quinta-feira, 26 de abril de 2018

Os corvos obedecem a voz de Deus e   sustentam o profeta
Qual a diferença entre, corvo, urubu e abutre?
O urubu é uma ave falconiforme (da mesma ordem dos gaviões, abutres, falcões e águias), de bico forte, curvado na extremidade, pés adaptados para agarrar, com garras curvas e afiadas e que se alimenta de carniça (organismos em decomposição). O corvo é uma ave passeriforme (da mesma ordem da gralha e dos pássaros canoros) de corpo negro, medindo cerca de 70 cm (bem menor do que o urubu), com artelhos adaptados para empoleirar. Sua alimentação é bastante variada. Ele captura todo tipo de pequenos animais, como vermes, moluscos, insetos, répteis, roedores, pequenas aves e ovos. Também come carniças e restos de animais, disputando-os às vezes com os abutres.


Estando a terra de Israel arrasada pela seca e pela fome, os corvos trazem pão e carne para alimentar o profeta Elias.

I Reis 17:1-7


No tempo em que Acabe reinava sobre Israel, Deus anunciou através do profeta Elias uma terrível seca que arrasaria as terras de Israel causando extrema fome. Elias disse ao rei Acabe que os próximos anos seriam maus pois não cairia chuva e sequer orvalho, segundo a palavra do Senhor.

Já chegando os dias de fome à terra, o Senhor novamente falou com Elias dizendo-lhe para esconder-se próximo ao ribeiro de Querite, junto ao Rio Jordão, pois lá ele teria as águas do ribeiro para beber e que já havia ordenado os corvos para trazerem-lhe alimentos.

Confiando na providência divina, Elias obedeceu à voz do Senhor e foi habitar próximo ao ribeiro de Querite. Exausto da viagem, chegou ao ribeiro de Querite e lá encontrou sombra e água fresca.

Os corvos, obedeceram à ordem de Deus e providenciaram comidas para Elias. A tarefa dos corvos, porém, não era tão fácil, uma vez que a terra de Israel já padecia de fome por causa da seca. No entanto, os corvos são reconhecidos como animais dotados de inteligência para conseguirem alimento. Por isso, Deus os escolheu para realizarem a difícil tarefa de encontrar comida em terra seca.

Os corvos começaram a sobrevoar o ribeiro de Querite, onde Elias estava. Eles, porém, não traziam maus presságios, como acreditam os superticiosos, mas sim, comida para alimentar o profeta Elias. Todos os dias, manhã e noite, fielmente, os corvos aterrisavam próximo ao ribeiro de Querite trazendo pão e carne para Elias.

Quando Elias já estava se acostumando com a sombra e água fresca e com a serventia de primeira dos corvos, o ribeiro de Querite secou-se, pois não resistiu à seca que assolava Israel. Na falta de água, Elias seria obrigado a abandonar aquele lugar para não passar necessidades.

Novamente veio a palavra do Senhor a Elias, dando-lhe esperanças. Deus disse a ele para sair de Querite e partir em direção à Sarepta, pois lá, mais uma vez, providenciar-lhe-ia o sustento. Dessa vez, Deus ordenaria não aos corvos, mas sim a uma pobre viúva de Sarepta que fornecesse alimento para Elias. Essa viúva, porém, nada tinha, senão uma botija de azeite e um pouco de farinha, com os quais faria com seu filho a última refeição. Como Deus é fiel, “da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Elias” (I Reis 17:16). Mais uma vez o Senhor providenciou o sustento de Elias nos dias de fome.

Elias não se abalou com a seca que assolava a terra, pois contou com a providência divina nos piores momentos. Deus é sempre fiel àqueles que o temem. Por isso, não devemos andar ansiosos pelo que comeremos ou pelo que beberemos (Mateus 6:25), pois não se verá aquele que teme a Deus a mendigar o pão (Salmos 37:25).

Textos sugeridos

I Re. 17:1-7 - Os corvos trazem pão e carne para Elias
I Re.17:8-15 - A viúva de Sarepta
I Re.17:16 - Deus não deixa faltar o alimento
Mt.6:25 - Não devemos andar ansiosos pelo que havemos de comer
Sl. 37:25 - o justo não mendigará o pão
Mt.5:31-32 - Deus sabe as nossas necessidades
Reflexão
Os corvos trazem maus presságios?



Há pessoas supersticiosas que acreditam que os corvos trazem maus presságios (previsões de acontecimentos ruins), aos lugares que chegam. Isso apenas porque os corvos têm as penas muito negras e porque alimentam-se de cadáveres.

Um dos fatos que deu mais força a essa crença foi a morte do ator Brandon Lee durante as filmagens do filme “O Corvo” em 1993. Nesse filme, Brandon Lee interpretou um personagem que veio da morte conduzido por um corvo para vingar-se dos seus assassinos. Na cena em que o personagem de Brandon seria baleado, a arma, em vez de balas de festim, continha uma bala de verdade. Assim, um tiro de verdade em cena deu fim a vida de Brandon Lee aos 28 anos de idade. Até hoje as pessoas acreditam que Brandom Lee foi vítima da “maldição do corvo”, em referência ao corvo que guiava seu personagem no filme “O Corvo”.

A Bíblia diz que Deus odeia as práticas de prever o futuro e condena os agoureiros, que são aqueles que anunciam maus presságios (Deuteronômio 18:10-13). Já aqueles que acreditam em superstições cometem idolatria, pois atribuem a coisas, animais e a fenômenos ocasionais o controle do futuro, quando na verdade, só Deus tem o controle do destino de todas as coisas. Além disso, pessoas supersticiosas substituem a fé pelo medo e a proteção de Deus, por amuletos e outros objetos da sorte. Tudo o que ocupa o lugar de Deus é idolatria. Portanto, a superstição é idolatria e desagrada a Deus.

Como Deus está no controle de tudo, os corvos, assim como na história de Elias, só podem trazer o que Deus ordenar. Portanto, não podemos afirmar que por si mesmos os corvos trazem maus presságios.



quarta-feira, 25 de abril de 2018

                      a paz seja convosco amém
postemos  esse estudo sobre os deveres das mulheres dos  servos de deus.
esse veio do pastor luciano subirá.


A mulher também tem deveres a cumprir no casamento. Suas responsabilidades matrimoniais incluem:
1. Ser ajudadora
2. Ser submissa
3. Ser administradora do lar
4. Ser amante, quer dizer a todo momento a única namorada de seu marido
A ESPOSA DEVE SER AJUDADORA DE SEU MARIDO
Destacaremos, como primeiro dever da esposa, a responsabilidade de ser uma ajudadora de seu marido, uma vez que esta é a primeira menção que o próprio Criador faz acerca de seu papel no matrimônio:
“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2.18)
Isso não apenas reforça o fato de que a liderança do lar pertence ao homem na condição de cabeça, como também ressalta a importância da mulher no contexto matrimonial. Quando ensino (ou mesmo apenas comento) o fato do homem ser o cabeça do lar, lamentavelmente percebo que, aos olhos de alguns, tanto homens como mulheres, isso soa com um certo tom depreciativo, quase como se a mulher fosse uma mera espécie de “serviçal”. E o fato é que esta visão distorcida tem roubado não apenas aqueles que a possuem, como também ao seu próprio matrimônio! Creio que, ao definir a mulher como ajudadora, Deus não a estava rebaixando; pelo contrário, Ele estava justamente exaltando-a. Gosto de um termo que meu pai, ao pregar sobre família, usava em relação a este assunto; ele dizia que a mulher ocupa a função de “vice-presidente” do lar. Ou ainda, usando a analogia de um avião (onde agora escrevo este capítulo), ela poderia ser qualificada como “co-piloto” e não apenas como uma “comissária de bordo” (também não estou desmerecendo esta função, só destacando a distinção hierárquica que encontramos entre estas duas funções).
Ao reconhecer que o homem precisava de uma ajudadora, Deus definiu não apenas a incapacidade do homem de fazer tudo sozinho como também revelou que não havia ninguém mais qualificada para exercer este papel de ajudadora do que a mulher. Em outras palavras, Deus estava declarando que a mulher tem algo a oferecer para o andamento do lar que o homem não tem!
Estar sob um cabeça (uma autoridade) não desmerece ninguém! O marido tem como seu cabeça a Cristo e o próprio Cristo tem como cabeça a Deus Pai (1 Co 11.3) e, embora haja clara distinção na cadeia de comando e distribuição de tarefas entre a Trindade, nem Jesus e nem o Espírito Santo são apresentados como “menos-Deus” do que o Pai. Pelo contrário, a Bíblia os apresenta como um só Deus (Ef 4.4), assim como também diz que o marido e sua esposa são um.
Ajudando na tomada de decisões
Embora muitos maridos de “cabeça-dura” não entendam isto, Deus criou a mulher para ajudá-lo em tudo, até no governo do lar – obviamente não usurpando sua autoridade, mas contribuindo com a sugestão de bons conselhos. Precisamos desenvolver no lar a visão de equipe. Além da própria Trindade (modelo para nós nesta questão), vemos no Novo Testamento que as igrejas eram governadas pelos presbíteros (1 Tm 5.17) que compunham as equipes ministeriais; note o aspecto plural quando as Escrituras mencionam os presbíteros e você vai descobrir que ninguém estava no governo de uma igreja sozinho. Os lugares onde isto parece ter acontecido sempre demonstravam ter distorções (3 Jo 9). Contudo, vemos nos capítulos dois e três do livro de Apocalipse que, ao tratar com aquelas sete igrejas da Ásia, o Senhor Jesus se dirigia ao “anjo”, ao “mensageiro” da igreja. Este fato nos faz perceber que dentro de uma equipe ministerial há sempre o que chamamos de uma “voz maior”, alguém encarregado de uma responsabilidade maior (e que também será cobrado por Deus em um nível diferenciado). Em nossas igrejas, denominamos esta pessoa como o “presbítero-sênior”. Ele não governa sozinho, porque sabe que isto é contrário à sabedoria divina (Pv 18.1) que nos ensina que a sábia direção está na multidão de conselheiros” (Pv 11.14). Contudo, nenhum dos conselheiros podem usurpar sua autoridade e a responsabilidade de tomar a decisão correta será cobrada do líder, não de seus ajudadores.
Entendo que no casamento temos algo parecido. A visão bíblica do homem como cabeça do lar não é algo do tipo “o homem sabe tudo e a mulher fique de boca fechada”. Pelo contrário, a Palavra de Deus nos mostra claramente que o homem não está sempre certo, e precisa de conselhos (obviamente não de uma mulher que “tome as rédeas” do lar). Se Nabal tivesse ouvido sua mulher Abigail, não teria experimentado o fim trágico que teve por ser tão cabeça-dura (1 Sm 25.37,38). Penso que esta é a razão pela qual temos tantos exemplos bíblicos neste sentido que nos foram registrados.
Veja a questão de Pilatos, por exemplo. Tirando o fato de que a farsa de seu julgamento nos proporcionou o sacrifício de Cristo (o que nenhum de nós jamais achará ruim), vemos como Deus foi justo com ele. Sua mulher mandou-lhe um recado importantíssimo na hora do julgamento:
“E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito”.  (Mateus 27.19)
Aquele governador romano estava para cometer o que, talvez, possa ser chamada de a maior injustiça não só da história dos tribunais de Roma, mas de toda a humanidade (e em todos os tempos) e, ainda assim, Deus procura usar a esposa deste homem para adverti-lo! O fato dela dizer que sofreu nos sonhos, chamar Jesus Cristo de justo, pedir ao esposo que não se envolvesse, tudo me faz entender que ela recebeu uma advertência divina. Paulo diz aos coríntios que, se os poderosos deste mundo (o que é clara referência às autoridades judaicas e romanas) tivessem conhecido ao Senhor da Glória, jamais o teriam crucificado. Isso mostra que, mesmo a Escritura prevendo como estes homens errariam, não foi Deus quem os induziu a isto. Ao contrário, Ele até mesmo advertiu Pilatos quanto ao que ele estava por decidir.
Mas o ponto principal que destacar neste ocorrido é o seguinte: se a mulher aconselhar e advertir seu esposo, quanto a uma decisão a ser tomada, ela está errando? Ela está desrespeitando sua autoridade? É claro que não! Se fosse errado Deus não teria falado com ela! E há outros exemplos na Palavra de Deus sobre a mulher participar (com sua opinião e conselho) da decisão a ser tomada pelo marido. É o caso de Abraão e Sara, por exemplo. Na hora de tomar a decisão de mandar Agar e Ismael para longe de Isaque, o patriarca fica com o coração pesado e sua esposa o encoraja a tomar a decisão; então Deus fala com ele acerca do assunto:
“Disse, porém, Deus a Abraão: Não te pareça isso mal por causa do moço e por causa da tua serva; atende a Sara em tudo o que ela te disser; porque por Isaque será chamada a tua descendência”.  (Gênesis 21.12)
Ao dizer “atende a Sara em tudo o que ela te disser”, o Altíssimo, em outras palavras, estava dizendo a Abraão: “sua mulher está certa, está coberta de razão; e você deve ouvir seu sábio conselho”. Se fosse inaceitável que a mulher ajudasse ao marido, com sábios conselhos, quanto a tomar a decisão correta em seu governo do lar, você acredita que o Criador da família falaria assim com Abraão?
Isso não significa que a esposa tenha sempre a razão, da mesma forma como o marido também não tem, pois nenhum ser humano, em sua limitação e falibilidade, tem esta capacidade! O que estou dizendo é que há uma clara sinalização bíblica de que, no mínimo, a mulher possa opinar para ajudar seu marido nas escolhas. Falarei mais adiante acerca da importância do acordo entre o casal, mas aqui quero apenas destacar a participação da mulher como ajudante-conselheira do marido.
O papel de ajudadora da mulher é mais do que participar na distribuição de tarefas. Envolve também, além da função de conselheira, o aspecto de encorajadora. O marido não pode edificar seu lar sozinho, isso é algo muito claro na Palavra de Deus:
“A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”.  (Provérbios 14.1)
Algo que a mulher, na condição de ajudadora, deve entender é que ela tem uma grande capacidade de edificar ou derrubar sua casa (não o prédio onde moram, mas o lar). Infelizmente, algumas esposas não tem sabedoria alguma – nem reconhecem que deveriam estar buscando por sabedoria através de conselhos de pessoas mais experientes (Tt 2.3-5) e mediante oração (Tg 1.5).
Muitos maridos não recebem nenhum encorajamento e motivação para nada na vida por parte de suas esposas; elas são, mulheres insensatas que estão, aos poucos, levando seu lar abaixo! Por outro lado, a mulher sábia sempre ajudará na edificação do seu lar, fazendo jus ao célebre ditado: “por trás (eu prefiro a expressão ‘ao lado’) de um grande homem, sempre há uma grande mulher”. O que me faz lembrar a declaração de Matthew Henry: “A mulher foi feita de uma costela tirada do lado de Adão; não de sua cabeça para governar sobre ele, nem de seu pé para ser pisada por ele; mas de seu lado, para ser igual a ele, debaixo de seu braço para ser protegida, e perto de seu coração para ser amada.”
A ESPOSA DEVE SER SUBMISSA A SEU MARIDO
Um dos deveres claramente abordados na Palavra de Deus é o de que a esposa deve submeter-se ao seu marido. E isto envolve mais do que respeito, reflete o entendimento de governo do lar e da cadeia de comando estabelecida pelo Senhor:
“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.” (Efésios 5.22-24)
A expressão “cabeça” aponta para a questão da liderança. E nós, que tememos a Deus e sabemos que devemos andar na Sua Palavra, não podemos nos amoldar aos valores mundanos de nossos dias de que não há distinção entre o homem e a mulher no casamento. Há uma forma correta de andar no Senhor:
“Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor”. (Colossenses 3.18)
É lógico que, do ponto de vista do valor que cada um de nós tem aos olhos de Deus, não há distinção alguma entre homem e mulher (Gl 3.28). Entretanto, as autoridades foram instituídas por Deus (Rm 13.1) e devemos respeitá-las! E isto não significa que, diante de Deus, as autoridades sejam pessoas de maior valor. Significa apenas que, em matéria de governo, elas estão numa posição diferenciada das demais (que são tão valiosas aos olhos de Deus como as que estão investidas de autoridade).
E, em matéria de governo do lar, o homem é e será sempre o cabeça, não a mulher. Esta ordem na cadeia de comando nunca pode ser quebrada. O apóstolo Paulo ensinava e determinava que a mulher não exercesse autoridade sobre o marido:
“A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio”. (1 Timóteo 2.11,12 – NVI)
Apesar da Versão Revista e Atualizada de Almeida apresentar a frase “não permito que a mulher exerça autoridade DE homem”, dando a entender que só o homem pode fazer isto, as versões em português NVI (Nova Versão Internacional), as versões de Almeida REVISADA (IBB) e CORRIGIDA (SBB), a versão espanhola de Reina Valera, a versão italiana de Giovanni Diodati, as versões inglesas King James, American Standard, Webster e várias outras enfatizam a mulher não poder exercer autoridade SOBRE o marido, o que permite que as mulheres ensinem e exerçam autoridade sobre os que não são seus maridos. Se a mulher nunca pudesse ensinar ou exercer autoridade sobre nenhum homem, seria contraditório o que a Bíblia revela acerca de Débora, profetiza e que foi juíza em Israel.
Entendemos que a afirmação de Paulo a Timóteo significa, portanto, que em hipótese alguma, nem mesmo no exercício do ministério, a mulher pode usurpar a autoridade do marido – que é o cabeça do lar. Esta é a razão pela qual, ainda que eu creia no ministério das mulheres e as reconheça no pastorado, NUNCA, em nosso ministério estabelecemos uma mulher com autoridade pastoral sem que o marido também o seja estabelecido. Não é bíblico, nem mesmo na Igreja, estabelecer uma mulher em posição de autoridade sobre seu esposo!
Mesmo se o marido não é cristão, o apóstolo Pedro ainda o reconhece como cabeça do lar, a quem a mulher deve ser submissa (assim como os homens devem se submeter aos governantes mesmo que eles não sejam cristãos):
“Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa.”  (1 Pedro 3.1)
Penso que a palavra submissão deva ser melhor entendida. A palavra “submissão” que foi traduzida do original grego é “hupotasso”, e significa: 1) organizar sob, subordinar; 2) sujeitar, colocar em sujeição; 3) sujeitar-se, obedecer; 4) submeter ao controle de alguém; 5) render-se à admoestação ou conselho de alguém; 6) obedecer, estar sujeito. E, de acordo com o Léxico de Strong, ainda há uma importante observação acerca do uso desta palavra na época: “Um termo militar grego que significa ‘organizar [divisões de tropa] numa forma militar sob o comando de um líder’. Em uso não militar, era ‘uma atitude voluntária de ceder, cooperar, assumir responsabilidade, e levar um carga’.”
Quando olhamos para o conceito da palavra submissão, pode parecer exagerado e até assustador (mais para as mulheres do que para os homens). Mas devemos lembrar que a mulher deve se sujeitar ao marido como a Igreja se sujeita à Cristo (Ef 5.22-24). Em contrapartida, o marido deve governar e exercer sua autoridade como Cristo! E quando olhamos para a liderança de Jesus não vemos uma atitude de domínio, mas uma liderança servidora. Assim como Pedro advertiu os presbíteros a não serem dominadores do povo que governam (1 Pe 5.3), entendo que também o marido não deve ser um controlador. Autoridade é liderança funcional, não domínio (já detalhamos isto no capítulo anterior).
No entanto, mesmo que o marido não levante um cetro de domínio em sua casa, sua autoridade deve ser respeitada. Paulo advertiu que quem resiste à autoridade traz sobre si condenação (Rm 13.2). Assim como os filhos devem honra aos pais, e isto traz bênçãos sobre suas vidas (Ef 6.1-3), também a esposa deve respeito ao seu marido (Ef 5.33) e isto também trará bênçãos sobre sua vida!
A MULHER DEVE SER ADMINISTRADORA DO LAR
Nesta parceria do casamento temos o homem como cabeça e a mulher como sua ajudadora. Isto significa não apenas o auxilio da esposa por meio de conselhos, como também envolve distribuição de tarefas a cada um dos cônjuges. O fato do homem ser o responsável pelas decisões não significa que ele tenha que centralizar as tarefas. Algumas delas são claramente designadas às mulheres. Por exemplo, de quem é a responsabilidade de administrar o lar?
A Bíblia refere-se às mulheres como “donas de casa”; encontramos este tipo de afirmação tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. A viúva que hospedou Elias foi chamada assim (1 Re 17.17) e na epístola de Paulo a Tito, as mulheres, de forma generalizada também são assim denominadas (Tt 2.5). Isto não quer dizer que a casa seja só delas, mas que o dever e a responsabilidade do cuidado e condução do lar (com suas tarefas) pertence à esposa.
Encontramos textos bíblicos que falam do homem cuidando dos “trabalhos de fora” (Pv 24.27), que na época envolviam a lavoura, a caça e os negócios a serem feitos. É por isso que a mulher adúltera mencionada no Livro de Provérbios refere-se ao marido que foi viajar (Pv 7.19,20), porque isto era dever do homem e não da mulher. E quem cuidava da casa e dos filhos na ausência do marido (que tem como um dos seus deveres ser o provedor do lar) era a mulher.
O trabalho da mulher sempre foi uma parceria com o homem. Ele caça e pesca, ela cozinha. Ele apascenta o rebanho e ela cuida da tosquia e de recolher o leite. Ele colhe o fruto da terra e ela prepara. Ele traz tecido ou couro e ela confecciona as roupas. Os detalhes da economia, do funcionamento da industria e do ganho do pão diário mudaram muito, mas a ideia divina de parceria permanece a mesma!
O Livro de Provérbios apresenta uma mulher que conduz com maestria a administração de seu lar:
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos. É como o navio mercante: de longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho. Cinge os lombos de força e fortalece os braços. Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca. Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra. Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça”. (Provérbios 31.10-27)
Penso que a frase “atende ao bom andamento da sua casa” deixa muito claro este papel da administração do lar. Fico cansado só de ler esta lista de trabalho! É por isso que o texto diz acerca da mulher virtuosa: “e não come o pão da preguiça”. O trabalho do lar não é leve e nem tampouco insignificante. Não é tarefa para alguém despreparada. Se a mulher ajudar o marido na administração financeira, certamente fará com os ganhos familiares se multipliquem!
A mulher ser boa dona de casa é algo que se aprende. E também era parte da mensagem pregada pela Igreja do Senhor Jesus desde o seu início:
“Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada”. (Tito 2.3-5)
Alguns grupos cristãos são contrários à ideia das mulheres trabalharem fora. Não estou advogando isto, em hipótese alguma. A parceria de trabalho do casal, que apresentamos há pouco, mostra as mulheres desempenhando tarefas de alta responsabilidade e, com a mudança de configuração atual do modelo de trabalho e sustento, é justo que o envolvimento da mulher num mercado de trabalho também mude. Por exemplo, é evidente que elas já não tecem com as mãos toda a roupa da casa!
Penso que a questão a ser abordada não é a esposa trabalhar ou não fora, e sim se o fato de trabalhar fora irá interferir em seus deveres como esposa (e mãe). Ao falar sobre o dever dos maridos, como provedores do lar, comentei que há muitas situações em que a mulher também trabalha fora e coopera com o sustento da casa. Não creio que isto seja errado desde que o cuidado do marido e dos filhos não seja comprometido (o que, infelizmente, não tem acontecido com muitos casais que trabalham fora).
Quando Kelly e eu nos casamos, ela cursava a faculdade pelas manhãs, trabalhava às tardes e me ajudava no ministério às noites. E é lógico que eu, por outro lado, a auxiliava nas tarefas do lar, limpando a casa, fazendo compras, cozinhando (muito pouco), lavando a louça e as roupas (a exceção ficava por conta de passar a roupa que, antes de casar, prometi a ela só fazer em situações de extrema emergência). Acredito que se é correto a mulher ajudar o marido a trazer o sustento para o lar, também é correto que o marido a auxilie com os filhos e as tarefas da casa. Embora vale ressaltar que nossos acordos nesta distribuição de tarefas sempre se ajustou em períodos em que pudemos contratar alguém para trabalhar em nossa casa ajudando-nos principalmente com as questões da limpeza.
Porém, quando nossos filhos nasceram, ajustamos algumas coisas para que a Kelly não negligenciasse seu papel de mãe (o que ela sempre fez fantasticamente bem); ela concluiu seus estudos e passou a trabalhar somente às tardes e sair bem menos do que antes às noites. Como minha esposa é pedagoga e trabalhava sempre no horário em que matriculamos as crianças na escola, seu tempo fora de casa nunca interferiu no cuidado das crianças (aliás as crianças só estudavam na escola em que ela trabalhava, portanto sempre estavam indo e voltando juntos). Mesmo hoje, no ministério em tempo integral, salvo raras exceções, a Kelly dedica as manhãs para os filhos e a casa.
A MULHER DEVE SER AMANTE DE SEU MARIDO
Na Lei de Moisés houve permissão tanto para o divórcio como para a poligamia (embora esta permissão envolvia o curioso fato de um homem ter mais de uma esposa mas nunca uma esposa ter mais de um marido). Porém, já vimos que Jesus declarou que Moisés permitiu estas coisas pela dureza do coração do homem e enfatizou que não foi assim no começo (nem seria mais assim a partir de então). O fato é que quando Deus criou Adão o presenteou com uma única esposa.
O plano divino é que cada marido tenha sua esposa e que casa esposa tenha seu marido, pois o que foge disto é prostituição (1 Co 7.1,2). Porém, vale destacar que, justamente depois de estabelecer este fundamento de monogamia (e derrubar a prática da poligamia mostrando ser ela nada menos que prostituição), o apóstolo Paulo ensina uma das coisas mais importantes para proteger o matrimônio (agora do adultério, outra forma de impureza): uma vida sexual saudável, com fidelidade e também com intensidade – com qualidade e também com quantidade!
Falarei mais adiante (em dois capítulos) sobre este dever conjugal do sexo. Mas quero deixar aqui uma palavra de advertência às esposas. É claro que, sempre que generalizamos, acabamos sendo injustos com alguns. Mas, se o conselho serve para a maioria, deve ser dito. Se não servir para você, pessoalmente, pode ao menos ajuda-lo a entender e ajudar os outros. O recado é o seguinte: muitas mulheres (cristãs) estão “empurrando” seus maridos (cristãos) para o adultério! Paulo declarou algo importante sobre a intensidade e frequência do ato conjugal que muitos casais não tem dado atenção:
“Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” (1 Coríntios 7.5)
Deus mandou suprir esta necessidade de seu cônjuge, não mandou você boicotá-lo! Negligenciar a intimidade é dar brecha para que o inimigo entre num casamento. Mas muitas mulheres acham que devem decidir se o marido merece o momento de intimidade… Sexo é dever, é dívida! Se fluir em amor e romantismo, melhor. Se não, com o perdão da expressão, que seja o cumprimento do dever!
Deixe-me dizer-lhe uma coisa: muitas mulheres que acham que o sexo deve ser uma recompensa ao comportamento do marido estão, na verdade, se prostituindo. Sei que isto parece muito chocante para algumas irmãs, mas deixe-me expor o raciocínio antes de você se defender. Ao agir assim, estas esposas estão se vendendo em troca de um presente, de um favor, de uma atitude… Pode não ser por dinheiro, mas elas estão se vendendo! O sexo não é um negócio, mesmo que a “moeda” de troca seja emocional. Não pode ser fruto de uma mentalidade sanguessuga; é uma entrega, é uma expressão de amor (sacrificial, se for o caso), é uma doação – não uma venda (pois a partir do momento que tem haver algum tipo de pagamento, ainda que emocional, tornou-se uma venda).
Sei que há exceções, mas via de regra, as mulheres se omitem mais nesta área do que os homens. A explicação pode ser só natural, como diz o casal australiano Alan e Bárbara Pease (“Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” – Editora Sextante) que afirmam o hipotálamo (região neurológica ligada ao apetite sexual) do homem chega, em alguns casos, a ser dez vezes mais desenvolvido que o da mulher.
De qualquer forma, independentemente de ser homem ou mulher, ou mesmo de qual seja o “ritmo” de cada um, a frequência da vida sexual deveria ser determinada não pelo seu próprio desejo, e sim pela necessidade de seu cônjuge. Lembrando também de outro valor bíblico:
“A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce.”  (Provérbios 27.7)
Se você mantém seu cônjuge saciado, suprido, pode surgir as mais tentadoras propostas de infidelidade e ele certamente vai pisá-las. Entretanto, para aquele que não tem sido suprido, qualquer oportunidade de pecado que surgir, e digo qualquer mesmo, pode ser muito atraente e sedutora!
A palavra hebraica traduzida para a alma “farta” é “ebs”, e significa: “saciado, satisfeito, empanturrado, farto”. A mulher deve proteger seu marido de outras mulheres e da tentação maligna não só orando por ele, mas servindo-o muito bem nesta área.
– – – – – – – – – – – – – – – – –



