quarta-feira, 4 de abril de 2018


 Estudo a natureza pecaminosa do homem e a nova natureza em cristo  GÁLATAS Cpl 5 e vs 16 a 26

Neste texto encontramos:

- Uma vida animada e dependente do Espírito Santo agrada a Deus e não a si mesma. v. 16.
- A vida animada pelo Espírito Santo e a vida animada pela natureza pecaminosa são opostas em seus propósitos. O salvo teve a sua anterior natureza pecaminosa morta e substituída pela nova natureza em Cristo por ocasião do batismo na morte e ressurreição com Jesus Cristo. Na nova vida o seu querer é o querer de Deus porque nele Cristo vive.   v. 17, 24; 2. 19 – 20; João 5. 30; 8. 29;  Romanos 6; Efésios 4. 25 - 32.
- Governado pelo Espírito Santo, o salvo tem compromisso com a Graça de Deus e não mais com o jugo da Lei e das doutrinas humanas. v. 18.
- Obras da natureza pecaminosa: a) satisfação dos desejos da carne: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, embriaguez, orgias e pecados semelhantes) religiosidade doentia: idolatria e feitiçaria e pecados semelhantes; c) relacionamentos doentios: ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções, inveja e pecados semelhantes. v. 19, 20. 21a.
- Estão fora do Reino de Deus os que praticam as obras da natureza pecaminosa. v. 21b.
- Caráter da nova vida em Cristo reproduz o caráter do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Não há Lei que se oponha ao que Deus é. v. 22, 23.
- Ao ser atraído à morte com Jesus Cristo na cruz o pecador tem a sua natureza pecaminosa e geradora de pecados morta no corpo de Cristo. Esse é o seu batismo na morte de Cristo pelo ato da imersão. Um cristão morto em Cristo perde a sensibilidade para a prática deliberada do pecado. v. 24; Romanos 6. 1 – 14; Hebreus 10. 26 – 31.
- Os imersos em Jesus Cristo em Sua morte para a morte da natureza pecaminosa foram incluídos na emersão do Seu batismo, isto é, ressuscitados com Ele para viverem na terra a nova vida em Cristo animada e governada pelo Espírito Santo. v. 25; Romanos 6. 1 - 14.
- O salvo não se envaidece pela honra concedida por Deus, não se compara com os demais irmãos, pela inveja ou presunção, e não subestima quem ainda não é filho. Jesus Cristo expressa o Seu caráter de forma específica em cada cristão. v. 26; Gálatas 2. 19 – 20.
VISÃO GERAL
A natureza pecaminosa e a nova vida em Cristo estão em polos opostos. São incomunicáveis e inconciliáveis. Uma vez unido ao batismo com Jesus Cristos em  Sua morte e ressurreição é dada ao cristão, pelo Espírito Santo, a capacidade para viver o mesmo estilo de vida que Jesus Cristo viveu na terra. Nele a santidade conviveu perfeitamente com a humanidade porque estava determinado a obedecer irrestritamente ao Pai. Sendo assim, é exemplo para os salvos. Estes não tem o direito de apresentar sua humanidade como justificativa para não viver em santidade.
Não era pelo fato de Jesus estar sujeito ao pecado que tinha a necessidade de pecar. O mesmo raciocínio é autoaplicável ao salvo. A capacitação dada pelo Espírito Santo nos coloca de forma segura em santidade para que não cedamos ao assédio do pecado. Crer nessa verdade dá-nos domínio sobre o pecado e descarta qualquer argumento para justificar sua prática. Romanos 6. 14; 1 João 3. 7 – 10.
A dependência contínua do Espírito Santo pela renovação da mente através da Palavra capacita o cristão a viver a qualidade de vida proposta pelo
Evangelho. Romanos 12. 1 – 2; Filipenses 4. 8 – 9; Colossenses 3. 1 – 11.
O salvo, amadurecido na fé, tem para si que é Jesus Cristo quem governa a sua vida não por permissão, mas pelo direito que tem sobre ela como Criador, Senhor e Salvador. Gálatas 2. 19 – 20.
Felizes os cristãos que pela obediência irrestrita a Deus são alcançados pelo mesmo elogio do Pai ao Filho: “Este é o meu filho amado de quem me agrado”. Mateus 3. 16b. (NVI). O Pai se agrada do Filho da mesma forma que o Filho se agrada do Pai.  João 8. 29.
Ser elogiado por Deus diante do mundo e de Satanás é privilégio dos obedientes. Esse é o Seu prazer. Jó 1.8; João 1. 47.   
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo apresenta às igrejas de Jesus Cristo o outrora e o agora na vida cristã. Antes, sem Cristo, predominava o governo da natureza pecaminosa do velho homem ou da pessoa que se autogoverna por sua natureza adâmica decaída. Agora, em Cristo, predomina a vida animada e governada pelo Espírito Santo que gerou pela Palavra o novo homem com a nova natureza em Cristo, cujo caráter expressa o caráter do seu Senhor e Salvador. Essa nova vida assemelha-se à vida de Jesus em Sua humanidade: vida voltada à prazerosa obediência à Vontade de Deus. João 3. 3, 5; Tiago 1. 18; 1 Pedro 1. 3, 23; 1 João 5. 1.
No salvo, a nova vida em Cristo é animada e governada pelo Espírito Santo. Ele é quem nos capacita para que a vida de Jesus Cristo seja expressa naturalmente por nós. Nenhum empenho humano é capaz de realizar essa obra divina. Só Ele nos leva a agradar verdadeiramente a Deus a exemplo de Jesus em Sua humanidade.
O Filho de Deus estava sujeito ao pecado, mas não cedeu ou se deixou dominar por ele porque a obediência ao Pai era predominante em Sua vida. Se não estivesse sujeito ao pecado não seria levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo e nem este o tentaria. Seu estado na terra era semelhante ao de Adão antes de pecar para que fosse exemplo de homem de Deus aos Seus semelhantes. Não foi sem razão que o apóstolo Paulo chamou Jesus de ‘último Adão’. Mateus 4. 1 – 11; Romanos 5. 14; 1 Coríntios 15. 45 - 49.
A vida do Senhor Jesus na terra era animada e movida pelo Espírito Santo que Nele habitava e comandava Suas ações. A vida dos religiosos que se Lhe opunham era animada e movida pela natureza pecaminosa. Por essa razão era impossível a convivência pacífica entre Luz e trevas, entre Vida e morte. Mesmo assim, o Senhor Jesus usou de todos os recursos humanos e divinos para atraí-los à Luz e à Vida. Aqueles que se deixaram convencer pela verdade que Nele há e que se revelou pela coerência de Suas palavras e ações receberam Dele a nova vida, vida de libertos pela verdade. Foram transferidos das trevas à luz, da morte à vida, da Lei à Graça. Lucas 4. 18 – 21; 5. 17;  João 5. 24; Atos 6. 7.
Na nova vida a prevalência da Vontade de Deus, boa, agradável e perfeita inibe o atendimento da vontade humana no que ela se opõe à Vontade de Deus. Romanos 12. 1 – 2.
Para falar a respeito da natureza pecaminosa e da nova vida em Cristo o apóstolo Paulo apresenta duas listas. A primeira descreve a natureza pecaminosa de quem ainda não acolheu a Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Na segunda lista está a descrição do caráter divino, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, expresso por Jesus Cristo em Sua humanidade e por aqueles que se deixam convencer pela Palavra da Verdade que há no Filho de Deus. 
A natureza pecaminosa é de origem satânica e é geradora de pecados que contaminam a criatura humana no espírito, na alma (mente, emoções e vontade) e no  corpo.  
A metodologia satânica para seduzir e corromper as criaturas de Deus tem como ponto de partida o ambiente mais íntimo do ser e o responsável pelo relacionamento com Deus, isto é, o espírito. A dúvida com relação à Palavra de Deus, a rebeldia ao governo de Deus e a teomania (desejo de ser igual a Deus) iniciam o processo de sedução para a decadência. A seguir o inimigo age na alma (mente, emoções e vontade). Nesse ambiente lança a confusão na mente com ideias e pensamentos viciosos; desestabiliza as emoções colocando-as em ebulição para finalmente atingir a vontade humana que ativará o corpo na realização da proposta do inimigo. Nessa ação coordenada e tridimensional, espírito, alma e corpo, o inimigo opera  na natureza pecaminosa e atinge, pelo menos, três áreas: a) satisfação dos desejos da carne; b) religiosidade doentia; c) relacionamentos doentios.  
Os desejos da carne se manifestam pela imoralidade sexual, impureza, libertinagem, embriaguez, orgias e pecados semelhantes. Associados a estes temos a  religiosidade doentia: idolatria, feitiçaria e pecados semelhantes que estão intimamente vinculados aos relacionamentos doentios:  ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções, inveja e pecados semelhantes.
   Pessoas que se autogovernam e por isso rejeitam o governo de Deus, cultivam em seu interior os pecados mencionados e os que a criatividade da natureza pecaminosa os fazem cometer. Sendo ímpias são atormentadas pelas consequências dos seus pecados e têm os dias encurtados pelo Criador para que não contaminem outros e o ambiente onde estão. Gênesis 18 – 19; Provérbios 18. 27.  
O Espírito Santo nos alerta através do apóstolo Paulo e descreve o caráter dos ímpios nestes últimos dias: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que crêem e conhecem a verdade. Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças, pois é santificado pela palavra de Deus e pela oração. Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus”. 1 Timóteo 4. 1 – 6. (NVI). O alerta prossegue: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio  próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores,  precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. São esses os que se introduzem  pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos”. 2 Timóteo 3. 1 – 9. (NVI). No final da descrição daqueles que cultivam os princípios, valores e práticas da natureza pecaminosa, o
apóstolo Paulo é enfático: ‘Estão fora do Reino de Deus
os que têm as obras da natureza pecaminosa como prática. A esse respeito o Senhor Jesus declarou: “Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele
que comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12. 30. (NVI).
A seguir o apóstolo Paulo faz a descrição da nova natureza em Cristo a ser vivida pelo salvo. Apresenta como modelo de caráter cristão o caráter do Espírito Santo: amoroso, alegre, pacífico, amável, bondoso, fiel, manso e pleno de  autodomínio, Não há lei que detenha ou limite a expressão do  caráter divino.  
Moisés que por várias vezes havia visto e sido instrumento da glória de Deus, pediu ao Senhor que lhe revelasse mais sobre Si. Moisés não poderia ver a face do Senhor e permanecer vivo, mas teve o privilégio de ouvi-Lo falando sobre Si mesmo: SENHOR, SENHOR, Deus compassivo e misericordioso; paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares, e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais até à terceira e quarta geração”.Êxodo 34. 6 – 7. (NVI). Pais e filhos estão unidos nas consequências de seus pecados.    
 Jesus Cristo expressou em Sua humanidade o caráter do Pai e isso O agradou. Da mesma forma os salvos e que foram feitos filhos de Deus, na condição de irmãos de Jesus, fazem o mesmo pela capacitação recebida do Espírito Santo que neles habita.
Os filhos de Deus a cada dia confessam sua unidade a Jesus Cristo em Sua morte e ressurreição e essa realidade espiritual e experiencial os leva a permanecer firmados na nova natureza em Cristo que repele as motivações e as práticas pecaminosas.
O alcance do padrão elevado de caráter vivido na dependência do Espírito Santo dá-nos excelência na vida presente e nos torna alvo das bênçãos divinas. Esse fato não deve motivar qualquer tipo de comparação entre os filhos de Deus ou razão para o exibicionismo ou autoelogio que alimentam a presunção, a inveja e o ciúme, perniciosos para a saúde espiritual da igreja de Cristo.    .
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- A riqueza da vida de Jesus Cristo em nós é proporcional à dependência Dele.   
DETALHES
- A partir do novo nascimento o salvo vive a vida cristã sob o comando de Jesus Cristo. É o que Ele diz que será feito. João 15.
APLICAÇÃO
- Descobrir nas Escrituras, a cada dia, as riquezas da nova natureza em Cristo.
PENSAMENTO
É o Espírito Santo e não nosso esforço pessoal quem gera o elevado padrão de caráter que agrada a Deus. .
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito”.
ORAÇÃO
Ensina-me Senhor a honrá-Lo pela obediência.



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