quarta-feira, 3 de julho de 2019

O Perdão

  TEMA: OBEDECENDO PARA SER CHEIOS DE DEUS       

 

 II Crônicas 7-14

         “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar (converter) dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

 Deus nos ama

E se o meu povo
         Demonstração do grande amor de Deus para conosco – mesmo esse povo muitas vezes encontrando-se rebelde, o Senhor Deus classifica-os como povo dele.
          O AMOR DE DEUS é Imensurável (Não pode ser medido).
          O amor de Deus excede todas as coisas, e a cada momento, minuto, segundo, o Senhor Deus nos mostra o seu amor: Através dos livramentos constantes em nossa vida, livramentos este que muitas vezes vimos e livramentos que Deus não nos permite nem ver.
          Deus deu várias vitórias à Israel através do Rei Davi: I Crônicas Cap. 18:1-17, demonstrando seu amor para com o seu povo.
          Após o reinado de Davi, Deus levantou à Salomão seu filho para reinar sobre Israel, I Crônicas 29:1.
          A primeira coisa que Salomão fez quando assumiu o trono que era de Davi, foi oferecer holocaustos em sacrifícios a Deus.
          A segunda coisa foi pedir sabedoria a Deus, para reinar sobre o povo.
          A terceira coisa foi edificar um templo (a casa do Senhor) para oferecer sacrifícios e holocaustos à Deus.
          Essa casa era edificada de ouro, prata, linho – II Crônicas Cap. 2 – E ESTA CASA SOMOS NÓS HOJE.
          Tudo isso era o incomparável amor de Deus para com o seu povo que ele tanto ama.
 Que se chama pelo meu nome:
          O Senhor Deus houve as petições, quando chamamos pelo seu nome, porque sabemos que no nome Dele há poder. E não existe outro nome em que podemos chamar se não ao Senhor Deus por Jesus Cristo através da pessoa bendita do Espírito Santo.
 Porém, a benção é condicional; logo então temos que:
1.    Nos humilhar
2.    Orar
3.    Buscar à face do Senhor
4.    Se desviar dos maus caminhos
Se humilhar
         A palavra humilhar significa tornar-se humilde, e uma pessoa humilde nela há humildade.
 Humildade significa:     1º - Virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza.
                                    2º - Modéstia:     a) Ausência de vaidade
                                                                b) Simples, simplicidade: forma natural de
                                                                    Viver, falar, agir.
                                                                c) Despretensioso, sem pretensões.
                                    3º - Submissão: a) Ato ou efeito de submeter-se a uma
                                                                     Autoridade, à uma lei.
                                                                b) Aceitação de um estado de dependência
 
O Senhor Deus nos deu o maior exemplo de humilhação:
 “Isaias 7: 14 Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel(Deus conosco).”
 “Joao 1: 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.”
 Ou seja: O Senhor Deus se despiu de sua glória, e veio habitar em nós, humilhou-se a si mesmo, nos dando o exemplo de que é necessário nos esvaziarmos do nosso “eu” e nos vestirmos de Deus, para verdadeiramente sermos vencedores.
 Orar
          Orar significa dizer ou fazer súplicas.
 Suplicar significa:            1º - Pedir com humildade.
                                       2º - Rogar, rogatória: solicitação feita a juiz ou tribunal de
                                              Outro país para que determine o cumprimento de certos
                                              Atos que fogem à jurisdição de quem solicita.
                                       3º - Súplice: a palavra súplice é derivada de suplicar e
                                              significa: prostrar-se pedindo.
 Jesus (O verbo que se fez carne e habitou entre nós), tinha uma vida de oração, nos deixando o exemplo que neste mundo que vivemos precisamos seguir seu exemplo:
Mateus 14: 23 Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho.
Mateus 26: 36 Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsemani, e disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.
Mateus 26: 44 Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
 Buscar a Face do Senhor
          Buscar significa:
                                     1º - Descobrir: tirar cobertura que ocultava
                                      2º - Encontrar: se deparar com alguém ou algo
                                      3º - Conhecer: a) ter conhecimento de algo ou alguém
                                                               b) saber muito bem sobre algo ou alguém
Em Genesis 32:28, a Bíblia ensina que Jacó (aquele que segura pelo calcanhar) lutou com Deus e com os homens e prevaleceu, e passou a chamar-se Israel (que reina com Deus).
Isso quer dizer que vivendo desordenadamente não conseguiremos prevalecer diante de Deus, mas, se procurarmos viver em santidade prevaleceremos, foi o que aconteceu com o ex-Jacó que recebeu o nome de Israel. Esta promessa é para nós aqui na terra, e também para quando formos morar com Ele no céu, reinaremos com Ele.
 se Desviar (converter) dos maus caminho
          Desviar (converter) vem a ser:
                                       1º - Mudar de direção, mudar de destino
                                        2º - Afastar-se de lugar onde se encontrava
 O Senhor Deus conhece os que se desviam dos caminhos tortuosos:
 “Jó 1: 8 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?”
 “Jó 2: 3 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? Ele ainda retém a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.”
 Jó foi um homem vitorioso em Deus e tinha o nome comentado no céu, por se desviar dos maus caminhos aqui na terra.
 Nós também poderemos desfrutar da mesma benção que Jó desfrutou, se procurarmos seguir este exemplo de Jó na presença de Deus.
Então eu Ouvirei dos Céus.
          Deus ouve quando falamos com Ele.
 Ouvir significa: a) Escutar ou estar atento para ouvir
                        b) Prestar atenção para ouvir alguma coisa
 “João 9: 31 sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse ele ouve.”
 A melhor coisa que existe é podermos abrir o coração para alguém e lhe falar o que estamos sentindo, sejam alegrias, sejam tristezas, etc. O Senhor Deus está sempre aberto a ouvir quem é temente a Ele.
 Perdoarei os seu pecados
 Possuímos uma natureza pecaminosa infelizmente, e quando passamos da lei da inocência (criança, pré-adolescente, adolescente) para a lei da consciência (adolescentes, jovem, adulto), nos deparamos com este conhecimento. E o único que pode perdoar e nos livrar dos nossos pecados é Jesus Cristo.
 Romanos 3: 23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;
 Romanos 5: 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.
 Romanos 8: 1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
 2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.
 E Sararei a sua terra
          Sarar: Significa curar: restituir a saúde de quem estava doente física ou espiritualmente.
 O Senhor Deus nunca nos deixará a nossa própria sorte, se procurarmos sempre buscar a ele, e termos uma vida de renúncia, e colocarmos a nossa Fé em prática sempre.
 Hebreus 11:
 1 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.
 2 “Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho”.
 3 “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê”.

 

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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: