sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021










 

OS DECRETOS DE DEUSi O decreto de Deus √© o Seu prop√≥sito ou a Sua determina√ß√£o com respeito √†s coisas que ir√£o acontecer. Usamos o singular, como o fazem as Escrituras (Rm 8.28; Ef 3.11), porque houve somente um ato da Sua mente infinita acerca das coisas futuras. Entretanto, falamos como se houvesse muitos porque nossas mentes s√≥ conseguem pensar em ciclos sucessivos, conforme surgem os pensamentos e as ocasi√Ķes, ou com refer√™ncia a v√°rios objetos do Seu decreto, os quais, sendo muitos, parecem-nos requerer um prop√≥sito diferente para cada um deles. Mas o conhecimento infinito de Deus n√£o avan√ßa passo a passo, de etapa a etapa (At 15.17,18). As Escrituras fazem men√ß√£o dos decretos de Deus em muitas passagens, empregando v√°rios termos: “decreto” (Sl 2.7); “eterno prop√≥sito” (Ef 3.11); “determinado des√≠gnio e presci√™ncia de Deus” (At 2.23); “mist√©rio da Sua vontade” (Ef 1.9). Em Rm 8.29 lemos que Ele “predestinou”; em Ef 1.9, sobre Seu “bom prop√≥sito”. Os decretos de Deus s√£o denominados Seu “conselho” para significar que s√£o consumadamente s√°bios, e de Sua “vontade” para mostrar que Ele n√£o estava sob nenhuma coa√ß√£o, mas agiu de acordo com o Seu bom prop√≥sito (Ef 1.11). Os decretos de Deus se relacionam com todas as coisas futuras, sem exce√ß√£o: o que quer que aconte√ßa no tempo foi preordenado antes de se iniciar o tempo. O prop√≥sito de Deus diz respeito a todas as coisas, grandes e pequenas, boas e m√°s – mas com refer√™ncia a essas √ļltimas devemos ter o cuidado de afirmar que, embora Deus seja o Ordenador e Controlador do pecado, n√£o √© o seu Autor do mesmo modo como √© o Autor do bem. O pecado n√£o poderia proceder de um Deus Santo por cria√ß√£o direta e positiva dEle, mas somente por permiss√£o decretat√≥ria e a√ß√£o negativa. Deus n√£o decretou meramente criar o homem, coloca-lo na terra e depois deixa-lo entregue √† sua pr√≥pria dire√ß√£o descontrolada; antes, fixou todas as circunst√Ęncias dos indiv√≠duos, e todas as particularidades que a hist√≥ria da ra√ßa humana compreende, do in√≠cio ao fim. Ele n√£o decretou simplesmente o estabelecimento de leis gerais para o governo do mundo, mas disp√īs a aplica√ß√£o dessas leis a todos os casos particulares. Nossos dias est√£o contados, assim como os cabelos de nossas cabe√ßas. Os cuidados de Deus alcan√ßam as criaturas mais insignificantes e os eventos mais diminutos, como a morte de um pardal e a queda de um fio de cabelo. Negar isso, como muitos fazem, √© negar o que dizem as Escrituras. Consideremos agora algumas propriedades desses decretos. Primeiro, s√£o eternos. Supor que qualquer um deles foi ditado dentro do tempo √© supor que ocorreu algo imprevisto ou alguma combina√ß√£o inesperada de circunst√Ęncias que induziu o Alt√≠ssimo a idealizar uma nova resolu√ß√£o. Isso implicaria que o conhecimento de Deus √© limitado e que Ele vai ficando mais s√°bio com o passar do tempo – o que √© uma terr√≠vel blasf√™mia. Segundo, s√£o s√°bios. A sabedoria √© evidenciada na sele√ß√£o dos melhores fins poss√≠veis e dos meios mais apropriados para cumpri-los (Sl 104.24). Devemos persuadir nossas mentes quanto √†s obras de Deus quando d√ļvidas nos invadem, e devemos repelir quaisquer obje√ß√Ķes sugeridas por alguma coisa que n√£o podemos conciliar com as nossas no√ß√Ķes do que √© bom e s√°bio. Nessas horas, exclamemos: “√ď profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus!” (Rm 11.33). Terceiro, s√£o livres. Cf. Is 40.13,14. O Deus Tri√ļno estava sozinho quando elaborou Seus decretos, e as Suas determina√ß√Ķes n√£o foram influenciadas por nenhuma causa externa. Ele tinha liberdade para decretar ou n√£o, e para decretar uma coisa e n√£o outra. Deus √© supremo, independente e soberano em tudo o que faz. Quarto, s√£o absolutos e incondicionais. Sua execu√ß√£o n√£o depende de qualquer condi√ß√£o que pode ou n√£o ser cumprida. Em cada caso em que Deus decretou um fim, decretou tamb√©m todos os meios para esse fim. Aquele que decretou a salva√ß√£o dos Seus eleitos tamb√©m decretou produzir f√© neles (2 Ts 2.13). Cf. Is 46.10 e Ef 1.11. A responsabilidade do homem. Lado a lado com a imutabilidade e invencibilidade dos decretos de Deus, as Escrituras ensinam claramente que o homem √© uma criatura respons√°vel, que responde por suas a√ß√Ķes. Se as nossas ideias se formarem com base na Palavra de Deus, a defesa de um desses ensinos n√£o levar√° √† nega√ß√£o do outro. Reconhecemos, claro, que h√° real dificuldade em definir onde um termina e o outro come√ßa. Sempre acontece isso na conjun√ß√£o dos elementos divino e humano: a verdadeira ora√ß√£o √© ditada pelo Esp√≠rito e, inobstante, √© tamb√©m o clamor do cora√ß√£o humano; As Escrituras s√£o a inspirada Palavra de Deus, mas foram escritas por homens que n√£o eram meras m√°quinas nas m√£os do Esp√≠rito; Cristo √© Deus e homem, √© Onisciente mas ia crescendo em sabedoria (Lc 2.52), √© Todo-Poderoso mas foi crucificado em fraqueza (2 Co 13.4), √© o Pr√≠ncipe da vida e morreu. Esses s√£o grandes mist√©rios, mas a f√© os recebe sem obje√ß√Ķes. Negar os decretos divinos seria proclamar um mundo entregue ao acaso. Que paz, que seguran√ßa, que consolo haveria para n√≥s? Para onde fugir na hora da necessidade e da prova√ß√£o? Como confiar nas promessas da Palavra de Deus se Ele n√£o controla todas as coisas? Qu√£o gratos devemos ser por tudo estar determinado pela infinita sabedoria e bondade de Deus! Quanto louvor Lhe devemos por Seus decretos! √Č gra√ßas a eles que podemos afirmar que efetivamente sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que s√£o chamados segundo o seu prop√≥sito (Rm 8.28). Podemos ent√£o exclamar: “porque dele, e por meio dele, e para ele s√£o todas as coisas. A ele, pois, a gl√≥ria eternamente. Am√©m!” (Rm 11.36).


 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Pergunta: "Devemos adorar o Esp√≠rito Santo? "Resposta: Sabemos que s√≥ Deus deve ser adorado. S√≥ Deus exige adora√ß√£o, e s√≥ Deus merece adora√ß√£o. A quest√£o de se devemos adorar o Esp√≠rito Santo s√≥ pode ser respondida ao se determinar se o Esp√≠rito √© Deus. Ao contr√°rio das ideias de algumas seitas, o Esp√≠rito Santo n√£o √© apenas uma "for√ßa", mas uma personalidade. Ele √© referido em termos pessoais (Jo√£o 15:26; 16:7-8, 13-14). Ele age como um Ser com personalidade atuaria - Ele fala (1 Tim√≥teo 4:1), Ele ama (Romanos 15:30), Ele ensina (Jo√£o 14:26), Ele intercede (Romanos 8:26) e assim por diante.O Esp√≠rito Santo possui a natureza da divindade - Ele compartilha os atributos de Deus. Ele n√£o √© nem ang√©lico nem humano na sua ess√™ncia. Ele √© eterno (Hebreus 9:14). Ele √© onipresente (Salmo 139:7-10). O Esp√≠rito √© onisciente, isto √©, Ele sabe de "todas as coisas, at√© mesmo as coisas mais profundas de Deus" (1 Cor√≠ntios 2:10-11). Ele ensinou aos ap√≥stolos "todas as coisas" (Jo√£o 14:26). Ele estava envolvido no processo de cria√ß√£o (G√™nesis 1:2). O Esp√≠rito Santo √© mencionado em associa√ß√£o √≠ntima com o Pai e o Filho (Mateus 28:19, Jo√£o 14:16). Como pessoa, pode-se mentir ao Esp√≠rito (Atos 5:3-4) e entristec√™-lo (Ef√©sios 4:30). Al√©m disso, algumas passagens do Antigo Testamento que s√£o atribu√≠das a Deus s√£o aplicadas ao Esp√≠rito no Novo Testamento (ver Isa√≠as 6:8 com Atos 28:25 e √äxodo 16:7 com Hebreus 3:7-9).Uma Pessoa divina √© digna de adora√ß√£o. Deus √© "digno de louvor" (Salmo 18:3). Deus √© Grande e "digno de todo louvor" (Salmo 48:1). Somos ordenados a adorar a Deus (Mateus 4:10, Apocalipse 19:10; 22:9). Se, ent√£o, o Esp√≠rito √© divindade, a terceira pessoa do nosso trino Deus, Ele √© digno de adora√ß√£o. Filipenses 3:3 nos diz que os verdadeiros crentes, aqueles cujos cora√ß√Ķes foram circuncidados, adoram a Deus pelo Esp√≠rito e se gloriam e alegram em Cristo. Aqui est√° uma bela imagem de adora√ß√£o de todos os tr√™s membros da Trindade.Como devemos adorar o Esp√≠rito Santo? Da mesma forma que adoramos o Pai e o Filho. O louvor crist√£o √© espiritual, decorrente do trabalho interior do Esp√≠rito Santo ao qual respondemos quando oferecemos nossas vidas a Ele (Romanos 12:1). Adoramos o Esp√≠rito atrav√©s de obedi√™ncia aos Seus mandamentos. Referindo-se a Cristo, o ap√≥stolo Jo√£o explica que "Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele, e ele neles. Deste modo sabemos que ele permanece em n√≥s: pelo Esp√≠rito que nos deu" (1 Jo√£o 3:24). Vemos aqui a liga√ß√£o entre obedecer a Cristo e o Esp√≠rito Santo que habita em n√≥s, convencendo-nos de todas as coisas -- especialmente a nossa necessidade de adora√ß√£o atrav√©s de obedi√™ncia -- e a nossa capacita√ß√£o para a adora√ß√£o.A adora√ß√£o √© em si uma fun√ß√£o do Esp√≠rito. Jesus diz que devemos adorar "em esp√≠rito e em verdade" (Jo√£o 4:24). Os verdadeiramente espirituais s√£o aqueles habitados pelo Esp√≠rito que testifica a n√≥s que pertencemos a Ele (Romanos 8:16). Sua presen√ßa em nossos cora√ß√Ķes nos permite retornar adora√ß√£o a Ele no Esp√≠rito. Estamos nEle assim como Ele est√° em n√≥s, assim como Cristo est√° no Pai e o Pai est√° em n√≥s atrav√©s do Esp√≠rito (Jo√£o 14:20, 17:21).

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