terça-feira, 24 de abril de 2018

Estude a vida de Jesus por Completo, está tudo na Bíblia Sagrada 66 livros.

O livro de Hebreus (2)

O Filho falou (Hebreus 1:1 - 2:4)

A mensagem merece maior atenção porque o mensageiro é superior. O argumento introduzido no primeiro capítulo e defendido de várias maneiras no resto do livro depende da primazia de Jesus Cristo. Uma vez provado que Jesus é maior do que qualquer outro mensageiro, a revelação que ele trouxe tomará seu devido lugar acima de todas as outras. Os primeiros capítulos de Hebreus mostram que Jesus é superior aos mensageiros do Velho Testamento – sejam anjos ou homens.
A posição exaltada do Filho (1:1-14)
A palavra do Filho é superior porque o próprio Filho é superior (1:1-2). No passado, Deus revelou a sua vontade por meio de mensageiros – anjos, pais, profetas – mas nos últimos dias, ele falou pelo Filho. Os “ultimos dias” mencionados aqui se referem à época da revelação do Novo Testamento, quando Deus cumpriu suas promessas e levou ao fim o sistema judaico.
A palavra traduzida “anjos” significa mensageiros ou embaixadores. Eles foram usados para revelar a vontade de Deus no Antigo Testamento (cf. Atos 7:53; Gálatas 3:19).
O autor apresenta várias características do Filho para provar sua superioridade. Ele é o Herdeiro, acima de servos (1:2; cf. 1:7; 3:5). É interessante observar que ele se identifica com os homens salvos, que se tornam herdeiros ou primogênitos de Deus (1:14; 12:23). A superioridade de Jesus se torna bem mais evidente pelo fato de ele ser o Criador do universo (1:2). Ele é a perfeita imagem do Pai (1:3), mostrando toda a plenitude de Deus (cf. Colossenses 1:19; 2:9).
A grandeza de Jesus é demonstrada não somente em quem ele é, mas em onde ele está. Depois de terminar sua missão terrestre de purificar os pecados dos homens, ele tomou seu lugar a destra do Pai (1:3). Quando ele voltou para o céu, assumiu seu lugar acima dos anjos, tendo cumprido o propósito de sua vinda ao mundo e, assim, herdando por mérito próprio seu nome superior (1:4).
O Filho é o Rei
Alguns fatos destacados no capítulo 1 mostram a posição de Jesus como Rei:
1. Ele sentou-se a direita do Pai (1:3). No primeiro capítulo, o autor já introduz uma profecia do Antigo Testamento que será usada para provar vários pontos sobre Jesus. Seria bom ler Salmo 110 agora, observando os dois temas principais desta profecia sobre o Messias: (a) a posição dele como rei (Salmo 110:1-3,5-7), e (b) a posição dele como sacerdote (110:4). No seu estudo do livro de Hebreus, fique atento aos outros versículos que citam a posição de Jesus como rei, a destra do Pai (cf. 1:13; 8:1; 10:12; 12:2).
2. Ele foi gerado pelo Pai (1:5). A citação de Salmo 2:7, sobre a geração do Messias, não fala do nascimento nem da criação dele, pois outros trechos afirmam a eternidade e divindade de Jesus. Salmo 2:7 fala da coroação de Jesus. Qualquer dúvida sobre o significado pode ser tirada observando os comentários do Novo Testamento sobre este versículo. Nunca é ligado às origens de Jesus, e sempre à exaltação dele quando, após a morte, ele foi ressuscitado e recebido pelo Pai no céu (veja Atos 13:33; Hebreus 5:5).
3. O trono dele é eterno (1:8). As citações dos versículos 8 e 9 aplicam a profecia de Salmo 45:6-7 a Jesus. O primeiro ponto é o domínio eterno dele, um fato bem estabelecido em profecias do Antigo Testamento como Daniel 2:44; 7:14,27.
4. Ele reina com perfeita justiça (1:8-9). Do mesmo Salmo vem o segundo ponto sobre seu domínio, a ênfase na perfeita justiça do reino do Filho. Por ser perfeitamente justo como rei, o Filho é exaltado pelo Pai.
O Filho é Deus
A divindade de Jesus é um dos fatos fundamentais ao fé dos cristãos. Ele é uma pessoa distinta do Pai (cf. João 5:31,32,37) e ocupa uma posição subordinada ao Pai (cf. João 14:28; 1 Coríntios 11:3). Mas Jesus é Deus. Três fatos em Hebreus capítulo 1 mostram sua divindade:
1. Ele merece adoração (1:6). Adoração pertence exclusivamente a Deus, como Jesus mesmo disse em Mateus 4:10. O fato de Jesus aceitar a adoração dos homens é prova que ele reconhecia sua própria divindade (cf. Mateus 8:2; 14:33; etc.). Aqui, o próprio Pai ordena que os anjos adorem Jesus (cf. Apocalipse 5:11-14). Todos os verdadeiros cristãos adoram Jesus como adoram o Pai (João 5:23).
2Ele é chamado Deus (1:8). Este versículo introduz uma série de citações do Antigo Testamento que falam sobre Jesus: “mas acerca do Filho” . . . e . . . Ainda” (1:8-10). Na primeira, a palavra Deus é usada para falar de Jesus.
3. Ele é chamado Senhor (1:10-12). A terceira citação, introduzida com a palavra “Ainda” é especialmente interessante. Por inspiração divina (cf. 2 Timóteo 3:16-17), o autor usa Salmo 102:25-27 para falar sobre Jesus. Quando voltamos para Salmo 102, percebemos que é um salmo de louvor dirigido ao Senhor (veja Salmo 102:1). Quando o nome Senhor aparece no Antigo Testamento escrito assim (em maiúsculos), traduz uma forma do nome de Deus escrito em hebraico como YHWH. Este nome é traduzido nas Bíblias hoje de maneiras diferentes – Javé, Jeová, Yahweh, Senhor, etc. Desta citação, aprendemos que este nome divino não identifica somente o Pai. Jesus, também, é Deus (YHWH)! Ele certamente merece a nossa adoração!
E os anjos?
Quando ele defende o domínio e a divindade de Jesus, ele mostra a superioridade dele em relação aos anjos. Jesus herdou um nome mais excelente (1:4). Deus nunca exaltou os anjos como ele fez com Jesus (1:5). Os anjos são ministros (servos) que adoram o Filho (1:6-7). Eles são espíritos ministradores enviados para servir aqueles que herdam a salvação (1:14) – as pessoas humanas que recebem a salvação em Cristo!
Por esta razão . . . obedeça ao Filho (2:1-4)
Uma característica do livro de Hebreus são os desvios do assunto principal. O primeiro destes desvios aparece já no início do capítulo 2. O autor ainda vai falar mais sobre a relação de Jesus, os anjos e os salvos, mas ele desvia um pouco do assunto para nos alertar sobre o perigo de nos desviar do Senhor. Leia estes quatro versículos na sua Bíblia e preste atenção no argumento:
Deus exigia obediência às revelações inferiores transmitidas por mensageiros inferiores. Ele castigava as pessoas que foram desobedientes naquela época (2:2). Nós devemos ter mais cuidado, então, para não nos desviar ou negligenciar a palavra da salvação que o próprio Filho introduziu (2:1,3). Se rejeitar a palavra de Jesus, como escaparemos do julgamento de Deus?
Ele não deixa dúvida sobre esta palavra da salvação que deve ser obedecida. Trata-se do evangelho, a mensagem do Novo Testamento. Ele descreve o processo de revelação desta Nova Aliança:
  • O Senhor (Jesus) falou inicialmente (2:3). Durante seu tempo aqui na terra, Cristo disse: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia. Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar” (João 12:48-49).
  • Os apóstolos confirmaram a mensagem de Cristo (2:3). Depois de Jesus anunciar a sua palavra, aqueles que a ouviram confirmaram a mesma mensagem. Esta afirmação mostra que a palavra de Jesus e o ensinamento dos apóstolos são uma única mensagem. Foi assim que Jesus ordenou quando mandou que os apóstolos ensinassem os ouvintes “a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28:20). A palavra de Cristo e a palavra dos apóstolos são a mesma mensagem – o Novo Testamento a qual todos hoje estão sujeitos (Atos 17:30-31).
  • Deus deu testemunho por sinais milagrosos (2:3-4). O trabalho principal do Espírito Santo é a revelação da palavra de Deus aos homens. Jesus o chamou de “Espírito da verdade” e prometeu que ele ensinaria todas as coisas aos apóstolos (João 14:17,26). Quando ele deu novas revelações aos apóstolos e alguns outros, ele confirmou estas mensagens com sinais milagrosos: “E eles [os apóstolos], tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” (Marcos 16:20). Deus confirmou a palavra de Paulo e Barnabé com sinais e prodígios (Atos 14:3). Paulo citou os sinais que ele operava como credenciais do apostolado (2 Coríntios 12:12). É interessante que o autor de Hebreus não falou de milagres constantes na vida dos cristãos primitivos, mas de sinais que Deus havia feito pelas mãos dos apóstolos quando revelou a palavra. O propósito dos milagres no Novo Testamento não foi atrair multidões ou enriquecer igrejas e líderes religiosos, nem foi garantir a saúde e prosperidade dos fiéis. Os milagres serviam para confirmar a palavra que estava sendo revelada. Hoje, já temos a palavra revelada “uma vez por todas” (Judas 3) e, por isso, não temos necessidade de mais confirmações.
Conclusão
Jesus Cristo é superior aos mensageiros do Antigo Testamento. Ele é o Criador e Sustentador do universo, o Rei soberano, e o Herdeiro de todas as coisas. Ele é o eterno Deus que merece a nossa obediência e adoração. Jamais devemos negligenciar a palavra que ele revelou na Nova Aliança.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sabia algumas coisas dessa Ordem.

Sobre a doutrina e a origem da Igreja Batista, o que você pensa dela?
Olá! Hoje vou compartilhar com vocês a história das Igrejas Batista.
As Igrejas Batistas são uma denominação Protestante de origem Anglo-Americana. Está presente em quase todos os países do globo, tendo aproximadamente 44 milhões de membros.
Origem
A história academicamente aceita sobre a origem da Igreja Batista é a sua incepção como um grupo de dissidentes ingleses no século XVII. A igreja nasceu quando grupo de refugiados ingleses que foram para a Holanda em busca da liberdade religiosa em 1608, liderados por John Smyth, um clérigo e Thomas Helwys, um advogado, organizaram em Amsterdã, em 1609 uma igreja de doutrina batista.
John Smyth discordava da política e doutrina da Igreja Anglicana e examinando a Bíblia, creu na necessidade de batizar-se por imersão, o que fez e em seguida batizou os demais fundadores da igreja, constituindo-se assim a primeira igreja organizada.
·         Antes de querer discutir sobre religião, Clique Aqui e veja Como Aprender Teologia estudando em casa
Depois da morte de John Smyth e da decisão de Thomas Helwys e seus seguidores de regressarem para a Inglaterra, a igreja organizada na Holanda desfez-se e parte dos seus membros uniram-se aos Mennonitas. Thomas Helwys organizou a Igreja Batista em Spitalfields, nos arredores de Londres, em 1612.
A perseguição aos batistas
A perseguição aos batistas e a outros dissidentes ingleses, fez com que muitos emigrassem. O mais famoso foi John Bunyan, que escreveu sua obra-prima O Peregrino enquanto estava preso.
Nos Estados Unidos a Igreja Batista nasceu através de Roger Williams, que organizou a Primeira Igreja Batista de Providence em 1639, na colônia que ele fundou com o nome de Rhode Island, e John Clark que organizou a Igreja Batista de Newport, também em Rhode Island em 1648. Em terras americanas os batistas cresceram principalmente no Sul, onde hoje sua principal denominação, a Convenção Batista do Sul, conta com quase 15 milhões de membros.
Existem ainda outras teorias sobre a origem dos Batistas, mas que são rejeitadas pela historiografia oficial. São elas a teoria de sucessão apostólica e a teoria Anabaptista. Ambas são rejeitadas pelos historiadores batistas Henry C. Vedder e Robert G. Torbet.
Será que os batistas atuais descendem de João Batista?
A teoria de sucessão apostólica postula que os batistas atuais descendem de João Batista e que a igreja continuou através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os montanistas, novacianos, donatistas, paulícianos, bogomilos, albigenses e cátaros, valdenses e anabatistas.Os Batistas Landmarkistas utilizam este ponto de vista para se auto-proclamar única igreja verdadeira.
Essa teoria apresenta alguns problemas, como o fato que grupos como bogomilos e cátaros seguiam doutrinas gnósticas e o gnosticismo é contrário às doutrinas batistas de hoje. Também, alguns desses grupos que sobrevivem até o presente, igrejas como a dos valdenses (que desde a Reforma é uma denomição Calvinista) ou dos paulicianos, não se identificam com os batistas.
A teoria anabatista é aquela que afirma que os batistas descendem dos anabatistas, que pregaram sua mensagem no período da Reforma Protestante. O evento mais citado para apoiar essa teoria foi o contato que John Smyth e Thomas Helwys com os menonitas na Holanda. Todavia, além de em 1624 as cinco igrejas batistas existentes em Londres terem publicado um anátema contra as doutrinas anabatistas, também os Anabatistas modernos rejeitam ser denominados Batistas e há pouca relação entre os dois grupos.
Ambos grupos possuem algumas similaridades:
·         Crença no Batismo adulto e voluntário;
·         Visão do Batismo e da Santa Ceia como símbolos;
·         Separação da Igreja e Estado.

Existem algumas diferenças entre os Batistas e os Anabatistas modernos (por exemplo os Mennonitas):
·         Os Anabatistas normalmente praticam o Batismo adulto por infusão e não por imersão como os Batistas;
·         Os Anabatistas são pacifistas extremos e recusam a jurar;
·         Os Anabatistas crêem em uma doutrina semi-nestoriana sobre a Natureza de Cristo, que não recebeu nenhuma parte humana de Maria;
·         Os Anabatistas enfatizam a vida comunal enquanto os Batistas a Liberdade Individual;
·         Os Anabatistas recusam a participar do Estado, enquanto os Batistas podem ser funcionários públicos, prestar serviço militar, possuir cargos políticos;
·         Os Anabatistas creêm em um estado de sono da alma entre a morte e a ressureição;
·         Os Anabatistas creêm no Livre-Arbítrio, enquanto os Batistas tendem ao Calvinismo ou ao Arminianismo, em matéria de Salvação;
Expansão Mundial
Em 1791, um jovem pastor inglês chamado William Carey criou a Sociedade de Missões no Estrangeiro, para dar suporte no envio de missionários, sendo a Índia o primeiro campo missionário.
A Igreja Congregacional Americana enviou Adoniram e Ana Judson em 1812, para evangelizar a Índia, com destino a Calcutá. O casal encontrou-se com o missionário Batista William Carey e seu grupo de pastores, e aceitou a doutrina de imersão dos Batistas e foram batizados pelo Pastor William Ward. Outro missionário Congregacional, também enviado a Índia, Luther Rice tornou-se Batista. Os Judsons permaneceram na Birmânia, atual Myanmar, e Luther Rice voltou aos Estados Unidos para mobilizar os Batistas para a obra missionária. Consequentemente em maio de 1814, foi funda uma Convenção em Filadélfia com o nome de “Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro”. Desde então missionários batistas foram enviados à América Latina, África, Ásia e Europa.
Batistas no Brasil
Em 1860 Thomas Jefferson Bowen, missionário enviado ao Brasil pela Junta de Richmond, associação de igrejas batistas do Sul dos Estados Unidos, aportou na cidade do Rio de Janeiro. Bowen havia sido missionário na África e pregava para os escravos, já que conhecia a língua iorubá. Porém foi impedido pelas autoridades de propagar a doutrina Batista no Brasil e Bowen acabou ficando no Brasil por apenas nove meses.
A Guerra Civil Americana (1859-1865), entre os estados do Norte e do Sul dos EUA, fez que milhares de imigrantes sulistas americanos vieram para o Brasil, establecendo-se principalmente em Santa Bárbara D’Oeste, Piracicaba e Americana, no interior paulista
Em 1882 foi organizada a Primeira Igreja Batista de Salvador, com objetivo de evangelizar os brasileiros, pelos casais de missionários batistas norte-americanos, Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby; Zacharias Clay Taylor, Kate Stevens Crawford Taylor, e auxiliados pelo ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque, batizado em Santa Bárbara D’Oeste.
A primeira Convenção Batista Brasileira
Em 1907 foi realizada em Salvador a primeira Convenção Batista Brasileira cujo presidente foi Francisco Fulgêncio Soren. Já nesta convenção foi tratado o assunto do trabalho missionário, discutindo-se o envio de missionário para Portugal, Chile e África. A Unidade foi rompida na década de 50, com surgimento de grupos batistas de aspectos pentecostais e de grupos conservadores.
Em 2001 a Convenção Batista Brasileira possuia 800.000 fiéis, servidos por 5.890 Pastores, atuando em 5.554 Templos.
Na área da Educação Teológico-ministerial, três são os seminários oficiais Batistas: o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (Recife, PE), o primeiro a ser organizado; o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, (Rio de Janeiro, RJ), e o Seminário Téológico Batista Equatorial (Belém, PA). Todos oferecem cursos de graduação (Bacharelado) e pós-graduação (Mestrado). Os dois primeiros oferecem Doutorado em Teologia.
A Convenção Batista Nacional
A Convenção Batista Nacional nasceu em 1958, quando foi aceito o batismo pentecostal por alguns batistas em Belo Horizonte. Em 1967, o Pr. Enéas Tognini organizou a CBN (Convenção Batista Nacional), reunindo 60 igrejas. Grande parte destas igrejas denominam-se “Batistas Renovados”. Hoje, a CBN, segundo o IBGE, conta com 1479 igrejas organizadas, 1208 congregações ou missões, e 290.827 membros espalhados pelo Brasil (dados de 2003).
As Igrejas Batistas Independentes no Brasil têm a sua origem no trabalho da Missão de Örebro, um movimento Pentecostal-Batista na Suécia e Noruega. O missionário Erik Jansson veio en 1912 para atender colonos suecos residentes no município de Guarani, Rio Grande do Sul, mais tarde esparramou-se por outros estados.
A partir da década de 1930 surgiram grupos de cunho mais conservador, como a Igreja Batista Conservadora, a Igreja Batista Bíblica e a Igreja Batista Regular.
No final da década de 1990 surgiram grupos batistas que praticam reuniões domésticas, chamados de “igreja em células”, conhecido como G12 ou M12, com características neopentecostais. Os exemplos mais famosos são o Ministério Internacional da Restauração(MIR), liderado por Renê Terra Nova, com sede em Manaus, clamando ter mais de 80.000 membros e a Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte, que tem mais de 30.000 membros, difundida principalmente através de sua banda Diante do Trono.
Existe ainda a Igreja Batista do Sétimo Dia, cuja diferença em relação aos outros batistas está na guarda do sábado.
Batistas em Portugal
Em Portugal os Batistas estão presentes desde o século XIX, quando missionários e expatriados britânicos fundaram a igreja no país.
Estão agrupados na Associação das Igrejas Baptistas Portuguesas (19 igrejas); Convenção Baptista Portuguesa (90 igrejas); Igrejas Baptistas do Carreiro (13 igrejas); Igrejas Baptistas Independentes (grupo pentecostal-baptista escandinavo, 3 igrejas) e outras congregações independentes.
Batistas em outros países de fala Portuguesa
·         Igreja Evangélica Baptista de Angola – 300 congregações com 90,000 membros.
·         Convenção Baptista de Angola – 315 congregações com 31,000 membros.
·         Igreja Baptista Livre em Angola – 45 congregações com 17,123 membros.
·         Associção Baptista de Macau – 6 congregações com 750 membros.
·         Convenção Baptista de Moçambique – 78 congregações com 25,000 membros.
Doutrina
Doutrinariamente, os Batistas possuem algumas particularidades:
Crença no Batismo Adulto por imersão – assim como os Anabaptistas eles creêm que o batismo seja uma ordenança para as pessoas adultas (ordenança, para os batistas, é diferente de sacramento: deve ser obedecida, mas é apenas ato simbólico e não obrigatório para salvação), que deve ser respeitada a menos que o indíviduo não tenha oportunidade de ser batizado. A diferença em relação aos Anabaptistas, é que os Batistas praticam o batismo por imersão.
Separação entre Igreja e Estado – antes mesmo do Iluminismo, já havia a consciência da separação entre Igreja e Estado entre os batistas.
Liberdade de Consciência do Indivíduo – o crente deve escolher por sua própria consciência a servir a Deus, e não por pressão estatal ou de Igreja Estabelecida.
Autonomia das Igrejas locais – como os Batistas originaram do Congregacionalismo, enfatizam a automia total das comunidades locais, que podem agrupar-se em convenções. A exceção são os Batistas Reformados, que originaram do Presbiterianismo e dos Batistas Episcopais, que surgiram de missões anglicanas no Zaire.
Pastores Batistas Famosos
·         Billy Graham
·         Martin Luther King
·         C. H. Spurgeon
·         John Bunyan
·         Celebridades

·         Johnny Cash
·         John Grisham
·         Jessica Simpson
·         Presidentes:

·         Warren G. Harding
·         Harry S. Truman
·         Jimmy Carter
·         Bill Clinton
·         Outros
Créditos: John Davison Rockefeller Magnata de petróleo Norte-Americano, Filantropo




Postagem em destaque

UM OBREIRO SEM APROVAÇÃO DE DEUS, É COMO UMA OVELHA SEM REBANHO.