quinta-feira, 26 de abril de 2018

Os corvos obedecem a voz de Deus e   sustentam o profeta
Qual a diferença entre, corvo, urubu e abutre?
O urubu é uma ave falconiforme (da mesma ordem dos gaviões, abutres, falcões e águias), de bico forte, curvado na extremidade, pés adaptados para agarrar, com garras curvas e afiadas e que se alimenta de carniça (organismos em decomposição). O corvo é uma ave passeriforme (da mesma ordem da gralha e dos pássaros canoros) de corpo negro, medindo cerca de 70 cm (bem menor do que o urubu), com artelhos adaptados para empoleirar. Sua alimentação é bastante variada. Ele captura todo tipo de pequenos animais, como vermes, moluscos, insetos, répteis, roedores, pequenas aves e ovos. Também come carniças e restos de animais, disputando-os às vezes com os abutres.


Estando a terra de Israel arrasada pela seca e pela fome, os corvos trazem pão e carne para alimentar o profeta Elias.

I Reis 17:1-7


No tempo em que Acabe reinava sobre Israel, Deus anunciou através do profeta Elias uma terrível seca que arrasaria as terras de Israel causando extrema fome. Elias disse ao rei Acabe que os próximos anos seriam maus pois não cairia chuva e sequer orvalho, segundo a palavra do Senhor.

Já chegando os dias de fome à terra, o Senhor novamente falou com Elias dizendo-lhe para esconder-se próximo ao ribeiro de Querite, junto ao Rio Jordão, pois lá ele teria as águas do ribeiro para beber e que já havia ordenado os corvos para trazerem-lhe alimentos.

Confiando na providência divina, Elias obedeceu à voz do Senhor e foi habitar próximo ao ribeiro de Querite. Exausto da viagem, chegou ao ribeiro de Querite e lá encontrou sombra e água fresca.

Os corvos, obedeceram à ordem de Deus e providenciaram comidas para Elias. A tarefa dos corvos, porém, não era tão fácil, uma vez que a terra de Israel já padecia de fome por causa da seca. No entanto, os corvos são reconhecidos como animais dotados de inteligência para conseguirem alimento. Por isso, Deus os escolheu para realizarem a difícil tarefa de encontrar comida em terra seca.

Os corvos começaram a sobrevoar o ribeiro de Querite, onde Elias estava. Eles, porém, não traziam maus presságios, como acreditam os superticiosos, mas sim, comida para alimentar o profeta Elias. Todos os dias, manhã e noite, fielmente, os corvos aterrisavam próximo ao ribeiro de Querite trazendo pão e carne para Elias.

Quando Elias já estava se acostumando com a sombra e água fresca e com a serventia de primeira dos corvos, o ribeiro de Querite secou-se, pois não resistiu à seca que assolava Israel. Na falta de água, Elias seria obrigado a abandonar aquele lugar para não passar necessidades.

Novamente veio a palavra do Senhor a Elias, dando-lhe esperanças. Deus disse a ele para sair de Querite e partir em direção à Sarepta, pois lá, mais uma vez, providenciar-lhe-ia o sustento. Dessa vez, Deus ordenaria não aos corvos, mas sim a uma pobre viúva de Sarepta que fornecesse alimento para Elias. Essa viúva, porém, nada tinha, senão uma botija de azeite e um pouco de farinha, com os quais faria com seu filho a última refeição. Como Deus é fiel, “da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Elias” (I Reis 17:16). Mais uma vez o Senhor providenciou o sustento de Elias nos dias de fome.

Elias não se abalou com a seca que assolava a terra, pois contou com a providência divina nos piores momentos. Deus é sempre fiel àqueles que o temem. Por isso, não devemos andar ansiosos pelo que comeremos ou pelo que beberemos (Mateus 6:25), pois não se verá aquele que teme a Deus a mendigar o pão (Salmos 37:25).

Textos sugeridos

I Re. 17:1-7 - Os corvos trazem pão e carne para Elias
I Re.17:8-15 - A viúva de Sarepta
I Re.17:16 - Deus não deixa faltar o alimento
Mt.6:25 - Não devemos andar ansiosos pelo que havemos de comer
Sl. 37:25 - o justo não mendigará o pão
Mt.5:31-32 - Deus sabe as nossas necessidades
Reflexão
Os corvos trazem maus presságios?



Há pessoas supersticiosas que acreditam que os corvos trazem maus presságios (previsões de acontecimentos ruins), aos lugares que chegam. Isso apenas porque os corvos têm as penas muito negras e porque alimentam-se de cadáveres.

Um dos fatos que deu mais força a essa crença foi a morte do ator Brandon Lee durante as filmagens do filme “O Corvo” em 1993. Nesse filme, Brandon Lee interpretou um personagem que veio da morte conduzido por um corvo para vingar-se dos seus assassinos. Na cena em que o personagem de Brandon seria baleado, a arma, em vez de balas de festim, continha uma bala de verdade. Assim, um tiro de verdade em cena deu fim a vida de Brandon Lee aos 28 anos de idade. Até hoje as pessoas acreditam que Brandom Lee foi vítima da “maldição do corvo”, em referência ao corvo que guiava seu personagem no filme “O Corvo”.

A Bíblia diz que Deus odeia as práticas de prever o futuro e condena os agoureiros, que são aqueles que anunciam maus presságios (Deuteronômio 18:10-13). Já aqueles que acreditam em superstições cometem idolatria, pois atribuem a coisas, animais e a fenômenos ocasionais o controle do futuro, quando na verdade, só Deus tem o controle do destino de todas as coisas. Além disso, pessoas supersticiosas substituem a fé pelo medo e a proteção de Deus, por amuletos e outros objetos da sorte. Tudo o que ocupa o lugar de Deus é idolatria. Portanto, a superstição é idolatria e desagrada a Deus.

Como Deus está no controle de tudo, os corvos, assim como na história de Elias, só podem trazer o que Deus ordenar. Portanto, não podemos afirmar que por si mesmos os corvos trazem maus presságios.



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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: