segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O significado da ‘excelência’ 






 “O que me faz diferente do mundo é a nuvem de glória que está sobre mim. Eu sou a sarça. Podemos ser uma sarça como qualquer outra, apenas uma árvore retorcida, iguais a essas que vemos no cerrado, idênticas a milhares de outras que existem. Todavia, se tiver um fogo queimando em nós, isso é glória de Deus. É isto que faz a diferença: o fogo na sarça” 
 Todos nós queremos servir a Deus com excelência. Naturalmente, excelência é fazer bem feito, com arte, beleza, criatividade, técnica e da melhor forma. Mas, para Deus, o melhor não é necessariamente o campeão, ou que ganhou a medalha, reconhecido por todos. Para Deus, o melhor é o melhor que você pode fazer por Ele.

Deus só aceita aquilo que é feito com excelência. Pode até parecer que sim, mas não é possível servi-lo de outra forma, somente com excelência. A Palavra do Senhor diz em Malaquias que qualquer homem que viesse oferecer algo a Deus – e no Velho Testamento oferecer algo a Deus era sinônimo de oferecer sacrifício – deveria oferecer o melhor. A Palavra diz que qualquer que, tendo no seu rebanho, macho sem defeito, promete e oferece para Deus outro com defeito, o que não era o melhor, este não é aceitável diante de Deus.
Por isso, Deus só aceita o melhor do rebanho, a melhor rês, o macho campeão. O Senhor só aceita se for oferecido o melhor, com excelência. Se eu vou pregar, tenho que fazer o meu melhor. Você sabe quando a unção de Deus vem no nosso meio? Quando nós lhe ministramos o nosso melhor louvor. Isso é perceptível em nossas vidas. O que o Senhor fala em sua vida? “Bucar-me eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração.” Ora, todo o vosso coração é a excelência. Qualquer coisa menos que todo vosso coração, para Deus, não é excelência, e Ele não aceita.
Quando você vai ao culto, você pensa: “Hoje eu vou louvar a Deus com todo o meu ser, vou cantar o meu melhor a Ele, com a maior força e empenho que eu tiver” Se sim, pode ter certeza, depois de alguns minutos, a glória de Deus virá no meio do povo. Ou, diferente desse pensamento, você vai a uma reunião em que as pessoas cantam para constar, porque estão esperando chegar a hora da Palavra? Não espere a glória de Deus nesse lugar.
A glória de Deus é sinônimo de excelência. Deus não mistura sua glória com mercadoria de segunda, com nada que não tenha o selo da qualidade do céu. O Senhor não mistura sua glória com nada feito para constar. Ela só pode ser associada com aquilo que é o melhor, pois é a sua presença manifesta.
Tudo tem que ter excelência. Nós pensamos que excelência é fazer algo com bastante equipamento, como se o melhor louvor fosse aquele ministrado com o melhor contrabaixo. Não, o que adiante ter o melhor contrabaixo se o contrabaixista não tem a glória de Deus? O que adiante ter a melhor bateria se o baterista quando bate não toca no céu? É bom ter o baterista da glória de Deus tocando a melhor bateria, é indiscutível, todavia, podemos não ter instrumento algum, talvez apenas um violão só para dar o tom, e o lugar se tornar tão cheio de unção que chegue a tremer.

Excelência não é conceito humano, não tente avaliá-la, dizendo que algo é excelente, sob uma ótica humana, ou apenas porque tem uma aparência. Aparência exterior para Deus significa nada. Os fariseus eram exteriormente excelentes, tinham uma aparência excelente, eram limpos, organizados, perfumados, quase santos, mas qual era o veredicto de Jesus a eles? Sepulcro caiado: um túmulo pintado de branco por fora, mas cheio de vermes por dentro, carne em decomposição, ossos velhos. Por dentro não há nada que preste. O que Deus olha? O mármore por fora ou a vida por dentro? Não avalie segundo a aparência, não diga que algo é excelente devido à aparência.
Eu estive em uma igreja nos Estados Unidos. Fiquei impressionado, porque nunca vi nada tão excelente do ponto de vista natural. Lá há um teatro somente para as crianças. Fazem três ou quatro eventos por ano com a participação de profissionais de cinema para criar efeitos especiais. O pastor, uma vez por ano, prega sobre a volta de Jesus. Nesse dia, eles amarram alguns fios invisíveis no pastor e, no meio do culto, ao dizer: “E quando Jesus vier e a trombeta tocar…”, o pastor se distancia e voa sobre o povo. Quando isso aconteceu, alguns caíram para traz, tremeram, choraram. Mas era um só fio invisível.
O palco enorme, cheio de cenários, tudo com projeção, cada um projetando uma coisa diferente para dar a realidade. Eu fiquei pensando: “Isso é excelência. Quem me dera ter uma excelência dessa!” E, naquele momento, o Senhor falou comigo: “É excelente, mas não ganha ninguém”. É excelente, todo mundo fica de queixo caído, isso é coisa para americano ficar embasbacado, mas não é impactado, porque não está associado à verdadeira excelência, que é a presença de Deus.
É claro que eu não estou me desculpando para fazer coisas mal feitas, para sermos relaxados. Não! Porque a glória de Deus não se associa ao relaxo, a falta de zelo ou com o mais ou menos. Mas se no seu rebanho, o melhor que você tem é aquele pangaré que mal consegue ficar em pé, então é nele que virá a glória de Deus. Agora, se você tem um campeão no seu rebanho, então dê esse, porque o Senhor não aceita menos do que o melhor. Isso é excelência.

Igreja é igual a família. Temos famílias ricas, classe média e pobres. Na vida da igreja também é assim. Temos igrejas ricas e igrejas pobres. Temos igrejas numerosas, como algumas famílias são, e temos famílias pequenas. É assim que acontece, mas são todas famílias e cada uma tem que viver de acordo com o seu orçamento, com aquilo que Deus deu.
Não se compare a ninguém. Quero que essa Palavra conforte o seu coração. Toda comparação é maligna. Toda comparação evoca e desperta a carne. Não se compare com ninguém, apenas avalie o seu melhor. O que você poderia fazer de melhor? O que você poderia fazer com todo o seu empenho? O que você está fazendo se enquadra nesse nível? Se for o seu melhor, alegre-se, porque a glória de Deus virá sobre você, esteja você onde estiver.
Eu estive em outra igreja, brasileira, na qual eles faziam recortes, criaram outras ilustrações, encadernavam e usavam em seu trabalho com crianças. Eles não tinham acesso a uma impressora colorida, nem a uma fotocopiadora colorida, mas eles queriam ensinar e queriam fazer o melhor. Eu olhei para aquilo e pensei: “Quem faz isso hoje em dia?” Com impressora, qualquer um faz, mas na mão, no braço não é qualquer um. Eu louvei a Deus. Que a glória de Deus venha, porque isso foi o melhor que eles poderiam ter feito. E, quando as pessoas olharem, elas dirão que isso é bom.

O importante é o veredicto de Deus. Ele não está baseado na aparência. Eu quero ouvir o elogio dele: “Servo bom e fiel”. Ouvi-lo dizendo: “Isso é bom, tudo o que você fez é bom”. Aos olhos de outro, pode ser que não fosse tão bom, mas quero ouvir o Senhor falar: “Isso é bom porque foi o seu melhor e está associado com a minha presença e a minha glória”. A glória de Deus é excelência. A excelência na formosura é a glória de Deus.

A excelência começa no zelo, no fazer o melhor, e na dedicação, mas ela termina na manifestação da presença de Deus. Em qualquer coisa que tenha a glória de Deus, o selo da sua presença, é excelente. Pois a manifestação da glória significa que houve a aprovação de Deus. E, se Ele aprovar, interessa o que o homem diz?
Agora, o que adianta ter algo lindo, tecnológico, iluminado, impactante do ponto de vista visual, um verdadeiro show, mas sem o selo da presença? Se não há o selo da presença de Deus, então não há a assinatura dele, portanto não há glória. É o melhor que o homem faz, mas ainda não tem excelência, porque a excelência só começa onde o homem termina. Ela é o selo da presença de Deus. Nós nos importamos com a presença dele.
Eu gosto de projetor, multimídia, computador, mas nada disso traz glória. Certa vez fui pregar em uma igreja e esqueci de imprimir o esboço, então perguntei se eu podia pregar com o computador e o pastor me perguntou: “O que? Você quer abrir o seu notebook aqui?” Eu disse que sim e o pastor ficou olhando eu abrir o notebook. Então eu abri, apertei uma tecla, ele ficou maravilhado e chamou os outros para verem. Os irmãos vieram, coloquei o Power Point e eles ficaram sentados, tensos só porque eu pregava utilizando um notebook. Até preguei melhor nesse dia. Eu prego com notebook, mas isso não significa coisa alguma. Com uma caneta, com a sua letra de rabisco você pode escrever, mas quando você abrir a boca precisa ter o selo de Deus. Isso é bom!
Excelência e a presença são a unção de Deus, o poder dele agindo. Quando é apenas um homem quem faz, por melhor que seja, ainda não é excelência. Se for só um ensaio, é só parte do homem, mas para ter excelência, depois disso, deve haver algo mais da parte de Deus, a unção dele. Se a unção dele não vier, qual a diferença entre uma dança da nossa igreja e uma dança do mundo? O que tem que nos diferenciar do mundo não é a marca do meu notebook, se eu danço a música A ou B ou se eu canto o corinho X ou Y. Não é uma questão de estilo, é como eu faço. O que me faz diferente do mundo é a nuvem de glória que está sobre mim.
Eu sou a sarça. Podemos ser uma sarça como qualquer outra, apenas uma árvore retorcida, iguais a essas que vemos no cerrado, idênticas a milhares de outras que existem. Todavia, se tiver um fogo queimando em nós, isso é glória de Deus. É isto que faz a diferença: o fogo na sarça. Não interessa se a sarça foi limpa, envernizada, borrifada, não interessa o enfeite que você colocou. O que interessa é: na sarça tem o fogo da presença de Deus. Por fora somos uma sarça como qualquer outra, sem nada de especial. Você dificilmente ganharia um concurso de miss, ou de top model. Eu nunca me destaquei na escola, mas, se algum dia escreverem a minha história, ou a história da minha sala de aula diante de Deus, vão saber o seguinte, lá havia alguém que carregava a glória de Deus. Por fora ninguém valoriza, mas o que importa é ter o selo de Deus. Portanto, o que é excelência? Excelência é ter o selo de Deus. Alguns querem o ISO 9000, eu quero o ISO do Espírito Santo de Deus que diz: “É bom”.
Isso é excelência. Não tem nada a ver se lá em Ubatuba você tem ou não um projetor. Não tem nada a ver se os seus professores são formados em Harvard ou se o pessoal fala que Ubatuba é o fim do mundo. O que realmente importa é se no seu trabalho, na obra em que você está edificando, há o selo de Deus, se Ele diz: “Eu vou associar a minha glória a isso aqui, porque isso é bom”. É isso o que faz a diferença: a presença de Deus.

A excelência vem quando fazemos o que não poderíamos fazer sem Deus. Portanto, só é excelente quando é impossível ao homem. Se o que você faz é só o que é possível, isso não é excelência. Eu posso pregar usando todas as técnicas da retórica e oratória, isso é o que homem pode fazer. Mas, se em algum momento dessa pregação alguém for tocado, seus olhos encherem de lágrimas, o seu espírito entrar em erupção, conectando-se aos céus e indo a Deus, é sinal que é obra exclusiva de Deus, pois é algo que eu, naturalmente, não posso fazer. Não é errado usar a melhor retórica, a melhor técnica, só que isso é o limite do homem. Excelência significa ir além do limite, é quando o que você fala se torna Palavra de Deus no coração de quem ouve. Isso é excelência. É o mesmo para quem canta. Você pode cantar afinado, bonito, melódico, com técnica, até com emoção e sentimento, mas só vai ser excelente se você fizer algo sobrenatural. Se você cantar e as pessoas ouvirem anjos cantando junto com você e, de alguma maneira, aquela música entrar em sua alma e te levar até Deus. Quando isso acontece, você foi além do natural. Quem pode fazer isso? Ninguém. Por isso é excelência, é Deus quem faz através de você. Se a nossa obra é só aquilo que eu posso fazer, ainda não há excelência. Excelência é aquilo que excede a capacidade humana.

Há muitas expressões de glória na Palavra de Deus, porque glória é excelência. É só uma expressão bonita para dizer a mesma coisa. Glória! Havia glória na face de Moisés, que era obrigado a colocar um véu, e na de Estêvão, que as pessoas viram como um anjo, diz a Bíblia. Isso é glória. Havia glória no Monte Sinai, onde ninguém podia chegar perto, pois havia trovões, relâmpagos e vozes. Havia uma nuvem de glória no templo. Era a chamada Shekinnah, a nuvem da presença de Deus, que ninguém podia se conter, ou ficar em pé no templo, e, às vezes, nem mesmo entrar, porque a nuvem da glória estava presente.

Há glória quando Davi vence a Golias, quando um garoto, que não podia por si vencer o gigante, o derruba com uma pedra na testa. Aquele que é especialista em guerra, que tem todas as armas, morre com uma pedrada. Isso é glória. Não tem glória brilhante, mas tem glória nos céus. Há glória quando o menor vence o maior, quando o impossível, o improvável, acontece. Isso é glória. Glória é alguém pregado na cruz declarando: “Eu venci o mundo e o vencerão também”. Isso é glória. Há glória quando todo mundo diz que é derrota e Deus diz que é vitória. Há glória quando as muralhas de Jericó caem. Caem não porque o povo tem retro escavadeiras, bombas e mísseis. Caem apenas porque gritam diante de Deus e o Senhor diz: “Isso é bom, esse grito é bom, eu vou!” E, quando Ele vem, nada o suporta.

É glória dois homens estarem cantando em uma cadeia de madrugada e nem se lembram direito a letra do corinho, mas aquela música chega até Deus. Eles estão cantando e a platéia deles é constituída de vários marginais, mas eles não sabem que há um a mais ouvindo, que é o próprio Deus. E, em um momento, Deus fala que vai entrar no refrão do corinho. E quando o Senhor canta os montes tremem. Os mares rugiram e na hora que Deus entrou no refrão, junto a Paulo e Silas, a prisão tremeu e as cadeias abriram. Tudo porque Deus resolveu que valia a pena cantar em conjunto com aqueles dois homens. Quantos de nós estamos aptos para ter Deus cantando junto conosco? Deus só associa a sua glória com aquilo que é feito de todo coração a Ele. Para isso, tem que ser o melhor. Quando você vier para a reunião, venha para dar o melhor. Quando vier para ouvir ou fazer, venha para ouvir ou fazer o melhor. Não interessa o que seja, faça de todo coração, que o Senhor irá associar a presença dele. A glória é a manifestação da presença e do poder de Deus. É Deus descendo à terra.
As pastoras já falaram sobre como organizar e como fazer um encontro com crianças. Elas têm feito e bem, com excelência. Eu não quero me deter nisso, eu quero que você entenda que não importa o que você faz na casa de Deus, se não tiver glória é perda de tempo, é inútil. “Pastor, mas eu sou só um líder de célula”. Seja um líder cheio de glória, porque a luz de Deus vai escapar de lá e explodir em todas as direções.
Não interessa o tamanho da sua igreja, Deus só associa a glória dele se for o melhor que você pode fazer. Nos Estados Unidos eles têm a melhor tecnologia, mas não dão o melhor a Deus. Você vai ao culto nas igrejas, ninguém canta, eles assistem alguém cantando. Você vai para ouvir uma pregação, ela dura no máximo 15 minutos, porque não podem cansar os santos. Eles não vão lá para dar o melhor, apesar de terem para dar. Eles têm muita aparência, mas não têm o melhor. Sabe o que acontece? Muitas vezes Deus não associa a sua glória a eles.
E você vai aos lugares mais improváveis, aos lugares mais pobres e miseráveis do mundo, ali eles estão fazendo o melhor para Deus; e, quando se faz o melhor para Deus, Ele vem se juntar a eles, na festa e no trabalho deles. Por isso, ignore a aparência exterior das coisas. Eu lhe desafio a não ficar preso ao que você vê, mas a voltar-se exclusivamente para isto: “Eu vou fazer o meu melhor”.  E, ao fazer o meu melhor, eu quero que a glória de Deus venha, seja na célula, na dança, na música, nos instrumentos.
Seja liderando, pregando, ensinando nas salas de aula, trabalhando, comendo, bebendo, jogando bola, na praia, fazendo o que for, faça para Deus e fala de todo o coração, porque quando você fizer a Ele, a glória do Senhor virá onde você estiver.

Deus não tem preconceito com o lugar, Ele não tem problemas com os métodos, Ele vai onde há corações intensos para Ele, porque o Senhor não olha a aparência, mas o coração. Pare de encarar certas coisas como se fossem mais importantes do que outras, porque para o Senhor não há diferença. Eu sei que alguns pensam que pregar no púlpito da igreja é importante e liderar uma célula de criança não é tão importante. Cuidado com isso, se nós queremos ver a glória de Deus, não interessa quem é o beneficiário.
Não interessa se é um trabalho feito com idosos, com jovens, com casais, não analfabetos, com empresários ou com crianças, não interessa com quem é o trabalho, o que interessa é para quem é o trabalho. Nós trabalhamos com homens, mas no final trabalhamos para Deus. Por isso, faça o que fizer, faça para Deus. Quem faz para Deus tem glória, vê Ele vindo para trabalhar com ele também. Não tem melhor nem maior glória do que saber que Deus está comigo e, enquanto eu falo, Ele confirma minhas palavras. Então Ele se alegra, porque isso é bom. É por isso que Ele é o amém.
Uma igreja tem glória quando tudo é feito assim. Eu, às vezes, pego no pé dos pastores, por quê? Porque algumas coisas vão perdendo a intensidade. Talvez fazíamos encontro de um jeito, há cinco anos atrás, mas, com o passar dos anos, perdeu a glória. Por que isso acontece? “Ah, pastor, o povo está acostumado”, alguns dizem. Não é exatamente isso o que acontece.
Há algumas coisas com as quais não há como se acostumar. Tempos atrás fui puxar o cabo de uma tomada e levei um choque. Quando isso aconteceu, descobri que não importa quantas vezes eu leve esses choque, eu não vou me acostumar com ele. E se eu continuar levando choques, acabarei morrendo. Eu pensei em enfiar o dedo novamente, mas depois percebi que será loucura. Não faça isso, porque ninguém acostuma com choques elétricos. Se você tentar se acostumar com eles, você morre.

Talvez seja a coisa mais próxima da glória de Deus, da presença e da vida dele. Você só se acostuma com se a potência cair pra valer. Se o choque gruda é porque a potência é grande, mas, se eu pego no chuveiro e faz apenas uma cocegazinha, esse choque é bobagem.

Há choques fortes e outros fracos. Sabe com qual nos acostumamos? Choque fraco! Por que ninguém se incomoda com o choque que leva no banheiro todos os dias ao tomar banho? Porque se acostumou com ele, mas sabe por que isso aconteceu? Porque é fraco. Basta um dia vir um choque pra valer que, no outro dia, você desmonta o banheiro, mas aquele choque não acontece de novo. A mesma coisa acontece na igreja. Por que nós nos acostumamos com as coisas na igreja? Porque o choque é muito leve, nós só acostumamos porque a glória é pequena ainda.

Você só se acostumou com o encontro, com a reunião, porque a glória não foi grande. Mas deixa o Senhor ir aumentando a voltagem para você ver. Não nos acostumamos. Cada vez que vem parece que é o primeiro choque. Cada choque que eu levo, parece que foi o primeiro. Eu assusto como se nunca tivesse levado um antes. Você não se acostuma com a glória, se for glória em alta voltagem. 



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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: