segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O Reino de Deus está se cumprindo.

Como andar dignamente diante do Senhor.

Ministério: Palavra, Poder e Unção.
Evangelista Manoel Moura
Uma visão do céu para o Evangelho.

Versículos: Cl 01:09-10.

Referências Bibliográficas: A Bíblia Sagrada (versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel e Nova Versão Internacional).

Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual (Cl 01:09).

A Palavra de Deus nos trás uma série de orações que durante a nossa leitura ou meditação, infelizmente, passam desapercebidas por nós, mas que deveriam ser objeto de um profundo estudo de nossa parte, afinal, lá está o Poder de Deus à nossa disposição para nos auxiliar em nossas jornadas aqui neste mundo.

Uma delas é essa que o apóstolo Paulo fez e que está contida em nosso versículo introdutório. Temos que entrar em oração diante do Senhor e pedir a Ele que nos encha do conhecimento de Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.

Ora, mas para que precisamos conhecer a vontade do Senhor e tomarmos posse da sabedoria e inteligência espiritual? Porque é através delas que podemos andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus (Cl 01:10). De posse dessas bênçãos do Senhor, saberemos como agir em caso de um ataque do inimigo. Cheios do conhecimento da vontade do Senhor, sabedoria e inteligência espiritual teremos como combater as forças das trevas que querem nos levar a sucumbir aos pecados e tentações que se apresentam a nós.

Uma vez que a nossa inteligência espiritual esteja sendo treinada e praticada, consequentemente, ganharemos força espiritual para contra-atacar o inimigo em caso uma ação sua contra as nossas vidas. Uma vez fortalecidos espiritualmente, estaremos em condições de rejeitar a proposta do adversário, afinal, a nossa Comunhão com o Senhor estará plena e atuante.

O apóstolo Paulo fala algo que nos ajudará a entender isso. Ele diz: “Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito” (Ef 03:14-16 – NVI). Nós só caímos quando a nossa Comunhão com Deus está fraca, quando nosso íntimo não está firmado sobre a Palavra de Deus. Logo, um interior enfraquecido significa que o Espírito (Santo) de Deus, não está fixando morada ali. Eis mais uma oração que é necessária que façamos: orar ao Senhor e pedir que Ele fortaleça o nosso íntimo com Seu Poder, ou seja, que recebamos força espiritual da parte do Senhor para as nossas vidas.

Mas por que devemos orar por todas essas coisas? Na seqüência, o Senhor Jesus nos responderá. Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: "Orem para que vocês não caiam em tentação" (Lc 22:39-40 – NVI). Antes de chegarmos à resposta do Senhor, vamos dar uma breve “parada” nesse ponto.

Notemos que Jesus mandou os discípulos orarem para não cair em tentação. O que costumamos fazer é orar quando a tentação já chegou. Não, precisamos orar antes do inimigo chegar, pois, nesse momento já estaremos armados com a Palavra certa para colocá-lo em retirada, Em Nome de Jesus. Lembremos o que disse o apóstolo Pedro, que sejamos sóbrios; vigiemos; porque o diabo, nosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe 05:08).

Retomando, então, a resposta de Jesus. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar: "Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua" (Lc 22:41-42 – NVI). Que coisa linda! O Cristão tem o poder de pedir que a Vontade do Pai seja manifesta sobre ele. E alguém aqui acredita que a Vontade do Pai para um de Seus Filhos será a pior? Que trará problemas ao invés de soluções? Que dificultará ao invés de facilitar? Obviamente que não!

Portanto, vimos que devemos buscar no Senhor sermos cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual, pois, através delas, não somente andaremos dignamente diante do Senhor, mas também agradando-O em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no Seu conhecimento, tudo para que não sejamos vítimas das artimanhas do inimigo, e para que possamos, tanto nos defender dele, como partirmos em contra-ataque, colocando-o para correr de nossas vidas, Em Nome de Jesus. Estamos andando dignamente diante do Senhor, ou apenas aparentando isso? Se a nossa resposta for negativa, por que não fazemos a nossa oração pedindo que o Senhor nos auxilie a receber essas bênçãos agora mesmo? Ousemos crer no Senhor e, na sequência, veremos o resultado em nossas vidas. Muito obrigado Senhor por essa Palavra de Fé. Amém Senhor Jesus!




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Em Agonia num Jardim

Tendo terminado a Festa da Páscoa e tendo sido proferidos o discurso de João 14-16 e a oração de João 17, Jesus atravessou o vale com os onze discípulos para o monte das Oliveiras. Muitas vezes ele se retirou para aquele monte e ia até o jardim do Getsemani para descansar, orar e ter momentos de comunhão com os discípulos, muitas vezes também passando a noite ali (Lucas 21:37; João 18:2). Essa noite era diferente. Ele estava bem consciente do que lhe esperava. Ele já tinha sido traído por um de seus apóstolos e vendido por 30 moedas de prata; o impetuoso Pedro o negaria três vezes antes do galo cantar na manhã seguinte; os demais apóstolos se espalhariam como ovelhas sem pastor; ele passaria pela farsa de um julgamento, seria despido, açoitado, esbofeteado, cuspido e por fim crucificado. Sabendo plenamente tudo o que estava para acontecer, ele procurou um lugar solitário para orar.

Jesus deixou oito dos discípulos na entrada do jardim e disse: "Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar" (Mateus 26:36). Depois levou Pedro, Tiago e João consigo para o jardim. Então aconteceu aquela espantosa e misteriosa agonia: ele começou a ficar profundamente triste, como se estivesse para morrer. Ele se virou para os três e disse: "Ficai aqui e vigiai comigo" (Mateus 26:38). Afastando Jesus só um pouco deles (Lucas 22:41), caiu com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26:39).

O nosso Senhor estava prestes a andar pelo "vale da sombra da morte" e era como uma tempestade que estava sobre ele. Será que estava com medo de morrer? Terá sido esse o motivo de sua agonia? Seria a morte o "cálice" que ele queria que fosse afastado? Podemos estar quase certos de que não era apenas o medo de morrer que o deixou "em agonia" enquanto "seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lucas 22:44). Muitos entre o povo de Deus e mesmo alguns ímpios encontraram-se com a morte e hesitaram com medo; mas sabemos com que segurança e tranquilidade o Senhor suportou a vergonha da cruz.

Não podemos compreender todo o significado dessa agonia por demais tremenda, mas devemos constantemente contemplá-la com respeito e gratidão. Se não fosse o Getsemani, nunca teria havido o Calvário. Ele tinha o poder de convocar 10 mil anjos e gritar "Chega" a qualquer momento, mas ele passou por tudo aquilo por você e por mim. Onde ele conseguiu força para não desistir? Na epístola aos hebreus, temos mais alguns detalhes comoventes: "Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu" (Hebreus 5:7-8). Jesus orou intensamente e verteu lágrimas. Desceu um anjo do céu para consolá-lo e fortalecê-lo, cumprindo Salmo 91:11. Jesus pediu que o "cálice" fosse afastado, mas ele não o foi. Ele ainda tinha de tomar do cálice, mas com a força do Pai e o consolo do anjo, ele teve condições de suportá-lo.

Poucos dias antes dessa agonia no jardim, a impenitência de Jerusalém tinha-lhe arrancado algumas lágrimas; e agora, quando a profunda perversidade dos homens, os pecados dos apóstolos e das autoridades de seu próprio país achavam-se ao seu redor, é bem possível que ele tenha agonizado diante dessa desalentadora perspectiva. Ele tinha amado aquelas pessoas. Ele tinha descido do céu para salvá-las, e elas se apressavam para o pecado mortal, para a completa ruína. Jesus estava bem consciente do fato de que ele seria feito pecado por todo o mundo. Isaías informa-nos que "o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Isaías 53:6). Paulo disse: "Aquele que não conheceu pecado, ele [Deus] o fez pecado por nós" (2 Coríntios 5:21). Uma vez que Deus o fez pecado por todo o mundo, podemos estar certos de que todos os pecados desde o primeiro, cometido por Eva, até o último a ser cometido pelo último homem S todos se fizeram um só fardo de terror acumulado sobre "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Aquele que não tinha pecado estava prestes a ser a nossa oferta pelo pecado. Ele sabia que, por causa de nossos pecados, Deus, o Pai, haveria de abandoná-lo por um breve instante. Na cruz, Jesus exclamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". Embora Deus o amasse como Filho, teve de voltar as costas para Jesus por causa dos nossos pecados.

Jesus veio aos apóstolos como se buscasse a compreensão e a afeição deles, em seu isolamento e em sua profunda tristeza. Mas eles dormiam. "Esperei por piedade, mas debalde; por consoladores e não os achei" (Salmo 69:20). Ele disse a Pedro: "Então nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?" (Mateus 26:40). A tentação estava bem perto. Eles precisavam estar atentos; eles precisavam orar.

Três vezes ele agonizou em oração. Com tranquilidade, ele pôde por fim dizer: "Se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade". Era chegada a sua hora, e ele estava pronto. Ele tinha educado a sua vontade humana chegando à completa resignação, à harmonia absoluta com a vontade do Pai. Ele estava pronto para morrer por você e por mim.



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Como Vencer os Ventos Contrários?

“E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário; mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.” – Mateus 14:22-33.
Em nossa trajetória nessa vida enfrentamos, em determinados momentos, ventos e tempestades arrasadores, situações inesperadas que ultrapassam nossa capacidade e nossa força. Não importa se você é um doutor formado na melhor universidade ou se você é uma pessoa humilde que não teve oportunidades de estudar; não importa se você é rico ou pobre, se é empregado ou patrão, se é capacitado ou não… Quando um vento contrário nos atinge esses “rótulos da sociedade” deixam de existir e a situação torna-se insustentável. A pergunta aqui é: o que fazer para vencer os ventos contrários? Como agir diante das adversidades da vida?
Veremos nessa mensagem o exemplo deixado pelos discípulos no Mar da Galiléia e aprenderemos como superar os momentos adversos que atingem cada um de nós.
1- Esteja enquadrado na vontade de Deus
Se lermos atentamente  Mateus 14:22 perceberemos que os discípulos não estavam no Mar da Galiléia a toa. Em Mateus 14:22 diz: “Logo em seguida ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão”.
Os discípulos foram para o mar obedecendo a ordem de Jesus, seguindo assim a vontade do Senhor. Não estavam lá por capricho, nem a passeio, mas tinham uma ordem para cumprir. Dessa maneira aprendemos o primeiro ensinamento para quem quer vencer os ventos contrários: enquadre-se na vontade do Senhor, obedeça as Suas ordens.
Se você for submisso a Deus, obedecendo-lhe em tudo e ouvindo a Sua voz, certamente Ele verá a sua situação e virá como seu socorro bem presente no momento da angústia para livrá-lo do mal.
O Senhor não requer sacrifícios dos homens, mas obediência! Veja a resposta do profeta Samuel para Saul quando este tentava justificar-se de sua desobediência ao mandado de Deus:
“Porém Samuel respondeu: Tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça a sua palavra? Obedecer é melhor do que sacrificar, e atender melhor é do que a gordura de carneiros.” – I Samuel 15:22
Por isso não adianta fazer sacrifícios, votos a Deus ou promessas de espécie alguma. O Senhor não requer isso e não é isso que O agrada. Quer ser agradável ao Senhor? Então obedeça a Sua vontade, submeta-se a Cristo e você verá a recompensa que o bom servo recebe de seu Senhor.
“O seu senhor lhe disse: Bem está servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu senhor.” Mateus 25:21
2- Não questione ao Senhor
Na mesma narrativa em Marcos 6:31-32 vemos que Jesus, ao receber os discípulos (pois havia enviado os doze, de dois em dois, pelas cidades, para anunciar as boas novas do reino dos céus) pretendia levá-los para um lugar deserto, a fim de que eles se alimentassem e descansassem. Mas no versículo 33 vemos que as multidões, vendo-os sair, seguiram eles e chegaram antes deles ao local para o qual estavam se dirigindo.
Os discípulos estavam cansados e não tiveram tempo de descansar, apesar de Jesus ter tentado dar-lhes descanso, pois o povo não permitiu. Logo depois o Senhor mandou-lhes entrar no barco e ir para o outro lado do mar. Eles estavam cansados e ainda receberam essa ordem e teriam que remar, gastando mais energia para cumprir a vontade do Senhor.
Um ponto interessante aqui é que não vemos nenhum deles resmungando, nem questionando, nem reclamando. Eles só queriam obedecer. Esse é o segundo ensino para vencermos os ventos contrários: não questione a ordem que você receber de Deus, mesmo que você já esteja cansado pelas lutas e situações do seu cotidiano. Lembre-se que na parte C de Romanos 12:2, está escrito que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. Siga essa vontade, não questione nem murmure e o Senhor te fará prosperar e vencer.
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” – Salmo 37:5
3- Não desista! Lute!
Os discípulos de Jesus, nessa passagem que lemos, nos dão um grande exemplo acerca de perseverança e luta. Quando lemos novamente a passagem em Mateus 14:23-24 vemos que ao cair da tarde, Jesus estava sozinho no monte orando e o barco já estava no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário.
Para compreendermos a lição de perseverança que os discípulos nos dão, você deve saber algumas coisas sobre o Mar da Galiléia e a contagem de tempo naquela época. Primeiramente, apesar do nome muitas vezes ser dado como Mar da Galiléia, na verdade se trata de um lago com aproximadamente 21 quilômetros de comprimento por 13 quilômetros de largura que, muitas vezes, era açoitado por fortes ventos e tempestades.
Vemos que ao cair da tarde os discípulos já estavam no meio do mar, sofrendo com os ventos contrários. O cair da tarde para os judeus indica o fim do dia e princípio da noite, correspondente ao horário das 18 horas. A noite e o dia para os judeus são divididos em 12 horas, de forma que do nascer ao pôr-do-sol é contado 12 frações de tempo e o mesmo para a noite. No caso da noite, os judeus contavam como vigílias de 4 horas cada, existindo assim 3 vigílias e os romanos contavam 4 vigílias de 3 horas. Os autores dos evangelhos fizeram uso da vigília romana para indicar o tempo que os discípulos ficaram no mar. Assim no versículo 25 vemos que os discípulos continuavam lutando contra a fúria do vento e já era a quarta vigília da noite, ou seja, entre 3 e 6 horas da manhã.
Eles estavam remando há cerca de 9 horas sem parar tentando cumprir a vontade de Jesus e chegar do outro lado. Lembre-se que a extensão desse mar é 13 Km de largura e eles não estavam na parte mais larga. Eles estavam remando e remando sem sair do lugar a horas, continuavam no meio do mar. Suas forças certamente estavam acabando. Eles eram homens acostumados com o mar (eram pescadores), tinham experiência nessa área, técnicas para enfrentar ventos e ondas impetuosas, mas apesar de tudo isso não estavam conseguindo vencer a situação.
Talvez seja exatamente isso que você esteja enfrentando hoje. Uma situação incontrolável, que foge de sua capacidade de solucionar. Talvez você já tenha usado todos os recursos, toda a sua experiência e conhecimento, sem resultado nenhum. Suas forças, assim como os discípulos, podem estar acabando… Mas não pare de lutar! Faça como o exemplo dos discípulos: lute, persevere, aguente firme, esforce-se ao máximo porque o Senhor virá em teu auxílio. Ele vai te ajudar nessa situação, creia e persevere! Não desista, pois não há vento nem tempestade que possa impedir o Senhor de te abençoar. Ele está vendo o seu esforço e a sua luta, porque nada passa despercebido aos olhos do Senhor.
Leia o que está escrito em Marcos 6:48: “E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando por sobre o mar”.
Jesus viu o esforço deles e que já estavam cansados de lutar. Ele também está vendo o seu esforço e, assim como veio em socorro dos discípulos naquele tempo, também virá em seu socorro nesse tempo presente, pois “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamente” – Hebreus 13:8.
Tome posse dessa palavra e fique firme em Nome de Jesus!
4- Jesus andou sobre o mar
O nosso Deus é Todo Poderoso, tem todo o poder no céu e na terra. Ele andou por sobre o mar, não se importando com a fúria dos ventos ou a força das ondas. Sabe por que Ele fez isso? Para mostrar a nós o seu eterno poder e para que saibamos que não há limites nem impossíveis para Ele.
Aquilo que tem pesado sobre você não tem peso algum para o Senhor. A situação que tem oprimido e perturbado você não é maior do que o nosso Deus! Jesus caminhou por sobre o mar para mostrar aos discípulos que aquilo que os estava oprimindo por horas não era nada diante Dele e estava totalmente em Seu controle, debaixo de Seus pés. O mar revolto e as ondas ficaram sob os pés de Jesus, que caminhava sobre elas calmamente.
Isso é profético para a sua vida! Não importa o tamanho do problema, nem a força do vento contrário, Jesus Cristo tem poder para andar sobre essa adversidade e te dar a vitória! Creia Nele de todo o seu coração, aguente firme e veja o livramento do Senhor sobre a sua vida!
5- A dúvida e a fé
No versículo 28 até o 31 vemos algo muito interessante acerca da fé e da dúvida. A fé é o agente que move o poder de Deus a favor daquele que crê. A dúvida faz o homem se perder e afundar. Observe o que ocorre com Pedro: ele pede ao Senhor uma palavra para poder andar sobre as águas (versículo 28); o Senhor profere a palavra e Pedro começa a andar pelas águas (versículo 29); enquanto conservou a fé no que Jesus disse manteve-se em pé sobre a situação; pela fé caminhou em meio a ondas e forte vento, o que os discípulos, juntos, não conseguiam vencer.
A fé fez com que Pedro andasse sobre as águas e, se ele tivesse conservado a fé, teria chegado a Jesus tranquilamente. Contudo, observando em volta e vendo a fúria do vento e do mar ele temeu, duvidou, e a fé deu lugar a incerteza, fazendo-o afundar (versículo 30).
A dúvida e a fé cumprem papéis antagônicos na nossa vida. A primeira te faz afundar, a segunda te faz caminhar. A primeira te faz cair, a segunda te faz levantar. A primeira move a situação sobre você (quando Pedro duvidou o mar começou a engoli-lo), a segunda move você sobre a situação (te faz caminhar sobre o mar).
Portanto, crer no Senhor e conservar a fé é outro ensinamento que uma pessoa deve aprender para vencer os ventos contrários e o mar revolto.
6- O vento cessa quando Jesus entra no barco
Observamos na leitura de Mateus 14:22-32 que em todo o tempo da narrativa o vento não parou de soprar contra o barco dos discípulos. Eles remam por cerca de 9 horas e o vento estava soprando. Jesus começa a caminhar por sobre as águas e o vento não cessou. Pedro pede permissão e vai ao encontro de Jesus por sobre o mar e o vento continua forte. O Senhor salva a Pedro de se afogar e o vento continua soprando. Somente no versículo 32, quando Jesus entra no barco, o vento cessou.
Sabe qual é o ensinamento em tudo isso? O ensino é que não importa o quanto você lute, nem o quanto se esforce, o vento na sua vida só vai cessar se Jesus puder entrar no seu barco! Tudo o que dissemos aqui: obediência ao mandamento, não questionar as ordens recebidas, perseverança, ter fé, somente terá resultado contra os ventos contrários se Jesus entrar no barco da sua vida.
Portanto, se você está enfrentando um forte vento contrário, se você esforçou-se e lutou, mas não conseguiu sair dessa situação, não perca mais tempo. Entregue o controle de seu barco a Jesus, convide-o para entrar em sua vida. Somente assim o vento que te castiga até agora irá cessar e você poderá chegar ao outro lado.
Se você ainda não entregou a vida a Cristo, confessando-o como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador ou se você está caído, afastado do evangelho, venha para os braços do Pai hoje. Entregue a sua vida a Ele, confesse os seus pecados, confie Nele e então verá o rumo de sua embarcação mudar, sua história não será mais a mesma e as bênçãos do Senhor serão derramadas sobre você!
Transforme o vento contrário em brisa suave que sopra em seu favor confessando a Jesus Cristo como seu Único e Suficiente Salvador.
Que Deus os abençoe em Nome de Jesus Cristo!



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