco, não é?
E, futuramente, vimos a “qualidade” desses novos cristãos, nascidos do verdadeiro arrependimento, fruto de uma pregação que lhes mostrou o quão pecadores e carentes da misericórdia de Deus eram: esses novos cristãos foram tão fiéis a Deus que se deixaram queimar nas cruzes, se deixaram ser alimento das feras nas arenas romanas, se deixaram martirizar de todas as formas. E quanto mais cristãos morriam, mais o Evangelho de Cristo se espalhava.
Olha que diferença em relação aos nossos dias! Na igreja primitiva, as pessoas não seguiam a Cristo em troca de bênçãos financeiras e em outras áreas da vida: seguiam a Cristo sabendo que isso lhes poderia custar a vida, de forma extremamente dolorosa, e lhes fazer perder tudo aquilo, materialmente falando, que conquistaram até então. Quem queria bênçãos financeiras e outras mais, continuava seguindo os sacerdotes e servindo a César.
Na igreja primitiva, as pessoas tinham verdadeiro temor de Deus e buscavam arrependimento constante. Hoje, nos achamos mais do que vencedores, mais do que salvos, mais do que libertos do pecado, e por isso podemos pecar todos os dias, em todos os momentos, afinal “o sangue de Jesus nos deixou alvos como a neve”. Em tese, muito bonito. Na prática, arrependimento e conversão ZERO.
Vamos voltar às perguntas no início deste texto:
Você está numa igreja onde, durante os cultos, é só paz e alegria, e após, mais alegria ainda? Você está numa igreja cujas ministrações lhe fazem sentir-se muito bem consigo mesmo(a)?
O Evangelho de Jesus não é oba-oba, não é auto-ajuda, não existe para que fiquemos bem. Ao contrário, quanto mais conhecemos a Jesus e à Palavra, mais ficamos angustiados e temerosos. O verdadeiro seguidor de Cristo não consegue dormir direito, sabendo que tem uma fortuna particular e, lá fora, milhões de seres humanos (muitos deles também cristãos) estão morrendo de fome e de frio. O verdadeiro seguidor de Cristo não consegue viver um oba-oba gospel, sabendo que há milhares de cristãos nas masmorras, sendo torturados e mortos por terem optado por Jesus.
Duvida do que estou falando? Leia a Bíblia. Leia o Novo Testamento. Leia os sermões de Jesus e dos apóstolos. Veja o peso que se dá para o arrependimento, para a conversão para uma nova vida. E veja o peso que se dá para “bênçãos”.
É lícito orar por bênçãos? Sim, é. Porém, as bênçãos não podem ser a razão de ser da nossa fé. Lembremos que Deus é soberano para nos dar aquilo que Ele quiser, e para não dar também, se Ele não quiser. Esse Evangelho, infelizmente muitas igrejas não pregam, já que tentam conquistar o consumidor com a promessa de sucesso em poucos dias.
Algumas pessoas acham que, quando fazemos protestos pacíficos, as frases em nossas faixas e camisetas são agressivas. Sinto informar que de agressivas elas não têm nada, se formos nivelar por Cristo. Em muitos eventos dos quais participamos, Ele viria com o chicote e derrubaria as mesas. Nós, timidamente, apenas estendemos frases bíblicas, que soam com verdadeiros xingamentos para quem não quer ver a Verdade.
Muitos pregadores temem afastar os fiéis, caso preguem o que realmente está na Bíblia. Para agradar à platéia, suas ministrações resumem-se em promessas de grandes ganhos financeiros, curas de todas as doenças e afins. Seus cultos se mostram de acordo com a preferência geral: muita música, regada a expressões emocionalistas, que levam os fiéis facilmente às lágrimas (não de arrependimento, mas de pura emoção, como as que nos caem nos olhos após ouvir qualquer música bonita). Tais lágrimas são comumente confundidas com “unção”, quando não passam, muitas vezes, de puro extravasamento humano. Para finalizar, um pregador-showman, que sabe fazer piadinha na hora certa, tem carisma e fala aquilo que as multidões querem (não o que precisam) ouvir.
Queremos seguir a Cristo? Então temos que viver como Ele viveu. Cristo viveu à caça de riquezas e de bênçãos para Si? E os apóstolos, também viveram correndo atrás das bênçãos? E os profetas?
E por que nós, que nos dizemos Seus seguidores, agimos assim?
Quer pregar o Evangelho de Jesus? Não tema desagradar aos homens, pois é isso mesmo que você fará. E desagradar não é novidade nenhuma, pois todos os profetas e pregadores bíblicos desagradaram as multidões do seu tempo. Se seu Evangelho agrada às multidões, repito, alguma coisa está errada.
O verdadeiro Evangelho é aquele que, mesmo desagradando ao ser humano, o traz aos milhares aos pés de Jesus. Esses milhares buscam a Cristo pelo que Ele é, pois o maior tesouro Ele já nos deu: a salvação eterna.

Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. – Mateus 6:31-34



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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: