terça-feira, 9 de março de 2021

 TRÉS TIPOS DE AMIGO  PEDRO  TIAGO  JOÃO  PEDRO, UM DISCÍPULO SINCERO E DINÂMICO  INTRODUÇÃO  O apóstolo Pedro, sem dúvida, é um dos mais controvertidos personagens do Novo Testamento. Suas qualidades quase sempre são ofuscadas por suas trapalhadas e pulsílamidades que o tornam o discípulo mais sincero, mais previsível de todos. Porém, percebemos na história deste homem de Deus, uma história de superação, aliada à uma vida de completa dependência de Deus.  I – QUEM ERA PEDRO?  Seu nome hebraico original dos apóstolo Pedro é Symeon (At. 15:14; 2 Ped. 1:1), um nome pessoal comum no A.T. O Senhor deu a Simão, filho de Jonas, o nome de Pedro. No grego esse nome significa “pedregulho” ou “pedra pequena”. Algumas vêzes, os evangelhos usam a combinação “Simão Pedro”, como em Mt 16:16, Lc 5:8; Jo 1:40; 6:8; 13:6). O equivalente aramaico do nome Pedro é “Cefas”. Ele era de Betsaida, uma aldeia ao norte da Galiléia (Jo 1:44), possuía “um” irmão por nome André, era pescador, casado e morava com sua sogra em Cafarnaum ( Mc 1:21,29).  II – É PEDRO O FUNDAMENTO DA IGREJA?  A Igreja católica com base em Mt 16:18, ensina que Pedro é a “Pedra” sobre a qual a Igreja está edificada. Entretanto, podemos observar em todo Novo Testamento que:  O próprio Pedro usa a palavra para se referir a Jesus (Atos 4:11; 1 Pe 2:4-8);  As parábolas de Jesus sobre os dois construtores e os dois alicerceres ensinam que Jesus é a rocha (Mt 7:24-27).  O apóstolo Paulo também ensina que Cristo é o fundamento do edifício de Deus (1 Cor 3:11) e a pedra angular (Ef. 2:20-22).  A expressão “chaves do reino dos céus”, não significa as chaves da Igreja como se Pedro fosse o primeiro papa da Igreja, fato, aliás, que se torna insustentável pois além do mesmo ser casado (Mc 1:29-30), condição que não é possível a um papa, também não presidia à Igreja primitiva que tinha como líder o apóstolo Tiago (At 15; Gl 2:9). “Chaves” não significa autoridade sobre a Igreja, tampouco sobre os céus (para mandar chuva), pois aos discípulos Jesus deu a mesma autoridade (Jo 20:22,23), mas fala-nos da proeminência na abertura da pregação do evangelho, primeiro aos judeus (At 20) e depois aos gentios (At 10).  III – QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE DE PEDRO?  Impulsivo – suas reações eram pulsílames (Mc 1:29; Mt 4:20; 14:28-29; 17:1-13);  Egoísta – Pedro demonstra seu egoísmo ao se preocupar consigo mesmo (Mt 16: 18-22).  Interesseiro – Sua preocupação era com sua satisfação pessoal (Mt 19:27).  Soberbo – para Pedro, tudo o que ele fazia era “o melhor”(Mt 26:33)  Inconstante – O mesmo Pedro de diz “Tu és o Cristo, o filho do Deus Vivo”, na mesmo capítulo chama Jesus à parte e repreende-o por o mestre está falando sobre sua morte e ressurreição (Mt 16:22). Antes havia recebido um elogio (Mt 16:18), agora, uma repreensão (MT 16:23).  III – DEPOIS DE SUA CONVERSÃO SEU CARÁTER MUDOU?  Claramente podemos ver a mudança de um Simão inconstante, para um Pedro “pedra” maduro, diante das seguintes características em sua vida:  A constância de Pedro (At 3:1-7)- Pedro e João estavam indo juntos” ao templo para oração”, quando viram um coxo e disse: “olha para nós”, não era mais o Pedro soberbo e inconstante.  A coragem ( At 4:13) – Não obstante à perseguição, manteve-se firme na propagação da mensagem do evangelho.  A Sabedoria (At 4:19-20) – Pedro teve sabedoria ao administrar suas emoções.  A Alegria (At 5:41) – mesmo depois de sofrer açoites, ele se alegrou.  Humildade – (At 9:36-42; 10: 25,26) Pedro mostra humildade ao pedir às pessoas saírem, pois outro prefeririam fazê-lo em público para trazer a glória para si.  Espírito de Oração (Atos 10);No monte da transfiguração Pedro não conseguiu ora “uma hora”( Lc 9:32), mas agora orava pelos gentios.  O Amor (At 10:21-29); Ao levar à mensagem aos gentios.  Amabilidade (At 11:4) – Pedro responde aos da circuncisão na explicação de sua visita à casa de Cornélio com amabilidade.  Homem de fé (At 12:6) – dormia porque estava tranquilo, confiante, entregue aos cuidados do pai.  Líder – O apóstolo Paulo relata em Gl 2:8 que Pedro era um líder eficiente nos primeiros dias da Igreja.  Maturidade – Talvez a maior prova da maturidade do apóstolo Pedro tenha sido a mansidão que ele demonstra quando Paulo o resiste “face-a-face” (Gl 2:11). E mesmo no fim de sua vida, Pedro o chama de “amado irmão Paulo”, reconhecendo sua sabedoria e colocando os escritos de Paulo em pé de igualdade aos do Antigo Testamento.  CONCLUSÃO  A vida do Apóstolo Pedro nos mostra o quanto, como cristãos, precisamos diariamente aperfeiçoar nosso caráter. Pedro com toda sua fragilidade e inconstância, a partir da experiência do Pentecoste, mostrou o que o Espírito Santo é capaz de fazer na vida de um homem quando o mesmo se coloca na vontade de Deus. Portanto, nos entreguemos à Ele sem reservas e vejamos o quanto o Senhor será capaz de realizar em nossas vidas.  Tiago, o apóstolo fervoroso!  Lucas 9:51-55  “Aproximando-se o tempo em que seria elevado ao céu, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava em seu semblante que ele ia para Jerusalém. Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los? ” Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: “Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”.”  Enredo  Dos três discípulos do círculo mais íntimo de Jesus: Pedro, Tiago e João, sabemos menos coisas sobre Tiago. O relato bíblico é praticamente destituído de qualquer detalhe mais claro sobre sua vida e caráter. Tanto é verdade, que Tiago nunca aparece sozinho nas narrativas dos Evangelhos, mas sempre junto com João, seu irmão mais jovem e mais conhecido!  Tem um detalhe, um pouco diferente de Pedro e André, que eram humildes pescadores da Galileia, é nítido a gente perceber que além de Tiago e João também serem pescadores, eles faziam parte de uma família influente e importante naquela região, eles eram filhos de Zebedeu. E a gente pode defender a tese que Zebedeu era uma pessoa importante, pois ele tinha funcionários, algo não muito comum naquele momento da história, e porque em Mateus, Marcos, Lucas e João, Zebedeu é citado como pai de Tiago e João!  Agora, se há uma palavra-chave que se aplica à personalidade dos Apóstolos Tiago e João, essa palavra é intensidade. Do pouco que sabemos sobre eles, fica evidente que Tiago e João eram homens de intenso fervor e entusiasmo. Aliás, o próprio Jesus deu um apelido a esses irmãos, e o apelido foi BOANERGES, que significa Filhos do Trovão. Isso define um pouco a personalidade dos dois!  Primeiro exemplo disso, se encontra em Lucas 9:51-55, texto que a gente já leu, mas vale a pena lermos novamente!: “Aproximando-se o tempo em que seria elevado ao céu, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava em seu semblante que ele ia para Jerusalém. Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los? ” Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: “Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los”.”  É nítida a diferença que havia de compreensão sobre Deus entre Tiago e Jesus. Enquanto que pra Tiago, aqueles que pensavam diferente, deveriam ser alvo do extermínio dele, pra Jesus, os que pensavam e acreditavam diferente deviam ser alvo da missão!  Um outro exemplo bíblico que revela que Tiago era meio que sem noção por conta do seu temperamento, se encontra em Mateus 20:20-24: “Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. “O que você quer? “, perguntou ele. Ela respondeu: “Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda”. Disse-lhes Jesus: “Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber? ” “Podemos”, responderam eles. Jesus lhes disse: “Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai”. Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos.”  Olhem só, Tiago estava pedindo prioridade no trono junto com Jesus, porém, Jesus estava reservando a ele um outro tipo de prioridade. Acompanhem comigo em Atos 12:1-3: “Nessa ocasião, o rei Herodes prendeu alguns que pertenciam à igreja, com a intenção de maltratá-los, e mandou matar à espada Tiago, irmão de João.”  Tiago desejou uma coroa de glória antes do tempo; Jesus lhe deu um cálice de sofrimento. Tiago desejou poder; Jesus lhe deu serventia. Tiago desejou domínio nos moldes romanos; Jesus lhe deu uma espada romana, porém essa seria instrumento de sua própria execução. Tiago desejou um lugar importante; Jesus lhe deu um túmulo de mártir.  Conclusão  Sabe, gente, são apresentados poucos detalhes sobre o martírio de Tiago. No entanto, o fato de Tiago ter sido o primeiro apóstolo a ser morto é significativo. Tanto é significativo, que somente a morte dele foi relatada na Bíblia, dos outros apóstolos não.  Lendo os textos bíblicos, ninguém duvida que Tiago era um cara intenso e compulsivo mas depois do Pentecostes ele canalizou sua personalidade em favor da propagação do Reino de Deus.  Esse filho do trovão havia sido ensinado por Cristo, recebido poder do Espírito Santo e sido transformado por esses meios num homem cujo zelo e ambição eram instrumentos proveitosos nas mãos de Deus para pregação do Reino. Ainda que corajoso, zeloso e comprometido com a verdade, ele havia aprendido a usar essas qualidades para o serviço do Senhor e não para o engrandecimento próprio.  Naquele momento, sua força era tão grande que, quando Herodes decidiu deter a igreja, Tiago foi o primeiro homem a ter de morrer. Assim, ele bebeu do cálice que Cristo lhe deu, sua vida foi curta, porém sua influência permanece até os dias de hoje!  Sabe, gente, a Bíblia não diz com riqueza de detalhes como foi a morte de Tiago, mas um historiador da igreja primitiva relatou que o soldado romano que levava Tiago para a morte se converteu e pediu perdão para Tiago no caminho de sua condenação. Logo, Tiago disse… A paz seja contigo, e beijou no rosto do soldado! Com isso, os dois foram decapitados ao mesmo tempo!  Tiago é o protótipo de uma pessoa intensa e zelosa que combate na linha de frente, porém, sua intensidade foi, por fim, temperada pela sensibilidade da graça. Em algum ponto ao longo do caminho, ele teve de aprender a controlar a raiva, refrear a língua, redirecionar o zelo, eliminar a sede de vingança e perder inteiramente a ambição egoísta!  Que Deus levante no meio de nós, Pedro’s, André’s, mas também Tiago’s, um filho do trovão, pra que cada vez mais as portas do inferno venham ser derrubadas pelo poder do nome de Jesus Cristo!  Biografia e História do Apóstolo João: Quem foi João?  O apóstolo João foi um dos discípulos mais próximos de Jesus e escritor de alguns dos livros do Novo Testamento. João é geralmente conhecido dentro da tradição cristã como “o discípulo amado”. A seguir conheceremos a história e biografia do apóstolo João.  A biografia do apóstolo João  João era filho de Zebedeu e provavelmente de Salomé (Marcos 1:19; 16:1,2; Mateus 27:56). Seu irmão, Tiago, também pertenceu ao grupo dos doze discípulos de Jesus. Possivelmente Tiago era mais velho do que João, visto que ele sempre é citado primeiro (Mateus 10:2-4). O apóstolo João era pescador de profissão. Seu pai foi um homem próspero no ramo da pesca, pois tinha alguns empregados (Marcos 1:20).  A tradição cristã associa Salomé como sendo irmã de Maria, mãe de Jesus (cf. Mateus 27:56; João 19:25). Se essa afirmação estiver correta, então o apóstolo João era primo do Senhor Jesus.  Antes de se tornar um dos discípulos de Jesus, o apóstolo João era um seguidor de João Batista (João 1:35-37). João teve um primeiro encontro com Jesus, e depois de um pequeno intervalo de tempo, se tornou um de seus discípulos regular (Marcos 1:16ss; Lucas 5:10).  A personalidade e caráter do apóstolo João  Alguns acontecimentos registrados nos Evangelhos nos ajudam a entender um pouco sobre como era a personalidade e caráter do apóstolo João. Em certa ocasião Jesus chamou João e Tiago de “filhos do trovão” (Marcos 3:17).  Muito provavelmente essa designação apontava para a natureza explosiva dos dois irmãos. Isso indica que normalmente eles eram homens de emoções controladas, mas em determinadas situações a ira logo os ascendia.  Um exemplo disto pode ser visto quando os habitantes de uma vila samaritana se recusaram a hospedar Jesus. Naquela ocasião os dois irmãos logo disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?” (Lucas 9:54).  Ao mesmo tempo em que tal declaração aponta para um temperamento forte, ela também indica o profundo amor e a grande fidelidade que o apóstolo João e seu irmão nutriam pelo Senhor Jesus. Em dada ocasião, talvez devido à influência de sua mãe, João e Tiago deixaram transparecer certo egoísmo ao pedirem que Jesus lhes concedessem lugares privilegiados em seu reino (Marcos 10:37; cf. Mateus 20:20).  João, o discípulo a quem Jesus amava  No Evangelho de João existem referências acerca de um discípulo a quem Jesus amava (João 13:23; 19:26; 20:2; 21:7,20). É amplamente aceito que tais referências designam o próprio apóstolo João.  Isso significa que ninguém conhecia Jesus mais do que João. Ele caminhou com Jesus diariamente, e na grande noite da instituição Ceia do Senhor, na celebração da última Páscoa, foi ele quem se reclinou sobre o peito de Jesus e lhe perguntou pessoalmente sobre a identidade do traidor (João 13:23).  O apóstolo João também esteve presente em três importantes ocasiões do ministério de Jesus. Nessas ocasiões ele estava acompanhado de Simão Pedro e Tiago:  Quando Jesus ressuscitou a filha de Jairo (Marcos 5:37).  Na ocasião da transfiguração (Marcos 9:2).  Durante o período em que Jesus esteve no Getsêmani (Marcos 14:33).  Além disso, o evangelista Lucas também nos informa que João e Pedro foram as duas pessoas encarregadas por Jesus de cuidar dos preparativos para a refeição da Páscoa (Lucas 22:8).  No momento da crucificação, o apóstolo João é o discípulo que aparece mais próximo de Jesus no Calvário. Ele também recebeu de Jesus a incumbência de cuidar de Maria (João 19:26,27). Depois, foi ele quem correu juntamente com Pedro ao túmulo de Jesus na manhã da ressurreição (João 20:8).  O ministério apostólico de João  Depois da ascensão de Jesus ao céu, o apóstolo João é mencionado com destaque na Igreja Primitiva. No livro de Atos, ele frequentemente é citado na companhia de Pedro (Atos 3:1; 4:19; 8:14). Conheça a história do apóstolo Pedro.  O apóstolo João foi um dos principais líderes da igreja em Jerusalém (Atos 15:6; Gálatas 2:9). A tradição cristã atribui ao apóstolo João a autoria de cinco livros do Novo Testamento. São eles: o Quarto Evangelho (Evangelho de João), três Epístolas (1,2 e 3 João) e o livro do Apocalipse.  É verdade que existem algumas criticas que tentam contestar a autoria por parte de João de algumas destas obras. O quarto Evangelho e o livro do Apocalipse são os principais alvos dessas críticas. Todavia, as evidências apontam de forma muito mais contundente para a verdade de que realmente foi o apóstolo João quem escreveu todos os cinco livros.  A morte do apóstolo João  Não é possível afirmar com certeza por quanto tempo o apóstolo João permaneceu em Jerusalém. Mas provavelmente o apóstolo deixou a Palestina no início da Guerra Judaica, antes de 69 d.C.. Nesse tempo ele se mudou para a Ásia Menor.  A tradição cristã desde muito cedo afirma que João viveu por muitos anos na cidade de Éfeso. Foi em Éfeso que ele teria escrito suas obras literárias, com exceção do livro do Apocalipse.  Em algum momento durante o reinado do imperador romano Domiciano (81-96 d.C.), o apóstolo João foi banido para a Ilha de Patmos. Foi em Patmos que ele recebeu as divinas revelações registradas no livro do Apocalipse. Saiba mais sobre quem escreveu o Apocalipse.  Com a ascensão do imperador Marco Nerva em Roma (96-98 d.C.), o apóstolo João foi liberado para retornar a Éfeso. Nessa época provavelmente ela já tinha cerca de 90 anos de idade. A tradição afirma que o apóstolo João morreu durante o começo do governo de Trajano, isto é, depois de 98 d.C., com idade bastante avançada.  Algumas antigas críticas também já tentaram afirmar que o apóstolo João não é o mesmo João influente em Éfeso. Isso indicaria que então ele não foi o autor dos livros do Novo Testamento. Tais críticas alegam que o apóstolo João morreu à espada juntamente com seu irmão Tiago por ordem de Herodes Agripa I, ainda nos primeiros anos da Igreja Primitiva, em aproximadamente 44 d.C.  No entanto, tais críticas não se sustentam quando contrapostas às abundantes evidências apresentadas pelas antigas tradições cristãs registradas nos escritos patrísticos. Na verdade a maioria dos estudiosos aceita que a residência e influência do apóstolo João em Éfeso é uma das histórias mais claras e sólidas documentadas nos primeiros anos da Igreja.  Portanto, existem provas suficientes para se acreditar que o apóstolo João realmente morreu em Éfeso. Antes disso, mesmo com a idade avançada, ele continuou exercendo ativamente seu ministério. Ele foi o bispo-chefe das igrejas localizadas na região de Éfeso, e combateu as perigosas heresias (especialmente o gnosticismo) que ameaçavam a pregação do Evangelho.  Alguns escritos afirmam que o apóstolo João morreu com idade tão avançada, que em seus últimos dias ele tinha de ser carregado para as reuniões cristãs. Curiosamente seu irmão Tiago foi o primeiro apóstolo a sofrer martírio (Atos 12:2), enquanto que João foi o último dos apóstolos a deixar a terra e chegar ao céu.  OS DOZE APÓSTOLOS DE JESUS  Uma reflexão sobre as características de personalidade dos doze apóstolos de Jesus, o significado dos seus nomes e o que isso significa para nós. Como eles morreram? Vamos enfocar: as características de quem Ele chamou e a capacitação que lhes foi dada.  “E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Tendo chamado seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu” (Mt 9: 37-38; Mt 10: 1-4 cf. Lucas 6: 12-16).  O Mestre estava falando para rogar a Deus pedindo trabalhadores para a Sua seara, ou seja, estava explicando aos discípulos que Sua obra é grande e é preciso que Ele mesmo traga os trabalhadores para ela, isto é, que chame aqueles cujo coração está voltado às coisas do céu mais do que às coisas da carne, pois precisam ser treinados de uma maneira diferente da que aqueles que se importam apenas com a vida natural. O chamado específico de Deus para certas pessoas para realizar a Sua obra é de vontade e conhecimento exclusivo Dele. Seu trabalho é muito grande, pois envolve a salvação de almas e, conseqüentemente, uma dedicação, uma entrega e uma disposição maior dos Seus discípulos, mesmo tendo que correr certos riscos para cumprir a missão que lhe foi dada. Podemos ver que todos os seguidores de Cristo sofreram pela causa da justiça, arriscaram suas vidas e “pagaram um preço alto” por causa daqueles que Jesus desejava salvar. Tiveram ousadia e perseverança e, com certeza, obtiveram grande galardão diante do Senhor. Vamos dar enfoque a dois pontos interessantes na escolha dos doze apóstolos: 1) As características daqueles a quem Jesus chamou para ser apóstolos. 2) A capacitação que lhes foi dada para exercerem a missão. o Características dos chamados  Em primeiro lugar, o número deles foi doze, pois o número doze significa o número da eleição divina, do chamado, dos propósitos eletivos de Deus. Repetindo, seus nomes são: Simão Pedro e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu (Natanael); Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu (também chamado Judas); Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes.  Simão (Σίμων, em grego, Simon): era uma forma posterior do nome Simeão que, em hebraico, significa: “audição, o que ouve, Deus ouviu”. A palavra hebraica é Shim‘ôn, que deriva de Shâma‘ (ouvir). Mais tarde, o Senhor lhe acrescentou o nome de Cefas (aramaico) ou Pedro (grego), que significa: “rocha, pedra”. Além de Pedro, o outro Simão descrito é Simão, o Cananeu ou Simão, o zelote. Era assim chamado zelote (grego: zelõtes) por causa do seu zeloso temperamento com as coisas do Senhor e do reino de Deus. Não se sabe exatamente se ele era um revolucionário. Talvez, o povo tenha lhe dado esse apelido pelo fato do seu espírito zeloso lembrar o comportamento dos seguidores do partido dos zelotes, fundado por Judas, o Galileu, que liderou uma revolta contra os romanos em 6 DC e se opunha ao pagamento de tributo dos israelitas a um imperador pagão. Foram apelidados zelotes por seguirem o exemplo de Matatias e seus filhos e seguidores, pelo seu zelo pela Lei de Deus quando Antíoco IV tentou suprimir a religião judaica (na época dos Macabeus), por volta de 167–163 AC. Portanto, a primeira característica de um discípulo é saber ouvir a voz do Senhor (ser “Simão”) e permanecer firme nessa convicção, ou seja, deixar a Palavra ser uma rocha no seu espírito; em outras palavras, ser uma pessoa firmada na Palavra, que é o próprio Jesus, a “Rocha”, e zelar pelas coisas de Deus (ser um “zelote”).  André, nome grego que significa: “varonil, viril, vencedor”. Portanto, a segunda característica de um discípulo é se posicionar como uma pessoa corajosa e vencedora.  João, filho de Zebedeu. Seu nome é de origem judaica (Yôhãnãn) e significa “O Senhor é gracioso”. Graça significa: um favor imerecido de Deus, ou seja, um favor divino, simplesmente porque Deus é abençoador, não porque precisamos fazer algo para merecê-lo. Em hebraico, a palavra usada em alguns textos do Antigo Testamento, é hesedh ou chesed (misericórdia), e chen (graça, favor) ou chanun (o adjetivo), derivada de chanan, uma raiz primitiva que significa: graciosidade, beleza, favor ou boa vontade. Portanto, ser como João é ter a certeza de que Deus é abençoador, provedor de toda graça e de todo favor.  Tiago. O evangelho fala de dois Tiago: o primeiro (também conhecido como Tiago, o maior), irmão de João, filho de Zebedeu e Salomé; e o segundo Tiago (o menor), filho de Alfeu – Mt 10: 3; Mc 3: 18; Lc 6: 15; At 1: 13 (Alfeu, também conhecido como Clopas, cf. Mt 27: 56; Mc 15: 40; Lc 24: 10; Jo 19: 25) e irmão de José (este não escolhido por Jesus para ser apóstolo). Presume-se que o significado do apelido ‘menor’ seja, talvez, por ele ser de estatura menor que Tiago, irmão de João, ou mais moço do que ele; ou, então, por ter sido o segundo Tiago escolhido por Jesus como discípulo. Outra hipótese está relacionada ao terceiro Tiago, o irmão de Jesus, ordenado como primeiro bispo de Jerusalém, e conhecido como ‘Tiago, o Justo’, ou ‘Tiago, o irmão do Senhor’ (Gl 1: 19), o escritor da epístola com o mesmo nome.  Seja como for, seu nome é derivado do grego, Iákõbos, uma transliteração do hebraico, Ya`aqob ou Ya‘aqõbh (Strong #3290 – יעקב), Jacó, ‘segurador do calcanhar’, ‘suplantador’, ‘enganar’, ‘lograr’. Outro significado para o seu nome é: ‘o que enverga, mas não quebra’, ‘inda e vinda’, ‘aquele que oscila’. Isso quer dizer que, apesar das fraquezas da carne como indecisão, insegurança e até um espírito competitivo, Jesus pode escolher alguém, transformando essas deformações de caráter em qualidades como: a capacidade de permanecer inquebrantável nas lutas e manter intacto o espírito lutador para se conseguir o que se almeja. Em outras palavras, apesar das investidas do inimigo tentando derrubar um servo de Deus, ele pode ter a certeza de vai “envergar”, mas não vai se quebrar, que pode oscilar às vezes como um ser humano de carne, porém seu espírito se mantém na força de um guerreiro pela fé em Jesus e na Sua promessa. É algo parecido com o que aconteceu no Antigo Testamento com Jacó, que depois de ter lutado com o anjo teve seu nome mudado para Israel (yiś·rā·’êl – ישראל – Strong #3478), que significa: “o que luta com Deus e prevalece, vencedor, príncipe de Deus”; no original em hebraico: “ele governará como Deus”. Segundo alguns estudiosos o nome de Israel é mais provavelmente uma compilação do verbo ‘sarar’ e o substantivo El, a abreviação comum de Elohim (Deus, plural de Elohe). Tem a mesma raiz do nome Sarah (como Sara, mulher de Abraão), que vem do verbo sarar (Strong #8323), que significa governar, reinar, ser príncipe, controlar, dominar. Então, Israel teria o significado de “Deus luta, Deus se esforça, Deus persevera, Deus contende, ele será um príncipe com Deus, ele governará como Deus”. Como dissemos, o nome Tiago é derivado do grego Iákõbos (IAKWBOS), uma transliteração do hebraico, Ya‘aqõbh, Jacó. Em Latim, o nome é tanto IACOBUS como IACOMUS (um dialeto variante do primeiro nome). IACOMUS foi trazido para o Inglês como James, a consoante j no lugar da vogal i, e sem as letras CO, JAMUS. O nome é escrito como Giacomo na Itália, Jaime na Espanha, e Iames na França. O Inglês (James) é parecido com a forma francesa, mas com o i ‘anglicizado’ para j.  Filipe, do grego Philippos, amante de cavalos, domador de cavalos. O cavalo, na bíblia, tem vários significados; por exemplo, é um símbolo de guerra, assim como de uma força carnal ou mundana, pois na época da entrada em Canaã e por muitos séculos depois, Israel não possuía cavalos, tinha que importá-los do Egito (prefigura o mundo). Também pode simbolizar pressa ou a nossa atitude frente aos nossos semelhantes. Assim, Filipe, como um “domador de cavalos, um amante de cavalos”, nos ensina que um discípulo deve ter domínio próprio, sabendo controlar sua alma e seu espírito, com o intuito de mantê-los debaixo do domínio do Espírito Santo de Deus. É fazer a carne se submeter à vontade divina.  Natanael (Jo 1: 45), do hebraico, significa: “presente de Deus, dom de Deus, Deus tem dado”. Também era conhecido como Bartolomeu, do aramaico, “filho de Timeu ou filho que levante as águas, filho do muito estimado”. Pela sua atitude descrita em Jo 1: 43-51, quando é apresentado a Jesus por Filipe, podemos imaginar que tinha uma mente viva, aguçada e curiosa de quem conhece a Lei e ávida por confirmações. Ele mesmo havia dito a Filipe: — De Nazaré pode sair alguma coisa boa? — Vem e vê. — respondeu Filipe. Quando Jesus o viu, disse: — Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! — Rabi, donde me conheces? — Natanael perguntou. — Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. — Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel! — Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois maiores coisas do que estas verás. E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem. Com isso, podemos inferir que, ser um “Natanael ou um Bartolomeu” significa buscar a verdade, se sentir um filho amado de Deus e ser uma bênção, um presente divino aos irmãos.  Mateus: é um nome hebraico que significa: “dom de Deus, homem de Deus, recompensa de Deus”. Era também conhecido como Levi (Mc 2: 13-14; Lc 5: 27-28), filho de Alfeu (Mc 2: 14), que quer dizer: “associado, unido, aderido, separado, consagrado ao Senhor”. Jesus chamara Mateus, o publicano, na coletoria de impostos. Publicano (grego: telõnes) era um coletor de impostos ou de alfândega em favor dos romanos, empregado por um contratador de cobrança de impostos. Era uma classe desprezada e odiada, pois era composta por tipos de atitude egoísta, avarenta e ambiciosa, ávida pelo dinheiro e pelas vantagens que ele oferecia. O publicano era reputado imundo por causa do seu contato contínuo com os gentios. Parecia uma grande contradição com o nome que tinha: Mateus, Levi. Por isso, sermos um Levi, um Mateus, significa que Jesus nos retirou do mundo e do pecado, da impureza, e nos separou para Ele. Nós agora estamos ligados, unidos, aderidos a Ele e nada nos separará dessa aliança. A salvação foi para nós um dom de Deus, uma recompensa de Deus, mesmo que não a tenhamos merecido.  Tomé: nome aramaico (Te’ômã’), que os gregos chamavam Dídimo, gêmeo. Provavelmente, Tomé era uma pessoa mais racional, e essa racionalidade não o permitia ir mais longe do que sua visão humana e limitada lhe concedia; preferia as coisas reais e palpáveis para poder crer em alguma coisa. Sua racionalidade seria transformada na sua caminhada com Jesus e sua aparente incredulidade seria uma forma de mostrar aos outros o que um discípulo pode esperar e pedir ao seu mestre. Embora não haja confirmação sobre Tomé ter ou não um irmão gêmeo (talvez, “gêmeo” seja apenas o significado grego do seu nome), nós podemos extrapolar esse raciocínio dizendo que, assim como Tomé foi transformado ao longo do seu contato íntimo com Jesus e se tornou parecido com o Mestre, sermos “Tomé” significa: sermos “irmãos gêmeos” do Senhor, nos tornar parecidos com Ele, sendo transformados a cada momento da nossa vida, através das provas que temos, ganhando a cada dia mais fé; como diz a bíblia, sermos transformados de glória em glória à imagem do Senhor (2 Co 3: 18). Muitas atitudes de Tomé foram consideradas como incredulidade, desrespeito ou descontrole da carne, porém, se formos buscar o propósito escondido no fundo de cada uma delas, poderemos ver que ele não teve medo de ousar e pedir mais de Deus. Portanto, um discípulo pode até ser mal compreendido nas suas atitudes, entretanto, jamais deve ter medo de querer mais do Senhor. O que pode parecer grosso modo uma irreverência diante Dele pode ser um “grito de socorro” da alma e do espírito pedindo força para superar as dificuldades e atingir outro patamar de fé.  Judas. O evangelho fala de dois Judas. O primeiro era também chamado Tadeu, filho de Tiago (Mt 10: 3; Mc 3: 18; Lc 6: 16). Judas, derivado de Judá, Yehüdhâ, significa: “celebrado ao Senhor, festejado em louvor (ydh) ao Senhor”. Tadeu era também um nome hebraico que significa: “aquele que louva ou confessa”. Tadeu, no aramaico, significa: “corajoso” e no siríaco, “amável”. O segundo Judas relatado no evangelho recebeu o sobrenome de Iscariotes, do hebraico, ’ïsh qerïyoth, homem de Queriote, se referindo à cidade de Queriote-Hezrom localizada a dezenove quilômetros ao sul de Hebrom. Em aramaico era ’isqaryã’ã, um assassino. Embora conhecendo tudo, Jesus não o recebeu como um provável traidor naquele momento, mas como alguém que o Pai tinha escolhido para aprender com Ele, ser restaurado e transformado num instrumento de bênçãos para o Seu povo (Ele testaria Judas). Como todos aqueles que escolheu, Jesus o amou. Ser como “Judas” significa que, como discípulos, nós precisamos ter dentro de nós, acima de tudo, a vontade de louvar ao Senhor, pois essa qualidade nos torna amáveis a Ele, além do que um levita é um guerreiro corajoso; através do louvor o Senhor o livra dos seus inimigos como é descrito em várias passagens na bíblia. Judas Iscariotes caiu porque abandonou essa qualidade e deu brecha para que Satanás o usasse para trair o Mestre. Quando não louvamos a Deus, pelo contrário, blasfemamos e murmuramos, damos brecha para o diabo e o engrandecemos, entristecendo o coração de Deus e apagando a chama do Espírito dentro de nós. Portanto, a última qualidade essencial a um discípulo é saber louvar, ser um adorador. É importante lembrar que nós fomos criados para louvar a Deus. Nos nossos lábios deve haver sempre o louvor, pois isso nos aproxima do trono.  Resumindo – as características de um discípulo devem ser:  saber ouvir a voz do Senhor, ser uma pessoa firmada na palavra e zelar pelas coisas de Deus (ser um “zelote”). b) se posicionar como uma pessoa corajosa e vencedora. c) ter a certeza de que Deus é abençoador, é provedor de toda força, de toda vida, de toda graça e de todo favor. d) ter a certeza de que pode “envergar”, mas não vai se quebrar, pois seu espírito se mantém na força de um guerreiro pela fé em Jesus e na Sua promessa. e) ter domínio próprio e fazer a carne se submeter à vontade de Deus. f) buscar a verdade, se sentir um filho amado de Deus e ser uma bênção, um presente divino aos irmãos. g) ter a certeza de que estamos ligados, unidos, aderidos a Jesus e que nada nos separará dessa aliança. h) ser transformado de glória em glória à imagem do Senhor e jamais ter medo de querer mais de Deus. i) saber louvar, ser um adorador. o Capacitação dada por Deus para exercerem a missão  “Tendo chamado seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades”. Aqui temos bem clara a capacitação que o Senhor nos confere quando nos posicionamos como verdadeiros discípulos. Recebemos, em primeiro lugar, a mesma autoridade que foi dada a Jesus, e essa autoridade tem um propósito específico: expelir demônios e curar toda sorte de doenças e enfermidades, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais. Os dons são derramados à medida que os exercitamos, assim como um “talento” (Mt 25: 14-29) que é multiplicado. Também isso nos é conferido pelo Pai de acordo com a Sua vontade, com a nossa necessidade, com a necessidade daqueles a quem Ele quer alcançar por nosso intermédio e com a característica particular do Espírito Santo para a nossa personalidade. Isso significa que um dom de cura pode se manifestar de várias formas, de acordo com a personalidade de cada filho de Deus.  Substituição  Após o suicídio de Judas Iscariotes e a ascensão de Jesus, antes de se completarem os dias para o cumprimento do Pentecostes, houve uma nova escolha entre os discípulos que seguiram Jesus desde o início do seu ministério, daqueles que estavam entre os setenta, para substituir o traidor. O escolhido foi Matias, cujo nome parece ser uma contração de Matatias (“Deus tem dado”). Não há informações a respeito de Matias. Portanto, de acordo com o nosso raciocínio anterior, vamos dizer que no lugar de honra ao lado de Jesus no céu não podem ficar os traidores, mas os que souberam guardar o que receberam de Deus para que ninguém roubasse sua coroa. Dessa forma, quando os separados pelo Pai para ser Seus adoradores não ocupam sua posição e desistem de perseverar, como foi o caso de Judas Iscariotes, Ele levanta alguém para que a Sua obra e o Seu projeto não se interrompam. Por isso, Deus deu à humanidade nosso irmão Matias; para que a missão que Seu Filho amado iniciou na terra não fosse frustrada ou incompleta. A história de Judas Iscariotes lembra muito a de Saul, que perdeu sua unção e, conseqüentemente, seu reinado, sendo substituído por Davi para que a obra divina não fosse interrompida pelos erros e fracassos humanos. Assim, ser um “Matias” significa: ser colocado por Deus para completar uma estrutura que já foi planejada por Ele e que precisa dessa “última peça” para que o todo permaneça estruturado. Ser um “Matias” é estar disposto a ocupar o posto que o Senhor quiser nos colocar, a fim de que a Sua obra não morra. Por isso, o Senhor diz que nós somos um corpo e, individualmente, membros desse corpo (1 Co 12: 27). Os dons que temos são úteis na posição e no lugar onde Deus nos coloca, onde Ele “nos dá” à Sua Igreja, para que a obra que foi começada não venha a ser arruinada. Foi Jesus que disse a Pedro: “Também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16: 18).  O Martírio dos apóstolos o Simão Pedro morreu crucificado de cabeça para baixo em Roma, por volta de 65 DC. • João Marcos (autor do segundo evangelho) morreu arrastado por cavalos em Alexandria (Império Romano) em 70-80 DC. • Tiago (o maior), irmão do apóstolo João e filho de Zebedeu, foi decapitado pelo rei Herodes Agripa em 44 DC em Jerusalém. • Filipe (apóstolo de Jesus) pregou o evangelho na Palestina, Grécia e na Ásia Menor, onde a mulher de um procônsul romano se converteu. Ali morreu crucificado e, a seguir, apedrejado no ano 80 DC em Hierápolis, na Frígia, por ordem do procônsul. • André, irmão de Pedro, é considerado o fundador da igreja em Bizâncio (Constantinopla e, atualmente, Istambul), onde o imperador Constantino mais tarde atuou, instituindo a Igreja Católica Apostólica Romana. Foi crucificado na Grécia (domínio romano) em uma cruz em forma de X. • Paulo de Tarso morreu decapitado em Roma (por ser um cidadão romano, senão sofreria outro tipo de morte). • Matias: escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes. Morreu queimado numa fogueira, não se sabe onde. • Lucas (médico e evangelista): morreu em Tebas, na Beócia (prefeitura da Grécia), com 84 anos; não se sabe se foi martirizado. • Tomé: foi provavelmente o mais ativo dos apóstolos ao leste da Síria, pregando até a Índia, onde morreu transpassado por lanças. • Bartolomeu (também conhecido por Natanael): pregou até na Índia com Tomé, voltando à Armênia, Etiópia e ao sul da Arábia. Segundo relatos, morreu por esfolamento em Albanópolis (moderna Derbent, ao norte do Azerbaijão), nas montanhas do Cáucaso (entre o Mar Negro e o Mar Cáspio), a mando do governador. • Judas Tadeu (apóstolo de Jesus): dedicou-se à pregação do evangelho na Judéia, Samaria, Mesopotâmia (hoje região do Iraque) e na Pérsia. Antigas tradições afirmam que foi martirizado na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos de Zoroastro, tendo sido decapitado juntamente com Simão, o Zelote (apóstolo de Jesus), que também pregava naquela região. Este foi morto depois de negar sacrificar ao deus Sol. • Mateus: ministrou na Pérsia (atual Irã) e na Etiópia. Não se sabe se foi martirizado (apunhalado até morrer na Etiópia). • Tiago, o menor (filho de Alfeu), apóstolo de Jesus: ministrou na Síria, onde, provavelmente, morreu apedrejado. • João (apóstolo de Jesus): o único que não foi martirizado. Foi exilado na ilha de Patmos, no leste do Mar Egeu, durante a perseguição do imperador romano Domiciano, por volta de 90 DC. Ali, escreveu o Livro de Apocalipse. Morreu de morte natural, em Éfeso, 98 ou 100 DC, quando tinha 94 anos, após ter sido solto da prisão no governo de Nerva, imperador romano. Uma tradição latina muito antiga informa que ele escapou sem se queimar, depois de ter sido jogado num caldeirão de óleo fervente. Isso teria acontecido na cidade de Roma. • Tiago, o Justo, escritor da Epístola de Tiago, primeiro bispo de Jerusalém e meio-irmão de Jesus (Mc 6: 3; Gl 1: 19), foi atirado do pináculo do templo e depois apedrejado, não se sabe se por judeus tradicionais.


 

segunda-feira, 8 de março de 2021

O exército de Deus preparado para conquista O Senhor nos escolheu para fazer parte do Seu exército. Ele não apenas nos salvou como também nos alistou no seu exército de conquista. O inimigo tem escravizado vidas no pecado, tem cegado o entendimento dos incrédulos, tem roubado sonhos, tem matado precocemente os jovens, tem levado vidas ao inferno. Cabe a nós levantarmos como exército de Deus para conquistas de vidas para o Senhor Jesus. Não dá para ficarmos parado enquanto demônios trabalham de dia e de noite para destruir casas, famílias inteiras. Nossa missão é resgatar as vidas das mãos do inimigo e conduzi-las a Cristo. Para isso um exército tem que se levantar para amarrar o valente e saquear os bens que ele roubou (Mt 12.29). Não podemos parar de lutar pela conquista de vidas enquanto o diabo continua ceifando vidas. Só estamos aqui hoje porque um dia alguém lutou por nossa salvação e o evangelho nos alcançou. Nada seria tão grande se compararmos com que Cristo fez por nós. Fazer parte do exército de Deus é uma grande honra e privilégio. Não tem nada que pague a satisfação de poder ser participante da conquista de vidas para o nosso Deus. Gostaria de mostrar como é estar no exército de Deus: 1. Para fazer parte do exército de Deus tem que dispor (Js 1.2) “Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo…” • Dispor significa se levantar. O Senhor nos chama para fazer parte do seu exército, mas tem que haver um sim por parte de nós. • A resposta certa é: eis me aqui. Em Isaías 6:8 diz: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.” • Jesus mesmo coloca nas mãos dos seus discípulos a decisão de segui-lo ou não. Se quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz. 2. Deus tem para o seu exército uma terra a ser conquistada (Js 1.2-3) “Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés.” • Jesus deixou claro que deveríamos ir por todo mudo e pregar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15). • Jesus mesmo veio para buscar e salvar os perdidos (Lc 19.10). • Em Salmo 2.8 diz: Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. • Nossa grande terra de conquista são vidas para o reino de Deus. Temos que nos levantar e pisar na terra que Deus nos dá por herança. Essa herança são filhos espirituais. • Decida declarar que sua família pertence ao Senhor, que o seu bairro, sua vizinhança pertence ao Senhor, sua cidade pertence ao Senhor… • Hoje é o tempo oportuno de dizer que conquistaremos muitas vidas para Cristo porque somos parte do seu exército. 3. Somente os fortes e corajosos podem ir para a batalha (Js 1.6-7, 9, 18) “Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares.” • Deus não está a procura de homens que são fortes e corajosos em si mesmos. A força humana diante de Deus não e nada. • Entretanto, Ele espera que Nele tenhamos a força e a coragem para entrarmos na batalha. • Os tímidos e medrosos não podem fazer parte do exército de conquista. Veja a história de Gideão em Juízes 7. Deus pediu para que os tímidos e medrosos saíssem da região da batalha. Por quê? Porque Deus deseja manifestar a sua glória através daqueles que creem. • Paulo diz para Timóteo não ter espírito de covardia, mas de poder. (2Tm 1.7) • Ele é a nossa força para a vitória. 4. O sucesso desse exército está na Palavra (Js 1.8) “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” • Andar na Palavra é a chave para o sucesso. Somente por meio da Palavra que temos a fé para lutar e vencer. • O sucesso de qualquer batalha está na nossa fé na palavra de Deus. 5. Deus é com o seu exército (Js 1.9) “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” • Quanto somos parte do exército de Deus não precisamos temer as ordens de Deus para nós. • Devemos apenas acreditar que ele está conosco. • Isaías 41.10 diz: não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. • Deus não nos coloca na batalha sozinhos, mas ele é conosco, não precisamos temer porque ele luta por nós. 6. O exército de Deus deve caminhar em lealdade (Js 1.16-17) “Então, responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos. Como em tudo obedecemos a Moisés, assim obedeceremos a ti; tão-somente seja o SENHOR, teu Deus, contigo, como foi com Moisés.” • Não tem como haver exército sem lealdade. E em todos os níveis. Temos que ser leais a Deus, as autoridades que Deus colocou sobre nós, aos irmãos que estão ao nosso lado e aqueles que Deus nos confiou o cuidado. • Lealdade significa fidelidade, confiança. • Não podemos abandonar a guerra. Temos que ser fiéis até o fim. • Os homens de Israel era com Josué e Josué era com eles. E todos eram com Deus. 7. O exército de Deus deve perceber os sinais da vitória (Js 2) • Em Josué 2 vemos a história dos espias que foram espiar a terra e lá descobriram que o povo de Jericó já estavam atemorizados com relação a Israel. • Temos que perceber os sinais da vitória. Que estejamos atentos a sinais que teremos ao nosso redor de que realmente Deus vai a nossa frente preparando o caminho de conquista 8. A presença de Deus é a força desse exército (Js 3.3-17) • A arca da aliança significa a presença de Deus. Aquele povo não se levantou para a batalha enquanto a arca não foi levantada. • E o mais interessante é que a arca ia a frente do exército. O grande sinal do rio jordão abrir foi feito quando os homens que levavam a arca pisaram nas águas. • A força do nosso exército está no quanto de presença de Deus nós temos. 9. A vitória desse exército está na santidade (Js 3.5) “Disse Josué ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o SENHOR fará maravilhas no meio de vós.” • Santidade significa separação. Esses são dias de Deus separar uma parte do seu exército para conquista de vidas para Ele. • Temos que ter uma firme decisão de não nos contaminar com o pecado, com o mundo. • E assim teremos fé para vermos as maravilhas do Senhor no nosso meio. 10. As conquistas desse exército depende da obediência ao Senhor (Js 6) • Assim que o povo passou o rio jordão Deus começou a dar ordens para as batalhas. • Porque eles obedeceram eles venceram Jericó. Mas por outro lado eles desobedeceram pegando despojos que não eram para serem pegos e na próxima batalha foram envergonhados. • É muito sério fazer parte desse exército, precisamos obedecer as ordens do Senhor na sua palavra. • Se obedecermos é certo que teremos muitas vitórias e conquistas


 

sexta-feira, 5 de março de 2021

O Dia Mundial da Oração é comemorado em todo o mundo na primeira sexta-feira do mês de março. O Ministério Palavra, Poder e Unção coloca-se de joelho por essa causa, ainda que muitos não sejam agradecidos, nós estamos no sentido da humildade. A oração é um ato do interior do homem, onde este conversa com Deus para agradecer pelas coisas boas de sua vida, para pedir orientação sobre seus problemas e por aquilo que almeja. Orar é uma forma que o homem encontra em buscar a força divina e, sem discriminação de religião, este ato é de fundamental importância para uma vida cristã, pois a pessoa que ora é a mais beneficiada pela força de sua própria oração. Existem pessoas que fazem grupos de oração, vigílias, a fim de pedir pela saúde de alguém, pedir proteção, melhores condições de vida, emprego, cura interior, paz, etc. Mas segundo os ensinamentos religiosos, não devemos apenas pedir, mas agradecer por tudo de mais simples que Deus nos dá, que são de muita importância para nossas vidas, como o ar que respiramos, a natureza como um todo, a saúde, os alimentos, o trabalho, etc. Outra forma de amar a Deus é através do louvor, cantando palavras de reverência a Ele e de adoração. Através do louvor demonstramos nosso reconhecimento à Sua justiça e nos fortalecemos em nossa fé. Deus é onipotente e onipresente e, ao orarmos, devemos manter essa condição do Pai, como nosso grande criador. Um grande princípio de Deus é ensinar as crianças a adorá-lo desde bem pequenas. É obrigação dos pais ou responsáveis encaminhá-las aos Seus ensinamentos, pois as famílias estruturadas dentro dos princípios cristãos têm mais harmonia, amizade e respeito, estando mais próximas de não serem destruídas pelo mundo moderno, pelas tentações da vida humana. Os homens que seguem os princípios de Deus, que buscam seguir seus ensinamentos serão abençoados em vida e em morte, ganhando o Seu reino. Acesse nosso BLOGGER: www.evangelistamaolmoura.gatis/


 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021










 

OS DECRETOS DE DEUSi O decreto de Deus é o Seu propósito ou a Sua determinação com respeito às coisas que irão acontecer. Usamos o singular, como o fazem as Escrituras (Rm 8.28; Ef 3.11), porque houve somente um ato da Sua mente infinita acerca das coisas futuras. Entretanto, falamos como se houvesse muitos porque nossas mentes só conseguem pensar em ciclos sucessivos, conforme surgem os pensamentos e as ocasiões, ou com referência a vários objetos do Seu decreto, os quais, sendo muitos, parecem-nos requerer um propósito diferente para cada um deles. Mas o conhecimento infinito de Deus não avança passo a passo, de etapa a etapa (At 15.17,18). As Escrituras fazem menção dos decretos de Deus em muitas passagens, empregando vários termos: “decreto” (Sl 2.7); “eterno propósito” (Ef 3.11); “determinado desígnio e presciência de Deus” (At 2.23); “mistério da Sua vontade” (Ef 1.9). Em Rm 8.29 lemos que Ele “predestinou”; em Ef 1.9, sobre Seu “bom propósito”. Os decretos de Deus são denominados Seu “conselho” para significar que são consumadamente sábios, e de Sua “vontade” para mostrar que Ele não estava sob nenhuma coação, mas agiu de acordo com o Seu bom propósito (Ef 1.11). Os decretos de Deus se relacionam com todas as coisas futuras, sem exceção: o que quer que aconteça no tempo foi preordenado antes de se iniciar o tempo. O propósito de Deus diz respeito a todas as coisas, grandes e pequenas, boas e más – mas com referência a essas últimas devemos ter o cuidado de afirmar que, embora Deus seja o Ordenador e Controlador do pecado, não é o seu Autor do mesmo modo como é o Autor do bem. O pecado não poderia proceder de um Deus Santo por criação direta e positiva dEle, mas somente por permissão decretatória e ação negativa. Deus não decretou meramente criar o homem, coloca-lo na terra e depois deixa-lo entregue à sua própria direção descontrolada; antes, fixou todas as circunstâncias dos indivíduos, e todas as particularidades que a história da raça humana compreende, do início ao fim. Ele não decretou simplesmente o estabelecimento de leis gerais para o governo do mundo, mas dispôs a aplicação dessas leis a todos os casos particulares. Nossos dias estão contados, assim como os cabelos de nossas cabeças. Os cuidados de Deus alcançam as criaturas mais insignificantes e os eventos mais diminutos, como a morte de um pardal e a queda de um fio de cabelo. Negar isso, como muitos fazem, é negar o que dizem as Escrituras. Consideremos agora algumas propriedades desses decretos. Primeiro, são eternos. Supor que qualquer um deles foi ditado dentro do tempo é supor que ocorreu algo imprevisto ou alguma combinação inesperada de circunstâncias que induziu o Altíssimo a idealizar uma nova resolução. Isso implicaria que o conhecimento de Deus é limitado e que Ele vai ficando mais sábio com o passar do tempo – o que é uma terrível blasfêmia. Segundo, são sábios. A sabedoria é evidenciada na seleção dos melhores fins possíveis e dos meios mais apropriados para cumpri-los (Sl 104.24). Devemos persuadir nossas mentes quanto às obras de Deus quando dúvidas nos invadem, e devemos repelir quaisquer objeções sugeridas por alguma coisa que não podemos conciliar com as nossas noções do que é bom e sábio. Nessas horas, exclamemos: “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus!” (Rm 11.33). Terceiro, são livres. Cf. Is 40.13,14. O Deus Triúno estava sozinho quando elaborou Seus decretos, e as Suas determinações não foram influenciadas por nenhuma causa externa. Ele tinha liberdade para decretar ou não, e para decretar uma coisa e não outra. Deus é supremo, independente e soberano em tudo o que faz. Quarto, são absolutos e incondicionais. Sua execução não depende de qualquer condição que pode ou não ser cumprida. Em cada caso em que Deus decretou um fim, decretou também todos os meios para esse fim. Aquele que decretou a salvação dos Seus eleitos também decretou produzir fé neles (2 Ts 2.13). Cf. Is 46.10 e Ef 1.11. A responsabilidade do homem. Lado a lado com a imutabilidade e invencibilidade dos decretos de Deus, as Escrituras ensinam claramente que o homem é uma criatura responsável, que responde por suas ações. Se as nossas ideias se formarem com base na Palavra de Deus, a defesa de um desses ensinos não levará à negação do outro. Reconhecemos, claro, que há real dificuldade em definir onde um termina e o outro começa. Sempre acontece isso na conjunção dos elementos divino e humano: a verdadeira oração é ditada pelo Espírito e, inobstante, é também o clamor do coração humano; As Escrituras são a inspirada Palavra de Deus, mas foram escritas por homens que não eram meras máquinas nas mãos do Espírito; Cristo é Deus e homem, é Onisciente mas ia crescendo em sabedoria (Lc 2.52), é Todo-Poderoso mas foi crucificado em fraqueza (2 Co 13.4), é o Príncipe da vida e morreu. Esses são grandes mistérios, mas a fé os recebe sem objeções. Negar os decretos divinos seria proclamar um mundo entregue ao acaso. Que paz, que segurança, que consolo haveria para nós? Para onde fugir na hora da necessidade e da provação? Como confiar nas promessas da Palavra de Deus se Ele não controla todas as coisas? Quão gratos devemos ser por tudo estar determinado pela infinita sabedoria e bondade de Deus! Quanto louvor Lhe devemos por Seus decretos! É graças a eles que podemos afirmar que efetivamente sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28). Podemos então exclamar: “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36).


 

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