quarta-feira, 6 de novembro de 2019

SE TORNE FILHO DE DEUS EM JESUS CRISTO


O que é ser um filho de Deus?
O Apóstolo João inicia o terceiro capítulo de sua primeira epístola dizendo: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” (1 Jo 3:1). Quando cremos em nosso coração que Jesus, o Filho de Deus, viveu como homem, morreu para nos salvar e foi ressuscitado pelo Pai de entre os mortos, e com a nossa boca O confessamos como Senhor, somos salvos (Rm 10:9-10). A partir daí passamos a ser, de fato, filhos de Deus.

Infelizmente, o termo “filho de Deus” foi banalizado e, nos dias de hoje, muitas pessoas têm o conceito de que todos são filhos de Deus. Por exemplo, em algumas situações, é comum as pessoas usarem a expressão “sou filho de Deus” para se dizerem dignas de algo. Na verdade, todos fomos criados por Deus e somos Suas criaturas. À luz da palavra, vemos que “a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1:12). Filhos são os que recebem Cristo e creem em Seu Nome!

O Andar dos Filhos de Deus – A Epístola de Efésios
Acredito que, se você está lendo este texto, você já é um filho de Deus (se não for, ainda há tempo de buscar o Senhor e ser salvo!). Nos três primeiros capítulos de sua epístola aos Efésios, Paulo apresenta uma visão macroscópica do plano eterno de Deus – o qual é celestial e elevado. A partir do capítulo 4, ele começa a desenvolver a prática dessa visão. Paulo inicia falando sobre andarmos de modo digno da vocação a que fomos chamados (v.1). Nesse versículo, andar significa praticar, o que diz respeito ao nosso viver diário.

Em sua terceira epístola, João diz que não tem maior alegria do que saber que seus filhos andam na verdade. Assim, vemos que devemos andar conforme o chamamento que recebemos, ou seja, termos um andar digno de alguém que é filho de Deus. Nos versículos 18 a 21 de Efésios 5, vemos que devemos ter esse andar no viver de reuniões da igreja; do versículo 5:22 ao 6:4, vemos esse andar no viver familiar; do 6:5 ao 9, no viver social; e do 6:10 ao 20, no viver de batalha espiritual. Ou seja, em todo momento da nossa vida, devemos ter um andar digno da vocação a que fomos chamados.

Paulo nos expõe, no livro de Efésios, os 5 aspectos do andar dos filhos de Deus: andar na graça, andar na verdade, andar no amor, andar na luz e andar no espírito.

1. Andar na graça
Em Efésios 4:7, Paulo diz: “e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo”. Juntando a este o versículo 1, percebemos que precisamos da graça para praticar a palavra. Do versículo 11 ao 13, é nos mostrado que o próprio Senhor Jesus, pela Sua graça, nos concedeu dons a fim de que sejamos aperfeiçoados. Aperfeiçoamento significa tornar-se perfeito. O Senhor quer que nos tornemos perfeitos no nosso viver e no nosso andar (Gn 17:1). Ele mesmo concede, gratuitamente, o que é necessário para que esse processo ocorra, pois somente Ele é perfeito. Isso é graça: não somos capazes, mas Ele nos supre!

Muitas pessoas se esforçam incessantemente em busca da auto-perfeição. A verdade é que, por seu esforço próprio, nenhum homem é capaz atingir esse objetivo. Se você quer ser perfeito, você precisa da graça de Cristo; só por meio dEle e de Sua graça isso é possível! (Caso deseje saber mais sobre o tema, recomendamos o livro “A Busca da Autoperfeição: Uma Ilusão Cativante?”, Editora Árvore da Vida).

2. Andar na Verdade
“Não andeis mais como andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, […] e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4:17, 24). A palavra “vaidade” significa oco, sem conteúdo. O viver dos gentios, daqueles que não temem a Deus, é sem conteúdo. A vida de alguém assim é sem sentido, tem fim nela mesma, é vã e de mera aparência.

Verdade também pode ser traduzido por “realidade”. Um filho de Deus não pode viver de mera aparência. Infelizmente, enquanto estão com os irmãos, muitos jovens se comportam exteriormente de forma digna de serem chamados filhos de Deus, mas fora da presença dos irmãos são totalmente diferentes e têm atitudes inadequadas. O testemunho de um jovem assim não condiz com a sua filiação. Isso é viver na aparência, é andar na vaidade, como os gentios.

Jovem, se esse é seu problema, você precisa ser renovado (vs.23-24). Graças ao Senhor, porque Ele mesmo é a verdade (Jo 14:6). Ele está sempre disposto a nos conceder perdão e nos encher de Si mesmo. Se você quer ter um viver de realidade, busque se encher do Senhor, pois Ele é a própria verdade.

3. Andar no amor
Em Efésios 5:1-2a lemos: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor”. O prosseguimento do versículo 2 nos mostra que andar em amor é ter uma vida de sacrifício em favor dos outros, como também teve Cristo. Na primeira epístola de João, especialmente, no capítulo 4, vemos o que é amor. O versículo 19 nos mostra que “nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro” e o 20, que “aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

Andar no amor é amar a Deus e às pessoas. Entretanto, esse amor não vem de nós mesmos, em nós mesmos somos incapazes de amar, verdadeiramente, todas as pessoas. O Senhor Jesus nos amou e deu Sua vida por nós. Nós conhecemos esse amor, nos rendemos a ele e, por isso, amamos a Deus e àqueles que estão à nossa volta.

Como já foi dito, ao crer que Jesus, por amor, morreu por nós, nos tornamos filhos de Deus. Um filho, necessariamente, tem a vida do seu pai, aquele que o gerou. Nós temos a vida de Deus e Deus é amor (1 Jo 4:8). Andar em amor é deixar que o amor de Deus cresça em nós, nos levando a amar as pessoas, ter compaixão delas e, até mesmo, morrer para que elas também conheçam e tenham em si esse amor. Alguém que ama da maneira que Deus ama (v.11) é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não se ensorberbece, não procura os seus próprios interesses, tudo sofre, tudo crê, tudo espera (1 Co 13:4-7).

Jovem, talvez você pense que esse é um padrão muito alto de amar e que é impossível amar de tal forma, mas ao final deste texto você verá que é, sim, possível cumprir todos esses “andares”.

4. Andar na luz
“Pois, outrora, éreis treva, porém, agora, sois luz do Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:9). Deus nos libertou do império das trevas (Cl 1:13). O mundo é o império das trevas, nele não há luz e as pessoas andam sem saber para onde vão. Quando andamos em um lugar sem luz, nós não vemos o que está a nossa frente e nem mesmo onde estamos pisando. É assim que vivem as pessoas que estão no mundo. Entretanto, nós somos os filhos da luz, pois Deus é luz (1 Jo 1:5); não podemos andar como andávamos outrora, em trevas.

O mundo, o sistema criado por Satanás para dominar as pessoas e cegá-las o entendimento, hoje, dita regras que cada vez mais estão afetando a moralidade e a ética. Vemos que todos vivem no mundo aceitando tais regras e seguindo o seu curso, pois estão cegos, em trevas. Não devemos lutar, simplesmente, pela ética e pela moral, antes, devemos ser a luz do mundo (Mt 5:14). É a luz que reprova as trevas.

O Senhor Jesus nos diz em Jo 8:12 que Ele é a luz do mundo e quem O segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida. Nós temos Cristo, a luz, em nosso interior. Se vivermos nEle, segundo a Sua palavra, seremos a luz do mundo e aqueles que vivem em trevas verão algo diferente em nós. Seremos pessoas totalmente diferentes. Jovem, seu dever é levar a luz, o Cristo que habita em você, às pessoas que vivem em trevas, a fim de que elas também recebam a luz da vida! Seu dever não é educar os que estão no mundo para viverem segundo os preceitos morais e éticos cristãos, mas levar a própria luz para expor aquilo que está escondido pelas trevas e para que as pessoas tenham ao Senhor Jesus como luz!

5. Andar no Espírito
No tópico 3, dissemos que ao final do texto você veria que é possível cumprir todos esses “andares” e andar como um filho de Deus. Bom, esse é o último tópico, e nele trataremos sobre andar no espírito.

Antes de mais nada, entretanto, convém destacar que, se de um lado, é possível cumprir todos os andares mencionados, por outro, é preciso deixar claro que, ainda que nos esforcemos ao máximo, não conseguiremos andar segundo o que foi falado nos quatro tópicos anteriores por nós mesmos; como homens, somos incapazes de fazê-lo. Porém, claramente, a palavra nos diz que Deus é amor (1 Jo 4:8) e luz (1 Jo 1:5). Jesus também diz que Ele mesmo é a verdade (Jo 14:6). Vemos em Efésios 2:4-9, que a graça é um dom de Deus concedido a nós pela fé na obra feita por Seu Filho, Jesus Cristo.

Cremos que Cristo é Deus e nELe podemos desfrutar todo o Deus Triúno, pois Deus fez com que nEle convergissem todas as coisas, tanto no céu, quanto na terra (Ef 1:10). Logo, se há alguém capaz de andar na graça, na verdade, no amor e na luz, esse alguém é Cristo, pois nEle estão todas essas coisas. Ele mesmo é a graça, a verdade, o amor e a luz! Além disso, é por meio de Cristo, que Deus dispensa todas as suas bênçãos, tudo o que Ele é (Ef 1:3).

Gálatas 4:6 nos diz que por sermos filhos, “enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama ‘Aba, Pai!”. Andar no espírito é a consumação dos outros 4 tipos de andar. No nosso coração, está o Espírito do Filho, o Consolador, que está em nós e nos ensina todas as coisas (Jo 14:16-26). Porque Ele vive, nós também viveremos. Se é Ele quem vive em nós (Gl 2:20), então nós viveremos na graça, porque Ele é quem concede graça; viveremos na verdade, porque Ele é a verdade; viveremos na luz, porque Deus, o Pai, é luz e, sendo Ele e o Pai um (Jo 10:30), Ele mesmo é a luz do mundo; e, da mesma forma, viveremos em amor, porque Deus é amor. Sim, amaremos as pessoas como Ele nos amou, porque esse amor não procede de nós, mas, sim, do próprio Deus (1 Jo 4:7). Não somos nós, mas Deus em nós!

Jovem, talvez você olhe para si mesmo e se ache incapaz. Entretanto, como lemos, se você é filho de Deus, Cristo habita em seu coração como vida! Quanto mais essa vida crescer, mais você andará como um legítimo filho de Deus, pois é a vida do Filho que está crescendo em você. Seu anelo deve ser que essa vida cresça dia a dia, mudando o seu interior e também as suas atitudes exteriores.

Pouco a pouco, você será transformado e conformado à imagem de Cristo. Seus colegas de trabalho ou da escola perceberão essa mudança, pois você será luz para eles. Sua família verá que há algo diferente, seus pais sentirão que você está amando mais, sendo mais paciente, obediente.

Por fim, todo o seu viver será o de um legítimo filho de Deus e, além de se tornar uma pessoa mais agradável aos seus próximos, será também um jovem de quem o próprio Deus se agrada, alguém a quem Deus olha e diz “esse é um filho Meu, nele Eu tenho prazer”!

Jovem, que seu desejo seja que Cristo viva e cresça em você! Dessa forma, será um jovem que anda segundo a vontade do Senhor e que, acima de tudo, agrada ao Pai! É possível, você consegue! Permita-se ser guiado pelo Espírito de Deus e você andará de modo digno de ser filho de Deus!









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A Pena Capital e a Lei de Deus - Crimes e Punições na Palavra de Deus Escrito por O Tempora, O Mores. Postado em Artigos Índice de Artigos Crimes e Punições na Palavra de Deus Podemos aprender bastante com os princípios que norteavam o tratamento que a Bíblia dá aos crimes e punições. Estamos tão enraizados em nossa cultura, em como ela trata a questão da quebra da lei, que talvez até nos surpreendamos com o encaminhamento dado pela Palavra de Deus à manutenção da lei e da ordem na sociedade civil de Israel. Vamos, portanto, dar uma rápida olhada em alguns princípios que encontramos, quando estudamos esse assunto nas Escrituras: 1. A primeira coisa que nos chama a atenção, é que na Bíblia não existe a provisão para cadeias. Isso mesmo! Elas nem existiam como instrumento de punição, nem como meio de reabilitação. Isso realmente nos intriga, pois estamos tão acostumados com essa instituição que não podemos imaginar uma sociedade sem cadeias. Quando um crime é cometido, a punição que pensamos de imediato é a cadeia. "Merece cadeia!; devia estar na cadeia"! Dizemos com tanta freqüência. Mas na sociedade de Israel, no Antigo Testamento, a cadeia era apenas um local onde o criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números 15.34 lemos: "...e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se lhe devia fazer...". Logicamente encontramos na Bíblia o registro da existência de cadeias. Jeremias foi encarcerado e Paulo, igualmente, diversas vezes, dentro do sistema romano de punições. Mas estes encarceramentos eram estranhos às determinações de Deus. 2. Desta forma, por mais familiarizados que estejamos com esse conceito, não encontramos, na Palavra de Deus, o encarceramento como remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão. Muito menos, encontramos a idéia de "proteção da sociedade" através da segregação do indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age. Ou seja, não encontramos, nas prescrições dadas ao povo de Deus, cadeias para punir, remediar, reabilitar ou proteger. 3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21 lemos, "...quem pois matar um animal restituí-lo-á, mas quem matar um homem assim lhe fará". A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime cometido. Como a restituição da vida era impossível, ao criminoso, no seu caso a punição era a perda da própria vida. 4. Isso significa que aquela sociedade não tinha meios para lidar com o crime? Ou aplicava a pena de morte em todos os casos de quebra da lei? Não. Ela possuía determinações bem precisas e eficazes contra a banalização e proliferação da criminalidade. Ela responde à quebra da lei com medidas rápidas e que representavam prejuízo econômico para o infrator. Para os casos de furto, a Lei Civil Bíblica prescrevia a restituição múltipla. Vejamos em Êxodo 22.4 "...se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento, ou ovelha, pagará o dobro". 5. Nos casos de furto de propriedade que representa o ganha pão ou meio de subsistência do prejudicado, a Bíblia prescrevia a restituição de quatro ou cinco vezes o que foi subtraído. Assim lemos em Êxodo 22.1 "...se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas". 6. As determinações das Escrituras procuravam proteger a vítima e colocar temor no criminoso, tirando qualquer idéia de proteção que viesse tornar a vítima em acusado também. O que queremos dizer é que, contrariamente aos nossos dias, quando as vítimas ou agentes da lei possuem as mãos amarradas pela excessiva proteção ao criminoso, o direito de cada um de defesa de sua propriedade era algo abrigado, concedido e salvaguardado, na legislação mosaica. Vemos isso em Êxodo 22.2: "...se o ladrão for achado a minar e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue". 7. Aqueles que roubavam alimentos para satisfazer a fome, deviam ser tratados com clemência, mas mesmo assim, persistia a obrigação de restituir sete vezes o alimento que furtou do legítimo dono, uma vez que a própria constituição da sociedade já possuía a provisão para atendimento aos carentes, tornando desnecessário o furto, como vemos em Deuteronômio 24.19 a 21. Desta forma lemos em Pv. 6.30, 31: "...não se injuria o ladrão quando furta para saciar sua alma, tendo fome; mas encontrado, pagará sete vezes tanto: dará toda a fazenda da sua casa..". 8. Vemos então, em apenas um rápido exame das diretrizes bíblicas e um confronto destas com as opiniões que agora surgem, a sabedoria ali encontrada. Já há milênios antes de Cristo a Bíblia determinava punições pecuniárias, que o homem, a elas hoje chega, baseado na constatação empírica de que outras medidas não funcionam. Com efeito os encarceramentos prolongados, hoje aplicados, não produzem reabilitações, não são bem sucedidos em conservar o criminoso fora de ação e as prisões constituem-se, na realidade, em verdadeiras fábricas de criminosos piores e mais violentos. 9. O sistema bíblico de punição pecuniária é destinado a tornar o crime uma atividade não lucrativa. No que diz respeito àqueles criminosos que se recusavam a obedecer as autoridades constituídas, a sentença é a pena de morte. Lemos isto em Deuteronômio 17.12: "...o homem pois que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, o tal homem morrerá e tirarás o mal de Israel". [10] 10. Isto eqüivale a dizer que a condição de reabilitação na sociedade, para o criminoso primário, era total e absoluta. Indo na direção contrária à nossa sociedade, que coloca o criminoso iniciante enjaulado, em condições subumanas, como criminosos experientes " que se encarregam de formá-lo na escola do crime, o criminoso primário em Israel, pagando a indenização devida, estava pronto a se reintegrar na sociedade atingida pelos seus desmandos. Essa sociedade não deveria discrimina-lo de nenhuma forma, pois restituição havia sido efetivada. 11. Por outro lado, havia aqueles que se recusavam a obedecer, reincidindo no caminho do crime. A Bíblia reconhece a necessidade de proteger a sociedade desses elementos, mas não através do encarceramento " uma forma pseudo-humanitária, somente onerosa, imperfeita e impossível de produzir resultados. O sistema encontrado na Bíblia apresenta a efetivação desta proteção de uma forma radical, mas destinada a produzir frutos permanentes e a gerar a paz e a tranqüilidade em uma sociedade. Além disto, poderíamos falar no efeito didático, que a aplicação coerente e sistemática desta pena teria nos reincidentes em potencial. 12. Que diferença encontramos entre a forma de tratar o crime na sociedade de Israel e na filosofia e sistema empregados nos dias atuais! Em nossos dias, o crime prospera porque é lucrativo e porque corre impune, sendo isto também uma conseqüência da falta de adequação das penas impostas aos crimes cometidos. O sistema penal do Antigo Testamento previa não somente a adequação da penalidade aos crimes cometidos, mas a sua rápida aplicação. Lentidão da justiça é reconhecida até os dias de hoje como uma manifestação de injustiça. Nesse sentido, temos o registo apropriado da Palavra de Deus, em Eclesiastes 8.11:"Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal". 13. Obviamente não há a possibilidade da aplicação direta e total das Leis Civis prescritas por Deus ao estado teocrático de Israel, na sociedade atual. Nem podemos advocar a aplicação da pena de morte para todas as situações temporais prescritas na Lei Mosaica (como, por exemplo, pela quebra do sábado), pois destinavam-se a uma nação específica, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos, da parte de Deus. Muitos dos princípios encontrados, naquela sociedade agrária, entretanto, são eternos e válidos até os dias de hoje e merecedores do nosso exame e estudo. A rapidez das sentenças; as penas pecuniárias e o peso econômico sofrido pelos infratores, em benefício das vítimas; a visão clara de quem é vítima e de quem é infrator, sem cometer a inversão de valores de considerar os criminosos "vítimas do sistema"; o apreço pela vida humana, acima de qualquer outra perda; o cuidado todo especial pela preservação de uma sociedade na qual liberdade também significasse ausência de violências e de ameaças trazidas por indivíduos incorrigíveis; o chamado constante ao bom senso e à preservação da lei e da ordem, não apenas com meras palavras, mas com duras penas contra os malfeitores; a ênfase, respaldada igualmente em penas severas, no respeito aos anciãos e às autoridades; são alguns desses princípios que deveriam estar presentes em qualquer sociedade. Juristas cristãos muito poderiam contribuir para um aprofundamento deste tema, penetrando a fundo na regulamentação da sociedade veto-testamentária e procurando uma adequação desses princípios às nossas condições. A questão de crimes, punições e determinações divinas está alicerçada no tema maior da Lei de Deus. Mas o que realmente significa este termo. O que a Bíblia tem a nos dizer sobre os seus diferentes aspectos? Seria difícil prosseguir em nossa caminhada, se não fizermos uma exploração, neste estágio, do significado da Lei de Deus, e da sua relevância aos nossos dias: