quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Estudo Bíblico Sobre Línguas Estranhas: Verdade ou Mentira?

As línguas estranhas são uma verdadeira bênção e uma das marcas reais de um relacionamento profundo e sincero com Deus. Aquele que possui o dom de línguas “não fala aos homens, mas a Deus”. (1 Coríntios 14:2)
  
Ou seja, é um novo nível de compromisso, intimidade, revelação e conhecimento do nosso gracioso Pai. Contudo, é necessário ter alguns cuidados na utilização e abordagem deste delicado tema.
Neste estudo bíblico eu quero conversar com você sobre os principais aspectos do dom de línguas e compartilhar inclusive a minha própria experiência com ele.
Portanto leia até o final e aproveite a jornada!
Como Tudo Começou?
E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. (Atos 2:1-6)
Após a ascensão de Jesus Cristo ao céu, os discípulos que o seguiam permaneceram juntos em oração, aguardando a promessa de revestimento de poder espiritual, de acordo com a instrução do Mestre.
Juntos em oração, todos eles viram e sentiram o cumprimento da promessa, quando o Espírito Santo os encheu com poder e graça para testemunhar acerca do Evangelho.
Na ocasião, todos eles receberam o dom de línguas humanas, isto é, começaram a ministrar em idiomas que eles naturalmente não conheciam.
Durante a celebração de Pentecostes, Jerusalém ficava repleta de estrangeiros de todas as partes do mundo conhecido da época. Todos vinham adorar ao Senhor e oferecer sacrifícios.
Pois bem, quando os discípulos receberam o dom de línguas, estes estrangeiros puderam entender claramente o que eles diziam, pois “o Espírito Santo lhes concedia que falassem”.
Neste ponto é muito importante que entendamos que eles não estavam falando línguas estranhas, isto é, espirituais ou línguas dos anjos. Não!
A Torre de Babel
As línguas que eles falaram no dia de Pentecostes eram humanas, o texto deixa isto muito claro. Este evento parece antagônico, isto é, contrário ao que aconteceu na Torre de Babel e a confusão das línguas (Gênesis 11.6 – 9).
No princípio só havia um idioma entre os seres humanos, isso mudou na construção da Torre de Babel, onde o Senhor Deus para interromper a construção, provocou a confusão das línguas e os novos idiomas surgiram.
Em Pentecostes acontece exatamente o contrário. Após o revestimento do Espírito Santo, judeus nativos começam a falar idiomas que jamais conheceram e pessoas de todo o mundo podem ouvir e compreender a mensagem do Evangelho.
Isto nos mostra que a grande intenção de Deus e do poder do Espírito não é promover o “show das línguas estranhas”, mas a pregação clara e genuína sobre Jesus Cristo.
Como Falar em Línguas Estranhas?
Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. (Atos 19:4-6)
Os relatos bíblicos, em sua maioria nos mostram a manifestação das línguas estranhas após o recebimento do batismo no Espírito Santo. Contudo, não podemos afirmar que é uma obrigatoriedade.
Isto ocorre porque as línguas estranhas é um dos dons do Espírito, ou seja, sua manifestação não segue um padrão pré-determinado, como está escrito:
“Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer”. (1 Coríntios 12:11
Observamos que no relato de Atos 19. 4 – 6 o apóstolo Paulo impôs as mãos sobre os crentes e orou, em seguida eles foram cheios do Espírito Santo e receberam o dom de línguas.
No caso de Pedro e a família de Cornélio, eles receberam a plenitude do Espírito Santo e o dom de línguas estranhas enquanto o apóstolo ministrava, ou seja, ele não precisou ao menos tocá-los. O poder da Palavra de Deus foi tão intenso que eles transbordaram da graça.
Oração em Línguas Estranhas: Minha Experiência
Aconteceu por volta do ano 2002, eu era apenas um adolescente. Estava na caminhada cristã havia cerca de um ano. Congregava em uma pequena e tradicional Igreja Batista em Campina Grande, no interior da Paraíba.
Na época eu fazia parte do ministério de louvor como instrumentista, e tínhamos o bom costume de nos encontrar durante a semana na Igreja, para orar.
Orávamos por cerca de trinta ou quarenta minutos, e em seguida um de nós ministrava uma “pequena” palavra. Foi neste período que tive a oportunidade de fazer minhas primeiras ministrações.
À medida que o tempo passava, a intimidade com Deus e entre nós aumentava. Nossas ministrações de louvor eram muito poderosas. Diversas pessoas novas começaram a visitar a congregação e a Igreja crescia.
Certa noite, enquanto orávamos algo muito poderoso aconteceu. Nosso período de oração foi ficando intenso e um grande calor espiritual encheu o ambiente.
Eu lembro que estava concordando com a oração feita, quando de repente algo como um raio transpassou meu corpo. A sensação era a de um choque misturado com a de um abraço muito amoroso.
Percebi que um conjunto diferente de palavras que não faziam sentido, saia da minha boca. Fiquei assustado e me calei. Foi quando ouvi o mesmo som vindo de alguns dos outros adolescentes.
Quando abri a boca para orar novamente, mais uma enxurrada de “palavras estranhas”, mas desta vez não hesitei, continuei falando. Percebi que, embora eu não fizesse a menor ideia do que estava dizendo, a sensação era muito poderosa.
Eu sentia que estava adorando a Deus com minha alma em um nível infinitamente superior. Era como se eu quase pudesse tocá-lo. Por fim, naquela noite de oração cerca de oito adolescentes anônimos e dedicados foram marcados pelo poder de Deus.
Eu gostaria de deixar claro que não havia, nem houve, apelação. A maioria de nós nem sabia o que era batismo no Espirito Santo, lembrando que éramos Batistas tradicionais. 
O que houve nos dias que se seguiram foi espetacular. Muitos de nós fomos marcados com novos dons. Lembro que durante uma ministração de louvor, o nosso vocalista chamou um dos irmãos que estava nos bancos até a frente e profetizou cura sobre a vida dele. Detalhe, nem um de nós conhecia bem aquele homem, muito menos que ele estava enfermo.
Uma semana depois ele testemunhou que havia sofrido um acidente e que estava com uma lesão na coluna, no dia seguinte após a ministração de cura sobre a vida dele, não havia mais dor, nem lesão.
Um verdadeiro avivamento tomou conta da congregação. Que período poderoso e marcante da minha vida!
O Que Quero Dizer?
À medida que o tempo foi passando eu fui entendendo melhor o dom de línguas estranhas. Com bastante estudo bíblico e oração, eu aprendi a administrá-lo de maneira sadia.
O apóstolo Paulo aconselha que aquele fala em línguas, ore, para que as possa interpretar. Foi o que fiz. Com o passar dos anos, fui melhorando mais e mais minha compreensão. E agora, muitas das minhas orações em línguas estranhas fazem sentido para mim.
Particularmente, como eu gosto muito de adorar a Deus com louvor, esse é um momento em que o dom de línguas se manifesta, assim como na minha oração diária e devocional.
Estou compartilhando minha experiência para mostrar que não é apenas teoria, é algo real, vivo e poderoso em minha vida. Contudo há regras bíblicas a serem seguidas e além disso, precisamos ter cuidado com as falsas línguas.
Por isso, vamos ficar atentos às orientações de Paulo.
Administração do Dom de Línguas
Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja. Por isso, quem fala em língua, ore para que a possa interpretar. Pois, se oro em língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera.
Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
Se você estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o “Amém” à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo?
Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado. (1 Coríntios 14:12-17)
A administração das línguas estranhas passa pelo bom uso do dom, isto é, não podemos exagerar. Paulo nos informa que o dom de línguas é bom, porém não é tão proveitoso para o entendimento.
Ele mesmo falava mais em línguas do que todos os seus discípulos em Corinto, mas os aconselha a fortalecer o culto com entendimento. Ou seja, Paulo queria que eles soubessem o que estavam fazendo e dizendo, enquanto adoravam a Deus.
O grande motivo disso é: “Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado”.
A reunião cristã, isto é o culto, tem a grande missão de conduzir pessoas a Cristo. Neste ponto as línguas estranhas podem ser mais um bloqueio do que uma condução.
Não são poucos os relatos de estranheza, medo e confusão causado em pessoas não crentes, que estiveram em reuniões onde o dom de línguas é muito usado. É sobre isso que Paulo está falando, quem fala é edificado, mas o outro não.
“Prefiro Falar Palavras Compreensíveis”
Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês. Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em língua.
Irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos.
Pois está escrito na Lei: “Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo, mas, mesmo assim, eles não me ouvirão”, diz o Senhor.
Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que crêem; a profecia, porém, é para os que crêem, e não para os descrentes.
Assim, se toda a igreja se reunir e todos falarem em línguas, e entrarem alguns não instruídos ou descrentes não dirão que vocês estão loucos? (1 Coríntios 14:18-23)
Neste trecho Paulo diz aos Coríntios o quanto gostava do dom de línguas: “Dou graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês”. Mas fica claro no texto que ele o utilizava na intimidade com Deus. Quando estava sozinho ou em grupos pequenos.
Na igreja, ele preferia falar pouco e ser compreendido, a falar muito em línguas estranhas e ninguém entender nada. Isto se torna ainda mais verdade quando observamos que as Escrituras não relatam nenhuma manifestação pública do dom de línguas na vida dele.
Línguas Estranhas Na Igreja
E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. (1 Coríntios 14:27,28)
Ele encerra sua instrução ordenando aos coríntios que o dom de línguas só deve ser utilizado na igreja por no máximo três pessoas ao mesmo tempo, com a condição de que haja intérprete. Caso não seja feito dessa forma, fere a Palavra de Deus e a ordenação apostólica.
Ou seja, um culto onde dezenas, centenas, milhares de pessoas falam em línguas estranhas ao mesmo tempo, não havendo interpretação, é um culto infrutífero para o entendimento.
As pessoas saem de lá até se sentindo muito bem, às vezes, mas sem saber de praticamente nada. O princípio de culto com entendimento é completamente deixado de lado.
É daí que nascem as milhares de heresias, pois as pessoas passam a adorar com base no que sentem e não com base no que está escrito. Na verdade, estes cultos têm forte apelo a emoção. Você é estimulado a sentir alguma coisa e não a saber, conhecer a Palavra de Deus.
Não vemos isso na Bíblia. A instrução apostólica é muito clara. Não há relatos bíblicos de que Jesus e os seus apóstolos falaram em línguas estranhas ou espirituais, publicamente.
No caso de Pentecostes eles falaram em outros idiomas, ou seja na língua dos homens, pois “cada um os ouvia falar em sua própria língua” (Atos 2:6).
Línguas Estranhas ou Diabo?
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. (1 João 4:1)
Não é novidade para nenhum cristão que o Diabo é um mentiroso enganador que tem prazer em perverter o sagrado. Como Pai da mentira, ele se utiliza da falsa manifestação das línguas estranhas para enganar as pessoas.
O número de pessoas que “enrolam a língua” acreditando que estão falando a língua dos anjos é cada vez maior. Isto tem gerado um grande distúrbio em muitas denominações evangélicas.
A manifestação deste dom está cada vez com maior descrédito, por parte de quem raciocina um pouco. Muitas vezes chega a ser ridículo.
Eu lembro que certa vez eu estava com um grupo de evangelismo em uma área bastante carente, e a igreja local designou uma irmã para nos receber. À porta do Templo, ela nos saudava com línguas estranhas.
Nada de “paz do Senhor”, “boa tarde” ou “tudo bem?”. Foi bizarro!
Coisas deste tipo tem levado um grande número de pessoas para longe de Cristo, porque não é preciso ser muito espiritual para perceber que aquela mulher não estava falando a língua dos anjos.
Jesus Cristo ou os apóstolos jamais fizeram ou incentivaram isso.
Qual o Cuidado?
Devemos evitar cultos onde as línguas estranhas são mal utilizadas. Isto porque o próprio Diabo pode estar usando pessoas para ministrar maldições sobre a vida das pessoas e ninguém sabe o que está sendo dito.
Prefira cultos onde a Palavra de Deus é ministrada de maneira clara, contundente e objetiva e o dom de línguas é devidamente utilizado, com ordem e interpretação, conforme o mandamento bíblico.
Deus não apoia o “culto Show de Línguas”, na verdade ele o reprova. Isto acontece porque o grande objetivo do culto é a comunicação clara do Evangelho de Jesus, e se dezenas de pessoas falam em línguas ao mesmo tempo, esse princípio é quebrado.
Conclusão
O dom de línguas é uma bênção quando utilizado em seu relacionamento pessoal com Deus, é claramente um novo nível de adoração, intimidade e revelação.
Na verdade, é difícil descrever o quanto a manifestação real e saudável desse dom é profunda.
No entanto, precisamos ter cuidado com o mal uso das línguas estranhas, para que não sejamos vítimas do engano e corrupção da carne. Muitos cristãos na ânsia da espiritualidade acabam exagerando e promovendo mais o dom do que o Senhor Deus, e isto não está correto.
Sem dúvidas as línguas estranhas são uma grande dádiva de Deus para sua Igreja e faz uma enorme diferença no relacionamento com o Senhor.
Eu estimulo você a buscar esse dom, ele é profundo e maravilhoso. Você com certeza vai se surpreender com o resultado. Não esqueça de me enviar um e-mail contando como foi e como está se sentido.
Por fim, eu gostaria de conhecer sua opinião. Deixe seu comentário. Tem alguma dúvida?
Além disso, não esqueça de compartilhar este estudo bíblico com o maior número possível de pessoas, eu acredito que vai ser bênção na vida delas.
Deus abençoe!



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MUDAR DE VIDA COM A BÍBLIA Estudo de Apocalipse 21:5 – Comentado e Explicado Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Apocalipse 21:5 Comentário E aquele que estava sentado no trono disse: Provavelmente o Messias, o dispensador das recompensas do céu. Veja as notas em Apocalipse 20:11 . Eis que faço novas todas as coisas – Um novo céu e nova terra Apocalipse 21: 1 , e uma ordem de coisas que correspondem a essa nova criação. O estado anterior das coisas quando o pecado e a morte reinaram será mudado, e a mudança resultante disso deve se estender a tudo. E ele me disse: Escreva – faça um registro dessas coisas, pois elas são fundamentadas na verdade e são adaptadas para abençoar um mundo sofredor. Compare as notas em Apocalipse 14:13 . Veja também Apocalipse 1:19 . Pois estas palavras são verdadeiras e fiéis – Elas são fundadas na verdade e são dignas de crer. 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Apocalipse 1:11 – que dizia: “Escreva num livro o que você vê e envie a estas sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia”. Apesar deste objetivo primário, as sete igrejas do Apocalipse também possuem um significado espiritual para a Igreja de Cristo como um todo. Qual o significado das sete igrejas do Apocalipse? Basicamente existem duas interpretações principais sobre este assunto. Uma das interpretações defende que as sete igrejas do Apocalipse representam sete períodos sucessivos da História da Igreja. Essa interpretação é conhecida como “As Sete Eras da Igreja”. Geralmente essa interpretação é adotada por quem defende a posição Dispensacionalista, mas isso não é regra. Nessa interpretação o significado das sete igrejas do Apocalipse é o seguinte: 1. Éfeso representa a igreja apostólica (30 – 100 d.C.); 2. Esmirna representa a igreja perseguida, a igreja dos mártires (100 – 312 d.C.); 3. 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