sexta-feira, 13 de abril de 2018

A verdadeira prosperidade vem de Deus.
Gostaria de compartilhar alguns obstáculos espirituais para a prosperidade. Mas antes de falarmos dos obstáculos, precisamos primeiro ter clareza do que é prosperidade.
Prosperidade é ter o suficiente para cumprir o propósito de Deus em nossas vidas. Eu sei que, na cabeça de muitos, a prosperidade está relacionada a carros de luxo, casas cinematográficas, dinheiro em contas multimilionárias e coisas afins. Por causa disso, penam que só é próspero quem tem um estilo de vida de magnata. Mas prosperidade bíblica não é definida assim, pois ela está relacionada com o propósito de Deus.
Você foi criado por Deus para cumprir um propósito aqui na terra. Deus fez todas as coisas com um propósito. Você não é fruto do acaso, do encontro fortuito de duas pessoas. Você é fruto de um propósito divino. Ele o colocou nesse tempo, nesta família, para ter o pai e a mãe que você tem, para viver nesta cidade, neste país, nesta geração. Sabe para quê? Para cumprir um propósito. Você está aqui para marcar a vida de outras pessoas de alguma forma. Você está aqui para edificar algo. Alguns não possuem clareza sobre qual é o propósito de Deus para sua vida. Esta é uma questão a respeito da qual todos nós precisamos orar.
Entretanto, seja qual for o propósito, ele vai precisar de recursos para se concretizar. Deus certamente vai prover o recurso necessá­rio para que o seu propósito possa ser realizado. Isso, porém, não acontecerá de forma automática, você precisa aplicar fé para que a vontade de Deus se cumpra.
Uma vez que entendemos a definição bíblica de prosperidade, é impensável que não seja a vontade de Deus nos fazer prósperos. Seria totalmente incoerente Deus ter um propósito para nós e não se importar com os recursos para cumpri-lo. A vontade de Deus é que você seja próspero: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3Jo 1.2).
Quando o apóstolo João desejava a prosperidade de alguém, ele sabia que aquilo era segundo a vontade de Deus. Mas João não estava falando de carro de luxo, nem torneiras de ouro, nem man­sões nababescas. Não! João estava falando de uma prosperidade relacionada com propósitos.
E não era só prosperidade, mas saúde também. Na verdade, a saúde vem até mesmo antes da prosperidade. Como vou cumprir o propósito de Deus se minhas cordas vocais não funcionam bem? Deus me chamou para pregar e ensinar o evangelho, então eu pre­ciso de saúde para realizar isso.
A vontade de Deus é que você tenha tudo isso. O Senhor tem grande prazer quando experimentamos prosperidade: “Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prospe­ridade do seu servo!” (SI 35.27).
Na cabeça de alguns, a prosperidade é algo ruim e negativo. Por quê? Porque existe tanta gente falando e fazendo tanta coisa estranha em nome da prosperidade que nós nos fechamos para essa verdade. Esta é a tática do diabo para nos impedir de receber as coisas de Deus.
Uma vez que a prosperidade é tão importante para cumprirmos o propósito de Deus, é evidente que o inimigo procurará levantar obstáculos de todas formas para que não prosperemos. Precisamos identificar esses obstáculos espirituais e removê-los pela renovação da nossa mente. Eu gostaria de compartilhar pelo menos cinco deles.
  1. O EGOÍSMO NOS IMPEDE DE PROSPERAR
O egoísmo nos impede de prosperar. O problema é quando as pessoas confundem o egoísmo com algum tipo de virtude.
Um pastor compartilhou que estava conversando com uma irmã e lhe perguntou se ela estava prosperando. A irmã ficou um pouco irritada e respondeu: “Eu não gosto dessa pregação sobre dinheiro! A igreja fala demais sobre isso!”
Mas ele insistiu: “A irmã não gostaria de ganhar mais?” Ela respondeu num tom de desprezo: “Este é o problema, todos só pensam em ganhar mais, em ter mais. Se eu tenho o suficiente para mim e para meu filho, então acho que já está muito bom!”
Nesse momento, ele teve uma palavra de sabedoria e disse: “Irmã, você já ouviu falar que no nordeste do país existem muitas crian­cinhas que estão passando fome? Você não gostaria de ajudá-las?” Naquele momento, ela percebeu que ter apenas para si e para seu filho era um tipo de egoísmo, e não uma virtude de desprendimen­to. Quem tem o suficiente apenas para si e para seu filho, não pode ajudar criancinhas passando fome em lugar nenhum do planeta.
Aquela irmã nunca tinha atentado para o fato de que a sua res­posta era um egoísmo enorme. Em outras palavras, o que ela disse foi: “Tendo para mim e para o meu filho, eu não me importo se a igreja necessita de algo ou se alguém está morrendo de fome perto de mim”. Mas este não é o Espírito de Cristo. O espírito de quem nasceu de novo é ter para poder ajudar.
Eu preciso ter mais porque eu quero ajudar mais. Se eu tenho somente para mim e para minha família, então não posso dizer que sou próspero. A minha bênção é tão pequena que não tenho condi­ções de abençoar ou ajudar a mais ninguém. Sou próspero quando tenho para mim e ainda sobra para ajudar os outros.
  1. O COMODISMO NOS IMPEDE DE PROSPERAR
No momento em que você não tem uma grande necessidade em sua vida, você está numa posição perigosa. Você corre o risco de se acomodar e se tornar apático. Será tentado a viver uma vida sem conhecer a Deus na experiência. Cuidado com o dia em que você disser: “Já tenho o bastante!” O Senhor Jesus nos mostra o quanto desagrada ao Pai aquele servo que se recusa a deixar que seus dons e talentos se multipliquem (Mt 25.28-30).
Em Mateus 25, o servo que não multiplicou o talento foi punido severamente. Deus lhe deu uma porção, uma medida que é bem maior do que você precisa. A vontade de Deus é que você possa multiplicar esse recurso. Mas aquele que é passivo e enterra seu recurso será disciplinado.
Tudo o que Deus fez é para se reproduzir e se multiplicar (Gn 1.28). Deus ama a abundância e a riqueza. Mas o Senhor Jesus amaldiçoou a vida de uma figueira que se recusou a ser produtiva: “Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz” (Mc 11.14,20).
Certa vez, a igreja de Laodiceia disse: “Estou rico e abas­tado e não preciso de coisa alguma”. O Senhor, porém, dá o verdadeiro diagnóstico da situação: “[…] e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17). Quem pensa que já fez tudo e já possui tudo corre o risco de ser como os membros de Laodiceia.
A vontade de Deus é que você prospere. Mas você precisa querer prosperar. Abandone essa mentalidade religiosa tola que vê virtude na pobreza. Sabe o que nos faz secar até a raiz? A passividade e a indiferença com o crescimento e a prosperidade. Deus quer que prosperemos. Temos de ser uma igreja próspera e abençoada.
  1. Esperar de homens nos impede de prosperar
Sua colheita vem através de pessoas, mas não tem origem nas pessoas. Sua prosperidade não vem de homem, e sim de Deus. Mas eventualmente esquecemos disso e começamos a depender de homens. Como você sabe se está dependendo de homens e não de Deus? Quando você fica zangado com o chefe que não lhe deu aquele aumento desejado, quando fica furioso quando um parente se recusa a lhe emprestar aquele dinheiro, esta é a pro­va de que você crê que a fonte financeira é o homem, e não Deus.Muitos esperam em homens e por isso perdem a oportunidade de ter uma história com Deus. Minha história é de entrar para o quarto, clamar a Deus e ver o seu milagre. Que história que você quer contar? Há aqueles também que fazem do governo o seu deus. Sua vida é esperar do governo e cobrar-lhe o sustento. Não ponha seu coração no homem, entenda que Deus vai usar homens, mas a fonte é Ele. Ele vai usar alguém para supri-lo, mas a fonte é Ele. Sua história é só de parentes ava­rentos e patrões sem coração? Você nunca receberá a sua bênção se ficar sentado esperando por homens.  Não é a doação de outros que vai determinar a sua renda, mas o seu próprio dar.  A sua própria semente controla a sua colheita.  Se plantarmos, colheremos.  Alguns ignoram essa lei porque hoje vivemos na graça, então esperam sempre colher sem plantar. Mas a graça de Deus nos dá a semente, cabe a nós fazermos a semeadura para que possamos colher.
  1. Desrespeitar o dinheiro nos impede de prosperar
Você desrespeita o dinheiro quando você fala mal da prosperidade. Você conhece pessoas que estão sempre zombando dos qiu prosperam e sempre falando mal da prosperidade? Não se admire se tais pessoas nunca prosperam.
Tem um ditado que diz dinheiro não traz felicidade, mas a pobreza tambem não traz a felicidade. Se voce acredita nesse ditado vamos fazer um teste. Pegue uma folha e escreva 100 coisas boas que a pobreza faz. E eu vou escrever 100 coisas boas que a prosperidade faz. A miséria só tira, acrescenta muito pouco. Abandone de vez a hipocrisia de que é bom ser pobre. Não há nada de bom na pobreza, é melhor ser próspero, não seja um religioso tolo negando a bênção de Deus, assuma que quer prospe­rar, abençoe a prosperidade e ela virá a você.
Você não pode ter aqui­lo que você deprecia, muitos depreciam a bênção da prosperidade, por isso não desfrutam dela. Aquilo que você desrespeita se tornará desconfortável em sua presença, você sempre se afasta de lugares onde não é respeitado. Basta se lembrar de onde você foi desrespeitado, nunca mais voltou lá.
  1. A AUTOSSUFICIÊNCIA NOS IMPEDE DE PROSPERAR
O orgulho e a autossuficiência são uma armadilha mortal. Pes­soas assim são convencidas e arrogantes, sempre presumem que não precisam de ninguém. Mas Deus não permite que tais pessoas tenham sucesso independente d’Ele. Evidentemente, estou falando para aqueles que nasceram de novo e estão na vida da igreja.
Deus recompensa a humildade. O profeta Samuel mostrou como Saul havia deteriorado aquela atitude humilde que o havia qualificado para se tornar rei em Israel (lSm 15.17). Para que você experimente a verdadeira prosperidade, você precisará conhecer um provedor extraordinário. Deus vai permitir a crise em sua vida até que você entenda isso (SI 119.71).
O orgulho de Nabucodonozor quase o destruiu. Ele se tornou autoconfiante e disse a si mesmo: “Não é esta a grande Babilónia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder, e para a glória da minha majestade?” (Dn 4.30). Deus respondeu no
mesmo instante e Nabucodonosor foi colocado para comer capim com os bois (Dn 4.33).
É uma coisa triste e trágica tornar-se o seu próprio deus. Você precisa reconhecer quem é a sua fonte. A igreja de Laodiceia se sentia rica a abastada, achava que não precisava de coisa alguma, mas o Senhor mandou que ela se arrependesse (Ap 3.17-19).
Deus náo ouve apenas a oração, mas Ele monitora as palavras de orgulho e arrogância (Lc 12.18-20). Quando vejo crentes igno­rando a igreja e tomando o seu carro para passear em dia de culto, vejo alguém que fez a si mesmo o seu deus. Essa pessoa realmente pensa que Deus não tem nada a ver com a sua colheita financeira.
Comerás, e te fartarás, e louvarás o SENHOR, teu Deus, pela boa terra que te deu. Guarda-te não te esqueças do SENHOR, teu Deus, não cumprindo os seus mandamen­tos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas; depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do SENHOR, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. (Dt 8.10-14)




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