quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Presidente da IAP critica a politicagem explícita de líderes evangélicos na politica nos últimos tempos.
Em 2010 o Brasil viveu mais uma eleição em que pôde escolher seus próximos governantes e um fato que ficou claro nas campanhas eleitorais foi a exploração do cristianismo e o envolvimento de conhecidos líderes evangélicos.
GUIA-ME: No período eleitoral que vivemos este ano, muitos líderes evangélicos se envolveram em campanhas políticas, chegando até a aparecer no horário eleitoral dos candidatos, recebendo assim, críticas de muitos eleitores. Na sua opinião, essas críticas têm fundamento? Acredita que houve mesmo um envolvimento maior do que deveria?
Presidente da IAP: Eu me junto com essas pessoas que você diz que criticaram. Eu não quero fazer uma crítica ácida, porque eu não me vejo no direito de fazer isso, mas se essas críticas foram feitas com base no evangelho, eu me junto. A crítica pela crítica não é producente e talvez nem seja cristã, mas a minha crítica é no evangelho. Eu não vejo base no evangelho para um pastor que se diz cristão, seja ele famoso ou não, ir a público ou a púlpito, sobretudo em um programa político nacional de televisão, usar o nome de pastor que tem, o chamado sagrado, sendo que foi esse chamado que lhe deu visibilidade e credibilidade, que lhe deu carinho e respeito de grande parte do povo de Deus; e em nome de uma preocupação com o Brasil indicar um voto. A constituição brasileira diz que o voto é secreto. Que um mundano declare seu voto, eu compreendo, do mundo eu espero tudo, mas de um pastor que se diz grande pregador e portador do evangelho, ir ao programa de um dos candidatos e usar o nome da Igreja, o nome de evangélico e o povo evangélico como se tivesse a palavra para defender em nome dos evangélicos e dizer que esse candidato é melhor que o outro é profundamente lamentável, na minha opinião é totalmente fora dos padrões do evangelho, não vemos esse exemplo em Cristo, nos profetas e nem nos apóstolos. É uma fase muito triste da igreja evangélica brasileira e acho que terá repercussões muito negativas ao longo dos anos futuros.
GUIA-ME: No site da IAP há um recado, dizendo que se algum pastor da igreja se candidatar a algum cargo político ele não deve usar a nomenclatura "pastor" e que a igreja não o irá apoiar com a campanha. Por quê?
Presidente da IAP: A palavra de Deus diz que quem foi chamado para o ministério é santo e, santo significa separado. Ele já foi separado do mundo. Ele está no mundo, mas não é do mundo. Ele não milita mais com as coisas desse mundo. Não é que o cristão tem que ser alienado da sua Pátria e das questões políticas, mas um pastor não pode usar publicamente a sua função pastoral para se envolver com a política que é do mundo. Isso não quer dizer que não tenhamos que cumprir nosso papel cívico. Cada cidadão do céu é, também, cidadão da terra, ele tem que ter compromisso, opinião crítica e tem que saber quem são os candidatos, mas esse é um dever estritamente pessoal. Se ele tem a mente de Cristo ele sabe discernir, ele obedece a constituição, dá o voto secreto e cada um cumpre seu dever cívico, a igreja não se mete com as coisas desse mundo, ou então ela perde a sua força e vai se contaminando e, lamentavelmente, é o que vejo em grande parte da igreja evangélica, sobretudo com os pastores mais famosos. Eu fico preocupado &por que eles estão fazendo isso?&. Tenho artigos da Folha de S. Paulo que mostram que pastores estavam no QG do Serra e tinha muito dinheiro rolando, e tenho artigos que mostram que quando a eleição foi para o segundo turno, grande líderes da igreja evangélica estavam em Brasília e o presidente Lula não apareceu nesse dia, mas ele entrou por trás, negociou com eles e saiu por trás, e a partir dali mudou muito a opinião sobre a outra candidata. Quer dizer, a Igreja está totalmente &lambrecada& em nome de compromisso com a terra, de moralidade e isso é muito grave, porque a Igreja e o pastor têm a missão de pregar o evangelho e não de ficar pregando que algum candidato vai nos salvar. A tua vida vai melhorar porque você tem Deus, porque você trabalha, é obediente, é fiel em tudo que pode e tem a bênção de Deus, é isso que melhora sua vida. E quando um político fizer alguma coisa, seja no nível regional, municipal, estadual ou federal, a Bíblia ensina que ele está sendo usado por Deus; não é o político que melhora sua vida. Se ele faz alguma coisa pela sociedade e pelo lugar em que moramos é porque Deus, em sua soberania, o colocou lá e ele não está fazendo mais que a obrigação dele, mas não significa que eu tenha que apoiá-lo. Eu fui chamado para pregar o evangelho, só.
GUIA-ME: O papel da Igreja é também de orar pelo país. Levando isso em consideração, acredita que tem como a Igreja incentivar essa intercessão pelos governantes sem entrar em debates ou preferências políticas?
Presidente da IAP: Eu diria para você que é dever dela e isso é bíblico. A Bíblia manda orar por todas as pessoas e não só por um pastor, por um presidente de igreja ou por um missionário, ela manda orar por todas as autoridades. É Deus quem coloca um presidente, um governador, um senador. Ele usa a estrutura, usa o ser humano no processo eleitoral para colocar quem Ele quer, Ele que levanta e Ele que abate. É nosso dever orar, mas devemos orar sem cor. O cristão não tem partidarismo. Pessoal ele pode ter, mas não pode ter partidarismo coletivo, sobretudo quando está usando o ministério. Agora ganhou a presidente Dilma, quem votou no Serra e é crente de verdade tem por obrigação orar por ela, e se o Serra tivesse ganho, quem votou na Dilma teria também obrigação de orar por ele, entendeu? Sem cor, sem paixão, porque ele teria sido colocado por Deus, mas não foi ele; na soberania de Deus Ele colocou a Dilma lá e ela terá que dar conta diante de Deus de tudo o que ela vai fazer, mas é nossa obrigação orar por ela, pelos governadores, senadores, levantando mãos santas, como diz a Palavra de Deus.
GUIA-ME: Os três candidatos mais bem votados (Marina Silva, José Serra e Dilma Rousseff) falaram muito sobre cristianismo em suas campanhas. Acredita que isso pode ter acontecido pelo fato deles se darem conta do crescimento da força dos cristãos / evangélicos?
Presidente da IAP: Eu não tenho dúvida disso, por uma interpretação que fiz, por tudo que eu li e assisti. Eu não sou um homem apolítico, pelo contrário, leio todo dia sobre política, quando eu abro um jornal, ou revista, ou internet, o assunto número um do mundo que chega à minha mente e coração é política. Eu sou um pastor e sei o que significa uma lei que eles aprovam no Congresso, sei a influência que vai ter na minha casa, na minha sociedade, no meu bairro e no meu país, só que eu tenho que separar isso do pastorado. Tenho condições de militar sem confundir meu pastorado, sem usar o púlpito politicamente, sem estar falando de candidato. Eu não subo ao púlpito para falar de candidato, a não ser em casos extremos em que a gente perceba claramente que algum governador está explicitamente fazendo coisas que agradam a Deus, é minha obrigação alertar e esclarecer usando o evangelho, não usando cor ou interesses políticos. Porque muitos se levantaram apenas em momento de eleição? Eu fico preocupado, será que tem alguma coisa por trás?
Faço uma ressalva em relação à Marina, mas quero deixar claro que não votaria na Marina, ou em qualquer outro candidato, só por ter o nome de evangélico. Na minha opinião, se ele usar o fato de ser evangélico para querer voto eu já não voto dele. Para mim, ele não tem que ganhar eleição por ser evangélico. Eu voto no candidato diante das propostas dele e da sua plataforma de trabalho. Eu não posso confundi-lo com um crente, porque não estou votando em um cara que vai ser pastor, estou votando em um cara que vai ser presidente, governador, senador. Eu voto no sistema que funciona no mundo, até porque eu não encontro base bíblica para votar em um cara porque ele é crente. Uma coisa é o Reino de Deus, outra coisa é o reino do mundo.
GUIA-ME: Dentro dessa exploração do cristianismo, acha que muito do que foi falado foi forçado como arma para busca de votos?
Presidente da IAP: Se tratando dos três candidatos principais eu vou ser honesto e vou procurar ser muito honesto como é dever de qualquer pastor, eu isentaria a Marina disso aí, porque o que eu a vi fazer em campanha é normal na vida dela. O que eu disse na pergunta anterior é que não votaria nela só pelo fato de ser evangélica, assim como em qualquer outro. Agora, no Serra e na Dilma isso ficou explícito. De fato a presidente eleita disse que era a favor descriminalização do aborto e minha opinião sobre o aborto é bíblica. Sou sempre a favor da vida, mas também procuro entender o que ela quer dizer com descriminalização do aborto, não sou tão louco de não procurar entender o que ela quis dizer, mas ela, de fato, mudou de opinião. Não digo que é errado mudar de opinião, se a gente muda de opinião positivamente é louvável, mas acho que ela mudou por conveniência.
O Serra apareceu lendo a Bíblia em programa de televisão, foi em uma igreja em Foz do Iguaçu, deu a paz do Senhor para todo mundo e arrancou gargalhada dos pastores, foi na ExpoCristã (...) tanto um quanto o outro usaram dessa realidade da força dos evangélicos no voto para se aproximarem. Pura conveniência, na minha interpretação. Eu não acho errado, vendo do ponto de vista deles, porque eles não são crentes; a conduta deles, no mundo, é normal; anormal é a nossa conduta como pastora em fazer essas conveniências, nos envolvermos com a politicagem dizendo que somos pastores, aí sim eu acha grave. Fiquei com vergonha do que vi de pastores fazendo o que fizeram nessa campanha.
GUIA-ME: Acredita que a Igreja evangélica está consciente dessa exploração que houve, ou acha que as pessoas foram manuseadas pelas campanhas?
Presidente da IAP: Acho que tem muita gente consciente, mas tem um número muito grande de evangélicos que são conduzidos, e eles não conduzidos apenas nessa área. Os problemas que a igreja evangélica tem no Brasil são em várias áreas da vida e isso mostra que o povo de Deus... Acho que uma grande parte foi conduzida sim. Essa é a experiência diária da nossa própria igreja, a gente vê que muitos irmãos dependem da opinião de um pastor para muitas coisas, inclusive para isso, que é lamentável. Se o pastor tivesse que dizer alguma coisa, ele devia incentivar os irmãos a lerem as propostas dos candidatos, a procurar saber quem a pessoa é, e elas próprias tirarem suas conclusões; mas quem conduz isso não tem interesse que as pessoas se conscientizem, tem muito pastor vaidoso que não só gosta que as pessoas dependam espiritualmente dele, mas também dependam politicamente e em muitas áreas. São pastores inseguros que precisam estar mais perto de Cristo, porque Cristo dá segurança e quando você tem segurança da sua fé e do seu pastorado, você não pastoreia fazendo as ovelhas de dependentes, mas deixando-as cada vez mais livres para pensar e agir em todas as áreas da vida.

Meus amados Irmãos o papel do Crente é ganhar almas e só isso!
Jesus não fez politica e nos deu exemplo de como viver uma vida santa e cristã!



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

As Orações Contidas no Salmo 119

Introdução: O Salmo 119 é de enaltecimento à lei de Deus. O salmista apresenta seu reconhecimento à perfeição e supremacia dela. Apega-se a ela continuamente; é sua luz e proteção. Em meio às palavras ungidas de reverência, ele intercala orações pertinentes. Algumas são repetidas. Mas faz bem à alma colher o sentido do temor à lei e pedir a bondade de Deus para cumpri-la. Existem situações inusitadas, desafiadoras e aterrorizantes na caminhada do peregrino, mas com a Lâmpada luminosa, com a Palavra no coração, ele chegará ao seu destino final, garboso de contentamento. O crente pode e deve orar como o salmista. Diariamente.

1 – O SALMISTA PEDE QUE SEJA ENSINADO.
V.12 – Bendito és tu, ó SENHOR! Ensina-me os teus estatutos. V.26 – Meus caminhos te descrevi, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos. V.33 – Ensina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim. V.64 – A terra, ó SENHOR, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos. V.66 – Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos. V.68 – Tu és bom e abençoador; ensina-me os teus estatutos. V.108 – Aceita, SENHOR, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca; ensina-me os teus juízos. V.124 – Trata com o teu servo segundo a tua benignidade e ensina-me os teus estatutos. V.135 – Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo e ensina-me os teus estatutos.

2 – PEDE INTELIGÊNCIA.
V.34 – Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei e observá-la-ei de todo o coração. V.27 – Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim, falarei das tuas maravilhas. V.73 – As tuas mãos me fizeram e me afeiçoaram; dá-me inteligência para que aprenda os teus mandamentos. V.125 – Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos. V.144 – A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei. V.169 – Chegue a ti o meu clamor, ó SENHOR; dá-me entendimento conforme a tua palavra.

3 – PEDE QUE SEJA VIVIFICADO.
V.25 – A minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. V.37 – Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade e vivifica-me no teu caminho.

V.40 – Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me por tua justiça. V.88 – Vivifica-me segundo a tua benignidade; então, guardarei o testemunho da tua boca.

V.107 – Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra. V.149 – Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó SENHOR, segundo o teu juízo. V.154 – Pleiteia a minha causa e livra-me; vivifica-me, segundo a tua palavra. V.156 – Muitas são, ó SENHOR, as tuas misericórdias; vivifica-me, segundo os teus juízos. V.159 – Considera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua benignidade.

4 – PEDE A BENEVOLÊNCIA DE DEUS.
V.8 – Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente. V.17 – Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra. V.41 – Venham também sobre mim as tuas misericórdias, ó SENHOR, e a tua salvação, segundo a tua palavra. V.58 – Implorei deveras o teu favor de todo o meu coração; tem piedade de mim, segundo a tua palavra. V.77 – Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia. V.82 – Os meus olhos desfaleceram, esperando por tua promessa; entretanto, dizia: Quando me consolarás tu? V.132 – Olha para mim e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome.

5 – PEDE SOCORRO, SUSTENTO E LIVRAMENTO.
V.28 – A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra. V.94 – Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos. V.116 – Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança. V.117 – Sustenta-me, e serei salvo e de contínuo me alegrarei nos teus estatutos. V.134 – Livra-me da opressão do homem; assim, guardarei os teus preceitos. V.146 – A ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos. V.173 – Venha a tua mão socorrer-me, pois escolhi os teus preceitos. V.170 – Chegue a minha súplica perante a tua face; livra-me segundo a tua palavra.

6 – PEDE PROTEÇÃO CONTRA OS ÍMPIOS, MAUS CAMINHOS E MAUS HÁBITOS.
V.10 – De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. V.22 – Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos. V.29 – Desvia de mim o caminho da falsidade e concede-me piedosamente a tua lei. V.36 – Inclina o meu coração a teus testemunhos e não à cobiça. V.39 – Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons. V.84 – Quantos serão os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem? V.121 – Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores. V.122 – Fica por fiador do teu servo para o bem; não deixes que os soberbos me oprimam.

7 – PEDE QUE SEJA GUIADO POR DEUS.
V.35 – Faze-me andar na verdade dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer. V.133 – Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniquidade alguma. V.176 – Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.

8 – PEDE COMUNHÃO PLENA.
V.18 – Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei. V.19 – Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. V.31 – Apego-me aos teus testemunhos; ó SENHOR, não me confundas. V.38 – Confirma a tua promessa ao teu servo, que se inclina ao teu temor. V.43 – E de minha boca não tires nunca de todo a palavra de verdade, pois me atenho aos teus juízos. V.49 – Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar. V.145 – Clamei de todo o meu coração; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos.

Conclusão: São necessárias a paciência e a perseverança na leitura e na meditação dos preceitos de Deus, exarados na Bíblia, para sermos bem-sucedidos na vida de servos de Deus. Jamais serão confundidos ou frustrados os que atenderem, de bom grado, aos mandamentos do Senhor. A oração é forte aliada dos amantes das Escrituras Sagradas. A repetição da meditação nos tópicos do estudo fará bem ao coração e solidificará o fiel na Rocha Eterna. O Senhor Jesus Cristo disse: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.” Jo 15.10. ARC.



Estudo Bíblico O Poder de Deus

"Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder"? Jó 26:14.

Jó nos dá algumas ilustrações do poder de Deus, e depois diz que isto são apenas as orlas de seus caminhos; e como não podemos entender o trovão de seu poder pouco ouvimos. Nos dias de Jó, os homens deram pouca atenção a Deus; Ele estava fora de seus pensamentos e suas falas. É quase a mesma coisa hoje, pois a natureza humana não muda sozinho! O homem é a mesma criatura orgulhosa, desprezível e rebelde, à parte da graça de Deus. Pouco ouvimos a respeito de Deus em nossos dias, até mesmo em muitas igrejas. E na maioria das aglomerações sociais é tabu falar sobre Deus. O homem é o assunto dos discursos de hoje; são as virtudes humanas e as vitórias humanas que são louvadas e celebradas. Deus está em Seu mundo por providência, mas o mundo não O conhece.

O poder de Deus toma duas direções e tem dois objetivos: salvação e juízo. O poder Divino na salvação é gracioso; Seu poder no julgamento é reto. Seu poder na salvação é a demonstração de Seu amor; Seu poder no juízo é a expressão de Sua ira santa. E o poder divino na graça é igual ao Seu poder no juízo, pois; "Há um só legislador e um juiz que pode salvar e destruir". Tiago 4:12. Se Deus fosse incapaz de salvar (converter) "os vasos de misericórdia", Ele seria incapaz de julgar os vasos "de sua ira". Aqueles que negam a graça irresistível, não podem lógica nem consistentemente pedir a Deus pela salvação dos pecadores. Só podem pedir que Deus tente converter os pecadores, ou que poupe os que convertem a si mesmos. Eles não podem pedir que Deus traga pecadores a Cristo; podem somente pedir-Lhe para tentar atraí-los ou livrar do castigo aqueles que, por si mesmos, vêm ao Salvador.

A visão popular do poder divino na graça é-nos dada por um escritor da seguinte maneira: As flâmulas do exército de Deus param logo fora da entrada da pequena fortaleza do nosso coração, com o convite de nos entregarmos; Seu grande poder, e graça, e amor, esperam pela nossa decisão". Esta afirmação ignora o fato da depravação humana, nega a necessidade de uma obra interior pela graça e falha em ver a verdade do poder do Espírito Santo. Ela é incoerente quando fala da "pequena fortaleza do coração" e ao mesmo tempo falar do "Seu grande amor, poder e graça". O mesmo eleito se encontra nas palavras de um outro pregador popular: "Somos persuadidos a fazer uma escolha". Homem algum pode escolher por nós. O Deus Todo-poderoso não pode fazer nossa escolha. Eu posso virar as costas a Deus e rejeitá-lO, ou posso estender minhas mãos a Ele, pela operação graciosa de Espírito Santo e aceitar Sua salvação". Que mistura confusa e estranha da verdade e do erro! Somos persuadidos a fazer a escolha e devemos escolher a Cristo como nosso Salvador, mas por causa da nossa depravação herdada, ninguém faz tal escolha à parte da graciosa operação do Espírito Santo em convicção e conversão. É verdade que o pecador resiste a Deus até que sua resistência seja vencida pela obra do Espírito Santo, obra que o faz querer a salvação, obra que dá um novo coração e mente ao pecador. Mas pior ainda são as palavras de um outro pregador que descrevem um Deus fraco: "A onipotência em si mesmo é fraca diante da obstinação. Até mesmo uma criança pode sacudir o punho ao Deus Todo-Poderoso e Ele nada pode fazer. Em Provérbios 21:1, lemos: "Como ribeiros de águas assim é o coração do rei está na mão do Senhor, que o inclina a todo o seu querer". Mas a afirmação antecedente O incapacita diante duma criança.

O poder de Deus é uma verdade que deve dar paz e alegria ao coração do crente e atemorizar o coração do descrente. Seja Salvador ou Juiz, Ele é Todo-poderoso. Tanto a salvação quanto o juízo clamam por um Deus poderoso.
A NATUREZA DO PODER DIVINO
1. O Poder de Deus é absoluto. Não há nada impossível para Ele que seja o objetivo do Seu poder. Ele é capaz de fazer muito além do que faz. O exercício de Seu poder só se limita onde Ele deseja limitá-lo. Jó diz que: "O que a sua alma quiser, isso fará". Jó 23:13. João o Batista nos diz que Ele é capaz de levantar para Si filhos de Abraão das pedras. Ele poderia ter mantido Satanás fora do Jardim de Éden e assim poupado nossos pais da tentação que resultou na terrível ruína da raça, mas este não foi Seu desejo. Paulo diz que: "Ele é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos". Efésios 3:20. E Cristo assegura-nos que: "Mas a Deus tudo é possível". Mateus 19:26.

2. O Poder de Deus é original e essencial. O poder humano é derivado de outro, mas o poder divino pertence somente a Deus, e nunca pertenceu a outro. O poder dum país jaz em seus exércitos ou em seus recursos naturais. É da natureza de Deus ser Todo-poderoso. Seu poder não é derivado, mas original e criativo. Ele dá poder às Suas criaturas, mas não deriva delas parte alguma de Seu poder.

3. O Poder de Deus é a vida e atividade de todos os Seus outros atributos, os quais seriam nulos sem este poder. Sem poder, Sua misericórdia seria uma fraca piedade; Sua justiça seria impotente; Suas promessas seriam meras pronunciações e Seu amor seria tão incapaz quanto o de Dario por Daniel. Em vão seriam todos os eternos conselhos, se o poder não os executasse.
AS MANIFESTAÇÕES DO PODER DIVINO
Sejam quais forem as qualidades ou características da natureza Divina, cedo ou tarde se manifestarão e serão exercidas, pois não existem disposições inativas em Deus. Seu poder tem sido exemplificado maravilhosamente no passado, como será também no futuro.

1. O Poder divino apresenta-se na criação. "Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil". Jeremias 32:17. Ao mandado de Deus, o nada tornou-se em algo. Ele falou e foi feito. Ele desejou e assim sucedeu. "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas". Apocalipse 4:11. A palavra "criar" significa "fazer do nada". "Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente". Hebreus 11:3. "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele". Colossenses 1:16. E mesmo todas essas obras não O cansaram, pois Ele é o Todo-poderoso. Isaías 40:28.
2. O Poder de Deus é visto no sustento de toda criação:"sustentando todas as coisas pela palavra de seu poder". Hebreus 1:3. "Todas as coisas subsistem por ele". Colossenses 1:17. "Nele vivemos, e nos movemos, e existimos". Atos 17:28. "Dando-vos chuvas e tempos frutíferos". Atos 14:17. Nós devemos olhar a Ele para nosso pão de cada dia. Mateus 6:11. Mas alguns dizem que tudo acontece pelas leis naturais. Mas Deus criou as leis da natureza e pode assim usá-las ou operar além delas, ou sem elas. Suas mãos não são atadas pelas leis naturais.

3. O Poder de Deus pode ser visto na redenção humana.
A. No nascimento do Redentor. Lucas 1:35. Que imenso poder foi necessário para tirar das imundícias uma coisa limpa! Mas o Espírito Santo foi competente na encarnação da segunda pessoa da Trindade que se tornou Deus conosco; Deus manifesto na carne.

B. Nos milagres de Cristo. Eles foram todas as manifestações do poder divino. Os cegos viram, os aleijados pularam, os mortos viveram, pois assim Ele o desejou.

C. Na morte de Cristo. Aqui está o maior dentre todos os milagres; o mais admirável e estupendo ato de poder jamais exercido: o poder de morrer. Nossa mente fica confusa diante deste pensamento: o poder de morrer! A morte entre os homens é sinal de fraqueza. A vida dos homens lhes é tirada na morte, mas Cristo entregou Sua vida. Ele disse: "Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou". João 10:18. O Senhor Jesus Cristo foi o ator no drama de todos os tempos, quando por sacrifício próprio Ele aniquilou o pecado. Hebreus 9:26. Que ninguém pense em Cristo como vítima do ódio humano. Em Sua morte, Ele fez a obra que Lhe foi designada pelo Pai, como disse: "Este mandamento recebi de meu Pai". João 10:18.

D. Na Ressurreição de Cristo. Ele que teve o poder de dar a Sua vida, também teve o poder de tomá-la novamente. Ele triunfou sobre a morte, os homens e os demônios. Ele que é vida não podia ser segurado pela morte. Sua alma não foi deixada no Hades; nem Seu corpo viu a corrupção. Salmo 16:10; Atos 2:27.

E. Na Sua ascensão. Nosso Senhor e Salvador teve poder de vencer a lei da gravidade e ascender corporalmente ao Pai. Aleluia! Que Salvador é o nosso!
4. O Poder todo-poderoso é manifesto na regeneração dos pecadores. Na regeneração, os homens têm novos corações; novos desejos são neles criados; novos princípios lhes são dados; são tirados das trevas para a luz, e do poder de Satanás para o de Deus, sendo feitos voluntários no dia do poder de Deus. Quando consideramos a cegueira natural e a oposição do pecador, e a fraqueza do agente humano (O PREGADOR), e os meios usados (a loucura da pregação), a obra de conversão é o efeito do poder de Deus. Veja 2 Coríntios 4:7; Efésios 1:19.

5. A preservação final de cada crente é prova do poder divino. Com um só sacrifício Ele pode salvar perfeitamente. Hebreus 10:14. Somos guardados pelo poder de Deus. 1 Pedro1:5. Ninguém nos pode tirar de Sua mão. João 10:28. "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé". 1 João 5:4.

6. O Poder de Deus será demonstrado na ressurreição. O que, além da voz do Todo-poderoso, poderá acordar os mortos? O que, além da força do Todo-poderoso, poderá transformar este corpo vil, horrendo, sujo e adoentado, num corpo glorificado, magnífico e imortal? O que pode nos consolar ao lado da cova, ao ver um de nossos amados sendo enterrado, a não ser o pensamento de um Deus Todo-poderoso que pode ressuscitar (e ressuscitará mesmo) os mortos pela palavra de Seu poder?

7. O Poder de Deus será manifesto no dia do juízo. Naquele dia se tornará aparente quão miserável é a fraqueza do homem e quão grande é o poder da ira de Deus.Pense no poder necessário para derrotar a rebelião de homens e demônios inumeráveis! Mas Deus terá esta competência "quando Ele se levantar para abalar terrivelmente a terra". Isaías 2:21. Veja também o Salmo 



LABAXURIA CANTARARAMÁS. ISSO É 

Uma coisa que sempre me chamou atenção no cristianismo é o dom de línguas. Mesmo quando era recém convertido, sempre achei estranho ver as pessoas falando daquele jeito na igreja, mas com o passar do tempo fui me acostumando.
Agora essa doutrina espalhou e prosperou de tal maneira, que já atinge o espiritismo e até o catolicismo. Sendo assim, me coloquei diante do Altíssimo e pedi direção sobre esse dom.
Ainda estamos orando e estudando, mas vale colocar o que me foi revelado até agora. Me diz o que você acha sobre isso!
Até agora minha conclusão é: língua é não é “labaxuria cantararamás”, mas a capacidade de falar novos idiomas. Onde foi a primeira manifestação expressiva do dom de línguas? Em pentecostes! Para que serviu? Para levar o evangelho a todas as nações. Vamos analisar as Escrituras:
Atos 2
4 – E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 – E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
Repare que havia pessoas de todas as nacionalidades, logo, de idiomas diferentes.
7 – E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando? 8 – Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
9 – Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 – E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
11 – Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
Viu? Eles eram galileus e estavam falando noutras línguas/idiomas, pois todos estavam entendendo. Até aqui podemos afirmar que línguas são idiomas.
Mas 1 Co 13 : 1 justifica o “labaxuria cantararamás”? Vamos ver…
1 Co 13 : 1 – Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
Veja que Paulo está fazendo uma suposição, mesmo porque ele continua dizendo…
2 – E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
Ok! Paulo está falando que o amor supera todos os dons. E mesmo assim, qual língua os anjos falam? Quando Gabriel chegou até Maria ele disse: “labaxuria cantararamás” ou conversou no idioma dela? Analisando as Escrituras no grego você verá que:
1) A expressão grega para “língua”, usada em Coríntios é a mesma utilizada em Atos 2: “glôssa”, que significa “língua de nações” ou “idiomas”;
2) O verbo grego “falar” – “laléo” no mesmo capítulo refere-se à “linguagem humana usual”, do “dia-a-dia”;
Sendo assim, o dom de línguas de 1 Coríntios 14 (e de outros textos) era o mesmo dado pelo Espírito Santo em Pentecostes. E, o problema na igreja de Corinto girava em torno da forma desordenada como o dom era usado.
Como o dom de línguas tem propósitos evangelísticos, Paulo desceu a lenha nos discípulos em Corinto que estavam usando o dom para se mostrar na reunião da igreja. Assim, quem passava por lá não entendia nada. E se o evangelho não for compreendido, as pessoas não serão salvas. Simples assim!
Quero fechar com esses textos de Paulo para Corinto:
1 Coríntios 14 : 5 – E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.
2 – E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?
No versículo dez ele afirma categoricamente que não existem vozes sem “significação”.
9- Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar. 10 – Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação.
Continuando…
19 – Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. 20 – Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.
21 – Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.
Novamente! Está escrito na lei: “Por gente de outras línguas”, ou seja, outros idiomas. Sabemos que o apóstolo Paulo foi um grande missionário e pregou por todo o mundo praticamente, por isso ele disse no versículo dezoito…
18 – Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.
Ele falava mais idiomas que todos os outros, mas sempre com o objetivo de pregar e não de falar besteiras na igreja. Até acredito em uma manifestação especial do Espírito em algumas pessoas, mas jamais isso estará associado ao dia de pentecostes. Pentecostes está para missão, assim como missão está para pregação do evangelho, Na igreja atual, pentecostes está para pessoas caindo e rodopiando na igreja.
Quero fechar dizendo. Não gosto do termo pentecostal, pois tem uma conotação voltada ao “dom de línguas”, quando na verdade trata-se de um acontecimento puramente evangelístico, onde a Verdadeira igreja do Salvador começou a expandir. Hoje vemos pessoas “falando em línguas” e nunca tiveram capacidade de pregar, nem para seus familiares.
Veja o que Jesus falou sobre o tema.
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Como os apóstolos cumpririam o “ide” para todas as nações sem falar novas línguas? Mais uma prova impossível de argumentar.
Espero que esse estudo tenha sido esclarecedor, como foi para mim. Se gostou ou não, espalhe essa mensagem!



Estudo Bíblico Sobre Línguas Estranhas: Verdade ou Mentira?

As línguas estranhas são uma verdadeira bênção e uma das marcas reais de um relacionamento profundo e sincero com Deus. Aquele que possui o dom de línguas “não fala aos homens, mas a Deus”. (1 Coríntios 14:2)
  
Ou seja, é um novo nível de compromisso, intimidade, revelação e conhecimento do nosso gracioso Pai. Contudo, é necessário ter alguns cuidados na utilização e abordagem deste delicado tema.
Neste estudo bíblico eu quero conversar com você sobre os principais aspectos do dom de línguas e compartilhar inclusive a minha própria experiência com ele.
Portanto leia até o final e aproveite a jornada!
Como Tudo Começou?
E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. (Atos 2:1-6)
Após a ascensão de Jesus Cristo ao céu, os discípulos que o seguiam permaneceram juntos em oração, aguardando a promessa de revestimento de poder espiritual, de acordo com a instrução do Mestre.
Juntos em oração, todos eles viram e sentiram o cumprimento da promessa, quando o Espírito Santo os encheu com poder e graça para testemunhar acerca do Evangelho.
Na ocasião, todos eles receberam o dom de línguas humanas, isto é, começaram a ministrar em idiomas que eles naturalmente não conheciam.
Durante a celebração de Pentecostes, Jerusalém ficava repleta de estrangeiros de todas as partes do mundo conhecido da época. Todos vinham adorar ao Senhor e oferecer sacrifícios.
Pois bem, quando os discípulos receberam o dom de línguas, estes estrangeiros puderam entender claramente o que eles diziam, pois “o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.
Neste ponto é muito importante que entendamos que eles não estavam falando línguas estranhas, isto é, espirituais ou línguas dos anjos. Não!
A Torre de Babel
As línguas que eles falaram no dia de Pentecostes eram humanas, o texto deixa isto muito claro. Este evento parece antagônico, isto é, contrário ao que aconteceu na Torre de Babel e a confusão das línguas (Gênesis 11.6 – 9).
No princípio só havia um idioma entre os seres humanos, isso mudou na construção da Torre de Babel, onde o Senhor Deus para interromper a construção, provocou a confusão das línguas e os novos idiomas surgiram.
Em Pentecostes acontece exatamente o contrário. Após o revestimento do Espírito Santo, judeus nativos começam a falar idiomas que jamais conheceram e pessoas de todo o mundo podem ouvir e compreender a mensagem do Evangelho.
Isto nos mostra que a grande intenção de Deus e do poder do Espírito não é promover o “show das línguas estranhas”, mas a pregação clara e genuína sobre Jesus Cristo.
Como Falar em Línguas Estranhas?
Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. (Atos 19:4-6)
Os relatos bíblicos, em sua maioria nos mostram a manifestação das línguas estranhas após o recebimento do batismo no Espírito Santo. Contudo, não podemos afirmar que é uma obrigatoriedade.
Isto ocorre porque as línguas estranhas é um dos dons do Espírito, ou seja, sua manifestação não segue um padrão pré-determinado, como está escrito:
“Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer”. (1 Coríntios 12:11
Observamos que no relato de Atos 19. 4 – 6 o apóstolo Paulo impôs as mãos sobre os crentes e orou, em seguida eles foram cheios do Espírito Santo e receberam o dom de línguas.
No caso de Pedro e a família de Cornélio, eles receberam a plenitude do Espírito Santo e o dom de línguas estranhas enquanto o apóstolo ministrava, ou seja, ele não precisou ao menos tocá-los. O poder da Palavra de Deus foi tão intenso que eles transbordaram da graça.
Oração em Línguas Estranhas: Minha Experiência
Aconteceu por volta do ano 2002, eu era apenas um adolescente. Estava na caminhada cristã havia cerca de um ano. Congregava em uma pequena e tradicional Igreja Batista em Campina Grande, no interior da Paraíba.
Na época eu fazia parte do ministério de louvor como instrumentista, e tínhamos o bom costume de nos encontrar durante a semana na Igreja, para orar.
Orávamos por cerca de trinta ou quarenta minutos, e em seguida um de nós ministrava uma “pequena” palavra. Foi neste período que tive a oportunidade de fazer minhas primeiras ministrações.
À medida que o tempo passava, a intimidade com Deus e entre nós aumentava. Nossas ministrações de louvor eram muito poderosas. Diversas pessoas novas começaram a visitar a congregação e a Igreja crescia.
Certa noite, enquanto orávamos algo muito poderoso aconteceu. Nosso período de oração foi ficando intenso e um grande calor espiritual encheu o ambiente.
Eu lembro que estava concordando com a oração feita, quando de repente algo como um raio transpassou meu corpo. A sensação era a de um choque misturado com a de um abraço muito amoroso.
Percebi que um conjunto diferente de palavras que não faziam sentido, saia da minha boca. Fiquei assustado e me calei. Foi quando ouvi o mesmo som vindo de alguns dos outros adolescentes.
Quando abri a boca para orar novamente, mais uma enxurrada de “palavras estranhas”, mas desta vez não hesitei, continuei falando. Percebi que, embora eu não fizesse a menor ideia do que estava dizendo, a sensação era muito poderosa.
Eu sentia que estava adorando a Deus com minha alma em um nível infinitamente superior. Era como se eu quase pudesse tocá-lo. Por fim, naquela noite de oração cerca de oito adolescentes anônimos e dedicados foram marcados pelo poder de Deus.
Eu gostaria de deixar claro que não havia, nem houve, apelação. A maioria de nós nem sabia o que era batismo no Espirito Santo, lembrando que éramos Batistas tradicionais. 
O que houve nos dias que se seguiram foi espetacular. Muitos de nós fomos marcados com novos dons. Lembro que durante uma ministração de louvor, o nosso vocalista chamou um dos irmãos que estava nos bancos até a frente e profetizou cura sobre a vida dele. Detalhe, nem um de nós conhecia bem aquele homem, muito menos que ele estava enfermo.
Uma semana depois ele testemunhou que havia sofrido um acidente e que estava com uma lesão na coluna, no dia seguinte após a ministração de cura sobre a vida dele, não havia mais dor, nem lesão.
Um verdadeiro avivamento tomou conta da congregação. Que período poderoso e marcante da minha vida!
O Que Quero Dizer?
À medida que o tempo foi passando eu fui entendendo melhor o dom de línguas estranhas. Com bastante estudo bíblico e oração, eu aprendi a administrá-lo de maneira sadia.
O apóstolo Paulo aconselha que aquele fala em línguas, ore, para que as possa interpretar. Foi o que fiz. Com o passar dos anos, fui melhorando mais e mais minha compreensão. E agora, muitas das minhas orações em línguas estranhas fazem sentido para mim.
Particularmente, como eu gosto muito de adorar a Deus com louvor, esse é um momento em que o dom de línguas se manifesta, assim como na minha oração diária e devocional.
Estou compartilhando minha experiência para mostrar que não é apenas teoria, é algo real, vivo e poderoso em minha vida. Contudo há regras bíblicas a serem seguidas e além disso, precisamos ter cuidado com as falsas línguas.
Por isso, vamos ficar atentos às orientações de Paulo.
Administração do Dom de Línguas
Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja. Por isso, quem fala em língua, ore para que a possa interpretar. Pois, se oro em língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera.
Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o “Amém” à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo?
Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado. (1 Coríntios 14:12-17)
A administração das línguas estranhas passa pelo bom uso do dom, isto é, não podemos exagerar. Paulo nos informa que o dom de línguas é bom, porém não é tão proveitoso para o entendimento.
Ele mesmo falava mais em línguas do que todos os seus discípulos em Corinto, mas os aconselha a fortalecer o culto com entendimento. Ou seja, Paulo queria que eles soubessem o que estavam fazendo e dizendo, enquanto adoravam a Deus.
O grande motivo disso é: “Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado”.
A reunião cristã, isto é o culto, tem a grande missão de conduzir pessoas a Cristo. Neste ponto as línguas estranhas podem ser mais um bloqueio do que uma condução.
Não são poucos os relatos de estranheza, medo e confusão causado em pessoas não crentes, que estiveram em reuniões onde o dom de línguas é muito usado. É sobre isso que Paulo está falando, quem fala é edificado, mas o outro não.
“Prefiro Falar Palavras Compreensíveis”
Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.
Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.
Pois está escrito na Lei: “Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão”, diz o Senhor.
Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes.
Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos? (1 Coríntios 14:18-23)
Neste trecho Paulo diz aos Coríntios o quanto gostava do dom de línguas: “Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês”. Mas fica claro no texto que ele o utilizava na intimidade com Deus. Quando estava sozinho ou em grupos pequenos.
Na igreja, ele preferia falar pouco e ser compreendido, a falar muito em línguas estranhas e ninguém entender nada. Isto se torna ainda mais verdade quando observamos que as Escrituras não relatam nenhuma manifestação pública do dom de línguas na vida dele.
Línguas Estranhas Na Igreja
E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. (1 Coríntios 14:27,28)
Ele encerra sua instrução ordenando aos coríntios que o dom de línguas só deve ser utilizado na igreja por no máximo três pessoas ao mesmo tempo, com a condição de que haja intérprete. Caso não seja feito dessa forma, fere a Palavra de Deus e a ordenação apostólica.
Ou seja, um culto onde dezenas, centenas, milhares de pessoas falam em línguas estranhas ao mesmo tempo, não havendo interpretação, é um culto infrutífero para o entendimento.
As pessoas saem de lá até se sentindo muito bem, às vezes, mas sem saber de praticamente nada. O princípio de culto com entendimento é completamente deixado de lado.
É daí que nascem as milhares de heresias, pois as pessoas passam a adorar com base no que sentem e não com base no que está escrito. Na verdade, estes cultos têm forte apelo a emoção. Você é estimulado a sentir alguma coisa e não a saber, conhecer a Palavra de Deus.
Não vemos isso na Bíblia. A instrução apostólica é muito clara. Não há relatos bíblicos de que Jesus e os seus apóstolos falaram em línguas estranhas ou espirituais, publicamente.
No caso de Pentecostes eles falaram em outros idiomas, ou seja na língua dos homens, pois “cada um os ouvia falar em sua própria língua” (Atos 2:6).
Línguas Estranhas ou Diabo?
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (1 João 4:1)
Não é novidade para nenhum cristão que o Diabo é um mentiroso enganador que tem prazer em perverter o sagrado. Como Pai da mentira, ele se utiliza da falsa manifestação das línguas estranhas para enganar as pessoas.
O número de pessoas que “enrolam a língua” acreditando que estão falando a língua dos anjos é cada vez maior. Isto tem gerado um grande distúrbio em muitas denominações evangélicas.
A manifestação deste dom está cada vez com maior descrédito, por parte de quem raciocina um pouco. Muitas vezes chega a ser ridículo.
Eu lembro que certa vez eu estava com um grupo de evangelismo em uma área bastante carente, e a igreja local designou uma irmã para nos receber. À porta do Templo, ela nos saudava com línguas estranhas.
Nada de “paz do Senhor”, “boa tarde” ou “tudo bem?”. Foi bizarro!
Coisas deste tipo tem levado um grande número de pessoas para longe de Cristo, porque não é preciso ser muito espiritual para perceber que aquela mulher não estava falando a língua dos anjos.
Jesus Cristo ou os apóstolos jamais fizeram ou incentivaram isso.
Qual o Cuidado?
Devemos evitar cultos onde as línguas estranhas são mal utilizadas. Isto porque o próprio Diabo pode estar usando pessoas para ministrar maldições sobre a vida das pessoas e ninguém sabe o que está sendo dito.
Prefira cultos onde a Palavra de Deus é ministrada de maneira clara, contundente e objetiva e o dom de línguas é devidamente utilizado, com ordem e interpretação, conforme o mandamento bíblico.
Deus não apoia o “culto Show de Línguas”, na verdade ele o reprova. Isto acontece porque o grande objetivo do culto é a comunicação clara do Evangelho de Jesus, e se dezenas de pessoas falam em línguas ao mesmo tempo, esse princípio é quebrado.
Conclusão
O dom de línguas é uma bênção quando utilizado em seu relacionamento pessoal com Deus, é claramente um novo nível de adoração, intimidade e revelação.
Na verdade, é difícil descrever o quanto a manifestação real e saudável desse dom é profunda.
No entanto, precisamos ter cuidado com o mal uso das línguas estranhas, para que não sejamos vítimas do engano e corrupção da carne. Muitos cristãos na ânsia da espiritualidade acabam exagerando e promovendo mais o dom do que o Senhor Deus, e isto não está correto.
Sem dúvidas as línguas estranhas são uma grande dádiva de Deus para sua Igreja e faz uma enorme diferença no relacionamento com o Senhor.
Eu estimulo você a buscar esse dom, ele é profundo e maravilhoso. Você com certeza vai se surpreender com o resultado. Não esqueça de me enviar um e-mail contando como foi e como está se sentido.
Por fim, eu gostaria de conhecer sua opinião. Deixe seu comentário. Tem alguma dúvida?
Além disso, não esqueça de compartilhar este estudo bíblico com o maior número possível de pessoas, eu acredito que vai ser bênção na vida delas.
Deus abençoe!



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