segunda-feira, 2 de abril de 2018

INTRODUÇÃO BÍBLICA – BIBLIOLOGIA

I - CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

Antes de nos lançarmos no conteúdo da matéria, é bastante prudente compreendermos as raízes da necessidade de se estudar a Bíblia dentro de uma perspectiva acadêmica. Alguns fatos históricos contribuíram grandemente para esta nova perspectiva de investigação do texto sagrado. As mais determinantes, sem dúvida, foram a renascença e o iluminismo.
Podemos asseverar que o estudo das Escrituras estava, basicamente, circunscrito ao ambiente sacerdotal e religioso. O fiel, de maneira geral, se contentava com a prédica dos sacerdotes e ministros, não tendo acesso ao estudo devocional das Escrituras, em face da escassez do livro sagrado, bem como, da manipulação religiosa que a igreja cristã romana praticava.

Analisando ao longo da história bíblica, e, particularmente o Velho Testamento, percebemos que desde Moisés, havia a prática da leitura e do estudo bíblico, sendo que tal hábito é incentivado ao longo das Escrituras (Js. 1. 8, Salmo 1. 2). Entretanto, a partir da oficialização do cristianismo como religião do Império (século IV), a igreja institucional assumiu para si a interpretação das escrituras, considerando o fiel, desqualificado para a tarefa.


Ao longo da idade média (Sec. V ao XV), temos então um cristianismo que se desenvolve a mercê do papado romano, confinando sua fé à obediência aos ditames da religião católica. Neste contexto surgem grupos religiosos (como os Anabatistas) e pré-reformadores (Jhon Huss e outros) que lutam para que o povo tenha acesso as Escrituras sagradas, que agora, tem como única versão autorizada, a Vulgata Latina.


Qualquer tentativa no sentido de produzir Escrituras para o “povão” era reprimida com perseguição, excomunhão e até morte. Então, durante muitos séculos, as escrituras foram amordaçadas pelo clero, fornecendo lhes uma interpretação e aplicação de acordo com os interesses da religião institucional.


Neste contexto, movimentos religiosos e filosóficos “pipocavam”, sobretudo na Europa, no sentido de libertar se do domínio da opressão da religião, que não permitia a reflexão e o pensamento, e que apenas impunha seus dogmas.
Estudaremos, com as reservas necessárias, dois movimentos significativos para entender o nascedouro do estudo reflexivo, sistemático e catedrático da Bíblia (Bibliologia). O primeiro destes movimentos foi a Renascença, seguida de imediato do Iluminismo.


Havemos de entender, como servos do Senhor Jesus, que os dois movimentos têm aspectos revolucionários e arrogantes que, em nada, combinam com a postura do cristão, entretanto, precisamos entender o fenômeno histórica e sociologicamente para que percebamos o pano de fundo do estudo sistemático e acadêmico das Escrituras Sagradas.


1 – RENASCENÇA

Renovação em todos os setores de atividades. A renascença corresponde ao período de "renascimento" das letras e das artes como um todo, movimento este iniciado na Itália no Século 14, tendo alcançado seu auge no Século 16, influenciando todos os demais países da Europa.

Os termos Renascença ou Renascimento passaram a ser utilizados a partir do Século 15 para designar o retorno da cultura aos padrões clássicos. Tal movimento se iniciou com os estudos dos cânones artísticos da antiguidade clássica.

O estudo da cultura clássica já constituía elemento de erudição entre os mais cultos homens da Idade Média e até entre a classe sacerdotal. Por exemplo, as figuras mitológicas pagãs eram utilizadas como elemento estético para finalidades morais e filosóficas.

Gradualmente, tal conhecimento dos padrões clássicos passou a exercer influência sobre os mais variados campos de atividade humana no período posterior à Idade Média.

Portanto, não se pode dizer que a exclusividade do retorno aos padrões da Antiguidade é de propriedade do período renascentista.

O homem passou a ser o parâmetro do mundo

A história passou por grandes revoluções no período renascentista. A visão do homem sobre si mesmo modificou-se radicalmente pois, no período anterior, todos os campos do saber humano tendiam a voltar-se para as explicações teocêntricas.

Em outras palavras, a visão do homem, basicamente, tinha Deus como ponto de partida para todas as discussões acerca do universo, suas origens e seus mecanismos. Na Renascença, o homem voltou seu olhar sobre si mesmo, isto é, houve o ressurgimento dos estudos nos campos das ciências humanas, em que o próprio homem toma-se como objeto de observação, ao mesmo tempo em que é o observador.

As grandes descobertas e invenções

No campo da ciência, o período foi um dos mais férteis na história da humanidade. Galileu Galilei, mesmo perseguido pela Igreja, afirmava não ser a Terra o centro de todo o universo.

Pela constatação do movimento da Terra em torno do Sol, as teorias de Galileu seguiam em rota de colisão com os próprios conceitos religiosos vigentes: tal fato, por si mesmo, já era considerado um desafio às autoridades religiosas.

A invenção da bússola, assim como o aprimoramento das técnicas de navegação, facilitou a expansão marítima européia, resultando na nova rota marítima para as Índias, realizada por Vasco da Gama.

Os avanços da tecnologia de navegação da época foram notáveis, não tardando assim o descobrimento da "nova terra", a América, realizado por Cristóvão Colombo.

Por outro lado, a pólvora, outrora utilizada meramente para a fabricação de fogos de artifício, passou a ser utilizada para fins militares. Desta forma, os colonizadores europeus passaram a obter vantagem bélica esmagadora sobre os povos dos territórios conquistados.

Leonardo da Vinci, o gênio da Renascença

Leonardo da Vinci foi aquele que melhor personificou os padrões do homem renascentista, tendo sido pintor, escultor, arquiteto, cientista e músico. Da Vinci deixou contribuições nas artes, entre elas, uma das mais populares pinturas na história das artes, La Gioconda, a Mona Lisa. Paralelamente, realizou inúmeros experimentos científicos, entre eles os seus projetos de engenharia, que assombraram sua época. No desenho, era um mestre da perspectiva: este constitui um efeito pictórico que "insere" o observador no espaço representado no desenho, ao contrário das obras produzidas anteriormente, em que a idéia da onisciência de Deus fornecia parâmetros como ponto de vista. A representação do ponto de vista da onisciência resultava em figuras planas, sem profundidade espacial.

Declínio do feudalismo

A sociedade feudal, a partir da Renascença, teve seus mercados alterados através do nascimento de uma burguesia urbana, que revolucionava os padrões então vigentes na produção. Os centros urbanos se multiplicaram a partir do desenvolvimento das atividades comerciais, substituindo paulatinamente os antigos feudos.  Em suma, os fatos ocorridos no período renascentista eram formados a partir das bases da posterior instalação do mundo contemporâneo na história.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.


2 - O ILUMINISMO

Introdução: Este movimento surgiu na frança do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a idade média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.

Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.

O apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.

Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.

Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas.

No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.

Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.


ATIVIDADE 1: Nível Básico, Médio e Avançado.

Enumere cinco contribuições e cinco prejuízos da Renascença e do Iluminismo para a fé cristã:


II - INTRODUÇÃO BÍBLICA

Terminologia da palavra Bíblia:

Quem primeiro usou o termo Bíblia foi “Crisóstomo”. A Palavra Bíblia vem do grego “Biblion (livros), significando uma coleção de livros. Este termo só é conhecido a partir do Século V.


1 ¶ Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.

1  biblov genesewv ihsou cristou uiou dabid uiou abraam


Nomes da Bíblia:

• A Palavra de Deus – Hb. 4. 12;

• Sagradas Letras – II Tm. 3. 15;

• Escrituras de Deus – Ex. 32. 16;

• A Lei – Mt. 12. 5

• Óraculos de Deus – Rm. 3. 2;

• Livro do Senhor – Is. 34. 16

• Testemunho, Decreto, Juízo, Mandamento, Preceito – Sl. 119


III- HISTÓRIA DA BÍBLIA

1- Origens

A necessidade de se comunicar com o homem de uma forma efetiva e definitiva, levou Deus a estabelecer registros escritos que ficassem para a posteridade. A compreensão das Escrituras sagradas, sem dúvida, é um dos elementos mais poderosos na construção de uma fé sadia. Um importante testemunho deste esforço é captado pelas penas de Norman Geisler e Willian Nix na magistral obra: “Introdução Bíblica” (Editora Vida, p. 123, 124, ano de 2006).

Várias alternativas estavam diante de Deus, quando decidiu escolher um meio de transmitir sua verdade aos homens (Hb. 1. 1). Ele poderia ter usado um ou mais dos veículos empregados em várias ocasiões, ao longo dos tempos bíblicos. Por Exemplo, Deus usou anjos nos tempos da Bíblia (v. Gn. 18. 19; Ap. 22. 8 – 21). O lançar sorte, além do Urim e do Tumin, também foi empregado, a fim de procurar saber a vontade de Deus (Ex. 28.30; Pv. 16. 33), da mesma forma que se ouvia a voz da consciência (Rm. 2. 15) e da criação (Sl. 19. 1 – 6). Além disso, Deus usou vozes audíveis ( I Sm. 3) e milagres diretos (Jz. 6. 36 – 40).

Todos esses veículos sofriam algum tipo de limitação ou deficiência. Enviar um anjo para que entregasse cada mensagem de Deus, a cada ser humano, em cada situação, ou empregar vozes audíveis e milagres diretos, tudo isso seria difícil de administrar e repetitivo. Lançar sorte ou a simples resposta positiva ou negativa advinda do Urim e do Tumin eram limitados demais, em comparação com outros veículos de comunicação de massa com maior amplitude e melhores recursos, sendo capazes de prover descrições minuciosas. Outros meios de comunicação, como visões, sonhos e as vozes da consciência ou da criação, em certas ocasiões sofriam a influência do subjetivismo, da distorção cultural e até da corrupção. Era o que se verificava sobretudo ao compará-lo com alguns meios mais objetivos de comunicação, os quais faziam uso da linguagem escrita.

Além das limitações de comunicação, apontadas pelos destacados autores, poderemos apontar outra grande dificuldade, agora, quanto á compreensão e interpretação da mensagem divina. Tudo isto conspirou favoravelmente para a produção do texto sagrado, conforme a propositura divina, esclarecida pelo apóstolo Pedro em uma de suas cartas (II Pd. 1. 20, 21).

Outro testemunho interessante, sobre a necessidade de uma boa comunicação e interpretação do texto sagrado podemos observar no esboço abaixo:

COMO ENTENDER AS ESCRITURAS?

TEXTO: II PD. 1. 20, 21

20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;

21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

Introdução:O grande desafio do cristão é ler a Bíblia de maneira produtiva e eficiente. Muitas leituras são superficiais porque não produzem compreensão mais profunda. Uma leitura sem entendimento não produz os frutos que Deus deseja – Mt. 22. 29. Precisamos ler e entender o que dizem as Escrituras. Nossa mensagem hoje visa responder a esta pergunta: Como entender as Escrituras?

A- EM PRIMEIRO LUGAR, A PARTIR DO AUTOR- 2 Pd. 1. 20

• Quem é o autor das Escrituras? Deus é o autor, é o idealizador, o mentor. A palavra é Dele, não do homem – nenhuma profecia bíblica nasceu no coração do homem – o texto é de propriedade de Deus, logo não pode ser particularmente interpretado...

• O primeiro passo para entender as Escrituras é conhecer o autor. Nenhuma obra é perfeitamente compreendida se não for lida a partir do conhecimento que temos do autor. Veja se estas mensagens são destes autores: “O capitalismo é a solução para as desigualdades sociais” – Karl Marx. Os Estados Unidos é o modelo de nação livre e justa – Hugo Chaves. Jesus disse: Quem é de Deus ouve as palavras de Deus – Jo. 8. 47;

• Só podemos conhecer a palavra de Deus a partir do conhecimento da sua pessoa, do seu caráter, da sua natureza, das suas qualidades – Jr. 9. 23, 24;

• Não podemos conhecer as Escrituras, a partir da compreensão do homem, nem da compreensão do cristão, mas a partir do autor da Palavra – 2 Tm. 3. 16 – toda escritura foi (inspirada) soprada por Deus;

• A primeira leitura da Bíblia não deve ser devocionária, ou seja, a questão a ser enfrentada não é o que Deus tem para falar sobre mim, mas o que Deus tem a dizer sobre si mesmo – Jr. 9. 24.

B- EM SEGUNDO LUGAR, A PARTIR DO CONTEÚDO PROFÉTICO- v. 21

• O conteúdo da Bíblia é coerente e proposital. Nada é contraditório ou incoerente. Qualquer contradição é fruto de má interpretação – nenhuma profecia é fruto de racionalização humana – vontade humana;

• A mensagem profética é verificada ao longo de toda a Bíblia, de tal forma, que qualquer ensinamento que gere contradição não pertence ao texto bíblico – ex: Tobias 5. 4- 8, 13 – 19;

• O contéudo da Bíblia ensina uma doutrina que mostra um Deus puro, santo, imutável e eterno – Qualquer ensinamento que mude o caráter de Deus não pertence ao cânon bíblico – não é inspirado – Tobias 6. 1 – 9 –

• Jamais um escrito inspirado afirmaria que um anjo de Deus mentiria e que ainda ensinaria feitiçaria aos servos de Deus – Ap. 14. 10.

C- EM TERCEIRO LUGAR, A PARTIR DE SUA EXPERIÊNCIA DE FÉ -

• O texto bíblico deve ser aplicado a nossa experiência de fé. Não devemos apenas lê-lo e compreendê-lo, precisamos aplicá-lo a nossa vida –Tg.1.22–24

• O entendimento das Escrituras é ampliado quando as lemos com a finalidade de aplicar às nossas vidas – Tg. 1. 25;

• Nossa confiança em Deus e na sua palavra nos leva a um nível de conhecimento mais profundo e íntimo – Sl. 25. 14 – Ef. 3. 8 - 12

• Por fim, podemos dizer que: As escrituras revelam o Deus que precisamos conhecer, os ensinamentos que precisamos aprender e o propósito de Deus para nós, que precisamos vivenciar - Tg. 1. 25.

Pr. José Roberto Limas da Silva – 2012


IV - AS LÍNGUAS BÍBLICAS

Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns poucos textos foram escritos em aramaico. O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que era a língua mais utilizada na época.

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas.

O Antigo Testamento em Hebraico

Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e passados de geração em geração.


O Novo Testamento em Grego

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado.

A formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

Traduções: A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povo resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.


O Vocábulo Livros nas Escrituras
João 21:25 Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.

Atos 19:19 Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários.

2 Timóteo 4:13 Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos.

Apocalipse 20:12 Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.



ATIVIDADE 2 – TRABALHO DE PESQUISA SOBRE AS LÍNGUAS BÍBLICAS

1- Básico em Teologia: trabalho escrito (manuscrito ou digitado) sobre as línguas bíblicas (Hebraico, Aramaico e Grego) – Mínimo 03 folhas, pesquisa em duas fontes bibliográficas (no mínimo);

2- Médio em Teologia: Trabalho escrito (digitado), sobre as línguas bíblicas (Hebraico, Aramaico e Grego) – Mínimo 05 folhas, pesquisa em 04 fontes bibliográficas (no mínimo), sendo que somente uma fonte de internet;

3- Avançado em Teologia: Trabalho escrito (digitado), sobre as línguas bíblicas (Hebraico, Aramaico e Grego) – Mínimo 10 folhas, pesquisa em 05 fontes bibliográficas (no mínimo), sendo que somente uma fonte de internet;



V - O CÂNON DAS SAGRADAS ESCRITURAS –

1- INTRODUÇÃO:

A Palavra Cânon” vem do hebraico “quaneh” (Ez. 40.5). O sentido original é o de um instrumento de medir ou régua, depois passou a significar norma ou padrão. Neste sentido que a palavra é usada para julgar os livros que estão ou não dentro do padrão reconhecido como inspirado pelo próprio Deus.

hnq qaneh

* vara de medir , cana (como unidade de medida-6 côvados).


2- COMPOSIÇÃO DA BÍBLIA

A - O Cânon do Velho Testamento. O Antigo Testamento contém os livros sagrados dos judeus, isto é, “a coleção das escrituras que o povo hebreu foi acumulando desde o tempo de Moisés ate cerca de um século antes de Jesus Cristo”. Nos diversos livros dessa coleção acham -se os principais fatos históricos fatos históricos e outras manifestações da vida espiritual do povo.

A língua original do AT é o hebraico, com ligeira exceção: Ed: 4. 8 – 8. 18; 7. 12 – 26; Jr. 10.11; Dn. 2. 4 – 7. 28, escritos em Aramaico. Três séculos antes de Cristo, o AT foi traduzido para o grego em Alexandria, autorizado pelos setentas juízes ou príncipes do Sinédrio (versão dos LXX), aproximadamente no ano de 275 AC. Foi esta versão que dividiu e situou os livros por assuntos como temos hoje. Lei, História, Poesia, Profecia.
3- FORMAÇÃO DO CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

O antigo testamento está dividido em 39 livros, porém os judeus contavam como se fossem ora 22 ou 24 livros, e eram basicamente dividido em três secões – (Lc. 24. 44);

a-Lei (Torah) – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuterônomio - 05 livros;

b- Rolos: Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester – 05 livros

c- Poéticos: Salmos, Provérbios e Jó – 03 livros

d- Profetas Anteriores: Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis – 04

e- Profetas Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel – 03

f- Profetas menores: de Oseías a Malaquias – 01

g- Históricos: Daniel, Esdras/Neemias, I e II Crônicas – 03

Total: 24 livros

• Os livros foram em número de 22, quando eles reuniram Juízes com Rute, e Lamentações com Jeremias, fazendo dos quatro, apenas dois livros.

Assim, o Antigo Testamento é composto de obras de autores diversos, como Moisés, que foi um príncipe e legislador; Josué, um general; Davi e Salomão, reis e poetas; Isaías, estadista e profeta; Daniel, primeiro-ministro; Zacarias e Jeremias, sacerdotes e profetas; Amós, homem do campo. Os assuntos também são diversos, como “legendas e poesias heróicas dos tempos primitivos, história da origem do povo israelita e desenvolvimento histórico até a volta do exílio, poemas, obras de moral e ciência, profecias, cantico de arrependimento e louvor a Deus, leis civis, religiosas e morais, etc”. Isto tudo reunido em um só livro forma uma harmonia perfeita, incompreensível para a mente humana, mas claro para os que tem a mente de Cristo (I Co. 2.1 6).


VI- FORMAÇÃO DO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO

História:

• Durante o tempo dos apóstolos, algumas das epístolas de Paulo e um ou mais evangelhos já eram aceitos como Escritura

• Já no começo do século II D. C. de modo geral, ainda não universal, treze epístolas de Paulo eram recebidas como Escrituras, como também os quatro evangelhos, as epístolas de I João e I Pedro, e também o livro de Apocalipse – totalizando vinte livros ou mais;

• Durante o século III D. C., eram aceitos quase universalmente todos os vinte e sete livros do N. T., com exceção da epístola de Tiago. Contudo, alguns aceitavam essa epístola também;

• No século IV D. C., chegou – se à fixação quase universal do Cânon do N. T., tal como existe hoje em dia;

• Os concílios tanto os antigos como os da idade média, em geral, aprovaram o cânon de vinte e sete livros, tal como os conhecemos na atualidade.

Divisão:

Biográficos: 04 – Mateus, Marcos, Lucas, João;

Históricos: 01 - Atos

Doutrinários: 10 – Rm, 1 Co, 2 Co, Gl, Ef, Fp, Cl, 1 Ts, 2 Ts, Hb;

Pastorais: 04 – 1 Tm, 2 Tm, Tt e Fm;

Gerais ou Universais: 07 – Tg, I Pd, II Pd, I Jo, II Jo, III Jo, Jd;

Profético: 01 – Ap.

O que leva um livro a pertencer ao Cânon?

a) ser profético

b) ser autêntico

c) sua aceitação e utilização na igreja

d) ser dinâmico

e) ser acomodado a doutrina

f) revelar autoridade divina


Teste de canonicidade do NT

a) sua apostolocidade

b) sua conformidade na doutrina (regra de fé)

c) seu uso generalizado.

Atividades 3 -  Pesquisa sobre os livros apócrifos:

1- Básico: Tema da pesquisa: Os livros Apócrifos do Velho Testamento. Trabalho escrito (manuscrito ou digitado). Mínimo 03 folhas, pesquisa em duas fontes bibliográficas (no mínimo);

2- Médio em Teologia: Tema da Pesquisa: Os livros Apócrifos do Velho e do Novo Testamento. Trabalho escrito (digitado) – Mínimo 05 folhas, pesquisa em 04 fontes bibliográficas (no mínimo), sendo que somente uma fonte de internet;

3- Avançado em Teologia: Tema: Os materiais de Escrita usados na Bíblia e Os livros Apócrifos do Velho e do Novo Testamento. Trabalho escrito (digitado), – Mínimo 10 folhas, pesquisa em 05 fontes bibliográficas (no mínimo), sendo que somente uma fonte de internet;


VII- A REVELAÇÃO GERAL E ESPECIAL

A revelação Bíblica: é a operação sobrenatural de Deus sobre o homem, comunicando verdades que ele seria incapaz de conhecê-las pelo seu próprio entendimento.

1 - Revelação geral: é manifesta na natureza, na história e na personalidade humana. Na natureza através da criação, na história através do cumprimento da profecia ao longo dos séculos e, na personalidade humana através da consciência do homem. É Geral em dois aspectos: Na sua disponibilidade universal e no seu conteúdo para todos.

Opiniões:

São Tomás de Aquino: Acreditava que a revelação geral (apenas do conhecimento intelectual) era suficiente para a salvação.

Calvino: Acreditava que não bastava apenas a revelação geral (conhecimento intelectual), uma vez que o pecado embotou o entendimento do homem, sendo portanto, tal revelação insuficiente para a salvação.


2- Revelação Especial
A revelação especial é proposital e pessoal. Deus se revela, dizendo - nos algo a respeito de si mesmo. Além do mais, ela é gradual e progressiva (Lucas 10.21).

Qual sua necessidade?

a) O homem está separado de Deus pelo seu pecado
b) Para conhecer mais a Deus
c) Ela é remediadora, ou seja, promove transformação, traz um conserto para a vida do homem.
d) Ela nos traz conceitos a cerca da natureza e do caráter de Deus, criando assim um ambiente suficiente para a nossa comunhão com Ele.

Características da Revelação Especial:

a) Pessoal – é individual, particular

b) Antrópica – na linguagem do homem – cognocível

c) Analógica: Produz comparação com o mundo criado

d) Suficiente, mas não total – É a revelação necessária para que se compreenda, mas não é a totalidade da revelação.


Meios da Revelação Especial:

a) As escrituras –

b) A encarnação:


ATIVIDADE III – NÍVEIS BÁSICO, MÉDIO E AVANÇADO.

Enviar para o email: jrlspastor@hotmail.com

NOME:                                                                              Email (Legível):

1- Onde e quando surgiu o iluminismo? Qual era a principal proposta do iluminismo?

2- Que relação ou influência tem o iluminismo sobre a teologia?

3- Qual a origem do termo Bíblia e o que significa?

4- Cite alguns nomes que a Bíblia recebe, citando a referência?

5- Quais as línguas em que foram escritos respectivamente, Novo e Velho Testamento?

6- As traduções que temos hoje em Português, inglês, etc, tem como base os manuscritos originais? Justifique sua resposta.

7- A Bíblia já foi traduzida para quantas línguas?

8- Qual a etimologia da Palavra Cânon, e o que ela significa no contexto da inspiração bíblica?

9- Cite algumas passagens do velho testamento que foram escritas em Aramaico.

10- O que é a Septuaginta, e quando foi feita?

11- Quais os livros que compunham a Septuaginta e como o judeu ortodoxo viu esta tradução?

12- Que relação tem a Septuaginta com a disposição dos livros que temos hoje em nossas Bíblias?

13-O antigo testamento na disposição cristã tem quantos livros?

14- Em quantos livros estão organizados o Velho Testamento hebraico?

15- Distribua os livros hebraicos nas seções:

Lei, Rolos, Poéticos, Profetas Anteriores, Profetas Posteriores, Profetas menores e Históricos.

16- O novo testamento tem quantos livros?

17- Como está dividido os livros no Novo Testamento?

18- A partir de qual século chegou se a fixação quase universal do Novo Testamento?

19- Cite três características necessárias para um livro pertencer ao Cânon?

20- O que é revelação bíblica?

21- Faça um paralelo entre revelação Geral e Especial?

22- O que pensava Calvino e Tomás de Aquino com relação à revelação geral?

23- Por que se faz necessário a revelação especial? Cite dois meios de revelação especial.


VIII- INSPIRAÇÃO

A) Definição:

Inspiração é a ação supervisionadora de Deus sobre os autores humanos da Bíblia de modo a usando suas próprias personalidades e estilos, comporem e registrarem sem erro as palavras de Sua revelação ao homem. A Inspiração se aplica apenas aos manuscritos originais (chamados de autógrafos).


B) Teorias sobre a Inspiração:

1) Natural - não há qualquer elemento sobrenatural envolvido. A Bíblia foi escrita por homens de grande talento.

2) Mística ou Iluminativa - Os autores bíblicos foram cheios do Espírito como qualquer crente pode ser hoje.

3) Mecânica (ou teoria da ditação) - Os autores bíblicos foram apenas instrumentos passivos nas mãos de Deus como máquinas de escrever com as quais Ele teria escrito. Deve-se admitir que algumas partes da Bíblia foram ditadas (e.g., os Dez mandamentos).

4) Parcial - Somente o não conhecível foi inspirado (e.g., criação, conceitos espirituais)

5) Conceitual - Os conceitos, não as palavras, foram inspirados.

6) Gradual - Os autores bíblicos foram mais inspirados que outros autores humanos.

7) Neo-ortodoxa - Autores humanos só poderiam produzir uma registro falível.

8) Verbal e Plenária - Esta é a verdadeira doutrina e significa que cada palavra (verbal) e todas as palavras (plenária) foram inspiradas no sentido da definição acima.

9) Inspiração Falível - Uma teoria, que vem ganhando popularidade, de que a Bíblia é inspirada mas não isenta de erros.


C) Características da Inspiração Verbal e Plenária:

1) A verdadeira doutrina é válida apenas para os manuscritos originais.

2) Ela se estende às próprias palavras.

3) Vê Deus como o superintendente do processo, não ditando aos escritores, mas guiando-os.

4) Inclui a inerrância.


D) Provas da Inspiração Verbal e Plenária:

1) 2Tm 3.16. Theopneustos, soprado por Deus. Afirma que Deus é o autor das Escrituras e que estas são o produto de Seu sopro criador.

2) 2Pe 1.20,21. O “como” da inspiração - homens “movidos” (lit., “carregados”) pelo Espírito Santo.

3) Ordens especificas para escrever a Palavra do Senhor (Ex 17.14; Jr 30.2).

4) O uso de citações (Mt 15.4; At 28.25).

5) O uso que Jesus fez do A.T. (Mt 5.17; Jo 10.35).

6) O N.T. afirma que outras partes do N.T. são Escrituras (1Tm 5.18; 2Pe 3.16).

7) Os escritores estavam conscientes de estarem escrevendo a Palavra de Deus (1Co 2.13; 1Pe 1.11,12)


IX - ILUMINAÇÃO

Definição: É a influência ou ministério do Espirito Santo que capacita todos os que estão num relacionamento correto com Deus para entender as Escrituras (I Cor.2:12; Lc.24:32,45; Ijo.2:27).

A iluminação não inclui a responsabilidade de acrescentar algo às Escrituras (revelação) e nem inclui uma transmissão infalível na linguagem (inspiração) daquele que o Espirito Santo ensina. Ela é em certo sentido subjetiva e não objetiva.

A iluminação é diferenciada da revelação e da inspiração no fato de ser prometida a todos os crentes, pois não depende de escolha soberana, mas de ajustamento pessoal ao Espírito Santo. Além disso a iluminação admite graus podendo aumentar ou diminuir (Ef.1:16-18; 4:23; Cl.1:9).

A iluminação não se limita a questões comuns, mas pode atingir as coisas profundas de Deus (ICo.2:10) porque o Mestre Divino está no coração do crente e, portanto, ele não houve uma voz falando de fora e em determinados momentos, mas a mente e o coração são sobrenaturalmente despertados de dentro (Ico.2:16).

Este despertamento do Espírito pode ser prejudicado pelo pecado, pois é dito que o cristão que é espiritual discerne todas as coisas (ICo.2:15), ao passo que aquele que é carnal não pode receber as verdades mais profundas de Deus que são comparadas ao alimento sólido (ICo.2:15;3:1-3; Hb.5:12-14).

A iluminação, a inspiração e a revelação estão estritamente ligadas, porém podem ser independentes, pois há inspiração sem revelação (Lc.1:1-3; IJo.1:1-4); inspiração com revelação (Ap.1:1-11); inspiração sem iluminação (IPe.1:10-12); iluminação sem inspiração (Ef.1:18) e sem revelação (ICo.2:12; Jd.3); revelação sem iluminação (IPe.1:10-12) e sem inspiração (Ap.10:3,4; Ex.20:1-22). E’ digno de nota que encontramos estes três ministérios do Espirito Santo mencionados em uma só passagem (ICo.2:9-13); a revelação no versículo 10; a iluminação no versículo 12 e a inspiração no versículo 13.


X - A INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE DAS ESCRITURAS

Inerrância significa que a verdade transmitida em palavras escritas, se entendidas no sentido em que foram empregadas e destinadas, não expressam erro algum. A inerrância não ignora a flexibilidade da linguagem como veículo de comunicação, e portanto ela se aplica exclusivamente aos autógrafos, isto é os originais, não abrangendo as cópias dos manuscritos.

Alguns conceitos de inerrância:

1- Inerrância Absoluta: A Bíblia é um relato detalhado de ciência e história. As discrepâncias sobre isto podem ser explicadas.

2- Inerrância plena: A Bíblia não tem intenção de ser um livro científico – histórico, mas os relatos desta natureza são verdadeiros e confiáveis.

3- Inerrância Limitada: Os escritores estavam sujeitos à limitação científica do seu tempo, por isso, a Bíblia pode apresentar erros nesta área, sem grandes consequências, mas é infalível em termos doutrinários.

Compare os escritos científicos passados:

a. A Biblioteca do Louvre tem 7 km de livros científicos obsoletos! 99.99...% de todos os livros científicos com mais de 50 anos estão estufados de erros hoje unanimemente reconhecidos.

b. Em 1861, a Academia Francesa de Ciência listou 51 “fatos científicos indiscutíveis que fazem a Bíblia inaceitável.”. Hoje, esses 51 “fatos” é que são ridicularizados pela própria ciência!

O que outras escrituras extra-bíblicas dizem:

a. O livro dos Vedas ensina: a Lua está 50000 léguas mais alta que o Sol, e brilha por sua própria luz; ... ; a Terra é chata, triangular, e composta de 7 camadas: a 1a. de mel, a 2a. de açúcar, a 3a. de manteiga, a 4a. de vinho, etc., tudo sobre as cabeças de incontáveis elefantes os quais, ao tropeçarem, provocam terremotos.

b) Livro dos Egípcios: um gigantesco ovo foi chocado, mas tendo asas, fugiu, e depois dividiu-se, redividiu-se, etc., formando o universo. O sol é um mero reflexo da luz da terra. Os homens surgiram de vermezinhos brancos que pululam no lodo deixado pela inundação do Nilo.


1- INERRÂNCIA E AUTORIDADE BÍBLICA

Se admitirmos que todos os livros, todas as palavras e cada palavra desfrutam da mesma inspiração, concluiremos que a Escritura é a palavra autorizada de Deus. E esta autoridade, está perfeitamente delineada na própria Bíblia, senão, vejamos?

• João 10. 35;

• Isaías 40. 8

• I Timóteo 4. 9

• 2 Timóteo 3. 15, 16;

• Salmo 119. 160,

• Jeremias 1. 9

• 2 Pedro 1. 21;

• I Coríntios. 2. 13

• I Tessalonicenses 2. 13;

Quando se afirma que todas as Escrituras são inspiradas por Deus( 2 Tm. 3. 16) está se afirmando que a Bíblia é a palavra de Deus, entretanto, é preciso compreender que existem expressões espúrias, diabólicas e blasfemas que foram registrados por ordem de Deus (Mt. 4, Lc. 4, etc).

Estas palavras e outras não tiveram o seu nascedouro em Deus, nem poderiam, mas que foram ordenadas o seu registro pelo próprio Deus. Portanto, estas palavras são registros inspirados da palavra de Deus como as demais palavras das Escrituras.



Atividade IV –Níveis médio, básico e Avançado

Nome:

Enviar para o email: jrlspastor@hotmail.com

1- Defina o que é Inspiração.

2- Dentre as teorias da Inspiração escolha a mais absurda e a mais próxima da realidade e discorra sobre elas.

3- O que significa o termo grego Theopneustos?

4- O que é Iluminação?

5- A iluminação é infalível? Justifique.

6- Cite textos (pelo menos três), que demonstrem que a iluminação é um assunto tratado pelas escrituras.

7- Cite um texto para cada situação:
a) iluminação sem inspiração:

b) Inspiração sem revelação:

8- Defina Inerrância.

9- Cite três conceitos de inerrância e cite qual o que você considera mais apropriado:

10- Cite um fato científico presente nas escrituras que a ciência somente depois de séculos pode comprovar.

11- A Bíblia é a palavra de Deus ou contém a palavra de Deus? Justique com argumentos pessoais e bíblicos.




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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: