segunda-feira, 25 de novembro de 2019

DEUS, EU E A B√ćBLIA


Como conhecer a verdade?


Os judeus que criam em Cristo haviam se arrependido? Eles sofreram uma revolu√ß√£o de pensamento a respeito de seus pontos de vista? N√£o! Eles n√£o se arrependeram, e nem acataram o ensinamento de Cristo, visto que retrucaram o Mestre dizendo: Somos descend√™ncia de Abra√£o, e nunca fomos escravos de ningu√©m” ( Jo 8:33 ). A atitude mental dos judeus que criam em Cristo √© id√™ntica a dos escribas e fariseus que iam ao batismo de Jo√£o Batista. Apesar de serem alertados que deviam mudar de concep√ß√£o porque era chegado o reino dos c√©us, permaneciam acreditando que haviam herdado os c√©us por serem descendentes de Abra√£o.

Como conhecer a verdade?
Os verdadeiros discípulos
Certa feita o Senhor Jesus alertou os judeus que ‘criam’ n’Ele dizendo: “Se v√≥s permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus disc√≠pulos…” ( Jo 8:31 ).
Através deste alerta, o Mestre por excelência, além de evidenciar o que havia no coração de alguns dos seus seguidores, também nos deixou uma grande lição.
Jesus deixa claro aos seus ouvintes que h√° uma condi√ß√£o a ser satisfeita para que os judeus pudessem ser seguidores verdadeiros “Se v√≥s permanecerdes na minha palavra…”. A part√≠cula ‘se’ introduz uma condi√ß√£o.
Caso os judeus que criam em Cristo permanecessem no seu ensino, verdadeiramente seriam seguidores (discípulos) de Cristo. Após serem verdadeiros discípulos, então conheceriam a verdade, e a verdade haveria de libertá-los.
O alerta solene do Mestre demonstra que os judeus, que o apóstolo João enfatizou que criam em Cristo, na verdade:
§  N√£o criam n’Ele como diz as escrituras;
§  N√£o eram seus disc√≠pulos;
§  N√£o conheciam a Verdade, e;
§  Eram escravos do pecado.
Por defini√ß√£o, disc√≠pulo √© aquele que segue outrem em suas ideias, ensinamentos ou posi√ß√Ķes ideol√≥gicas. N√£o basta dizer ser disc√≠pulo, antes √© necess√°rio comungar das mesmas ideias do Mestre.
O verdadeiro disc√≠pulo √© aquele que acata o ensinamento do seu mestre e permanece naquilo que foi ensinado. Ora, para tanto √© necess√°rio ao disc√≠pulo renunciar os seus pr√≥prios conceitos e acatar o ensinamento do Mestre. √Č necess√°rio haver no disc√≠pulo uma mudan√ßa de concep√ß√£o acerca da mat√©ria que lhe foi transmitida pelo Mestre.
Esta mudança de pensamento ou de ponto de vista é o que se denomina de arrependimento. O verdadeiro arrependimento diz de uma mudança de entendimento, mudança de pensamento, de propósito, ou de ponto de vista referente a uma determinada matéria.
O verdadeiro discípulo é aquele que adquire outra atitude mental com base no do que lhe foi ensinado pelo Mestre. No discípulo deve ocorrer uma revolução de entendimento no seu ponto de vista, deixando para trás o entendimento que lhe era tão caro. Abandonar os próprios conceitos diante da mensagem de Cristo é o que denominamos de arrependimento.
Os judeus que criam em Cristo haviam se arrependido? Eles sofreram uma revolu√ß√£o de pensamento a respeito de seus pontos de vista? N√£o! Eles n√£o se arrependeram, e nem acataram o ensinamento de Cristo, visto que retrucaram o Mestre dizendo: Somos descend√™ncia de Abra√£o, e nunca fomos escravos de ningu√©m” ( Jo 8:33 ).
A atitude mental dos judeus que criam em Cristo é idêntica a dos escribas e fariseus que iam ao batismo de João Batista. Apesar de serem alertados que deviam mudar de concepção porque era chegado o reino dos céus, permaneciam acreditando que haviam herdado os céus por serem descendentes de Abraão.
Jo√£o Batista j√° havia alertado os escribas e fariseus a mudarem de ponto de vista (arrependei-vos), visto que era chegado o Cristo, o reino dos c√©us entre os homens ( Mt 3:2 ). Por√©m, mesmo ap√≥s serem batizados, continuavam professando que eram salvos por serem descendentes de Abra√£o “E n√£o presumais de v√≥s mesmos, dizendo: Temos por Pai a Abra√£o ( Mt 3:9 ).
O verdadeiro disc√≠pulo n√£o presume de si mesmo, antes acata o ensinamento do seu Mestre. O verdadeiro disc√≠pulo muda de concep√ß√£o, ou seja, arrepende-se, quando aprende do Mestre, e n√£o segue dizendo como os judeus: Somos descend√™ncia de Abra√£o, e nunca fomos escravos de ningu√©m” ( Jo 8:33 ).

O Conhecer
Que tipo de conhecimento Jesus prop√Ķe aos seus ouvintes?
O lexic√≥grafo Aur√©lio assim define o verbo conhecer:
“v.t.d. 1. Ter no√ß√£o ou conhecimento de; saber. 2. Ser muito versado em; saber bem. 3. Ter rela√ß√Ķes ou conviv√™ncia com. 4. Travar conhecimento com. 5. Reconhecer. 6. Apreciar, avaliar. 7. Ter experimentado (algo). 8. Ter estado em (certo lugar). 9. Ter rela√ß√Ķes sexuais com. T.i. 10. Ter grande saber, ou compet√™ncia: O juiz conhecia da causa. P. 11. Ser consciente de si mesmo, dos seus valores e limita√ß√Ķes”.

Dentre tantas possibilidades, qual o sentido exato da palavra ‘conhecer’ na frase: “… ent√£o conhecereis a verdade e a verdade vos libertar√°” ( Jo 8:32 ).
Um estudioso mais cauteloso busca aprimorar o seu campo de pesquisa analisando a palavra grega traduzida por ‘conhecer’ (‘g√≠nomai’ ou ‘ginosco’ ou ‘gign√≥sko’ s√£o, na sua forma, um verbo), pois o Novo Testamento foi redigido na l√≠ngua grega.
Outros, na tentativa de encontrar o melhor significado sem√Ęntico da palavra “gn√īsesthe“ que foi utilizado por Jesus, estudam a literatura grega e os seus diversos escritores, como S√≥crates, Plat√£o, Arist√≥teles, etc. Desta pesquisa, nem os escritos ap√≥crifos e gn√≥sticos escapam a an√°lise.
Palavras como ‘gnose’, um substantivo que deu origem a outra palavra, ‘gn√≥stico’, det√©m o significado de um conhecimento espiritual, m√≠stico. Da√≠ percebe-se que, desde aquele tempo a palavra deixou de ter o significado de mero conhecimento cultural, para contemplar algo que d√° sentido a exist√™ncia humana.
Tais buscas esgotam as possibilidades? N√£o!
O leitor do Novo Testamento precisa estar atento, pois o melhor significado das palavras empregadas por Cristo e os seus ap√≥stolos n√£o s√£o provenientes das trag√©dias gregas, ou das religi√Ķes que surgiram √† √©poca. Antes, os termos empregados pelos escritores do Novo Testamento est√£o intimamente ligados semanticamente aos termos e ideias dos voc√°bulos e textos do Antigo Testamento.
Diante desta busca por saber, os estudiosos mais cautelosos n√£o podem deixar de considerar que a doutrina de Cristo tem por base o Antigo Testamento, pois Ele mesmo assevera: “Examinais as Escrituras, porque v√≥s cuidais ter nelas a vida eterna, e s√£o elas que de mim testificam” ( Jo 5:39 ).
Qualquer tentativa de interpretar as palavras de Cristo e dos ap√≥stolos utilizando somente o significado sem√Ęntico pertinente √† literatura e a filosofia grega, √© temer√°rio.
Com base no Antigo Testamento, qual o significado do termo ‘conhecer’ nos versos seguintes:
§  “Ent√£o foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” ( Gn 3:7 );
§  Conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque” ( Gn 4:25 ).
O primeiro uso do termo hebraico traduzido por ‘conhecer’ (Ya.dh√°‛ ) refere-se a ‘ter no√ß√£o ou conhecimento que’ estavam despidos. O segundo verso apresenta outro sentido para o mesmo termo: coabitar, uni√£o intima.
Os termos ‘Ya.dh√°’’ (hebraico) e ‘gi.n√≥.sko’ (grego) s√£o utilizados de modo similar. Compare: Gn 4:17 com Mt 1:25 e Lc 1:34 . Esta similaridade sem√Ęntica entre as palavras hebraicas do A.T, e as ideias aplicadas ao grego do N. T., demonstra que o significado prim√°rio das palavras utilizadas por Jesus e seus disc√≠pulos derivam do Antigo Testamento.

‘Conhecer’ a Verdade
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se v√≥s permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus disc√≠pulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertar√°. Responderam-lhe: Somos descend√™ncia de Abra√£o, e nunca servimos a ningu√©m; como dizes tu: Sereis livres?” ( Jo 8:31 -33)

Antes de permanecer na palavra de Jesus tornando-se um verdadeiro disc√≠pulo √© necess√°rio aprender d’Ele. Como aprender do Mestre? Adquirindo saber, conhecimento, ou seja, inteirando-se das palavras do Mestre. S√≥ √© poss√≠vel tornar-se disc√≠pulo de Cristo quando se aceita o convite solene: “… aprendei de mim, que sou humilde e manso de cora√ß√£o” ( Mt 11:23 ).
Para aprender de Cristo √© necess√°rio ouvir e compreender, conforme se l√™: “Por isso lhes falo por par√°bolas; porque eles, vendo, n√£o v√™em; e, ouvindo, n√£o ouvem nem compreendem( Mt 13:13 ; Mc 7:18 ; Lc 2:51 ; 1Jo 2:27 ).
A fase anterior ao permanecer na palavra de Jesus, momento em que o homem ainda n√£o √© um verdadeiro disc√≠pulo, refere-se a necessidade de um conhecer definido pelos lexic√≥grafos como: ‘Ter no√ß√£o ou conhecimento de…’. Para conhecer o evangelho de Cristo √© necess√°rio que algu√©m anuncie a palavra da verdade, e que ou√ßam acerca desta verdade, pois ‘a f√© √© pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus’ ( Rm 10:17 ).
Sem ouvir √© imposs√≠vel compreender. Sem compreender √© imposs√≠vel permanecer no ensino de Cristo, pois “Ouvindo algu√©m a palavra do reino, e n√£o a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu cora√ß√£o; este √© o que foi semeado ao p√© do caminho (…) Mas, o que foi semeado em boa terra √© o que ouve e compreende a palavra; e d√° fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta” ( Mt 13: 19 e 23 ).
Este ouvir, aprender e compreender a palavra da verdade envolve conhecimento, que pode ser designado atrav√©s do voc√°bulo “gn√īsesthe“, palavra que foi utilizada por Jesus, pelos ap√≥stolos e tamb√©m por muitos escritores e fil√≥sofos gregos significando “ter no√ß√£o, saber, ou conhecimento de”.
A segunda parte do vers√≠culo, onde Jesus declara que: “… e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertar√°” ( Rm 8:32 ), o significado do voc√°bulo traduzido por ‘conhecer’ n√£o se depreende da literatura e nem da filosofia grega. S√≥ √© poss√≠vel compreender a proposta de Jesus quando depreende o significado sem√Ęntico da palavra conhecer com o aux√≠lio do A. T.
Quando lemos que: “Conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque” ( Gn 4:25 ), a palavra ‘conhecer’ tem em seu escopo o significado prim√°rio a ideia de ‘rela√ß√£o sexual’. Por√©m, se observarmos o verso que se segue: “Portanto deixar√° o homem o seu pai e a sua m√£e, e apegar-se-√° √† sua mulher, e ser√£o ambos uma carne ( Gn 2:24 ), veremos que o sentido da palavra ‘Ya.dh√°‛’ √© ampliado, deixando de contemplar somente a ideia de ‘rela√ß√£o sexual’, para demonstrar que o homem e a mulher se ‘conhecerem’ “… n√£o s√£o mais dois, mas uma s√≥ carne” ( Mt 19:6 ).
Quando Jesus fez esta cita√ß√£o do Antigo Testamento, seus interlocutores passaram a formular quest√Ķes somente acerca do casamento e do adult√©rio, por√©m, o ap√≥stolo Paulo nos desvenda o mist√©rio que h√° por tr√°s desta cita√ß√£o, quando aplica o texto a Cristo e a sua igreja “Por isso deixar√° o homem seu pai e sua m√£e, e se unir√° a sua mulher; e ser√£o dois numa carne. Grande √© este mist√©rio; digo-o, por√©m, a respeito de Cristo e da igreja” ( Ef 5:31 -32 ).
Por que √© grande o mist√©rio? Porque nem de longe os gregos e os judeus consideravam a ideia de que os crist√£os ‘conhecem’ a Cristo porque s√£o membros do seu corpo, carne e ossos “Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos” ( Ef 5:30 ).
O mistério é grande:
§  Porque o sentido b√≠blico da palavra ‘conhecer’ agrega a ideia de que o homem ao unir-se a sua mulher, ambos tornam-se uma s√≥ carne, ou seja, a palavra grega traduzida por ‘conhecer’ na B√≠blia transcende o seu sentido prim√°rio;
§  Porque nem de longe qualquer evolu√ß√£o sem√Ęntica da palavra ‘conhecer’ proveniente da filosofia ou literatura grega contempla ou traduz a ideia de Cristo como o noivo, e a igreja como noiva;
§  Porque o ‘conhecer’ grego, ora diz de um saber intelectual, ora, diz de um saber espiritual, m√≠stico, ou seja, de um saber (gn√≥stico) que d√™ sentido a exist√™ncia humana, e;
§  Porque a ‘verdade’ √© considerada pelos gregos somente do ponto de vista filos√≥fico, e nem de longe consideravam que Cristo √© a Verdade eterna personificada.
Os gregos e os judeus n√£o compreenderam este grande mist√©rio, visto que o homem natural n√£o pode compreender os mist√©rios de Deus, pois lhes parece loucura ou esc√Ęndalo ( 1Co 2:14 ).
Quando Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ningu√©m vem ao Pai, sen√£o por mim ( Jo 14:6 ), Ele demonstrou que s√≥ √© poss√≠vel ir ao Pai por interm√©dio d’Ele, ou seja, tornando-se um com Ele. Para tornar-se um com Cristo √© necess√°rio ‘conhec√™-lo’, a verdade que liberta. Individualmente o homem torna-se membro dos outros crist√£os, e um s√≥ corpo em Cristo, formando a Igreja, a noiva de Cristo ( Rm 12:5 ).
Ora, para ser livre o homem precisa ‘conhecer’ a ‘verdade’, ou seja, tornar-se membro do corpo de Cristo, ser participante da sua carne e do seu sangue, tornar-se um com Ele, pois Ele √© a Verdade ( Ef 5:30 ).
√Č por isso que Ele conclama: “Ent√£o disse Jesus aos seus disc√≠pulos: Se algu√©m quiser vir ap√≥s mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;” ( Mt 16:24 ); “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” ( Jo 6:56 ).
√Č por isso que o ap√≥stolo Jo√£o testificou em sua ep√≠stola: “E sabemos que j√° o Filho de Deus √© vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que √© verdadeiro; e no que √© verdadeiro estamos, isto √©, em seu Filho Jesus Cristo. Este √© o verdadeiro Deus e a vida eterna” ( 1Jo 5:20 ). O ‘sabemos’ √© um tipo de conhecimento intelectual. O ‘entendimento’ concedido √© outro tipo de conhecimento proveniente da mensagem do evangelho, por√©m, ‘conhecer o que √© verdadeiro’ s√≥ ocorre quando se est√° unido a Cristo, ap√≥s tornar-se um s√≥ corpo e um s√≥ esp√≠rito “Porque n√≥s, sendo muitos, somos um s√≥ p√£o e um s√≥ corpo, porque todos participamos do mesmo p√£o” ( 1Co 10:17 ); “Porque, assim como o corpo √© um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, s√£o um s√≥ corpo, assim √© Cristo tamb√©m ( 1Co 12:12 ).
√Č neste diapas√£o que o ap√≥stolo Paulo declara: “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?” ( Gl 4:9 ). Ap√≥s tornarem-se um (conhecer) com o Pai e o Filho, como era poss√≠vel aos crist√£os voltarem aos rudimentos fracos que antes serviam? “Para que todos sejam um, como tu, √≥ Pai, o √©s em mim, e eu em ti; que tamb√©m eles sejam um em n√≥s, para que o mundo creia que tu me enviaste” ( Jo 17:21 ). H√° algum conhecimento (saber) ou pr√°tica que possa suplantar o fato do crist√£o ser um com o Pai e o Filho?
O ap√≥stolo Paulo queria que soubessem que todos os que creem s√£o um com o Pai e com o Filho. O dia anunciado por Cristo na qual os crist√£os conheceriam que o Filho estava no Pai j√° havia chegado, e os crist√£os em Cristo, e Cristo nos crist√£os “Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e v√≥s em mim, e eu em v√≥s” ( Jo 14:20 ).
Foi para isto que Deus concedeu o seu Esp√≠rito aos crist√£os, para que conhecessem que estavam n’Ele e Ele nos crist√£os ( 1Jo 4:13 ).
O ‘conhecer’ o amor de Cristo excede todo entendimento, pois ao ‘conhecer’ (uni√£o) a Cristo o homem torna-se pleno de Deus, participante da natureza divina ( Ef 3:19 ; 2Pe 1:4 ).
Atrav√©s deste estudo tamb√©m √© poss√≠vel compreender como o homem ‘conheceu’ o pecado, ou seja, tornou-se um com o pecado “Que diremos pois? √Č a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu n√£o conheci o pecado sen√£o pela lei; porque eu n√£o conheceria a concupisc√™ncia, se a lei n√£o dissesse: N√£o cobi√ßar√°s” ( Rm 7:7 ).
Cristo n√£o conheceu o pecado, ou seja, Ele nunca esteve unido ao pecado, embora soubesse tudo a respeito do pecado e dos pecadores “√Äquele que n√£o conheceu pecado, o fez pecado por n√≥s; para que nele f√īssemos feitos justi√ßa de Deus” ( 2Co 5:21 ).
Quando Jesus disse: “… ent√£o, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertar√°”, Ele estava demonstrando aos seus ouvintes a necessidade de estarem unidos a ele, pois Ele √© a verdade que liberta. Qualquer que permanece em Cristo tornar-se um com Ele, sendo membro do seu corpo, carne e ossos, e o homem √© verdadeiramente livre do pecado ( 1Co 10:17 ).
Deste modo, temos que qualquer que n√£o o ‘viu’ e nem o ‘conheceu’ ainda √© escravo do pecado “Qualquer que permanece nele n√£o peca; qualquer que peca n√£o o viu nem o conheceu” ( 1Jo 3:6 ). Somente ap√≥s estar em comunh√£o √≠ntima com Cristo, sendo um s√≥ p√£o e um s√≥ corpo, o homem √© livre do pecado “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado √© servo do pecado” ( Jo 8:34 ).
Neste diapasão, como se lê este verso?
§  “E a vida eterna √© esta: que te conhe√ßam, a ti s√≥, por √ļnico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” ( Jo 17:3 );
§  “Ora, a vida eterna √© esta: que conhe√ßam a ti, √ļnico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” ( Jo 17:3 ).
O Novo Testamento Interlinear Grego Portugu√™s assim reza este verso: “esta[2] E[1] √© a eterna [2] vida[1] que conhe√ßam a ti o √ļnico verdadeiro Deus e a quem enviaste, Jesus Cristo”, ou seja, a melhor tradu√ß√£o √© aquela que omite a preposi√ß√£o ‘por’, pois ela da ideia de um saber, reconhecimento.
Ora, saber que Deus √© o √ļnico Deus os judeus ‘conheciam’, no entanto, precisavam de salva√ß√£o, pois Jesus foi enviado para os seus, e eles n√£o O receberam.
Do mesmo modo, o que se podia conhecer de Deus foi manifesto ( Rm 1:21 ), mas o mundo n√£o O ‘conheceu’, pois n√£o receberam o Filho ( Jo 1:10 ), e, conseq√ľentemente, n√£o receberam o Pai ( 1Jo 2:23 ). Portanto, para conhecer a Cristo, a Verdade que liberta da escravid√£o do pecado ( Jo 1:10 ), √© necess√°rio crer n’Ele, ou seja, tornar-se um com Ele, plenos de Deus ( Jo 1:16 ; Cl 2:10 ).




quinta-feira, 21 de novembro de 2019

O Espírito Santo o maior espirador para nos levar a Adorar a Deus Amém



M√ļsica nas escrituras:
A m√ļsica n√£o √© amplamente retratada no Novo Testamento. Grupos de louvor e corais n√£o acompanhavam a prega√ß√£o de Jesus. Na igreja de Atos dos ap√≥stolos n√£o ouvimos falar em m√ļsicas, embora Paulo tenha cantado enquanto estava encarcerado e louvores tenham sido cantado nas igrejas. A √ļnica refer√™ncia que podemos confiar, de m√ļsica nas igrejas √© em I Cor√≠ntios 14.26, embora Colossenses 3.16 e Ef√©sios 5.19 reflita bem as atividades de adora√ß√£o p√ļblica.
O culto da igreja Neo-Testament√°ria √© o modelo para nossas igrejas atuais. Reexaminar o que temos feito em nossos cultos √© algo latente e necess√°rio. O louvor – t√£o escasso no Novo Testamento – tornou-se central e crucial na igreja moderna. Equipes de louvor, corais, solos e m√ļsica especial ocupam grande parte do tempo no culto.
A ênfase que tem se dado ao momento de louvor é gritante. Muitos julgam se uma igreja é boa ou não pela qualidade e quantidade de louvores, e isso é um absurdo! O centro do culto cristão é o próprio Cristo e sua palavra. Lógico que o louvor tem seu momento no culto, e esse momento não deve sobrepujar os momentos de oração e leitura bíblica. Portanto o tempo empregado ao louvor deve ser bem aproveitado.
O Louvor que agrada a Deus
Devemos estar cientes de que o louvor tem como objetivo √ļnico e exclusivo agradar a Deus. N√£o cantamos louvores para agradar nosso irm√£o, n√£o cantamos louvores para agradar a nosso pastor, nem mesmo para entreter os visitantes com o que √© cantado. Deus √© o centro de nosso culto. Ele √© o √ļnico que deve mover nosso cora√ß√£o a louvar e bendizer, logo, √© necess√°rio que esse louvor cumpra alguns requisitos:
РO louvor que agrada a Deus tem uma função didática:
Grande parte das heresias que entram em nossas igrejas e na mente do povo de Deus entram por meio dos louvores equivocados, n√£o pela prega√ß√£o das escrituras. J√° ouviu aquela express√£o: “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”? No louvor acontece da mesma forma.
Uma mentira, uma heresia, um mal entendimento bíblico, repetido várias vezes em nossa mente, por meio dos louvores que cantamos e/ou ouvimos, pode se tornar em algo inquestionável para nós.
Algo quase can√īnico que, quando confrontados quanto a esse entendimento, temos dificuldade de entender que ele √© um entendimento equivocado perante as escrituras, pois ele j√° est√° entranhado em nossa mente de tal forma que parece ser uma verdade absoluta. Dito isto, devemos zelar pelo louvor que √© cantado em nossas igrejas, pois muitas vezes ele ensina muito mais do que as prega√ß√Ķes de nossos pastores.
Temos que utilizar esse atributo pedagógico do louvor para exaltar e engrandecer o ensino bíblico das escrituras, fazendo ribombar por toda parte as verdades celestes, não as mentiras do diabo entranhadas e camufladas.
– O louvor que agrada a Deus deve estar em conformidade com as escrituras:
Cantar para Deus é diferente de cantar para o mundo. No mundo, as pessoas são livres para compor o que bem entenderem, falar sobre vários assuntos, porém, sem base alguma para isso. Mas nós, cristãos, temos o dever de preservar o louvor em conformidade com as escrituras. Não podemos contrariar em nenhum ponto a Bíblia, que é a Palavra de Deus.
Louvar a Deus cantando algo que seja contr√°rio e/ou n√£o esteja em conformidade com um √ļnico vers√≠culo das escrituras √© algo perigoso, pois como queremos agradar a Deus se contrariamos aquilo que Ele nos deixou como Palavra? Como agradar ao Soberano fazendo e falando algo que √© contr√°rio a Sua Palavra?
√Č a mesma coisa quando algu√©m quer me homenagear com algo que contrarie meus gostos pessoais. Por exemplo, eu sou palmeirense. Se algu√©m comp√Ķe uma m√ļsica que diga: “Irm√£o tal √© o maior corintiano do Brasil”, √© um elogio at√© certo ponto, pois fere um princ√≠pio que eu preestabeleci: o princ√≠pio de que sou palmeirense e o Corinthians √© um time rival ao meu. Semelhantemente essa √© a sensa√ß√£o de Deus, quando algu√©m canta um louvor a Ele, que contrarie o que ele preestabeleceu, Sua Palavra.
Conclus√£o
Após a sucinta exposição sobre o louvor que agrada a Deus, convido aos irmãos a refletir e buscar orientação nas escrituras para cantar os louvores em suas igrejas, suas casas e em qualquer outro lugar, a fim de não desagradar a Deus, tendo a sensação de estar agradando-o.
Agradeço a Deus e o louvo pelos seus grandes feitos em mim e na terra Aleluia Glória a ele para sempre Amém

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domingo, 17 de novembro de 2019

Aprendendo com a Bíblia

Observe as verdades desses estudo e comente os pontos que você encontrou com desacordo com a verdade.


1. As Escrituras Sagradas

As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamento, s√£o a Palavra de Deus escrita, dada por inspira√ß√£o divina por interm√©dio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Esp√≠rito Santo. (2 Pedro 1:20 e 21; 2 Tim√≥teo 3:16 e 17; Salmos 119:105; Prov√©rbios 30:5 e 6; Isa√≠as 8:20; Jo√£o 10:35; 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; Hebreus 4:12). 

2. ATrindade

H√° um s√≥ Deus: Pai, Filho e Esp√≠rito Santo. Uma unidade de tr√™s Pessoas coeternas. Deus √© imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo, e sempre presente. (Deuteron√īmio 6:4; 29:29; Mateus 28:19; 2 Cor√≠ntios 13:13; Ef√©sios 4:4-6; 1 Pedro 1:2; 1 Tim√≥teo 1:17; Apocalipse 14:6 e 7). 

3. Deus Pai

Deus o Eterno Pai, é o criador, o originador, o mantenedor e o soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade. (Gênenis 1:1; Apocalipse 4:11; 1 Coríntios 15:28; João 3:16; 1 João 4:8; 1 Timóteo 1:17: Êxodo 34:6 e 7; João 14:9).

4. Deus Filho

Deus o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, e é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade, julgado o mundo. Jesus sofreu e morreu na cruz por nossos pecados. Em nosso lugar foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Ele virá outra vez para o livramento final do Seu povo e a restauração de todas as coisas. (João 1:1-3 e 14; 5:22; Colossenses 1:15-19; João 10:30; 14:9; Romanos 5:18; 6:23; 2 Coríntios 5:17-21; Lucas 1:35; Filipenses 2:5-11; 1 Coríntios 15:3 e 4; Hebreus 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; João 14:1-3; 1 Pedro 2:21; Apocalipse 22:20).

5. Deus Espírito Santo

Deus o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras, encheu de poder a vida de Cristo, ainda hoje atrai, convence os que se mostram sensíveis e transforma os seres humanos à imagem de Deus. Concede dons espirituais à Igreja. (Gênesis 1:1 e 2; Lucas 1:35; 2 Pedro 1:21; Lucas 4:18; Atos 10:38; 2 Coríntios 3:18; Efésios 4:11 e 12; Atos 1:8; João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13; Romanos 1:1-4).

6. Deus é o Criador

Deus √© o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato aut√™ntico da Sua atividade criadora. “Em seis dias fez o Senhor os C√©us e a Terra” e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no s√©timo dia dessa primeira semana. (G√™nesis 1; 2; √äxodo 20:8-11; Salmos 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Hebreus 11:3; Jo√£o 1:1-3; Colossenses 1:16 e 17).

7. A Natureza do Homem

O homem e a mulher foram formados √† imagem de Deus com individualidade e com poder e  liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um √© uma unidade indivis√≠vel de corpo, mente e alma; e dependente de Deus quanto √† vida, respira√ß√£o e em tudo. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, negaram sua depend√™ncia dEle e ca√≠ram de sua elevada posi√ß√£o “abaixo de Deus”. A imagem de Deus neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos √† morte. Seus descendentes partilham dessa natureza ca√≠da e de suas consequ√™ncias. (G√™nesis 1:26-28; 2:7; Salmos 8:4-8; Atos 17:24-28; G√™nesis 3; Salmos 51:5; Romanos 5:12-17; 2 Cor√≠ntios 5:19 e 20).

8. O Grande Conflito

Toda a humanidade está agora envolvida em um grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua Lei e Sua soberania sobre o Universo. Esse conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria, tornou-se Satanás, o adversário de Deus e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo. Observado por toda a Criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. (Apocalipse 12:4-9; Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:12-18; Gênesis 3; Gênesis 6-8; 2 Pedro 3:6; Romanos 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Hebreus 1:4-14; 1 Coríntios 4:9).

9. Vida, Morte e Ressurreição de Cristo

Na vida de Cristo, de perfeita obedi√™ncia √† vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurrei√ß√£o, Deus proveu o √ļnico meio de expia√ß√£o do pecado humano, de modo que os que aceitam essa expia√ß√£o, pela f√©, possam ter vida eterna, e toda a Cria√ß√£o compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. (Jo√£o 3:16; Isa√≠as 53; 2 Cor√≠ntios 5:14, 15 e 19-21; Romanos 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filipenses 2:6-11; 1 Jo√£o 2:2; 4:10; Colossenses 2:15).

10. AExperiência da Salvação

Em infinito amor e miseric√≥rdia, Deus fez com que Cristo Se tornasse pecado por n√≥s, para que nEle f√īssemos feitos justi√ßa de Deus. Guiados pelo Esp√≠rito Santo reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgress√Ķes e temos f√© em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Essa f√© que aceita a salva√ß√£o, adv√©m do poder da Palavra e √© o dom da gra√ßa de Deus. Por meio de Cristo somos justificados e libertados do dom√≠nio do pecado. Por meio do Esp√≠rito, nascemos de novo e somos justificados. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salva√ß√£o agora e no Ju√≠zo. (Salmos 27:1; Isa√≠as 12:2; Jonas 2:9; Jo√£o 3:16; 2 Cor√≠ntios 5:17-21; G√°latas 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Romanos 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; 1 Cor√≠ntios 2:5; 15:3 e 4; 1 Jo√£o 1:9; 2:1 e 2; Ef√©sios 2:5-10; 3:16-19; G√°latas 3:26; Jo√£o 3:3-8; Mateus 18:3; 1 Pedro 1:23; 2:21; Hebreus 8:7-12).

11. Crescimento em Cristo

Por sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as for√ßas do mal. Ele que subjugou os esp√≠ritos demon√≠acos durante Seu minist√©rio terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condena√ß√£o final. A vit√≥ria de Jesus nos d√° a vit√≥ria sobre as for√ßas do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na seguran√ßa do Seu amor. Agora o Esp√≠rito Santo mora em nosso interior e nos d√° poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas a√ß√Ķes passadas. N√£o mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignor√Ęncia e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer √† semelhan√ßa de Seu car√°ter, mantendo uma comunh√£o di√°ria com Ele por meio da ora√ß√£o, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na provid√™ncia divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para ador√°-Lo e participando na miss√£o da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amor√°vel servi√ßo por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de sua salva√ß√£o, a presen√ßa constante do Senhor em n√≥s, por meio do Esp√≠rito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experi√™ncia espiritual. (Salmos 1:1,2; 23:4; 77:11,12; Colossenses 1:13, 14; 2:6, 14,15; Lucas 10:17-20; Ef√©sios 5:19, 20; 6:12-18; 1 Tessalonicenses 5:23; 2 Pedro 2:9; 3:18; 2 Cor√≠ntios 3:17,18; Filipenses 3:7-14; 1 Tessalonicenses 5:16-18; Mateus 20:25-28; Jo√£o 20:21; G√°latas 5:22-25; Romanos 8:38,39; 1 Jo√£o 4:4; Hebreus 10:25).

12. A Igreja

A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Unimo-nos para prestar culto, para juntos nos instruirmos na Palavra, para celebrarmos a Ceia do Senhor, para realizarmos a proclamação mundial do Evangelho. A Igreja é a Família de Deus. A Igreja é o corpo de Cristo. (Gênesis 12:3; Atos 7:38; Mateus 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Romanos 8:15-17; 1 Coríntios 12:13-27; Efésios 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15).

13. O Remanescente e sua Miss√£o

A Igreja universal comp√Ķe-se de todos os que verdadeiramente creem em Cristo; mas, nos √ļltimos dias, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a f√© de Jesus. Esse remanescente anuncia a chegada da hora do Ju√≠zo, proclama a salva√ß√£o por meio de Cristo e prediz a aproxima√ß√£o de Seu segundo advento. (Marcos 16:15; Mateus 28:18-20; 24:14; 2 Cor√≠ntios 5:10; Apocalipse 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Ef√©sios 5:22-27; Apocalipse 21:1-14).

14. Unidade no Corpo de Cristo

A Igreja √© um corpo com muitos membros, chamados de toda na√ß√£o, tribo, l√≠ngua e povo. Todos somos iguais em Cristo. Mediante a revela√ß√£o de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos a mesma f√© e esperan√ßa e estendemos um s√≥ testemunho para todos. Essa unidade encontra sua fonte na unidade do Deus tri√ļno, que nos adotou como Seus filhos. (Salmos 133:1; 1 Cor√≠ntios 12:12-14; Atos 17:26 e 27; 2 Cor√≠ntios 5:16 e 17; G√°latas 3:27-29; Colossenses 3:10-15; Ef√©sios 4:1-6; Jo√£o 17:20-23; Tiago 2:2-9; 1 Jo√£o 5:1).

15. O Batismo

Pelo batismo confessamos nossa f√© na morte e na ressurrei√ß√£o de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso prop√≥sito de andar em novidade de vida, sendo aceitos como membros por Sua Igreja. O batismo deve acontecer por imers√£o na √°gua e seguir as instru√ß√£o nas Escrituras Sagradas  (Mateus 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Romanos 6:1-6; G√°latas 3:27; 1 Cor√≠ntios 12:13; Colossenses 2:12 e 13; 1 Pedro 3:21).

16. A Ceia do Senhor

A Ceia do Senhor √© uma participa√ß√£o nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como express√£o de f√© nEle, nosso Senhor e Salvador. A prepara√ß√£o envolve o exame de consci√™ncia, o arrependimento e a confiss√£o. O Mestre instituiu a Cerim√īnia do lava-p√©s para representar renovada purifica√ß√£o, para expressar a disposi√ß√£o de servir um ao outro em humildade semelhante a de Cristo, e para unir nossos cora√ß√Ķes em amor. (Mateus 26:17-30; 1 Cor√≠ntios 11:23-30; 10:16 e 17; Jo√£o 6:48-63; Apocalipse 3:20; Jo√£o 13:1-17).

17. Dons e Ministérios Espirituais

Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as √©pocas, dons espirituais. Estes s√£o outorgados pela atua√ß√£o do Esp√≠rito Santo, o Qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons prov√™m de todas as aptid√Ķes e minist√©rios de que a Igreja necessita para cumprir suas fun√ß√Ķes divinamente ordenadas. Alguns membros s√£o chamados por Deus e dotados pelo Esp√≠rito para fun√ß√Ķes reconhecidas pela Igreja em minist√©rios pastorais, evangel√≠sticos, apost√≥licos e de ensino. (Romanos 12:4-8; 1 Cor√≠ntios 12:9-11, 27 e 28; Ef√©sios 4:8 e 11-16; 2 Cor√≠ntios 5:14-21; Atos 6:1-7; 1 Tim√≥teo 2:1-3; 1 Pedro 4:10 e 11; Col. 2:19; Mateus 25:31-36). 

18. O Dom de Profecia

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Hebreus 1:1-3; Apocalipse 12-17; 19:10).

19. A Lei de Deus

Os grandes princ√≠pios da Lei de Deus s√£o incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo; expressam o amor, a vontade e os prop√≥sitos de Deus acerca da conduta e das rela√ß√Ķes humanas, e s√£o obrigat√≥rios a todas as pessoas, em todas as √©pocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do julgamento de Deus. (√äxodo 20:1-17; Mateus 5:17; Deuteron√īmio 28:1-14; Salmos 19:7-13; Jo√£o 14:15; Romanos 8:1-4; 1 Jo√£o 5:3; Mateus 22:36-40; Ef√©sios 2:8).

20. O S√°bado

O bondoso Criador, ap√≥s os seis dias da Cria√ß√£o descansou no s√©timo e instituiu o S√°bado para todas as pessoas, como memorial da Cria√ß√£o. O quarto mandamento da imut√°vel Lei de Deus requer a observ√Ęncia desse S√°bado do s√©timo dia como dia de descanso, adora√ß√£o e minist√©rio, em harmonia com o ensino e pr√°tica de Jesus, o Senhor do S√°bado. (G√™nesis 2:1-3; √äxodo 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Hebreus 4:1-11; Deuteron√īmio 5:12-15; Isa√≠as 56:5 e 6; 58:13 e 14; Lev√≠ticos 23:32; Marcos 2:27 e 28). 

21. Mordomia

Somos despenseiros de Deus, respons√°veis pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades e posses, e das b√™n√ß√£os da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus, por meio de fiel servi√ßo a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os d√≠zimos e dando ofertas para a proclama√ß√£o de Seu Evangelho e para a manuten√ß√£o e o crescimento de Sua igreja. (G√™nesis 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Malaquias 3:8-12; Mateus 23:23; 1 Cor√≠ntios 9:9-14). 

22. Conduta Crist√£

Somos chamados para ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princ√≠pios do C√©u. Para que o Esp√≠rito recrie em n√≥s o car√°ter de nosso Senhor, s√≥ nos envolvemos naquelas coisas que produzir√£o em nossa vida, pureza, sa√ļde e alegria semelhantes √†s de Cristo. (I Jo√£o 2:6; Ef√©sios 5:1-13; Romanos 12:1 e 2; 1 Cor√≠ntios 6:19 e 20; 10:31; 1 Tim√≥teo 2:9 e10; Lev√≠ticos 11:1-47; 2 Cor√≠ntios 7:1; 1 Pedro 3:1-4; 2 Cor√≠ntios 10:5; Filipenses 4:8).

23. Matrim√īnio e Fam√≠lia

O Casamento foi divinamente estabelecido no √Čden e confirmado por Jesus como uni√£o vital√≠cia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o crist√£o, o compromisso matrimonial √© com Deus, bem como com o c√īnjuge, e s√≥ deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma f√©. No tocante ao div√≥rcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do c√īnjuge, a n√£o ser por causa de fornica√ß√£o, e se casa com outro, comete adult√©rio. Deus aben√ßoa a fam√≠lia e tenciona que seus membros ajudem uns aos outros a alcan√ßarem completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amarem e obedecerem ao Senhor. (G√™nesis 2:18-25; Deuteron√īmio 6:5-9; Jo√£o 2:1-11; Ef√©sios 5:21-33; Mateus 5:31 e 32; 19:3-9; Prov√©rbios 22:6; Ef√©sios 6:1-4; Malaquias 4:5 e 6; Marcos 10:11 e 12; Lucas 16:18; 1 Cor√≠ntios 7:10 e 11). 

24. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial

H√° um santu√°rio no C√©u. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acess√≠veis aos crentes os benef√≠cios do Seu sacrif√≠cio expiat√≥rio oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e come√ßou Seu minist√©rio intercess√≥rio por ocasi√£o da Sua ascens√£o. Em 1844, no fim do per√≠odo prof√©tico dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e √ļltima etapa de Seu minist√©rio expiat√≥rio. O ju√≠zo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos ser√° digno de ter parte na primeira ressurrei√ß√£o. Tamb√©m torna manifesto quem, dentre os vivos, est√° preparado para a traslada√ß√£o ao Seu reino eterno. A termina√ß√£o do minist√©rio de Cristo assinalar√° o fim do tempo da gra√ßa para os seres humanos, antes do Segundo advento. (Hebreus 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Daniel 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; N√ļmeros 14:34; Ezequiel 4:6; Malaquias 3:1; Lev√≠ticos 16; Apocalipse 14:12; 20:12; 22:12). 

25. A Segunda Vinda de Cristo

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. (Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9-11; 1 Tessalonicenses 4:16 e 17; 1 Coríntios 15:51-54; 2 Tessalonicences 2:8; Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21; 2 Timóteo 3:1-5; Joel 3:9-16; Hebreus 9:28).

26. Morte e Ressurreição

O sal√°rio do pecado √© a morte. Mas Deus, o √ļnico que √© imortal, conceder√° vida eterna a Seus remidos. At√© aquele dia, a morte √© um estado inconsciente para todas as pessoas. (1 Tim√≥teo 6:15 e 16; Romanos 6:23; 1 Cor√≠ntios 15:51-54; Eclesiastes 9:5 e 6; Salmos 146:4; 1 Tessalonicenses 4:13-17; Romanos 8:35-39; Jo√£o 5:28 e 29; Apocalipse 20:1-10; Jo√£o 5:24).

27. O Milênio e o Fim do Pecado

O milênio é o reinado de mil anos de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreição. Durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas o fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Apocalipse 20; Zacarias 14:1-4; Malaquias 4:1; Jeremias 4:23-26; 1 Coríntios 6; 2 Pedro 2:4; Ezequiel 28:18; 2 Tessalonicenses 1:7-9; Apocalipse 19:17, 18 e 21).

28. A Nova Terra

Na Nova Terra,  em  que habita justi√ßa, Deus prover√°  um lar eterno  para  os  remidos  e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos em Sua presen√ßa. (2 Pedro 3:13; G√™nesis 17:1-8; Isa√≠as 35; 65:17-25; Mateus 5:5; Apocalipse 21:1-7; 22:1-5; 11:15).


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