quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Presidente da IAP critica a politicagem expl√≠cita de l√≠deres evang√©licos na politica nos √ļltimos tempos.
Em 2010 o Brasil viveu mais uma elei√ß√£o em que p√īde escolher seus pr√≥ximos governantes e um fato que ficou claro nas campanhas eleitorais foi a explora√ß√£o do cristianismo e o envolvimento de conhecidos l√≠deres evang√©licos.
GUIA-ME: No período eleitoral que vivemos este ano, muitos líderes evangélicos se envolveram em campanhas políticas, chegando até a aparecer no horário eleitoral dos candidatos, recebendo assim, críticas de muitos eleitores. Na sua opinião, essas críticas têm fundamento? Acredita que houve mesmo um envolvimento maior do que deveria?
Presidente da IAP: Eu me junto com essas pessoas que voc√™ diz que criticaram. Eu n√£o quero fazer uma cr√≠tica √°cida, porque eu n√£o me vejo no direito de fazer isso, mas se essas cr√≠ticas foram feitas com base no evangelho, eu me junto. A cr√≠tica pela cr√≠tica n√£o √© producente e talvez nem seja crist√£, mas a minha cr√≠tica √© no evangelho. Eu n√£o vejo base no evangelho para um pastor que se diz crist√£o, seja ele famoso ou n√£o, ir a p√ļblico ou a p√ļlpito, sobretudo em um programa pol√≠tico nacional de televis√£o, usar o nome de pastor que tem, o chamado sagrado, sendo que foi esse chamado que lhe deu visibilidade e credibilidade, que lhe deu carinho e respeito de grande parte do povo de Deus; e em nome de uma preocupa√ß√£o com o Brasil indicar um voto. A constitui√ß√£o brasileira diz que o voto √© secreto. Que um mundano declare seu voto, eu compreendo, do mundo eu espero tudo, mas de um pastor que se diz grande pregador e portador do evangelho, ir ao programa de um dos candidatos e usar o nome da Igreja, o nome de evang√©lico e o povo evang√©lico como se tivesse a palavra para defender em nome dos evang√©licos e dizer que esse candidato √© melhor que o outro √© profundamente lament√°vel, na minha opini√£o √© totalmente fora dos padr√Ķes do evangelho, n√£o vemos esse exemplo em Cristo, nos profetas e nem nos ap√≥stolos. √Č uma fase muito triste da igreja evang√©lica brasileira e acho que ter√° repercuss√Ķes muito negativas ao longo dos anos futuros.
GUIA-ME: No site da IAP há um recado, dizendo que se algum pastor da igreja se candidatar a algum cargo político ele não deve usar a nomenclatura "pastor" e que a igreja não o irá apoiar com a campanha. Por quê?
Presidente da IAP: A palavra de Deus diz que quem foi chamado para o minist√©rio √© santo e, santo significa separado. Ele j√° foi separado do mundo. Ele est√° no mundo, mas n√£o √© do mundo. Ele n√£o milita mais com as coisas desse mundo. N√£o √© que o crist√£o tem que ser alienado da sua P√°tria e das quest√Ķes pol√≠ticas, mas um pastor n√£o pode usar publicamente a sua fun√ß√£o pastoral para se envolver com a pol√≠tica que √© do mundo. Isso n√£o quer dizer que n√£o tenhamos que cumprir nosso papel c√≠vico. Cada cidad√£o do c√©u √©, tamb√©m, cidad√£o da terra, ele tem que ter compromisso, opini√£o cr√≠tica e tem que saber quem s√£o os candidatos, mas esse √© um dever estritamente pessoal. Se ele tem a mente de Cristo ele sabe discernir, ele obedece a constitui√ß√£o, d√° o voto secreto e cada um cumpre seu dever c√≠vico, a igreja n√£o se mete com as coisas desse mundo, ou ent√£o ela perde a sua for√ßa e vai se contaminando e, lamentavelmente, √© o que vejo em grande parte da igreja evang√©lica, sobretudo com os pastores mais famosos. Eu fico preocupado &por que eles est√£o fazendo isso?&. Tenho artigos da Folha de S. Paulo que mostram que pastores estavam no QG do Serra e tinha muito dinheiro rolando, e tenho artigos que mostram que quando a elei√ß√£o foi para o segundo turno, grande l√≠deres da igreja evang√©lica estavam em Bras√≠lia e o presidente Lula n√£o apareceu nesse dia, mas ele entrou por tr√°s, negociou com eles e saiu por tr√°s, e a partir dali mudou muito a opini√£o sobre a outra candidata. Quer dizer, a Igreja est√° totalmente &lambrecada& em nome de compromisso com a terra, de moralidade e isso √© muito grave, porque a Igreja e o pastor t√™m a miss√£o de pregar o evangelho e n√£o de ficar pregando que algum candidato vai nos salvar. A tua vida vai melhorar porque voc√™ tem Deus, porque voc√™ trabalha, √© obediente, √© fiel em tudo que pode e tem a b√™n√ß√£o de Deus, √© isso que melhora sua vida. E quando um pol√≠tico fizer alguma coisa, seja no n√≠vel regional, municipal, estadual ou federal, a B√≠blia ensina que ele est√° sendo usado por Deus; n√£o √© o pol√≠tico que melhora sua vida. Se ele faz alguma coisa pela sociedade e pelo lugar em que moramos √© porque Deus, em sua soberania, o colocou l√° e ele n√£o est√° fazendo mais que a obriga√ß√£o dele, mas n√£o significa que eu tenha que apoi√°-lo. Eu fui chamado para pregar o evangelho, s√≥.
GUIA-ME: O papel da Igreja é também de orar pelo país. Levando isso em consideração, acredita que tem como a Igreja incentivar essa intercessão pelos governantes sem entrar em debates ou preferências políticas?
Presidente da IAP: Eu diria para voc√™ que √© dever dela e isso √© b√≠blico. A B√≠blia manda orar por todas as pessoas e n√£o s√≥ por um pastor, por um presidente de igreja ou por um mission√°rio, ela manda orar por todas as autoridades. √Č Deus quem coloca um presidente, um governador, um senador. Ele usa a estrutura, usa o ser humano no processo eleitoral para colocar quem Ele quer, Ele que levanta e Ele que abate. √Č nosso dever orar, mas devemos orar sem cor. O crist√£o n√£o tem partidarismo. Pessoal ele pode ter, mas n√£o pode ter partidarismo coletivo, sobretudo quando est√° usando o minist√©rio. Agora ganhou a presidente Dilma, quem votou no Serra e √© crente de verdade tem por obriga√ß√£o orar por ela, e se o Serra tivesse ganho, quem votou na Dilma teria tamb√©m obriga√ß√£o de orar por ele, entendeu? Sem cor, sem paix√£o, porque ele teria sido colocado por Deus, mas n√£o foi ele; na soberania de Deus Ele colocou a Dilma l√° e ela ter√° que dar conta diante de Deus de tudo o que ela vai fazer, mas √© nossa obriga√ß√£o orar por ela, pelos governadores, senadores, levantando m√£os santas, como diz a Palavra de Deus.
GUIA-ME: Os três candidatos mais bem votados (Marina Silva, José Serra e Dilma Rousseff) falaram muito sobre cristianismo em suas campanhas. Acredita que isso pode ter acontecido pelo fato deles se darem conta do crescimento da força dos cristãos / evangélicos?
Presidente da IAP: Eu n√£o tenho d√ļvida disso, por uma interpreta√ß√£o que fiz, por tudo que eu li e assisti. Eu n√£o sou um homem apol√≠tico, pelo contr√°rio, leio todo dia sobre pol√≠tica, quando eu abro um jornal, ou revista, ou internet, o assunto n√ļmero um do mundo que chega √† minha mente e cora√ß√£o √© pol√≠tica. Eu sou um pastor e sei o que significa uma lei que eles aprovam no Congresso, sei a influ√™ncia que vai ter na minha casa, na minha sociedade, no meu bairro e no meu pa√≠s, s√≥ que eu tenho que separar isso do pastorado. Tenho condi√ß√Ķes de militar sem confundir meu pastorado, sem usar o p√ļlpito politicamente, sem estar falando de candidato. Eu n√£o subo ao p√ļlpito para falar de candidato, a n√£o ser em casos extremos em que a gente perceba claramente que algum governador est√° explicitamente fazendo coisas que agradam a Deus, √© minha obriga√ß√£o alertar e esclarecer usando o evangelho, n√£o usando cor ou interesses pol√≠ticos. Porque muitos se levantaram apenas em momento de elei√ß√£o? Eu fico preocupado, ser√° que tem alguma coisa por tr√°s?
Faço uma ressalva em relação à Marina, mas quero deixar claro que não votaria na Marina, ou em qualquer outro candidato, só por ter o nome de evangélico. Na minha opinião, se ele usar o fato de ser evangélico para querer voto eu já não voto dele. Para mim, ele não tem que ganhar eleição por ser evangélico. Eu voto no candidato diante das propostas dele e da sua plataforma de trabalho. Eu não posso confundi-lo com um crente, porque não estou votando em um cara que vai ser pastor, estou votando em um cara que vai ser presidente, governador, senador. Eu voto no sistema que funciona no mundo, até porque eu não encontro base bíblica para votar em um cara porque ele é crente. Uma coisa é o Reino de Deus, outra coisa é o reino do mundo.
GUIA-ME: Dentro dessa exploração do cristianismo, acha que muito do que foi falado foi forçado como arma para busca de votos?
Presidente da IAP: Se tratando dos tr√™s candidatos principais eu vou ser honesto e vou procurar ser muito honesto como √© dever de qualquer pastor, eu isentaria a Marina disso a√≠, porque o que eu a vi fazer em campanha √© normal na vida dela. O que eu disse na pergunta anterior √© que n√£o votaria nela s√≥ pelo fato de ser evang√©lica, assim como em qualquer outro. Agora, no Serra e na Dilma isso ficou expl√≠cito. De fato a presidente eleita disse que era a favor descriminaliza√ß√£o do aborto e minha opini√£o sobre o aborto √© b√≠blica. Sou sempre a favor da vida, mas tamb√©m procuro entender o que ela quer dizer com descriminaliza√ß√£o do aborto, n√£o sou t√£o louco de n√£o procurar entender o que ela quis dizer, mas ela, de fato, mudou de opini√£o. N√£o digo que √© errado mudar de opini√£o, se a gente muda de opini√£o positivamente √© louv√°vel, mas acho que ela mudou por conveni√™ncia.
O Serra apareceu lendo a Bíblia em programa de televisão, foi em uma igreja em Foz do Iguaçu, deu a paz do Senhor para todo mundo e arrancou gargalhada dos pastores, foi na ExpoCristã (...) tanto um quanto o outro usaram dessa realidade da força dos evangélicos no voto para se aproximarem. Pura conveniência, na minha interpretação. Eu não acho errado, vendo do ponto de vista deles, porque eles não são crentes; a conduta deles, no mundo, é normal; anormal é a nossa conduta como pastora em fazer essas conveniências, nos envolvermos com a politicagem dizendo que somos pastores, aí sim eu acha grave. Fiquei com vergonha do que vi de pastores fazendo o que fizeram nessa campanha.
GUIA-ME: Acredita que a Igreja evangélica está consciente dessa exploração que houve, ou acha que as pessoas foram manuseadas pelas campanhas?
Presidente da IAP: Acho que tem muita gente consciente, mas tem um n√ļmero muito grande de evang√©licos que s√£o conduzidos, e eles n√£o conduzidos apenas nessa √°rea. Os problemas que a igreja evang√©lica tem no Brasil s√£o em v√°rias √°reas da vida e isso mostra que o povo de Deus... Acho que uma grande parte foi conduzida sim. Essa √© a experi√™ncia di√°ria da nossa pr√≥pria igreja, a gente v√™ que muitos irm√£os dependem da opini√£o de um pastor para muitas coisas, inclusive para isso, que √© lament√°vel. Se o pastor tivesse que dizer alguma coisa, ele devia incentivar os irm√£os a lerem as propostas dos candidatos, a procurar saber quem a pessoa √©, e elas pr√≥prias tirarem suas conclus√Ķes; mas quem conduz isso n√£o tem interesse que as pessoas se conscientizem, tem muito pastor vaidoso que n√£o s√≥ gosta que as pessoas dependam espiritualmente dele, mas tamb√©m dependam politicamente e em muitas √°reas. S√£o pastores inseguros que precisam estar mais perto de Cristo, porque Cristo d√° seguran√ßa e quando voc√™ tem seguran√ßa da sua f√© e do seu pastorado, voc√™ n√£o pastoreia fazendo as ovelhas de dependentes, mas deixando-as cada vez mais livres para pensar e agir em todas as √°reas da vida.

Meus amados Irmãos o papel do Crente é ganhar almas e só isso!
Jesus n√£o fez politica e nos deu exemplo de como viver uma vida santa e crist√£!



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

As Ora√ß√Ķes Contidas no Salmo 119

Introdu√ß√£o: O Salmo 119 √© de enaltecimento √† lei de Deus. O salmista apresenta seu reconhecimento √† perfei√ß√£o e supremacia dela. Apega-se a ela continuamente; √© sua luz e prote√ß√£o. Em meio √†s palavras ungidas de rever√™ncia, ele intercala ora√ß√Ķes pertinentes. Algumas s√£o repetidas. Mas faz bem √† alma colher o sentido do temor √† lei e pedir a bondade de Deus para cumpri-la. Existem situa√ß√Ķes inusitadas, desafiadoras e aterrorizantes na caminhada do peregrino, mas com a L√Ęmpada luminosa, com a Palavra no cora√ß√£o, ele chegar√° ao seu destino final, garboso de contentamento. O crente pode e deve orar como o salmista. Diariamente.

1 – O SALMISTA PEDE QUE SEJA ENSINADO.
V.12 РBendito és tu, ó SENHOR! Ensina-me os teus estatutos. V.26 РMeus caminhos te descrevi, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos. V.33 РEnsina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim. V.64 РA terra, ó SENHOR, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos. V.66 РEnsina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos. V.68 РTu és bom e abençoador; ensina-me os teus estatutos. V.108 РAceita, SENHOR, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca; ensina-me os teus juízos. V.124 РTrata com o teu servo segundo a tua benignidade e ensina-me os teus estatutos. V.135 РFaze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo e ensina-me os teus estatutos.

2 РPEDE INTELIGÊNCIA.
V.34 РDá-me entendimento, e guardarei a tua lei e observá-la-ei de todo o coração. V.27 РFaze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim, falarei das tuas maravilhas. V.73 РAs tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; dá-me inteligência para que aprenda os teus mandamentos. V.125 РSou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos. V.144 РA justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei. V.169 РChegue a ti o meu clamor, ó SENHOR; dá-me entendimento conforme a tua palavra.

3 – PEDE QUE SEJA VIVIFICADO.
V.25 РA minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. V.37 РDesvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no teu caminho.

V.40 РEis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me por tua justiça. V.88 РVivifica-me segundo a tua benignidade; então, guardarei o testemunho da tua boca.

V.107 РEstou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra. V.149 РOuve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó SENHOR, segundo o teu juízo. V.154 РPleiteia a minha causa e livra-me; vivifica-me, segundo a tua palavra. V.156 РMuitas são, ó SENHOR, as tuas misericórdias; vivifica-me, segundo os teus juízos. V.159 РConsidera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua benignidade.

4 РPEDE A BENEVOLÊNCIA DE DEUS.
V.8 РObservarei os teus estatutos; não me desampares totalmente. V.17 РFaze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra. V.41 РVenham também sobre mim as tuas misericórdias, ó SENHOR, e a tua salvação, segundo a tua palavra. V.58 РImplorei deveras o teu favor de todo o meu coração; tem piedade de mim, segundo a tua palavra. V.77 РVenham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia. V.82 РOs meus olhos desfaleceram, esperando por tua promessa; entretanto, dizia: Quando me consolarás tu? V.132 РOlha para mim e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome.

5 – PEDE SOCORRO, SUSTENTO E LIVRAMENTO.
V.28 – A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra. V.94 – Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos. V.116 – Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e n√£o me deixes envergonhado da minha esperan√ßa. V.117 – Sustenta-me, e serei salvo e de cont√≠nuo me alegrarei nos teus estatutos. V.134 – Livra-me da opress√£o do homem; assim, guardarei os teus preceitos. V.146 – A ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos. V.173 – Venha a tua m√£o socorrer-me, pois escolhi os teus preceitos. V.170 – Chegue a minha s√ļplica perante a tua face; livra-me segundo a tua palavra.

6 – PEDE PROTE√á√ÉO CONTRA OS √ćMPIOS, MAUS CAMINHOS E MAUS H√ĀBITOS.
V.10 РDe todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. V.22 РTira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos. V.29 РDesvia de mim o caminho da falsidade e concede-me piedosamente a tua lei. V.36 РInclina o meu coração a teus testemunhos e não à cobiça. V.39 РDesvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons. V.84 РQuantos serão os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem? V.121 РFiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores. V.122 РFica por fiador do teu servo para o bem; não deixes que os soberbos me oprimam.

7 – PEDE QUE SEJA GUIADO POR DEUS.
V.35 – Faze-me andar na verdade dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer. V.133 – Ordena os meus passos na tua palavra, e n√£o se apodere de mim iniquidade alguma. V.176 – Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois n√£o me esqueci dos teus mandamentos.

8 РPEDE COMUNHÃO PLENA.
V.18 РDesvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei. V.19 РSou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. V.31 РApego-me aos teus testemunhos; ó SENHOR, não me confundas. V.38 РConfirma a tua promessa ao teu servo, que se inclina ao teu temor. V.43 РE de minha boca não tires nunca de todo a palavra de verdade, pois me atenho aos teus juízos. V.49 РLembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar. V.145 РClamei de todo o meu coração; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos.

Conclus√£o: S√£o necess√°rias a paci√™ncia e a perseveran√ßa na leitura e na medita√ß√£o dos preceitos de Deus, exarados na B√≠blia, para sermos bem-sucedidos na vida de servos de Deus. Jamais ser√£o confundidos ou frustrados os que atenderem, de bom grado, aos mandamentos do Senhor. A ora√ß√£o √© forte aliada dos amantes das Escrituras Sagradas. A repeti√ß√£o da medita√ß√£o nos t√≥picos do estudo far√° bem ao cora√ß√£o e solidificar√° o fiel na Rocha Eterna. O Senhor Jesus Cristo disse: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permane√ßo no seu amor.” Jo 15.10. ARC.



Estudo Bíblico O Poder de Deus

"Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder"? Jó 26:14.

J√≥ nos d√° algumas ilustra√ß√Ķes do poder de Deus, e depois diz que isto s√£o apenas as orlas de seus caminhos; e como n√£o podemos entender o trov√£o de seu poder pouco ouvimos. Nos dias de J√≥, os homens deram pouca aten√ß√£o a Deus; Ele estava fora de seus pensamentos e suas falas. √Č quase a mesma coisa hoje, pois a natureza humana n√£o muda sozinho! O homem √© a mesma criatura orgulhosa, desprez√≠vel e rebelde, √† parte da gra√ßa de Deus. Pouco ouvimos a respeito de Deus em nossos dias, at√© mesmo em muitas igrejas. E na maioria das aglomera√ß√Ķes sociais √© tabu falar sobre Deus. O homem √© o assunto dos discursos de hoje; s√£o as virtudes humanas e as vit√≥rias humanas que s√£o louvadas e celebradas. Deus est√° em Seu mundo por provid√™ncia, mas o mundo n√£o O conhece.

O poder de Deus toma duas dire√ß√Ķes e tem dois objetivos: salva√ß√£o e ju√≠zo. O poder Divino na salva√ß√£o √© gracioso; Seu poder no julgamento √© reto. Seu poder na salva√ß√£o √© a demonstra√ß√£o de Seu amor; Seu poder no ju√≠zo √© a express√£o de Sua ira santa. E o poder divino na gra√ßa √© igual ao Seu poder no ju√≠zo, pois; "H√° um s√≥ legislador e um juiz que pode salvar e destruir". Tiago 4:12. Se Deus fosse incapaz de salvar (converter) "os vasos de miseric√≥rdia", Ele seria incapaz de julgar os vasos "de sua ira". Aqueles que negam a gra√ßa irresist√≠vel, n√£o podem l√≥gica nem consistentemente pedir a Deus pela salva√ß√£o dos pecadores. S√≥ podem pedir que Deus tente converter os pecadores, ou que poupe os que convertem a si mesmos. Eles n√£o podem pedir que Deus traga pecadores a Cristo; podem somente pedir-Lhe para tentar atra√≠-los ou livrar do castigo aqueles que, por si mesmos, v√™m ao Salvador.

A vis√£o popular do poder divino na gra√ßa √©-nos dada por um escritor da seguinte maneira: As fl√Ęmulas do ex√©rcito de Deus param logo fora da entrada da pequena fortaleza do nosso cora√ß√£o, com o convite de nos entregarmos; Seu grande poder, e gra√ßa, e amor, esperam pela nossa decis√£o". Esta afirma√ß√£o ignora o fato da deprava√ß√£o humana, nega a necessidade de uma obra interior pela gra√ßa e falha em ver a verdade do poder do Esp√≠rito Santo. Ela √© incoerente quando fala da "pequena fortaleza do cora√ß√£o" e ao mesmo tempo falar do "Seu grande amor, poder e gra√ßa". O mesmo eleito se encontra nas palavras de um outro pregador popular: "Somos persuadidos a fazer uma escolha". Homem algum pode escolher por n√≥s. O Deus Todo-poderoso n√£o pode fazer nossa escolha. Eu posso virar as costas a Deus e rejeit√°-lO, ou posso estender minhas m√£os a Ele, pela opera√ß√£o graciosa de Esp√≠rito Santo e aceitar Sua salva√ß√£o". Que mistura confusa e estranha da verdade e do erro! Somos persuadidos a fazer a escolha e devemos escolher a Cristo como nosso Salvador, mas por causa da nossa deprava√ß√£o herdada, ningu√©m faz tal escolha √† parte da graciosa opera√ß√£o do Esp√≠rito Santo em convic√ß√£o e convers√£o. √Č verdade que o pecador resiste a Deus at√© que sua resist√™ncia seja vencida pela obra do Esp√≠rito Santo, obra que o faz querer a salva√ß√£o, obra que d√° um novo cora√ß√£o e mente ao pecador. Mas pior ainda s√£o as palavras de um outro pregador que descrevem um Deus fraco: "A onipot√™ncia em si mesmo √© fraca diante da obstina√ß√£o. At√© mesmo uma crian√ßa pode sacudir o punho ao Deus Todo-Poderoso e Ele nada pode fazer. Em Prov√©rbios 21:1, lemos: "Como ribeiros de √°guas assim √© o cora√ß√£o do rei est√° na m√£o do Senhor, que o inclina a todo o seu querer". Mas a afirma√ß√£o antecedente O incapacita diante duma crian√ßa.

O poder de Deus é uma verdade que deve dar paz e alegria ao coração do crente e atemorizar o coração do descrente. Seja Salvador ou Juiz, Ele é Todo-poderoso. Tanto a salvação quanto o juízo clamam por um Deus poderoso.
A NATUREZA DO PODER DIVINO
1. O Poder de Deus √© absoluto. N√£o h√° nada imposs√≠vel para Ele que seja o objetivo do Seu poder. Ele √© capaz de fazer muito al√©m do que faz. O exerc√≠cio de Seu poder s√≥ se limita onde Ele deseja limit√°-lo. J√≥ diz que: "O que a sua alma quiser, isso far√°". J√≥ 23:13. Jo√£o o Batista nos diz que Ele √© capaz de levantar para Si filhos de Abra√£o das pedras. Ele poderia ter mantido Satan√°s fora do Jardim de √Čden e assim poupado nossos pais da tenta√ß√£o que resultou na terr√≠vel ru√≠na da ra√ßa, mas este n√£o foi Seu desejo. Paulo diz que: "Ele √© poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente al√©m daquilo que pedimos ou pensamos". Ef√©sios 3:20. E Cristo assegura-nos que: "Mas a Deus tudo √© poss√≠vel". Mateus 19:26.

2. O Poder de Deus √© original e essencial. O poder humano √© derivado de outro, mas o poder divino pertence somente a Deus, e nunca pertenceu a outro. O poder dum pa√≠s jaz em seus ex√©rcitos ou em seus recursos naturais. √Č da natureza de Deus ser Todo-poderoso. Seu poder n√£o √© derivado, mas original e criativo. Ele d√° poder √†s Suas criaturas, mas n√£o deriva delas parte alguma de Seu poder.

3. O Poder de Deus √© a vida e atividade de todos os Seus outros atributos, os quais seriam nulos sem este poder. Sem poder, Sua miseric√≥rdia seria uma fraca piedade; Sua justi√ßa seria impotente; Suas promessas seriam meras pronuncia√ß√Ķes e Seu amor seria t√£o incapaz quanto o de Dario por Daniel. Em v√£o seriam todos os eternos conselhos, se o poder n√£o os executasse.
AS MANIFESTA√á√ēES DO PODER DIVINO
Sejam quais forem as qualidades ou caracter√≠sticas da natureza Divina, cedo ou tarde se manifestar√£o e ser√£o exercidas, pois n√£o existem disposi√ß√Ķes inativas em Deus. Seu poder tem sido exemplificado maravilhosamente no passado, como ser√° tamb√©m no futuro.

1. O Poder divino apresenta-se na cria√ß√£o. "Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os c√©us e a terra com o teu grande poder, e com teu bra√ßo estendido; nada h√° que te seja demasiado dif√≠cil". Jeremias 32:17. Ao mandado de Deus, o nada tornou-se em algo. Ele falou e foi feito. Ele desejou e assim sucedeu. "Digno √©s, Senhor, de receber gl√≥ria, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade s√£o e foram criadas". Apocalipse 4:11. A palavra "criar" significa "fazer do nada". "Pela f√© entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se v√™ n√£o foi feito do que √© aparente". Hebreus 11:3. "Porque nele foram criadas todas as coisas que h√° nos c√©us e na terra, vis√≠veis e invis√≠veis, sejam tronos, sejam domina√ß√Ķes, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele". Colossenses 1:16. E mesmo todas essas obras n√£o O cansaram, pois Ele √© o Todo-poderoso. Isa√≠as 40:28.
2. O Poder de Deus é visto no sustento de toda criação:"sustentando todas as coisas pela palavra de seu poder". Hebreus 1:3. "Todas as coisas subsistem por ele". Colossenses 1:17. "Nele vivemos, e nos movemos, e existimos". Atos 17:28. "Dando-vos chuvas e tempos frutíferos". Atos 14:17. Nós devemos olhar a Ele para nosso pão de cada dia. Mateus 6:11. Mas alguns dizem que tudo acontece pelas leis naturais. Mas Deus criou as leis da natureza e pode assim usá-las ou operar além delas, ou sem elas. Suas mãos não são atadas pelas leis naturais.

3. O Poder de Deus pode ser visto na redenção humana.
A. No nascimento do Redentor. Lucas 1:35. Que imenso poder foi necess√°rio para tirar das imund√≠cias uma coisa limpa! Mas o Esp√≠rito Santo foi competente na encarna√ß√£o da segunda pessoa da Trindade que se tornou Deus conosco; Deus manifesto na carne.

B. Nos milagres de Cristo. Eles foram todas as manifesta√ß√Ķes do poder divino. Os cegos viram, os aleijados pularam, os mortos viveram, pois assim Ele o desejou.

C. Na morte de Cristo. Aqui est√° o maior dentre todos os milagres; o mais admir√°vel e estupendo ato de poder jamais exercido: o poder de morrer. Nossa mente fica confusa diante deste pensamento: o poder de morrer! A morte entre os homens √© sinal de fraqueza. A vida dos homens lhes √© tirada na morte, mas Cristo entregou Sua vida. Ele disse: "Ningu√©m ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou". Jo√£o 10:18. O Senhor Jesus Cristo foi o ator no drama de todos os tempos, quando por sacrif√≠cio pr√≥prio Ele aniquilou o pecado. Hebreus 9:26. Que ningu√©m pense em Cristo como v√≠tima do √≥dio humano. Em Sua morte, Ele fez a obra que Lhe foi designada pelo Pai, como disse: "Este mandamento recebi de meu Pai". Jo√£o 10:18.

D. Na Ressurrei√ß√£o de Cristo. Ele que teve o poder de dar a Sua vida, tamb√©m teve o poder de tom√°-la novamente. Ele triunfou sobre a morte, os homens e os dem√īnios. Ele que √© vida n√£o podia ser segurado pela morte. Sua alma n√£o foi deixada no Hades; nem Seu corpo viu a corrup√ß√£o. Salmo 16:10; Atos 2:27.

E. Na Sua ascens√£o. Nosso Senhor e Salvador teve poder de vencer a lei da gravidade e ascender corporalmente ao Pai. Aleluia! Que Salvador √© o nosso!
4. O Poder todo-poderoso √© manifesto na regenera√ß√£o dos pecadores. Na regenera√ß√£o, os homens t√™m novos cora√ß√Ķes; novos desejos s√£o neles criados; novos princ√≠pios lhes s√£o dados; s√£o tirados das trevas para a luz, e do poder de Satan√°s para o de Deus, sendo feitos volunt√°rios no dia do poder de Deus. Quando consideramos a cegueira natural e a oposi√ß√£o do pecador, e a fraqueza do agente humano (O PREGADOR), e os meios usados (a loucura da prega√ß√£o), a obra de convers√£o √© o efeito do poder de Deus. Veja 2 Cor√≠ntios 4:7; Ef√©sios 1:19.

5. A preserva√ß√£o final de cada crente √© prova do poder divino. Com um s√≥ sacrif√≠cio Ele pode salvar perfeitamente. Hebreus 10:14. Somos guardados pelo poder de Deus. 1 Pedro1:5. Ningu√©m nos pode tirar de Sua m√£o. Jo√£o 10:28. "Porque todo o que √© nascido de Deus vence o mundo; e esta √© a vit√≥ria que vence o mundo, a nossa f√©". 1 Jo√£o 5:4.

6. O Poder de Deus ser√° demonstrado na ressurrei√ß√£o. O que, al√©m da voz do Todo-poderoso, poder√° acordar os mortos? O que, al√©m da for√ßa do Todo-poderoso, poder√° transformar este corpo vil, horrendo, sujo e adoentado, num corpo glorificado, magn√≠fico e imortal? O que pode nos consolar ao lado da cova, ao ver um de nossos amados sendo enterrado, a n√£o ser o pensamento de um Deus Todo-poderoso que pode ressuscitar (e ressuscitar√° mesmo) os mortos pela palavra de Seu poder?

7. O Poder de Deus ser√° manifesto no dia do ju√≠zo. Naquele dia se tornar√° aparente qu√£o miser√°vel √© a fraqueza do homem e qu√£o grande √© o poder da ira de Deus.Pense no poder necess√°rio para derrotar a rebeli√£o de homens e dem√īnios inumer√°veis! Mas Deus ter√° esta compet√™ncia "quando Ele se levantar para abalar terrivelmente a terra". Isa√≠as 2:21. Veja tamb√©m o Salmo 



LABAXURIA CANTARARAM√ĀS. ISSO √Č 

Uma coisa que sempre me chamou atenção no cristianismo é o dom de línguas. Mesmo quando era recém convertido, sempre achei estranho ver as pessoas falando daquele jeito na igreja, mas com o passar do tempo fui me acostumando.
Agora essa doutrina espalhou e prosperou de tal maneira, que já atinge o espiritismo e até o catolicismo. Sendo assim, me coloquei diante do Altíssimo e pedi direção sobre esse dom.
Ainda estamos orando e estudando, mas vale colocar o que me foi revelado até agora. Me diz o que você acha sobre isso!
At√© agora minha conclus√£o √©: l√≠ngua √© n√£o √© “labaxuria cantararam√°s”, mas a capacidade de falar novos idiomas. Onde foi a primeira manifesta√ß√£o expressiva do dom de l√≠nguas? Em pentecostes! Para que serviu? Para levar o evangelho a todas as na√ß√Ķes. Vamos analisar as Escrituras:
Atos 2
4 – E todos foram cheios do Esp√≠rito Santo, e come√ßaram a falar noutras l√≠nguas, conforme o Esp√≠rito Santo lhes concedia que falassem.
5 – E em Jerusal√©m estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as na√ß√Ķes que est√£o debaixo do c√©u.
Repare que havia pessoas de todas as nacionalidades, logo, de idiomas diferentes.
7 – E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois qu√™! N√£o s√£o galileus todos esses homens que est√£o falando? 8 – Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa pr√≥pria l√≠ngua em que somos nascidos?
9 – Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopot√Ęmia, Jud√©ia, Capad√≥cia, Ponto e √Āsia, 10 – E Fr√≠gia e Panf√≠lia, Egito e partes da L√≠bia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como pros√©litos,
11 – Cretenses e √°rabes, todos n√≥s temos ouvido em nossas pr√≥prias l√≠nguas falar das grandezas de Deus.
Viu? Eles eram galileus e estavam falando noutras línguas/idiomas, pois todos estavam entendendo. Até aqui podemos afirmar que línguas são idiomas.
Mas 1 Co 13 : 1 justifica o “labaxuria cantararam√°s”? Vamos ver…
1 Co 13 : 1 – Ainda que eu falasse as l√≠nguas dos homens e dos anjos, e n√£o tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
Veja que Paulo est√° fazendo uma suposi√ß√£o, mesmo porque ele continua dizendo…
2 – E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mist√©rios e toda a ci√™ncia, e ainda que tivesse toda a f√©, de maneira tal que transportasse os montes, e n√£o tivesse amor, nada seria.
Ok! Paulo est√° falando que o amor supera todos os dons. E mesmo assim, qual l√≠ngua os anjos falam? Quando Gabriel chegou at√© Maria ele disse: “labaxuria cantararam√°s” ou conversou no idioma dela? Analisando as Escrituras no grego voc√™ ver√° que:
1) A express√£o grega para “l√≠ngua”, usada em Cor√≠ntios √© a mesma utilizada em Atos 2: “gl√īssa”, que significa “l√≠ngua de na√ß√Ķes” ou “idiomas”;
2) O verbo grego “falar” – “lal√©o” no mesmo cap√≠tulo refere-se √† “linguagem humana usual”, do “dia-a-dia”;
Sendo assim, o dom de línguas de 1 Coríntios 14 (e de outros textos) era o mesmo dado pelo Espírito Santo em Pentecostes. E, o problema na igreja de Corinto girava em torno da forma desordenada como o dom era usado.
Como o dom de l√≠nguas tem prop√≥sitos evangel√≠sticos, Paulo desceu a lenha nos disc√≠pulos em Corinto que estavam usando o dom para se mostrar na reuni√£o da igreja. Assim, quem passava por l√° n√£o entendia nada. E se o evangelho n√£o for compreendido, as pessoas n√£o ser√£o salvas. Simples assim!
Quero fechar com esses textos de Paulo para Corinto:
1 Cor√≠ntios 14 : 5 – E eu quero que todos v√≥s faleis em l√≠nguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza √© maior do que o que fala em l√≠nguas, a n√£o ser que tamb√©m interprete para que a igreja receba edifica√ß√£o.
2 – E agora, irm√£os, se eu for ter convosco falando em l√≠nguas, que vos aproveitaria, se n√£o vos falasse ou por meio da revela√ß√£o, ou da ci√™ncia, ou da profecia, ou da doutrina?
No vers√≠culo dez ele afirma categoricamente que n√£o existem vozes sem “significa√ß√£o”.
9- Assim tamb√©m v√≥s, se com a l√≠ngua n√£o pronunciardes palavras bem intelig√≠veis, como se entender√° o que se diz? porque estareis como que falando ao ar. 10 – H√°, por exemplo, tanta esp√©cie de vozes no mundo, e nenhuma delas √© sem significa√ß√£o.
Continuando…
19 – Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha pr√≥pria intelig√™ncia, para que possa tamb√©m instruir os outros, do que dez mil palavras em l√≠ngua desconhecida. 20 – Irm√£os, n√£o sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na mal√≠cia, e adultos no entendimento.
21 РEstá escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.
Novamente! Est√° escrito na lei: “Por gente de outras l√≠nguas”, ou seja, outros idiomas. Sabemos que o ap√≥stolo Paulo foi um grande mission√°rio e pregou por todo o mundo praticamente, por isso ele disse no vers√≠culo dezoito…
18 – Dou gra√ßas ao meu Deus, porque falo mais l√≠nguas do que v√≥s todos.
Ele falava mais idiomas que todos os outros, mas sempre com o objetivo de pregar e n√£o de falar besteiras na igreja. At√© acredito em uma manifesta√ß√£o especial do Esp√≠rito em algumas pessoas, mas jamais isso estar√° associado ao dia de pentecostes. Pentecostes est√° para miss√£o, assim como miss√£o est√° para prega√ß√£o do evangelho, Na igreja atual, pentecostes est√° para pessoas caindo e rodopiando na igreja.
Quero fechar dizendo. N√£o gosto do termo pentecostal, pois tem uma conota√ß√£o voltada ao “dom de l√≠nguas”, quando na verdade trata-se de um acontecimento puramente evangel√≠stico, onde a Verdadeira igreja do Salvador come√ßou a expandir. Hoje vemos pessoas “falando em l√≠nguas” e nunca tiveram capacidade de pregar, nem para seus familiares.
Veja o que Jesus falou sobre o tema.
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado ser√° salvo; mas quem n√£o crer ser√° condenado. E estes sinais seguir√£o aos que crerem: Em meu nome expulsar√£o os dem√īnios; falar√£o novas l√≠nguas;
Como os ap√≥stolos cumpririam o “ide” para todas as na√ß√Ķes sem falar novas l√≠nguas? Mais uma prova imposs√≠vel de argumentar.
Espero que esse estudo tenha sido esclarecedor, como foi para mim. Se gostou ou n√£o, espalhe essa mensagem!



Estudo Bíblico Sobre Línguas Estranhas: Verdade ou Mentira?

As l√≠nguas estranhas s√£o uma verdadeira b√™n√ß√£o e uma das marcas reais de um relacionamento profundo e sincero com Deus. Aquele que possui o dom de l√≠nguas “n√£o fala aos homens, mas a Deus”. (1 Cor√≠ntios 14:2)
  
Ou seja, é um novo nível de compromisso, intimidade, revelação e conhecimento do nosso gracioso Pai. Contudo, é necessário ter alguns cuidados na utilização e abordagem deste delicado tema.
Neste estudo bíblico eu quero conversar com você sobre os principais aspectos do dom de línguas e compartilhar inclusive a minha própria experiência com ele.
Portanto leia até o final e aproveite a jornada!
Como Tudo Começou?
E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusal√©m estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as na√ß√Ķes que est√£o debaixo do c√©u. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multid√£o, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua pr√≥pria l√≠ngua. (Atos 2:1-6)
Ap√≥s a ascens√£o de Jesus Cristo ao c√©u, os disc√≠pulos que o seguiam permaneceram juntos em ora√ß√£o, aguardando a promessa de revestimento de poder espiritual, de acordo com a instru√ß√£o do Mestre.
Juntos em oração, todos eles viram e sentiram o cumprimento da promessa, quando o Espírito Santo os encheu com poder e graça para testemunhar acerca do Evangelho.
Na ocasião, todos eles receberam o dom de línguas humanas, isto é, começaram a ministrar em idiomas que eles naturalmente não conheciam.
Durante a celebração de Pentecostes, Jerusalém ficava repleta de estrangeiros de todas as partes do mundo conhecido da época. Todos vinham adorar ao Senhor e oferecer sacrifícios.
Pois bem, quando os disc√≠pulos receberam o dom de l√≠nguas, estes estrangeiros puderam entender claramente o que eles diziam, pois “o Esp√≠rito Santo lhes concedia que falassem”.
Neste ponto é muito importante que entendamos que eles não estavam falando línguas estranhas, isto é, espirituais ou línguas dos anjos. Não!
A Torre de Babel
As l√≠nguas que eles falaram no dia de Pentecostes eram humanas, o texto deixa isto muito claro. Este evento parece antag√īnico, isto √©, contr√°rio ao que aconteceu na Torre de Babel e a confus√£o das l√≠nguas (G√™nesis 11.6 – 9).
No princípio só havia um idioma entre os seres humanos, isso mudou na construção da Torre de Babel, onde o Senhor Deus para interromper a construção, provocou a confusão das línguas e os novos idiomas surgiram.
Em Pentecostes acontece exatamente o contrário. Após o revestimento do Espírito Santo, judeus nativos começam a falar idiomas que jamais conheceram e pessoas de todo o mundo podem ouvir e compreender a mensagem do Evangelho.
Isto nos mostra que a grande inten√ß√£o de Deus e do poder do Esp√≠rito n√£o √© promover o “show das l√≠nguas estranhas”, mas a prega√ß√£o clara e genu√≠na sobre Jesus Cristo.
Como Falar em Línguas Estranhas?
Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. (Atos 19:4-6)
Os relatos b√≠blicos, em sua maioria nos mostram a manifesta√ß√£o das l√≠nguas estranhas ap√≥s o recebimento do batismo no Esp√≠rito Santo. Contudo, n√£o podemos afirmar que √© uma obrigatoriedade.
Isto ocorre porque as l√≠nguas estranhas √© um dos dons do Esp√≠rito, ou seja, sua manifesta√ß√£o n√£o segue um padr√£o pr√©-determinado, como est√° escrito:
“Todas essas coisas, por√©m, s√£o realizadas pelo mesmo e √ļnico Esp√≠rito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer”. (1 Cor√≠ntios 12:11
Observamos que no relato de Atos 19. 4 – 6 o ap√≥stolo Paulo imp√īs as m√£os sobre os crentes e orou, em seguida eles foram cheios do Esp√≠rito Santo e receberam o dom de l√≠nguas.
No caso de Pedro e a família de Cornélio, eles receberam a plenitude do Espírito Santo e o dom de línguas estranhas enquanto o apóstolo ministrava, ou seja, ele não precisou ao menos tocá-los. O poder da Palavra de Deus foi tão intenso que eles transbordaram da graça.
Oração em Línguas Estranhas: Minha Experiência
Aconteceu por volta do ano 2002, eu era apenas um adolescente. Estava na caminhada cristã havia cerca de um ano. Congregava em uma pequena e tradicional Igreja Batista em Campina Grande, no interior da Paraíba.
Na época eu fazia parte do ministério de louvor como instrumentista, e tínhamos o bom costume de nos encontrar durante a semana na Igreja, para orar.
Or√°vamos por cerca de trinta ou quarenta minutos, e em seguida um de n√≥s ministrava uma “pequena” palavra. Foi neste per√≠odo que tive a oportunidade de fazer minhas primeiras ministra√ß√Ķes.
√Ä medida que o tempo passava, a intimidade com Deus e entre n√≥s aumentava. Nossas ministra√ß√Ķes de louvor eram muito poderosas. Diversas pessoas novas come√ßaram a visitar a congrega√ß√£o e a Igreja crescia.
Certa noite, enquanto or√°vamos algo muito poderoso aconteceu. Nosso per√≠odo de ora√ß√£o foi ficando intenso e um grande calor espiritual encheu o ambiente.
Eu lembro que estava concordando com a oração feita, quando de repente algo como um raio transpassou meu corpo. A sensação era a de um choque misturado com a de um abraço muito amoroso.
Percebi que um conjunto diferente de palavras que n√£o faziam sentido, saia da minha boca. Fiquei assustado e me calei. Foi quando ouvi o mesmo som vindo de alguns dos outros adolescentes.
Quando abri a boca para orar novamente, mais uma enxurrada de “palavras estranhas”, mas desta vez n√£o hesitei, continuei falando. Percebi que, embora eu n√£o fizesse a menor ideia do que estava dizendo, a sensa√ß√£o era muito poderosa.
Eu sentia que estava adorando a Deus com minha alma em um n√≠vel infinitamente superior. Era como se eu quase pudesse toc√°-lo. Por fim, naquela noite de ora√ß√£o cerca de oito adolescentes an√īnimos e dedicados foram marcados pelo poder de Deus.
Eu gostaria de deixar claro que n√£o havia, nem houve, apela√ß√£o. A maioria de n√≥s nem sabia o que era batismo no Espirito Santo, lembrando que √©ramos Batistas tradicionais. 
O que houve nos dias que se seguiram foi espetacular. Muitos de n√≥s fomos marcados com novos dons. Lembro que durante uma ministra√ß√£o de louvor, o nosso vocalista chamou um dos irm√£os que estava nos bancos at√© a frente e profetizou cura sobre a vida dele. Detalhe, nem um de n√≥s conhecia bem aquele homem, muito menos que ele estava enfermo.
Uma semana depois ele testemunhou que havia sofrido um acidente e que estava com uma lesão na coluna, no dia seguinte após a ministração de cura sobre a vida dele, não havia mais dor, nem lesão.
Um verdadeiro avivamento tomou conta da congregação. Que período poderoso e marcante da minha vida!
O Que Quero Dizer?
À medida que o tempo foi passando eu fui entendendo melhor o dom de línguas estranhas. Com bastante estudo bíblico e oração, eu aprendi a administrá-lo de maneira sadia.
O ap√≥stolo Paulo aconselha que aquele fala em l√≠nguas, ore, para que as possa interpretar. Foi o que fiz. Com o passar dos anos, fui melhorando mais e mais minha compreens√£o. E agora, muitas das minhas ora√ß√Ķes em l√≠nguas estranhas fazem sentido para mim.
Particularmente, como eu gosto muito de adorar a Deus com louvor, esse é um momento em que o dom de línguas se manifesta, assim como na minha oração diária e devocional.
Estou compartilhando minha experiência para mostrar que não é apenas teoria, é algo real, vivo e poderoso em minha vida. Contudo há regras bíblicas a serem seguidas e além disso, precisamos ter cuidado com as falsas línguas.
Por isso, vamos ficar atentos √†s orienta√ß√Ķes de Paulo.
Administração do Dom de Línguas
Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja. Por isso, quem fala em língua, ore para que a possa interpretar. Pois, se oro em língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera.
Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
Se voc√™ estiver louvando a Deus em esp√≠rito, como poder√° aquele que est√° entre os n√£o instru√≠dos dizer o “Am√©m” √† sua a√ß√£o de gra√ßas, visto que n√£o sabe o que voc√™ est√° dizendo?
Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado. (1 Coríntios 14:12-17)
A administração das línguas estranhas passa pelo bom uso do dom, isto é, não podemos exagerar. Paulo nos informa que o dom de línguas é bom, porém não é tão proveitoso para o entendimento.
Ele mesmo falava mais em línguas do que todos os seus discípulos em Corinto, mas os aconselha a fortalecer o culto com entendimento. Ou seja, Paulo queria que eles soubessem o que estavam fazendo e dizendo, enquanto adoravam a Deus.
O grande motivo disso √©: “Pode ser que voc√™ esteja dando gra√ßas muito bem, mas o outro n√£o √© edificado”.
A reunião cristã, isto é o culto, tem a grande missão de conduzir pessoas a Cristo. Neste ponto as línguas estranhas podem ser mais um bloqueio do que uma condução.
N√£o s√£o poucos os relatos de estranheza, medo e confus√£o causado em pessoas n√£o crentes, que estiveram em reuni√Ķes onde o dom de l√≠nguas √© muito usado. √Č sobre isso que Paulo est√° falando, quem fala √© edificado, mas o outro n√£o.
“Prefiro Falar Palavras Compreens√≠veis”
Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.
Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.
Pois est√° escrito na Lei: “Por meio de homens de outras l√≠nguas e por meio de l√°bios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles n√£o me ouvir√£o”, diz o Senhor.
Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes.
Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos? (1 Coríntios 14:18-23)
Neste trecho Paulo diz aos Cor√≠ntios o quanto gostava do dom de l√≠nguas: “Dou gra√ßas a Deus por falar em l√≠nguas mais do que todos voc√™s”. Mas fica claro no texto que ele o utilizava na intimidade com Deus. Quando estava sozinho ou em grupos pequenos.
Na igreja, ele preferia falar pouco e ser compreendido, a falar muito em l√≠nguas estranhas e ningu√©m entender nada. Isto se torna ainda mais verdade quando observamos que as Escrituras n√£o relatam nenhuma manifesta√ß√£o p√ļblica do dom de l√≠nguas na vida dele.
Línguas Estranhas Na Igreja
E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. (1 Coríntios 14:27,28)
Ele encerra sua instru√ß√£o ordenando aos cor√≠ntios que o dom de l√≠nguas s√≥ deve ser utilizado na igreja por no m√°ximo tr√™s pessoas ao mesmo tempo, com a condi√ß√£o de que haja int√©rprete. Caso n√£o seja feito dessa forma, fere a Palavra de Deus e a ordena√ß√£o apost√≥lica.
Ou seja, um culto onde dezenas, centenas, milhares de pessoas falam em línguas estranhas ao mesmo tempo, não havendo interpretação, é um culto infrutífero para o entendimento.
As pessoas saem de lá até se sentindo muito bem, às vezes, mas sem saber de praticamente nada. O princípio de culto com entendimento é completamente deixado de lado.
√Č da√≠ que nascem as milhares de heresias, pois as pessoas passam a adorar com base no que sentem e n√£o com base no que est√° escrito. Na verdade, estes cultos t√™m forte apelo a emo√ß√£o. Voc√™ √© estimulado a sentir alguma coisa e n√£o a saber, conhecer a Palavra de Deus.
Não vemos isso na Bíblia. A instrução apostólica é muito clara. Não há relatos bíblicos de que Jesus e os seus apóstolos falaram em línguas estranhas ou espirituais, publicamente.
No caso de Pentecostes eles falaram em outros idiomas, ou seja na l√≠ngua dos homens, pois “cada um os ouvia falar em sua pr√≥pria l√≠ngua” (Atos 2:6).
Línguas Estranhas ou Diabo?
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (1 João 4:1)
N√£o √© novidade para nenhum crist√£o que o Diabo √© um mentiroso enganador que tem prazer em perverter o sagrado. Como Pai da mentira, ele se utiliza da falsa manifesta√ß√£o das l√≠nguas estranhas para enganar as pessoas.
O n√ļmero de pessoas que “enrolam a l√≠ngua” acreditando que est√£o falando a l√≠ngua dos anjos √© cada vez maior. Isto tem gerado um grande dist√ļrbio em muitas denomina√ß√Ķes evang√©licas.
A manifestação deste dom está cada vez com maior descrédito, por parte de quem raciocina um pouco. Muitas vezes chega a ser ridículo.
Eu lembro que certa vez eu estava com um grupo de evangelismo em uma área bastante carente, e a igreja local designou uma irmã para nos receber. À porta do Templo, ela nos saudava com línguas estranhas.
Nada de “paz do Senhor”, “boa tarde” ou “tudo bem?”. Foi bizarro!
Coisas deste tipo tem levado um grande n√ļmero de pessoas para longe de Cristo, porque n√£o √© preciso ser muito espiritual para perceber que aquela mulher n√£o estava falando a l√≠ngua dos anjos.
Jesus Cristo ou os apóstolos jamais fizeram ou incentivaram isso.
Qual o Cuidado?
Devemos evitar cultos onde as l√≠nguas estranhas s√£o mal utilizadas. Isto porque o pr√≥prio Diabo pode estar usando pessoas para ministrar maldi√ß√Ķes sobre a vida das pessoas e ningu√©m sabe o que est√° sendo dito.
Prefira cultos onde a Palavra de Deus é ministrada de maneira clara, contundente e objetiva e o dom de línguas é devidamente utilizado, com ordem e interpretação, conforme o mandamento bíblico.
Deus n√£o apoia o “culto Show de L√≠nguas”, na verdade ele o reprova. Isto acontece porque o grande objetivo do culto √© a comunica√ß√£o clara do Evangelho de Jesus, e se dezenas de pessoas falam em l√≠nguas ao mesmo tempo, esse princ√≠pio √© quebrado.
Conclus√£o
O dom de línguas é uma bênção quando utilizado em seu relacionamento pessoal com Deus, é claramente um novo nível de adoração, intimidade e revelação.
Na verdade, é difícil descrever o quanto a manifestação real e saudável desse dom é profunda.
No entanto, precisamos ter cuidado com o mal uso das l√≠nguas estranhas, para que n√£o sejamos v√≠timas do engano e corrup√ß√£o da carne. Muitos crist√£os na √Ęnsia da espiritualidade acabam exagerando e promovendo mais o dom do que o Senhor Deus, e isto n√£o est√° correto.
Sem d√ļvidas as l√≠nguas estranhas s√£o uma grande d√°diva de Deus para sua Igreja e faz uma enorme diferen√ßa no relacionamento com o Senhor.
Eu estimulo você a buscar esse dom, ele é profundo e maravilhoso. Você com certeza vai se surpreender com o resultado. Não esqueça de me enviar um e-mail contando como foi e como está se sentido.
Por fim, eu gostaria de conhecer sua opini√£o. Deixe seu coment√°rio. Tem alguma d√ļvida?
Al√©m disso, n√£o esque√ßa de compartilhar este estudo b√≠blico com o maior n√ļmero poss√≠vel de pessoas, eu acredito que vai ser b√™n√ß√£o na vida delas.
Deus abençoe!



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