quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

O Ministério de Davi e o Ministério de Saul Davi e Saul foram os dois primeiros reis de Israel e, entre eles, havia muitas diferenças, a partir da escolha para governarem. Seus nomes tinham grande significado. Davi significa “amado e respeitado por Deus”, enquanto Saul significa “pedido a Deus”. Ambos eram de boa aparência e foram ungidos pelo profeta Samuel. Suas semelhanças, porém, terminam aí. No entanto, as diferenças entre eles determinaram o sucesso de um e o fracasso do outro. Davi foi um rei escolhido por Deus e não pelos homens, enquanto Saul foi pedido pelos homens, fora da prioridade de Deus. Davi era pastor de ovelhas e, mesmo para defender seu rebanho, colocava sua dependência no Senhor. Se ele podia enfrentar leões e ursos selvagens para defender seu rebanho, poderia também, como homem de Deus, derrotar os inimigos de Israel. Dependência de Deus e obediência foram fatores determinantes para sua escolha para reinar sobre Israel. Se, por um lado, Davi era obediente ao Senhor, Saul era persistente na desobediência. Israel estava em guerra e a ordem era esperar o profeta Samuel para oferecer um sacrifício. No entanto, Saul tomou a direção e ele mesmo apresentou o sacrifício, usurpando a autoridade do profeta e desobedecendo as ordens de Deus. Desobedeceu também quando o Senhor mandou destruir tudo durante um ataque aos amalequitas, inimigos dos israelitas, e ele não o fez. Por isso, perdeu a unção e o poder conforme 1 Samuel 15.23. Ao desobedecer, Saul teve seu reinado cancelado. Outra diferença entre Saul e Davi era a atitude deles com relação ao povo. A Bíblia ilustra como cada um agia em relação àqueles que estavam sob a sua proteção e comando. Saul tinha um coração sem amor, era um homem egoísta e insensível. Nem mesmo seu filho Jônatas escapou da sua falta de amor. Já o rei Davi amava o povo sobre o qual reinava. Ele tinha um coração terno, de pastor. Foi um soldado valente e um estadista que sabia lidar com o sistema. Davi amou o povo de Israel, mesmo quando os súditos se mostraram ímpios, rebeldes e ingratos. Muitos daqueles pelos quais ele arriscou a vida na guerra não o queriam como rei. As diferenças entre Davi e Saul servem para meditarmos sobre como agimos, como vemos nossos líderes. A quem nos assemelhamos mais? E a nossa atitude como cristãos, é com aqueles que estão perdidos, sem conhecer o amor de Deus ou vivemos ignorando aqueles pelos quais Jesus morreu? Essa é uma meditação que deve ser feita, principalmente por pastores e líderes. Ser pastor não significa apenas ter uma credencial ou ter estudado teologia, mas, sobretudo, amar suas ovelhas, o povo que Deus colocou ao seu cuidado. Portanto, devemos ter um ministério semelhante ao de Davi, ou seja, segundo o coração de Deus. Deus colocou diante de nós a possibilidade de termos uma vida abundante e está em nossas mãos a opção de sermos conforme o coração de Deus, em obediência e amor. Que o Senhor abençoe a todos.


 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

MUDE DE VIDA, CONHEÇA JESUS .

Interpretação de Mateus 25





Mateus 25👈

25:1-13. As Dez Virgens. Uma linda história extraída dos costumes relacionados ao casamento daquele tempo, mas interpretados pelos evangélicos de maneiras muito variadas. Alguns explicam as virgens como sendo os membros professos da Igreja à espera da volta de Cristo. Outros aplicam a parábola aos judeus remanescentes na Tribulação. Embora o tema central, que é a necessidade de se vigiar, aplica-se a qualquer dos grupos, o escritor sente que a última interpretação vai de encontro às exigências do conteúdo e do contexto mais exatamente.

1. Então coloca a parábola dentro do quadro mencionado em 24:29 e 24:40. O reino dos céus. Conf. com Mt. 3:2; 13:11.

Dez virgens... saíram a encontrar-se com o noivo. O casamento judeu tinha duas fases. Primeiro, o noivo ia à casa da noiva para buscar sua prometida e cumprir com as cerimônias religiosas. Depois levava a noiva para a sua própria casa onde recomeçavam as festividades. A parábola não dá a entender que as virgens (no plural) esperassem casar-se com o noivo. Este não é um casamento polígamo. Antes, no fim da Tribulação, Cristo retornará à terra (seu domínio) depois de tomar a Igreja por esposa no céu (seu lar durante a Tribulação). Esta explicação se reflete no texto oriental desta passagem, que diz, "para se encontrarem com o noivo e a noiva". Conf. também com Lc. 12:35,36, "que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas". Portanto a Igreja não está aqui como tal. O interesse centraliza-se sobre as virgens que querem participar da festa do casamento, representantes do remanescente judeu professo (Ap. 14:1-4).

3. As néscias. Estúpidas. Lâmpadas. Tochas, cada uma contendo um pavio e espaço para azeite. Não levaram azeite consigo. Azeite, geralmente símbolo do Espírito Santo nas Escrituras (Zc. 4; Is. 61:1). Aqui uma referência à posse do Espírito Santo na regeneração (Rm. 8:9). Todas as dez tinham exteriormente a mesma aparência (virgens, lâmpadas, mesma atividade), mas cinco não participavam do Espírito Santo, que nessa ocasião foi concedido a Israel para que os judeus estivessem prontos para a vinda do Messias (Zc. 12:10).

5. Foram tomadas de sono e adormeceram. A parábola não alia culpa a este detalhe. Por isso talvez descreva a certeza do remanescente em esperar o noivo, e não o seu descuido; mas no caso das virgens loucas, era uma certeza falsa.

6, 7. Prepararam as suas lâmpadas. Limparam os pavios, acenderam-nas e ajustaram as chamas. Uma pessoa caminhando pelas ruas do Oriente à noite precisa carregar uma tocha acesa. Por isso as virgens se prepararam para se juntarem à procissão quando o noivo vinha se aproximando.

8. As nossas lâmpadas estão se apagando. As virgens tolas, que não se forneceram de azeite, viram seus pavios secos bruxulearem por alguns momentos e depois se apagarem. Insistir que tivessem um pouco de azeite mas não o suficiente contradiz 25:3. Sua estupidez ficou demonstrada porque não providenciaram nenhum azeite.

9. Comprai-o. Linguagem da parábola. O Espírito Santo é um dom gratuito, mas pode ser descrito por essa metáfora (conf. Is. 55:1). Cada pessoa deve obter seu próprio fornecimento.

10-12. Enquanto as loucas se foram, o noivo chegou e a festa começou. Mais tarde as loucas retomaram, dando-se a entender que não puderam obter nenhum azeite àquela hora... vos não conheço. Uma declaração semelhante a 7:23 na importância. Cristo rejeitará todo o relacionamento com pessoas que são apenas professas.

14-30. Os talentos. Uma parábola semelhante a das Minas, que foi apresentada alguns dias antes em Jericó (Lc. 19:11-27). As Minas ilustravam a verdade que dons iguais, quando usados com diligência desigual, podem receber recompensa desigual. Os Talentos mostram que dons diferentes, quando usados com a mesma finalidade, serão igualmente recompensados. A parábola anterior das Virgens destacou a necessidade de se estar alerta e preparado para a vinda de Cristo. Os Talentos enfatizam a necessidade do serviço fiel durante a sua ausência.

14. A natureza elíptica da sentença, que leva os tradutores ingleses a colocar diversas palavras no começo, mostra a sua íntima ligação com o assunto anterior. Como um homem que, ausentando-se do país. homem é sem dúvida o Filho do homem (v. 13).

15. O talento era uma moeda de valor comparativamente alto. Aqui os talentos eram de prata (v. 18, argurion, "dinheiro de prata"). Dependendo de quem os cunhava, os talentos valiam de 1.180 dólares (Aegina) a 960 dólares (Attic). Um talento valia mais do que uma mina.

A cada um segundo a sua própria capacidade. Os talentos representam diferentes responsabilidades a serem executadas de acordo com a capacidade de cada homem.

16, 17. Os dois primeiros servos, embora possuíssem diferentes quantias de dinheiro, foram diligentes da mesma maneira e dobraram o seu capital.

18. O servo que possuía apenas um talento não demonstrou diligência e não sentiu o desafio de sua oportunidade. Abriu uma cova. Um esconderijo comum (Mt. 13:44).

19. Depois de muito tempo. Uma indicação de que a volta de Cristo não seria imediata, embora a expressão seja indefinida. Na parábola a volta foi ainda dentro do período de vida dos servos.

20-23. Na volta do seu senhor os dois primeiros servos tinham quantias diferentes a apresentar, mas ambos ofereceram lucro de cem por cento e receberam o mesmo elogio e recompensa.

Muito bem, servo bom e fiel. A fidelidade é a virtude que está sendo examinada. Sobre muito te colocarei. Parte da recompensa consistia em obter responsabilidade mais alta e privilégios diante do senhor. Entra no gozo do teu senhor. Provavelmente uma referência da participação que o crente tem do gozo de Cristo, o qual é dEle por direito por causa de Sua perfeita execução da vontade do Pai (Jo. 15:10, 11).

24, 25. O servo inútil, entretanto, revela pela explicação que dá, uma opinião completamente falsa que tem do seu senhor. Homem severo. Severo, cruel, sem misericórdia. Ceifas onde não semeaste, isto é, tiras proveito do trabalho dos outros. Ajuntas onde não espalhaste. Não está muito claro se esta cláusula é paralela ao pensamento da precedente, ou se descreve o próximo estágio da colheita, isto é, o joeiramento. Se este é o caso, então o servo acusa o seu senhor de ajuntar em seu celeiro aquilo que o trabalho de outro espalhou com a pá de joeirar que separa o grão da palha.

Receoso. Ele se justifica falando do seu medo de arriscar e da necessidade de contabilizar possíveis perdas. Este servo estava cego ao fato de que o seu senhor era um homem generoso e dedicado, que desejava fazê-lO participar de alegrias maravilhosas.

26. Sabias. Talvez esta parte pudesse ser considerada uma pergunta, "Tu não sabes. . .?" Sem tomar conhecimento da veracidade dessa opinião, o senhor julga o escravo com base na sua justificativa para lhe mostrar a baixeza de tal atitude.

27. Se o servo realmente temia o risco de se aventurar nos negócios, então ele devia ter depositado o talento com os banqueiros para que rendesse juros. Embora os israelitas estivessem proibidos de cobrar juros uns dos outros, podiam fazê-lo dos gentios (Dt. 23:20).

28, 29. Portanto o talento foi tirado desse servo preguiçoso e rebelde e foi dado àquele que era mais capaz de usá-lo com proveito.

30. O servo inútil. Lançai-o para fora, nas trevas. choro e tanger de dentes mostra claramente que isto simboliza o castigo eterno (8:12; 13:42, 50; 22:13; 24:51). Aí está o ponto alto da interpretação. Se esse ajustar de contas é o julgamento das obras do crente, então temos ao que parece um verdadeiro crente sofrendo a perda de sua alma por causa da esterilidade de suas obras. Mas essa interpretação viria contradizer a Jo. 5:24. Ou, se o servo inútil representa um simples cristão professo, cuja verdadeira natureza foi assim desmascarada, então parece que o julgamento das obras dos crentes e a maldição dos pecadores ocorrerá junto, ainda que Ap. 20 separe estes julgamentos com um intervalo de 1.000 anos. A melhor solução é aquela que aplica a parábola aos santos da Tribulação (quer judeus quer gentios) por causa da clara associação com os versículos precedentes. Esta explicação concorda com outras passagens que por ocasião da volta de Cristo, os crentes remanescentes serão ajuntados para desfrutarem das bênçãos do Milênio, mas aqueles que estando vivos não crerem verdadeiramente no seu Messias serão removidos (Ez. 20:37-42). É claro que, para os homens de todas as dispensações, vale o princípio de que Deus os tem por responsáveis pelo uso que fizerem dos seus dons.

 

e) Julgamento de Todas as Nações. 25:31 – 46.

31. Então se assentará no trono da sua glória. A mesma cena de 24:30, 31, marcando a vinda do Filho do homem para dar fim à Grande Tribulação introduzindo o Milênio.

32, 33. E todas as nações serão reunidas na sua presença. Esta cena de julgamento deve ser distinguida daquela de Apocalipse 20 (Grande Trono Branco), pois aquela segue-se à ressurreição dos maus no fim do Milênio. Aqui as nações devem ser as pessoas vivas sobre a terra quando Cristo voltar. Serão julgadas como indivíduos, não como grupos (uns dos outros, v. 32, está no gênero masculino, quando nações é neutro). Tal julgamento dos homens vivos por ocasião da gloriosa vinda de Cristo foi profetizado em Joel 3:1, 2. Resultará em uma separação de dois grupos, com o grupo comparado às ovelhas colocado à direita de Cristo, posição de honra e bênçãos.

34. Àqueles que ouvirem o “benditos de meu Pai”, Cristo na qualidade de Rei (único lugar onde Jesus se intitula assim) convida Vinde . . . entrai na posse do reino (Milenar). 35-40. Como evidência do caráter regenerado dessas pessoas que foram comparadas a ovelhas, Jesus menciona os atos de bondade praticados para com os “meus pequeninos irmãos”, os quais ele considera como feitos a ele mesmo. Parece claro que as ovelhas e os bodes são distintos dos “meus irmãos”. Por isso a interpretação de nações como sendo os gentios e os meus irmãos como sendo o fiel remanescente judeu que proclamará o evangelho do Reino em todo o mundo (24:14; Ap. 7:1-8) concorda com as exigências da passagem. (O fato de Jesus ter anteriormente chamado todos os crentes de seus "irmãos" não muda as exigências do contexto; 12:47-50). Os crentes judeus ocasionarão a conversão de uma multidão inumerável de gentios (Ap. 7:9-14), que evidenciarão sua fé por meio de seus atos. A visitação deles na prisão sugere que o perigo estará envolvido quando um homem aceitar Cristo e Seus emissários publicamente durante aquele período.

41. Apartai-vos de mim, malditos. Muitos têm notado a ausência do artigo grego com a palavra malditos (diferindo de "benditos", v. 34). Assim o particípio sendo mais circunstancial que substantivo, pode indicar que a frase significa "Apartai-vos de mim sob uma maldição". Embora os justos tenham sido declarados benditos pelo Pai e entrem em um reino que lhes foi preparado antes da criação, o destino dos maus não foi declarado com termos tão específicos de eleição.

fogo eterno não foi preparado para eles mas para o diabo e seus anjos (Ap. 20:10). Os homens não herdam o fogo eterno (contraste com os justos, v. 34), mas vão para lá recusando a graça de Deus.

42-45. Jesus aponta para a falta de boas características demonstrada pelos bodes em oposição às ovelhas. Pecados de omissão, não abomináveis atos de violência, são escolhidos para indicar o estado espiritual.

46. Castigo eterno fogo eterno, ambos empregam o mesmo adjetivo (aionios). Qualquer tentativa de diminuir o castigo restringindo o eterno diminui a bem-aventurança dos justos na mesma proporção. Enquanto eterno pode implicar em um conceito tanto qualificativo como quantitativo, o aspecto da duração sem fim não pode ser desassociada da palavra. É a palavra certa para o conceito de "eterno", conforme os léxicos atestam. O castigo eterno foi mencionado nestas passagens, Mt. 18:8; II Ts. 1:9; Judas 13; e outras. Portanto, no começo do Milênio, um julgamento será realizado, e os maus serão removidos, para que apenas pessoas regeneradas entrem no reino milenar (conf. Jo. 3:3).

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

CONTAMOS COM VOCÊ!



 

Mude sua vida através desse ESTUDO!

O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO?


Em Mateus 16.27 está escrito: “o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e, então, dará a cada um segundo as suas obras”. E, em Apocalipse 22.12, também lemos: “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra”. Logo após o momento mais esperado pela Igreja de Cristo, o seu Arrebatamento, os salvos em Cristo serão julgados, ainda nos ares. A despeito de a Bíblia asseverar que nenhuma condenação há para quem está em Cristo Jesus (Rm 8.1), os salvos serão julgados, não para efeito de salvação ou condenação, mas para receber ou não a premiação pelo trabalho desempenhado para o Senhor. Neste artigo apresento sete pormenores desse importante evento escatológico.

1. O Tribunal de Cristo não é o Juízo Final. Como já vimos, neste blog, no artigo escatológico anterior a este, o Tribunal de Cristo não deve ser confundido com o julgamento dos ímpios, que também serão julgados segundo as suas obras, no Juízo Final — o do Trono Branco —, mas para efeito de condenação eterna (Ap 20.11-15). Todos os salvos arrebatados serão julgados pelas suas obras apenas para receber ou não galardão (2 Co 5.9,10; Rm 14:10-12). Embora tenhamos sido salvos exclusivamente pela graça de Deus, por meio da fé (Ef 2.8,9), também somos “feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (v. 10). Esse julgamento não se refere à posição que temos em Cristo, e sim à nossa condição como servos do Senhor.

2. O Tribunal de Cristo ocorrerá entre o Arrebatamento da Igreja e as Bodas do Cordeiro. Se o Senhor Jesus trará consigo o nosso galardão, em sua volta, podemos afirmar que o Tribunal de Cristo se dará logo após o Arrebatamento da Igreja, ainda nos ares, por ocasião da nossa reunião com Ele (1 Ts 4.16,17; 2 Ts 2.1). Cada salvo, de todas as épocas, participará dessa gloriosa reunião, pois Jesus afirmou que haverá recompensa na ressurreição dos justos (Lc 14.14). Os heróis do Antigo Testamento, que, tendo o testemunho pela fé, morreram sem alcançar a promessa (Hb 11.39), ressuscitarão incorruptíveis (1 Co 15.51,52) para receber do Sumo Pastor a coroa da justiça, “a incorruptível coroa de glória” (1 Pe 5.4). Assim como Paulo, eles combateram o bom combate, acabaram a carreira e guardaram a fé (2 Tm 4.7,8).

No Tribunal de Cristo já estaremos glorificados. No momento em que cremos em Jesus Cristo e o confessamos como Senhor, obtivemos a certeza da vida eterna (Jo 5.24; Rm 10.9,10). No entanto, a salvação — no sentido de glorificação — só ocorrerá no momento do Arrebatamento da Igreja. À luz da Bíblia, a nossa preciosa salvação possui três tempos e um tríplice aspecto. No passado, ela é posicional. Passamos a estar em Cristo! No presente, é progressiva. Estamos nos aperfeiçoando, a cada dia (Hb 6.9; Ef 4.11-15). No futuro, ela será perfectiva. É a nossa glorificação (Rm 13:11; Hb 9.28), que ocorrerá por ocasião do Rapto da Igreja (1 Co 15.50,51; Fp 3.20,21).

3. No Tribunal de Cristo receberemos a sentença em relação a tudo o que tivermos feito a partir da nossa conversão. A parábola das minas ou moedas de ouro revela que cada crente redimido tem a responsabilidade de empregar fielmente aquilo que de Deus recebeu: “Negociai até que eu venha” (Lc 19.13). Naquele grande Dia, o Justo Juiz pedirá o nosso “relatório” (Lc 16.2). Mas Ele não pedirá conta apenas da administração do nosso trabalho. Tudo o que nos foi outorgado será levado em consideração: a vida — espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23) —, que é um dom de Deus (Ec 9.9); a maneira como nos conduzimos em relação à nossa gloriosa salvação (Fp 2.12); os talentos (1 Per 4.10); o livre-arbítrio (1 Co 6.12); o uso do tempo (Ef 5.16); os bens (Lc 12.16-20) etc.

4. Haverá surpresas no Tribunal de Cristo. Quando partirmos deste mundo, as nossas obras nos seguirão (Ap 14.13). Tudo o que temos feito está registrado. E, no Arrebatamento, Jesus — que conhece todas as nossas obras (Ap 2.2,9,13,19; 3.8,15) — trará consigo o resultado, a avaliação de nosso trabalho, a fim de nos galardoar. Coisas encobertas, positivas ou negativas, virão à tona. Em 1 Coríntios 4.5 está escrito: “nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá de Deus o louvor”. Daí ser prioritária a aprovação do Senhor (2 Co 10.17,18), e não a dos homens (Pv 25.27; 27.2).

5. Não há muitos detalhes na Bíblia sobre a natureza do galardão. As obras que ninguém vê na terra serão expostas pelo Senhor, naquele Dia, para que todos tomem conhecimento (Hb 4.13). Muitos pensam que os galardões serão, literalmente, coroas de ouro, com pedras preciosas. “Quanto maior a fidelidade, maior a coroa”, dizem. Alguns gostam até de mencionar os tipos de coroa que serão entregues aos servos do Senhor. Na verdade, há muitas coisas relacionadas com o futuro glorioso da Igreja que só serão revelados na glória (Rm 8.18; 1 Pe 5.1). Se os galardões são, literalmente, vários tipos de coroa, então elas serão postas uma sobre a outra? Qual seria posta primeiro, a da vida, a da justiça ou a de glória? E, no caso das coroas grandes ou pequenas, de acordo com o tamanho da fidelidade, não teria o galardoado de possuir uma cabeça no tamanho compatível com as coroas recebidas?

A coroa dada no Tribunal de Cristo simboliza a nossa posição no Reino de Deus. O termo “coroa” alude, figuradamente, a posição, domínio, poder. Na parábola das minas, um senhor — que representa o nosso Senhor Jesus — disse aos seus servos fiéis: “Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade” (Lc 19.17). O Senhor também prometeu: “Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro” (Ap 2.26,27, ARA).

6. A base para o julgamento, no Tribunal de Cristo, serão as obras, e não os títulos. A passagem de 1 Coríntios 3.10-15 mostra que as obras aprovadas por Deus são as realizadas em Cristo, o fundamento da Igreja. Os elementos ouro, prata e pedras preciosas representam, figuradamente, o trabalho feito com humildade e temor, para a glória do Senhor (1 Co 10.31). Já os materiais madeira, feno e palha — facilmente consumíveis pelo fogo — aludem às obras feitas por vaidade e orgulho, para receber glória dos homens (Mt 6.2,5). Somente serão galardoados os servos cujas obras resistirem ao fogo da presença do Senhor (Hb 12.29). Sofrer detrimento pelo fogo (1 Co 3.15) denota perda de galardão, em contraste com o que está escrito no versículo 14: “receberá galardão”. São os materiais que se queimam, isto é, as obras. Não há nessa passagem qualquer margem para o falso ensinamento do purgatório, visto que, após a morte, segue-se o juízo (Hb 9.27).

7. No Tribunal de Cristo seremos julgados como servos, e não como filhos. Para o filho de Deus não há adjetivos negativos no Novo Testamento. Quanto ao servo do Senhor, vemos na parábola dos talentos — narrada por Jesus em Mateus 25.14-30 — que ele pode ser útil ou inútil, previdente ou negligente, bom ou mau e fiel ou infiel. Mencionam-se nas páginas neotestamentárias dons, ministérios e operações que o Senhor concede à sua Igreja (Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-6; Ef 4.11). Cada salvo, além de chamado para proclamar as virtudes do Senhor (1 Pe 2.9; Mc 16.15), recebeu pelo menos uma incumbência específica no Corpo de Cristo (1 Co 3.6-9). Todos os servos do Senhor, de todas as épocas, hão de prestar contas de sua administração.

Ao sermos salvos, recebemos Jesus como Senhor e Salvador (Fp 3.20; 2 Pe 3.18). Relacionamo-nos com o Salvador como filhos (Jo 1.11,12). Mas, como Ele é Senhor, nosso comportamento perante Ele deve ser, também, de servos fiéis até o fim (Ap 2.10; 3.11), para que tenhamos confiança no Dia do Juízo (1 Jo 4.17) e recebamos a coroa incorruptível (1 Co 9.25). Jesus não galardoará apóstolos, bispos, missionários, reverendos, escritores, teólogos, conferencistas internacionais, cantores... O prêmio da soberana vocação (Fp 3.14) será dado aos “servos bons e fiéis” (Mt 25.21,23)!






 





 

sábado, 5 de dezembro de 2020

Quer uma verdade sobre quem ama quer sempre está perto.??

Leia o texto abaixo 

João 14-21
O Livro
Jesus conforta os discípulos
14 “Que o vosso coração não se aflija. Creem em Deus, creiam também em mim. 2 Há muitas moradas onde vive o meu Pai e vou aprontá-las para a vossa chegada. 3 Quando tudo estiver pronto, então virei para vos levar, para que possam estar sempre comigo onde eu estiver. Se assim não fosse, eu próprio vos teria dito claramente. 4 Aliás, vocês sabem para onde vou e como se vai para lá.”

Jesus é o caminho para o Pai
5 “Não, não sabemos!”, interrompeu Tomé. “Se não fazemos a menor ideia para onde vais, como podemos conhecer o caminho?”

6 Jesus disse-lhe: “Sou eu o caminho. Sim, e a verdade e a vida. Ninguém pode chegar ao Pai sem ser através de mim. 7 Se tivessem sabido quem sou, então saberiam também quem é o meu Pai. A partir de agora, já o conhecem e o têm visto!”

8 Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.”

9 Jesus respondeu: “Ainda não sabes quem eu sou, Filipe, mesmo depois de todo este tempo que passei convosco? Todo aquele que me viu, viu também o Pai. Então, porque me pedes para o veres? 10 Não acreditas que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que digo não são minhas, mas vêm do meu Pai, que vive em mim. E é através de mim que ele realiza as suas obras. 11 Creiam somente que estou no Pai e que o Pai está em mim. Ou então acreditem por causa das obras que me viram fazer.

12 É realmente como vos digo: quem crer em mim fará as mesmas obras que eu, e maiores até, porque vou para junto do Pai. 13 Podem pedir-lhe tudo, em meu nome, que eu o farei, pois isso contribuirá para a glória do Pai, por causa daquilo que eu, o Filho, farei por vocês. 14 Se pedirem qualquer coisa em meu nome, eu o farei.

Jesus promete o Espírito Santo
15 Se me amam, obedeçam-me. 16 E eu pedirei ao Pai que vos envie outro Consolador[a] e este nunca vos abandonará. 17 Ele é o Espírito Santo, o Espírito que conduz a toda a verdade. O mundo não o pode receber, porque não o procura nem o reconhece. Mas vocês, sim, pois ele vive convosco e estará mesmo no vosso íntimo. 18 Não, não vos abandonarei nem vos deixarei órfãos; antes virei até vós. 19 Mais um pouco e terei saído do mundo, mas continuarei convosco. Pois tornarei a viver e vocês também. 20 Quando eu voltar à vida, hão de saber que eu estou no meu Pai, e vocês em mim e eu em vocês. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e lhes obedece é aquele que me ama. E, por ele me amar, meu Pai o amará; e também eu o amarei e me revelarei a ele.”

22 Judas (não o Judas Iscariotes) perguntou-lhe: “Senhor, porque é que te revelarás unicamente a nós e não a todo o mundo?”

23 Jesus respondeu: “Só me revelarei àqueles que me amam e me obedecem. Também o Pai os amará e viremos para eles e com eles viveremos. 24 Aquele que não me obedece não me ama. Esta resposta à vossa pergunta não é imaginação minha! É a resposta dada pelo Pai que me enviou. 25 Digo-vos estas coisas enquanto estou ainda convosco. 26 Mas o Pai mandará o conselheiro em meu nome, esse Consolador é o Espírito Santo, e ele vos ensinará todas as coisas e vos lembrará tudo o que eu próprio vos tenho dito.

27 Deixo-vos a minha paz. E a paz que eu dou não é como aquela que o mundo dá. Por isso, não se aflijam nem tenham receio. 28 Lembrem-se do que vos disse: Retiro-me, mas voltarei de novo para vocês. Se realmente me amam, sentir-se-ão felizes, pois agora posso ir para o Pai, que é maior do que eu. 29 Disse-vos estas coisas antes de acontecerem para que, quando se realizarem, possam crer.

30 Não tenho muito mais tempo para falar convosco, pois aproxima-se o chefe deste mundo. Ele não tem poder sobre mim. 31 Mas o mundo deve saber que amo o Pai e que faço exatamente aquilo que o meu Pai me mandou fazer. Levantem-se! Vamos!”

A videira e os ramos
15 “Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o lavrador. 2 Ele corta todos os ramos que não produzem fruto. E, aos que produzem, poda-os para que frutifiquem ainda mais. 3 Ele já cuidou de vocês, podando-vos para que tenham mais vigor e utilidade, graças aos ensinamentos que vos dei. 4 Tenham o cuidado de viver em mim e deixem-me viver em vocês. Porque um ramo não pode dar fruto quando separado da videira. Por isso, não poderão dar fruto afastados de mim.

5 Sim, eu sou a videira e vocês são os ramos. Aquele que viver em mim e eu nele produzirá muito fruto. Pois sem mim nada podem fazer. 6 Se alguém se separar de mim, será lançado fora por ser um ramo inútil; seca e é posto com todos os outros que serão depois queimados. 7 Mas se continuarem em mim e obedecerem aos meus mandamentos, poderão pedir o que quiserem, que vos será concedido. 8 Os meus verdadeiros discípulos produzem muito fruto, o que traz grande glória ao meu Pai.

9 Amei-vos como o Pai me amou. Vivam no meu amor. 10 Se guardarem os meus mandamentos estarão a viver no meu amor, assim como eu obedeço ao meu Pai e vivo no seu amor. 11 Disse-vos isto para que possam encher-se da minha alegria. Sim, a vossa taça de alegria transbordará! 12 Mando-vos que se amem uns aos outros como eu vos amei. 13 E é esta a medida: o maior amor é mostrado quando alguém dá a vida pelos seus amigos. 14 E vocês serão meus amigos se fizerem o que vos mando. 15 Já não vos chamo criados, pois estes não acompanham o que faz o patrão. Vocês são meus amigos, e a prova disso é o facto de vos ter revelado tudo o que o Pai me disse. 16 Não foram vocês que me escolheram, mas fui que vos escolhi e vos nomeei para irem e produzirem fruto, e fruto que perdure, para que o Pai vos dê tudo o que lhe pedirem em meu nome. 17 É pois isto o que vos mando: que se amem uns aos outros!

O mundo odeia os discípulos
18 Se o mundo vos aborrece, primeiro me aborreceu a mim. 19 O mundo amar-vos-ia se lhe pertencessem; mas vocês não lhe pertencem. Eu vos escolhi para sairem do mundo, e por isso o mundo vos odeia. 20 Lembrem-se do que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor! Assim, visto que me perseguiram, também vos perseguirão. Se me tivessem escutado, também vos escutariam. 21 A gente do mundo perseguir-vos-á por me pertencerem, pois não conhecem a Deus que me enviou. 22 Se eu não tivesse vindo e não lhes tivesse falado, não seriam culpados. Mas agora o seu pecado não tem desculpa. 23 Qualquer que me repudia, repudia também o meu Pai. 24 Se eu não tivesse feito entre eles as coisas que mais ninguém fez, não seriam considerados culpados. Mas eles viram esses milagres, e mesmo assim aborreceram-nos, a mim e ao meu Pai. 25 Assim se cumpriu o que está escrito na sua Lei: ‘Odeiam-me sem motivo.’[b]

26 Contudo, mandar-vos-ei o Consolador, o Espírito da verdade. Ele virá desde o Pai e vos dirá tudo a meu respeito. 27 E também vocês devem testemunhar de mim, porque têm estado comigo desde o princípio.”

16 “Disse-vos estas coisas para que não se desviem. 2 Porque serão expulsos das sinagogas. Aproxima-se o momento em que aqueles que vos matarem julgarão ter feito um serviço a Deus. 3 Porque nunca conheceram nem o Pai nem a mim. 4 Sim, digo-vos estas coisas agora para que, quando chegar o momento, se lembrem de que vos avisei. Não vos disse mais cedo, porque ia ainda estar convosco mais algum tempo.

A obra do Espírito Santo
5 Agora, volto para aquele que me enviou, mas nenhum de vocês me pergunta para onde vou. 6 Em vez disso, sentem apenas tristeza. 7 Na verdade, é melhor que eu vá, porque se eu não for não virá o Consolador. Se eu for, ele virá, pois vou enviá-lo. 8 E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, de que têm de contar com a justiça de Deus e de que haverá um juízo. 9 O pecado do mundo é não crer em mim. 10 Haverá justiça porque eu vou para o Pai e vocês não me verão mais. 11 O juízo virá porque o chefe deste mundo já foi julgado.

12 Ficam ainda tantas outras coisas que vos queria dizer, mas agora não as podem suportar!

13 Mas quando o Espírito da verdade vier, ele vos guiará em toda a verdade. Ele não apresentará as suas próprias ideias, mas irá transmitir aquilo que ouviu. Ele vos revelará o futuro. 14 Glorificar-me-á, pois recebê-la-á de mim e vo-la mostrará. 15 Tudo quanto o Pai tem é meu e é isto que vos quero dizer ao afirmar que a receberá de mim e vo-la mostrará.

16 Mais um pouco de tempo e terei partido, e não me tornarão a ver! Mais um pouco de tempo ainda e ver-me-ão de novo!”

A tristeza dará lugar à alegria
17 “Mas o que está ele a dizer?”, interrogavam-se os discípulos. “Que é isto quando ele diz: ‘Não me verão, mas mais tarde hão de ver-me’? Que quer dizer: ‘Eu vou para o Pai’? 18 E o que significa: ‘Um pouco mais tarde’? Não entendemos!”

19 Jesus percebeu que pretendiam que se explicasse melhor e disse: “Interrogam-se sobre o que quero dizer? 20 É realmente como vos digo: num breve tempo partirei e não me verão mais. Então um pouco mais tarde, vocês me verão de novo. O mundo ficará feliz com o que me vai acontecer e vocês chorarão. Mas o vosso choro se transformará de súbito em alegria. 21 É a mesma alegria que tem uma mulher quando nasce o seu filho, pois ao medo segue-se o encanto, e a dor fica esquecida. 22 Agora estão desgostosos, mas eu tornarei a ver-vos, e então alegrar-se-ão; e essa alegria ninguém a poderá roubar. 23 E naquele dia não precisarão de me pedir nada. É realmente como vos digo, para que o Pai vos dê tudo o que lhe pedirem em meu nome. 24 Ainda não experimentaram fazê-lo; mas peçam, invocando o meu nome, e receberão, e terão alegria abundante.

25 Falei-vos destas coisas por meio de parábolas, mas virá o momento em que isso não será necessário e de forma bem clara vos revelarei o Pai. 26 Então poderão apresentar os vossos pedidos em meu nome. E não será preciso eu pedir ao Pai por vós; 27 pois o Pai ama-vos muito por me amarem e crerem que venho dele. 28 Sim, vim do Pai a este mundo e deixarei o mundo para voltar para o Pai!”

29 “Até que enfim falas claramente e não por parábolas!”, reconheceram os discípulos. 30 “Agora compreendemos que sabes tudo e sabes até o que precisamos de conhecer, sem te interrogarmos. Por isso, acreditamos que foi de Deus que vieste.”

31 Jesus disse: “Acreditam finalmente? 32 Mas virá o momento, e é agora, em que serão espalhados, cada um seguindo o seu próprio caminho, deixando-me só. No entanto, não estarei sozinho, porque o Pai está comigo! 33 Disse-vos tudo isto para que tenham paz. Aqui na Terra terão muitos sofrimentos. Mas tenham coragem, porque eu venci o mundo!”

Jesus fala com o Pai
17 Depois de ter falado em todas estas coisas, Jesus levantou o olhar para o céu e disse: “Pai, chegou a hora. Revela a glória do teu Filho para que ele te possa dar também glória a ti. 2 Porque lhe deste autoridade sobre cada ser humano em toda a terra. Ele dá a vida eterna a todo aquele que tu lhe confiaste. 3 E a vida eterna significa conhecer-te a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste ao mundo. 4 Trouxe-te glória aqui na Terra fazendo o que me deste a fazer. 5 E agora, Pai, dá-me a glória que eu tinha junto de ti, antes do mundo existir.

Jesus ora pelos discípulos
6 Revelei-te a estes homens. Eles estavam no mundo, mas depois deste-mos. Foram sempre teus e tu deste-mos e têm obedecido à tua palavra. 7 Agora sabem que tudo o que tenho provém de ti. 8 Porque lhes transmiti as ordens que me deste; e eles aceitaram-nas e sabem de certeza que eu desci à Terra vindo de ti, e creem que me enviaste.

9 Peço, não pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque te pertencem. 10 E todos eles, uma vez que são meus, pertencem a ti também; e tu mos tornaste a dar com tudo o mais que é teu, e assim eles são a minha glória. 11 Agora vou deixar o mundo e deixá-los também, para ir para junto de ti. Pai Santo, guarda sob o teu cuidado todos aqueles que me deste, para que permaneçam unidos, como nós estamos unidos. 12 Durante o tempo que aqui estive, tenho conservado seguros em teu nome todos estes que me deste, guardando-os de modo que nenhum se perdeu, exceto aquele que tinha de perder-se, conforme predisseram as Escrituras.

13 E agora vou para junto de ti. Disse-lhes muitas coisas, enquanto estive com eles, para que ficassem cheios da minha alegria. 14 Dei-lhes a tua palavra. E o mundo quer-lhes mal, porque não se adaptam ao mundo, como eu também nele não tenho lugar. 15 Não te peço que os tires do mundo, mas que os conserves a salvo do Maligno. 16 Eles não são parte deste mundo, como também eu o não sou. 17 Torna-os santos, ensinando-lhes as tuas palavras da verdade. 18 Assim como me enviaste ao mundo, também eu os envio ao mundo. 19 E em benefício deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade.

Jesus ora por todos os crentes
20 Não oro só por estes, mas também por todos os futuros crentes que venham a mim pelo testemunho que estes derem. 21 E a minha oração por todos eles é que estejam unidos, como tu e eu o estamos, Pai. Para que, assim como estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós, para que o mundo acredite que tu me enviaste.

22 Dei-lhes a glória que me deste, para que possam ser um, como nós o somos. 23 Eu neles e tu em mim, e tudo perfeito num só, para que o mundo saiba que me enviaste e compreenda que os amas tanto como tu me amas a mim. 24 Pai, quero tê-los comigo, aqueles que me deste, para que possam ver a minha glória. Essa glória que tu me deste, por me amares antes do princípio do mundo.

25 Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu conheço-te e estes discípulos sabem que me enviaste. 26 Revelei-lhes o teu nome e continuarei a revelar-lho, para que o amor que tens por mim esteja neles e eu neles esteja também.”

Jesus é preso
(Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Lc 22.47-53)
18 Depois de dizer estas coisas, Jesus atravessou o vale de Cedron com os discípulos e entrou num olival. 2 Um local conhecido de Judas, o traidor, por Jesus ali ter ido muitas vezes com os discípulos. 3 Os principais sacerdotes e fariseus tinham dado a Judas um destacamento de soldados e guardas que o acompanharam. Chegaram ao olival à luz de archotes e lanternas, e de armas na mão.

4 Jesus sabia bem tudo o que lhe ia acontecer e, avançando ao encontro deles, perguntou: “Quem procuram?”

5 “Jesus de Nazaré”, responderam.

“Sou eu!”, disse Jesus. Judas estava ali com eles quando Jesus se identificou.

6 Quando Jesus disse: “Sou eu!”, todos recuaram e caíram por terra. 7 Uma vez mais lhes perguntou: “Quem procuram?”

“Jesus de Nazaré.”

8 “Já vos disse que sou eu”, disse-lhes Jesus. “Uma vez que é a mim que procuram, deixem estes outros ir embora.” 9 Procedeu assim em cumprimento daquilo que tinha dito, havia pouco tempo, quando orava: “Não perdi um único daqueles que me deste.”[c]

10 Então Simão Pedro puxou de uma espada e cortou a orelha direita de Malco, servo do sumo sacerdote. 11 Porém, Jesus disse a Pedro: “Guarda a espada! Não devo eu beber o cálice que o meu Pai me deu?”

Jesus perante Anás
(Mt 26.69, 70; Mc 14.66-68; Lc 22.54-57)
12 Os guardas dos judeus e os soldados, mais o comandante, prenderam Jesus e amarraram-no. 13 E levaram-no primeiro a Anás, sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14 Fora Caifás quem dissera aos outros anciãos: “É preferível que morra um único homem pelo povo.”

Pedro nega Jesus
15 Simão Pedro seguiu-os, assim como um outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote. Por isso, esse outro discípulo foi autorizado a entrar no pátio juntamente com Jesus, 16 enquanto que Pedro ficou fora do portão. O outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, voltou e falou à criada que guardava o portão, e esta deixou Pedro entrar. 17 A criada perguntou a Pedro: “Não és um dos discípulos de Jesus?”

“Não, não sou!”, respondeu.

18 Os guardas e os criados estavam à volta de uma fogueira que tinham feito, pois o tempo ia frio. Pedro encontrava-se com eles, a aquecer-se.

O sumo sacerdote interroga Jesus
19 Lá dentro, o sumo sacerdote começou a interrogar Jesus acerca dos seus discípulos e do que lhes andara a ensinar. 20 Jesus respondeu: “O que tenho ensinado é bem conhecido, pois preguei com regularidade nas sinagogas e no templo. Todos os judeus me ouviram e nada ensinei em particular que não tivesse já dito em público. 21 Aliás, porque me fazes tal pergunta? Interroga aqueles que me ouviram. Alguns estão aqui e sabem o que eu disse.”

22 Um dos soldados que ali se encontrava deu-lhe uma bofetada: “É assim que respondes ao sumo sacerdote?”

23 “Se menti, prova-o!”, replicou Jesus. “Se não, porque me feres?”

24 Então Anás enviou Jesus amarrado, a Caifás, o sumo sacerdote.

Pedro nega Jesus mais duas vezes
(Mt 26.71-75; Mc 14.69-72; Lc 22.58-62)
25 Entretanto, estando Simão Pedro junto à fogueira, tornaram a perguntar-lhe: “Não és um dos seus discípulos?”

“Não sou, não!”, disse Pedro.

26 Mas um dos criados da casa do sumo sacerdote, parente do homem cuja orelha Pedro tinha cortado, perguntou: “Não foi a ti que eu vi no olival com Jesus?” 27 Uma vez mais, Pedro negou. E imediatamente cantou um galo.

Jesus perante Pilatos
(Mt 27.11-14, 15-31; Mc 15.2-20; Lc 23.2-5, 13-25)
28 O julgamento de Jesus na presença de Caifás só acabou de madrugada. Levaram-no em seguida para o palácio do governador romano. Os seus acusadores não podiam entrar, porque isso os tornaria impuros, segundo diziam, impedindo-os de comer o cordeiro pascal. 29 Assim, Pilatos, que era o governador, saiu ao encontro deles e perguntou: “Que queixa têm contra este homem?”

30 “Se não fosse malfeitor não to teríamos trazido”, retorquiram.

31 “Pois então levem-no e julguem-no vocês mesmos de acordo com a vossa Lei!”, tornou-lhes Pilatos.

“Mas queremos que seja morto e nós não podemos fazê-lo”, replicaram os judeus. 32 Assim se cumpriu a predição de Jesus acerca do modo como haveria de morrer.

33 Pilatos voltou para dentro do palácio e mandou que lhe levassem Jesus. “És o rei dos judeus?”, perguntou-lhe.

34 Jesus replicou: “Perguntas isso de ti mesmo ou são outros que o querem saber?”

35 “Sou porventura judeu?”, replicou Pilatos. “O teu povo e os principais sacerdotes é que te trouxeram aqui. Que fizeste?”

36 Então Jesus respondeu: “Não sou um rei terreno. Se o fosse, os meus discípulos teriam lutado, quando os judeus me prenderam. Mas o meu reino não é deste mundo.”

37 “Então és rei?”, perguntou Pilatos.

Jesus respondeu: “Tens razão em dizer que sou rei. De facto, foi para isso que nasci. E vim para trazer a verdade ao mundo. Todos os que amam a verdade escutam a minha voz.”

38 “O que é a verdade?”, perguntou Pilatos. Tornando a sair ao povo, anunciou: “Ele não é culpado de crime algum. 39 Todavia, é vosso costume pedir-me que solte alguém da prisão todos os anos pela Páscoa.” E perguntou: “Então, não querem que vos solte o rei dos judeus?”

40 Mas eles, em alta gritaria, responderam: “Não! Não soltes este, mas sim Barrabás!” Barrabás era um salteador.

Jesus é condenado
19 Então Pilatos mandou açoitar Jesus. 2 Os soldados fizeram uma coroa de espinhos e colocaram-lha na cabeça, vestindo-lhe um manto cor de púrpura. 3 “Viva, ó rei dos judeus!” E batiam-lhe.

4 Pilatos apareceu de novo: “Vou tornar a trazê-lo, mas que fique bem entendido que não o acho culpado de coisa nenhuma.” 5 Jesus surgiu com uma coroa de espinhos e uma túnica cor de púrpura. Pilatos disse: “Eis o Homem!”

6 Ao vê-lo, os principais sacerdotes e os guardas do templo começaram a gritar: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

“Levem-no e crucifiquem-no vocês”, disse Pilatos, “que eu não acho que seja culpado de nada.”

7 Os judeus responderam-lhe: “Pela nossa Lei deve morrer, porque se intitulou Filho de Deus.”

8 Quando Pilatos ouviu isto, ficou mais assustado do que nunca. 9 Tornando a levar Jesus para dentro do palácio, perguntou-lhe: “De onde és tu?” Mas Jesus não deu resposta. 10 “Não queres dizer nada?”, insistiu Pilatos. “Não compreendes que tenho poder para te soltar ou para te crucificar?”

11 Jesus disse: “Não terias poder nenhum sobre mim se não te tivesse sido dado do alto. Por isso, ainda maior é o pecado de quem me trouxe aqui.”

12 Pilatos tentou ainda soltá-lo, mas os judeus avisaram-no: “Se soltares esse homem, não és amigo de César. Quem se proclama rei é culpado de rebelião contra César!”

13 Perante estas palavras, Pilatos tornou a levar-lhes Jesus e presidiu à sessão do tribunal, na plataforma de lajes, que em hebraico se chama Gabatá. 14 Era agora cerca do meio-dia da véspera da Páscoa. E Pilatos disse aos judeus: “Aqui têm o vosso rei!”

15 “Fora com ele!”, clamavam. “Fora com ele! Crucifica-o!”

“O quê? Crucificar o vosso rei?”, perguntou Pilatos.

“Não temos outro rei senão o César”, gritaram os principais sacerdotes.

16 Então Pilatos entregou-lhes Jesus para ser crucificado.

Jesus é crucificado
(Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Lc 23.26-43)
Pegaram nele e levaram-no para fora da cidade. 17 Carregando a cruz, Jesus foi para o local a que chamavam “Lugar da Caveira” (em hebraico, Gólgota). 18 Ali o crucificaram na companhia de dois outros homens, um de cada lado. 19 E Pilatos pôs por cima dele uma tabuleta que dizia:

jesus de nazaré, rei dos judeus.
20 Muitos judeus puderam ler estes dizeres, porque o sítio onde Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. A tabuleta estava escrita em hebraico, latim e grego.

21 Os principais sacerdotes disseram a Pilatos. “Muda a frase de modo que, em vez de ‘rei dos Judeus’, fique o que ele disse de si: ‘Eu sou o rei dos Judeus.’ ”

22 Mas Pilatos respondeu: “O que escrevi, escrevi.”

23 Depois de crucificarem Jesus, os soldados fizeram quatro lotes com a sua roupa, um para cada um deles. 24 Mas disseram: “Não rasguemos a túnica!”, porque não tinha costura. “Lancemos sortes para ver quem fica com ela.” Assim se cumpriu a profecia das Escrituras:

“Repartem a minha roupa entre si
e tiram à sorte a minha túnica.”[d]

Ora, assim fizeram os soldados.

25 Junto à cruz, estavam a mãe de Jesus, a sua tia Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu a sua mãe ali de pé, junto ao discípulo a quem ele amava, disse-lhe: “Ele é teu filho!” 27 E ao discípulo: “Ela é tua mãe!” E a partir daquele momento este discípulo recolheu-a em sua casa.

A morte de Jesus
(Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Lc 23.44-49)
28 Jesus sabia que estava já tudo acabado e, para cumprir as Escrituras, disse: “Tenho sede!” 29 Encontrava-se ali pousado um recipiente com vinho azedo; mergulharam nele uma esponja e, colocando-a num hissopo, aproximaram-lha dos lábios. 30 Depois de o ter provado, Jesus disse: “Está acabado!” E curvando a cabeça, entregou o espírito.

31 Os anciãos não queriam que as vítimas continuassem ali penduradas no dia seguinte, que era sábado, mas um sábado especial, por ser o da Páscoa. Por isso, pediram a Pilatos que lhes mandasse partir as pernas e já poderiam ser apeados. 32 Assim os soldados vieram e partiram as pernas dos dois que tinham sido crucificados com Jesus. 33 Mas quando se aproximaram dele, viram que já estava morto e não lhas quebraram. 34 Mesmo assim, um dos soldados ainda lhe atravessou o lado com uma lança, saindo sangue e água da ferida. 35 Eu próprio assisti a tudo isto e escrevi este relato exato, para que também vocês possam crer. 36 Os soldados fizeram isto em cumprimento da passagem das Escrituras que diz: “Nem um dos seus ossos será quebrado.”[e] 37 E também: “Olharão para aquele a quem trespassaram.”[f]

Jesus é sepultado
(Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Lc 23.50-56)
38 Depois disto, José de Arimateia, que fora discípulo secreto de Jesus, com medo dos judeus, pediu a Pilatos que autorizasse a descida do corpo. Pilatos deixou e ele levou o corpo. 39 Nicodemos, o homem que procurara Jesus de noite, veio também, trazendo uns trinta e cinco quilos de unguento feito de mirra e aloés. 40 Os dois envolveram o corpo de Jesus em lençóis de linho embebidos em perfumes, de acordo com o costume judaico de enterramento. 41 O local da crucificação ficava perto de um jardim onde havia um túmulo novo que nunca fora usado. 42 E assim, devido à necessidade de se apressarem antes que chegasse o sábado, e também por o túmulo ficar perto, colocaram ali o corpo.

O túmulo vazio
(Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12)
20 Na madrugada de domingo, fazendo ainda escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido afastada da entrada. 2 Correu logo a buscar Simão Pedro e o outro discípulo, por quem Jesus tinha muita afeição, e disse: “Levaram do túmulo o corpo do Senhor e não sei onde o puseram!”

3 Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. 4 O companheiro, mais veloz do que Pedro, chegou primeiro. 5 Curvando-se, espreitou e viu os lençóis abandonados, mas não entrou. 6 Depois, chegou Simão Pedro e entrou no túmulo, reparando também no lençol ali caído. 7 No entanto, a ligadura que cobrira a cabeça de Jesus encontrava-se dobrada a um canto. 8 Então, também o outro discípulo entrou e creu. 9 Porque até ali não se tinham apercebido de que as Escrituras diziam que ele tornaria a viver. 10 E os discípulos voltaram para casa.

Jesus aparece a Maria Madalena
(Mt 28.9-10; Mc 16.9-11)
11 Maria regressou ao túmulo, ficando do lado de fora a chorar. Enquanto chorava, espreitou para dentro 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados à cabeceira e aos pés do local onde estivera o corpo de Jesus. 13 “Porque choras?”, perguntaram-lhe os anjos.

“Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram!”

14 Então reparou que alguém estava atrás de si. Era Jesus, mas não o reconheceu.

15 “Porque choras?”, perguntou ele. “Quem procuras?”

Ela pensava que fosse o jardineiro: “Se foste tu que o levaste, mostra-me onde o puseste que eu vou buscá-lo.”

16 “Maria!”, disse Jesus.

Ela voltou-se para ele: “Raboni!”, que quer dizer: “Meu Mestre!”

17 “Não me toques”, disse Jesus, “porque ainda não subi para meu Pai. Mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”

18 Maria Madalena procurou os discípulos e disse-lhes: “Vi o Senhor!”, dando-lhes em seguida este recado.

Jesus aparece aos discípulos
(Mt 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.36-49)
19 Naquela noite, encontravam-se os discípulos reunidos à porta fechada, com medo dos judeus, quando Jesus surgiu no meio deles, saudando-os: “A paz seja convosco!” 20 Depois de saudar os discípulos, mostrou-lhes as mãos e o lado. E qual não foi a alegria deles ao verem o Senhor! 21 Ele tornou a falar-lhes: “A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio!” 22 E soprando sobre eles, acrescentou: “Recebam o Espírito Santo! 23 Se perdoarem a alguém os seus pecados, perdoados ficam. Se se recusarem a perdoá-los, ficarão por perdoar.”

Jesus aparece a Tomé
24 Um dos discípulos, Tomé (o Gémeo), não se encontrava ali com os outros. 25 Mais tarde, quando os outros discípulos lhe contaram: “Vimos o Senhor!”, ele replicou: “Não acredito, a não ser que veja as feridas dos pregos nas suas mãos, ponha nelas os meus dedos e toque com a minha mão na ferida do seu lado.”

26 Passados oito dias, os discípulos estavam outra vez juntos. Nessa ocasião encontrava-se Tomé também presente. As portas estavam fechadas mas, tal como antes, Jesus apareceu no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” 27 Depois disse a Tomé: “Coloca o dedo nas feridas das minhas mãos e a tua mão no meu lado. Não sejas descrente. Acredita!”

28 “Meu Senhor e meu Deus!”, exclamou Tomé.

29 Então Jesus observou: “Crês porque me viste! Felizes os que não me viram e, mesmo assim, creem.”

30 Os discípulos de Jesus viram-no realizar muitos outros sinais além dos registados neste livro. 31 Estes vêm aqui descritos para que creiam que ele é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo nele, tenham vida em seu nome.

Jesus e a pesca milagrosa
21 Mais tarde, Jesus tornou a aparecer aos discípulos junto ao Tiberíades[g]. Eis como tudo se passou: 2 Estava lá um grupo formado por Simão Pedro, Tomé (o Gémeo), Natanael de Caná na Galileia, os filhos de Zebedeu, e outros dois discípulos.

3 Simão Pedro disse: “Vou à pesca.”

“Também nós!”, responderam todos. Assim fizeram, mas nada apanharam toda a noite.

4 Ao romper do dia, avistaram um homem de pé na praia, mas os discípulos não conseguiram ver quem seria. 5 “Amigos, apanharam algum peixe?”, perguntou-lhes.

“Não!”, responderam.

6 Então ele disse: “Lancem a rede do lado direito do barco e apanharão bastante!” Assim foi e nem sequer conseguiam puxar a rede, devido ao peso do peixe, pela sua abundância.

7 Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Ao ouvir isto, Simão Pedro vestiu a roupa que tinha despido e saltou para dentro da água. 8 Os outros discípulos continuaram no barco e puxaram a rede carregada até à praia, a cerca de cem metros de distância. 9 Quando lá chegaram, viram uma fogueira com peixe em cima; também havia pão.

10 “Tragam-me do peixe que acabaram de apanhar”, disse-lhe Jesus. 11 Simão Pedro foi e puxou a rede para terra. Pela sua contagem, havia cento e cinquenta e três peixes grandes, sem que, contudo, a rede se tivesse rompido.

12 “Agora venham comer!” E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe se era realmente ele, o Senhor, pois no fundo sabíamos bem que sim. 13 Jesus começou então a servir-lhes pão e peixe. 14 Foi esta a terceira vez que Jesus apareceu aos discípulos depois da sua ressurreição.

Pedro é restaurado
15 Terminando a refeição, Jesus disse a Simão Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?”

“Sim!”, respondeu Pedro. “Sabes que eu te amo!”

Jesus disse-lhe: “Então alimenta os meus cordeiros.”

16 Jesus repetiu a mesma pergunta: “Simão, filho de João, amas-me?”

“Sim, Senhor!”, disse Pedro. “Sabes que eu te amo!”

“Então, pastoreia as minhas ovelhas.”

17 Uma vez mais lhe perguntou: “Simão, filho de João, amas-me?”

Pedro sentiu-se magoado por Jesus o ter questionado pela terceira vez: “Senhor, tu conheces tudo e sabes que eu te amo.”

Jesus insistiu: “Toma conta das minhas ovelhas. 18 Presta bem atenção: Quando eras novo, fazias o que te apetecia e ias para onde querias. Porém, quando fores velho, estenderás as mãos e outros te guiarão e levarão para onde não queres ir.” 19 Jesus disse-lhe isto para que soubesse como iria morrer para glória de Deus. Depois acrescentou: “Segue-me!”

20 Pedro voltou-se e viu que os seguia o discípulo que Jesus amava; aquele que se curvara na ceia para perguntar a Jesus: “Mestre, quem é aquele que te vai trair?”

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A mensagem de Deus. Deus o Vê Como um Valente!Juízes 6.12-16Deus está constantemente lutando com a imagem que formamos de nós mesmos. Você pode se lembrar quando recebeu uma incumbência para realizar algo importante? Como você reagiu ou respondeu àquele encargo? Alguns dizem: “Eu não sou capaz e para mim não dá!” Outros dizem: “Não sei se tenho tal capacidade, mas já que fui escolhido, farei o melhor que puder com a sua orientação!”Quando alguém nos pede para que façamos algo importante, é porque já fomos avaliados e a pessoa que nos avaliou, viu em nós aquilo que nunca vimos, ou seja, a “capacidade” para realizarmos algo especial. Quando você é chamado para realizar algo importante, significa que você está sendo valorizado; então, não se desvalorize! Em nosso texto bíblico, nós lemos que o Anjo do Senhor apareceu a Gideão pedindo-lhe que libertasse o povo de Israel dos midianitas. As primeiras palavras que Gideão ouviu foram estas: (...) Você é corajoso [i.e. poderoso guerreiro, homem valente, valoroso], e o SENHOR está com você! (6:12) Esta era a imagem que Deus fazia de Gideão, mas qual a imagem que Gideão tinha de si mesmo? (...) Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante [i.e. o menor, insignificante] da minha família. (6:15)É bom salientar, que Gideão possuía “crenças erradas” acerca de Deus e que provavelmente, estas lhe foram passadas por pessoas do seu convívio. (cf. 6:13) - Se Deus estava com o Seu povo, por que tanto sofrimento? - Se Deus estava com o Seu povo, por que Ele não realiza mais milagres?- Se Deus estava com o Seu povo, por que o havia abandonado?Estas crenças não se parecem atuais? Saiba que quando você tem uma imagem distorcida de Deus e do Seu poder, você vive sob o manto do medo, da insegurança, da dúvida, da fraqueza e da incredulidade.Em vez de se render a Deus e procurá-lo, ele tenta ser deus de si mesmo e aí, a sua malignidade não tem freio. No entanto, quando as coisas ficam ruins demais e o homem percebe o seu limite, ele se dá conta do quanto está frágil espiritualmente. (...) Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao SENHOR. (Jz.6:6 ) A Bíblia diz:  Vocês Me encontrarão sempre que Me procurarem; mas para isso, precisam Me procurar de todo o coração. (Je.29:13 BV)Na verdade, não foi Deus que os fez sofrer, mas foi a conduta errada deles próprios que os colocou naquela situação. O mesmo princípio se aplica aos dias atuais. Quando alguém vive uma vida sem observar os valores divinos perde a conexão com Deus. A Bíblia diz:  Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá. (Is.59:2) Deus quer se aproximar de você, mas é bem possível que você esteja correndo para o outro lado, para longe Dele. Você se lembra do profeta Jonas?No Seu amor, Deus sempre encontra uma pessoa com quem Ele pode contar em situações extremas. Eu não sei a situação em que você se encontra, mas é bem possível que você esteja diante de um grande desafio. Deus escolheu você para vencer o desafio que existe à sua frente. Como você irá responder? Com negativismo? Ou com coragem?O fato de Deus ter chamado você para estar aqui, ou para ler esta reflexão, significa que Ele quer fortalecer sua vida. O modo como Deus fala com você neste instante, é pela imagem criada originalmente por Ele em você. Deus acredita em você e o considera forte, corajoso e capaz de superar o que está à sua frente. Talvez, você não se veja assim, mas isso não muda a imagem que Deus tem de você! Você pode se sentir neste momento inapto, fraco, medroso e insignificante, mas Deus o vê como alguém que pode ser vitorioso! Quando você aceita o que Deus diz sobre você, estará recobrando a imagem divina, na qual você foi criado. Procure aprender mais de Deus, viva uma vida que O honre por meio de Jesus Cristo e com certeza você será recompensado.