segunda-feira, 13 de agosto de 2018

O significado da ‘excelência’ 






 “O que me faz diferente do mundo é a nuvem de glória que está sobre mim. Eu sou a sarça. Podemos ser uma sarça como qualquer outra, apenas uma árvore retorcida, iguais a essas que vemos no cerrado, idênticas a milhares de outras que existem. Todavia, se tiver um fogo queimando em nós, isso é glória de Deus. É isto que faz a diferença: o fogo na sarça” 
 Todos nós queremos servir a Deus com excelência. Naturalmente, excelência é fazer bem feito, com arte, beleza, criatividade, técnica e da melhor forma. Mas, para Deus, o melhor não é necessariamente o campeão, ou que ganhou a medalha, reconhecido por todos. Para Deus, o melhor é o melhor que você pode fazer por Ele.

Deus só aceita aquilo que é feito com excelência. Pode até parecer que sim, mas não é possível servi-lo de outra forma, somente com excelência. A Palavra do Senhor diz em Malaquias que qualquer homem que viesse oferecer algo a Deus – e no Velho Testamento oferecer algo a Deus era sinônimo de oferecer sacrifício – deveria oferecer o melhor. A Palavra diz que qualquer que, tendo no seu rebanho, macho sem defeito, promete e oferece para Deus outro com defeito, o que não era o melhor, este não é aceitável diante de Deus.
Por isso, Deus só aceita o melhor do rebanho, a melhor rês, o macho campeão. O Senhor só aceita se for oferecido o melhor, com excelência. Se eu vou pregar, tenho que fazer o meu melhor. Você sabe quando a unção de Deus vem no nosso meio? Quando nós lhe ministramos o nosso melhor louvor. Isso é perceptível em nossas vidas. O que o Senhor fala em sua vida? “Bucar-me eis e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração.” Ora, todo o vosso coração é a excelência. Qualquer coisa menos que todo vosso coração, para Deus, não é excelência, e Ele não aceita.
Quando você vai ao culto, você pensa: “Hoje eu vou louvar a Deus com todo o meu ser, vou cantar o meu melhor a Ele, com a maior força e empenho que eu tiver” Se sim, pode ter certeza, depois de alguns minutos, a glória de Deus virá no meio do povo. Ou, diferente desse pensamento, você vai a uma reunião em que as pessoas cantam para constar, porque estão esperando chegar a hora da Palavra? Não espere a glória de Deus nesse lugar.
A glória de Deus é sinônimo de excelência. Deus não mistura sua glória com mercadoria de segunda, com nada que não tenha o selo da qualidade do céu. O Senhor não mistura sua glória com nada feito para constar. Ela só pode ser associada com aquilo que é o melhor, pois é a sua presença manifesta.
Tudo tem que ter excelência. Nós pensamos que excelência é fazer algo com bastante equipamento, como se o melhor louvor fosse aquele ministrado com o melhor contrabaixo. Não, o que adiante ter o melhor contrabaixo se o contrabaixista não tem a glória de Deus? O que adiante ter a melhor bateria se o baterista quando bate não toca no céu? É bom ter o baterista da glória de Deus tocando a melhor bateria, é indiscutível, todavia, podemos não ter instrumento algum, talvez apenas um violão só para dar o tom, e o lugar se tornar tão cheio de unção que chegue a tremer.

Excelência não é conceito humano, não tente avaliá-la, dizendo que algo é excelente, sob uma ótica humana, ou apenas porque tem uma aparência. Aparência exterior para Deus significa nada. Os fariseus eram exteriormente excelentes, tinham uma aparência excelente, eram limpos, organizados, perfumados, quase santos, mas qual era o veredicto de Jesus a eles? Sepulcro caiado: um túmulo pintado de branco por fora, mas cheio de vermes por dentro, carne em decomposição, ossos velhos. Por dentro não há nada que preste. O que Deus olha? O mármore por fora ou a vida por dentro? Não avalie segundo a aparência, não diga que algo é excelente devido à aparência.
Eu estive em uma igreja nos Estados Unidos. Fiquei impressionado, porque nunca vi nada tão excelente do ponto de vista natural. Lá há um teatro somente para as crianças. Fazem três ou quatro eventos por ano com a participação de profissionais de cinema para criar efeitos especiais. O pastor, uma vez por ano, prega sobre a volta de Jesus. Nesse dia, eles amarram alguns fios invisíveis no pastor e, no meio do culto, ao dizer: “E quando Jesus vier e a trombeta tocar…”, o pastor se distancia e voa sobre o povo. Quando isso aconteceu, alguns caíram para traz, tremeram, choraram. Mas era um só fio invisível.
O palco enorme, cheio de cenários, tudo com projeção, cada um projetando uma coisa diferente para dar a realidade. Eu fiquei pensando: “Isso é excelência. Quem me dera ter uma excelência dessa!” E, naquele momento, o Senhor falou comigo: “É excelente, mas não ganha ninguém”. É excelente, todo mundo fica de queixo caído, isso é coisa para americano ficar embasbacado, mas não é impactado, porque não está associado à verdadeira excelência, que é a presença de Deus.
É claro que eu não estou me desculpando para fazer coisas mal feitas, para sermos relaxados. Não! Porque a glória de Deus não se associa ao relaxo, a falta de zelo ou com o mais ou menos. Mas se no seu rebanho, o melhor que você tem é aquele pangaré que mal consegue ficar em pé, então é nele que virá a glória de Deus. Agora, se você tem um campeão no seu rebanho, então dê esse, porque o Senhor não aceita menos do que o melhor. Isso é excelência.

Igreja é igual a família. Temos famílias ricas, classe média e pobres. Na vida da igreja também é assim. Temos igrejas ricas e igrejas pobres. Temos igrejas numerosas, como algumas famílias são, e temos famílias pequenas. É assim que acontece, mas são todas famílias e cada uma tem que viver de acordo com o seu orçamento, com aquilo que Deus deu.
Não se compare a ninguém. Quero que essa Palavra conforte o seu coração. Toda comparação é maligna. Toda comparação evoca e desperta a carne. Não se compare com ninguém, apenas avalie o seu melhor. O que você poderia fazer de melhor? O que você poderia fazer com todo o seu empenho? O que você está fazendo se enquadra nesse nível? Se for o seu melhor, alegre-se, porque a glória de Deus virá sobre você, esteja você onde estiver.
Eu estive em outra igreja, brasileira, na qual eles faziam recortes, criaram outras ilustrações, encadernavam e usavam em seu trabalho com crianças. Eles não tinham acesso a uma impressora colorida, nem a uma fotocopiadora colorida, mas eles queriam ensinar e queriam fazer o melhor. Eu olhei para aquilo e pensei: “Quem faz isso hoje em dia?” Com impressora, qualquer um faz, mas na mão, no braço não é qualquer um. Eu louvei a Deus. Que a glória de Deus venha, porque isso foi o melhor que eles poderiam ter feito. E, quando as pessoas olharem, elas dirão que isso é bom.

O importante é o veredicto de Deus. Ele não está baseado na aparência. Eu quero ouvir o elogio dele: “Servo bom e fiel”. Ouvi-lo dizendo: “Isso é bom, tudo o que você fez é bom”. Aos olhos de outro, pode ser que não fosse tão bom, mas quero ouvir o Senhor falar: “Isso é bom porque foi o seu melhor e está associado com a minha presença e a minha glória”. A glória de Deus é excelência. A excelência na formosura é a glória de Deus.

A excelência começa no zelo, no fazer o melhor, e na dedicação, mas ela termina na manifestação da presença de Deus. Em qualquer coisa que tenha a glória de Deus, o selo da sua presença, é excelente. Pois a manifestação da glória significa que houve a aprovação de Deus. E, se Ele aprovar, interessa o que o homem diz?
Agora, o que adianta ter algo lindo, tecnológico, iluminado, impactante do ponto de vista visual, um verdadeiro show, mas sem o selo da presença? Se não há o selo da presença de Deus, então não há a assinatura dele, portanto não há glória. É o melhor que o homem faz, mas ainda não tem excelência, porque a excelência só começa onde o homem termina. Ela é o selo da presença de Deus. Nós nos importamos com a presença dele.
Eu gosto de projetor, multimídia, computador, mas nada disso traz glória. Certa vez fui pregar em uma igreja e esqueci de imprimir o esboço, então perguntei se eu podia pregar com o computador e o pastor me perguntou: “O que? Você quer abrir o seu notebook aqui?” Eu disse que sim e o pastor ficou olhando eu abrir o notebook. Então eu abri, apertei uma tecla, ele ficou maravilhado e chamou os outros para verem. Os irmãos vieram, coloquei o Power Point e eles ficaram sentados, tensos só porque eu pregava utilizando um notebook. Até preguei melhor nesse dia. Eu prego com notebook, mas isso não significa coisa alguma. Com uma caneta, com a sua letra de rabisco você pode escrever, mas quando você abrir a boca precisa ter o selo de Deus. Isso é bom!
Excelência e a presença são a unção de Deus, o poder dele agindo. Quando é apenas um homem quem faz, por melhor que seja, ainda não é excelência. Se for só um ensaio, é só parte do homem, mas para ter excelência, depois disso, deve haver algo mais da parte de Deus, a unção dele. Se a unção dele não vier, qual a diferença entre uma dança da nossa igreja e uma dança do mundo? O que tem que nos diferenciar do mundo não é a marca do meu notebook, se eu danço a música A ou B ou se eu canto o corinho X ou Y. Não é uma questão de estilo, é como eu faço. O que me faz diferente do mundo é a nuvem de glória que está sobre mim.
Eu sou a sarça. Podemos ser uma sarça como qualquer outra, apenas uma árvore retorcida, iguais a essas que vemos no cerrado, idênticas a milhares de outras que existem. Todavia, se tiver um fogo queimando em nós, isso é glória de Deus. É isto que faz a diferença: o fogo na sarça. Não interessa se a sarça foi limpa, envernizada, borrifada, não interessa o enfeite que você colocou. O que interessa é: na sarça tem o fogo da presença de Deus. Por fora somos uma sarça como qualquer outra, sem nada de especial. Você dificilmente ganharia um concurso de miss, ou de top model. Eu nunca me destaquei na escola, mas, se algum dia escreverem a minha história, ou a história da minha sala de aula diante de Deus, vão saber o seguinte, lá havia alguém que carregava a glória de Deus. Por fora ninguém valoriza, mas o que importa é ter o selo de Deus. Portanto, o que é excelência? Excelência é ter o selo de Deus. Alguns querem o ISO 9000, eu quero o ISO do Espírito Santo de Deus que diz: “É bom”.
Isso é excelência. Não tem nada a ver se lá em Ubatuba você tem ou não um projetor. Não tem nada a ver se os seus professores são formados em Harvard ou se o pessoal fala que Ubatuba é o fim do mundo. O que realmente importa é se no seu trabalho, na obra em que você está edificando, há o selo de Deus, se Ele diz: “Eu vou associar a minha glória a isso aqui, porque isso é bom”. É isso o que faz a diferença: a presença de Deus.

A excelência vem quando fazemos o que não poderíamos fazer sem Deus. Portanto, só é excelente quando é impossível ao homem. Se o que você faz é só o que é possível, isso não é excelência. Eu posso pregar usando todas as técnicas da retórica e oratória, isso é o que homem pode fazer. Mas, se em algum momento dessa pregação alguém for tocado, seus olhos encherem de lágrimas, o seu espírito entrar em erupção, conectando-se aos céus e indo a Deus, é sinal que é obra exclusiva de Deus, pois é algo que eu, naturalmente, não posso fazer. Não é errado usar a melhor retórica, a melhor técnica, só que isso é o limite do homem. Excelência significa ir além do limite, é quando o que você fala se torna Palavra de Deus no coração de quem ouve. Isso é excelência. É o mesmo para quem canta. Você pode cantar afinado, bonito, melódico, com técnica, até com emoção e sentimento, mas só vai ser excelente se você fizer algo sobrenatural. Se você cantar e as pessoas ouvirem anjos cantando junto com você e, de alguma maneira, aquela música entrar em sua alma e te levar até Deus. Quando isso acontece, você foi além do natural. Quem pode fazer isso? Ninguém. Por isso é excelência, é Deus quem faz através de você. Se a nossa obra é só aquilo que eu posso fazer, ainda não há excelência. Excelência é aquilo que excede a capacidade humana.

Há muitas expressões de glória na Palavra de Deus, porque glória é excelência. É só uma expressão bonita para dizer a mesma coisa. Glória! Havia glória na face de Moisés, que era obrigado a colocar um véu, e na de Estêvão, que as pessoas viram como um anjo, diz a Bíblia. Isso é glória. Havia glória no Monte Sinai, onde ninguém podia chegar perto, pois havia trovões, relâmpagos e vozes. Havia uma nuvem de glória no templo. Era a chamada Shekinnah, a nuvem da presença de Deus, que ninguém podia se conter, ou ficar em pé no templo, e, às vezes, nem mesmo entrar, porque a nuvem da glória estava presente.

Há glória quando Davi vence a Golias, quando um garoto, que não podia por si vencer o gigante, o derruba com uma pedra na testa. Aquele que é especialista em guerra, que tem todas as armas, morre com uma pedrada. Isso é glória. Não tem glória brilhante, mas tem glória nos céus. Há glória quando o menor vence o maior, quando o impossível, o improvável, acontece. Isso é glória. Glória é alguém pregado na cruz declarando: “Eu venci o mundo e o vencerão também”. Isso é glória. Há glória quando todo mundo diz que é derrota e Deus diz que é vitória. Há glória quando as muralhas de Jericó caem. Caem não porque o povo tem retro escavadeiras, bombas e mísseis. Caem apenas porque gritam diante de Deus e o Senhor diz: “Isso é bom, esse grito é bom, eu vou!” E, quando Ele vem, nada o suporta.

É glória dois homens estarem cantando em uma cadeia de madrugada e nem se lembram direito a letra do corinho, mas aquela música chega até Deus. Eles estão cantando e a platéia deles é constituída de vários marginais, mas eles não sabem que há um a mais ouvindo, que é o próprio Deus. E, em um momento, Deus fala que vai entrar no refrão do corinho. E quando o Senhor canta os montes tremem. Os mares rugiram e na hora que Deus entrou no refrão, junto a Paulo e Silas, a prisão tremeu e as cadeias abriram. Tudo porque Deus resolveu que valia a pena cantar em conjunto com aqueles dois homens. Quantos de nós estamos aptos para ter Deus cantando junto conosco? Deus só associa a sua glória com aquilo que é feito de todo coração a Ele. Para isso, tem que ser o melhor. Quando você vier para a reunião, venha para dar o melhor. Quando vier para ouvir ou fazer, venha para ouvir ou fazer o melhor. Não interessa o que seja, faça de todo coração, que o Senhor irá associar a presença dele. A glória é a manifestação da presença e do poder de Deus. É Deus descendo à terra.
As pastoras já falaram sobre como organizar e como fazer um encontro com crianças. Elas têm feito e bem, com excelência. Eu não quero me deter nisso, eu quero que você entenda que não importa o que você faz na casa de Deus, se não tiver glória é perda de tempo, é inútil. “Pastor, mas eu sou só um líder de célula”. Seja um líder cheio de glória, porque a luz de Deus vai escapar de lá e explodir em todas as direções.
Não interessa o tamanho da sua igreja, Deus só associa a glória dele se for o melhor que você pode fazer. Nos Estados Unidos eles têm a melhor tecnologia, mas não dão o melhor a Deus. Você vai ao culto nas igrejas, ninguém canta, eles assistem alguém cantando. Você vai para ouvir uma pregação, ela dura no máximo 15 minutos, porque não podem cansar os santos. Eles não vão lá para dar o melhor, apesar de terem para dar. Eles têm muita aparência, mas não têm o melhor. Sabe o que acontece? Muitas vezes Deus não associa a sua glória a eles.
E você vai aos lugares mais improváveis, aos lugares mais pobres e miseráveis do mundo, ali eles estão fazendo o melhor para Deus; e, quando se faz o melhor para Deus, Ele vem se juntar a eles, na festa e no trabalho deles. Por isso, ignore a aparência exterior das coisas. Eu lhe desafio a não ficar preso ao que você vê, mas a voltar-se exclusivamente para isto: “Eu vou fazer o meu melhor”.  E, ao fazer o meu melhor, eu quero que a glória de Deus venha, seja na célula, na dança, na música, nos instrumentos.
Seja liderando, pregando, ensinando nas salas de aula, trabalhando, comendo, bebendo, jogando bola, na praia, fazendo o que for, faça para Deus e fala de todo o coração, porque quando você fizer a Ele, a glória do Senhor virá onde você estiver.

Deus não tem preconceito com o lugar, Ele não tem problemas com os métodos, Ele vai onde há corações intensos para Ele, porque o Senhor não olha a aparência, mas o coração. Pare de encarar certas coisas como se fossem mais importantes do que outras, porque para o Senhor não há diferença. Eu sei que alguns pensam que pregar no púlpito da igreja é importante e liderar uma célula de criança não é tão importante. Cuidado com isso, se nós queremos ver a glória de Deus, não interessa quem é o beneficiário.
Não interessa se é um trabalho feito com idosos, com jovens, com casais, não analfabetos, com empresários ou com crianças, não interessa com quem é o trabalho, o que interessa é para quem é o trabalho. Nós trabalhamos com homens, mas no final trabalhamos para Deus. Por isso, faça o que fizer, faça para Deus. Quem faz para Deus tem glória, vê Ele vindo para trabalhar com ele também. Não tem melhor nem maior glória do que saber que Deus está comigo e, enquanto eu falo, Ele confirma minhas palavras. Então Ele se alegra, porque isso é bom. É por isso que Ele é o amém.
Uma igreja tem glória quando tudo é feito assim. Eu, às vezes, pego no pé dos pastores, por quê? Porque algumas coisas vão perdendo a intensidade. Talvez fazíamos encontro de um jeito, há cinco anos atrás, mas, com o passar dos anos, perdeu a glória. Por que isso acontece? “Ah, pastor, o povo está acostumado”, alguns dizem. Não é exatamente isso o que acontece.
Há algumas coisas com as quais não há como se acostumar. Tempos atrás fui puxar o cabo de uma tomada e levei um choque. Quando isso aconteceu, descobri que não importa quantas vezes eu leve esses choque, eu não vou me acostumar com ele. E se eu continuar levando choques, acabarei morrendo. Eu pensei em enfiar o dedo novamente, mas depois percebi que será loucura. Não faça isso, porque ninguém acostuma com choques elétricos. Se você tentar se acostumar com eles, você morre.

Talvez seja a coisa mais próxima da glória de Deus, da presença e da vida dele. Você só se acostuma com se a potência cair pra valer. Se o choque gruda é porque a potência é grande, mas, se eu pego no chuveiro e faz apenas uma cocegazinha, esse choque é bobagem.

Há choques fortes e outros fracos. Sabe com qual nos acostumamos? Choque fraco! Por que ninguém se incomoda com o choque que leva no banheiro todos os dias ao tomar banho? Porque se acostumou com ele, mas sabe por que isso aconteceu? Porque é fraco. Basta um dia vir um choque pra valer que, no outro dia, você desmonta o banheiro, mas aquele choque não acontece de novo. A mesma coisa acontece na igreja. Por que nós nos acostumamos com as coisas na igreja? Porque o choque é muito leve, nós só acostumamos porque a glória é pequena ainda.

Você só se acostumou com o encontro, com a reunião, porque a glória não foi grande. Mas deixa o Senhor ir aumentando a voltagem para você ver. Não nos acostumamos. Cada vez que vem parece que é o primeiro choque. Cada choque que eu levo, parece que foi o primeiro. Eu assusto como se nunca tivesse levado um antes. Você não se acostuma com a glória, se for glória em alta voltagem. 



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