quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

O Minist√©rio de Davi e o Minist√©rio de Saul Davi e Saul foram os dois primeiros reis de Israel e, entre eles, havia muitas diferen√ßas, a partir da escolha para governarem. Seus nomes tinham grande significado. Davi significa “amado e respeitado por Deus”, enquanto Saul significa “pedido a Deus”. Ambos eram de boa apar√™ncia e foram ungidos pelo profeta Samuel. Suas semelhan√ßas, por√©m, terminam a√≠. No entanto, as diferen√ßas entre eles determinaram o sucesso de um e o fracasso do outro. Davi foi um rei escolhido por Deus e n√£o pelos homens, enquanto Saul foi pedido pelos homens, fora da prioridade de Deus. Davi era pastor de ovelhas e, mesmo para defender seu rebanho, colocava sua depend√™ncia no Senhor. Se ele podia enfrentar le√Ķes e ursos selvagens para defender seu rebanho, poderia tamb√©m, como homem de Deus, derrotar os inimigos de Israel. Depend√™ncia de Deus e obedi√™ncia foram fatores determinantes para sua escolha para reinar sobre Israel. Se, por um lado, Davi era obediente ao Senhor, Saul era persistente na desobedi√™ncia. Israel estava em guerra e a ordem era esperar o profeta Samuel para oferecer um sacrif√≠cio. No entanto, Saul tomou a dire√ß√£o e ele mesmo apresentou o sacrif√≠cio, usurpando a autoridade do profeta e desobedecendo as ordens de Deus. Desobedeceu tamb√©m quando o Senhor mandou destruir tudo durante um ataque aos amalequitas, inimigos dos israelitas, e ele n√£o o fez. Por isso, perdeu a un√ß√£o e o poder conforme 1 Samuel 15.23. Ao desobedecer, Saul teve seu reinado cancelado. Outra diferen√ßa entre Saul e Davi era a atitude deles com rela√ß√£o ao povo. A B√≠blia ilustra como cada um agia em rela√ß√£o √†queles que estavam sob a sua prote√ß√£o e comando. Saul tinha um cora√ß√£o sem amor, era um homem ego√≠sta e insens√≠vel. Nem mesmo seu filho J√īnatas escapou da sua falta de amor. J√° o rei Davi amava o povo sobre o qual reinava. Ele tinha um cora√ß√£o terno, de pastor. Foi um soldado valente e um estadista que sabia lidar com o sistema. Davi amou o povo de Israel, mesmo quando os s√ļditos se mostraram √≠mpios, rebeldes e ingratos. Muitos daqueles pelos quais ele arriscou a vida na guerra n√£o o queriam como rei. As diferen√ßas entre Davi e Saul servem para meditarmos sobre como agimos, como vemos nossos l√≠deres. A quem nos assemelhamos mais? E a nossa atitude como crist√£os, √© com aqueles que est√£o perdidos, sem conhecer o amor de Deus ou vivemos ignorando aqueles pelos quais Jesus morreu? Essa √© uma medita√ß√£o que deve ser feita, principalmente por pastores e l√≠deres. Ser pastor n√£o significa apenas ter uma credencial ou ter estudado teologia, mas, sobretudo, amar suas ovelhas, o povo que Deus colocou ao seu cuidado. Portanto, devemos ter um minist√©rio semelhante ao de Davi, ou seja, segundo o cora√ß√£o de Deus. Deus colocou diante de n√≥s a possibilidade de termos uma vida abundante e est√° em nossas m√£os a op√ß√£o de sermos conforme o cora√ß√£o de Deus, em obedi√™ncia e amor. Que o Senhor aben√ßoe a todos.


 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

MUDE DE VIDA, CONHEÇA JESUS .

Interpreta√ß√£o de Mateus 25





Mateus 25ūüĎą

25:1-13. As Dez Virgens. Uma linda hist√≥ria extra√≠da dos costumes relacionados ao casamento daquele tempo, mas interpretados pelos evang√©licos de maneiras muito variadas. Alguns explicam as virgens como sendo os membros professos da Igreja √† espera da volta de Cristo. Outros aplicam a par√°bola aos judeus remanescentes na Tribula√ß√£o. Embora o tema central, que √© a necessidade de se vigiar, aplica-se a qualquer dos grupos, o escritor sente que a √ļltima interpreta√ß√£o vai de encontro √†s exig√™ncias do conte√ļdo e do contexto mais exatamente.

1. Ent√£o coloca a par√°bola dentro do quadro mencionado em 24:29 e 24:40. O reino dos c√©us. Conf. com Mt. 3:2; 13:11.

Dez virgens... sa√≠ram a encontrar-se com o noivo. O casamento judeu tinha duas fases. Primeiro, o noivo ia √† casa da noiva para buscar sua prometida e cumprir com as cerim√īnias religiosas. Depois levava a noiva para a sua pr√≥pria casa onde recome√ßavam as festividades. A par√°bola n√£o d√° a entender que as virgens (no plural) esperassem casar-se com o noivo. Este n√£o √© um casamento pol√≠gamo. Antes, no fim da Tribula√ß√£o, Cristo retornar√° √† terra (seu dom√≠nio) depois de tomar a Igreja por esposa no c√©u (seu lar durante a Tribula√ß√£o). Esta explica√ß√£o se reflete no texto oriental desta passagem, que diz, "para se encontrarem com o noivo e a noiva". Conf. tamb√©m com Lc. 12:35,36, "que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas". Portanto a Igreja n√£o est√° aqui como tal. O interesse centraliza-se sobre as virgens que querem participar da festa do casamento, representantes do remanescente judeu professo (Ap. 14:1-4).

3. As n√©scias. Est√ļpidas. L√Ęmpadas. Tochas, cada uma contendo um pavio e espa√ßo para azeite. N√£o levaram azeite consigo. Azeite, geralmente s√≠mbolo do Esp√≠rito Santo nas Escrituras (Zc. 4; Is. 61:1). Aqui uma refer√™ncia √† posse do Esp√≠rito Santo na regenera√ß√£o (Rm. 8:9). Todas as dez tinham exteriormente a mesma apar√™ncia (virgens, l√Ęmpadas, mesma atividade), mas cinco n√£o participavam do Esp√≠rito Santo, que nessa ocasi√£o foi concedido a Israel para que os judeus estivessem prontos para a vinda do Messias (Zc. 12:10).

5. Foram tomadas de sono e adormeceram. A par√°bola n√£o alia culpa a este detalhe. Por isso talvez descreva a certeza do remanescente em esperar o noivo, e n√£o o seu descuido; mas no caso das virgens loucas, era uma certeza falsa.

6, 7. Prepararam as suas l√Ęmpadas. Limparam os pavios, acenderam-nas e ajustaram as chamas. Uma pessoa caminhando pelas ruas do Oriente √† noite precisa carregar uma tocha acesa. Por isso as virgens se prepararam para se juntarem √† prociss√£o quando o noivo vinha se aproximando.

8. As nossas l√Ęmpadas est√£o se apagando. As virgens tolas, que n√£o se forneceram de azeite, viram seus pavios secos bruxulearem por alguns momentos e depois se apagarem. Insistir que tivessem um pouco de azeite mas n√£o o suficiente contradiz 25:3. Sua estupidez ficou demonstrada porque n√£o providenciaram nenhum azeite.

9. Comprai-o. Linguagem da par√°bola. O Esp√≠rito Santo √© um dom gratuito, mas pode ser descrito por essa met√°fora (conf. Is. 55:1). Cada pessoa deve obter seu pr√≥prio fornecimento.

10-12. Enquanto as loucas se foram, o noivo chegou e a festa come√ßou. Mais tarde as loucas retomaram, dando-se a entender que n√£o puderam obter nenhum azeite √†quela hora... vos n√£o conhe√ßo. Uma declara√ß√£o semelhante a 7:23 na import√Ęncia. Cristo rejeitar√° todo o relacionamento com pessoas que s√£o apenas professas.

14-30. Os talentos. Uma par√°bola semelhante a das Minas, que foi apresentada alguns dias antes em Jeric√≥ (Lc. 19:11-27). As Minas ilustravam a verdade que dons iguais, quando usados com dilig√™ncia desigual, podem receber recompensa desigual. Os Talentos mostram que dons diferentes, quando usados com a mesma finalidade, ser√£o igualmente recompensados. A par√°bola anterior das Virgens destacou a necessidade de se estar alerta e preparado para a vinda de Cristo. Os Talentos enfatizam a necessidade do servi√ßo fiel durante a sua aus√™ncia.

14. A natureza el√≠ptica da senten√ßa, que leva os tradutores ingleses a colocar diversas palavras no come√ßo, mostra a sua √≠ntima liga√ß√£o com o assunto anterior. Como um homem que, ausentando-se do pa√≠s. homem √© sem d√ļvida o Filho do homem (v. 13).

15. O talento era uma moeda de valor comparativamente alto. Aqui os talentos eram de prata (v. 18, argurion, "dinheiro de prata"). Dependendo de quem os cunhava, os talentos valiam de 1.180 d√≥lares (Aegina) a 960 d√≥lares (Attic). Um talento valia mais do que uma mina.

A cada um segundo a sua pr√≥pria capacidade. Os talentos representam diferentes responsabilidades a serem executadas de acordo com a capacidade de cada homem.

16, 17. Os dois primeiros servos, embora possu√≠ssem diferentes quantias de dinheiro, foram diligentes da mesma maneira e dobraram o seu capital.

18. O servo que possu√≠a apenas um talento n√£o demonstrou dilig√™ncia e n√£o sentiu o desafio de sua oportunidade. Abriu uma cova. Um esconderijo comum (Mt. 13:44).

19. Depois de muito tempo. Uma indica√ß√£o de que a volta de Cristo n√£o seria imediata, embora a express√£o seja indefinida. Na par√°bola a volta foi ainda dentro do per√≠odo de vida dos servos.

20-23. Na volta do seu senhor os dois primeiros servos tinham quantias diferentes a apresentar, mas ambos ofereceram lucro de cem por cento e receberam o mesmo elogio e recompensa.

Muito bem, servo bom e fiel. A fidelidade √© a virtude que est√° sendo examinada. Sobre muito te colocarei. Parte da recompensa consistia em obter responsabilidade mais alta e privil√©gios diante do senhor. Entra no gozo do teu senhor. Provavelmente uma refer√™ncia da participa√ß√£o que o crente tem do gozo de Cristo, o qual √© dEle por direito por causa de Sua perfeita execu√ß√£o da vontade do Pai (Jo. 15:10, 11).

24, 25. O servo in√ļtil, entretanto, revela pela explica√ß√£o que d√°, uma opini√£o completamente falsa que tem do seu senhor. Homem severo. Severo, cruel, sem miseric√≥rdia. Ceifas onde n√£o semeaste, isto √©, tiras proveito do trabalho dos outros. Ajuntas onde n√£o espalhaste. N√£o est√° muito claro se esta cl√°usula √© paralela ao pensamento da precedente, ou se descreve o pr√≥ximo est√°gio da colheita, isto √©, o joeiramento. Se este √© o caso, ent√£o o servo acusa o seu senhor de ajuntar em seu celeiro aquilo que o trabalho de outro espalhou com a p√° de joeirar que separa o gr√£o da palha.

Receoso. Ele se justifica falando do seu medo de arriscar e da necessidade de contabilizar poss√≠veis perdas. Este servo estava cego ao fato de que o seu senhor era um homem generoso e dedicado, que desejava faz√™-lO participar de alegrias maravilhosas.

26. Sabias. Talvez esta parte pudesse ser considerada uma pergunta, "Tu n√£o sabes. . .?" Sem tomar conhecimento da veracidade dessa opini√£o, o senhor julga o escravo com base na sua justificativa para lhe mostrar a baixeza de tal atitude.

27. Se o servo realmente temia o risco de se aventurar nos neg√≥cios, ent√£o ele devia ter depositado o talento com os banqueiros para que rendesse juros. Embora os israelitas estivessem proibidos de cobrar juros uns dos outros, podiam faz√™-lo dos gentios (Dt. 23:20).

28, 29. Portanto o talento foi tirado desse servo pregui√ßoso e rebelde e foi dado √†quele que era mais capaz de us√°-lo com proveito.

30. O servo in√ļtil. Lan√ßai-o para fora, nas trevas. choro e tanger de dentes mostra claramente que isto simboliza o castigo eterno (8:12; 13:42, 50; 22:13; 24:51). A√≠ est√° o ponto alto da interpreta√ß√£o. Se esse ajustar de contas √© o julgamento das obras do crente, ent√£o temos ao que parece um verdadeiro crente sofrendo a perda de sua alma por causa da esterilidade de suas obras. Mas essa interpreta√ß√£o viria contradizer a Jo. 5:24. Ou, se o servo in√ļtil representa um simples crist√£o professo, cuja verdadeira natureza foi assim desmascarada, ent√£o parece que o julgamento das obras dos crentes e a maldi√ß√£o dos pecadores ocorrer√° junto, ainda que Ap. 20 separe estes julgamentos com um intervalo de 1.000 anos. A melhor solu√ß√£o √© aquela que aplica a par√°bola aos santos da Tribula√ß√£o (quer judeus quer gentios) por causa da clara associa√ß√£o com os vers√≠culos precedentes. Esta explica√ß√£o concorda com outras passagens que por ocasi√£o da volta de Cristo, os crentes remanescentes ser√£o ajuntados para desfrutarem das b√™n√ß√£os do Mil√™nio, mas aqueles que estando vivos n√£o crerem verdadeiramente no seu Messias ser√£o removidos (Ez. 20:37-42). √Č claro que, para os homens de todas as dispensa√ß√Ķes, vale o princ√≠pio de que Deus os tem por respons√°veis pelo uso que fizerem dos seus dons.

 

e) Julgamento de Todas as Na√ß√Ķes. 25:31 – 46.

31. Ent√£o se assentar√° no trono da sua gl√≥ria. A mesma cena de 24:30, 31, marcando a vinda do Filho do homem para dar fim √† Grande Tribula√ß√£o introduzindo o Mil√™nio.

32, 33. E todas as na√ß√Ķes ser√£o reunidas na sua presen√ßa. Esta cena de julgamento deve ser distinguida daquela de Apocalipse 20 (Grande Trono Branco), pois aquela segue-se √† ressurrei√ß√£o dos maus no fim do Mil√™nio. Aqui as na√ß√Ķes devem ser as pessoas vivas sobre a terra quando Cristo voltar. Ser√£o julgadas como indiv√≠duos, n√£o como grupos (uns dos outros, v. 32, est√° no g√™nero masculino, quando na√ß√Ķes √© neutro). Tal julgamento dos homens vivos por ocasi√£o da gloriosa vinda de Cristo foi profetizado em Joel 3:1, 2. Resultar√° em uma separa√ß√£o de dois grupos, com o grupo comparado √†s ovelhas colocado √† direita de Cristo, posi√ß√£o de honra e b√™n√ß√£os.

34. √Äqueles que ouvirem o “benditos de meu Pai”, Cristo na qualidade de Rei (√ļnico lugar onde Jesus se intitula assim) convida Vinde . . . entrai na posse do reino (Milenar). 35-40. Como evid√™ncia do car√°ter regenerado dessas pessoas que foram comparadas a ovelhas, Jesus menciona os atos de bondade praticados para com os “meus pequeninos irm√£os”, os quais ele considera como feitos a ele mesmo. Parece claro que as ovelhas e os bodes s√£o distintos dos “meus irm√£os”. Por isso a interpreta√ß√£o de na√ß√Ķes como sendo os gentios e os meus irm√£os como sendo o fiel remanescente judeu que proclamar√° o evangelho do Reino em todo o mundo (24:14; Ap. 7:1-8) concorda com as exig√™ncias da passagem. (O fato de Jesus ter anteriormente chamado todos os crentes de seus "irm√£os" n√£o muda as exig√™ncias do contexto; 12:47-50). Os crentes judeus ocasionar√£o a convers√£o de uma multid√£o inumer√°vel de gentios (Ap. 7:9-14), que evidenciar√£o sua f√© por meio de seus atos. A visita√ß√£o deles na pris√£o sugere que o perigo estar√° envolvido quando um homem aceitar Cristo e Seus emiss√°rios publicamente durante aquele per√≠odo.

41. Apartai-vos de mim, malditos. Muitos t√™m notado a aus√™ncia do artigo grego com a palavra malditos (diferindo de "benditos", v. 34). Assim o partic√≠pio sendo mais circunstancial que substantivo, pode indicar que a frase significa "Apartai-vos de mim sob uma maldi√ß√£o". Embora os justos tenham sido declarados benditos pelo Pai e entrem em um reino que lhes foi preparado antes da cria√ß√£o, o destino dos maus n√£o foi declarado com termos t√£o espec√≠ficos de elei√ß√£o.

fogo eterno n√£o foi preparado para eles mas para o diabo e seus anjos (Ap. 20:10). Os homens n√£o herdam o fogo eterno (contraste com os justos, v. 34), mas v√£o para l√° recusando a gra√ßa de Deus.

42-45. Jesus aponta para a falta de boas caracter√≠sticas demonstrada pelos bodes em oposi√ß√£o √†s ovelhas. Pecados de omiss√£o, n√£o abomin√°veis atos de viol√™ncia, s√£o escolhidos para indicar o estado espiritual.

46. Castigo eterno fogo eterno, ambos empregam o mesmo adjetivo (aionios). Qualquer tentativa de diminuir o castigo restringindo o eterno diminui a bem-aventuran√ßa dos justos na mesma propor√ß√£o. Enquanto eterno pode implicar em um conceito tanto qualificativo como quantitativo, o aspecto da dura√ß√£o sem fim n√£o pode ser desassociada da palavra. √Č a palavra certa para o conceito de "eterno", conforme os l√©xicos atestam. O castigo eterno foi mencionado nestas passagens, Mt. 18:8; II Ts. 1:9; Judas 13; e outras. Portanto, no come√ßo do Mil√™nio, um julgamento ser√° realizado, e os maus ser√£o removidos, para que apenas pessoas regeneradas entrem no reino milenar (conf. Jo. 3:3).

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

CONTAMOS COM VOCÊ!



 

Mude sua vida através desse ESTUDO!

O QUE √Č O TRIBUNAL DE CRISTO?


Em Mateus 16.27 est√° escrito: “o Filho do Homem vir√° na gl√≥ria de seu Pai, com os seus anjos; e, ent√£o, dar√° a cada um segundo as suas obras”. E, em Apocalipse 22.12, tamb√©m lemos: “E eis que cedo venho, e o meu galard√£o est√° comigo para dar a cada um segundo a sua obra”. Logo ap√≥s o momento mais esperado pela Igreja de Cristo, o seu Arrebatamento, os salvos em Cristo ser√£o julgados, ainda nos ares. A despeito de a B√≠blia asseverar que nenhuma condena√ß√£o h√° para quem est√° em Cristo Jesus (Rm 8.1), os salvos ser√£o julgados, n√£o para efeito de salva√ß√£o ou condena√ß√£o, mas para receber ou n√£o a premia√ß√£o pelo trabalho desempenhado para o Senhor. Neste artigo apresento sete pormenores desse importante evento escatol√≥gico.

1. O Tribunal de Cristo n√£o √© o Ju√≠zo Final. Como j√° vimos, neste blog, no artigo escatol√≥gico anterior a este, o Tribunal de Cristo n√£o deve ser confundido com o julgamento dos √≠mpios, que tamb√©m ser√£o julgados segundo as suas obras, no Ju√≠zo Final — o do Trono Branco —, mas para efeito de condena√ß√£o eterna (Ap 20.11-15). Todos os salvos arrebatados ser√£o julgados pelas suas obras apenas para receber ou n√£o galard√£o (2 Co 5.9,10; Rm 14:10-12). Embora tenhamos sido salvos exclusivamente pela gra√ßa de Deus, por meio da f√© (Ef 2.8,9), tamb√©m somos “feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que and√°ssemos nelas” (v. 10). Esse julgamento n√£o se refere √† posi√ß√£o que temos em Cristo, e sim √† nossa condi√ß√£o como servos do Senhor.

2. O Tribunal de Cristo ocorrer√° entre o Arrebatamento da Igreja e as Bodas do Cordeiro. Se o Senhor Jesus trar√° consigo o nosso galard√£o, em sua volta, podemos afirmar que o Tribunal de Cristo se dar√° logo ap√≥s o Arrebatamento da Igreja, ainda nos ares, por ocasi√£o da nossa reuni√£o com Ele (1 Ts 4.16,17; 2 Ts 2.1). Cada salvo, de todas as √©pocas, participar√° dessa gloriosa reuni√£o, pois Jesus afirmou que haver√° recompensa na ressurrei√ß√£o dos justos (Lc 14.14). Os her√≥is do Antigo Testamento, que, tendo o testemunho pela f√©, morreram sem alcan√ßar a promessa (Hb 11.39), ressuscitar√£o incorrupt√≠veis (1 Co 15.51,52) para receber do Sumo Pastor a coroa da justi√ßa, “a incorrupt√≠vel coroa de gl√≥ria” (1 Pe 5.4). Assim como Paulo, eles combateram o bom combate, acabaram a carreira e guardaram a f√© (2 Tm 4.7,8).

No Tribunal de Cristo j√° estaremos glorificados. No momento em que cremos em Jesus Cristo e o confessamos como Senhor, obtivemos a certeza da vida eterna (Jo 5.24; Rm 10.9,10). No entanto, a salva√ß√£o — no sentido de glorifica√ß√£o — s√≥ ocorrer√° no momento do Arrebatamento da Igreja. √Ä luz da B√≠blia, a nossa preciosa salva√ß√£o possui tr√™s tempos e um tr√≠plice aspecto. No passado, ela √© posicional. Passamos a estar em Cristo! No presente, √© progressiva. Estamos nos aperfei√ßoando, a cada dia (Hb 6.9; Ef 4.11-15). No futuro, ela ser√° perfectiva. √Č a nossa glorifica√ß√£o (Rm 13:11; Hb 9.28), que ocorrer√° por ocasi√£o do Rapto da Igreja (1 Co 15.50,51; Fp 3.20,21).

3. No Tribunal de Cristo receberemos a senten√ßa em rela√ß√£o a tudo o que tivermos feito a partir da nossa convers√£o. A par√°bola das minas ou moedas de ouro revela que cada crente redimido tem a responsabilidade de empregar fielmente aquilo que de Deus recebeu: “Negociai at√© que eu venha” (Lc 19.13). Naquele grande Dia, o Justo Juiz pedir√° o nosso “relat√≥rio” (Lc 16.2). Mas Ele n√£o pedir√° conta apenas da administra√ß√£o do nosso trabalho. Tudo o que nos foi outorgado ser√° levado em considera√ß√£o: a vida — esp√≠rito, alma e corpo (1 Ts 5.23) —, que √© um dom de Deus (Ec 9.9); a maneira como nos conduzimos em rela√ß√£o √† nossa gloriosa salva√ß√£o (Fp 2.12); os talentos (1 Per 4.10); o livre-arb√≠trio (1 Co 6.12); o uso do tempo (Ef 5.16); os bens (Lc 12.16-20) etc.

4. Haver√° surpresas no Tribunal de Cristo. Quando partirmos deste mundo, as nossas obras nos seguir√£o (Ap 14.13). Tudo o que temos feito est√° registrado. E, no Arrebatamento, Jesus — que conhece todas as nossas obras (Ap 2.2,9,13,19; 3.8,15) — trar√° consigo o resultado, a avalia√ß√£o de nosso trabalho, a fim de nos galardoar. Coisas encobertas, positivas ou negativas, vir√£o √† tona. Em 1 Cor√≠ntios 4.5 est√° escrito: “nada julgueis antes do tempo, at√© que o Senhor venha, o qual tamb√©m trar√° √† luz as coisas ocultas das trevas e manifestar√° os des√≠gnios dos cora√ß√Ķes; e, ent√£o, cada um receber√° de Deus o louvor”. Da√≠ ser priorit√°ria a aprova√ß√£o do Senhor (2 Co 10.17,18), e n√£o a dos homens (Pv 25.27; 27.2).

5. N√£o h√° muitos detalhes na B√≠blia sobre a natureza do galard√£o. As obras que ningu√©m v√™ na terra ser√£o expostas pelo Senhor, naquele Dia, para que todos tomem conhecimento (Hb 4.13). Muitos pensam que os galard√Ķes ser√£o, literalmente, coroas de ouro, com pedras preciosas. “Quanto maior a fidelidade, maior a coroa”, dizem. Alguns gostam at√© de mencionar os tipos de coroa que ser√£o entregues aos servos do Senhor. Na verdade, h√° muitas coisas relacionadas com o futuro glorioso da Igreja que s√≥ ser√£o revelados na gl√≥ria (Rm 8.18; 1 Pe 5.1). Se os galard√Ķes s√£o, literalmente, v√°rios tipos de coroa, ent√£o elas ser√£o postas uma sobre a outra? Qual seria posta primeiro, a da vida, a da justi√ßa ou a de gl√≥ria? E, no caso das coroas grandes ou pequenas, de acordo com o tamanho da fidelidade, n√£o teria o galardoado de possuir uma cabe√ßa no tamanho compat√≠vel com as coroas recebidas?

A coroa dada no Tribunal de Cristo simboliza a nossa posi√ß√£o no Reino de Deus. O termo “coroa” alude, figuradamente, a posi√ß√£o, dom√≠nio, poder. Na par√°bola das minas, um senhor — que representa o nosso Senhor Jesus — disse aos seus servos fi√©is: “Bem est√°, servo bom, porque no m√≠nimo foste fiel, sobre dez cidades ter√°s autoridade” (Lc 19.17). O Senhor tamb√©m prometeu: “Ao vencedor, que guardar at√© ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as na√ß√Ķes, e com cetro de ferro as reger√° e as reduzir√° a peda√ßos como se fossem objetos de barro” (Ap 2.26,27, ARA).

6. A base para o julgamento, no Tribunal de Cristo, ser√£o as obras, e n√£o os t√≠tulos. A passagem de 1 Cor√≠ntios 3.10-15 mostra que as obras aprovadas por Deus s√£o as realizadas em Cristo, o fundamento da Igreja. Os elementos ouro, prata e pedras preciosas representam, figuradamente, o trabalho feito com humildade e temor, para a gl√≥ria do Senhor (1 Co 10.31). J√° os materiais madeira, feno e palha — facilmente consum√≠veis pelo fogo — aludem √†s obras feitas por vaidade e orgulho, para receber gl√≥ria dos homens (Mt 6.2,5). Somente ser√£o galardoados os servos cujas obras resistirem ao fogo da presen√ßa do Senhor (Hb 12.29). Sofrer detrimento pelo fogo (1 Co 3.15) denota perda de galard√£o, em contraste com o que est√° escrito no vers√≠culo 14: “receber√° galard√£o”. S√£o os materiais que se queimam, isto √©, as obras. N√£o h√° nessa passagem qualquer margem para o falso ensinamento do purgat√≥rio, visto que, ap√≥s a morte, segue-se o ju√≠zo (Hb 9.27).

7. No Tribunal de Cristo seremos julgados como servos, e n√£o como filhos. Para o filho de Deus n√£o h√° adjetivos negativos no Novo Testamento. Quanto ao servo do Senhor, vemos na par√°bola dos talentos — narrada por Jesus em Mateus 25.14-30 — que ele pode ser √ļtil ou in√ļtil, previdente ou negligente, bom ou mau e fiel ou infiel. Mencionam-se nas p√°ginas neotestament√°rias dons, minist√©rios e opera√ß√Ķes que o Senhor concede √† sua Igreja (Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-6; Ef 4.11). Cada salvo, al√©m de chamado para proclamar as virtudes do Senhor (1 Pe 2.9; Mc 16.15), recebeu pelo menos uma incumb√™ncia espec√≠fica no Corpo de Cristo (1 Co 3.6-9). Todos os servos do Senhor, de todas as √©pocas, h√£o de prestar contas de sua administra√ß√£o.

Ao sermos salvos, recebemos Jesus como Senhor e Salvador (Fp 3.20; 2 Pe 3.18). Relacionamo-nos com o Salvador como filhos (Jo 1.11,12). Mas, como Ele √© Senhor, nosso comportamento perante Ele deve ser, tamb√©m, de servos fi√©is at√© o fim (Ap 2.10; 3.11), para que tenhamos confian√ßa no Dia do Ju√≠zo (1 Jo 4.17) e recebamos a coroa incorrupt√≠vel (1 Co 9.25). Jesus n√£o galardoar√° ap√≥stolos, bispos, mission√°rios, reverendos, escritores, te√≥logos, conferencistas internacionais, cantores... O pr√™mio da soberana voca√ß√£o (Fp 3.14) ser√° dado aos “servos bons e fi√©is” (Mt 25.21,23)!






 





 

s√°bado, 5 de dezembro de 2020

Quer uma verdade sobre quem ama quer sempre est√° perto.??

Leia o texto abaixo 

Jo√£o 14-21
O Livro
Jesus conforta os discípulos
14 “Que o vosso cora√ß√£o n√£o se aflija. Creem em Deus, creiam tamb√©m em mim. 2 H√° muitas moradas onde vive o meu Pai e vou apront√°-las para a vossa chegada. 3 Quando tudo estiver pronto, ent√£o virei para vos levar, para que possam estar sempre comigo onde eu estiver. Se assim n√£o fosse, eu pr√≥prio vos teria dito claramente. 4 Ali√°s, voc√™s sabem para onde vou e como se vai para l√°.”

Jesus é o caminho para o Pai
5 “N√£o, n√£o sabemos!”, interrompeu Tom√©. “Se n√£o fazemos a menor ideia para onde vais, como podemos conhecer o caminho?”

6 Jesus disse-lhe: “Sou eu o caminho. Sim, e a verdade e a vida. Ningu√©m pode chegar ao Pai sem ser atrav√©s de mim. 7 Se tivessem sabido quem sou, ent√£o saberiam tamb√©m quem √© o meu Pai. A partir de agora, j√° o conhecem e o t√™m visto!”

8 Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.”

9 Jesus respondeu: “Ainda n√£o sabes quem eu sou, Filipe, mesmo depois de todo este tempo que passei convosco? Todo aquele que me viu, viu tamb√©m o Pai. Ent√£o, porque me pedes para o veres? 10 N√£o acreditas que eu estou no Pai e que o Pai est√° em mim? As palavras que digo n√£o s√£o minhas, mas v√™m do meu Pai, que vive em mim. E √© atrav√©s de mim que ele realiza as suas obras. 11 Creiam somente que estou no Pai e que o Pai est√° em mim. Ou ent√£o acreditem por causa das obras que me viram fazer.

12 √Č realmente como vos digo: quem crer em mim far√° as mesmas obras que eu, e maiores at√©, porque vou para junto do Pai. 13 Podem pedir-lhe tudo, em meu nome, que eu o farei, pois isso contribuir√° para a gl√≥ria do Pai, por causa daquilo que eu, o Filho, farei por voc√™s. 14 Se pedirem qualquer coisa em meu nome, eu o farei.

Jesus promete o Espírito Santo
15 Se me amam, obede√ßam-me. 16 E eu pedirei ao Pai que vos envie outro Consolador[a] e este nunca vos abandonar√°. 17 Ele √© o Esp√≠rito Santo, o Esp√≠rito que conduz a toda a verdade. O mundo n√£o o pode receber, porque n√£o o procura nem o reconhece. Mas voc√™s, sim, pois ele vive convosco e estar√° mesmo no vosso √≠ntimo. 18 N√£o, n√£o vos abandonarei nem vos deixarei √≥rf√£os; antes virei at√© v√≥s. 19 Mais um pouco e terei sa√≠do do mundo, mas continuarei convosco. Pois tornarei a viver e voc√™s tamb√©m. 20 Quando eu voltar √† vida, h√£o de saber que eu estou no meu Pai, e voc√™s em mim e eu em voc√™s. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e lhes obedece √© aquele que me ama. E, por ele me amar, meu Pai o amar√°; e tamb√©m eu o amarei e me revelarei a ele.”

22 Judas (n√£o o Judas Iscariotes) perguntou-lhe: “Senhor, porque √© que te revelar√°s unicamente a n√≥s e n√£o a todo o mundo?”

23 Jesus respondeu: “S√≥ me revelarei √†queles que me amam e me obedecem. Tamb√©m o Pai os amar√° e viremos para eles e com eles viveremos. 24 Aquele que n√£o me obedece n√£o me ama. Esta resposta √† vossa pergunta n√£o √© imagina√ß√£o minha! √Č a resposta dada pelo Pai que me enviou. 25 Digo-vos estas coisas enquanto estou ainda convosco. 26 Mas o Pai mandar√° o conselheiro em meu nome, esse Consolador √© o Esp√≠rito Santo, e ele vos ensinar√° todas as coisas e vos lembrar√° tudo o que eu pr√≥prio vos tenho dito.

27 Deixo-vos a minha paz. E a paz que eu dou não é como aquela que o mundo dá. Por isso, não se aflijam nem tenham receio. 28 Lembrem-se do que vos disse: Retiro-me, mas voltarei de novo para vocês. Se realmente me amam, sentir-se-ão felizes, pois agora posso ir para o Pai, que é maior do que eu. 29 Disse-vos estas coisas antes de acontecerem para que, quando se realizarem, possam crer.

30 N√£o tenho muito mais tempo para falar convosco, pois aproxima-se o chefe deste mundo. Ele n√£o tem poder sobre mim. 31 Mas o mundo deve saber que amo o Pai e que fa√ßo exatamente aquilo que o meu Pai me mandou fazer. Levantem-se! Vamos!”

A videira e os ramos
15 “Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai √© o lavrador. 2 Ele corta todos os ramos que n√£o produzem fruto. E, aos que produzem, poda-os para que frutifiquem ainda mais. 3 Ele j√° cuidou de voc√™s, podando-vos para que tenham mais vigor e utilidade, gra√ßas aos ensinamentos que vos dei. 4 Tenham o cuidado de viver em mim e deixem-me viver em voc√™s. Porque um ramo n√£o pode dar fruto quando separado da videira. Por isso, n√£o poder√£o dar fruto afastados de mim.

5 Sim, eu sou a videira e voc√™s s√£o os ramos. Aquele que viver em mim e eu nele produzir√° muito fruto. Pois sem mim nada podem fazer. 6 Se algu√©m se separar de mim, ser√° lan√ßado fora por ser um ramo in√ļtil; seca e √© posto com todos os outros que ser√£o depois queimados. 7 Mas se continuarem em mim e obedecerem aos meus mandamentos, poder√£o pedir o que quiserem, que vos ser√° concedido. 8 Os meus verdadeiros disc√≠pulos produzem muito fruto, o que traz grande gl√≥ria ao meu Pai.

9 Amei-vos como o Pai me amou. Vivam no meu amor. 10 Se guardarem os meus mandamentos estar√£o a viver no meu amor, assim como eu obede√ßo ao meu Pai e vivo no seu amor. 11 Disse-vos isto para que possam encher-se da minha alegria. Sim, a vossa ta√ßa de alegria transbordar√°! 12 Mando-vos que se amem uns aos outros como eu vos amei. 13 E √© esta a medida: o maior amor √© mostrado quando algu√©m d√° a vida pelos seus amigos. 14 E voc√™s ser√£o meus amigos se fizerem o que vos mando. 15 J√° n√£o vos chamo criados, pois estes n√£o acompanham o que faz o patr√£o. Voc√™s s√£o meus amigos, e a prova disso √© o facto de vos ter revelado tudo o que o Pai me disse. 16 N√£o foram voc√™s que me escolheram, mas fui que vos escolhi e vos nomeei para irem e produzirem fruto, e fruto que perdure, para que o Pai vos d√™ tudo o que lhe pedirem em meu nome. 17 √Č pois isto o que vos mando: que se amem uns aos outros!

O mundo odeia os discípulos
18 Se o mundo vos aborrece, primeiro me aborreceu a mim. 19 O mundo amar-vos-ia se lhe pertencessem; mas voc√™s n√£o lhe pertencem. Eu vos escolhi para sairem do mundo, e por isso o mundo vos odeia. 20 Lembrem-se do que vos disse: O servo n√£o √© maior do que o seu senhor! Assim, visto que me perseguiram, tamb√©m vos perseguir√£o. Se me tivessem escutado, tamb√©m vos escutariam. 21 A gente do mundo perseguir-vos-√° por me pertencerem, pois n√£o conhecem a Deus que me enviou. 22 Se eu n√£o tivesse vindo e n√£o lhes tivesse falado, n√£o seriam culpados. Mas agora o seu pecado n√£o tem desculpa. 23 Qualquer que me repudia, repudia tamb√©m o meu Pai. 24 Se eu n√£o tivesse feito entre eles as coisas que mais ningu√©m fez, n√£o seriam considerados culpados. Mas eles viram esses milagres, e mesmo assim aborreceram-nos, a mim e ao meu Pai. 25 Assim se cumpriu o que est√° escrito na sua Lei: ‘Odeiam-me sem motivo.’[b]

26 Contudo, mandar-vos-ei o Consolador, o Esp√≠rito da verdade. Ele vir√° desde o Pai e vos dir√° tudo a meu respeito. 27 E tamb√©m voc√™s devem testemunhar de mim, porque t√™m estado comigo desde o princ√≠pio.”

16 “Disse-vos estas coisas para que n√£o se desviem. 2 Porque ser√£o expulsos das sinagogas. Aproxima-se o momento em que aqueles que vos matarem julgar√£o ter feito um servi√ßo a Deus. 3 Porque nunca conheceram nem o Pai nem a mim. 4 Sim, digo-vos estas coisas agora para que, quando chegar o momento, se lembrem de que vos avisei. N√£o vos disse mais cedo, porque ia ainda estar convosco mais algum tempo.

A obra do Espírito Santo
5 Agora, volto para aquele que me enviou, mas nenhum de vocês me pergunta para onde vou. 6 Em vez disso, sentem apenas tristeza. 7 Na verdade, é melhor que eu vá, porque se eu não for não virá o Consolador. Se eu for, ele virá, pois vou enviá-lo. 8 E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, de que têm de contar com a justiça de Deus e de que haverá um juízo. 9 O pecado do mundo é não crer em mim. 10 Haverá justiça porque eu vou para o Pai e vocês não me verão mais. 11 O juízo virá porque o chefe deste mundo já foi julgado.

12 Ficam ainda tantas outras coisas que vos queria dizer, mas agora n√£o as podem suportar!

13 Mas quando o Espírito da verdade vier, ele vos guiará em toda a verdade. Ele não apresentará as suas próprias ideias, mas irá transmitir aquilo que ouviu. Ele vos revelará o futuro. 14 Glorificar-me-á, pois recebê-la-á de mim e vo-la mostrará. 15 Tudo quanto o Pai tem é meu e é isto que vos quero dizer ao afirmar que a receberá de mim e vo-la mostrará.

16 Mais um pouco de tempo e terei partido, e n√£o me tornar√£o a ver! Mais um pouco de tempo ainda e ver-me-√£o de novo!”

A tristeza dará lugar à alegria
17 “Mas o que est√° ele a dizer?”, interrogavam-se os disc√≠pulos. “Que √© isto quando ele diz: ‘N√£o me ver√£o, mas mais tarde h√£o de ver-me’? Que quer dizer: ‘Eu vou para o Pai’? 18 E o que significa: ‘Um pouco mais tarde’? N√£o entendemos!”

19 Jesus percebeu que pretendiam que se explicasse melhor e disse: “Interrogam-se sobre o que quero dizer? 20 √Č realmente como vos digo: num breve tempo partirei e n√£o me ver√£o mais. Ent√£o um pouco mais tarde, voc√™s me ver√£o de novo. O mundo ficar√° feliz com o que me vai acontecer e voc√™s chorar√£o. Mas o vosso choro se transformar√° de s√ļbito em alegria. 21 √Č a mesma alegria que tem uma mulher quando nasce o seu filho, pois ao medo segue-se o encanto, e a dor fica esquecida. 22 Agora est√£o desgostosos, mas eu tornarei a ver-vos, e ent√£o alegrar-se-√£o; e essa alegria ningu√©m a poder√° roubar. 23 E naquele dia n√£o precisar√£o de me pedir nada. √Č realmente como vos digo, para que o Pai vos d√™ tudo o que lhe pedirem em meu nome. 24 Ainda n√£o experimentaram faz√™-lo; mas pe√ßam, invocando o meu nome, e receber√£o, e ter√£o alegria abundante.

25 Falei-vos destas coisas por meio de par√°bolas, mas vir√° o momento em que isso n√£o ser√° necess√°rio e de forma bem clara vos revelarei o Pai. 26 Ent√£o poder√£o apresentar os vossos pedidos em meu nome. E n√£o ser√° preciso eu pedir ao Pai por v√≥s; 27 pois o Pai ama-vos muito por me amarem e crerem que venho dele. 28 Sim, vim do Pai a este mundo e deixarei o mundo para voltar para o Pai!”

29 “At√© que enfim falas claramente e n√£o por par√°bolas!”, reconheceram os disc√≠pulos. 30 “Agora compreendemos que sabes tudo e sabes at√© o que precisamos de conhecer, sem te interrogarmos. Por isso, acreditamos que foi de Deus que vieste.”

31 Jesus disse: “Acreditam finalmente? 32 Mas vir√° o momento, e √© agora, em que ser√£o espalhados, cada um seguindo o seu pr√≥prio caminho, deixando-me s√≥. No entanto, n√£o estarei sozinho, porque o Pai est√° comigo! 33 Disse-vos tudo isto para que tenham paz. Aqui na Terra ter√£o muitos sofrimentos. Mas tenham coragem, porque eu venci o mundo!”

Jesus fala com o Pai
17 Depois de ter falado em todas estas coisas, Jesus levantou o olhar para o c√©u e disse: “Pai, chegou a hora. Revela a gl√≥ria do teu Filho para que ele te possa dar tamb√©m gl√≥ria a ti. 2 Porque lhe deste autoridade sobre cada ser humano em toda a terra. Ele d√° a vida eterna a todo aquele que tu lhe confiaste. 3 E a vida eterna significa conhecer-te a ti, o √ļnico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste ao mundo. 4 Trouxe-te gl√≥ria aqui na Terra fazendo o que me deste a fazer. 5 E agora, Pai, d√°-me a gl√≥ria que eu tinha junto de ti, antes do mundo existir.

Jesus ora pelos discípulos
6 Revelei-te a estes homens. Eles estavam no mundo, mas depois deste-mos. Foram sempre teus e tu deste-mos e têm obedecido à tua palavra. 7 Agora sabem que tudo o que tenho provém de ti. 8 Porque lhes transmiti as ordens que me deste; e eles aceitaram-nas e sabem de certeza que eu desci à Terra vindo de ti, e creem que me enviaste.

9 Peço, não pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque te pertencem. 10 E todos eles, uma vez que são meus, pertencem a ti também; e tu mos tornaste a dar com tudo o mais que é teu, e assim eles são a minha glória. 11 Agora vou deixar o mundo e deixá-los também, para ir para junto de ti. Pai Santo, guarda sob o teu cuidado todos aqueles que me deste, para que permaneçam unidos, como nós estamos unidos. 12 Durante o tempo que aqui estive, tenho conservado seguros em teu nome todos estes que me deste, guardando-os de modo que nenhum se perdeu, exceto aquele que tinha de perder-se, conforme predisseram as Escrituras.

13 E agora vou para junto de ti. Disse-lhes muitas coisas, enquanto estive com eles, para que ficassem cheios da minha alegria. 14 Dei-lhes a tua palavra. E o mundo quer-lhes mal, porque não se adaptam ao mundo, como eu também nele não tenho lugar. 15 Não te peço que os tires do mundo, mas que os conserves a salvo do Maligno. 16 Eles não são parte deste mundo, como também eu o não sou. 17 Torna-os santos, ensinando-lhes as tuas palavras da verdade. 18 Assim como me enviaste ao mundo, também eu os envio ao mundo. 19 E em benefício deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.

Jesus ora por todos os crentes
20 Não oro só por estes, mas também por todos os futuros crentes que venham a mim pelo testemunho que estes derem. 21 E a minha oração por todos eles é que estejam unidos, como tu e eu o estamos, Pai. Para que, assim como estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós, para que o mundo acredite que tu me enviaste.

22 Dei-lhes a glória que me deste, para que possam ser um, como nós o somos. 23 Eu neles e tu em mim, e tudo perfeito num só, para que o mundo saiba que me enviaste e compreenda que os amas tanto como tu me amas a mim. 24 Pai, quero tê-los comigo, aqueles que me deste, para que possam ver a minha glória. Essa glória que tu me deste, por me amares antes do princípio do mundo.

25 Pai justo, o mundo n√£o te conhece, mas eu conhe√ßo-te e estes disc√≠pulos sabem que me enviaste. 26 Revelei-lhes o teu nome e continuarei a revelar-lho, para que o amor que tens por mim esteja neles e eu neles esteja tamb√©m.”

Jesus é preso
(Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Lc 22.47-53)
18 Depois de dizer estas coisas, Jesus atravessou o vale de Cedron com os discípulos e entrou num olival. 2 Um local conhecido de Judas, o traidor, por Jesus ali ter ido muitas vezes com os discípulos. 3 Os principais sacerdotes e fariseus tinham dado a Judas um destacamento de soldados e guardas que o acompanharam. Chegaram ao olival à luz de archotes e lanternas, e de armas na mão.

4 Jesus sabia bem tudo o que lhe ia acontecer e, avan√ßando ao encontro deles, perguntou: “Quem procuram?”

5 “Jesus de Nazar√©”, responderam.

“Sou eu!”, disse Jesus. Judas estava ali com eles quando Jesus se identificou.

6 Quando Jesus disse: “Sou eu!”, todos recuaram e ca√≠ram por terra. 7 Uma vez mais lhes perguntou: “Quem procuram?”

“Jesus de Nazar√©.”

8 “J√° vos disse que sou eu”, disse-lhes Jesus. “Uma vez que √© a mim que procuram, deixem estes outros ir embora.” 9 Procedeu assim em cumprimento daquilo que tinha dito, havia pouco tempo, quando orava: “N√£o perdi um √ļnico daqueles que me deste.”[c]

10 Ent√£o Sim√£o Pedro puxou de uma espada e cortou a orelha direita de Malco, servo do sumo sacerdote. 11 Por√©m, Jesus disse a Pedro: “Guarda a espada! N√£o devo eu beber o c√°lice que o meu Pai me deu?”

Jesus perante An√°s
(Mt 26.69, 70; Mc 14.66-68; Lc 22.54-57)
12 Os guardas dos judeus e os soldados, mais o comandante, prenderam Jesus e amarraram-no. 13 E levaram-no primeiro a An√°s, sogro de Caif√°s, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14 Fora Caif√°s quem dissera aos outros anci√£os: “√Č prefer√≠vel que morra um √ļnico homem pelo povo.”

Pedro nega Jesus
15 Sim√£o Pedro seguiu-os, assim como um outro disc√≠pulo que era conhecido do sumo sacerdote. Por isso, esse outro disc√≠pulo foi autorizado a entrar no p√°tio juntamente com Jesus, 16 enquanto que Pedro ficou fora do port√£o. O outro disc√≠pulo, que era conhecido do sumo sacerdote, voltou e falou √† criada que guardava o port√£o, e esta deixou Pedro entrar. 17 A criada perguntou a Pedro: “N√£o √©s um dos disc√≠pulos de Jesus?”

“N√£o, n√£o sou!”, respondeu.

18 Os guardas e os criados estavam à volta de uma fogueira que tinham feito, pois o tempo ia frio. Pedro encontrava-se com eles, a aquecer-se.

O sumo sacerdote interroga Jesus
19 L√° dentro, o sumo sacerdote come√ßou a interrogar Jesus acerca dos seus disc√≠pulos e do que lhes andara a ensinar. 20 Jesus respondeu: “O que tenho ensinado √© bem conhecido, pois preguei com regularidade nas sinagogas e no templo. Todos os judeus me ouviram e nada ensinei em particular que n√£o tivesse j√° dito em p√ļblico. 21 Ali√°s, porque me fazes tal pergunta? Interroga aqueles que me ouviram. Alguns est√£o aqui e sabem o que eu disse.”

22 Um dos soldados que ali se encontrava deu-lhe uma bofetada: “√Č assim que respondes ao sumo sacerdote?”

23 “Se menti, prova-o!”, replicou Jesus. “Se n√£o, porque me feres?”

24 Ent√£o An√°s enviou Jesus amarrado, a Caif√°s, o sumo sacerdote.

Pedro nega Jesus mais duas vezes
(Mt 26.71-75; Mc 14.69-72; Lc 22.58-62)
25 Entretanto, estando Sim√£o Pedro junto √† fogueira, tornaram a perguntar-lhe: “N√£o √©s um dos seus disc√≠pulos?”

“N√£o sou, n√£o!”, disse Pedro.

26 Mas um dos criados da casa do sumo sacerdote, parente do homem cuja orelha Pedro tinha cortado, perguntou: “N√£o foi a ti que eu vi no olival com Jesus?” 27 Uma vez mais, Pedro negou. E imediatamente cantou um galo.

Jesus perante Pilatos
(Mt 27.11-14, 15-31; Mc 15.2-20; Lc 23.2-5, 13-25)
28 O julgamento de Jesus na presen√ßa de Caif√°s s√≥ acabou de madrugada. Levaram-no em seguida para o pal√°cio do governador romano. Os seus acusadores n√£o podiam entrar, porque isso os tornaria impuros, segundo diziam, impedindo-os de comer o cordeiro pascal. 29 Assim, Pilatos, que era o governador, saiu ao encontro deles e perguntou: “Que queixa t√™m contra este homem?”

30 “Se n√£o fosse malfeitor n√£o to ter√≠amos trazido”, retorquiram.

31 “Pois ent√£o levem-no e julguem-no voc√™s mesmos de acordo com a vossa Lei!”, tornou-lhes Pilatos.

“Mas queremos que seja morto e n√≥s n√£o podemos faz√™-lo”, replicaram os judeus. 32 Assim se cumpriu a predi√ß√£o de Jesus acerca do modo como haveria de morrer.

33 Pilatos voltou para dentro do pal√°cio e mandou que lhe levassem Jesus. “√Čs o rei dos judeus?”, perguntou-lhe.

34 Jesus replicou: “Perguntas isso de ti mesmo ou s√£o outros que o querem saber?”

35 “Sou porventura judeu?”, replicou Pilatos. “O teu povo e os principais sacerdotes √© que te trouxeram aqui. Que fizeste?”

36 Ent√£o Jesus respondeu: “N√£o sou um rei terreno. Se o fosse, os meus disc√≠pulos teriam lutado, quando os judeus me prenderam. Mas o meu reino n√£o √© deste mundo.”

37 “Ent√£o √©s rei?”, perguntou Pilatos.

Jesus respondeu: “Tens raz√£o em dizer que sou rei. De facto, foi para isso que nasci. E vim para trazer a verdade ao mundo. Todos os que amam a verdade escutam a minha voz.”

38 “O que √© a verdade?”, perguntou Pilatos. Tornando a sair ao povo, anunciou: “Ele n√£o √© culpado de crime algum. 39 Todavia, √© vosso costume pedir-me que solte algu√©m da pris√£o todos os anos pela P√°scoa.” E perguntou: “Ent√£o, n√£o querem que vos solte o rei dos judeus?”

40 Mas eles, em alta gritaria, responderam: “N√£o! N√£o soltes este, mas sim Barrab√°s!” Barrab√°s era um salteador.

Jesus é condenado
19 Ent√£o Pilatos mandou a√ßoitar Jesus. 2 Os soldados fizeram uma coroa de espinhos e colocaram-lha na cabe√ßa, vestindo-lhe um manto cor de p√ļrpura. 3 “Viva, √≥ rei dos judeus!” E batiam-lhe.

4 Pilatos apareceu de novo: “Vou tornar a traz√™-lo, mas que fique bem entendido que n√£o o acho culpado de coisa nenhuma.” 5 Jesus surgiu com uma coroa de espinhos e uma t√ļnica cor de p√ļrpura. Pilatos disse: “Eis o Homem!”

6 Ao v√™-lo, os principais sacerdotes e os guardas do templo come√ßaram a gritar: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

“Levem-no e crucifiquem-no voc√™s”, disse Pilatos, “que eu n√£o acho que seja culpado de nada.”

7 Os judeus responderam-lhe: “Pela nossa Lei deve morrer, porque se intitulou Filho de Deus.”

8 Quando Pilatos ouviu isto, ficou mais assustado do que nunca. 9 Tornando a levar Jesus para dentro do pal√°cio, perguntou-lhe: “De onde √©s tu?” Mas Jesus n√£o deu resposta. 10 “N√£o queres dizer nada?”, insistiu Pilatos. “N√£o compreendes que tenho poder para te soltar ou para te crucificar?”

11 Jesus disse: “N√£o terias poder nenhum sobre mim se n√£o te tivesse sido dado do alto. Por isso, ainda maior √© o pecado de quem me trouxe aqui.”

12 Pilatos tentou ainda solt√°-lo, mas os judeus avisaram-no: “Se soltares esse homem, n√£o √©s amigo de C√©sar. Quem se proclama rei √© culpado de rebeli√£o contra C√©sar!”

13 Perante estas palavras, Pilatos tornou a levar-lhes Jesus e presidiu √† sess√£o do tribunal, na plataforma de lajes, que em hebraico se chama Gabat√°. 14 Era agora cerca do meio-dia da v√©spera da P√°scoa. E Pilatos disse aos judeus: “Aqui t√™m o vosso rei!”

15 “Fora com ele!”, clamavam. “Fora com ele! Crucifica-o!”

“O qu√™? Crucificar o vosso rei?”, perguntou Pilatos.

“N√£o temos outro rei sen√£o o C√©sar”, gritaram os principais sacerdotes.

16 Ent√£o Pilatos entregou-lhes Jesus para ser crucificado.

Jesus é crucificado
(Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Lc 23.26-43)
Pegaram nele e levaram-no para fora da cidade. 17 Carregando a cruz, Jesus foi para o local a que chamavam “Lugar da Caveira” (em hebraico, G√≥lgota). 18 Ali o crucificaram na companhia de dois outros homens, um de cada lado. 19 E Pilatos p√īs por cima dele uma tabuleta que dizia:

jesus de nazaré, rei dos judeus.
20 Muitos judeus puderam ler estes dizeres, porque o sítio onde Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. A tabuleta estava escrita em hebraico, latim e grego.

21 Os principais sacerdotes disseram a Pilatos. “Muda a frase de modo que, em vez de ‘rei dos Judeus’, fique o que ele disse de si: ‘Eu sou o rei dos Judeus.’ ”

22 Mas Pilatos respondeu: “O que escrevi, escrevi.”

23 Depois de crucificarem Jesus, os soldados fizeram quatro lotes com a sua roupa, um para cada um deles. 24 Mas disseram: “N√£o rasguemos a t√ļnica!”, porque n√£o tinha costura. “Lancemos sortes para ver quem fica com ela.” Assim se cumpriu a profecia das Escrituras:

“Repartem a minha roupa entre si
e tiram √† sorte a minha t√ļnica.”[d]

Ora, assim fizeram os soldados.

25 Junto √† cruz, estavam a m√£e de Jesus, a sua tia Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu a sua m√£e ali de p√©, junto ao disc√≠pulo a quem ele amava, disse-lhe: “Ele √© teu filho!” 27 E ao disc√≠pulo: “Ela √© tua m√£e!” E a partir daquele momento este disc√≠pulo recolheu-a em sua casa.

A morte de Jesus
(Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Lc 23.44-49)
28 Jesus sabia que estava j√° tudo acabado e, para cumprir as Escrituras, disse: “Tenho sede!” 29 Encontrava-se ali pousado um recipiente com vinho azedo; mergulharam nele uma esponja e, colocando-a num hissopo, aproximaram-lha dos l√°bios. 30 Depois de o ter provado, Jesus disse: “Est√° acabado!” E curvando a cabe√ßa, entregou o esp√≠rito.

31 Os anci√£os n√£o queriam que as v√≠timas continuassem ali penduradas no dia seguinte, que era s√°bado, mas um s√°bado especial, por ser o da P√°scoa. Por isso, pediram a Pilatos que lhes mandasse partir as pernas e j√° poderiam ser apeados. 32 Assim os soldados vieram e partiram as pernas dos dois que tinham sido crucificados com Jesus. 33 Mas quando se aproximaram dele, viram que j√° estava morto e n√£o lhas quebraram. 34 Mesmo assim, um dos soldados ainda lhe atravessou o lado com uma lan√ßa, saindo sangue e √°gua da ferida. 35 Eu pr√≥prio assisti a tudo isto e escrevi este relato exato, para que tamb√©m voc√™s possam crer. 36 Os soldados fizeram isto em cumprimento da passagem das Escrituras que diz: “Nem um dos seus ossos ser√° quebrado.”[e] 37 E tamb√©m: “Olhar√£o para aquele a quem trespassaram.”[f]

Jesus é sepultado
(Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Lc 23.50-56)
38 Depois disto, Jos√© de Arimateia, que fora disc√≠pulo secreto de Jesus, com medo dos judeus, pediu a Pilatos que autorizasse a descida do corpo. Pilatos deixou e ele levou o corpo. 39 Nicodemos, o homem que procurara Jesus de noite, veio tamb√©m, trazendo uns trinta e cinco quilos de unguento feito de mirra e alo√©s. 40 Os dois envolveram o corpo de Jesus em len√ß√≥is de linho embebidos em perfumes, de acordo com o costume judaico de enterramento. 41 O local da crucifica√ß√£o ficava perto de um jardim onde havia um t√ļmulo novo que nunca fora usado. 42 E assim, devido √† necessidade de se apressarem antes que chegasse o s√°bado, e tamb√©m por o t√ļmulo ficar perto, colocaram ali o corpo.

O t√ļmulo vazio
(Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12)
20 Na madrugada de domingo, fazendo ainda escuro, Maria Madalena foi ao t√ļmulo e viu que a pedra tinha sido afastada da entrada. 2 Correu logo a buscar Sim√£o Pedro e o outro disc√≠pulo, por quem Jesus tinha muita afei√ß√£o, e disse: “Levaram do t√ļmulo o corpo do Senhor e n√£o sei onde o puseram!”

3 Pedro e o outro disc√≠pulo correram ao t√ļmulo para ver. 4 O companheiro, mais veloz do que Pedro, chegou primeiro. 5 Curvando-se, espreitou e viu os len√ß√≥is abandonados, mas n√£o entrou. 6 Depois, chegou Sim√£o Pedro e entrou no t√ļmulo, reparando tamb√©m no len√ßol ali ca√≠do. 7 No entanto, a ligadura que cobrira a cabe√ßa de Jesus encontrava-se dobrada a um canto. 8 Ent√£o, tamb√©m o outro disc√≠pulo entrou e creu. 9 Porque at√© ali n√£o se tinham apercebido de que as Escrituras diziam que ele tornaria a viver. 10 E os disc√≠pulos voltaram para casa.

Jesus aparece a Maria Madalena
(Mt 28.9-10; Mc 16.9-11)
11 Maria regressou ao t√ļmulo, ficando do lado de fora a chorar. Enquanto chorava, espreitou para dentro 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados √† cabeceira e aos p√©s do local onde estivera o corpo de Jesus. 13 “Porque choras?”, perguntaram-lhe os anjos.

“Porque levaram o meu Senhor e n√£o sei onde o puseram!”

14 Então reparou que alguém estava atrás de si. Era Jesus, mas não o reconheceu.

15 “Porque choras?”, perguntou ele. “Quem procuras?”

Ela pensava que fosse o jardineiro: “Se foste tu que o levaste, mostra-me onde o puseste que eu vou busc√°-lo.”

16 “Maria!”, disse Jesus.

Ela voltou-se para ele: “Raboni!”, que quer dizer: “Meu Mestre!”

17 “N√£o me toques”, disse Jesus, “porque ainda n√£o subi para meu Pai. Mas vai ter com os meus irm√£os e diz-lhes que subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”

18 Maria Madalena procurou os disc√≠pulos e disse-lhes: “Vi o Senhor!”, dando-lhes em seguida este recado.

Jesus aparece aos discípulos
(Mt 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.36-49)
19 Naquela noite, encontravam-se os disc√≠pulos reunidos √† porta fechada, com medo dos judeus, quando Jesus surgiu no meio deles, saudando-os: “A paz seja convosco!” 20 Depois de saudar os disc√≠pulos, mostrou-lhes as m√£os e o lado. E qual n√£o foi a alegria deles ao verem o Senhor! 21 Ele tornou a falar-lhes: “A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, tamb√©m eu vos envio!” 22 E soprando sobre eles, acrescentou: “Recebam o Esp√≠rito Santo! 23 Se perdoarem a algu√©m os seus pecados, perdoados ficam. Se se recusarem a perdo√°-los, ficar√£o por perdoar.”

Jesus aparece a Tomé
24 Um dos disc√≠pulos, Tom√© (o G√©meo), n√£o se encontrava ali com os outros. 25 Mais tarde, quando os outros disc√≠pulos lhe contaram: “Vimos o Senhor!”, ele replicou: “N√£o acredito, a n√£o ser que veja as feridas dos pregos nas suas m√£os, ponha nelas os meus dedos e toque com a minha m√£o na ferida do seu lado.”

26 Passados oito dias, os disc√≠pulos estavam outra vez juntos. Nessa ocasi√£o encontrava-se Tom√© tamb√©m presente. As portas estavam fechadas mas, tal como antes, Jesus apareceu no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” 27 Depois disse a Tom√©: “Coloca o dedo nas feridas das minhas m√£os e a tua m√£o no meu lado. N√£o sejas descrente. Acredita!”

28 “Meu Senhor e meu Deus!”, exclamou Tom√©.

29 Ent√£o Jesus observou: “Cr√™s porque me viste! Felizes os que n√£o me viram e, mesmo assim, creem.”

30 Os discípulos de Jesus viram-no realizar muitos outros sinais além dos registados neste livro. 31 Estes vêm aqui descritos para que creiam que ele é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo nele, tenham vida em seu nome.

Jesus e a pesca milagrosa
21 Mais tarde, Jesus tornou a aparecer aos discípulos junto ao Tiberíades[g]. Eis como tudo se passou: 2 Estava lá um grupo formado por Simão Pedro, Tomé (o Gémeo), Natanael de Caná na Galileia, os filhos de Zebedeu, e outros dois discípulos.

3 Sim√£o Pedro disse: “Vou √† pesca.”

“Tamb√©m n√≥s!”, responderam todos. Assim fizeram, mas nada apanharam toda a noite.

4 Ao romper do dia, avistaram um homem de p√© na praia, mas os disc√≠pulos n√£o conseguiram ver quem seria. 5 “Amigos, apanharam algum peixe?”, perguntou-lhes.

“N√£o!”, responderam.

6 Ent√£o ele disse: “Lancem a rede do lado direito do barco e apanhar√£o bastante!” Assim foi e nem sequer conseguiam puxar a rede, devido ao peso do peixe, pela sua abund√Ęncia.

7 Ent√£o aquele disc√≠pulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “√Č o Senhor!” Ao ouvir isto, Sim√£o Pedro vestiu a roupa que tinha despido e saltou para dentro da √°gua. 8 Os outros disc√≠pulos continuaram no barco e puxaram a rede carregada at√© √† praia, a cerca de cem metros de dist√Ęncia. 9 Quando l√° chegaram, viram uma fogueira com peixe em cima; tamb√©m havia p√£o.

10 “Tragam-me do peixe que acabaram de apanhar”, disse-lhe Jesus. 11 Sim√£o Pedro foi e puxou a rede para terra. Pela sua contagem, havia cento e cinquenta e tr√™s peixes grandes, sem que, contudo, a rede se tivesse rompido.

12 “Agora venham comer!” E nenhum dos disc√≠pulos se atrevia a perguntar-lhe se era realmente ele, o Senhor, pois no fundo sab√≠amos bem que sim. 13 Jesus come√ßou ent√£o a servir-lhes p√£o e peixe. 14 Foi esta a terceira vez que Jesus apareceu aos disc√≠pulos depois da sua ressurrei√ß√£o.

Pedro é restaurado
15 Terminando a refei√ß√£o, Jesus disse a Sim√£o Pedro: “Sim√£o, filho de Jo√£o, amas-me mais do que estes?”

“Sim!”, respondeu Pedro. “Sabes que eu te amo!”

Jesus disse-lhe: “Ent√£o alimenta os meus cordeiros.”

16 Jesus repetiu a mesma pergunta: “Sim√£o, filho de Jo√£o, amas-me?”

“Sim, Senhor!”, disse Pedro. “Sabes que eu te amo!”

“Ent√£o, pastoreia as minhas ovelhas.”

17 Uma vez mais lhe perguntou: “Sim√£o, filho de Jo√£o, amas-me?”

Pedro sentiu-se magoado por Jesus o ter questionado pela terceira vez: “Senhor, tu conheces tudo e sabes que eu te amo.”

Jesus insistiu: “Toma conta das minhas ovelhas. 18 Presta bem aten√ß√£o: Quando eras novo, fazias o que te apetecia e ias para onde querias. Por√©m, quando fores velho, estender√°s as m√£os e outros te guiar√£o e levar√£o para onde n√£o queres ir.” 19 Jesus disse-lhe isto para que soubesse como iria morrer para gl√≥ria de Deus. Depois acrescentou: “Segue-me!”

20 Pedro voltou-se e viu que os seguia o disc√≠pulo que Jesus amava; aquele que se curvara na ceia para perguntar a Jesus: “Mestre, quem √© aquele que te vai trair?”

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